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O acordo nuclear do Irã dominou a maior parte da entrevista coletiva que marcou o encerramento do III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que os termos obtidos na reunião ocorrida em Teerã (Irã), com a participação do presidente Lula, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, estão dentro das diretrizes iniciadas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo Amorim, o entendimento é parte de uma “aliança de civilizações” entre Brasil e Turquia.

Amorim disse que não vê nenhum problema no relacionamento com os Estados Unidos. Segundo ele, as duas maiores economias do continente americano devem manter o fluxo de forma normal. No entanto, o ministro brasileiro foi enfático ao responder sobre se a atitude do governo brasileiro poderia atrapalhar os planos do Brasil de vir a integrar o Conselho Permanente de Segurança das Nações Unidas.

Olha, se for para ser membro do Conselho Permanente eu tiver uma posição subserviente, é preferível não ser.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, explicou que não ocorreu nenhuma transgressão no acordo obtido junto ao governo iraniano. Ele lembrou o fato de os dos países serem autônomos e que atuaram conforme suas respectivas convicções.

O ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha, Miguel Angel Moratinos Cuyaube, destacou em sua participação a importância que o Fórum Mundial da Aliança de Civilizações vem conquistando nos últimos cinco anos. A novidade -- segundo destacou -- foi a entrada dos Estados Unidos neste fórum. De acordo com Cuyaube, temas abordados na reunião do Rio de Janeiro serão ampliados, no próximo ano, no IV Fórum Mundial que acontecerá em Doha, no Catar.


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Foto oficial dos participantes do III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Na cerimônia de abertura do III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, que teve o pronunciamento oficial do presidente Lula, contou também com discursos do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, do primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, do ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha, Miguel Angel Moratinos Cuyaube, do alto representante para Aliança de Civilização, Jorge Sampaio, e da Xeica Mozah do Catar. O fórum aconteceu no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio.

O Blog do Planalto editou trechos dos discursos destas autoridades e as reproduz como forma de mostrar os mais diversos temas enfocados pelos palestrantes. O secretário-geral da ONU, entre outras questões, diz que os jovens são uma solução global e narrou a visita que fez à favela Babilônia, no Rio. Erdogan enfatizou que “a história da humanidade não é apenas para um grupo de pessoas” e alfinetou os críticos do atual momento político, quando fechou parceria com o presidente Lula como forma de equacionar a questão de energia nuclear do Irã.

O ministro espanhol Miguel Cuyaube tratou da crise econômica mundial e defendeu uma governança global eficaz. O português Jorge Sampaio destacou a importância dos Estados Unidos entrarem na Aliança das Civilizações e enfatizou que “a Aliança não dispõe de divisões”. A Xeica Mozah do Catar, anfitriã da próxima ediça do Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, deu foco ao conflito no Oriente Médio que envolve Israel e a Autoridade Palestina.

Trecho do discurso do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

Parte do pronunciamento do primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan.

O ministro espanhol Miguel Cuyaube também discursou.

Jorge Sampaio diz que a Aliança de Civilizaes não tem divisões.

O conflito no Oriente Médio mereceu destaque da Xeica Mozah do Catar.


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Viagens internacionaisDurante sua visita a Doha (Catar), realizada sábado (15/5), o presidente Lula concedeu entrevista exclusiva à rede de televisão Al Jazeera na qual falou sobre a infância, a educação que recebeu dos pais, sua entrada na política na década de 1970, o sucesso de seu governo, a política externa brasileira e o relacionamento com os países vizinhos da América do Sul, entre outros temas.

Confira abaixo alguns dos principais pontos da entrevista, que foi veiculada no programa Talk To Al Jazeera.

Ouça aqui o áudio da íntegra da entrevista:

Para ler a transcrição, clique aqui.

Infância

Eu acho que essa minha experiência de vida forjou a concepção que eu tenho hoje, como Presidente da República. Embora eu tenha consciência de que sou o presidente de 190 milhões de brasileiros, eu tenho consciência de que como chefe de Estado, eu tenho que priorizar os mais pobres, os mais necessitados, que são as pessoas que mais precisam do Estado. Com pouco dinheiro, você ajuda muita gente pobre e, às vezes, com muito dinheiro, você não contenta uma pessoa muito rica. Então, é uma questão de definição. Eu fui formado assim, depois aprendi no sindicato, e eu tento, na Presidência da República, retratar um pouco daquilo que eu vivi na minha vida.

