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O IBGE divulgou nesta sexta-feira (3/6) os números do PIB brasileiro. Segundo o instituto, em relação ao quarto trimestre de 2010, o PIB a preços de mercado do primeiro trimestre de 2011 cresceu 1,3%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. O maior destaque foi a agropecuária (crescimento de 3,3% no volume do valor adicionado), seguida da indústria (2,2%) e dos serviços (1,1%).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, o PIB cresceu 4,2% e, dentre as atividades econômicas, destacou-se o aumento dos serviços (4,0%), seguidos pela indústria (3,5%) e pela agropecuária (3,1%).

No acumulado nos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2011 (12 meses), o crescimento foi de 6,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O PIB em valores correntes alcançou R$ 939,6 bilhões no primeiro trimestre.

Na comparação com o 4º trimestre de 2010, investimento volta a acelerar

Na comparação com o 4º trimestre de 2010 (em que o PIB teve aumento de 1,3%), o crescimento da indústria foi de 2,2%, com destaque para o desempenho da indústria de transformação (2,8%). Construção civil (2,0%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,7%) também cresceram; já a extrativa mineral caiu 1,5%.

No setor de serviços (1,1%), as maiores elevações foram em comércio (1,9%) e transporte, armazenagem e correio (1,7%). Os serviços de informação tiveram crescimento de 1,1%, seguidos por administração, saúde e educação públicas (0,9%) e atividades imobiliárias e aluguel (0,2%). A atividade outros serviços registrou estabilidade no trimestre, enquanto intermediação financeira e seguros teve queda de 0,4%.

Em relação aos componentes da demanda interna, o destaque ficou com a formação bruta de capital fixo (FBCF ou investimento planejado), que voltou a acelerar e registrou expansão de 1,2% no primeiro trimestre de 2011 (depois de ter crescido 0,4% no trimestre imediatamente anterior).

Após apresentar crescimentos de 1,1%, 1,7% e 2,3%, respectivamente, nos últimos três trimestres de 2010, a despesa de consumo das famílias desacelerou e teve variação de 0,6% no primeiro trimestre de 2011. Já a despesa de consumo da administração pública cresceu 0,8%.

Presidente do BC, Alexandre Tombini, comentou os resultados do PIB

“O crescimento de 4,2% do PIB no primeiro trimestre deste ano, em relação ao primeiro trimestre de 2010, segundo os dados das Contas Nacionais divulgados hoje pelo IBGE, confirma que a economia brasileira se encontra em um ciclo sustentado de expansão, em ritmo mais condizente com o equilíbrio interno e externo.

A demanda doméstica continua sendo o grande suporte da economia, com o consumo das famílias registrando crescimento de 5,9%, em relação ao primeiro trimestre de 2010 (trigésima variação positiva consecutiva nessa base de comparação), desempenho que tem sido impulsionado pela expansão moderada do crédito às famílias, pela geração de empregos e de renda. A Formação Bruta de Capital Fixo, uma boa medida do investimento, cresceu 8,8% no primeiro trimestre, em relação ao primeiro trimestre de 2010, um desempenho robusto e que sugere que o empresariado nacional permanece confiante nas perspectivas para a economia brasileira neste e nos próximos anos.”


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Ao lado do governador de Minas, Antonio Anastasia, presidenta Dilma disse que você controla a inflação fazendo o país crescer. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O crescimento da economia em 2011 ajudará no combate que o governo trava contra a inflação, afirmou hoje (17/3), em discurso, a presidenta Dilma Rousseff. O discurso foi proferido em Uberaba (MG), durante evento de assinaturas relativas a um gasoduto.

Dilma rebate o argumento de alguns analistas que consideram incompatível atingir a meta de inflação de 4,5% neste ano e manter crescimento superior a 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB). Ela se declara em guerra contra a inflação, não negociando com ela. Mas vê várias formas de executar esse combate.

“Tem muita gente que acha que você só controla a inflação derrubando o crescimento econômico, governador”, afirmou Dilma, dirigindo-se ao chefe do Executivo mineiro, Antonio Anastasia. “Mas controla-se a inflação também fazendo o país crescer, aumentando a oferta de bens e serviços, garantindo que o país possa ter oferta de bens e serviços que gerem uma coisa preciosa, que é o emprego. E aí, que gerem o emprego, ou que gerem oportunidades para os brasileiros”, argumentou a Presidenta.

