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Um momento de agradecer e de manter o compromisso de apoio ao governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff. Essa foi a tônica do encontro entre o presidente Lula e a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso Nacional, em um café da manhã promovido no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (9/12). Aos congressistas, Lula pediu empenho nos próximos anos para que a presidenta eleita tenha ampla governabilidade e consiga aprovar os projetos importantes ao desenvolvimento do País. Ontem à noite (8/12), em encontro com o mesmo objetivo, o presidente Lula participou de jantar oferecido pela bancada federal do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que disputou a eleição presidencial coligado ao PT.

Após receber vídeo em que é homenageado, o presidente ressaltou que fazer a sucessão fazia parte do plano de governo, uma vez que garantia ao Brasil a continuidade do desenvolvimento e do crescimento e que, mesmo contrariando pessoas que afirmavam que o candidato deveria ter histórico em cargos eletivos, sempre teve certeza de que a pessoa certa para exercer o cargo de presidente da República era Dilma Rousseff, pois “não há escola para ser presidente ou governador”, aprende-se na prática e com coragem e empenho, características que Dilma sempre possuiu, na opinião de Lula.

O dado concreto é que a solidez do comportamento do nosso partido e dos aliados e a solidez da política que nós colocamos em prática neste país elegeram a nossa sucessora e, portanto, nós temos a chance de fazer com que o País tenha mais quatro anos de crescimento.

O presidente Lula comemorou junto à base aliada o desenvolvimento da economia brasileira mas, principalmente, a melhoria da qualidade de vida da população. Como o cuidado com o povo sempre foi sua maior preocupação, Lula afirmou que sai do governo com a certeza do dever cumprido, mas com a convicção de que vai continuar fazendo política e percorrendo o País com o objetivo de lutar pela contínua melhoria da vida da população mais pobre.

Só é importante a gente comemorar o crescimento do PIB porque lá embaixo houve o crescimento, sabe, da base, e as pessoas diminuíram o grau de pobreza neste país, senão a gente nem teria esse crescimento que a gente teve. Nós já crescemos 10% e fizemos distribuição de renda.

O presidente afirmou que ficou feliz com as conquistas alcançadas pelo governo no Congresso Nacional, que aprovou, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, todas as pautas importantes ao País, com exceção da Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), que resultou em uma perda de R$ 24 bilhões anuais à área de saúde do País. Nessa ocasião, na opinião do presidente, faltou mobilização política dos aliados e uma espécie de punição da oposição, que só votou contra a CPMF em retaliação ao governo. No entanto, quem perdeu com isso foi a população em geral, porque “todo mundo sabe que sem dinheiro, não é possível melhorar a saúde”, disse.


1 Comentário

O presidente respondeA coluna O Presidente Responde publicada nesta terça-feira (9/11) em diversos jornais do País traz perguntas de leitores sobre educação, imposto de lucro imobiliário e saúde pública.

Paula Nunes, geógrafa de Cuiabá (MT), quis saber o que será feito para melhorar o sistema educacional brasileiro. Lula respondeu que desde 2003 o governo está investindo pesado na melhoria da educação e que está certo de que a presidenta Dilma Rousseff continuará no mesmo caminho. O orçamento do MEC passou de R$ 19 bilhões, em 2003, para R$ 59 bilhões, em 2010. A proposta para 2011 é que sejam investidos R$ 70 bilhões, considerando o Fies e o salário-educação.

Multiplicamos por quase quatro o orçamento do primeiro ano. O investimento público direto em educação alcançou 5% do PIB, o maior já registrado. Com o Fundeb, a União multiplicou por 11 a complementação para estados e municípios. A implantação do Piso Nacional do Magistério veio garantir um mínimo – hoje, de R$ 1.024,67 – para os professores da educação básica de todo o País. Até o fim do ano, estamos completando a entrega de 214 novas escolas técnicas – eram apenas 140 até 2002. Construímos 14 novas universidades, um recorde, além de 126 novas extensões universitárias. Nós mais que dobramos o número de vagas de ingresso nas universidades federais, que passaram de 113 mil, em 2003, para 234 mil, em 2010. Pelo Prouni, já concedemos bolsas de estudos a 748 mil estudantes de famílias de baixa renda.

