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Conversa com a Presidenta

A cada ano o governo vem realizando campanhas de conscientização da população sobre a doação de órgãos. A informação é da presidenta Dilma Rousseff em resposta à indagação do odontólogo Paulo Laurez, morador em Curitiba (PR), na coluna “Conversa com a Presidenta” publicada nesta terça-feira em dezenas de jornais e revistas no Brasil e no exterior. Laurez perguntou se a presidenta acha importante o governo fazer “uma campanha para aumentar o número de doadores de órgãos”.

“Concordo com você. Tanto que, todos os anos, nós realizamos campanhas para conscientizar a sociedade sobre a importância da doação, gesto que salva vidas. A população tem respondido a essas campanhas com a sua solidariedade, mesmo em situações extremamente difíceis como a perda de um ente querido. De 2003 a 2010, o número de procedimentos cresceu 65%, passando de 12.722 para 21.040. De 2009 para 2010, tivemos 10,7% de crescimento só dos transplantes de medula. A expansão constante é resultado do registro brasileiro de doadores voluntários de medula, hoje o terceiro maior banco deste tipo no mundo, com dois milhões de cadastrados.”

E prosseguiu: “além das campanhas, o governo tem tomado outras medidas, como a capacitação e valorização dos profissionais do setor. Desde 2002, os investimentos no Sistema Nacional de Transplantes mais do que triplicaram, passando de R$ 327,8 milhões para R$ 1,19 bilhão, em 2010.” Com isso, informou a presidenta, nosso sistema de transplantes é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, sendo que lá a maioria dos procedimentos é feita na rede privada. Para a presidenta, “embora o nosso desempenho já seja muito bom, não podemos esmorecer”.

“Iniciamos neste ano um novo programa de desenvolvimento de equipes de captação de órgãos, com foco nos 16 estados onde não havia unidades regulares de captação. E vamos continuar intensificando as campanhas, reforçando o Sistema Nacional de Transplantes e contando com a participação ativa da sociedade.”

O técnico de informática Geraldo Ferreira da Silva, 41, morador em São Paulo, diz que é deficiente físico e que, por tal motivo, “gostaria de saber quando vai haver uma política melhor para deficientes em relação à aposentadoria”. Geraldo da Silva explicou que os deficientes “não podem ser comparados a pessoas normais, pois temos muita dificuldade de locomoção e necessitamos de muitos remédios para compensar as nossas deficiências”.

“Geraldo, nosso governo está atento a essa questão, uma vez que a situação dos portadores de deficiência é realmente diferenciada. A Emenda Constitucional nº 47, promulgada em 2005 pelo Congresso Nacional, vedou a adoção de requisitos e critérios distintos para a concessão de aposentadoria. Essa mesma Emenda, no entanto, deixou a porta aberta para uma exceção, que é a de os portadores de deficiência contarem com critérios especiais.”

Mas, para a efetivação desse direito, seguiu a presidenta Dilma, é necessária a regulamentação, o que está sendo feito por meio da Lei Complementar nº 40, em tramitação no Congresso. Na resposta, a presidenta disse que “estamos discutindo com os parlamentares essa regulamentação, que é bastante complexa”.

“O texto resultante desses entendimentos deverá definir, por exemplo, como se dará a aposentadoria especial a partir do grau de deficiência. Em princípio, quanto maior o grau de deficiência, menores serão as exigências para a aposentadoria.”

Pequeno construtor e morador em Rio Largo (AL), Paulo dos Santos informou que as empresas de pequeno porte manifestam preocupação “com as alterações impostas pela Caixa Econômica, que só vai financiar com recursos do FGTS o Minha Casa Minha Vida, se o acesso ao imóvel for pavimentado”. Ele pediu “que se dê um prazo para que possamos terminar as construções”.

A presidenta Dilma disse que “o contrato para o financiamento de moradias pela Caixa Econômica, dentro do programa Minha Casa Minha Vida, pode ser feito por pessoa jurídica, isto é, por construtora, ou diretamente por pessoa física, individualmente”. No primeiro caso, segundo ela, para o financiamento, sempre houve a exigência de que a rua, ou via de acesso à unidade habitacional, seja pavimentada.

“A única mudança nas regras foi em relação às propostas feitas por pessoas físicas, que antes não exigiam rua pavimentada e agora também incluem essa exigência. Mas, veja bem, o programa está passando por um período de transição: do dia 28/2 ao dia 30/6/2011, estão sendo aceitas propostas de financiamento de moradias localizadas em vias não pavimentadas para propostas de pessoa física.”

