Presidenta Dilma Roussefff discursa em cerimônia de posse da nova diretoria da Fiergs e da Ciergs, no Teatro Sesi, em Porto Alegre. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Roussef, durante discurso, nesta quinta-feira (14/7) à noite, por ocasião da posse da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS) assegurou que “o Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21″. Para isso, o governo federal vai tornar disponível todos os mecanismos para que o setor produtivo se expanda.
“No comércio exterior”, disse a presidenta Dilma, “utilizaremos instrumentos ousados. Com clara ênfase nos produtos manufaturados. Continuaremos investindo.” Dilma Rousseff explicou também que é preciso atacar os problemas sociais e que uma das missões do seu governo é erradicar a miséria e que, por este motivo, lançou recentemente o plano Brasil sem miséria . A presidente assegurou também que para que o país alcance este patamar de crescimento “se for capaz de desenvolver sua indústria” e que ela possibilite gerar emprego da qualidade para milhões de brasileiros.
No discurso, a presidenta contou que o país é parte do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – pelo fato de ter dimensões continentais, fato comum aos demais integrantes do bloco econômico, como também de possui extensas reservas naturais. “Mas, as nossas similaridades acabam ai. O Brasil não abandonou a sua população nesses últimos dez anos”, contou para em seguida explicar que o governo vem transformando o perfil sócio-econômico do país ao longo desta última década.
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição.
A presidenta Dilma iniciou o discurso mostrando-se muito à vontade por estar naquela cerimônia e por seus laços com o Rio Grande do Sul, onde exerceu importantes cargos nos governos locais. Isso sem dúvida, conforme assinalou, mostra reconhecimento que tem para com a população e os dirigentes estaduais e empresariais. Ela teceu comentários sobre atuação do empresário Paulo Tigre, que nesta noite foi sucedido pelo empresário Heitor José Muller. Disse que quando recebeu o convite para a cerimônia de posse determinou que seus auxiliares marcasse o compromisso na agenda para que pudesse homenagear Paulo Tigre.
“Quando conheci o Paulo Tigre percebi que era um extraordinário dirigente. Capaz de estabelecer consenso. Diálogo firme com o governo federal. Suas propostas vão sempre no no cerne da questão. Daí porque quis vir aqui para homenageá-lo. Ele soube conciliar os interesses nacionais e regionais. Percebendo claramente que Rio Grande do Sul tinha uma imensa importância para o Brasil, assim como o Brasil tem para o Rio Grande do Sul. Ele Construiu pontes em prol do avanço… Estabeleceu diálogo.”
Agora, segundo a presidenta, a federação passa às mãos de Heitor Muller, e deste modo permanecerá na firmeza “de um empresário que vimos aqui visivelmente inovador, com propósitos claros e determinados”. Por tal motivo, como assinalou, deixava claro o compromisso dela para com o Rio Grande do Sul. Para isso, a presidenta Dilma propôs parceria com os empresários para que o estado possa seguir no rumo do progresso.
Em seguida, a presidenta teceu comentários sobre a situação econômica mundial, especialmente os Estados Unidos que deve apresentar crescimento abaixo das expectativas e a crise que se instala em países da Europa. “Esse é o momento de grande desequilíbrio na economia mundial. Desde o início do meu governo estamos, de forma firme e decidida, mantendo a inflação sob controle. Com uma política fiscal bastante austera”, afirmou.
Ela contou algumas medidas que estão sendo adotadas pelo governo, em especial, o compromisso de resgatar cerca de 16,2 milhões de brasileiros que vivem na extrema pobreza. Ela explicou que, por este motivo, lançou o Brasil sem Miséria. Em seguida, comemorou o fato de nos últimos anos, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 39,5 milhões de pessoas ascenderem à classe média, o que significa incluir mais gente ao mercado consumidor.
A presidenta deixou também algumas diretrizes para o futuro. A primeira delas diz respeito às bolsas de estudos para estudantes de universidades no exterior. A meta do governo é formar 75 mil jovens com recursos públicos e pretende que a iniciativa privada patrocine outras 25 mil bolsas de estudo. Disse também do lançamento do Pronatec, que visa oferecer cursos profissionalizantes aos jovens para que estejam qualificados para o mercado de trabalho.
Ainda no discurso, a presidenta confirmou que apresentará no próximo mês o Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para que a indústria nacional possa fazer frente à concorrência internacional e que, em meio a disputa pelos mercados, possa inovar tecnologicamente. Segundo contou, o governo dará importância à produção de equipamentos com conteúdo nacional, terá linhas de crédito para fazer frente à demanda do mercado e que o governo vai intensificar a política de compra governamental.