O advogado aposentado Joaquim Ferraz Martins, de São Paulo (SP), perguntou se o presidente “acha justa a cobrança de imposto de lucro imobiliário quando um bem é transferido ao herdeiro, pelo fato de, no inventário, o bem ter valor maior do que aquele que consta na declaração de bens do falecido”. Lula disse que na transferência por herança o imóvel segue constando com o mesmo valor que era declarado pelo falecido e que não há qualquer tributação. “Somente quando o herdeiro vender o imóvel a terceiros, haverá a tributação sobre a diferença entre o valor de venda e o que constava da declaração”, explicou.

Trata-se de tributação normal sobre lucro imobiliário. E mesmo nesses casos, é possível deduzir do lucro imobiliário os gastos feitos com reformas e benfeitorias. Veja que também não há tributação, mesmo que tenha havido grande lucro imobiliário, quando o vendedor está se desfazendo de um imóvel residencial – inclusive o que tenha sido herdado – para comprar outro.

Valter Luiz Rocha Salazar, aposentado de Vila Velha (ES), perguntou quais são as propostas do governo federal para a saúde pública neste final de mandato, ao que Lula respondeu:

Vamos dar continuidade ao trabalho de melhorar cada vez mais o acesso aos serviços de saúde. Até o final do ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) estará disponível para 80% da população brasileira, reduzindo a peregrinação à procura de leito. Em relação às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), já estão em funcionamento 89, liberamos recursos para estados e municípios construírem outras 452 e até dezembro serão liberados recursos para mais 48 unidades. Fortalecemos o programa Saúde da Família, que hoje tem 31.500 mil equipes, que vão às casas de quase 100 milhões de brasileiros. Todas essas iniciativas fazem parte do SUS, que ainda tem deficiências, mas é um programa de referência no mundo, pois atende toda a população brasileira, sendo que 160 milhões de pessoas dependem exclusivamente do sistema… Fizemos muito e poderíamos ter feito muito mais se não tivéssemos perdido R$ 24 bilhões anuais, com o fim da CPMF, em 2007.

Clique aqui para ler a íntegra da coluna.


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A presidente eleita Dilma Roussef pretende montar seu ministério com nomes que tenham profundo conhecimento técnico, conduta e passado ilibado e fortes vínculos com a política que defende para o País, afirmou a ex-ministra da Casa Civil durante entrevista coletiva concedida no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (3/11) ao lado do presidente Lula. Ela não antecipou nomes. Dilma considerou positivas as projeções econômicas para os próximos quatro anos, com queda de juros e crescimento sustentável do País, o que possibilitará a implantação de todas as ações previstas em seu plano de governo.

Quanto mais o PIB crescer e a dívida cair, mais rápido se chega a um quadro de estabilidade que permite reduzir cada vez mais a taxa de juros. No salário mínimo, em um cenário de PIB crescente, como nós imaginamos, podemos pensar em um salário mínimo, no horizonte de 2014, acima de R$ 700. Se não tiver nenhuma alteração, no final de 2011 ele estaria já acima de R$ 600.

A prioridade de seu governo, disse a presidente eleita, será manter as políticas sociais do governo Lula e investir fortemente na região Nordeste, terminando obras emblemáticas como a integração da bacia do rio São Francisco, a ferrovia Transnordestina e a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. No caso do Bolsa Família, pretende fazer com que a cobertura do programa chegue a 100% das famílias e que haja um aumento do valor do benefício.

Dilma Rousseff enfatizou que a questão da educação está “muito bem encaminhada” no Brasil e que as áreas de saúde e segurança pública terão atenção pessoal e constante. Afirmou ainda que não pretende enviar proposta alguma ao Congresso para o retorno da CPMF, mas que isso será objeto de conversa com os governadores eleitos, já que tem visto a movimentação deles nesse sentido. Ela disse ainda que prefere encontrar outros mecanismos para resolver a questão da saúde que não seja a criação de novos impostos.

