Embora reconheça que a situação econômica no cenário internacional seja preocupante, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que o Brasil “está sólido e preparado para enfrentar as adversidades”. A informação foi transmitida pelo porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, nesta segunda-feira (5/9), após reunião de coordenação sob o comando da presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.
Em conversa com jornalistas no comitê de imprensa, Baena explicou que o ministro Mantega fez um relato sobre o assunto para ministros e lideranças do governo no Congresso Nacional.
Na reunião, segundo Baena, os participantes também trataram de projetos aprovados na Câmara dos Deputados, como o Pronatec, o SuperSimples e a liberação de recursos para construção de creches.
Embora reconheça que a situação econômica no cenário internacional seja preocupante, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que o Brasil “está sólido e preparado para enfrentar as adversidades”. A informação foi transmitida pelo porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, nesta segunda-feira (5/9), após reunião de coordenação sob o comando da presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.
Em conversa com jornalistas no comitê de imprensa, Baena explicou que o ministro Mantega fez um relato sobre o assunto para ministros e lideranças do governo no Congresso Nacional.
Na reunião, segundo Baena, os participantes também trataram de projetos aprovados na Câmara dos Deputados, como o Pronatec, o SuperSimples e a liberação de recursos para construção de creches.
Em entrevista às rádios mineiras Itatiaia FM-AM e Congonhas AM na manhã desta quinta-feira (1/9), a presidenta Dilma Rousseff reafirmou seu compromisso com a área da Saúde e ressaltou que, para que os serviços oferecidos à população sejam de qualidade é preciso se pensar em recursos para o setor. Ao ser questionada pelo entrevistador se era a favor do retorno da CPMF, a presidenta respondeu que não, que trabalha para a redução de impostos, mas que é necessário que a população seja esclarecida de que para resolver a equação ‘universalização, gratuidade e qualidade na Saúde’ é preciso discutir, de forma séria, meios para aumentar as verbas destinadas ao segmento.
Uma das saídas – lembrou a presidenta – é o Fundo Social do Pré-Sal, que destina parte dos recursos da exploração do petróleo da camada pré-sal para a melhoria da saúde pública do país. Já a aprovação da Emenda 29, na visão da presidenta, não garante sozinha o incremento que a área precisa para garantir qualidade no atendimento aos brasileiros. Ela lembrou, ainda, que é indispensável aumentar o número de médicos e profissionais da saúde.
“O Brasil tem um sistema de saúde que é universal, gratuito e tem que ser de qualidade, que é que nós queremos. Nenhum país do mundo resolveu essa equação sem investir muito em saúde, não há como (…). Você vai precisar cada vez mais de recursos para a Saúde para ela ser de qualidade.”
A presidenta Dilma Rousseff discursou também sobre a inter-relação entre a taxa de juros e a situação econômica internacional, e lembrou da autonomia do Banco Central, que anunciou ontem a queda dos juros. Ela disse que, no que cabe ao governo federal, a resposta ao cenário de instabilidade internacional está sendo elaborada em três frentes: manutenção do investimento em infraestrutura e programas sociais e incentivo ao emprego, consumo e produção; monitoramento contínuo das características da crise; e estímulo ao crescimento, com aumento do superávit, e postura austera naquilo que não se referir a investimento na área social.
“Não podemos olhar a crise com temor, temos que olhar a crise com ousadia, mas também com cautela, sabendo que o Brasil não tem porque sofrer as consequências dela (…)”, afirmou.
Entre outros assuntos, a presidenta Dilma mencionou também a questão da dívida dos estados com a União e disse que, mantendo-se a responsabilidade fiscal, é possível rever os contratos, o perfil da dívida e o cálculo dos juros. Sobre o marco regulatório da mineração, Dilma Rousseff informou que para não cometer nenhum excesso, nem tampouco nenhuma escassez, o prazo para lançamento do marco está um pouco maior do que o que ela gostaria, que era entre julho e agosto de 2011. “Mas acredito que nós avançamos muito”, disse.
Presidenta Dilma Rousseff recebe o presidente do Conselho de Administração do Grupo Isolux, Luis Antonio Delso Heras, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Em encontro com a presidenta Dilma Rousseff na tarde desta sexta-feira (19/8), em Brasília (DF), o presidente do Conselho de Administração do Grupo Isolux, Luis Antonio Delso Heras, anunciou a transferência, para o Brasil, da sede da Isolux Infrastructure SA, empresa responsável pelas atividades de concessões – rodovias e transmissão de energia – e de geração de energia solar do Grupo espanhol. A sede funcionará na cidade de São Paulo.