Porém, conforme explicou no discurso, todos os avanços conseguidos pelo setor produtivo devem também mirar na população brasileira, ou seja, que possam apostar “naquilo que temos de mais forte que são os 190 milhões de cidadãos”. “Temos pela frente um caminho em que nós podemos trilhar sem sobressaltos. Mas, não significa que seja fácil. O Brasil provou, nos últimos anos, que é capaz de enfrentar estas turbulências e encontrar dentro de si a força para ir além”, disse a presidenta.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, e o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI, José Mascarenhas. Foto: Infraero/Arquivo
Com o objetivo de mostrar os principais investimentos da empresa nos aeroportos relacionados à Copa do Mundo Fifa 2014, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, reuniu-se com mais de 20 executivos de indústrias do segmento de infraestrutura do país. O encontro foi na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília (DF), Vale fez apresentação detalhada do setor aeroportuário brasileiro.
Sobre o Aeroporto de Guarulhos, por exemplo, Vale reafirmou o compromisso, dentre os demais investimentos, de realização de dois novos terminais remotos, que vão abrigar cerca de 8 milhões de passageiros. Ele disse que janeiro de 2012 e julho do próximo ano são os prazos de entrega destes terminais no principal aeroporto de São Paulo.
O presidente da Infraero explicou ainda como serão as obras de reforma e ampliação dos aeroportos de Brasília e Campinas (SP). “É o aeroporto que mais irá crescer”, afirmou, referindo-se a Viracopos.
Na exposição, Vale também apresentou as etapas e prazos das obras dos aeroportos que fazem parte das cidades-sede da Copa 2014.
Durante o debate, Gustavo da Vale abordou a concessão prevista para os aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília e destacou: os investimentos não vão parar, mesmo com o anúncio do novo modelo de concessão dos aeroportos.
“O governo federal guardará sua capacidade de investimento para outros setores. No caso desses aeroportos, sabemos que há apetite do setor privado. A outorga e o dividendo advindos com este modelo vão fazer com que nós possamos administrar outros aeroportos da rede Infraero que não dão resultados financeiros.”
Aviação Civil
A criação da Secretaria de Aviação Civil (SAC) foi outro tema da reunião. Neste encontro com os empresários, o presidente da Infraero enfatizou que o ministro Wagner Bittencourt tem um grande conhecimento das necessidades aeroportuárias e fará com que este setor ganhe estabilidade do ponto de vista normativo em um futuro próximo.
Vale lembrou ainda que medidas operacionais já estão sendo tomadas, como a criação do check-in compartilhado nos principais aeroportos.
O presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI, José Mascarenhas, ao término do encontro disse que viu uma nova realidade após a apresentação do executivo da Infraero. “Vejo que o que está se fazendo é adequado e com coragem”, afirmou.
De acordo com o MDIC, ao todo, 24 empresas e 10 entidades empresariais integram a comitiva, que terá as presenças do secretário-executivo do ministério, Alessandro Teixeira, e do presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges. As empresas brasileiras representam os setores de alimentos (carnes, frutas, laticínios, café, mel e vinho) e moda (calçados, componentes para calçados e joias) e se reunirão com empresas chinesas e de cinco países do sudeste asiático (Indonésia, Malásia, Cingapura, Vietnã e Tailândia) para rodadas de negócios em Hong Kong.
As entidades empresariais que integram a missão terão encontros com representantes do governo chinês. Estão previstas também visitas técnicas a um supermercado, a um shopping center, ao porto de Hong Kong e ao Centro de Negócios da Apex-Brasil em Pequim. “Temos feito um investimento contínuo no mercado asiático para aproveitar o aumento de renda e o interesse crescente por produtos de qualidade e alto valor agregado”, diz Alessandro Teixeira, coordenador da Missão.
“Desenvolvemos estudos de inteligência comercial e competitiva, nos preparamos com conhecimento do mercado e da cultura de negócios e planejamos ações de forma estratégica, com foco na exportação de produtos com maior valor agregado. Nosso objetivo é realizar negócios e conhecer cada vez mais esse imenso mercado, que é hoje uma grande oportunidade para negócios”, afirma o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.