Essas duas áreas terão grandes investimentos e uma grande atenção, um cuidado maior, um empenho maior. No caso, por exemplo, da saúde, vou completar toda a rede do SUS. No caso da segurança pública, nós vamos ter que fazer investimentos significativos, porque não é possível resolver uma questão de envergadura nacional sem a cooperação entre estado, município e União, que deve participar efetivamente com recursos e prioridade. Então eu antecipo para vocês que na minha concepção essas duas áreas terão a minha integral atenção. Para além dos ministros nomeados, eu também participarei do acompanhamento diário e noturno dessas áreas.

Com relação à política externa, Dilma Rousseff afirmou que seu governo dará continuidade à política de ajuda aos países latino-americanos e manterá o diálogo com o Irã -- e todos os demais países do mundo. “Nós não temos política de agressão e de violência. Nós defendemos a paz e todos aqueles que dialogarem conosco em paz serão recebidos em paz”, afirmou.


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A presidente eleita Dilma Roussef pretende montar seu ministério com nomes que tenham profundo conhecimento técnico, conduta e passado ilibado e fortes vínculos com a política que defende para o País, afirmou a ex-ministra da Casa Civil durante entrevista coletiva concedida no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (3/11) ao lado do presidente Lula. Ela não antecipou nomes. Dilma considerou positivas as projeções econômicas para os próximos quatro anos, com queda de juros e crescimento sustentável do País, o que possibilitará a implantação de todas as ações previstas em seu plano de governo.

Quanto mais o PIB crescer e a dívida cair, mais rápido se chega a um quadro de estabilidade que permite reduzir cada vez mais a taxa de juros. No salário mínimo, em um cenário de PIB crescente, como nós imaginamos, podemos pensar em um salário mínimo, no horizonte de 2014, acima de R$ 700. Se não tiver nenhuma alteração, no final de 2011 ele estaria já acima de R$ 600.

A prioridade de seu governo, disse a presidente eleita, será manter as políticas sociais do governo Lula e investir fortemente na região Nordeste, terminando obras emblemáticas como a integração da bacia do rio São Francisco, a ferrovia Transnordestina e a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. No caso do Bolsa Família, pretende fazer com que a cobertura do programa chegue a 100% das famílias e que haja um aumento do valor do benefício.

Dilma Rousseff enfatizou que a questão da educação está “muito bem encaminhada” no Brasil e que as áreas de saúde e segurança pública terão atenção pessoal e constante. Afirmou ainda que não pretende enviar proposta alguma ao Congresso para o retorno da CPMF, mas que isso será objeto de conversa com os governadores eleitos, já que tem visto a movimentação deles nesse sentido. Ela disse ainda que prefere encontrar outros mecanismos para resolver a questão da saúde que não seja a criação de novos impostos.

Essas duas áreas terão grandes investimentos e uma grande atenção, um cuidado maior, um empenho maior. No caso, por exemplo, da saúde, vou completar toda a rede do SUS. No caso da segurança pública, nós vamos ter que fazer investimentos significativos, porque não é possível resolver uma questão de envergadura nacional sem a cooperação entre estado, município e União, que deve participar efetivamente com recursos e prioridade. Então eu antecipo para vocês que na minha concepção essas duas áreas terão a minha integral atenção. Para além dos ministros nomeados, eu também participarei do acompanhamento diário e noturno dessas áreas.

Com relação à política externa, Dilma Rousseff afirmou que seu governo dará continuidade à política de ajuda aos países latino-americanos e manterá o diálogo com o Irã -- e todos os demais países do mundo. “Nós não temos política de agressão e de violência. Nós defendemos a paz e todos aqueles que dialogarem conosco em paz serão recebidos em paz”, afirmou.


[4] Comentários

A nova técnica titular da “seleção” do governo federal é a presidente eleita Dilma Rousseff e cabe a ela fazer as melhores escolhas para montar um time coeso, defendeu o presidente Lula em entrevista coletiva à imprensa realizada nesta quarta-feira (3/11) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Com Dilma ao seu lado durante a entrevista, Lula afirmou que a nova presidente conhece bem, de dentro e de fora, os nomes que poderão compor seu ministério e que fará as escolhas de acordo com sua vontade. “A bola está com a senhora, dona Dilma. Monte o seu time que eu estarei na arquibancada, de camisa uniformizada, sem corneta, batendo palma e nunca vaiando”, afirmou o “torcedor” Lula.

