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Como forma de reduzir o volume de drogas e produtos contrabandeados nos depósitos federais, o governo vai editar Medida Provisória que permite ao Poder Judiciário certificar a chamada prova de delito e, deste modo, dar fim ao material sob custódia da polícia. O assunto foi tratado na reunião de coordenação, nesta segunda-feira (18/7), no Palácio do Planalto, sob comando da presidenta Dilma Rousseff, e anunciado pelo vice-presidente Michel Temer, em entrevista coletiva ao término do encontro.

“Na quarta-feira teremos uma reunião no meu gabinete com os ministros da Justiça, Defesa, Meio Ambiente, Fazenda e Assuntos Estratégicos, quando deverá surgir o esboço da MP. Com o texto fechado, enviarei a proposta para a Casa Civil que, se estiver de acordo, a encaminhará para o Congresso Nacional”, explicou Temer.

O vice-presidente disse que o objetivo é reduzir a corrupção, pois a permanência, por exemplo, de drogas ou até mesmo armas, carros e produtos eletrônicos nos depósitos pode levar à tentativa de suborno aos agentes públicos para que os produtos retornem aos criminosos. A proposta é que um juiz ateste a quantidade de drogas e, em seguida, a polícia proceda à incineração do entorpecente. No caso de produtos contrabandeados, como eletrônicos ou veículos, o magistrado, tão logo proceda a certificação, libera o material para leilão.

Michel Temer contou também que na reunião de coordenação fez relato sobre a Operação Sentinela referente aos últimos meses, quando as apreensões quintuplicaram. Segundo Temer, “os resultados são excelentes” e levam o governo a crer que “a tendência” é diminuir o tráfico de drogas e contrabando na região de fronteira. Essa operação integra o Plano Estratégico de Fronteiras anunciado recentemente pela presidenta Dilma.

Os números do Ministério da Justiça, divulgados na semana passada, confirmam que os 30 primeiros dias dessa operação mostraram que a fiscalização ostensiva, aliada à ações de inteligência e a integração com outros países é capaz de coibir crimes transnacionais, como o tráfico de drogas e armas e o contrabando de produtos. Foram apreendidas pelo menos 11 toneladas de maconha e cocaína, 283,7 mil aparelhos eletrônicos e 358 mil pacotes de cigarros, além da prisão em flagrante de 550 pessoas.

As apreensões de maconha, ainda segundo o MJ, subiram 64,2%, em comparação ao total apreendido de janeiro a maio de 2011. Segundo o relatório de junho deste ano, 10,5 toneladas de maconha foram apreendidas, enquanto o total de janeiro a maio ficou em 6,38 toneladas. O volume de cocaína apreendida (527,38 Kg) é 233 vezes maior do que a quantidade de junho de 2010.

Crise econômica mundial -- O vice-presidente informou, na entrevista, que o secretário-executivo e ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, fez um relato aos participantes da reunião sobre o cenário econômico mundial. Na avaliação de Temer, a situação nos Estados Unidos não resultará em moratória, pois existe a possibilidade de o presidente Barack Obama recorrer à Suprema Corte, caso o Congresso americano não feche um acordo sobre a elevação do teto da dívida pública e a redução de quase um terço de seu valor em dez anos.

Deste modo, segundo Temer, o governo brasileiro tem acompanhado os movimentos no cenário internacional sem qualquer preocupação sobre eventuais consequências das crises localizadas que rondam países na Europa, bem como os Estados Unidos.


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Presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, Timothy Geithner, durante audiência. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu em seu gabinete na tarde desta segunda-feira (6/2) o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner. A ocasião foi vista como uma oportunidade para tratarem do crescimento do comércio entre os dois países e da necessidade de se equilibrar a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos, ponto fortemente defendido pela presidenta durante o encontro.

Na oportunidade, o secretário americano disse que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está com grandes expectativas a respeito de sua visita ao Brasil, prevista para o próximo mês, e classificou a relação entre os dois países como estratégica. Geithner afirmou ainda à presidenta que está otimista em relação à economia americana e que, em encontro com empresários do Brasil, notou uma impressão positiva da economia do país.