Leia aqui a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff proferido em Uberaba (MG).

Nessa equação, a consolidação do mercado interno é considerada fundamental pela presidenta. “O que nós conquistamos nos últimos anos com a política do presidente Lula foi a percepção de que este país tinha uma riqueza que são os seus 190 milhões de brasileiros. Nós tiramos, desses 190 milhões uma parte muito importante, da pobreza, até o final de 2010.”

Dilma observou que o esforço do Brasil para acabar com o que ainda resta de pobreza é uma exigência social e ética, mas é também uma exigência econômica.

“Um país é medido pelo seu mercado consumidor. Por isso que nós somos dos BRICs. Nós não somos dos BRICs porque somos uma economia emergente. O que caracteriza os BRICs é o fato de que tem milhões de pessoas marginalizadas do crescimento econômico”, disse a presidenta referindo-se ao acrônimo BRIC, que reúne Brasil, Rússia, Índia e China.

Segundo a presidenta, “quando essas pessoas marginalizadas do crescimento econômico começam a consumir, elas se transformam em grandes indutores de mais crescimento, elas fazem a roda da economia girar. Daí porque nosso lema é ‘Brasil, país rico é pais sem pobreza’”. Por essa razão, segundo Dilma, serão mantidos os programas sociais.


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Presidente Lula no evento em que foi apresentado o balanço dos quatro anos do PAC, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil do Pré-sal, do Luz para Todos, das grandes obras em infraestrutura, das maiores refinarias e hidrelétricas em construção no mundo, do Minha Casa, Minha Vida, da geração recorde de emprego e renda e da inclusão social é a grande conquista do povo brasileiro, afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (9/12), em Brasília (DF), durante a cerimônia de apresentação do balanço de quatro anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E o País que hoje “anda a 120 km por hora”, disse Lula, tem razões de sobra para comemorar: com o Brasil em condições “excepcionais”, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, irá pisar um pouco mais no acelerador rumo a um desenvolvimento jamais visto.

O milagre do PAC, como definiu Lula, só foi possível porque a mesma importância de uma grande rodovia, como a BR-101, ou do Rodoanel de São Paulo, foi dada a toda pessoa que morava de forma inadequada em uma palafita. Para Lula, o PAC foi uma “confraria bem intencionada” dos governos federal, estaduais e municipais, empresários e trabalhadores, que resultou em uma cumplicidade em defesa do Brasil e nos resultados “nunca antes vistos” do programa.

Essa grandeza é que fez o PAC dar certo e tenho certeza que é essa grandeza que vai fazer com que esse país continue dando certo e continue avançando.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:

Lula ressaltou que o Brasil estava desacostumado com um ritmo tão grande de crescimento e que desde a década de 70 não havia investimentos em infraestrutura, resultando em anos de estagnação econômica e de recessão. Ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, Lula recomendou para o próximo mandato o mesmo cuidado e atenção, uma vez que, como ensinou o próprio Guido, “em economia não há milagres”.

Nós não podemos perder de vista a estabilidade econômica, nós não podemos perder de vista a responsabilidade fiscal e nós não podemos perder de vista o controle da inflação, porque são três coisas que se a gente perder o controle quem pagará o pato será a parte brasileira que vive de trabalho e que vive de salário.

Na ocasião, o presidente teve acesso aos números do PAC que, até o dia 31 de dezembro de 2010,chegarão à marca de R$ 619 bilhões executados. Esse valor representa 94,1% dos R$ 657,4 bilhões previstos para serem investidos pelo programa no período 2007-2010. Até 31 de outubro deste ano, o montante investido atingiu R$ 559,6 bilhões, equivalentes a 85,1% do total previsto.

