Presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, foi entrevistado no programa "Brasil em Pauta" desta terça-feira (17/5), na Rádio Nacional. Foto: Antonio Cruz/ABr
No programa “Brasil em Pauta” desta terça-feira (17/5), o diretor-presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, avaliou que uma das grandes informações positivas levantadas pelo Censo 2010 é que o processo de expansão demográfica do Brasil já não está mais concentrado nas grandes cidades brasileiras – como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre – mas se estendendo por uma quantidade importante de cidades de médio porte em todo o país, o que traz mais oportunidades de emprego para a sociedade. Um exemplo disso é a cidade de Rio das Ostras, que do ano 2000 para o ano de 2010 triplicou sua população, e foi o município que mais cresceu em todo o país.
Por outro lado, Pereira Nunes avalia como negativo o fato de o Brasil ainda ter cerca de 16 milhões de pessoas que vivem em uma faixa de renda considerada de extrema pobreza. O diretor-presidente do IBGE afirmou que o primeiro passo em relação à população brasileira considerada de extrema pobreza foi exatamente a identificação de cidadãos nessas condições de vida. Segundo ele, as informações coletadas pelo IBGE foram repassadas ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que está avaliando os dados e elaborando um programa voltado para esse grupo.
Mas o diretor-presidente do IBGE revela que embora se esteja falando de 16 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, essa pobreza não é homogênea no Brasil, pois em cada lugar ela tem características diferentes: no Maranhão é de uma natureza, na periferia de São Paulo é de outra, em Brasília é de outra natureza. E o que o governo federal está fazendo – não o IBGE, ressalta – é analisar as características socioeconômicas de cada um dos grandes grupos (analfabetos, idosos, sem acesso à saneamento etc) para estabelecer políticas públicas específicas.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista concedida ao programa “Brasil em Pauta”.
Uma outra questão revelada pelo Censo, ao longo dos anos, é o processo cada vez maior de autoreconhecimento do brasileiro em relação à sua cor. Segundo Pereira Nunes, se compararmos o Censo de 2000 com o censo de 2010, houve um aumento da proporção da população que se declarou negra, assim como da que se declarou como indígena. Para se ter ideia, 1,2 milhão não declarou a sua própria cor no Censo de 2000. Esse número caiu para apenas 60 mil pessoas em 2010.
“Isso não quer dizer que a população desse grupo esteja crescendo mais que os demais, não. É simplesmente porque está havendo cada vez mais um autoreconhecimento de cada agrupamento específico (…) ou seja, cada qual se reconhecendo cada vez mais como um cidadão na própria sociedade.”
A questão da idade do brasileiro também é um fator, de acordo com o diretor-presidente do IBGE, que daqui para a frente também passará a fazer parte da agenda de todas as discussões de planejamento da sociedade brasileira para o futuro. A população brasileira está, proporcionalmente, apresentando um número maior de pessoas com mais idade, explicou.
“Só para se ter uma ideia, encontramos no Censo de 2010 cerca de 24 mil pessoas com mais de cem anos de idade.”
Na avaliação dele, a população está envelhecendo por dois motivos que são concomitantes: o cidadão está vivendo cada vez mais, a expectativa de vida está aumentando, e a taxa de fecundidade (dada pelo número médio de filhos que a mulher brasileira tem) está caindo, ou seja, estão nascendo menos crianças.
Pelos dados do IBGE, em 2000 o Brasil tinha 50 milhões de crianças de zero a 14 anos de idade; já em 2010 esse número caiu para 45 milhões. Ou seja, uma queda absoluta de 5 milhões em um país que aumentou – em termos absolutos – em 21 milhões de brasileiros: “Éramos 169 milhões em 2000, e somos 190 milhões em 2010″, esclarece Pereira Nunes. Nesse sentido, deverá haver uma mudança significativa no planejamento da sociedade, explica ele.
“Se eu olho para as próximas décadas eu vejo uma sociedade onde cada vez mais a atenção ao idoso, à saúde, a Previdência Social, o mercado de trabalho, tudo isso terá que levar em consideração uma sociedade envelhecida.”
Em relação à identificação do número atual de homossexuais no país, o diretor-presidente do IBGE explicou que houve a oportunidade de o cidadão responder sobre a sua relação de parentesco com a pessoa de referência do domicílio. Mas o modelo adotado pelo IBGE não conta o total da população que se declara espontaneamente homossexual mas, sim, os casais do mesmo sexo. “Em termos de casais do mesmo sexo, o que nós encontramos no Brasil foi exatamente o número de 60 mil pessoas nessa situação.”
