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Presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff durante evento promovido pela revista IstoÉ, em São Paulo (SP), em que foram premiados - respectivamente - como Brasileiro da Década e Brasileira do Ano. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Enquanto boa parte do mundo patina em desemprego e recessão, o consumo das famílias brasileiras cresce há sete anos, o poder de compra do salário cresce há seis e o País gerou 15 milhões de empregos em oito anos. O Brasil tem, portanto, razões de sobra para ser hoje uma das maiores fronteiras econômicas do século 21. E com uma grande vantagem, observou o presidente Lula ao receber o prêmio Brasileiro da Década, da revista IstoÉ, nesta quarta-feira (15/12) em São Paulo (SP): aqui, as democracias política e social comandam o leme do desenvolvimento, gerando riquezas para todos os brasileiros – principalmente os mais pobres.

“Nós construímos uma política democrática de desenvolvimento”, afirmou o presidente durante o evento, que também contou com a participação de empresários como Eike Batista, artistas como Marcelo Tas e políticos como a presidente eleita Dilma Rousseff (que ganhou o prêmio Brasileira do Ano), o senador Aécio Neves e os governadores Sérgio Cabral Filho (RJ) e Antonio Anastasia (MG). No Brasil atual, disse Lula, os apelos da cidadania, o imperativo da justiça social, as necessidades da produção e o respeito ao meio ambiente ganharam força e vez.

O presidente Lula criticou aqueles que desdenharam, ontem e hoje, do potencial brasileiro e do resgate da autoestima do País, “como se tudo isso fosse atributo menor na vida de uma sociedade”. Lembrou que países bem mais ricos e poderosos, como os Estados Unidos, sofrem para injetar dinamismo no mercado em que empresas não investem, consumidores não compram e bancos não emprestam.

Uma das razões do sucesso brasileiro é dar a importância que merece o mercado de massa do País, tão negligenciada no passado. Talvez porque os políticos passados, observou Lula, temiam a contrapartida da inclusão de boa parte da sociedade no desenvolvimento: a mobilidade social e o seu amadurecimento político.

Lula citou alguns dos importantes avanços conquistados nos últimos anos, como a expansão do emprego, da renda, da atividade industrial, do desenvolvimento regional, o que deixou o País como “um dos destinos mais cobiçados no radar dos investimentos do nosso tempo”, afirmou. A razão?

“O que se constrói aqui não é uma bolha passageira, soprada pelo crédito suicida. O que se tem aqui é a retomada de uma construção interrompida, a construção de uma sociedade de 190 milhoes de pessoas e não mais uma sociedade de apenas 50 milhoes de pessoas.”

Ouça a íntegra do discurso do presidente:

O presidente foi duro com quem duvidou da vocação industrial brasileira, da nossa competência para explorar o petróleo – e que “hoje cochicham contra a Petrobrás na esperança de entregar o Pré-sal às petroleiras internacionais”. Pois o Brasil está mostrando que sabe muito bem o que fazer com suas riquezas e que pode e vai continuar crescendo nos próximos anos.

“Não se trata, repito, de uma simples engrenagem econômica movida pela sorte, como querem alguns. Esse povo, que passou a comer melhor, a ter acesso a emprego e dignadade, não se contentará mais com o prato raso da cidadania servido durante séculos neste País. Esse é o principal pólo germinador de crescimento da nossa economia. Fomos além do automatismo de mercado. O novo encadeamento de forças sociais assumiram o comando do nosso desenvolvimento e decidiu fazer dele a grande obra da maturidade democrática desta Nação, ser um abrigo de todos os brasileiros.”


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Infográfico: Thiago Melo

Parte do desenvolvimento econômico brasileiro nos últimos anos se deve à inclusão das famílias de baixa renda às instituições bancárias, que aumentou signifitivamente entre 2003 e 2010. Segundo balanço de Gilson Bittencourt, secretário-adjunto da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o número de pessoas físicas com vínculo a um banco ou cooperativa de crédito passou de 70 milhões para 115 milhões, uma ampliação de 40% para 59% da população com ligação a alguma instituição do Sistema Financeiro Nacional.