Os empreendimentos concluídos no âmbito do PAC alcançarão R$ 444 bilhões até dezembro de 2010. O valor representa 82% dos R4 541,8 bilhões previstos para serem concluídos no período 2007-2010. Até outubro, esse percentual equivalia a 73,3%, ou R$ 396,9 bilhões do total previsto para ser executado no mesmo período. Os investimentos nos eixos Logística, Energia e Social e Urbano somarão R$ 225,2 bilhões até dezembro deste ano. Até outubro, o investimento alcançou R$ 197,7 bilhões. Nas áreas de Habitação e Saneamento, as ações concluídas somarão R$ 218,8 bilhões até dezembro de 2010, montante que chegou a R$ 199,2 bilhões até outubro. Os dados integram o 11º balanço do programa, divulgado nesta quinta-feira (9), em entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto.


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O presidente respondeNa coluna O Presidente Responde publicada nesta terça-feira (29/11) em diversos jornais do País, o presidente Lula respondeu questões relacionadas ao crescimento econômico brasileiro, combate à violência e às drogas e revitalização dos rios São Francisco e Parnaíba.

A professora Élide Ferreira, professora da Colônia Agrícola Samambaia, em Brasília (DF), perguntou se o presidente acha que o Brasil manterá o ritmo de crescimento no próximo governo, ao que Lula respondeu afirmativamente, lembrando que o caminho foi pavimentado nos últimos oito anos:

Os empreendimentos do PAC, assim como os investimentos em Educação, promovem o crescimento e ao mesmo tempo alicerçam o crescimento. No plano macroeconômico, também criamos as bases para o progresso e para que o Brasil se tornasse um país atraente para os investimentos externos. Mantivemos a inflação sob controle, reduzimos a dívida líquida do setor público, bem como melhoramos o perfil dessa dívida. Com fundamentos sólidos, houve melhora nas contas externas, o País pagou sua dívida com o FMI (e até se tornou credor da instituição) e com outros organismos multilaterais, assim como se tornou credor externo líquido, acumulando reservas internacionais de US$ 300 bilhões. Se, de 2003 a 2010, o crescimento médio anual foi de 4,1%, nos próximos anos o Brasil deverá crescer em torno de 5% ao ano. Nosso país vai ser, segundo instituições internacionais, a 7ª economia do planeta em 2011, e tem todas as condições para se tornar a 5ª maior economia ainda nesta década.

Já o presidente da Missão Jovens Soldados do Senhor, José Ocarly Barcelos (de Vitória-ES), questiona a violência com que são tratadas as crianças e adolescentes que estão se drogando nas ruas das grandes cidades brasileiras, muitas vezes por policiais. Lula disse ao leitor que se um policial agride uma criança ou adolescente na rua, há um desvio de conduta, sujeito inclusive a punição. E lembrou que os profissionais de segurança do País recebem hoje cursos de capacitação para saberem como abordar adequadamente usuários de drogas. Citou ainda inúmeros programas do governo que visam o resgate da cidadania dos jovens viciados, como as Casas de Acolhimento Transitório e o projeto Mulheres pela Paz (do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – Pronasci), além das condições criadas pelo governo para incorporar os jovens na sociedade de maneira digna, com alta do salário mínimo e criação recorde de empregos.

O vereador Amaro Lúcio Ramanho, de Feira Nova (PE), perguntou sobre o que estaria “inviabilizando a execução” de obras de revitalização dos rios São Francisco e Parnaíba, que vão gerar empregos, renda e desenvolvimento para a região. Lula negou que as obras estejam inviabilizadas, “muito pelo contrário”. Segundo o presidente, a maioria dos municípios que fica às margens dos rios citados está hoje com obras em andamento – o restante está em fase de ação preparatória, licitação ou contratação.

O governo alocou nos últimos quatro anos cerca de R$ 1,4 bilhão para ações de revitalização: esgotamento sanitário, plantação de matas ciliares para evitar as erosões, coleta e tratamento do lixo e dragagem para ampliar as possibilidades de navegação. Trata-se de ações de pequeno porte, que não dispunham de projetos para contratação imediata, o que atrasou em alguns casos o cronograma de execução. No entanto, esses projetos terão um conjunto expressivo de obras concluídas em 2011. Mesmo no atual período, tivemos um bom volume de execução das obras de saneamento, que contribuem decisivamente para a qualidade da água nas bacias e são obras intensivas em contratação de mão-de-obra. Dos 146 municípios com projetos de revitalização, 23 já tiveram suas obras concluídas, e outros 35 terão conclusão de obras até o final deste ano.