Os dados apurados pelo IBGE sobre analfabetismo (número de pessoas com mais de 15 anos que declaram não saber ler ou escrever) identificaram um índice de 9,6% em 2010. Segundo Nunes, se hoje a taxa de analfabetismo é de 9,6%, cinquenta, quarenta anos atrás essa taxa era de 50% da população. O que aconteceu, explica o diretor do IBGE, é que essas pessoas de antigamente ingressaram no mercado de trabalho, constituíram família, envelheceram, e ainda hoje são os mesmos que compõem o contingente muito grande de analfabetos, ou seja, os que no passado eram jovens e analfabetos, são hoje os idosos e analfabetos.
Então, a taxa de analfabetismo de idosos no Brasil chega a 26% da população, de cada quatro pessoas com mais de 65 anos de idade, quase uma delas é analfabeta, explica Nunes. Já o analfabetismo da população em idade jovem, até 19 anos, por exemplo, é de 2%, o que significa que para o jovem e para a criança de hoje o acesso à escola está universalizado, e o desafio é outro.
“O desafio que o Brasil tem daqui para a frente não é abrir portas para colocar crianças na escola. As portas já existem. O que precisa é fechar as portas para impedir a evasão escolar e garantir um bom ensino para cada criança brasileira.”
De acordo com Pereira Nunes, o Censo 2010 – do ponto de vista do trabalho de campo, da contagem da população, e do tratamento dos dados – já está concluído. O documento pode ser baixado pela internet no endereço www.ibge.gov.br . A partir de agora, cada um dos temas será aprofundado, com análise do perfil da população, da família e de outros fatores. O diretor-presidente do IBGE informou também que daqui para a frente o Instituto fará uma série de publicações, e chamou a atenção para uma que, especificamente, será muito importante para o planejamento urbano das grandes cidades brasileiras: a que vai identificar, em cada bairro do município, as condições de habitação do cidadão. Pereira Nunes explicou que além de fazer perguntas sobre o cidadão e seu domicílio, o IBGE também estuda o entorno da localidade onde o cidadão habita, para saber se tem iluminação publica, saneamento básico, calçamento, arborização, e acessos para a mobilidade de pessoas portadoras de deficiência.
Na avaliação dele, “trata-se de uma série de informações que servem para o planejamento urbano, e para que o governo local possa tomar medidas para melhorar as condições de vida da população.”
Essas informações serão divulgadas pelo IBGE dentro de algumas semanas. Mas antes de divulgar, o Instituto vai discutir com os gestores de cerca de 375 prefeituras onde foram encontradas situações de habitação não adequadas (que são chamadas de aglomerados subnormais), para que eles conheçam a leitura feita pelo IBGE. “Mas isso não significa dizer que se a prefeitura discordar da leitura do IBGE, o IBGE vai mudar, não”, explicou.
“Se a prefeitura discordar e provar que o dado do IBGE não é como a gente está lendo, a gente vai rever. Não necessariamente a revisão implicará em refazer o trabalho que foi feito.”
Censo 2010 aponta crescimento do número de mulheres em relação a quantidade de homens no Brasil. Foto: Arquivo/ABr
O Brasil tem 190.755.799 habitantes. É o que constata a Sinopse do Censo Demográfico 2010, que contém os primeiros resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, divulgada nesta sexta-feira (29/4) pelo IBGE. Os dados mostram ainda que o país segue a tendência de envelhecimento, que para cada grupo de 100 mulheres há 96 homens e que há mais pessoas se declarando pretas e pardas.
Segundo o Censo 2010, atualmente, 24,1% da população brasileira é menor de 14 anos; em 1991, essa faixa etária representava 34,7% da população. Outro fenômeno verificado é o aumento contínuo da representatividade de idosos: 7,4% da população têm mais de 65 anos, contra 4,8% em 1991.
Já a taxa média anual de crescimento baixou de 1,64%, em 2000, para 1,17%, em 2010. Mesmo assim a população brasileira aumentou quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando foram contados 9.930.478 habitantes. Outro dado aponta que as maiores taxas médias de crescimento anual de população foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), seguidas das pelas regiões Nordeste (1,07%), Sudeste (1,05%) e Sul (0,87%).
De acordo com o IBGE, a média de moradores por domicílio caiu para 3,3; em 2000, a relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados era de 3,8. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural, diz o Instituto.
Distribuição por sexo – O levantamento aponta que há 96 homens para cada 100 mulheres no país, resultado em um excedente de 3.941.819 mulheres. Entretanto, nascem mais homens no Brasil: a cada 205 nascimentos, 105 são de homens. A diferença ocorre, segundo o IBGE, porque a taxa de mortalidade masculina é superior. Na relação por situação de domicílio, os homens são maioria no meio rural: 15.696.816 homens para 14.133.191 mulheres. Já no meio urbano, as mulheres seguem à frente, como na média nacional: são 83.215.618 para 77.710.174 homens.