Entrada na política

Eu, em [19]78, não gostava de política e não gostava de quem gostava de política. Aí, o governo militar tentou fazer uma lei que proibia que professor fizesse greve, que bancário fizesse greve, quem trabalhava em posto de gasolina enchendo tanque não podia fazer greve. Aí, eu fui a Brasília conversar com os deputados. Chegando em Brasília, eu descobri que não tinha nenhum deputado trabalhador. Aí eu falei: bom, nós temos que criar um partido. E aí começamos a trabalhar a criação do Partido dos Trabalhadores que, graças a Deus, em pouco tempo virou o maior partido de esquerda da América Latina.

Sucesso como presidente

Olha, eu acho que nós estamos colhendo o resultado de um trabalho sério que nós estamos fazendo. Quando, no dia 10 de dezembro de 2002 – eu já estava eleito presidente da República –, eu fui à Casa Branca conversar com o presidente Bush, e ele estava obsessivo com a Guerra do Iraque. Eu disse ao presidente Bush: a minha preocupação, Presidente, não é o Iraque. A minha preocupação é a fome do meu povo. Eu tenho mais de 50 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Como é que eu vou me preocupar com o Iraque?

Bem, o dado concreto é que hoje, passados sete anos, nós elevamos 31 milhões de brasileiros à classe média e tiramos 24 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Essa é uma coisa muito importante para mim, me deixa muito feliz, e eu acho que há o reconhecimento do mundo, porque nós vamos cumprir todas as Metas do Milênio bem antes do prazo. Qual é a coisa importante? É que eu não sou um homem de ficar procurando encrenca, eu não gosto de encrenca. Eu quero gastar a minha energia tentando pensar numa coisa positiva, tentando pensar em ajudar alguém, tentando construir a paz. Não é possível você governar procurando inimigo, querendo uma guerra. Você tem que governar para o seu povo, pensando em fazer o melhor e tentando dialogar com todo mundo.

Então, eu acho que nós vamos deixar no Brasil um legado de comportamento republicano que o Brasil não conhecia: tratar todo mundo com respeito – os líderes internacionais – mas também exigir um tratamento respeitoso, e não um tratamento de segunda classe.

Política externa brasileira

Olha, eles estão falando isso porque, no dia 27 de janeiro de 2003, eu fui a Davos. Eu saí do Fórum Social, em Porto Alegre, no Brasil, e fui a Davos, e, na volta, eu disse ao meu ministro de Relações Exteriores: eu acho que nós temos que mudar a geografia comercial do mundo. Não é possível um país, do tamanho do Brasil, ficar dependendo apenas de dois grandes blocos: de um lado os Estados Unidos, de outro lado a Europa. Nós precisamos diversificar as nossas relações comerciais. Priorizamos a América Latina, priorizamos a África, priorizamos o Oriente Médio. Eu visitei sete… oito Países Árabes e visitamos, também, uma parte do Mundo Asiático. O que aconteceu, de fato? Com o Mundo Árabe, de 2005 para cá, a nossa balança comercial cresceu cinco vezes. O Brasil era muito dependente da União Europeia e dos Estados Unidos, e eu achava que, pela dimensão do Brasil e pela potencialidade do Brasil, nós tínhamos que diversificar e não ficar dependendo de ninguém, mas ter boas relações com todo mundo. Hoje a América Latina é nosso maior parceiro comercial; hoje a China é o nosso maior parceiro comercial individual. Na África, nós temos hoje um fluxo de balança comercial acima de US$ 20 bilhões, e antes a gente não tinha nada, porque a elite política brasileira só olhava para a Europa e para os Estados Unidos, para a Europa… Não via nem a América do Sul, não via a África e não via o Oriente Médio. As autoridades brasileiras que viajaram para o Líbano, foi em 1876. Não é possível!