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O Brasil perdeu o medo de emprestar dinheiro e constatou que a micro economia tem sido fundamental para garantir o crescimento do País e para ajudar no combate à pobreza. E engana-se quem pensa que emprestar aos pequenos é mais arriscado. Pelo contrário. Os pequenos honram seus compromissos e, com a ajuda de instituições como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), aproveitam bem as oportunidades geradas, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (24/11) na inauguração da nova sede oficial da entidade em Brasília (DF). “Haverá um dia em que todos entenderão que se tem um segmento da sociedade que toma dinheiro emprestado e paga, é exatamente o pequeno, porque ele só tem a cara e seu nome como patrimônio”, disse o presidente em discurso.

Além do apoio de instituições como o Sebrae, a micro economia brasileira precisa é de crédito – e uma forma diferenciada de governar, que ajude a desenvolver justamente os mais necessitados. E o presidente está convicto de que conseguir provar, à sociedade brasileira e ao mundo, que é possível governar dando atenção tanto à macro economia quanto à micro economia. E afirmou aos presentes que ninguém ali tem a dimensão do que está acontecendo com o micro crédito no Brasil hoje, que vem impulsionando diversas cooperativas e pequenos negócios em todas as regiões brasileiras.

Nós precisamos crias as nossas coisas, inventar as nossas coisas e criar as nossas oportunidades. E eu acho que o que está acontecendo de milagre neste País é que as pessoas estão tendo oportunidades. E quando as pessoas têm oportunidades, pegam com as duas mãos, a cabeça e os pés, e vão embora – e vencem e conseguem fazer o milagre que está acontecendo no Brasil hoje.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O Sebrae, afirmou Lula, tem responsabilidade em boa parte desse milagre que o País vive atualmente em combinar desenvolvimento com redução de desigualdades – algo que muitos duvidavam ser possível tempos atrás -, ajudando pequenos empreendedores a se formalizarem e, assim, terem mais acesso a financiamentos e capacitação. “O Sebrae tem sido, durante 38 anos, uma unanimidade nacional. E eu acho que não é pela beleza dos seus dirigentes, mas pela competência do seu corpo de funcionários”, disse.

Em qualquer grande economia do mundo os micro e pequenos empreendimentos garantem a capilaridade de um setor empresarial que chega a cidades de todos os portes e atua nos mais diferentes setores econômicos – e aqui no Brasil não poderia ser diferente. As 5,8 milhões empresas de micro e pequeno porte no Brasil empregam 13 milhões de pessoas com carteira assinada e são fundamentais para manter a roda da economia em movimento, gerando emprego, renda e melhoria da qualidade de vida.

Lula lembrou ainda que em 2006 foi sancionada, com forte atuação do Sebrae, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que atendeu antigas reivindicações do setor. E com ela foi reduzida a burocracia e simplificada a tributação dos pequenos empreendedores. Previu, ainda, tempos ainda melhores pela frente:

Nosso mercado interno está fortalecido, e nunca tantos brasileiros puderam consumir bens e serviços dos mais diferentes tipos. O PAC e o programa Minha Casa, Minha Vida são fortes demandantes de serviços e materiais em todo o Brasil, e a eles se somam empreendimentos que garantirão trabalho e renda ao longo desta década (como por exemplo a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016).


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O Brasil perdeu o medo de emprestar dinheiro e constatou que a micro economia tem sido fundamental para garantir o crescimento do País e para ajudar no combate à pobreza. E engana-se quem pensa que emprestar aos pequenos é mais arriscado. Pelo contrário. Os pequenos honram seus compromissos e, com a ajuda de instituições como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), aproveitam bem as oportunidades geradas, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (24/11) na inauguração da nova sede oficial da entidade em Brasília (DF). “Haverá um dia em que todos entenderão que se tem um segmento da sociedade que toma dinheiro emprestado e paga, é exatamente o pequeno, porque ele só tem a cara e seu nome como patrimônio”, disse o presidente em discurso.