Sobre as especulações que circulam pela imprensa de que estaria indicando nomes de seu próprio governo para a gestão Dilma, Lula ressaltou que a continuidade é da política e não das pessoas, e que a presidente eleita tomará as decisões sem seus palpites e opinião.

Assim como o Mano Menezes, que quando foi chamado para a Seleção não disse quais jogadores deveriam ficar no Corinthians, eu não darei palpites nas pessoas que ela deve escolher. Ela sabe que ela tem que montar uma equipe que, primeiro, seja harmoniosa. Se o time não estiver coeso, se o time não estiver treinado e não tiver com muita harmonia entre os jogadores, se eles estiverem brigando entre si, o jogo não dá certo. Essa mulher tem o direito de montar uma equipe excepcional.

Segundo Lula, o “jogo” tende a ser cada vez melhor para o Brasil, pois o cenário que a nova presidenta encontrará será melhor do que o encontrado por Lula em 2003, uma vez que a bancada no Congresso Nacional está mais consolidada e que haverá senadores “com menos raiva” do que os que saíram, o que é melhor para o País, já que conversar e dialogar com a base aliada e com a oposição faz parte da “lógica do jogo”:

O Congresso é a cara da sociedade. Eu fico olhando vocês aqui e vejo que o Congresso tem a média da cara de vocês. Tem gente de todas as classes sociais, tem gente de todas as origens, tem gente de todas as cores, tem gente de todas os estados. Só de não brigar, conversar, é uma vantagem. E é importante lembrar que nós conseguimos aprovar tudo o que mandamos para o Congresso, com exceção da CPMF. Mas agora a nova safra de governadores vai dizer o que vai querer e todo mundo sabe que vai precisar de dinheiro para a saúde.

Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida pelo presidente Lula e pela presidente eleita Dilma Rousseff:

Outro ponto abordado pelo presidente é o fato de Dilma ter conhecido o governo por dentro e as reais necessidades do País quando foi gestora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que fez com que ela estudasse e se aprofundasse nas questões de relevância nacional, especialmente as ligadas ao desenvolvimento. Essa seria uma grande vantagem dela, afirmou Lula, porque ela ajudou a “colocar o carro na rua”:

O carro não está na garagem, o carro está engrenado, o motor está regulado, o carro está andando a 120 por hora. Ela se quiser pode pisar um pouco mais no acelerador e chegar a 140, 150 por hora. Ela não tem por que brecar esse carro, só tem que dirigir com muita responsabilidade e olhar bem as curvas. Porque a Dilma aprendeu na Unicamp e aprendeu no governo que ela foi chefe da Casa Civil que não existe mágica na economia. É seriedade e isso ela tem de sobra para fazer o País dar certo. Do pré-sal, por exemplo, ela sabe mais do que eu. Do pré-sal ela é doutora, eu é que sou o estudante aqui.

Em relação ao câmbio, Lula ressaltou que não é o momento de se fazer mudanças mas que tanto ele como Dilma defendem o modelo de câmbio flutuante. “Nós vamos fazer o que for necessário para garantir que a Dilma receba o governo no dia 1 de janeiro sem nenhuma preocupação, sem nenhum percalço. Vamos fazer todo o necessário para deixar o governo sem nenhum problema a ser resolvido”, disse ele.

O presidente Lula lembrou que assuntos como a compra de aviões militares pelas Forças Armadas, as escolhas do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do novo presidente da Anatel, e a extradição de Cesare Battisti, serão tomados ainda em seu governo.

PRIMEIRO ENCONTRO OFICIAL

O sentimento de alegria e agradecimento marcou o primeiro encontro oficial entre o presidente Lula e a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, hoje no Palácio do Planalto. Dilma chegou ao gabinete do presidente Lula acompanhada de assessores e foi cumprimentada por vários funcionários da Presidência. Bem-humorada, posou ao lado do presidente Lula para uma sessão de fotos.

“Vocês percebem que eu estou feliz, agora ela está muito mais do que eu… Olhem a cara dela de alegria. Mais do que feliz, eu estou agradecido, agradecido a Deus e ao povo brasileiro”, disse Lula aos jornalistas que acompanharam o encontro.