Reforma do Conselho de Segurança da ONU

Olhe, eu estou há oito anos brigando por isso. É engraçado, é engraçado: todo mundo é favorável ao Brasil, todo mundo. Todo mundo concorda que o Brasil deva ter uma cadeira no Conselho de Segurança, mas ninguém quer abrir mão do poder que tem. É como se fosse um baile, em que tem cinco pessoas, numa festa bonita, e não querem deixar os outros entrarem. Veja, a geografia política de 2010 é muito diferente da geografia política de 1945, muito diferente. É só olhar o mapa da Rússia para ver como mudou. É só olhar o que aconteceu com a China, o que aconteceu com a Índia, o que aconteceu com o Brasil, é só olhar para o continente africano. Então, o que nós queremos? Que o mundo esteja representado no Conselho de Segurança. Não importa que seja um ou que sejam três da África. Não importa que seja um ou dois da América Latina. Como é que explica a Índia não estar no Conselho de Segurança? Como é que explica a China estar e o Japão não estar? Então, o que é que nós queremos? É abrir o clube e permitir que outras pessoas entrem. Você imagina, hoje, se tivesse uns dois ou três países no Conselho de Segurança como membros permanentes, que não têm bomba nuclear. Seria muito mais fácil negociar os acordos sobre não proliferação de armas nucleares.

Relação com os vizinhos sulamericanos

Eu trabalho muito com a América do Sul porque nós temos fronteira com dez países, só não temos fronteira com o Chile e com o Equador. Então, o Brasil, que é a maior economia, [tem] mais desenvolvimento econômico, [tem] mais tecnologia, [tem] mais população, o Brasil tem mais responsabilidade. Portanto, nós temos que cuidar com carinho. E nós trabalhamos para tentar tirar proveito da similaridade que existe entre os países da América Latina, pela proximidade de língua. Tenho tentado trazer o México mais para a América do Sul, para que a economia do México não fique apenas dependendo de uma potência econômica excepcional, como os Estados Unidos ou como o Canadá, que têm que se espraiar para ajudar os países da América Central. No fundo, no fundo, o que eu quero é que a gente tenha um continente mais justo e mais democrático.

Papel do Brasil na nova ordem mundial

Olha, eu, sinceramente, acho que vai depender muito do comportamento de quem estiver dirigindo o Brasil. Você sabe que em política as pessoas não reconhecem você com líder, ou seja, você tem que ocupar o seu espaço, você tem que lutar, você tem que brigar. Eu fico muito feliz quando eu vejo as revistas do mundo inteiro enaltecendo a seriedade da política econômica brasileira, a seriedade do crescimento brasileiro, como nós enfrentamos a crise econômica, o controle que o Banco Central brasileiro tem do sistema financeiro brasileiro, eu fico muito feliz, não pense que eu não fico, eu fico muito feliz.

Desmatamento na Amazônia

Nós assumimos o compromisso, em Copenhagen, de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80%, até 2020. Nós assumimos o compromisso de diminuir o gás de efeito estufa em 39%. Foi a melhor proposta feita em Copenhagen. E não pedi dinheiro para ninguém, não, vamos fazer por responsabilidade. Então, veja, o Brasil tem noção exata de que é o país que tem a matriz energética mais limpa do mundo, de que tem o combustível, para os nossos carros, mais limpo do mundo.

Belo Monte

Esse projeto está sendo discutido há 30 anos. Nós diminuímos o lago em 60 %, são R$ 3,5 bilhões para cuidar da questão ambiental e para cuidar da questão social. É por isso que nós vamos fazer a usina de Belo Monte, porque nós não vamos jogar fora a oportunidade de construir a hidrelétrica mais moderna e mais limpa do mundo. O problema é que, às vezes, as pessoas se acham no direito de dar palpites sobre coisas que não conhecem.

O Brasil, o Brasil, veja, o Brasil tem 190 milhões de habitantes. E nós, nós vamos cuidar agora, no dia 2 de junho eu tenho uma reunião com a comunidade indígena, no Brasil, para discutir Belo Monte, porque nós já fizemos todas as reuniões públicas possíveis, e nós vamos garantir que as pessoas que tiverem que mudar de local vão ser tratadas condignamente, e a floresta será respeitada. Nós estamos, agora, criando um sistema de construir hidrelétrica no Brasil, chamado hidrelétrica-plataforma. Nós iremos construí-la, iremos fechar a mata e, para chegar lá, só de helicóptero, para evitar que haja crescimento de cidade em volta da floresta.

Então, nós queremos dar exemplo ao mundo sobre energia limpa. Nessa área, ninguém ensina o Brasil. Ou é isso ou é termelétrica a carvão, ou é termelétrica a óleo diesel, ou é energia nuclear. Entre tudo isso, eu prefiro as hidrelétricas, limpas.

