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Primeira-dama participa do encerramento do Seminário “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Novas Estratégias de Enfrentamento”

Primeira-dama com integrantes do projeto Vira Vida, do SESI, para reintegração social (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Engajada no combate à exploração sexual de jovens e crianças, a primeira-dama Marisa Letícia participou hoje (21) do encerramento do Seminário “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Novas Estratégias de Enfrentamento”, promovido pelo SESI e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR). O encontro integra a programação da semana em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio.

Durante o encontro, o governo federal anunciou a expansão dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS). Com a ampliação para mais 142 centros, até 2011, os investimentos nos CREAS vão passar de R$ 75 milhões para R$ 112 milhões anuais.  Atualmente, estão espalhados pelo Brasil 1,2 mil CREAS, dos quais, 1.057 recebem recursos do federais.


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Prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, e presidente Lula durante cerimônia de inauguração do Espaço Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente Dona Lindu. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, e presidente Lula durante cerimônia de inauguração do Espaço Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente Dona Lindu. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante a cerimônia de inauguração da Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente em São Bernardo do Campo (SP), as crianças foram as estrelas da festa. Depois do discurso emocionado do Alisson Lincoln, que ficou super nervoso no palco mas conseguiu dizer muito bem o que queria, agradecendo a criação do espaço feito especialmente para as crianças, um grupo de jovens da Fundação Criança fez uma apresentação musical para o presidente Lula, os ministros do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias, e dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho. Em sua fala, Lula destacou a importância de as crianças serem tratadas com respeito e dignidade, e que tenham oportunidade de construir um bom futuro.

Para Lula, além do problema social que resulta em pessoas sem esperança, o Brasil está enfrentando um grave problema de desagregação da família, resultado de mais de 25 anos sem investimento em ensino de todos os níveis. O presidente acredita que o único jeito de mudar a realidade é com a estruturação das famílias e investimento em educação, afinal “tudo começa a partir do amor dentro do espaço do convívio familiar”.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O presidente criticou o tratamento repressivo que historicamente foi dado aos jovens infratores do Brasil em instituições como a extinta Febem, que não tinham caráter educativo. “Com um modelo como o da Febem não é possível domesticar nem cachorro, quem dirá um ser humano”, afirmou Lula. Ele acredita nas diretrizes da nova política para atendimento dos adolescentes em conflito com a lei, que valoriza as medidas em meio aberto e enfatiza os aspectos pedagógicos. Trata-se do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).

Para Lula, iniciativas como a Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente podem resgatar o presente e dá novo significado ao futuro de meninos e meninas que merecem cuidado, dignidade e respeito, envolvendo toda a família dos jovens. Para exemplificar o que passam muitos jovens dos Brasil, que não merecem ser julgados superficialmente por agirem mal e merecem uma segunda chance, Lula contou a história de três garotos que conheceu na Praça da Sé, em São Paulo, em 1998, antes de ser presidente. Quando conheceu os meninos que moravam na Praça, sem cuidado e sem perspectiva, levou os garotos para casa para tomarem banho, vestirem roupas limpas e jantarem. Ele queria que os meninos dormissem lá enquanto pensava numa saída para eles, mas percebeu que tinham pressa para voltar para a rua. Aquelas crianças não confiavam em adultos, não acreditavam na família.

Tempos depois encontrou de novo os garotos e deu roupas e sapatos novos para eles, mas logo soube que eles haviam vendido tudo para comprar drogas. Foi então que Lula se prontificou a levá-los de volta para a casa dos pais, para tentarem mudar de vida, mas logo percebeu que “era o último lugar que eles queriam ir”. Não era para menos, levando em conta a história de um deles enquanto morava com a mãe. O garoto era constantemente espancado pelo namorado da mãe, que tinha como hobby fazer a criança de saco de pancadas. Nessas condições, é fácil perceber porque ele optou por viver na rua.