E concluiu: “basta que sejam atendidas as demais condições de contratação da operação de crédito. O número de contratos assinados do Minha Casa Minha Vida, até o final do ano passado, ultrapassou um milhão. Desse total, 71% dos contratos foram propostos por pessoas jurídicas e 22% por pessoas físicas. O restante foi proposto por outros agentes, como o Ministério das Cidades e o Banco do Brasil.”


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Muitos duvidaram que o governo conseguisse contratar, até o final deste ano, um milhão de casas dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Não só conseguiu como ultrapassou a meta, chegando a 1 milhão e 3 mil casas, conforme anunciou nesta quarta-feira (29/12) a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, durante cerimônia realizada em Salvador (BA). O presidente Lula, em sua última viagem antes de entregar a faixa presidencial à presidente eleita Dilma Rousseff, neste sábado (1/1) em Brasília (DF), comemorou os números e pediu humildade aos críticos da imprensa que duvidaram nas últimas semanas que isso não aconteceria:

“Possivelmente algumas pessoas estavam acostumados com um tipo de governo que ficava sentado com a bunda da cadeira e que nao se importava de chamar os seus companheiros para cobrar as coisas que tinham que cobrar.

(…) E nós fizemos, para dizer àqueles que duvidavam que nunca mais ousem duvidar da capacidade de construção de casas dos trabalhadores brasileiros, da CEF e do governo brasileiro, que está determinado a resolver um problema de déficit habitacional crônico neste País. Então aqueles que escreveram esta semana que a gente não ia entregar 1 milhão de casas, por favor, peçam desculpas e reescrevam a matéria de vocês. Falem que nós fizemos mais do que a gente imaginava, não é feio pedir desculpas. Feio é persistir no erro e na ignorância de alguns que ousaram não acreditar que nós seríamos capazes.”

O presidente lembrou quantas vezes se reuniu com a presidente eleita, então minista da Casa Civil, Dilma Rousseff, a presidente da Caixa e a coordenadora do PAC, Miriam Belchior (futura ministra do Planejamento), para cobrar resultados, sendo muitas vezes duro com os interlocutores. Mas a pressão deu tão certo que a contratação de novas unidades habitacionais já começou a entrar pelo programa da presidente Dilma, disse Lula, aproveitando também para parabenizar o governador Jaques Wagner (Bahia) porque seu estado foi o que mais contratou no País.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

A exemplo do que fez no Ceará, o presidente também conversou com jornalistas após o evento em Salvador, quando comentou a nova pesquisa divulgada hoje sobre sua popularidade, que atingiu 87% de aprovação – um recorde mundial, ultrapassando os números obtidos pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet (84%) e o ex-presidente uruguaio Tabaré Vasquez (80%):

“A minha alegria é muito grande. Estou mais alegre do que quando eu tomei posse. Quando eu tomei posse eu estava nervoso e estava apreensivo se eu iria tomar conta do recado. Hoje estou tranquilo, porque demos conta do recado e o povo brasileiro compreendeu tudo o que nós fizemos neste país. Saio feliz, de alma limpa, de cabeça erguida.”

Para o presidente, o recorde apontado pela pesquisa é resultado de vários outros recordes obtidos pelo governo, como a criação de escolas técnicas e universidades, geração de emprego, financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aumento de crédito no País e controle da inflação.

Lula reafirmou que pretende tomar uma decisão nesta quinta-feira (30/12) sobre o caso Cesare Battisti e que não acredita em represália por parte do governo italiano em hipótese alguma, porque o Brasil é soberano e sempre respeitou e continuará respeitando a soberania dos outros países.

Quanto ao que fará após deixar a Presidência da República, ele afirmou que a única certeza é que irá tirar alguns dias de férias, em lugar ainda não definido, mas que antes disso seu primeiro compromisso é visitar o vice-presidente José Alencar para agradecer pelo tempo em que compartilharam o comando do o governo. Aos jornalistas, brincou:

“Eu confesso a vocês que eu tenho a sensação gostosa de não ter que responder nada a vocês nos próximos dias, uma sensação gostosa.”