“O resultado dessa política ajuda a explicar parte do próprio desenvolvimento econômico do país”, afirmou Bittencourt ao Blog do Planalto, lembrando que, no período da crise financeira mundial, no último trimestre de 2008, a concessão de crédito, seja pessoal ou industrial, teve importância no enfrentamento deste momento crítico. “As políticas de baixa renda contribuíram para o aumento da massa de consumo. Isso pode ser constatado nos 10 milhões de operações de crédito realizadas no País.”

Atualmente existem no Brasil 6,5 milhões de contas correntes simplificadas, a grande maioria em bancos públicos federais. Essas contas foram criadas para a população de baixa renda, cuja vantagem é a ausência de cobrança de tarifas e comprovação de rendimento por parte do correntista. Boa parte dessas contas são de beneficiários do Bolsa Família (2,85 milhões deles) na Caixa Econômica Federal (CEF). Do total dos beneficiários do programa, 580 mil tiveram acesso a microcréditos produtivos por meio dos programas AgroAmigo/Pronaf e Crediamigo, do Banco do Nordeste. Os beneficiários têm também acesso a cursos sobre educação financeira.

A inclusão de famílias de baixa renda ao sistema financeiro provocou o aumento dos pontos de atendimento bancário e correspondentes bancários (ex.: lotéricas) – de 70 mil pontos em 2002 para mais de 180 mil em 2010. De acordo com Bittencourt, os correspondentes bancários já são os principais meios utilizados pela população para efetuar as transações de pagamento de contas, tributos e para transferência de crédito.

O crédito consignado também ajudou a ampliar significativamente o acesso ao crédito pelos trabalhadores assalariados e beneficiários do INSS, além de reduzir as taxas de juros cobradas nestas operações. O balanço informa que entre 2004 e agosto de 2010, o crédito pessoal cresceu de R$ 19,7 bilhões para R$ 60,8 bilhões, sendo que a taxa média de juros praticada em 2010 era de 57% ao ano. Neste mesmo período, o crédito consignado cresceu de R$ 16 bilhões para R$ 128,5 bilhões, sendo que a taxa média de juros em 2010 foi de 27% ao ano, menos da metade da cobrada nos demais empréstimos pessoais (pessoa física).

Levando em consideração apenas o crédito consignado para os beneficiários do INSS, que atinge principalmente os mais pobres, houve um crescimento expressivo do número de contratos e do valor financiado. O documento da Secretaria de Política Econômica diz que em 2009, cinco anos após a regulamentação, foram efetuados 9,6 milhões de contratos, com valor financiado de R$ 22,7 bilhões. A maior parte dos financiamentos é realizada por pessoas que recebem menos de 1 salário mínimo por mês de benefício, grupo que representou 89,4% das operações realizadas em 2008 e 57% em 2010.

O presidente Lula participa nesta quarta-feira (17/11) do II Fórum do Banco Central sobre Inclusão Financeira, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), que fará uma avaliação de todos os programas do governo na área tocados nos últimos oito anos.


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Cada brasileiro comeu em média 9 quilos de peixe em 2009, um aumento de quase 40% em relação ao consumo verificado em 2003 (6,46 quilos), fazendo o País se aproximar do patamar de consumo considerado ideal pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 12 quilos por habitante/ano. O bom resultado foi revelado pelo estudo Consumo Per Capita Aparente de Pescado no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (8/9) pelo ministro Altermir Gregolin (Pesca e Aquicultura), que mostra que o Brasil antecipou em um ano a meta estabelecida no programa Mais Pesca e Aquicultura, do Ministério.

Para o ministro Gregolin, o aumento no consumo de pescado no Brasil é resultado direto das políticas adotadas para o desenvolvimento da pesca e aquicultura, além do aumento da renda média do brasileiro – conforme aponta a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, do IBGE. Segundo ele, o Brasil deverá atingir o patamar de 12 quilos ao ano em no máximo cinco anos.