Casais gays – A pesquisa do IBGE mostra que o Brasil já registra mais de 60 mil pessoas vivendo com parceiros do mesmo sexo. A região Sudeste é a que tem mais casais que se assumiram homossexuais, com 32.202. Em seguida, está a região Nordeste, com 12.196; e a Sul, com 8.034. O número representa 0,2% do total de cônjuges (37,547 milhões) em todo o país. É a primeira vez que o dado foi pesquisado.
Negros e pardos – Os dados trazem ainda a informação de que há mais pessoas se declarando pretas e pardas. Este grupo subiu para 43,1% e 7,6%, respectivamente, na década de 2000, enquanto, no censo anterior, era 38,4% e 6,2% do total da população brasileira. Já a população branca representava, em 2010, 47,7% do total; a população amarela (oriental) 1,1% e, a indígena, 0,4%.
Analfabetismo caiu – O Instituto aponta que houve melhora no índice de analfabetismo: hoje 9% da população brasileira não é alfabetizada; em 2000 eram 12,9%. Em números absolutos, 14,6 milhões de pessoas não sabem ler nem escrever, de um universo de 162 milhões de pessoas com mais de 10 anos.
Nos próximos meses, o IBGE divulgará novos dados do Censo de 2010 sobre a estrutura territorial do País, a malha dos setores censitários e novas informações sociais, econômicas, demográficas e domiciliares referentes aos dados do universo, conforme pode ser conferido no calendário de divulgações.
Censo 2010 aponta crescimento do número de mulheres em relação a quantidade de homens no Brasil. Foto: Arquivo/ABr
O Brasil tem 190.755.799 habitantes. É o que constata a Sinopse do Censo Demográfico 2010, que contém os primeiros resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, divulgada nesta sexta-feira (29/4) pelo IBGE. Os dados mostram ainda que o país segue a tendência de envelhecimento, que para cada grupo de 100 mulheres há 96 homens e que há mais pessoas se declarando pretas e pardas.
Segundo o Censo 2010, atualmente, 24,1% da população brasileira é menor de 14 anos; em 1991, essa faixa etária representava 34,7% da população. Outro fenômeno verificado é o aumento contínuo da representatividade de idosos: 7,4% da população têm mais de 65 anos, contra 4,8% em 1991.
Já a taxa média anual de crescimento baixou de 1,64%, em 2000, para 1,17%, em 2010. Mesmo assim a população brasileira aumentou quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando foram contados 9.930.478 habitantes. Outro dado aponta que as maiores taxas médias de crescimento anual de população foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), seguidas das pelas regiões Nordeste (1,07%), Sudeste (1,05%) e Sul (0,87%).
De acordo com o IBGE, a média de moradores por domicílio caiu para 3,3; em 2000, a relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados era de 3,8. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural, diz o Instituto.
Distribuição por sexo – O levantamento aponta que há 96 homens para cada 100 mulheres no país, resultado em um excedente de 3.941.819 mulheres. Entretanto, nascem mais homens no Brasil: a cada 205 nascimentos, 105 são de homens. A diferença ocorre, segundo o IBGE, porque a taxa de mortalidade masculina é superior. Na relação por situação de domicílio, os homens são maioria no meio rural: 15.696.816 homens para 14.133.191 mulheres. Já no meio urbano, as mulheres seguem à frente, como na média nacional: são 83.215.618 para 77.710.174 homens.
Casais gays – A pesquisa do IBGE mostra que o Brasil já registra mais de 60 mil pessoas vivendo com parceiros do mesmo sexo. A região Sudeste é a que tem mais casais que se assumiram homossexuais, com 32.202. Em seguida, está a região Nordeste, com 12.196; e a Sul, com 8.034. O número representa 0,2% do total de cônjuges (37,547 milhões) em todo o país. É a primeira vez que o dado foi pesquisado.
Negros e pardos – Os dados trazem ainda a informação de que há mais pessoas se declarando pretas e pardas. Este grupo subiu para 43,1% e 7,6%, respectivamente, na década de 2000, enquanto, no censo anterior, era 38,4% e 6,2% do total da população brasileira. Já a população branca representava, em 2010, 47,7% do total; a população amarela (oriental) 1,1% e, a indígena, 0,4%.
Analfabetismo caiu – O Instituto aponta que houve melhora no índice de analfabetismo: hoje 9% da população brasileira não é alfabetizada; em 2000 eram 12,9%. Em números absolutos, 14,6 milhões de pessoas não sabem ler nem escrever, de um universo de 162 milhões de pessoas com mais de 10 anos.