Ouça aqui a íntegra da entrevista:


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Infográfico: Thiago Melo

Parte do desenvolvimento econômico brasileiro nos últimos anos se deve à inclusão das famílias de baixa renda às instituições bancárias, que aumentou signifitivamente entre 2003 e 2010. Segundo balanço de Gilson Bittencourt, secretário-adjunto da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o número de pessoas físicas com vínculo a um banco ou cooperativa de crédito passou de 70 milhões para 115 milhões, uma ampliação de 40% para 59% da população com ligação a alguma instituição do Sistema Financeiro Nacional.

“O resultado dessa política ajuda a explicar parte do próprio desenvolvimento econômico do país”, afirmou Bittencourt ao Blog do Planalto, lembrando que, no período da crise financeira mundial, no último trimestre de 2008, a concessão de crédito, seja pessoal ou industrial, teve importância no enfrentamento deste momento crítico. “As políticas de baixa renda contribuíram para o aumento da massa de consumo. Isso pode ser constatado nos 10 milhões de operações de crédito realizadas no País.”

Atualmente existem no Brasil 6,5 milhões de contas correntes simplificadas, a grande maioria em bancos públicos federais. Essas contas foram criadas para a população de baixa renda, cuja vantagem é a ausência de cobrança de tarifas e comprovação de rendimento por parte do correntista. Boa parte dessas contas são de beneficiários do Bolsa Família (2,85 milhões deles) na Caixa Econômica Federal (CEF). Do total dos beneficiários do programa, 580 mil tiveram acesso a microcréditos produtivos por meio dos programas AgroAmigo/Pronaf e Crediamigo, do Banco do Nordeste. Os beneficiários têm também acesso a cursos sobre educação financeira.

A inclusão de famílias de baixa renda ao sistema financeiro provocou o aumento dos pontos de atendimento bancário e correspondentes bancários (ex.: lotéricas) – de 70 mil pontos em 2002 para mais de 180 mil em 2010. De acordo com Bittencourt, os correspondentes bancários já são os principais meios utilizados pela população para efetuar as transações de pagamento de contas, tributos e para transferência de crédito.

O crédito consignado também ajudou a ampliar significativamente o acesso ao crédito pelos trabalhadores assalariados e beneficiários do INSS, além de reduzir as taxas de juros cobradas nestas operações. O balanço informa que entre 2004 e agosto de 2010, o crédito pessoal cresceu de R$ 19,7 bilhões para R$ 60,8 bilhões, sendo que a taxa média de juros praticada em 2010 era de 57% ao ano. Neste mesmo período, o crédito consignado cresceu de R$ 16 bilhões para R$ 128,5 bilhões, sendo que a taxa média de juros em 2010 foi de 27% ao ano, menos da metade da cobrada nos demais empréstimos pessoais (pessoa física).

Levando em consideração apenas o crédito consignado para os beneficiários do INSS, que atinge principalmente os mais pobres, houve um crescimento expressivo do número de contratos e do valor financiado. O documento da Secretaria de Política Econômica diz que em 2009, cinco anos após a regulamentação, foram efetuados 9,6 milhões de contratos, com valor financiado de R$ 22,7 bilhões. A maior parte dos financiamentos é realizada por pessoas que recebem menos de 1 salário mínimo por mês de benefício, grupo que representou 89,4% das operações realizadas em 2008 e 57% em 2010.

O presidente Lula participa nesta quarta-feira (17/11) do II Fórum do Banco Central sobre Inclusão Financeira, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), que fará uma avaliação de todos os programas do governo na área tocados nos últimos oito anos.


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Ao entregar neste sábado (18/9) casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida no residencial Casas do Parque, em Campinas (SP), o presidente Lula afirmou que está ficando cada vez mais fácil construir casas no Brasil, porque o governo e os empresários aprenderam o caminho das pedras, e também porque as condições de financiamento do pagamento dessas casas está se adaptando à realidade das pessoas de baixa renda. Lembrou ainda que a cidade paulista já tem 12 mil casas com financiamento aprovado na Caixa Econômica Federal (CEF), das quais 6 mil para pessoas que ganham até três salários mínimos. As casas entregues hoje em Campinas têm, em média, 60 metros quadrados, e os novos moradores pagarão em média R$ 300 por mês de prestação.

Vocês percebem que é possível a gente construir casa a um preço mais barato, com o governo subsidiando uma parte do valor da casa, e permitir que as pessoas mais pobres vivam com dignidade. Porque neste País se criou uma cultura de que pobre não tem gosto. Até que em 1978 o Joãozinho Trinta, para defender o luxo da Beija-Flor [escola de samba do Rio de Janeiro) que tinha sido campeã do Carnaval de 1977, disse categoricamente: "Quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo."