Segundo o estudo divulgado hoje, o consumo de pescado no Brasil teve um forte aumento de 8% entre 2008 e 2009 – de 1,5 milhão de toneladas para 1,7 milhão. Do total consumido pelos brasileiros, 69,4% é produzido no País e 30,6% vêm de países como Chile, Noruega e Argentina.

A pesquisa mostrou ainda que 96% da produção nacional em 2009 foi comercializada no mercado interno e consumida pelos brasileiros e apenas 4% dos produtos foram destinados à exportação. Os países que mais importaram pescado brasileiro foram Estados Unidos, França, Espanha, Japão e Reino Unido. A queda nas exportações se deveu em grande parte à retração do mercado internacional, justificada pela crise financeira mundial, que teve fortes conseqüências em países como Estados Unidos e a União Européia.


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Ministro Altemir Gregolin comemora os dados do setor pesqueiro brasileiro apresentados em Brasília. "Eles mostram que o governo acertou ao criar o Ministério". Foto: Divulgação.

A aquicultura brasileira teve um aumento significativo de sua produção em 2009, 43,8%, superando setores tradicionais do agronegócio como, por exemplo, criação de aves (frangos principalmente), que teve crescimento bem inferior – 12,9%. Segundo o ministro Altermir Gregolin (Pesca e Aquicultura), os bons números são resultado direto das acertadas políticas públicas adotadas pelo governo no setor, bem como dos investimentos feitos e dos mecanismos de regulação adotados nos últimos anos, como a nova Lei da Pesca instituída no ano passado.

“Esse aumento de produção reafirma que a estratégia do governo está correta”, afirmou o ministro, que participou nesta quinta-feira (19/8), em Brasília, da divulgação dos primeiros dados estatísticos levantados pelo órgão desde a sua criação em 2003. O aumento da produção pesqueira no Brasil entre 2003 e 2009 foi de 25%, de 990.899 toneladas anuais para 1.240.813, revelam os dados. Veja abaixo o estudo completo:

Para Gregolin, os mecanismos de regulação e as políticas de incentivo à pesca no Brasil deram confiança ao setor, aumentando a credibilidade e os investimentos na atividade – também puxados pela alta do consumo dos brasileiros. O País produziu 1,240 milhões de toneladas de pescado em 2009, mas tem potencial de atingir até 20 milhões, aposta o ministro:

Apostamos que o Brasil nas próximas décadas poderá se transformar num grande produtor mundial de pescado. Isso graças às políticas de estado de longo prazo, à nova legislação e à criação de instituições como a Embrapa Aquicultura e Pesca.

O ministro lembrou ainda que o setor conta este ano com R$ 1,5 bilhão em linhas de crédito para o produtor (aquicultura e pesca). Hoje o Brasil consome mais do que produz, observa Gregolin, e por isso tem que importar cerca de 20% do consumo nacional. “Isso estimula os investimentos”, diz.

Para saber mais detalhes da atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura nos últimos anos, assista ao programa 7 Anos em 7 Minutos feito com o ministro Gregolin.


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Presidente Lula discursa no encerramento do seminário Brasil-Itália, realizado na sede da Fiesp em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Muita atenção se dá à macro economia e seus grandes números, bem às grandes decisões tomadas por instituições como Tesouro Nacional e Banco Central. Mas é a micro economia, que não costuma aparecer nas primeiras páginas de jornais nem nas TVs, que vem revolucionando o Brasil e permitindo que os cidadãos simples do País entendam o que é ser um cidadão pleno. Falando de improviso – ou “com o coração” – depois de ler um curto discurso ao final do seminário “Brasil-Itália: Novas Parcerias Estratégicas”, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, o presidente Lula fez questão de mostrar ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi, da Itália, a receita brasileira para turbinar o mercado interno, ampliando o crédito, gerando empregos e, ao mesmo tempo, promovendo a inclusão de milhões de pessoas, garantindo a elas direitos básicos.