Lula afirmou que as eleições brasileiras são motivo de orgulho para o mundo, que deveria copiar o modelo. Em poucas horas após o término da votação, lembrou, foi possível saber o resultado das eleições.

Dilma Rousseff brincou com os jornalistas presentes, afirmando que “foram esses mesmos que invadiram minha garagem hoje” para tentar entrevistá-la hoje cedo, antes de sua ida ao Palácio do Planalto.


[2] Comentários

O presidente respondeOs três temas abordados nesta terça-feira (21/9) na coluna O Presidente Responde, por meio de perguntas enviadas por leitores do Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo, questionam a atual situação da saúde pública brasileira, a necessidade de se promover cursos profissionalizantes para pessoas acima de 50 anos e a atuação do governo na prevenção de cáries bucais na população.

O problema da saúde pública foi apontado pelo aposentado Jorge Henriques, de Teresópolis (RJ), para quem a situação está “caótica” e tem “piorado nos últimos tempos”. O presidente lembra ao leitor que a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou este mês um informe mundial elogiando os avanços do sistema público de saúde do Brasil.

O informe diz que o Brasil avançou a caminho de atender toda a população, com destaque para a Estratégia de Saúde da Família, que hoje já conta com mais de 30 mil equipes e atende mais de 97 milhões de brasileiros. O documento destaca também, entre outros avanços, as campanhas de prevenção e programas como o Farmácia Popular e o Programa Nacional de Imunizações, com mais de 130 milhões de doses/ano aplicadas.

A única ressalva do documento, observa Lula, é para o subfinanciamento da saúde pública. O governo tentou fazer a sua parte, colocando R$ 24 bilhões a mais no Sistema Único de Saúde (SUS), mas o avanço “foi impedido por parlamentares da oposição no Senado, que se articularam e derrubaram a CPMF”. O presidente lembra ainda que sem os recursos da contribuição, não foi possível dar uma nova base de financiamento para a rede pública de saúde.

Leia aqui a íntegra da coluna.

Já o comerciário Fernando A. Vidal de Souza, de Olinda (PE), reclama da falta de cursos profissionalizantes para pessoas acima de 50 anos. “Por que não dar oportunidade a pais de famílias desempregados por causa da idade?”, pergunta.

O presidente Lula diz que com o aumento da expectativa de vida do brasileiro e o crescimento da oferta de emprego no País, os profissionais acima de 50 anos se sentem cada vez mais motivados a entrarem na disputa por uma vaga – eles estão certos e isso é bom para o Brasil, afirma. Mas é também um grande desafio:

Importante dizer que hoje não existe qualquer restrição à capacitação de profissionais acima de 50 anos, nem em Pernambuco nem em outros estados. Os programas de qualificação social e profissional voltados para os empreendimentos do Complexo Portuário de Suape, por exemplo, exigem apenas que os alunos deverão ter a idade mínima de 18 anos. Os programas do Ministério do Trabalho visam qualificar cerca de 366 mil trabalhadores de qualquer idade em diversos cursos, como construção civil, turismo e agentes de crédito. Na verdade, já é possível constatar que vem crescendo a admissão pelas empresas de trabalhadores mais velhos, mais experientes. Segundo o IBGE, em 2004, os empregados com mais de 50 anos eram 17,97% da população brasileira empregada e, em 2009, já tinham subido para 20,59%.

A leitora Tânia Isabel de Almeida Barufa, estudante de nutrição de Santos (SP), pergunta sobre as medidas que estão sendo tomadas para diminuir o problema da cárie dental, recebendo de Lula informações sobre a política pública lançada em 2004 para cuidar da saúde bucal dos brasileiros. O presidente lembra do programa Brasil Sorridente e do aumento da fluoretação das águas das centrais de abastecimento público.

Os resultados são animadores. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o acesso da população ao dentista cresceu três vezes entre 2003 e 2008.


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O presidente respondeRespondendo a questões de leitores do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul enviadas para a coluna O Presidente Responde desta semana, o presidente Lula falou sobre o PAC e as obras de transposição do rio São Francisco, a redução de impostos para alimentos e a aplicação dos recursos da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em 2007.