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente em Campinas (SP):

O presidente comemorou também o fato de o conjunto habitacional que visitou ter uma estação móvel de tratamento de esgoto, que ficará no lugar até que a estação de tratamento de esgoto Capivari 2 esteja concluída. Lula destacou a importância de se ter um equipamento como esse em conjuntos residenciais, para dar maior qualidade de vida às pessoas e preservar o meio ambiente. “Isso mostra que o Brasil do século 21 aprendeu a gostar de respeito, aprendeu a gostar de coisa boa, a ser tratado dignamente”, disse ele.

Lula afirmou ainda que o programa Minha Casa, Minha Vida já tem 656 mil casas contratadas, faltando menos de 350 mil para chegar ao total de 1 milhão de casas construídas no País até o final do ano.


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Ao relembrar emocionado as dificuldades vivenciadas no passado, como por exemplo quando morava na Vila Carioca, em São Paulo, na década de 1950, em uma casa que sofria constantes enchentes, o presidente Lula deu uma mensagem de otimismo e esperança às 208 famílias que receberam nesta quarta-feira (8/9) apartamentos do PAC Urbanização na cidade de Contagem (MG), região metropolitana da Belo Horizonte.

O que aconteceu comigo acontece com muita gente pobre neste país. Mas o que eu estou vendo aqui hoje é um processo extraordinário de reparação das condições de vida da sociedade brasileira. A gente só vence se a gente não se desesperar, se a gente não desacreditar, se a gente acreditar que é possível vencer as barreiras.

Lula reafirmou o compromisso do seu governo em investir em infraestrutura, saneamento básico, tratamento de água e esgoto e sustentabilidade ambiental. “É este país que nós precisamos construir para não permitir que o país continue a ser o que era há algum tempo”, disse ele durante o discurso. O presidente afirmou ainda estar feliz com o anúncio da Caixa Econômica Federal de já ter contratado 625 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida. “Esse programa é um milagre. A gente não tinha hábito de fazer casas no Brasil, e com o Minha Casa, Minha Vida assumimos o compromisso de fazer 1 milhão. Se Deus quiser, até o fim do ano vamos contratar 1 milhão de casas, o que é algo inédito neste país e, a partir do ano que vem quem estiver governando o Brasil vai contratar 2 milhões de casas para as pessoas mais pobres”, previu.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Os 208 apartamentos entregues em Contagem fazem parte do projeto de intervenção para requalificação urbana e ambiental no vale do Ribeirão Arrudas. As unidades são de dois e três quartos, com piso em cerâmica e pintura em látex. Neste empreendimento, serão construídos 42 blocos de 16 apartamentos, sendo 38 blocos do PAC Urbanização, no valor de R$ 29 milhões, e quatro blocos pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, com valor de R$ 3 milhões. O vale do Ribeirão Arrudas terá ainda contenções, retificações e interceptor de esgoto, com redes de drenagem, abastecimento de água e de coleta de esgoto sanitário.


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O ministro das Cidades, Márcio Fortes, informou que o governo de São Paulo assinou com a União o projeto do monotrilho que vai assegurar a mobilidade na capital paulista durante a Copa do Mundo 2014. Segundo Fortes, o governo federal irá repassar R$ 1,083 bilhão para as obras que interligarão os aeroportos da capital paulista com as estações do metrô. Fortes disse também que o anúncio da construção do Estádio do Corinthians, em Itaquera, não vai atrasar os preparativos para os jogos do campeonato mundial de seleções.

O projeto do monotrilho firmado com o governo de São Paulo conta com participação da Caixa Econômica Federal (CEF). As obras deverão estar concluídas antes da Copa das Confederações, em 2013. Fortes informou que até o momento não houve nenhuma solicitação para projetos de mobilidade urbana na região de Itaquera. Além disso, segundo fontes do governo, aquele região de São Paulo é bem servida pelo transporte público.

“Esse é um projeto que já foi discutido com o govenro do estado para o deslocamento de torcidas. Temos entrosamento perfeito nessa área”, explicou.

Na área da mobilidade urbana, segundo Fortes, já foram assinados contratos com os governos de Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador. “Os contratos estão sendo assinados progressivamente”, contou Fortes.