Além do apoio de instituições como o Sebrae, a micro economia brasileira precisa é de crédito – e uma forma diferenciada de governar, que ajude a desenvolver justamente os mais necessitados. E o presidente está convicto de que conseguir provar, à sociedade brasileira e ao mundo, que é possível governar dando atenção tanto à macro economia quanto à micro economia. E afirmou aos presentes que ninguém ali tem a dimensão do que está acontecendo com o micro crédito no Brasil hoje, que vem impulsionando diversas cooperativas e pequenos negócios em todas as regiões brasileiras.

Nós precisamos crias as nossas coisas, inventar as nossas coisas e criar as nossas oportunidades. E eu acho que o que está acontecendo de milagre neste País é que as pessoas estão tendo oportunidades. E quando as pessoas têm oportunidades, pegam com as duas mãos, a cabeça e os pés, e vão embora – e vencem e conseguem fazer o milagre que está acontecendo no Brasil hoje.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O Sebrae, afirmou Lula, tem responsabilidade em boa parte desse milagre que o País vive atualmente em combinar desenvolvimento com redução de desigualdades – algo que muitos duvidavam ser possível tempos atrás -, ajudando pequenos empreendedores a se formalizarem e, assim, terem mais acesso a financiamentos e capacitação. “O Sebrae tem sido, durante 38 anos, uma unanimidade nacional. E eu acho que não é pela beleza dos seus dirigentes, mas pela competência do seu corpo de funcionários”, disse.

Em qualquer grande economia do mundo os micro e pequenos empreendimentos garantem a capilaridade de um setor empresarial que chega a cidades de todos os portes e atua nos mais diferentes setores econômicos – e aqui no Brasil não poderia ser diferente. As 5,8 milhões empresas de micro e pequeno porte no Brasil empregam 13 milhões de pessoas com carteira assinada e são fundamentais para manter a roda da economia em movimento, gerando emprego, renda e melhoria da qualidade de vida.

Lula lembrou ainda que em 2006 foi sancionada, com forte atuação do Sebrae, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que atendeu antigas reivindicações do setor. E com ela foi reduzida a burocracia e simplificada a tributação dos pequenos empreendedores. Previu, ainda, tempos ainda melhores pela frente:

Nosso mercado interno está fortalecido, e nunca tantos brasileiros puderam consumir bens e serviços dos mais diferentes tipos. O PAC e o programa Minha Casa, Minha Vida são fortes demandantes de serviços e materiais em todo o Brasil, e a eles se somam empreendimentos que garantirão trabalho e renda ao longo desta década (como por exemplo a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016).


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Não se desenvolve um país e se formula políticas públicas eficazes sem conhecer a fundo seu povo e sua situação socioeconômica. Esse é o objetivo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que há 46 anos produz pesquisas e informações sobre o Brasil, promovendo debates que baseiam a formulação de políticas públicas por parte do governo federal. O instituto comemou seu aniversário nesta terça-feira (28/9), em Brasília (DF), com a participação do seu presidente, Marcio Pochmann, o ex-ministro e presidente da instituição, João Paulo dos Reis Velloso, e do ministro Samuel Pinheiro Guimarães (Assuntos Estratégicos).

“O Ipea não é só um instituto de pesquisa. É um instituto de investigação, de planejamento aplicado. É o que o diferencia das universidades e das consultorias”, afirmou Marcio Pochmann. “Não existe uma instituição forte sem servidores coesos, integrados e articulados. Por isso, o Ipea conquistou alta credibilidade interna e externa também.”

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, também comentou a importância de se conhecer os indicadores do país e ressaltou a diferença entre crescimento e desenvolvimento. “O desenvolvimento é percebido na medida em que um país aproveita cada vez mais os seus recursos – a força de trabalho, o capital, os recursos naturais e a tecnologia. Quando ele aproveita mais integralmente esses fatores, ele vai se tornando uma país desenvolvido. E esse é um processo de transformação estrutural que exige conhecer e estudar os indicadores do país”, explicou.