Pré-sal e acidente no Golfo do México

Há muita preocupação. Eu, inclusive, já disse ao Presidente da Petrobras, primeiro, oferecer toda a ajuda que a gente puder oferecer aos Estados Unidos para ajudar a conter o vazamento de óleo. Segundo, para que a gente faça uma reparação na manutenção da Petrobras, para que a gente não permita que aconteça o que aconteceu no Golfo. Você sabe que tem problema, porque tem que fazer um novo furo, um novo poço e tamponar lá por baixo. Isso demora. Então, eu acho que esse acidente que aconteceu nos Estados Unidos deve alertar todas as empresas de petróleo do mundo a serem mais responsáveis, porque o prejuízo será enorme para a Humanidade na questão ambiental.

Copa do Mundo de 2014

Olhe, eu pedi para o meu Ministro do Esporte responder à Fifa. A Fifa fique tranquila, não venha com aquela mentalidade eminentemente europeia, sem conhecer a América do Sul e [sem] conhecer o Brasil. Nós vamos fazer uma Copa do Mundo melhor do que eles fizeram, mais alegre do que eles já fizeram, só corremos o risco de o Brasil ser campeão outra vez! Mas nós estamos preparados para a Copa do Mundo e preparados para as Olimpíadas. Nós sabemos o que isso significa para o Brasil, nós sabemos o que significa para a imagem do Brasil.

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Viagens internacionaisO presidente Lula acaba de chegar ao aeroporto de Mehrabad, em Teerã (Irã) (meia-noite, horário local, sete horas e meia a mais do que o horário de Brasília), após cumprir agenda em Doha (Catar) e Moscou (Rússia), e ficará na capital iraniana até segunda-feira (17/5) para se encontrar com as principais lideranças do país. É a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao Irã. Na pauta da visita estão a cooperação e o fluxo do comércio entre os dois países em áreas como turismo, esportes, energias renováveis (biocombustíveis) e agricultura, o programa nuclear iraniano e a agenda internacional, com destaque para as questões relativas ao Oriente Médio.

Na manhã de domingo, Lula tem encontro privado com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (às 9h10 de domingo) e, ao meio-dia, reunião com Ahmadinejad e o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Na parte da tarde, o presidente brasileiro se encontrará com o presidente da Assembléia Consultiva Islâmica, Ali Larijani.

Na segunda-feira (17/5), antes de viajar para Madri (Espanha), o presidente Lula participará da abertura da XIV Cúpula do G15.

Infográfico: Thiago Melo

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Presidente Lula recebe os cumprimentos de autoridades do Catar durante sua visita à capital Doha. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula recebe os cumprimentos de autoridades do Catar durante sua visita à capital Doha. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisO presidente Lula está em Doha (Catar) neste sábado (15/5) cumprindo agenda oficial que se iniciou às 10 horas (horário do Catar, seis horas a mais em relação a Brasília) com entrevista à rede de televisão Al Jazeera, concedida no hotel Four Seasons. Em seguida o presidente participou da cerimônia de encerramento do seminário empresarial Brasil-Catar (10h50).

Ouça aqui o discurso do presidente no encerramento no seminário:

Às 12h15 o presidente Lula teve encontro privado com o emir do Catar, Hamad bin Khalifa Al Thani, seguido de encontro ampliado e cerimônia de assinatura de atos. Logo após, concedeu entrevista coletiva a jornalistas brasileiros e estrangeiros. Ouça aqui:

Presidente Lula assiste ao lado do emir Hamad bin Khalifa Al Thani à partida final da Copa do Emir, disputada pelos clubes Al-Rayyan e Umm-Salal. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula assiste ao lado do emir Hamad bin Khalifa Al Thani à partida final da Copa do Emir, disputada pelos clubes Al-Rayyan e Umm-Salal. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Às 19 horas (13h em Brasília), Lula assistirá à final da Copa do Emir, disputada entre os clubes Al-Rayyan (dirigido pelo técnico brasileiro Paulo Autuori) e Umm-Salal (do atacante Magno Alves, ex-Fluminense) no estádio Khalifa.

O presidente Lula viaja para Teerã (Irã) às 20h10, com chegada prevista para as 23h45 ao aeroporto internacional de Mehrabad na capital iraniana.

