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Presidente Lula quer incentivos para a retomada do mercado cinematográfico brasileiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O incentivo para que empresários invistam na construção de novas salas de cinema e que ocorra um processo de desconcentração destas salas nas periferias das cidades ou fora dos grandes centros urbanos. Essa foi a tônica da defesa do presidente Lula, nesta quarta-feira (23/6), ao lançar o projeto “Cinema perto de você”, do Ministério da Cultura e da Agência Nacional de Cinema (Ancine). A cerimônia ocorreu no município de Luziânia (GO), distante 70 quilômetros de Brasília porque, segundo Lula, a cidade tem o perfil exato daquilo que o governo federal pretende alcançar com o programa. Na cerimônia, o presidente assinou uma Medida Provisória (MP) que assegura incentivos para a expansão dos cinemas país afora.

“É preciso fazer um mapeamento para identificar as causas que levaram a este problema sem ar de lamentação.”

Lula explicou ser necessário, nessa questão, que o poder público sinalize aos investidores a importância de oferecer mais salas de projeções, sem a cobrança de ISS e ICMS, e que os cinemas possam ser um ponto de atração do público. Que motive o cidadão deixar sua casa, enfrentar o transporte e pagar pelo ingresso para assistir ao filme. Para o presidente, essa conjugação de fatores poderá retomar o mercado cinematográfico brasileiro.

Ele contou que o filme “Cinema Paradiso” espelhou um pouco sua história. Nos anos 60, assistia fitas projetadas nas paredes de pequenos comércios e o áudio tinha pouca qualidade. “Quando assisti ao filme Cinema Paradiso, eu chorei. A história daquele menino era um pouco a minha história”, explicou.

Naquela época, conforme contou, ia ao cinema de terno e gravata que era emprestado pelo amigo Cláudio. Lula tratava o amigo com carinho, pois acreditava que se ele ficasse zangado pegaria a roupa de volta. O presidente fez questão de narrar estas dificuldades, inclusive com um pouco de nostalgia, para mostrar a plateia que se concentrava em Luziânia aquilo que é necessário fazer neste momento para a retomada deste mercado.

Ele acredita que a televisão foi outro fator que tirou o público das salas de projeções. Para o cidadão, o conforto da casa com um aparelho de televisão à frente assistindo novela ou outro programa é incentivo para não ir ao cinema. E, conforme assinalou, o controle remoto diminuiu ainda mais as chances de assistir filmes nos telões. Porém, ele aposta na inversão desta situação. Lula pediu também que a MP a ser encaminhada ao Congresso Nacional seja aprovada ainda este ano.


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Presidente Lula quer incentivos para a retomada do mercado cinematográfico brasileiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os empresários brasileiros de entretenimento foram incentivados nesta quarta-feira (23/6) pelo presidente Lula a investir na construção de novas salas de cinema para ajudar no processo de desconcentração dessas salas nas periferias das cidades ou fora dos grandes centros urbanos, durante lançamento do projeto “Cinema perto de você”, do Ministério da Cultura e da Agência Nacional de Cinema (Ancine). A cerimônia ocorreu no município de Luziânia (GO), distante 70 quilômetros de Brasília porque, segundo Lula, a cidade tem o perfil exato daquilo que o governo federal pretende alcançar com o programa. Na cerimônia, o presidente assinou uma Medida Provisória (MP) que assegura incentivos para a expansão dos cinemas país afora.

“É preciso fazer um mapeamento para identificar as causas que levaram a este problema sem ar de lamentação.”

Lula explicou ser necessário que o poder público sinalize aos investidores a importância de oferecer mais salas de projeções sem a cobrança de ISS e ICMS, e que os cinemas possam ser um ponto de atração para o público, motivando o cidadão a deixar sua casa, enfrentar o transporte e pagar pelo ingresso para assistir ao filme.

Lula contou que o filme “Cinema Paradiso” espelhou um pouco sua história. Nos anos 60, assistia fitas projetadas nas paredes de pequenos comércios e o áudio tinha pouca qualidade. “Quando assisti ao filme Cinema Paradiso, eu chorei. A história daquele menino era um pouco a minha história”, explicou.

Naquela época, conforme contou, ia ao cinema de terno e gravata que era emprestado pelo amigo Cláudio. Lula tratava o amigo com carinho, pois acreditava que se ele ficasse zangado pegaria a roupa de volta.

O presidente acredita que a televisão foi outro fator que tirou o público das salas de projeções. Para o cidadão, o conforto da casa com um aparelho de televisão à frente assistindo novela ou outro programa é incentivo para não ir ao cinema. E, conforme assinalou, o controle remoto diminuiu ainda mais as chances de uma pessoa assistir filmes nos telões. Porém, Lula aposta na inversão dessa situação – para isso confia na na aprovação ainda este ano da MP a ser encaminhada ao Congresso Nacional.


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