Para marcar a data, o Ipea divulgou a pesquisa Índice de Expectativas das Famílias (IEF), que mostra que 74% das famílias brasileiras se consideram em melhor situação financeira do que há um ano e que apenas 18% se dizem em situação pior. Com base nos dados da pesquisa, o Brasil deverá ter em 2010 o melhor final de ano da década em termos de consumo e a renda média das famílias brasileiras deverá ter 5% de aumento real em relação a 2009.

A pesquisa foi feita neste mês de setembro com 3.810 famílias em 214 municípios brasileiros e aponta que o crescimento da renda é um dos principais fatores que aumenta o otimismo das famílias brasileiras. Ainda segundo o estudo, as regiões Norte e Nordeste possuem a maior proporção de famílias que acreditam ter melhorado sua situação financeira, com 81,33% e 78,97%, respectivamente, seguidas de perto pelo Centro-Oeste, com 76,49%. Já nas regiões Sul e Sudeste, a proporção de famílias otimistas é levemente inferior, apesar de ainda permanecer elevada na escala do IEF, com 71,53% e 70,34% respectivamente.


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O Brasil está colhendo o que plantou nos últimos oito anos, afirmou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em entrevista nesta terça-feira (28/9), após reunião de coordenação com o presidente Lula. Padilha informou que o governo continua bem avaliado e melhorando cada vez mais a sua atuação, segundo apontam recentes pesquisas, e que a situação de crescimento do país, o rumo da economia, a melhoria social, a geração de emprego, a redução da miséria e da desigualdade social só reforçam essa avaliação.

O ministro afirmou que os principais temas discutidos na reunião de coordenação foram o sucesso da capitalização da Petrobras, concluído na última sexta-feira (24/9) e que atingiu R$ 120 bilhões, e o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostra uma situação geral de crescimento da economia e geração de empregos.

Nós acreditamos que vamos continuar com um bom ritmo de geração de emprego e crescimento da economia. Esses dados do Caged só confirmam isso e o conjunto das perspectivas que ele traz para a economia confirmam aquela expectativa que a gente tinha desde o começo do ano de que a gente teria a retomada do crescimento econômico com forte geração de empregos no país. Estamos agora colhendo aquilo que a gente plantou ao longo de sete, oito anos.

Em relação às denúncias envolvendo funcionários da Casa Civil, Padilha reforçou que o presidente Lula deu orientação clara para que as investigações continuem até que toda a verdade venha à tona. Disse ainda que o governo respeita a autonomia da Polícia Federal para fazer todo o processo de apuração. Segundo ele, não cabe ao governo sugerir ou interferir no processo de investigação que a Polícia Federal vem fazendo, já que a instituição tem sua estratégia de apuração e tem a ordem dos depoimentos em função dessa estratégia

Nós vamos continuar uma avaliação – Polícia Federal, CGU, Comissão Interna Conjunta da Casa Civil – e vamos apurar todas as denúncias. Quem denunciou tem que mostrar as provas e quem cometeu irregularidade vai ser punido, seja ele quem for. Essa orientação do presidente Lula continua. A população pode saber que a verdade virá a tona e que o governo é o principal interessado em saber se essas denúncias são verdadeiras, se existe provas em relação a elas e se as pessoas cometeram irregularidades. Nós somos os principais interessados na verdade.

Questionado sobre a indicação do novo ministro para o Supremo Tribunal Federal, Alexandre Padilha informou que “no momento correto o governo vai fazer a indicação do novo ministro do Supremo”, mas que não é possível, ainda, precisar uma data.


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Os presidentes Mauricio Funes (El Salvador) e Lula durante seminário empresarial Brasil-El Salvador realizado na sede da Fiesp em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aproveitando a participação do presidente de El Salvador em seminário empresarial realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista, o presidente Lula deu algumas pistas ao seu colega Maurício Funes da receita que fez o Brasil ter crescimento econômico, geração de empregos e desenvolvimento sustentável nos últimos anos, beneficiando empresários, trabalhadores e as pessoas mais pobres do País. Segundo Lula, a chave do sucesso passa por investimentos públicos, políticas sociais e maior agressividade do empresariado brasileiro na América Latina e na África. Por isso, disse, talvez tenha visitado mais a Fiesp do que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) durante seu mandato, porque tem se empenhado em incentivar o empresariado brasileiro a procurar oportunidades de negócios em outros países, principalmente os latino americanos e africanos. Com vizinhos mais fortes, o Brasil também se fortalece.