Nos próximos meses, o IBGE divulgará novos dados do Censo de 2010 sobre a estrutura territorial do País, a malha dos setores censitários e novas informações sociais, econômicas, demográficas e domiciliares referentes aos dados do universo, conforme pode ser conferido no calendário de divulgações.
Para mostrar ao mundo que o Brasil é um País moderno, com instituições democráticas funcionando plenamente e, em muitos casos, de forma mais inovadora e eficiente do que em países desenvolvidos, a área internacional da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR) tem convidado jornalistas, intelectuais e formadores de opinião estrangeiros para conhecerem de perto essa realidade em viagens programadas por todo o território brasileiro.
O projeto, feito em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), foi iniciado há duas semanas, e o primeiro tema abordado foi o meio ambiente. O grupo de formadores de opinião estrangeiros escolhido por assessores da Secom foi levado à Amazônia para conhecer projetos de manejo florestal, conversaram com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e visitaram o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na próxima semana outro grupo virá ao Brasil para conhecer o Censo 2010 realizado pelo IBGE e toda a tecnologia empregada. Estão programadas ainda roteiros focando as atividades parlamentares brasileiras (para este foram convidados assessores do Congresso americano) e o setor de energia.
No início de outubro, será feito um ‘tour’ pelo Brasil para apresentar aos visitantes o funcionamento do processo eleitoral do País – da organização das eleições à distribuição das seções eleitorais e o funcionamento do voto eletrônico. A agenda dessa visita prevê conversas com porta-voz da Justiça Eleitoral e o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, que explicarão os procedimentos das eleições no Brasil, e encontro com cientista político para uma conversa sobre a democracia brasileira. Também estão previstas reuniões com coordenadores dos três principais candidatos à Presidência, além de acompanhamento do último debate entre eles a ser transmitido pela Rede Globo antes do primeiro turno, bem como da apuração e os resultados também do primeiro turno das eleições presidenciais deste ano.
Nota publicada nesta quinta-feira (12/8) na coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, deu margens a interpretações equivocadas sobre o projeto, como o texto produzido pelo colunista Josias de Souza em seu blog, também da Folha. O jornalista já recebeu os devidos esclarecimentos da Secretaria de Comunicação da Presidência da República sobre os objetivos do projeto.
O presidente Lula e a primeira-dama receberam na tarde desta segunda-feira (2/8) o jovem recenseador Rodrigo de Paula Almeida no Palácio da Alvorada para participarem do Censo 2010 do IBGE. O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também estavam presentes. O Blog do Planalto estava lá e registrou mais uma vez o pedido do presidente Lula para que os brasileiros recebam com carinho os pesquisadores do instituto.
É muito importante que cada brasileiro e brasileira, seja na casa ou no apartamento, não tenha medo de receber o Censo – eles estarão identificados. E, se a gente ficar com medo, vai deixar de dar as informações que precisamos para melhorar a vida do País.
O presidente Lula pediu nesta segunda-feira (2/8), no programa de rádio Café com o Presidente, que os brasileiros recebam bem os pesquisadores do IBGE que começaram a fazer esta semana pelo País levantamento para o Censo 2010. “Se puder, ofereça até um cafezinho para o companheiro”, disse o presidente, que recebeu os ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Paulo Bernardo (Planejamento) para a entrevista. Outro tema do programa foram os investimentos de R$ 41 bilhões em inovação tecnológica.
Lula afirmou que responderá ao Censo na tarde de hoje com a primeira-dama Marisa Letícia no Palácio da Alvorada, e reforçou a importância de se responder às questões com sinceridade:
Cada palavra sua é que vai dar o retrato fiel do que será o país daqui a uns dois anos, quando estiver tudo elaborado, tudo pronto e for divulgado.
Quer mais informações sobre o Censo 2010? Clique aqui e veja nosso infográfico.
O ministro Paulo Bernardo lembrou que o Censo é a única pesquisa realizada em todos os 5.565 municípios brasileiros, servindo para que os governos federal, estaduais e municipais façam o planejamento de suas políticas políticas.
O presidente Lula falou ainda sobre a medida provisória que reduz impostos para empresas que investirem em inovação tecnológica. Segundo ele, o Brasil é hoje o segundo país do mundo na promoção de incentivos fiscais ao setor, perdendo apenas para os Estados Unidos.