Infográfico: Thiago Melo

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Viagens internacionais

O segundo dia da visita oficial do presidente Lula a Moscou (Rússia) começa com a cerimônia de deposição de oferenda floral em memória às vítimas da II Guerra Mundial, na Praça do Túmulo do Soldado Desconhecido, às 10h (às 3h -- horário de Brasília). Depois, o presidente brasileiro retorna ao hotel para participar do encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Rússia. Este seminário é uma aposta do governo brasileiro no incremento do comércio entre os dois países.

Em seguida, Lula se desloca para o Kremlin onde tem encontro com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e participa de cerimônia de assinatura de atos e profere declaração à imprensa. Concluída esta etapa, Lula segue para a Casa Branca, onde se reúne com o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin.

Às 17h o presidente brasileiro embarca para Doha (Catar), a segunda etapa da viagem oficial que inclui países da Ásia, Oriente Médio e Europa.

O Blog do Planalto acompanha a viagem oficial do presidente Lula. As expectativas em relação aos resultados dos encontros na região são as melhores possíveis. Para se ter uma ideia desta receptividade, publicamos abaixo um vídeo com as imagens da chegada do presidente brasileiro a Moscou feitas pela equipe da NBR.

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Na chega a Moscou, o presidente Lula assiste ao desfile militar (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Na chegada a Moscou, o presidente Lula assiste ao desfile militar (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionaisO Brasil pretende mostrar aos russos um cardápio bem especial. No almoço como parte do Fórum Empresarial Brasil-Rússia serão servidas carnes (picanha, filé mignon e contra-filé, frangos e picanha suína) e bebidas nacionais (cerveja e caipirinha). Tudo isso para reforçar o interesse das empresas brasileiras no mercado da Rússia que, por sua vez, possui potencial para abrir as portas para outras nações no continente.

O governo brasileiro defende uma cota exclusiva para o comércio de carnes e não apenas dividir o volume de vendas com outros países, o que, no modelo atual, reduz a parcela do produto nas prateleiras russas. Os detalhes são do diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Itamaraty, ministro Norton Rapesta, ao explicar que empresários brasileiros estão interessados também no setor portuário russo.

E, para ajudar neste comércio, a delegação brasileira conta com a liderança do presidente Lula que chegou para participar do encerramento do seminário, nesta sexta-feira (14/5), além de reuniões bilaterais com o presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, e com o primeiro-ministro Vladimir Putin. Durante estes encontros, o fluxo comercial e o volume de investimentos vão estar na pauta de discussão.

Norton Rapesta explicou que a falta de conhecimento entre os dois países é o fator principal para os pequenos valores aplicados.

Além da Rússia, o presidente Lula quer intensificar o comércio com o Catar e o Irã. Estes dois países estão no roteiro da viagem que começou por Moscou. Em Doha (Catar), um dos pontos é o anúncio de voo entre São Paulo e Doha operado pela companhia aérea do Catar. Com relação ao Irã, nas últimas semanas houve o aumento do interesse de empresários brasileiros em participar do fórum que ocorrerá em Teerã nos dias 16 e 17 de maio.

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Viagens internacionais

A partir desta quinta-feira (13/5), o presidente Lula cumpre agenda internacional com visitas a Moscou (Rússia), Doha (Catar), Teerã (Irã), Madri (Espanha) e Lisboa (Portugal). A delegação chega no fim da tarde na capital da Rússia, sendo recebida com honras militares. Do aeroporto, a comitiva se desloca para um hotel e a agenda oficial terá início amanhã (14/5), às 10h (3h de Brasília), com cerimônia de deposição de oferenda floral no túmulo do soldado desconhecido da II Guerra Mundial.

Em Moscou, Lula participa de cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Rússia, se reúne com o presidente Dmitri Medvedev e com o primeiro-ministro Vladimir Putin. Em seguida, Lula segue para Doha, no Catar.

Sobre a visita oficial à Rússia, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou a Nota à Imprensa nº 294:

“A convite do Presidente da Federação Russa, Dmitri Medvedev, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizará visita a Moscou no dia 14 de maio, em retribuição à visita ao Brasil que o Presidente russo realizou em novembro de 2008.