“Nosso foco é tirar vantagem deste momento pós crise econômica – Estados Unidos e Brasil – e garantir que trabalhemos juntos em um nível global para construir uma relação econômica mais balanceada, mais estável, mais forte e melhor”, disse Geithner, em entrevista coletiva concedida após a reunião.

O secretário do Tesouro americano manifestou ainda interesse sobre fontes de energia limpa e ressaltou a importância de um acordo sobre a Rodada de Doha, opinião compartilhada pela presidenta.

Por sua vez, ao tratar sobre o G-20, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que não se pode responsabilizar as commodities pelo desequilíbrio na economia mundial e defendeu a estabilidade da balança comercial, não apenas com os Estados Unidos, mas com demais países do mundo.

Participaram ainda da reunião no Palácio do Planalto os ministros brasileiros Guido Mantega (Fazenda) e Antonio Palocci (Casa Civil), o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas A. Shannon, além de assessores de Geithner.


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Presidenta Dilma comandou a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (14/1), no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (14/1), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff deu o tom daquilo que pretende pautar sua administração. Na abertura do encontro, ela destacou que quer “uma gestão com transparência, princípios éticos e republicanos”. O encontro serviu também para agrupar os 37 ministérios em quatro fóruns que atuarão de modo mais ordenado em temas como a Erradicação da Pobreza, liderado pelo Ministério do Desenvolvido Social e Combate à Fome (MDS); Desenvolvimento Econômico, sob liderança do Ministério da Fazenda; Infraestrutura e PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], a cargo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e, Direitos à Cidadania, pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

Após a reunião, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Fernando Bezerra (Integração Nacional) concederam entrevista coletiva para informar sobre as diretrizes tomadas durante a reunião ministerial. O ministro Mantega contou que fez uma apresentação sobre o cenário da economia brasileira e alguns reflexos do mercado internacional a partir da crise financeira mundial. O ministro informou que a economia nacional teve um excelente resultado durante os dois mandatos do ex-presidente Lula.

“Em oito anos do governo Lula colocamos o país na rota do desenvolvimento. Neste período do governo Dilma queremos consolidar esse desenvolvimento”, disse.

Mantega informou que será editada uma Medida Provisória (MP) que estabelecerá a política de reajuste do salário mínimo para o período 2011/2015. Deste modo, conforme explicou, os trabalhadores terão a garantia de que o valor do mínimo sofrerá um ajuste tomando por base a inflação do ano anterior e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Por isso, segundo assinalou, no próximo ano o aumento do mínimo deve ficar na casa de 14%.

O ministro assegurou também que o novo mínimo será de R$ 545,00 e passa a valer no primeiro dia de fevereiro. Segundo Mantega, o governo permitirá um ajuste de R$ 5,00 sobre o valor que havia sido anunciado porque foi fechada a inflação de 2010. Como a aplicação do índice de reajuste levaria a um mínimo de R$ 543,00, o governo decidiu arredondar o valor de modo a facilitar inclusive o saque em caixas eletrônicos.

Outro ponto da reunião foi o contingenciamento do Orçamento da União para 2011. Mantega informou que os Ministérios farão levantamento daquilo que poderão reduzir nas respectivas despesas. Ele citou como exemplo os gastos com diárias de servidores e viagens, aluguéis de prédios ou de carros. A ministra Miriam Belchior assegurou que o ponto mais importante neste aspecto foi que os ministros concordaram que é importante diminuir os gastos da máquina pública.

“Não foi definido o montante do contingenciamento. Não houve definição a respeito diso. Não discutimos qualquer cenário. Deixamos apenas uma lição de casa. É para uma avaliaçào deles”, explicou Miriam Belchior.

A partir de agora, as definições serão feitas em encontros trilaterais, ou seja, com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, além do ministério envolvido. “O importante é que os ministros se dispuseram a olhar para dentro e ver onde é possível fazer os ajustes”, disse a ministra.