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O presidente respondeLeitores do Espírito Santo e São Paulo enviaram questões para a coluna O Presidente Responde desta semana referentes às bolsas-benefícios dos programas Projovem Urbano e Rural, Minha Casa, Minha Vida e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Nas respostas publicadas nesta terça-feira (23/6) em jornais de todo o País, o presidente Lula esclareceu as principais dúvidas, como a da professora Flaviane Lopes Francisco, de São Mateus (ES), que questionou a diferença entre as bolsas do Projovem Urbano e Rural:

A diferença entre o Projovem Urbano e o Projovem Campo refere-se apenas ao número de bolsas mensais pagas em cada programa e isso depende da frequência escolar. No caso do Projovem Urbano, o aluno recebe a bolsa durante os dezoito meses ininterruptos em que frequenta a sala de aula, recebendo formação em algumas áreas. No Projovem Campo, embora o curso tenha duração total de dois anos, o aluno tem aula mês sim e mês não, o que representa 12 meses de frequência escolar e é por esse período que ele recebe a bolsa.

Para ler a íntegra da coluna, clique aqui.

Já o auxiliar administrativo Edvaldo Francisco dos Santos, de Itapecerica da Serra (SP), questiona a demora do programa Minha Casa, Minha Vida sair em sua cidade, mesmo com o convênio com a Caixa Econômica Federal (CEF) já celebrado. O presidente lembrou que o banco já recebeu da prefeitura a proposta para financiamento de um conjunto de 350 unidades habitacionais, com o contrato para a produção do empreendimento devendo ser assinado até o final de julho – e a conclusão das obras prevista para o segundo semestre de 2011.

Eu compreendo que exista uma certa ansiedade porque, afinal, o Brasil ficou muito tempo sem uma política habitacional. Mas posso assegurar que o programa está andando num ritmo muito forte e dando respostas firmes ao déficit habitacional, principalmente no caso dos mais pobres.

A terceira pergunta da coluna desta semana foi do professor Adriano Douglas Raimundini, de Jardinópolis (SP), sobre a possibilidade de se criar uma lei para desvincular a folha de pagamento dos professores da Lei de Responsabilidade Fiscal. Lula respondeu da seguinte forma:

Para começar, é preciso esclarecer algumas questões. Na verdade, ainda que seja um fundo contábil, os recursos do Fundeb integram sim o orçamento dos municípios e têm sido decisivos para a valorização da educação básica. É importante lembrar que o Fundeb é fruto de uma emenda constitucional que obriga o investimento de 60% dos recursos do fundo na valorização dos profissionais do magistério. Portanto, estão garantidos os recursos necessários para um dos propósitos para o qual o fundo foi criado, ou seja, a melhoria da remuneração dos professores. Com isso, foi possível estabelecer – o que é inédito – o piso salarial nacional dos professores da rede pública, que hoje está em R$ 1.025,00. Se há prefeitos que não cumprem o estabelecido pela lei do Fundeb, cabe aos habitantes a fiscalização e aos tribunais de contas tomar as medidas cabíveis por conta do descumprimento de um imperativo constitucional. O problema neste caso não é do Fundeb, mas da prefeitura, que tem que fazer o uso correto dos recursos.


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O Minha Casa, Minha Vida é o único programa habitacional já feito no Brasil que leva em consideração a necessidade de atender famílias de baixa renda e, além de ajudar as pessoas mais pobres, está promovendo também uma grande revolução no setor de construção civil do País, afirmou o presidente Lula durante cerimônia de inauguração de obras do PAC Habitação realizada nesta sexta-feira (7/5) na Via Mangue 3, nos conjuntos habitacionais Zeferino Agra e Vila Imperial, em Recife (PE).

Lula chegou a pedir à presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, que informasse o valor da prestação das casas do programa: R$ 50 para famílias com renda até um salário mínimo.

Vamos ser francos companheiros, R$ 50 não é muito. Se sair na Boa Viagem vendendo limão galego arrecada isso. Sou contra dar de graça. Nós queremos este ano contratar um milhão de casas e para os próximos quatro anos queremos contrar mais dois milhões de casas.

Em entrevista coletiva à imprensa concedida após a solenidade, Lula afirmou que o Minha Casa, Minha vida mudou o patamar da construção habitacional no Brasil. Segundo o presidente, já foram contratadas obras de 425 mil casas e há 800 mil casas em projetos que estão sendo analisados pela CEF. “Se atingirmos a contratação de 1 milhão de casas até dezembro, começamos uma revolução na construção civil deste País”, afirmou.