Em Moscou, o Presidente Lula se reunirá com o Presidente Dmitri Medvedev, com o Primeiro-Ministro Vladimir Putin e, acompanhado de delegação de empresários, participará de Fórum Empresarial Brasil-Rússia. Dando continuidade aos entendimentos mantidos em abril de 2010, em paralelo à II Cúpula do BRIC, serão discutidos temas da agenda bilateral, especialmente a cooperação nas áreas econômico-comercial, espacial e científico-tecnológica; questões regionais; e assuntos de interesse comum da agenda multilateral, como a reforma das Nações Unidas e das instituições financeiras internacionais.

Na ocasião, será adotado o Plano da Ação da Parceira Estratégica Brasil-Rússia. Deverão ser também assinados os seguintes atos: Acordo Intergovernamental sobre Proteção Mútua dos Direitos dos Resultados da Atividade Intelectual, Empregados ou Obtidos no âmbito da Cooperação Técnico-Militar; Programa de Cooperação Científico-Tecnológica para 2010-12; Acordo para Cooperação no Campo da Segurança Internacional da Informação e da Comunicação e Plano de Consultas Políticas entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia para 2010-12. Será ainda adotada Declaração conjunta referente aos 65 anos do fim da II Guerra Mundial.

O intercâmbio comercial entre o Brasil e a Rússia evoluiu de US$ 1,68 bilhão, em 2002, para US$ 4,3 bilhões, em 2009. Este valor é inferior à cifra recorde de quase US$ 8 bilhões obtida em 2008. A queda pode ser atribuída aos efeitos da crise financeira internacional, uma vez que o intercâmbio bilateral já cresceu 63,8% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.”

Infográfico: Thiago Melo

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Infográfico: Thiago Melo

Viagens internacionais
O presidente Lula embarca nesta quarta-feira, às 18 horas, para Moscou, na Rússia, onde inicia uma série de compromissos em quatro países: além da Rússia, Lula tem agenda confirmada no Catar, Irã, Espanha e Portugal. Em entrevista coletiva, realizada na terça-feira (11/5), o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, explicou detalhes da viagem do presidente aos quatro países.

A agenda do presidente Lula em Moscou se inicia na sexta-feira (14/5) com deposição de oferenda floral em memória às vítimas da Segunda Guerra Mundial, às 10 horas. Em seguida, o presidente brasileir, que viaja à Rússia acompanhado de missão empresarial, participa do Fórum Empresarial Brasil-Rússia. Ao meio-dia se reunirá com o presidente russo Dmitri Medvedev, com quem assina atos. Depois participa de almoço. Está prevista uma declaração à imprensa de ambos os presidentes.

Às 15h30, Lula se encontra com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin.

Um dos temas das conversas do presidente Lula com Medvedev e Putin são as negociações para solução pacífica do caso do programa nuclear do Irã. Segundo Baumbach, o presidente Lula vai ouvir a avaliação dos russos sobre o assunto e não pretende apresentar solução nova para o caso, “apenas ajudar em um processo de diálogo que possa levar a um acordo”.

Segundo Baumbach, o Brasil acredita haver elementos técnicos para um acordo, que estão sobre a mesa de negociação desde outro passado. “A Turquia é um aliado do Brasil nesse esforço, é um país acima de qualquer suspeita, pois é membro da Otan e vizinho do Irã”, afirmou Baumbach. Além disso, a Turquia tem todo interesse em preservar a segurança na região e por isso tem colaborado para o processo de diálogo e distensão das relaçòes com a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA) e países diretamente envolvidos na questão. “Há reconhecimento internacional de que há espaço para esse esforço”, disse.

Ouça aqui a íntegra da entrevista do porta-voz Marcelo Baumbach:

Para ler a transcrição da entrevista, clique aqui.

Entre outros pontos de destaque da pauta da visita do presidente brasileiro à Rússia estão a formalização do Plano de Ação da Parceria Estratégica entre os dois países, a busca de alternativas para a dinamização das relações econômico-comerciais e o aprofundamento da aliança tecnológica firmada em 2004.

Lula e Medvedev também discutirão a possibilidade de adoção de moedas nacionais no comércio bilateral, além da participação brasileira no desenvolvimento do sistema russo de navegação global por satélite (Glonass) e o acesso de produtos agro-pecuários aos mercados dos dois países.