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Presidenta Dilma comandou a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (14/1), no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (14/1), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff deu o tom daquilo que pretende pautar sua administração. Na abertura do encontro, ela destacou que quer “uma gestão com transparência, princípios éticos e republicanos”. O encontro serviu também para agrupar os 37 ministérios em quatro fóruns que atuarão de modo mais ordenado em temas como a Erradicação da Pobreza, liderado pelo Ministério do Desenvolvido Social e Combate à Fome (MDS); Desenvolvimento Econômico, sob liderança do Ministério da Fazenda; Infraestrutura e PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], a cargo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e, Direitos à Cidadania, pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

Após a reunião, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Fernando Bezerra (Integração Nacional) concederam entrevista coletiva para informar sobre as diretrizes tomadas durante a reunião ministerial. O ministro Mantega contou que fez uma apresentação sobre o cenário da economia brasileira e alguns reflexos do mercado internacional a partir da crise financeira mundial. O ministro informou que a economia nacional teve um excelente resultado durante os dois mandatos do ex-presidente Lula.

“Em oito anos do governo Lula colocamos o país na rota do desenvolvimento. Neste período do governo Dilma queremos consolidar esse desenvolvimento”, disse.

Mantega informou que será editada uma Medida Provisória (MP) que estabelecerá a política de reajuste do salário mínimo para o período 2011/2015. Deste modo, conforme explicou, os trabalhadores terão a garantia de que o valor do mínimo sofrerá um ajuste tomando por base a inflação do ano anterior e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Por isso, segundo assinalou, no próximo ano o aumento do mínimo deve ficar na casa de 14%.

O ministro assegurou também que o novo mínimo será de R$ 545,00 e passa a valer no primeiro dia de fevereiro. Segundo Mantega, o governo permitirá um ajuste de R$ 5,00 sobre o valor que havia sido anunciado porque foi fechada a inflação de 2010. Como a aplicação do índice de reajuste levaria a um mínimo de R$ 543,00, o governo decidiu arredondar o valor de modo a facilitar inclusive o saque em caixas eletrônicos.

Outro ponto da reunião foi o contingenciamento do Orçamento da União para 2011. Mantega informou que os Ministérios farão levantamento daquilo que poderão reduzir nas respectivas despesas. Ele citou como exemplo os gastos com diárias de servidores e viagens, aluguéis de prédios ou de carros. A ministra Miriam Belchior assegurou que o ponto mais importante neste aspecto foi que os ministros concordaram que é importante diminuir os gastos da máquina pública.

“Não foi definido o montante do contingenciamento. Não houve definição a respeito diso. Não discutimos qualquer cenário. Deixamos apenas uma lição de casa. É para uma avaliaçào deles”, explicou Miriam Belchior.

A partir de agora, as definições serão feitas em encontros trilaterais, ou seja, com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, além do ministério envolvido. “O importante é que os ministros se dispuseram a olhar para dentro e ver onde é possível fazer os ajustes”, disse a ministra.


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Viagens internacionais

O presidente Lula retornou do jantar oferecido pelo presidente de Moçambique, Armando Eduardo Guebuza, e conversou com jornalistas que o aguardavam no saguão do hotel. O tema central a entrevista foi a reunião do G20 que ocorre esta semana em Seul, na Coreia. Num primeiro momento, Lula explicou que irá levar para o encontro a experiência adotada pelo governo brasileiro durante a crise financeira mundial ocorrida no último trimestre de 2008. O presidente brasileiro descartou que apresentará proposta para o encontro com os chefes de Estado e de Governo das 20 potências.

“Primeiro, no G20 a gente não leva proposta. O G20 não é um congresso em que a gente leva tese para ser aprovada, mas ideias para serem debatidas. Nós estamos desde que começou a crise mundial em 2008 dizendo que só existe uma possibilidade de resolver a crise que é evitar o protecionismo entre as nações que fazem comércio mundial. Cada país precisa fazer política anticiclica que nós fizemos. Como os países ricos habitualmente tentavam dar lições, seria importante aprender o que nós fazemos para adotar políticas iguais.”

Ouça abaixo a íntegra da entrevista concedida pelo presidente Lula em Maputo.


Lula citou exemplos como a solução adotada pelo governo brasileiro para equacionar a crise no setor automobilístico. Segundo ele, as ações do governo federal permitiram equacionar o problema em poucas semanas. Enquanto isso, as maiores potências econômicas demandaram mais tempo. Com relação à questão do crédito, que no Brasil foi resolvida em dois meses, o presidente explicou que existem países que convivem com estas dificuldades até os dias atuais.