Apoio local ao exportador brasileiro na China
Desde maio de 2009, a Apex-Brasil mantém um Centro de Negócios (CN) em Pequim. A estrutura tem como objetivo orientar e apoiar o empresário brasileiro que pretende realizar negócios na China. O CN de Pequim trabalha para promover as exportações e a internacionalização de empresas brasileiras, com ênfase em: inteligência comercial e competitiva, com a elaboração de relatórios de percepção de mercado customizados; promoção de negócios por meio da realização de missões comerciais, feiras, rodadas de negócios e visitas técnicas; e apoio à instalação local, auxiliando a empresa brasileira a abrir uma unidade na China.
O CN de Pequim já atendeu 94 empresas brasileiras, prestando informações sobre como negociar com os chineses, detalhando as oportunidades do mercado, organizando participações em encontros de negócios com os empresários chineses e oferecendo a estrutura física do CN para as empresas brasileiras que desejam manter representante no local.
Além da estrutura do CN de Pequim, a Apex-Brasil vem realizando ações de forma sistêmica e constante no mercado chinês, com vistas a promover as exportações brasileiras para o país asiático. Em 2009, foram realizados seminários de sensibilização em 52 províncias chinesas, com objetivo de mostrar oportunidades de negócios no Brasil. A Apex-Brasil também coordenou a montagem do pavilhão brasileiro na Exposição Universal de 2010 (em Xangai), que recebeu mais de dois milhões de visitantes. Seminários de divulgação do café e dos calçados brasileiros também foram promovidos pela Agência na China.
Comércio Brasil-China
A China é hoje o principal parceiro comercial brasileiro. Em 2010, o Brasil exportou para os chineses US$ 30,785 bilhões e importou US$ 25,593 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,192 bilhões. As vendas externas para a China, no ano passado, cresceram 46,57% em relação ao montante exportado em 2009 (US$ 21,003 bilhões).
Os principais produtos brasileiros comprados pelos chineses no primeiro bimestre de 2011 foram minérios de ferro não-aglomerados (US$ 2,115 bilhões), óleos brutos de petróleo (US$ 712 milhões), minérios de ferro aglomerados (US$ 319 milhões), pasta química de madeira (US$ 170 milhões), ferronióbio (US$ 82,731 milhões), outros grãos de soja triturados (US$ 52,941 milhões), frangos congelados (US$ 50,012 milhões), pasta química de madeira para dissolução (US$ 38,938 milhões), aviões/veículos aéreos mais pesados (US$ 32,439 milhões) e óleo de soja em estado bruto (US$ 27,134 milhões).
Comércio Brasil-Malásia
No primeiro bimestre de 2011, o Brasil exportou US$ 167,6 milhões para a Malásia e importou US$ 264,4 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2010, as exportações cresceram 64,9% e as importações 11,3%. Os principais produtos comprados pelos malaios nos primeiros dois meses de 2001 foram: milho em grãos (US$ 67,723 milhões), açúcar de cana em bruto (US$ 31,719 milhões), minério de ferro e seus concentrados (US$ 28,318 milhões), óleo de soja em bruto (US$ 5,762 milhões), fumo em folhas (US$ 3,775 milhões), automóveis de passageiros (US$ 3,224 milhões) e tratores (US$ 3,219 milhões)
Comércio Brasil-Tailândia
As exportações do Brasil para a Tailândia, no primeiro bimestre de 2011, foram de US$ 203,6 milhões, 79,4% maiores do que as registradas no mesmo período de 2010. As importações cresceram 39,3%, passando de US$ 249,2 milhões para US$ 347,2 milhões. Os principais produtos vendidos para os tailandeses foram: semimanufaturados de ferro ou aço (US$ 83,609 milhões), farelos e resíduos da extração de óleo de soja (US$ 61,218 milhões), soja triturada (US$ 21,313 milhões), fio-máquina e barras de ferro ou aços (US$ 4,507 milhões) e instrumentos e aparelhos de medida de verificação (US$ 3 milhões).
Comércio Brasil-Indonésia
As exportações do Brasil para a Indonésia, no primeiro bimestre de 2011, dobraram em relação ao mesmo período de 2010, passando de US$ 103 milhões para US$ 206,2 milhões. As importações também cresceram, mas a um ritmo menor: 65,2%, passando de US$ 190,4 milhões para US$ 314,6 milhões. Os produtos mais vendidos para os indonésios foram: minério de ferro e seus concentrados (US$ 58,276 milhões), açúcar de cana em bruto (US$ 26,596 milhões), milho em grãos (US$ 25,653 milhões), máquinas e aparelhos para terraplenagem, perfuração etc. (US$ 13,991 milhões) e produtos semimanufaturados de ferro ou aços (US$ 13,581 milhões).
