A coluna publicada nesta terça-feira em jornais de todo o País traz perguntas de leitores do Pará, São Paulo e Rio de Janeiro, sobre a violência urbana, recuperação de fábricas falidas e os juros cobrados pelos bancos.
A engenheira mecânica Dalliana Morais, de Belém (PA), quis saber o que vem sendo feito contra o “estado de guerra civil em que muitas cidades vivem hoje”, ao que o presidente Lula respondeu:
Nós temos trabalhado como nunca para mudar esse quadro. Os investimentos para apoiar os estados em segurança passaram de R$ 951 milhões, em 2003, para R$ 2,7 bilhões, em 2009. A iniciativa mais promissora é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, com 90 ações repressivas e preventivas, que implanta os Territórios de Paz nas regiões mais carentes e com mais índice de homicídios.
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Camila Delmondes Dias, estudante de Campinas (SP), perguntou sobre a possibilidade de estatização de fábricas que decretam falência. Lula lembrou à leitora que há mais de uma centena de casos no País em que trabalhadores assumiram o controle da empresa após a sua falência, em cooperativas por exemplo:
O governo vem sugerindo aos empregados que o melhor caminho é esquecer a parte falida da empresa e aproveitar a parte ainda saudável para criar uma nova, pertencente aos trabalhadores. Isso significa, além da manutenção de milhares de empregos, a transformação dos trabalhadores em associados de um empreendimento coletivo. Assim, com a nossa oferta de assistência técnica e de crédito, o caminho estará aberto para a completa recuperação da empresa.
O leitor João Alves da Fonseca, administrador de empresas de Nova Friburgo (RJ), questionou a possibilidade de se forçar os bancos a reduzirem suas taxas de juros. O presidente lembrou a ele que numa economia de mercado não se pode intervir diretamente nesse setor, mas que medidas foram tomadas para que a redução aconteça:
Expandimos o crédito e reduzimos os juros dos bancos públicos – que têm mais operações de pequeno valor com maiores custos administrativos -, e, pela primeira vez em oito anos, o spread dessas instituições ficou menor do que os dos bancos privados. Para estimular a concorrência, apoiamos os bancos pequenos e médios por meio de garantias adicionais para investidores e liberação de recursos depositados no Banco Central.