O presidente brasileiro argumentou também que as contantes guerras cambiais devem ser debatidas, bem como a criação de um mecanismo que permita a fiscalização do sistema financeiro mundial. Lula lembrou que certos países – em especial os considerados mais ricos – sempre davam palpites quando os problemas eram com nações economicamente inferiores.

“Então estou dando um palpite. Façam como se faz no Brasil que as coisas ficam mais fáceis”, disse.

Na entrevista, o presidente foi questionado também sobre aumentos de salários que estão sendo autorizados pelo Congresso Nacional para os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Segundo ele, em 2002, quando foi eleito para o primeiro mandato, o Legislativo aprovou reajuste para todos os escalões, mas exclui o presidente da República. Ele lembrou que na ocasião recebeu indicação de uma brecha, mas preferiu não se benficiar. Porém, no momento atual, ele acha importante que a decisão seja tomada.

O presidente explicou que encerrou por Moçambique a sua última etapa como presidente do Brasil porque existiam questões que precisavam ser resolvidas, como a fábrica que produzirá remédios para tratamento de cidadãos infectados pelo vírus da Aids e a implantação do pólo de ensino à distância. Lula conclui a vista a Moçambique nesta quarta-feira (10//11), com visita às instalações da fábrica de antirretrovirais.

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Vídeo Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

Durante audiência concedida ao primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, no Instituto de Feiras de Madri (IFEMA), o presidente Lula sugeriu que o líder grego declare ao mundo que a crise financeira internacional que assolou recentemente aquele país não foi criada por Papandreou. O grego mostrou-se muito interessado nas medidas adotadas pelo governo brasileiro entre 2008 e 2009, no auge da crise que atingiu os mercados globais. Lula e Papandreou participaram da VI Cúpula União Europeia, América Latina e Caribe ocorrida na capital da Espanha.

“Tem uma disputa no mundo. Essa crise não é da esquerda. Sabe o que me deixa constrangido? É que a direita faz as crises e depois obriga a esquerda a fazer o corte nos salários que eles não fizeram”, afirmou.

“E ainda somos responsáveis pela crise!”, exclamou o presidente grego. Lula concordou e retrucou: “Por isso que eu acho que tem um debate político e não apenas econômico”.

Embora admita que não há fórmulas para resolver a questão da Grécia e de entender que o problema não teve início na administração de Papoulias, Lula frisou da importância de evitar que o trabalhador pague a conta.

Ainda na conversa, Lula voltou a defender mudanças no mundo. Pois, conforme avaliou, se isso não acontecer “o mundo muda a gente”. Na audiência, o primeiro-ministro grego combinou um novo encontro no fim de maio, no Rio de Janeiro, quando ocorrerá a conferência Aliança das Civilizações. O evento atrairá as mais diversas lideranças políticas globais.

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Presidente Lula discursa durante Fórum Empresarial Brasil-Rússia (Moscou, Rússia, 14/05/2010) Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula discursa durante Fórum Empresarial Brasil-Rússia (Moscou, Rússia, 14/05/2010) Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisO uso das moedas brasileiras e russas no comércio entre os dois países consiste num importante desafio do século 21. A posição foi apresentada pelo presidente Lula durante discurso de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Rússia. Para uma plateia de cerca de 300 empresários, Lula explicou que tal proposta se faz necessária para que “não estejamos tão vulneráveis”. Ele enfatizou que a recente crise financeira na Grécia mostrou que as medidas adotadas pelas grandes potências não foram suficientes para impedir que outros países ainda sejam afetados.

Além disso, o presidente brasileiro defendeu que Brasil e Rússia, seja em qualquer fórum mundial -- como exemplo G-20 ou Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) -, façam prevalecer o setor produtivo em relação ao setor financeiro. Explicou também que o setor financeiro deve ter por função destinar recursos ao segmento produtivo. Lula contou a experiência do Brasil, onde os bancos públicos tiveram papel fundamental no momento da crise econômica mundial que se alastrou no último trimestre de 2008.