“O Brasil não ficará mais rico se os seus vizinhos ficarem pobres”, afirmou o presidente brasileiro, criticando o baixo volume de compras brasileiras em El Salvador – US$ 5 milhões atualmente. Segundo Lula, esse volume poderia ser bem maior, até mesmo vindo de empresas brasileiras instaladas em território salvadorenho. “Podemos aproveitar para exportar para outros mercados, até mesmo os Estados Unidos”, afirmou. Lula reafirmou a importância de o empresário brasileiro jogar mais proativamente no mundo dos negócios, lembrando que tem feito questão de levar delegações empresariais para os países que tem visitado, para que conheçam outros empresários e criem oportunidades.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:

Após participarem do encerramento do seminário, Lula e Funes concederam entrevista coletiva a jornalistas. O presidente brasileiro foi perguntado sobre a crise entre Venezuela e Colômbia e também sobre a reunião ministerial que ocorrerá amanhã, em Brasília. Lula reafirmou sua confiança numa solução pacífica entre os dois países vizinhos e disse que a reunião ministerial é para que possa reforçar o seu compromisso de cobrar seus ministros “até o último dia do mandato” por resultados.

Elogiou a iniciativa do presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, de convidar empresários de El Salvador para virem ao Brasil, porque eles podem identificar muitas possibilidades, como por exemplo na produção de etanol – o país centro-americano já planta cana-de-açúcar, mas atualmente dá prioridade à produção de melado para exportação aos Estados Unidos. Lula acredita que esse é um setor estratégico que pode gerar muitas oportunidades para empresários brasileiros e salvadorenhos.

Lula aproveitou ainda para deixar um alerta ao colega Maurício Funes: a promoção do crescimento de El Salvador deve ser feita de forma duradoura e sustentável, e com boa política social, porque “não adianta nada crescer a economia se não tiver coragem de repartir com as pessoas mais pobres”. O presidente brasileiro lembrou que no Brasil foi essa combinação que permitiu que o País ganhasse solidez e tirasse milhões da miséria. Essas pessoas, lembrou Lula, viram consumidores, vão à escola e ajudam a reduzir a violência.


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Com uma defesa macroecômica muito bem postada, um ataque social forte, com o Bolsa Família, e tendo na nova classe média o seu Pelé, o Brasil chegará a 2014 com um grande time, tendo incorporado mais do que uma ‘França’ de cidadãos às classes A, B e C -- 68 milhões de pessoas. Nos últimos oito anos, o Brasil incluiu 32 milhões de pessoas. O panorama foi dado nesta quinta-feira (17/6) pelo economista Marcelo Cortes Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada em Brasília.

Segundo dados apresentados por Neri, a renda do brasileiro vem crescendo 5,3% ao ano e houve uma queda de 43% do total de miseráveis do País num período de cinco anos -- entre 19 e 20 milhões de brasileiros.

Fizemos muito em pouco tempo e acho que essa agenda procura elencar um conjunto de políticas. Nossa defesa macroeconômica está muito bem postada e nosso ataque social está muito forte, que é o Bolsa Família. O nosso Pelé é a nova classe média. Estamos falando de uma França a ser incorporada ao mercado e à cidadania. Isso é possível. Ou seja, crescimento com redução de desigualdade.

Para que os bons resultados obtidos no País até aqui sejam confirmados, é preciso que o Brasil invista em educação -- um dos principais pontos da agenda proposta pelo Conselho.

Se no passado o Brasil era o mais ‘envergonhado’ dos Bric (grupo composto por Brasil, Rússia, Índia e China), agora estamos no mesmo nível, afirma Neri. E para que esse processo tenha sustentabilidade, é preciso investir em educação, reiteirou o economista.

A agenda de futuro é econômica, é social. O Brasil não é um país previsível. Temos revoluções acontecendo que só de vez enquanto nos damos conta. A dificuldade brasileira é jogar junto. E esse Conselho está conseguindo fazer que todos atuem juntos.


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