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Ou fazemos a integração da produção, do trabalho, da educação e da saúde para todos, ou a integração será a da ilegalidade, do crime do tráfico de drogas e de armas, afirmou o presidente Lula em seu discurso no encerramento do seminário Brasil-Paraguai: Perspectivas de Comércio e Investimentos na Fronteira, realizado nesta segunda-feira (3/5) em Ponta Porã (MS). Lula voltou a defender o aprofundamento do Mercosul como poderoso instrumento de integração da América do Sul, sendo necessário para isso avançar na eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum e atuar pela plena incorporação da Venezuela ao bloco.

Ao Brasil interessa a prosperidade e a estabilidade de nossos vizinhos. Não nos convém ser uma ilha de prosperidade num oceano revolto. Nossa cooperação será fundamental para derrotar a criminalidade, tenha ela a cara que tiver.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Lula destacou o simbolismo de se realizar a reunião na fronteira entre Paraguai e Brasil e citou a Declaração Conjunta de 25 de julho de 2009 que reafirma a centralidade de Itaipu como fator de integração entre os dois países. Segundo o presidente brasileiro, “demos mais um passo nessa direção ao definir os mecanismos para a construção da linha de transmissão entre a margem direita de Itaipu e a cidade de Villa Hayes. Isso permitirá que o Paraguai utilize a energia que lhe cabe na produção global de Itaipu para sua industrialização e bem estar de sua população”.

A regulamentação do Regime de Tributação Unificada também foi defendida, para atrair mais investimentos produtivos do Brasil ao Paraguai e dar maior equilíbrio à balança comercial entre os dois países. O comércio bilateral, lembrou Lula, foi 60% superior neste primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado, num claro sinal de recuperação da atividade comercial entre os dois países.


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Os presidentes Fernando Lugo e Lula se cumprimentam na fronteira entre Paraguai e Brasil, em Ponta Porã (MS). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os presidentes Fernando Lugo e Lula se cumprimentam na fronteira entre Paraguai e Brasil, em Ponta Porã (MS). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ou fazemos a integração da produção, do trabalho, da educação e da saúde para todos, ou a integração será a da ilegalidade, do crime do tráfico de drogas e de armas, afirmou o presidente Lula em seu discurso no encerramento do seminário Brasil-Paraguai: Perspectivas de Comércio e Investimentos na Fronteira, realizado nesta segunda-feira (3/5) em Ponta Porã (MS). Lula voltou a defender o aprofundamento do Mercosul como poderoso instrumento de integração da América do Sul, sendo necessário para isso avançar na eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum e atuar pela plena incorporação da Venezuela ao bloco.

Ao Brasil interessa a prosperidade e a estabilidade de nossos vizinhos. Não nos convém ser uma ilha de prosperidade num oceano revolto. Nossa cooperação será fundamental para derrotar a criminalidade, tenha ela a cara que tiver.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

Lula destacou o simbolismo de se realizar a reunião na fronteira entre Paraguai e Brasil e citou a Declaração Conjunta de 25 de julho de 2009 que reafirma a centralidade de Itaipu como fator de integração entre os dois países. Segundo o presidente brasileiro, “demos mais um passo nessa direção ao definir os mecanismos para a construção da linha de transmissão entre a margem direita de Itaipu e a cidade de Villa Hayes. Isso permitirá que o Paraguai utilize a energia que lhe cabe na produção global de Itaipu para sua industrialização e bem estar de sua população”.

A regulamentação do Regime de Tributação Unificada também foi defendida, para atrair mais investimentos produtivos do Brasil ao Paraguai e dar maior equilíbrio à balança comercial entre os dois países. O comércio bilateral, lembrou Lula, foi 60% superior neste primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado, num claro sinal de recuperação da atividade comercial entre os dois países.


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A renegociação do contrato de cessão de energia de Itaipu, com o pagamento ao Paraguai de preços mais vantajosos e justos, e obras como a construção de uma linha de transmissão para levar energia elétrica até a capital paraguaia Assunção, são iniciativas que ajudam no desenvolvimento do país vizinho e na diminuição das desigualdades regionais na América do Sul, afirmou o presidente Lula em entrevista ao jornal Correio do Estado, do Mato Grosso do Sul.

Hoje em dia, do ponto de vista econômico, nenhum país é uma ilha. Por isso, é importante que nossos vizinhos estejam trilhando o caminho do progresso, o que estimula o desenvolvimento das nossas relações comerciais e fortalece os blocos regionais, beneficiando a todos. Nós temos empreendido esforços para combater o desequilíbrio entre os países e para atenuar as desigualdades regionais.

São iniciativas como essas que ajudarão o Paraguai a se desenvolver, afirmou Lula, ajudando assim a melhorar as condições de vida nas regiões mais pobres do país vizinho, como a área de fronteira com o Mato Grosso do Sul, onde ambos têm trabalhado em conjunto no combate ao tráfico de armas e drogas – um dos temas do encontro entre Lula e Fernando Lugo nesta segunda-feira (3/5).

Nós defendemos uma política de corresponsabilidade entre países produtores, de trânsito e consumidores de drogas ilegais. Há dez dias, a nossa Polícia Federal renovou os termos de cooperação policial com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) por mais dois anos. O Brasil tem prestado apoio logístico à Senad na erradicação de plantações de maconha. No ano passado, foram destruídos 1 mil hectares de plantações em território paraguaio e com isso foram evitados que cerca de 2 mil toneladas da droga chegassem ao Brasil.

Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.

Lula também falou sobre o Trem do Pantanal e o novo acordo que será feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com a concessionária do projeto para garantir que o trem circule com velocidade mínima de 50 km/h no trecho entre Miranda e Corumbá, o que exigirá um investimento de R$ 226 milhões em toda a extensão da ferrovia, de Campo Grande a Corumbá. O presidente não ficou satisfeito com o resultado do trecho já inaugurado, entre Campo Grande e Miranda, em que a velocidade chega a apenas 30 km/h.

O novo acordo deve ser assinado nos próximos dois meses e só então terão início as obras, como trocas de dormentes e de trilhos e a recuperação da estrutura de pontes metálicas. Se a concessionária não aceitar os novos termos ou não cumprir o que ficar acertado, a ANTT iniciará o processo para retomar a concessão para a União, que será transferida a outros grupos que se comprometam a concluir o projeto.

O presidente Lula também falou das eleições presidenciais deste ano e da popularidade de seu governo, que é um resultado a ser dividido com toda a equipe de governo, em especial a ex-ministra Dilma Rouseff.

Há uma equipe excelente trabalhando comigo para implementar as políticas que, pela primeira vez nos últimos cinqüenta anos, estão combinando crescimento econômico com distribuição de renda e democracia política. E a pessoa que mais contribuiu para a implementação das nossas políticas, foi exatamente a ex-ministra Dilma Rousseff. O seu desempenho foi uma coisa excepcional. Ela foi meu braço direito no governo. Portanto, não é uma questão de transferência de popularidade, já que ela ajudou, e muito, a construir essa popularidade, pela sua dedicação, pelo seu trabalho e pelo seu compromisso com esse projeto que está transformando o Brasil. Trata-se, isto sim, de fazer chegar essa informação a todos os eleitores, uma vez ela sempre procurou agir e fazer a máquina andar e nunca se preocupou com os holofotes, em mostrar o quanto era importante o seu trabalho.


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