Ouça aqui o discurso do presidente:

O presidente Lula destacou ainda em seu discurso que as famílias que receberam as casas não foram “jogadas para fora da cidade” após terem sido desalojadas da área onde passará a rodovia BR 101. Elas receberam suas novas moradias em região próxima onde já viviam, com bom acesso a transporte e a posto médico (Unidade de Pronto Atendimento – UPA).

Aqui, muita gente vai poder ir à pé para praia, coisa que eu não posso fazer em São Bernardo do Campo (SP), pois a praia fica distante uns 60 quilômetros.

O presidente contou também a conversa que teve com dona Sandra, moradora que recebeu nesta tarde as chaves de sua nova casa no conjunto habitacional inaugurado em Recife. Ela queria beijar-lhe as mãos e contou do arrependimento por nunca ter votado nele. Lula disse a ela que não havia problema algum, porque a cada derrota na disputa pela Presidência ganhou mais experiência.

A vida é asssim. A gente vai aprendendo. Hoje sou um homem que não reclamo por ter perdido três eleições. As derrotas me ensinaram. Fui aprendendo e ficando mais calejado. Quando cheguei à Presidência da República, já estava mais preparado, mais consciente.

Lula assegurou que o governo mudou o modelo de atender à demanda por moradia no País, desde que propôs a construção de um milhão de casas. O que muitos consideravam impossível hoje está próximo de se realizar. A CEF, anunciou o presidente, deverá fechar 2010 com esse patamar de novas moradias contratadas para serem construídas. Nessa etapa haverá demanda por mão de obra.


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Goiás está em primeiro lugar no ranking dos estados brasileiros em relação à execução de obras habitacional. Segundo avaliação do engenheiro Marcos Furiati, do departamento de Infraestrutura do Ministério das Cidades, e de Moacyr do Espírito Santo, superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), dos contratos firmados com o governo federal, 98% das obras já foram contratadas.
Uma dessas obras será visitada nesta sexta-feira (11/2) pelo presidente Lula: o conjunto residencial Jardins do Cerrado, a 40 quilômetros de Goiânia. No local foram construídas 2.378 unidades habitacionais para famílias com renda de até três salários mínimos. Segundo o engenheiro Furiati, quase 2 mil moradias foram entregues. O empreendimento ficou em R$ 64 milhões, sendo R$ 52,735 milhões referentes aos recursos do Pró-Moradia/FGTS e R$ 11,327 milhões da Prefeitura de Goiânia.

Os investimentos em habitação em Goiás somam R$ 315,4 milhões, sendo que R$ 137,3 milhões são para construção de casas na capital do estado.

O presidente Lula também participa, na sexta-feira (11/2), de cerimônia de inauguração da Barragem Ribeirão João Leite. De acordo com o diretor de engenharia da Saneago -- empresa de água e sanemaneto de Goiás -, Mario João de Souza, o empreendimento permitirá maior oferta de água para os moradores da região metropolitana de Goiânia -- leia aqui.


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A indústria brasileira de aço pretende investir US$ 40 bilhões até 2016 para ampliar sua produção em quase 70% segundo anunciaram nesta quinta-feira (4/2) executivos do setor em reunião com o presidente Lula em Brasília. O presidente do Instituto Aço Brasil, Flávio Azevedo, aproveitou o encontro para anunciar também um projeto de construção de casas populares de aço, que será entregue em uma semana. Segundo Azevedo, são duas as vantagens das habitações de aço: o menor custo e menor prazo de entrega.

O encontro teve a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado.

A indústria do aço, informaram os executivos, espera aumentar sua produção dos atuais 40 milhões de toneladas para 77 milhões de toneladas por ano. Metade da produção é para o mercado interno e metade para exportação.

A indústria também irá mostrar fölego na Expoaço, feira do segmento que será realizada entre os dias 14 e 16 de abril em São Paulo. A pedido do presidente Lula, o evento servirá para que o setor mostre projetos que atendam não somente à construção de casas populares, mas também ao setor naval e a arenas esportivas (visando a Copa 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Os empresários informaram ao presidente Lula que pretendem aumentar o consumo per capita de aço no País. Atualmente, segundo estudos do Instituto Aço Brasil, o consumo é de 100 quilos por habitante, enquanto em outros países há uma variação entre 350 quilos a 500 quilos por cidadão. “Mostramos ao presidente Lula o compromisso do setor em seguir com os investimentos e, deste modo, atender ao mercado interno e exportar aquilo que for excedente”, disse Azevedo.


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