O técnico industrial José Luiz da Silva, de São Mateus (ES), questionou o presidente sobre as obras do PAC que, segundo leu em jornais, estão paradas, e quis saber mais especificamente sobre as obras no rio São Francisco. Lula respondeu ao leitor afirmando que há projetos em andamento por todo o País e que a vida da população brasileira tem melhorado justamente graças a muitos desses projetos. Sobre a transposição do rio, disse:

Para falar apenas da transposição, que você citou, sabe quando surgiu a proposta? Em 1847, época do Império. De lá para cá, vários governos elaboraram estudos, projetos, mas nada saiu do papel. As obras só tiveram início em nosso governo. São dois canais: o Eixo Norte e o Eixo Leste. O primeiro levará água por 400 km aos sertões de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e tem 24% das obras já realizadas. O Eixo Leste, com 220 km, vai levar água às regiões agrestes de Pernambuco e Paraíba. Obras realizadas: 41%; conclusão: 2010. Como diz um provérbio chinês, “uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo”. E nós temos o orgulho de, após mais de um século e meio de protelações, ter dado o primeiro passo e muitos outros no rumo da concretização deste sonho.

Leia aqui a íntegra da coluna desta terça-feira (6/4).

A dona de casa Dalva Siqueira, de São José do Vale do Rio Preto (RJ), pergunta como levar comida mais barata à população. Lula lembrou à leitora que o povo hoje tem mais condições de comprar alimentos porque o salário mínimo é mais justo – comprava 1,5 cesta básica em 2003 e hoje compra 2,5 cestas. Explicou que as reduções de impostos promovidas pelo governo foram temporárias e não se referiam a bens supérfluos:

O governo é muito cauteloso com essas coisas – se isenta computador é porque sabe o quanto é importante. E as isenções movimentaram toda a economia. Enquanto o mundo perdeu 16 milhões de empregos formais em 2009, nós, ao contrário, criamos 995 mil. Em relação aos alimentos, outras medidas nossas estão facilitando o acesso, como o programa Bolsa Família. Para aumentar a oferta e reduzir preços, criamos o Mais Alimentos, que oferece uma linha de crédito especial para os agricultores familiares. Só de tratores, o Mais Alimentos permitiu a compra de 23.996. Com todas essas medidas, hoje, os agricultores familiares respondem por 70% dos alimentos que consumimos.

À questão da leitora Márcia Angelita Bühler, secretária de Porto Alegre (RS), sobre a CPMF, Lula defendeu a cobrança, lembrando que em 2006 ela direcionou R$ 14,3 bilhões para a saúde no País, melhorando o atendimento no SUS e facilitando a vida de quem precisa do serviço público de saúde.

Mas, no final de 2007, tentando prejudicar o governo, os adversários eliminaram o imposto e atingiram, na verdade, a saúde da população. Inviabilizaram o PAC da Saúde, que teria à disposição R$ 24 bilhões anuais da CPMF. Poderíamos qualificar mais profissionais de saúde, ampliar a rede de medicamentos do Farmácia Popular, ampliar as ações de prevenção de álcool e drogas nas escolas e aumentar consideravelmente o número de leitos de UTI. Isso ficou inviabilizado ao menos temporariamente com a derrota da CPMF. Agora, alguns partidos políticos estão propondo, na regulamentação da Emenda 29, a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), com alíquota de 0,1% sobre a movimentação financeira, com recursos inteiramente destinados à saúde e divididos entre a União, os Estados e os municípios. A decisão cabe ao Congresso.


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Numa avaliação sobre a relação entre os mais diversos partidos políticos da base de apoio, o presidente Lula enfatizou, em entrevista as emissoras de rádio Difusora, de Itabuna, e Santa Cruz, de Ilhéus, que a única derrota no Congresso Nacional foi o fim da CPMF – contribuição sobre movimentação financeira que destinava recursos para a área da saúde. Porém, Lula explicou que, naquele momento, os parlamentares queriam prejudicá-lo pessoalmente. “Não queriam prejudicar os mais pobres, mas me prejudicar. Foi uma tentativa de me enfraquecer”, afirmou.

O presidente acredita, porém, que os futuros governadores – que serão eleitos em 3 de outubro próximo – e os prefeitos irão pedir ao seu sucessor que encaminhe projeto ao Congresso sobre financiamento da saúde pública no Brasil.