“O brasileiro tem cada vez mais orgulho deste País”, afirmou Lula, lembrando que gosta sempre de enfatizar a importância tanto da macro como da micro economia para o desenvolvimento sustentável brasileiro. A micro economia e a macro economia, bem como o pequeno e grande crédito, não são antagônicas, reafirmou o presidente brasileiro. O Brasil precisa financiar tanto a grande empresa que fabrica produtos sofisticados como também os pequenos produtores. Por isso o Brasil teve que trabalhar muito nos últimos anos para ampliar o crédito.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

O milagre da economia brasileira tem vários componentes, disse Lula, apontando programas como o Empréstimo Consignado,Luz para TodosBolsa Família como alguns dos principais responsáveis pela força do País no enfrentamento da crise econômica mundial. Com mais dinheiro circulando, os brasileiros compraram mais e a indústria vendeu mais, apontou o presidente.

Na primeira parte de seu discurso na Fiesp, o presidente Lula afirmou que a “Itália encontrará no Brasil uma alternativa sólida e segura contra choques futuros”, explicando que a crise internacional reforçou o papel decisivo dos países emergentes e em desenvolvimento. Mas, o que permitiu tal acontecimento foi “porque não repetimos os erros do passado”.

A experiência brasileira não deixa margem para dúvidas. Políticas recessivas não resolvem desajustes macroeconômicos. Pelo contrário, agravam o desemprego e as desigualdades sociais. A história da América Latina na década de 1980 foi dominda por ajustes fiscais que inviabilizaram o crescimento e produziram graves desequilíbrios fiscais. Em resposta à crise atual, o Brasil não hesitou em estimular o crescimento, o consumo e o crédito. Eu próprio, no auge da crise, conclamei os brasileiros para que continuassem a consumir.

Lula iniciou o pronunciamento oficial lembrando os laços entre Brasil e Itália e destacou que a população brasileira contam com 30 milhões de descendentes italianos “que vieram ajudar a construir o Brasil moderno de hoje”. O presidente brasileiro destacou também o interesse nas áreas de defesa, de energia, de ciência e tecnologia e de educação e cultura.

Depois, o presidente contou sobre o sucesso das empresas italianas aqui instaladas é prova que investir no Brasil é um bom negócio. Ele explicou que existem outras oportunidades para as empresas italianas, como a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016, além dos projetos de infraestrutura no âmbico do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O presidente brasileiro deu ênfase também à cooperação solidária entre Brasil e Itália “onde a solução pacífica de conflitos fortalece a democracia e resguarda os direitos humanos”. Essa convicção, conforme destacou, motivou nossa ação conjunta de ajuda humanitária às vítimas do terremoto no Haiti.

Lula disse que “foi com este espírito que Brasil e Turquia se empenharam em uma solução pacífica e negociada para a questão do Programa Nuclear Iraniano que se consubstanciou na “Declaração de Teerã”, de 17 de maio”.


[8] Comentários

Comemorando as previsões de que o Brasil chegará este ano à marca de 14,5 milhões de novos postos de trabalho criados em sua gestão, o presidente Lula afirmou neste sábado (1/5) ter ficado feliz ao ver a revista americana Time o eleger uma das pessoas mais influentes do mundo. “A elite (brasileira) dizia que eu não falava inglês, mas meu coração pensa brasileiro, meu coração pensa o povo brasileiro”, disse ele durante comemoração promovida pela Força Sindical e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), em São Paulo, em homenagem ao Dia do Trabalhador.

Veja aqui o infográfico que preparamos sobre a criação de empregos no Brasil nos últimos sete anos.

Perante milhares de trabalhadores reunidos na praça Campo de Bagatelle, no bairro de Santana, Lula afirmou ainda que a elite fica ofendida “quando o Le Monde (jornal francês) e o El País (jornal espanhol) me escolhem Homem do Ano, quando negociamos a paz em Israel, quando vou ao Irã. Mas esse País é soberano, é um povo feito de homens e mulheres que andam de cabeça erguida e nós que decidimos onde vamos”.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição, clique aqui.