Com a instalação da companhia no país, o Grupo investirá R$ 5 bilhões no Brasil até 2014, informou, à imprensa, o presidente do Conselho de Administração da Isolux Infrastructure SA, João Nogueira Batista. O executivo afirmou que a presidenta Dilma Rousseff ficou muito satisfeita com a transferência da sede da empresa para o país, o que resultará na criação de muitos empregos, e colocou que “desejaria ver a própria construtora participando como empresa brasileira de todo o processo de crescimento que o Brasil tem pela frente”.
“A presidenta recebeu a notícia com muito bom grado e surpresa (…). É um movimento estratégico e de crença no potencial do Brasil”, disse João Nogueira Batista.
Ele informou que durante a audiência houve troca de informações acerca da crise financeira internacional. Segundo Batista, a presidenta mencionou o cenário global de dificuldades, mas ressaltou a situação privilegiada do Brasil.
Em discurso para empresários brasileiros e jordanianos, presidente Lula destaca importância da parceria comercial entre os dois países. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Em discurso para empresários e autoridades do Brasil e da Jordânia, nessa quinta-feira (18/3), em Amã, o presidente Lula propôs que os dois países aproveitem “esse momento de tensão econômica que o mundo vive” para fazer aquilo que classificou como sendo “algo novo”. Deste modo, na avaliação do presidente brasileiro, vamos “descobrir o que cada um de nós pode oferecer para o outro na construção de um mundo solidário e mais fraterno”.
Lula lembrou que o Brasil terá eleições em outubro e, mesmo com a mudança do comando na Presidência da República, quatro condições fundamentais para que o país continue crescendo serão mantidas: estabilidade econômica, controle da inflação, financiamento público e distribuição de renda. Ao término, o presidente enfatizou a importância de mais encontros entre empresários brasileiros e jordanianos para consolidar as parcerias comerciais.
Com o encerramento do seminário empresarial Brasil-Jordânia, o presidente Lula concluiu a primeira viagem de um chefe de Estado brasileiro ao Oriente Médio. Do último domingo, quando desembarcou em Israel, passou pela Palestina e chegou à Jordânia, Lula manteve conversas políticas e econômicas com empresários e autoridades das nações visitadas.
Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula.
Ao deixar o local da reunião com empresários, o presidente brasileiro conversou com jornalistas que o acompanham na viagem ao Oriente Médio. Ouça abaixo a íntegra da entrevista:
Na Jordânia, o presidente destacou também a importância daquele país no papel de consolidação da paz na região. Segundo ele, a Jordânia é um país de paz e que procura cada vez mais crescer e se desenvolver. Lula disse que os governantes dos dois países estão fazendo “a nossa parte”, ou seja, de induzir e fomentar os investimentos, mas explicou que é necessário aos empresários que, com o ímpeto de descobridores, façam o restante.
“Essa crise econômica foi para nós a mesma coisa que foi a queda do muro de Berlim. A queda do muro de Berlim obrigou todo mundo a repensar a política. A crise da economia obrigou repensar a não ficarmos na mesmice”, disse.
Lula lembrou a ingerência do FMI nos países mais pobres, inclusive dando palpites, mas desconhecia o que se passava nas economias das grandes potencias mundiais. “Essa crise fez uma coisa maior: valorizar o papel do Estado. Não o Estado gerenciador, estatísta, empresarial, mas o Estado indutor e fiscalizador. Porque se o Estado tivesse cumprindo a sua função o Lehman Brother não teria chegado à situação que chegou e os bancos americanos não teriam vendido ilusão para o mundo inteiro sem produzir um único emprego ou produto”, afirmou.
A diversificação econômica foi papel crucial para que o Brasil estivesse mais preparado para a crise financeira mundial. Segundo Lula, em 2003, quando assumiu a Presidência da República, buscou direcionar a parceria comercial para outras regiões do planeta. Em vez de ficar estreitando os laços com a Europa e os Estados Unidos, o governo brasileiro apostou nos países árabes e africanos, sem contar com as parcerias na América do Sul.