A medida provisória permite que, mesmo que o produto desenvolvido no País custe um pouco mais caro, possa ganhar uma licitação, pois será desonerado de impostos. “Com isso, nós temos hoje no Brasil um leque de apoio do governo para que as empresas sejam estimuladas, contudo, é muito importante que os empresários se arrisquem mais e façam da inovação parte do seu processo produtivo”, afirmou o ministro Rezende.
Começa amanhã (1), o Censo 2010, que contará com 230 mil profissionais – em sua maioria mulheres e jovens. Eles vão percorrer os 58 milhões de domicílios do País para fazer uma “fotografia” – em alta resolução e muito rica em detalhes – de quem são os brasileiros, onde moram e como são suas casas, qual a sua escolaridade, se estão ou não inseridos no mundo trabalho, quanto ganham, qual é a sua cor e raça e qual a suas crenças, entre outros aspectos.
Entre os recenseadores do, 58% são mulheres e cerca de 45% deles têm entre 18 e 25 anos, contudo, há cinco profissionais com mais de 80 anos. E para garantir a segurança de cada brasileiro entrevistado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza a identidade de todos eles, por telefone e pela Internet. Através do 0800-7218181 e do cadastro de recenseadores disponível no link www.censo2010.ibge.gov.br/recenseadores.php será possível conferir se alguém é recenseador. Eles podem ser identificados por seu documento de identidade (com nome e foto), que estará visível no bolso do colete azul (veja as imagens no infográfico do Blog do Planalto), pelo aparelho eletrônico de coleta de dados (PDA) e por meio de seu uniforme (colete e boné do Censo 2010).
Para fazer esse retrato contemporâneo do Brasil da maneira mais fiel possível, é preciso que cada brasileiro abra as portas de sua casa aos recenseadores, como fará o presidente Lula, na próxima segunda-feira (2), respondendo a todas as questões. Com isso, o Brasil estará contribuindo para a recontagem da população mundial, que será realizada nos próximos dois anos em mais 70 países.
Totalmente informatizado e com 220 mil computadores de mão à disposição, pela primeira vez, o Censo poderá ser respondido também pela Internet, mas primeiro, o entrevistado recebe o recenseador a quem informa seu telefone e dele recebe um envelope lacrado, com os códigos para acessar o questionário do Censo.
O Censo 2010 vai a verificar aspectos como a existência de medidor e a disponibilidade de energia elétrica e se têm ou não um telefone celular e acesso à Internet. Registro de nascimento para as pessoas com até dez anos, rendimentos de programas sociais, tempo de deslocamento até o local do trabalho e a existência de cônjuges do mesmo sexo também integram o questionário. Com o conjunto de dados obtidos, essa “fotografia” será a memória do Brasil atual e servirá como mapa para o planejamento público e investimento da iniciativa privada dos próximos 10 anos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está se preparando para contar de quantos brasileiros é feito o Brasil. Ano que vem será realizado o Censo 2010, que vai fazer um levantamento atual das características do nosso povo e dos domicílios em que vivem. Cerca de 230 mil agentes censitários e recenseadores (para ser um deles, clique aqui) vão percorrer 5.565 municípios e visitar cerca de 58 milhões de domicílios para conhecer os mais de 190 milhões de brasileiros. A novidade do Censo 2010 é que, pela primeira vez, a pesquisa será totalmente informatizada.
Os agentes e recenseadores estarão equipados com computadores de mão com receptores GPS e mapas digitalizados. Além dos aparelhos Personal Digital Assistant (PDA), as equipes do Censo 2010 trabalharão com netbooks (pequenos computadores portáteis). Serão cerca de 70 mil PDAs e 150 mil netbooks, integrados a uma rede de comunicação em banda larga para a transmissão de dados. Após a realização do Censo, o IBGE pretende doar 140 mil netbooks ao Ministério da Educação, para serem usados por professores das redes públicas de ensino fundamental e médio.
O Censo básico terá 16 perguntas que buscam definir sexo, idade, cor ou raça, educação, rendimento das pessoas e abastecimento de água, esgotamento sanitário, existência de energia elétrica, destino do lixo das residências. A definição dos questionários é o resultado de mais de nove mil consultas a usuários das informações do IBGE, como órgãos de governo, pesquisadores e organizações da iniciativa privada. A página do IBGE na internet também recebeu sugestões sobre o conteúdo dos dois questionários.
No Censo 2010 foram incluídas perguntas sobre emigração internacional, posse de registro de nascimento, etnia e língua indígena. A pesquisa, que tem orçamento de R$ 1,4 bilhão, vai servir de base para o planejamento público e privado da próxima década. Para mais detalhes, acesse matéria do informativo Em questão.
Todo o conteúdo desse blog é originalmente do Blog do Planalto e está licenciado sob a CC-by-sa-2.5, exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.