Comércio Brasil-Cingapura
No primeiro bimestre de 2011, as exportações do Brasil para Cingapura cresceram 8,7% na comparação com o mesmo período de 2010. As vendas passaram de US$ 246,4 milhões para US$ 267,8 milhões. No caminho inverso, as importações cresceram 29,1%. Nos dois primeiros meses de 2010, os cingapurianos venderam US$ 95,6 milhões para o Brasil. Em 2011, a soma das importações no primeiro bimestre foi de US$ 123,4 milhões. Os produtos mais vendidos para Cingapura foram: óleos combustíveis (US$ 121,054 milhões), ferro-ligas (US$ 55,669 milhões), carne de frango (US$ 20,631 milhões), carne suína (US$ 12,324 milhões), carne bovina (US$ 5,434 milhões), fio-máquina e barras de ferro ou aços (US$ 5,429 milhões) e pneumáticos (US$ 5,038 milhões).
Comércio Brasil-Vietnã
O Brasil exportou US$ 111,035 milhões para o Vietnã no primeiro bimestre de 2011. Esse volume é três vezes maior do que os US$ 36,2 milhões exportados no mesmo período de 2010. As importações do Vietnã também cresceram, passando de US$ 48,893 milhões nos dois primeiros meses de 2010 para US$ 93,432 milhões em janeiro e fevereiro de 2011. Os produtos brasileiros mais vendidos para o Vietnã foram: bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja (US$ 45,228 milhões), milho em grão, exceto para semeadura (US$ 30,676 milhões), fumo não manufaturado (US$ 4,187 milhões), outros couros/peles (US$ 3,727 milhões) e outras madeiras serradas/cortadas em folhas (US$ 3,266 milhões).
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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, fala com a imprensa na saída do Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/ABr-Arquivo
A missão presidencial à China, que contará com 212 empresários na comitiva brasileira, foi o tema central do encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, que ocorreu na manhã desta sexta-feira (1/4), no Palácio do Planalto. A informação foi dada por Andrade, em entrevista coletiva após a audiência.
O presidente da CNI afirmou que a indústria brasileira pretende alavancar parcerias com a China, país que tem recursos disponíveis para investimentos no Brasil, especialmente nas áreas de infraestrutura e tecnologia, e que a temática será foco da missão. Ele afirmou que a presidenta Dilma compartilha da visão de que a indústria brasileira tem que ser fortalecida, visto que é grande responsável pela geração de emprego e renda, e que não é interessante ao país “ser apenas importador de produtos manufaturados da China, que tem preços que não são competitivos na indústria mundial”.
“O que nós mostramos para a presidenta é que o interesse da indústria com relação à China é de ser parceiros nos investimentos no Brasil em infraestrutura (…). Por outro lado, acho que podemos ter indústrias chinesas de setores de produção de manufaturados investindo no Brasil dentro do nosso ambiente de negócio, tanto voltados para o mercado interno quanto para o externo”, afirmou.
Entre os setores que serão priorizados nos debates com os empresários chineses, Andrade destacou rodovias, ferrovias, saneamento e energia, áreas que a China tem produção e recursos para serem aplicados no Brasil “dentro de parcerias público-privadas ou em associação com empresas brasileiras”.
Durante a entrevista, Andrade afirmou que é necessário que o Brasil reformule a política cambial e que “a taxa de câmbio é um problema que o governo brasileiro pode resolver a curto prazo”. Segundo ele, a presidenta Dilma “concorda plenamente com essa agenda e acha que nós temos que agir de maneira rápida e eficiente”. Como medidas, a CNI sugeriu a tributação sobre a entrada de recursos financeiros para aplicação no mercado financeiro no Brasil, de maneira a coibir a entrada de recursos especulativos.
“O governo pode criar limitações à entrada desse capital, pode criar tributação, pode criar quarentena, e acho que o governo deve estar pensando em tomar essas medidas”, opinou.
Micro e Pequenas Empresas – Questionado se durante o encontro com a presidenta foi tratada a criação da Secretaria de Micro e Pequenas Empresas, Robson Andrade afirmou que embora o assunto estivesse na pauta, não houve tempo para tratar a questão, mas que considera adequada a criação de uma secretaria que possa englobar as políticas para o segmento.