Lula parte de Moscou rumo a Doha às 17 horas de sexta-feira, chegando à capital do Catar às 20h30. No sábado (15/5), Lula participa do encerramento do seminário empresarial que se realiza na cidade. Às 13 horas, se reunirá com o emir Hamad bin Khalifa Al Thani, com quem assina atos. Participa em seguida de almoço oferecido pelo emir. Esta será a primeira visita bilateral de um chefe de Estado brasileiro ao Catar desde que as relações foram estabelecidas em 1974. Em janeiro, o emir esteve em Brasília (ver aqui).

A viagem do presidente Lula ao Catar reforça o compromisso brasileiro de intensificar os vínculos com a região e consolidar o Brasil como destino preferencial para investimentos do emirado no exterior. Durante a visita, espera-se reforçar o marco jurídico-institucional das relações entre os dois países, por meio da assinatura de acordos bilaterais em matéria de turismo, esporte e cultura, além de acordos de cooperação entre agências oficiais de notícias, entre bibliotecas e entre os comitês olímpicos nacionais.

Do Catar o presidente Lula seguirá para Teerã, chegando à capital iraniana às 21h30.

No domingo (16/5), Lula participa de cerimônia oficial e manterá encontro reservado com o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, e reunião ampliada, com cerimônia de assinatura de atos e declaração à imprensa. Ao meio-dia está previsto encontro com o aiatolá Ali Khamenei, presidente da República e líder supremo do Irã. Às 16 horas, Lula encontrará o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, e, às 17h30, participará da sessão de encerramento do Fórum empresarial Brasil-Irã. Às 21 horas, o Presidente iraniano oferecerá jantar em homenagem ao Presidente Lula.

Na segunda-feira (17/5), o presidente brasileiro comparecerá à sessão de abertura da 14a reunião de Chefes de Estado do G-15 (9h30).

Segundo Baumbach, Lula tem interesse em promover as relações Brasil-Irã, que demonstram grande potencial de ampliação. Pretende aproveitar a oportunidade da visita para aprofundar o diálogo político entre os dois países, estimular a expansão dos fluxos de comércio e de investimento e identificar novas formas de cooperação, especialmente nas áreas de ciência e tecnologia e agricultura. Os dois presidentes também vão reforçar os entendimentos em projetos conjuntos nas áreas de energia hidrelétrica, termelétrica convencional, biocombustíveis e energias renováveis.

O presidente Lula partirá de Teerã ao meio-dia da segunda-feira, chegando a Madri, na Espanha, às 16h30. No dia seguinte (18/5), Lula participará da VI Cúpula América Latina e Caribe-União Européia, com ato inaugural de abertura previsto para as 9h15. A reunião tem como temas o desenvolvimento sustentável e a inclusão social. A situação do Haiti, a crise ecônomica mundial e a mudança do clima também constam da pauta de discussões. Do ponto de vista do Brasil, o resultado mais importante das reuniões em Madri deverá ser o relançamento formal das negociações para a conclusão do Acordo de Associação Mercosul-União Européia.

Às 14 horas, haverá almoço de trabalho dos chefes de Estado e de Governo que participam do encontro. Na quarta-feira (19/5) Lula estará na abertura do seminário Brasil: parceria para uma nova economia global.

O presidente Lula viaja de Madri para Lisboa às 16 horas, onde terá encontro com o presidente português Cavaco Silva. Às 19 horas, participará da X Cimeira Luso-Brasileira. Às 20 horas, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, oferecerá jantar em sua homenagem.


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Durante reunião com autoridades do Catar, nesta quarta-feira (20/1), no Palácio Itamaraty, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que aquele país dispõe de US$ 60 bilhões para obras de infraestrutura em portos, ferrovias e saneamento básico. Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, o ministro informou também que há interesse do Catar em investir em empresas brasileiras adquirindo parcitipação acionária nos setores de petróleo, bancos e mineração.

O ministro previu também que a balança comercial brasileira, em 2010, deve ter um saldo entre US$ 25 bilhões e US$ 20 bilhões. Segundo ele, as exportações de produtos manufaturados e semimanufaturados começam a crescer. “Sou bastante otimista com relação a balança comercial”, afirmou.

Exportações

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Fonte: Secretária de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)

Importações

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Fonte: Secretária de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)

(*) Os dados referentes às importações 2009 e 2008 englobam o período janeiro a novembro. O MDIC não informou até o momento os números fechados do ano passado.


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