“No Brasil, se não fossem os bancos públicos BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal teríamos dificuldades para enfrentar a crise”, explicou. Ele enfatizou que “no Brasil não teve mágina na economia”, mas o que prevaleceu foi a seriedade das autoridades locais no enfrentamento do problema.

Ouça a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição, clique aqui.

Outro desafio lançado pelo presidente Lula foi exatamente a operação aérea direta Brasil-Rússia. Segundo explicou, a inexistência de voo ligando Moscou a outra capital brasileira é algo inexplicável para os dois países que desejam ampliar as relações comerciais. Lula destacou também as oportunidades que estão sendo apresentadas pelo Brasil. Conforme explicou, o momento brasileiro, que se prepara para a Copa 2014 e os Jogos Olímpicos 2016, permite que os investidores russos se voltem para o mercado nacional.

Ao propor um fluxo comercial de US$ 10 bilhões ainda este ano, Lula lembrou que no passado o Brasil dava prioridade aos blocos econômicos da Europa e do Estados Unidos. No entanto, em sua gestão, passou a valorizar o comércio com países das Américas do Sul e Latina, com o continente africano, além do fortalecimento das relações com os países árabes e asiáticos.

Antes de participar do fórum empresarial, Lula compareceu à cerimônia de deposição de oferenda floral no túmulo do soldado desconhecido da II Guerra Mundial. À tarde, o presidente reúne-se com o presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, e com o primeiro-ministro, Vladimir Putin. Em seguida, Lula embarca para Doha (Catar), o segundo país a ser visitado no périplo internacional. Até a próxima semana, ele passará por Teerã (Irã), Madri (Espanha) e Lisboa (Portugal).

Infográfico: Thiago Melo

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Presidente Lula cumprimenta operários da refinaria da Petrobras, em Araucária (PR). foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula cumprimenta operários da refinaria da Petrobras, em Araucária (PR). foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula aproveitou a cerimônia de conclusão da primeira etapa das obras de ampliação e modernização da Refinaria Getúlio Vargas (Repar) e inauguração da Unidade de Propeno, no município de Araucária (PR), para comentar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado ontem (11/3) pelo IBGE e as repercussões do tema na mídia nacional. Segundo Lula, os números levaram os jornais a compará-los ao desempenho de outros governos.

“Ontem saiu o resultado PIB 2009. Alguns tinham a ponta de um sorriso. Finalmente nós pegamos o Lula porque o PIB dele não cresceu. Hoje, fazem comparação até com o marechal Deodoro da Fonseca. Eu queria dizer uma coisa para vocês: se tem um país em que o povo não vivenciou a crise foi esse aqui. O consumo por família cresceu 4,1%”, explicou o presidente.

Na avaliação do presidente Lula, o que prejudicou em parte esse crescimento econômico foi o fato de que “alguns setores industrias ficaram com medo e deram cavalo de pau em seus investimentos”. O setor automobilístico foi citado como exemplo pelo fato de ter recebido orientações das matrizes das montadoras no exterior para que promovessem enxugamentos nas fábricas no território brasileiro. Para o presidente, a população teve destaque ao compreender o chamamento
que fez em 22 de dezembro de 2008, quando pediu que mantivesse o nível de consumo.

Ainda no discurso, Lula destacou a atuação do governo para impedir que as obras em Araucária e em outras unidades da Petrobras fossem interrompidas como defendia os órgãos de fiscalização. Segundo o presidente, houve uma mobilização rápida junto aos parlamentares e aos governadores para assegurar a continuidade das obras e, desta forma, evitou-se a demissão de 27 mil trabalhadores.

O presidente também defendeu o direito de prossseguir nas viagens pelo Brasil, participando de cerimônias de inaugurações e vistorias de obras. Ele disse que outro dia, quando mencionou que havia político inaugurando até maquete de obras, não sabia que o governador de São Paulo, José Serra, tinha feitoo mesmo. Só depois percebeu o ocorrido. Mas, assegurou que tal fato é parte da cultura política brasileira.