“Nós temos diversas políticas, propostas e ações que estão ‘espalhadas’ no MDIC, no BNDES, na própria Receita Federal, no Ministério da Fazenda e precisa que essas políticas estejam concentradas em um lugar para que elas tenham mais eficácia, mais eficiência, e que possa estudar as novas proposições”, disse.
Comércio Brasil-China – Os investimentos da China no Brasil superaram US$ 13 bilhões em 2010. O gigante asiático é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil e vem se tornando um grande investidor no País. Os investimentos estão concentrados principalmente nos setores de Energia – petróleo e gás (54,7%), mineração (22,3%) e siderurgia (11,8%), portos (3,4%) e energia elétrica (3,3%). Os setores automobilístico, ferro e aço, agronegócio, máquinas para construção, bancário e comunicação representam os 3% restantes.
As informações são de um estudo publicado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), divulgado nesta quarta-feira (30/4), em workshop realizado no Itamaraty, em Brasília. O conselho reúne algumas das maiores empresas de ambos países.
Uma das prioridades da comitiva brasileira que vai à China no dia 11 de abril é atrair mais investimentos e abrir oportunidades de cooperação nas áreas de infraestrutura, em especial aquelas relacionadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mineração e energia.
O estudo da CEBC revela não apenas os US$ 13 bilhões realizados no ano passado (44% do total), mas também os US$ 8 bilhões anunciados pelos chineses (27%) e os US$ 8,6 bilhões que ainda estão em fase de negociação, em um total de US$ 29,6 bilhões.
A agenda de trabalho da presidenta Dilma Rousseff desta sexta-feira (1/4) tem início com despacho interno com assessores em seu gabinete.
A presidenta recebe ainda no período da manhã o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, e em seguida o ministro dos Transportes, Construção e Desenvolvimento Urbano da Alemanha, Peter Ramsauer.
À tarde, será concedida audiência a representantes da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), conforme agenda divulgada.
Ao participar da posse da nova diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (17/11), em evento realizado em Brasília (DF), o presidente Lula deu um conselho: procurar a presidente Dilma Rousseff assim que ela montar o novo governo para discutir, juntamente com o novo ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, um calendário de viagens pelo mundo para vender os produtos brasileiros lá fora. “Não existe outra hipótese de a gente ganhar competitividade se a gente ficar aqui esperando”, afirmou Lula, lembrando aos presentes que a guerra cambial promovida pelos Estados Unidos e China coloca desafios comerciais gigantes para o Brasil no mercado externo.
“Tenho conversado muito com o ministro Mantega e a nossa companheira Dilma, e nós estamos trabalhando preocupados com o que está acontecendo com os Estados Unidos e a China. O fato de duas economias desse tamanho tentarem fazer a sua competitividade desvalorizando suas moedas não é correto e não é justo para o comércio internacional”, enfatizou Lula, sob aplausos da plateia que lotou o Centro de Convenções Brasil 21 na capital federal.
O presidente afirmou que o Brasil terá um superávit comercial de cerca de US$ 16 bilhões e que este é um bom número, mas que o momento não é de contentamento. É importante a indústria brasileira construir não só sua pauta de reivindicação para o próximo governo, mas também a pauta de negociação. “Não temos o direito de jogar fora as nossas conquistas… Eu tenho certeza de que a presidente Dilma tem a mesma vontade, igual ou mais do que eu… Trabalhem que o Brasil merece!”, conclamou. “Quem viver a partir de 2011, vai viver um novo país.”
Lula também falou sobre sua expectativa em relação à discussão da reforma tributária no Congresso Nacional a partir do ano que vem. O presidente está convicto de que o País está mais maduro e consciente, e que por isso haverá mais maturidade para se fazer a reforma. “Porque é o segundo projeto que a gente manda para lá e chega lá não acontece nada. Como se tivesse um inimigo oculto que todo mundo é favorável a entrar e quando entra desaparece a vontade”, criticou. Ele só espera que governo, trabalhadores e empresários sentem-se à mesa para negociar os pontos dessa reforma sem que haja prejuízo para nenhuma das partes:
Eu não quero nem ajudar os trabalhadores prejudicando os empresários, nem ajudar os empresários prejudicando os trabalhadores. É preciso construir um denominador comum porque vocês sabem que é a única forma de a gente fazer as coisas bem feitas e consolidar o processo democrático neste País.