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Prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, e presidente Lula durante cerimônia de inauguração do Espaço Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente Dona Lindu. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, e presidente Lula durante cerimônia de inauguração do Espaço Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente Dona Lindu. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante a cerimônia de inauguração da Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente em São Bernardo do Campo (SP), as crianças foram as estrelas da festa. Depois do discurso emocionado do Alisson Lincoln, que ficou super nervoso no palco mas conseguiu dizer muito bem o que queria, agradecendo a criação do espaço feito especialmente para as crianças, um grupo de jovens da Fundação Criança fez uma apresentação musical para o presidente Lula, os ministros do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias, e dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho. Em sua fala, Lula destacou a importância de as crianças serem tratadas com respeito e dignidade, e que tenham oportunidade de construir um bom futuro.

Para Lula, além do problema social que resulta em pessoas sem esperança, o Brasil está enfrentando um grave problema de desagregação da família, resultado de mais de 25 anos sem investimento em ensino de todos os níveis. O presidente acredita que o único jeito de mudar a realidade é com a estruturação das famílias e investimento em educação, afinal “tudo começa a partir do amor dentro do espaço do convívio familiar”.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O presidente criticou o tratamento repressivo que historicamente foi dado aos jovens infratores do Brasil em instituições como a extinta Febem, que não tinham caráter educativo. “Com um modelo como o da Febem não é possível domesticar nem cachorro, quem dirá um ser humano”, afirmou Lula. Ele acredita nas diretrizes da nova política para atendimento dos adolescentes em conflito com a lei, que valoriza as medidas em meio aberto e enfatiza os aspectos pedagógicos. Trata-se do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).

Para Lula, iniciativas como a Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente podem resgatar o presente e dá novo significado ao futuro de meninos e meninas que merecem cuidado, dignidade e respeito, envolvendo toda a família dos jovens. Para exemplificar o que passam muitos jovens dos Brasil, que não merecem ser julgados superficialmente por agirem mal e merecem uma segunda chance, Lula contou a história de três garotos que conheceu na Praça da Sé, em São Paulo, em 1998, antes de ser presidente. Quando conheceu os meninos que moravam na Praça, sem cuidado e sem perspectiva, levou os garotos para casa para tomarem banho, vestirem roupas limpas e jantarem. Ele queria que os meninos dormissem lá enquanto pensava numa saída para eles, mas percebeu que tinham pressa para voltar para a rua. Aquelas crianças não confiavam em adultos, não acreditavam na família.

Tempos depois encontrou de novo os garotos e deu roupas e sapatos novos para eles, mas logo soube que eles haviam vendido tudo para comprar drogas. Foi então que Lula se prontificou a levá-los de volta para a casa dos pais, para tentarem mudar de vida, mas logo percebeu que “era o último lugar que eles queriam ir”. Não era para menos, levando em conta a história de um deles enquanto morava com a mãe. O garoto era constantemente espancado pelo namorado da mãe, que tinha como hobby fazer a criança de saco de pancadas. Nessas condições, é fácil perceber porque ele optou por viver na rua.


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Mais professores. Esta é a vontade do menino Alisson, 9 anos, uma das 3 mil crianças e adolescentes assistidas pela Fundação Criança de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Bastante emocionado, Alison contou ao Blog do Planalto que o projeto mudou sua vida. Há um ano sendo assistido pela equipe comandada pelo advogado Ariel de Castro Alves, o menino conta que era bastante levado e atualmente leva uma vida bastante tranquila. Alisson discursou como representante das crianças na cerimônia de inauguração da “cidade” Dona Lindu, no bairro Assunção, em São Bernardo.


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Eurídice Ferreira de Mello, a Dona Lindu, mãe do presidente Lula e falecida na década de 1970, dá nome ao parque Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente a ser inaugurado neste sábado (29/1) em São Bernardo do Campo (SP), a partir das 17 horas, pelo presidente Lula. Localizado no bairro Assunção, o parque ocupa um terreno de 36 mil metros quadrados e prestará diversos serviços de assistência à infância e ao adolescente que se encontra em situação de risco, vulnerabilidade social e conflito com a lei.

No mesmo espaço funcionará também um centro de referência com salas do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Tutelar, bem como entidades civis ligadas à prestação de serviço aos menores carentes. O local abriga biblioteca, vídeoteca, laboratório de informática e auditório. O parque Dona Lindu é coordenado pela Fundação da Criança.

Segundo o diretor presidente da entidade, Ariel de Castro Alves, “o espaço contempla atividades e atendimento aos menores. A integração dos serviços torna a assistência e a inclusão mais eficientes”:


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