Ainda no discurso, Lula destacou a importância dos investimemntos da Petrobras que tem alavancado a indústria naval brasileira. Ele enfatizou também que o país caminha para um momento especial com a camada do pré-sal, o que permitirá recursos para educação, meio ambiente, ciência e tecnologia e cultura. Ele pediu as autoridades de Araucária que mantivessem projetos de urbanização para evitar o surgimento de favelas e sugeriu que fosse apresentado projeto para a construção de moradias no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Se não cuidarem do planejamento nascerão favelas. É importante cobinar o desenvolvimento econômico com os programas habitacionais. Cidades que estão tendo um grande pico de desenvolvimento podem ter problemas no futuro”, explicou.


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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi entrevistado no programa Bom Dia Ministro em cadeia de rádio na manhã desta quinta-feira (17/12). Meirelles contou sobre as medidas tomadas pelo BC e pelo governo brasileiro para atravessar o período da crise financeira e assegurou que a autoridade monetária continuará a adotar as medidas necessárias para que se alcance a meta de inflação fixada.

“O Brasil trabalhou sério, de forma correta e com bastante esforço nos últimos anos exatamente para que crescesse a taxas maiores para criar emprego e estar preparado para enfrentar crises. No passado, crises como essa traziam consequências dramáticas para o país e para a população. Porém, no ano passado, quando veio a crise, o País crescia à taxas elevadas de consumo, produção e investimento. Ao mesmo tempo, a inflação estava estabilizada e Brasil estava com mais de US$ 200 bilhões em reservas internacionais. E a dívida pública comparada com o produto do país estava caindo nos últimos anos. Isso tudo fez com que as ações tomadas fossem consideradas exemplares. Hoje, o Banco Central do Brasil é apontado como exemplo a ser seguido pelos demais BCs. Hoje, de fato, o Brasil sai mais forte da crise.”

Ouça aqui a íntegra da entrevista do presidente do BC, Henrique Meirelles:


Para o ano de 2010, Meirelles assegurou o compromisso com a meta de inflação de 4,5%. Segundo ele, o banco tomará as medidas que forem necessárias para alcançar as metas por meio de fixação de “política monetária adequada”. E garantiu: “O importante é que a população pode ficar tranquila que o BC vai manter a estabilidade de preços em 2010″.

Atualmente, esse volume de reservas do Brasil já ultrapassa os US$ 239 bilhões. De acordo com o que foi abordado na entrevista, este elevado nível de reservas [US$ 205 bilhões no final de 2008] ajudou o país a preservar o emprego e a renda em um momento de grave crise mundial: o Brasil tem hoje uma das menores taxas de desemprego da sua história, inferior à taxa de desemprego dos Estados Unidos e da União Europeia. A renda real dos trabalhadores e a massa salarial, inclusive decorrente dos programas sociais do governo, mantiveram a expansão durante a crise, contribuindo para manter o nível da demanda interna.

Outro dado que aponta que a saída da crise está consolidada foi o crescimento de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano. As medidas adotadas pelo Brasil e a saída da crise trazem ao país o reconhecimento internacional, que atrai cada vez mais investimentos estrangeiros. Uma das principais atribuições do Banco Central é a de garantir a estabilidade de preços, mantendo o poder de compra da moeda. Para isso, trabalha com regime de metas de inflação, que visa a manter a inflação em linha com uma meta preestabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2010, a previsão dos analistas do mercado é de que a taxa de inflação oficial fique dentro do intervalo da meta, pouco abaixo de 4,5%. O Banco Central também atua para ampliar a oferta de crédito e para reduzir as taxas de juros nos empréstimos. Em 2003, o volume de crédito de todo o sistema financeiro no Brasil era de cerca de R$ 418 bilhões. Neste ano, esse volume alcançou mais de R$ 1,3 trilhão.

Participaram do programa as rádios: Tupi (Rio de Janeiro/RJ), Jovem Pan AM (São Paulo/SP), CBN (Brasília/DF), Sociedade (Salvador/BA), Bandeirantes (São Paulo/SP), Gaúcha (Porto Alegre/RS), 730 AM (Goiânia/GO), Itatiaia (Belo Horizonte/MG), Guarujá (Florianópolis/SC), Verdes Mares (Fortaleza/CE), Amazonas AM (Manaus/AM), Banda B (Curitiba/PR), Jornal do Commercio (Recife/PE), Mirante (São Luís/MA) e Clube (Belém/PA).


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