O presidente pregou o otimismo ao dizer que as empresas brasileiras estão capacitadas para atuar em diferentes segmentos jordanianos, assim como o Brasil se abre para receber indústrias da Jordânia. Lula citou também números da economia como o crescimento do crédito para a população e a participação das classes mais pobres no mercado de consumo.
“O que fez o nosso país crescer foi a distribuição de renda. Levamos 30 milhões brasileiros para classe média. É extraordinário quando analisamos as pesquisas hoje e vemos que a parte mais pobre está consumindo mais alimento e material de limpeza., porque as pessoas tiveram contato com dinheiro e começaram comprar o essencial para a sobrevivência”, enfatizou.
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O presidente Lula, em entrevista exclusiva ao Jornal do Comércio, de Porto Alegre (RS), publicada nesta sexta-feira (5/2), afirmou que o seu governo passou “a cuidar dos dois terços da população que nunca eram levados em conta na hora de se formular as políticas públicas”. Segundo o presidente, “governos anteriores estavam voltados apenas para um terço dos brasileiros, os da faixa superior de renda”. No entendimento de Lula, “é possível combinar crescimento econômico com distribuição de renda, ou seja, com a redução das desigualdades sociais”.
“Os êxitos que o Brasil vem colecionando nesse campo [cenário internacional] são a maior demonstração de que estabilidade macroeconômica, crescimento e combate à pobreza são mais do que compatíveis. Na verdade, elas se reforçam mutuamente. Em nosso governo, passamos a cuidar dos dois terços da população que nunca eram levados em conta na hora de se formular as políticas públicas. Governos anteriores estavam voltados apenas para um terço dos brasileiros, os da faixa superior de renda, e se lixavam para o restante. Ao ampliar a renda e, portanto, o poder aquisitivo dos segmentos mais pobres da sociedade, não estamos apenas fazendo justiça social e estendendo os direitos básicos de cidadania a todos os brasileiros. Estamos também simultaneamente ampliando o mercado consumidor para a produção nacional. A demanda resultante do maior poder aquisitivo da população movimentou o comércio de bens e serviços no País. Estamos trabalhando nos marcos do sistema dentro do qual fomos eleitos e comprovando, pela primeira vez, que é perfeitamente possível combinar crescimento econômico com distribuição de renda, ou seja, com a redução das desigualdades sociais.”
Lula também respondeu à questões sobre o tamanho da dívida pública brasileira, a política econômica adotada pelo governo, a inserção de milhões de cidadãos aos mercados de trabalho e de consumo, bem como a aquisição de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB):
“Eu penso que o resultado do enfrentamento da crise mostra que tomamos as decisões corretas. No ano mais agudo da crise, 2009, tivemos a criação de quase 1 milhão de novos empregos com carteira assinada, enquanto vários outros países perderam postos de trabalho. Aliás, quando a crise chegou, nós já estávamos mais bem preparados, com um sistema bancário sólido, um excelente volume de reservas e um mercado interno forte, proporcionado pelas nossas políticas sociais. Mesmo nessa situação confortável, tomamos várias medidas adicionais, centradas em três linhas. Em primeiro lugar, trabalhamos para reduzir o impacto da retração do crédito, com várias medidas: aumentamos em R$ 100 bilhões o volume de recursos do BNDES para empréstimos, diminuímos os compulsórios dos bancos, reduzimos os juros dos bancos públicos, promovemos a redução da alíquota do Imposto de Renda e do IPI de vários setores da economia. Em segundo lugar, em vez de reduzir os investimentos nas obras do PAC, nós ampliamos o volume de recursos de R$ 504 bilhões para R$ 646 bilhões até 2010. Além do volume inédito de recursos que estamos injetando na economia, ainda estamos eliminando os gargalos de infraestrutura que atravancavam o desenvolvimento. Em terceiro lugar, procuramos aprimorar as políticas sociais, mantendo e ampliando o Bolsa Família que hoje beneficia 12,4 milhões de famílias brasileiras, além de continuar com a política de valorização do salário mínimo, que já cresceu mais de 60% acima da inflação, desde 2003. E, por sabermos que num cenário de crise, o fator psicológico tem um grande peso, nós trabalhamos para evitar o pânico, injetando confiança nos atores econômicos e estimulando a população a continuar consumindo. E o povo brasileiro reagiu de forma espetacular. Não se deixou levar pelos alarmistas e manteve a roda da economia girando. Como os resultados foram mais do que satisfatórios, tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, temos aí um roteiro pronto do que fazer diante de uma crise.”
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