Ouça a íntegra do discurso do presidente:
Na primeira parte de seu discurso, em que leu um texto previamente preparado para a ocasião, Lula falou do diálogo que sempre manteve com os industriais brasileiro, em reuniões ou eventos, que permitiu a ele conhecer melhor as reivindicações e propostas do setor, e aproveitou para parabenizar Armando Monteiro Neto, que está deixando a presidência da CNI, pelos serviços prestados:
Que a intensa e produtiva relação entre o Governo Federal e a CNI representados até agora pelos pernambucanos Armando Monteiro Neto e Luiz Inácio Lula da Silva – seja ainda mais virtuosa quando dois mineiros – Dilma Rousseff e Robson Braga de Andrade – estiverem no comando durante os próximos anos.
Lembrou ainda o amigo e economista Celso Furtado ao dizer que desenvolvimento é assumir o comando do próprio destino e o Brasil está seguindo firme por este caminho, atacando de frente a desigualdade social que sempre emperrou o País. “A sociedade brasileira desatou esse nó de dupla volta. E o País de fato mudou”, disse.
O mercado interno brasileiro, afirmou Lula, agora é amplo, vigoroso e com emprego e renda em alta, além de contar com amplo e eficiente conjunto de políticas sociais. O consumo popular, destacou, é responsável hoje por 46% da renda nacional, e o crescimento do investimento em máquinas e edificações indicam que há boas perspectivas de um longo ciclo de desenvolvimento no Brasil. O governo, ao investir fortemente em educação, vem garantindo também a formação da juventude, que terá capacitação para as oportunidades que surgirão no horizonte nos próximos anos.
O presidente Lula sanciona, nesta terça-feira (27/7), às 11h30, projeto que altera o Estatuto do Torcedor. A cerimônia, que acontecerá no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), é um dos compromissos da agenda de trabalho do presidente. O dia de Lula teve início com despachos internos com auxiliares do gabinete da Presidência da República. Em seguida, Lula recebe o chefe de gabinete-adjunto de Agenda do Gabinete Pessoal, Cezar Alvarez.
Às 15h, Lula concede audiência ao ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, e em seguida o presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Após as audiências, o presidente Lula participa da cerimônia de lançamento de medidas de estímulo à inovação tecnológica.
O último compromisso da agenda previsto até o momento é audiência ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, marcada para 16h45.
Um misto de emoção e sentimento de que o Brasil proporcionará aos jovens melhores condições no setor de inovação tecnológica deu a tônica da conversa informal do presidente Lula hoje com um grupo de 25 alunos do Senai e Senac que participou do WorldSkills, em Calgary (Canadá). O WorldSkills, realizado em setembro, é uma competição internacional de profissões, que acontece a cada dois anos. A próxima edição será em Londres (Inglaterra), em 2011. Competindo com 58 países, os estudantes brasileiros obtiveram o terceiro lugar no quadro geral de medalhas.
Veja como foi:
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:
A competição WorldSkills consiste na habilidade do aluno em cumprir determinada tarefa dentro da ocupação específica. Em cada etapa do trabalho, o candidato é acompanhado pelos jurados. Vence quem tiver maior pontuação, que é calculada pelo tempo, habilidade e inovação da tarefa proposta pelo candidato. A seleção do aluno que participa do evento se inicia na etapa estadual, denominada Olimpíada do Conhecimento. Em seguida, os vencedores das etapas locais participam da fase nacional. Os melhores colocados são inscritos na competição mundial.
Antes de posar para a fotografia oficial, Lula e a ministra Dilma Rousseff fizeram questão de cumprimentar cada competidor. Como retribuição, Lula ganhou do grupo uma medalha de ouro e a Bandeira Nacional usada pelos alunos no desfile oficial das delegações. Mateus Benedetti Freitas, 24 anos, medalha de ouro na modalidade Eletrônica, estava entusiasmado com a receptividade do presidente Lula: “Após o reconhecimento de nossas famílias, o reconhecimento do presidente Lula é muito importante”, disse ao Blog do Planalto.
Já Kledson Alves, 18 anos, que conquistou o sexto lugar em robótica móvel, não se conteve com os comentários do presidente Lula sobre o penteado: “Tem um aqui que é inteligente, mas não aprendeu a pentear o cabelo. Deve ser inovação.” O riso foi geral. Na saída do prédio onde fica o gabinete provisório da Presidência da República, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), os alunos posaram para mais fotos. Muitos com celulares e máquinas fotográficas em punho pediam aos acompanhantes que registrassem as imagens.
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