Daqui há pouco estarão pedindo ao presidente para fazer uma lei para encontrar dinheiro para a saúde. Não tem choro e nem vela. Não tem mentira. Para ajudar na saúde, é preciso dinheiro.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

Lula explicou que quando a CPMF foi extinta, resolveu não brigar pois não queria fazer disso “um cavalo de batalha”. O presidente disse que o cidadão que diz ter plano de saúde privada esquece que parte disso é bancado pelo contribuinte pelo fato dele abater do Imposto de Renda o gasto com a plano de saúde.

A participação do Nordeste na economia brasileira foi tema também destacado pelo presidente Lula que não quer um Nordeste de pedreiros apenas, mas formador de engenheiro e exportador de mão de obra qualificada. Lula citou como exemplo a participaçao das clases D e E desta região no consumo. Destacou: “Iogurte não é coisa de rico”, afirmou.


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Lula e Dilma Rousseff em entrega de ambulâncias do SAMU em Tatuí (SP) Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Dilma Rousseff em entrega de ambulâncias do SAMU em Tatuí (SP) Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pouco mais de vinte dias depois de ir a Sorocaba para a inauguração da Case New Holland (CNH), o presidente Lula voltou à região para entregar 650 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu – 192). Na ocasião, ele criticou a derrubada da Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira, a CPMF, “que tirou da receita da União R$ 40 bilhões por ano”, disse.

Na sede da montadora Rontan, o presidente, que também recebeu o título de cidadão honorário de Tatuí, deu um recado: “quem quer que seja o presidente do Brasil vai ter que discutir mais dinheiro pra esse País porque saúde custa caro”.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

Lula disse ainda que no mês de julho irá entregar 1.650 ambulâncias do SAMU – 192 que, segundo ele, “é uma fotografia de algo bem sucedido no Brasil: onde tem SAMU, muita gente foi salva no Brasil”.

Conforme Lula, sua presença nesses atos se dá porque “senão não sai nota em nenhum rodapé de jornal nesse pais, mas se morrer uma pessoa numa estrada, sai em rede nacional”. O presidente finalizou dizendo: “o que eu faço, eu mostro”.


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O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, durante inauguração de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município de Jardim Paulista (PE). Foto: Rciardo Stuckert/PR

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, durante inauguração de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município de Jardim Paulista (PE). Foto: Rciardo Stuckert/PR

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) inaugurada nesta quarta-feira (27/1) no município de Jardim Paulista, em Pernambuco, é a resposta a “alguns políticos brasileiros e de pernambuco” que ajudaram a tirar dinheiro da saúde derrotando a CPMF (contribuição sobre movimentação financeira que transferia recursos para o setor) no Congresso em dezembro de 2008. Segundo o presidente Lula, que esteve na solenidade de inauguração, para “fazer desaforo” aos que ajudaram a derrubar a CPMF, o governo resolveu fazer 500 UPAs este ano em todo o Brasil.

O argumento, disse Lula, de que a CPMF ajudava a encarecer o custo dos produtos não se confirmou:

Eu não conheço nenhum empresário que baixou um centavo no preço do seu produto depois que caiu a CPMF. Então o problema não era de preço, o problema era de maldade.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente durante a solenidade:

Lula fez questão de agradecer, durante a solenidade, algumas pessoas que ajudaram o governo a fazer coisas importantes para o País. Entre os nomes lembrados estavao o do governador Eduardo Campos, o ex-ministro da Saúde Humberto Costa (que é pernambucano e ajudou a criar serviços importantes como o Samu e a farmácia popular) e deputados do estado que fazem parte da base aliada no Congresso, pelo trabalho que desenvolvem para ajudar o País a caminhar em frente.

O presidente afirmou que em março voltará à Pernambuco para visitar, juntamente com o governador Eduardo Campos, diversas obras no estado, como a fábrica de dormente de trem que será inaugurada em Salgueiro -- a maior do mundo, segundo Lula -- e também uma usina de brita que vale pelas 40 maiores fábricas desse tipo de São Paulo. Lula pretende visitar também as obras da Transnordestina e da refinaria de Pernambuco.


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