O presidente lembrou que, faltando oito meses para terminar o seu mandato, não poderia ser criticado por fazer da solenidade um ato político: “eu fui um dirigente sindical importante desse País nos anos 70, participei e organizei as greves na época que a inflação era de 80% ao ano, no tempo em que se fazia greve e não se recebia absolutamente nada na volta ao trabalho. Nos meus 7 anos de governo, é com orgulho que olho cada trabalhador e dirigente sindical e digo que nos anos do meu governo, 90% dos reajustes salariais foram aumento real para a classe trabalhadora”.

Em seu discurso Lula também falou da crise econômica mundial de 2008, que demitiu 7 milhões trabalhadores nos Estados Unidos e Europa. Ele caracterizou aquele momento como ato da especulação financeira de banqueiros que, deveriam ter investido em trabalho, como foi feito no Brasil.

O Brasil foi o último (País) a entrar na crise e o primeiro a sair. Quem sustentou a economia brasileira foi o povo, não os banqueiros. Eu pedi para o povo consumir, senão o comércio não ia vender, a crise ia aumentar e o Brasil, que só era conhecido no mundo por causa do Carnaval no Rio de Janeiro, dos meninos e meninas de rua mortos e do futebol, hoje é respeitado porque é exemplo de controle do sistema financeiro.

Da sua época de sindicalista, o presidente lembrou da reivindicação por um salário minimo de US$ 100 -- hoje está em US$ 300 dólares. “Já aumentamos o salário mínimo em 74% e vamos continuar a política de aumento”, disse.

Ao término de seu discurso, Lula disse estar com a cabeça erguida neste 1º de maio “porque eu vou mandar registrar em cartório as realizações do meu governo, para entregar à imprensa, à universidade, aos sindicatos e aos políticos para que quem vier depois de mim saiba que tem de fazer mais e melhor, porque não pensem que por conta das eleições eu vou deixar o Brasil afundar. Eu aprendi a minha seriedade no movimento sindical, a irresponsabilidade fiscal não volta mais para esse País. Vamos fazer o Brasil ser a quinta economia do mundo até 2016”.


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Em pronunciamento em rede de emissoras de rádio e televisão na noite desta quinta-feira (29/4), o presidente Lula destacou o momento de retomada de emprego e trabalho que o País vive e os avanços sociais dos últimos. Lembrou ainda que este será seu último pronunciamento como presidente da República para comemorar com a população o Dia do Trabalhador, que ocorre no próximo sábado, 1º de maio, e que o atual modelo de governo está “apenas começando”.

Algo me diz, fortemente, em meu coração, que este modelo vai prosperar. Sabe por quê? Porque este modelo não me pertence: pertence a vocês, pertence ao povo brasileiro. Que saberá defendê-lo e aprofundá-lo, com trabalho honesto e decisões corretas.

Ouça aqui a íntegra do pronunciamento:

Leia aqui a íntegra do pronunciamento do presidente Lula.

O presidente Lula destacou os bons resultados obtidos com programas como o Bolsa Família, que permitiu incluir milhões de brasileiros no mercado de consumo e fazer a roda da economia girar com vigor. “Deixamos de ser um país majoritariamente pobre. Hoje as classes A, B e C formam quase 70% da população”, afirmou.

Como há mais gente consumindo, o comércio vende mais e aí tem de encomendar mais da indústria, que tem de investir mais e contratar mais trabalhadores, num círculo virtuoso, que impulsiona o país e seu povo para frente. Também estamos vivendo uma era de fortíssima inclusão social, graças ao Bolsa Família e a muitos outros programas do governo.

Nos últimos minutos do pronunciamento, Lula destacou que quando um país como o Brasil realiza conquistas sempre esperadas “abre-se novos desafios para o dia de amanhã”. Neste caso, como ressaltou, “é preciso que a gente continue tomando as decisões certas, nas horas certas”. Para o presidente, “o Brasil é um país sem limites para crescer. Não apenas porque tem grandes riquezas naturais. Mas principalmente porque tem um povo generoso, forte e criativo. Um povo maduro que sabe escolher, que trabalha duro e não desperdiça oportunidades. Um povo que soube trazer nosso país até aqui e que saberá continuar conduzindo nosso Brasil no rumo certo”.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição da íntegra do discurso, clique aqui.


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As cerca de 60 milhões de pessoas que integram hoje o Bolsa Família serão, até 2022, integradas à cadeia produtiva e consumidora do Brasil, ajudando assim a formar o grande mercado interno do País. Essa é uma das principais metas do Plano Brasil 2022, planejamento estratégico que está sendo elaborado pelo governo e que foi apresentado à imprensa nesta terça-feira (27/4) em Brasília por Samuel Guimarães, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. O Plano Brasil 2022 prevê ainda ações em saneamento básico, mobilidade urbana e distribuição de renda, e tem como meta um Brasil sem analfabetismo, desmatamento e pobreza absoluta no ano do bicentenário da independência do País.

Conheça aqui mais detalhes sobre o Plano Brasil 2022 e suas metas.

“Distribuir para crescer e crescer a taxas elevadas para que o nível de bem-estar dos brasileiros aumente”, afirmou Guimarães durante o encontro com a imprensa. Ele pretende entregar o documento final ao presidente Lula no dia 30 de junho. O material está sendo elaborado em parceria com todos os ministérios e personalidades acadêmicas, ex-ministros, organizações de classe, centrais sindicais e governos estaduais.

Ouça aqui a íntegra da entrevista com Samuel Guimarães, da SAE:

Samuel Guimarães lembrou durante a apresentação do Plano Brasil 2022 que, hoje, 27% dos brasileiros não têm esgoto sanitário básico e a capacidade de produção dos trabalhadores está prejudicada pela precariedade do transporte público nas cidades. Para melhorar a mobilidade nas cidades brasileiras, Guimarães afirmou que o Plano Brasil 2022 prevê a triplicação da rede de metrôs.

O titular da SAE afirmou ainda que o fim na diferença de renda entre homens e mulheres está entre as metas do Plano. “Hoje, temos uma diferença de 40% nos salários dos homens em relação ao das mulheres, que já são maioria em muitos cursos superiores. A igualdade salarial precisa acontecer em 2022”, disse ele.


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A alta de 1,9% do PIB no segundo trimestre deste ano, divulgada pelo IBGE na última sexta-feira, confirmou o que o governo já vinha dizendo há tempos: a crise econômica chegou por último no Brasil e saiu primeiro. O presidente Lula comemorou a boa nova no programa Café com o Presidente desta segunda-feira e disse ainda que o País está preparado para voltar a crescer.

Falou também sobre a importância da educação para o desenvolvimento brasileiro, sendo ela “a condição básica pela qual o Brasil, definitivamente, entrará no rol dos países desenvolvidos”. Confira um trecho, em vídeo:

Ouça aqui o programa na íntegra:

O presidente afirmou ainda que uma das prioridades do seu governo é dar condições para todas as regiões do País de crescer e se desenvolver:

“O que nós precisamos fazer? Nós precisamos elevar aquelas regiões que foram esquecidas, para que elas tenham um padrão de crescimento igual têm as regiões mais ricas do país. É por isso que nós estamos fazendo fortes investimentos na região Norte e Nordeste do País.”

Como exemplo, citou algumas obras que vêm sendo tocadas na região, como o gasoduto Coari-Manaus, refinarias no Maranhão, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, a Transnordestina, a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Leste-Oeste. O importante, disse Lula, “é fazer as coisas importantes no presente, mas preparar o Brasil para que no futuro ele seja muito melhor do que ele é hoje.”


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