Entries tagged with “casas populares”.


Muitos duvidaram que o governo conseguisse contratar, até o final deste ano, um milhão de casas dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Não só conseguiu como ultrapassou a meta, chegando a 1 milhão e 3 mil casas, conforme anunciou nesta quarta-feira (29/12) a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, durante cerimônia realizada em Salvador (BA). O presidente Lula, em sua última viagem antes de entregar a faixa presidencial à presidente eleita Dilma Rousseff, neste sábado (1/1) em Brasília (DF), comemorou os números e pediu humildade aos críticos da imprensa que duvidaram nas últimas semanas que isso não aconteceria:

“Possivelmente algumas pessoas estavam acostumados com um tipo de governo que ficava sentado com a bunda da cadeira e que nao se importava de chamar os seus companheiros para cobrar as coisas que tinham que cobrar.

(…) E nós fizemos, para dizer àqueles que duvidavam que nunca mais ousem duvidar da capacidade de construção de casas dos trabalhadores brasileiros, da CEF e do governo brasileiro, que está determinado a resolver um problema de déficit habitacional crônico neste País. Então aqueles que escreveram esta semana que a gente não ia entregar 1 milhão de casas, por favor, peçam desculpas e reescrevam a matéria de vocês. Falem que nós fizemos mais do que a gente imaginava, não é feio pedir desculpas. Feio é persistir no erro e na ignorância de alguns que ousaram não acreditar que nós seríamos capazes.”

O presidente lembrou quantas vezes se reuniu com a presidente eleita, então minista da Casa Civil, Dilma Rousseff, a presidente da Caixa e a coordenadora do PAC, Miriam Belchior (futura ministra do Planejamento), para cobrar resultados, sendo muitas vezes duro com os interlocutores. Mas a pressão deu tão certo que a contratação de novas unidades habitacionais já começou a entrar pelo programa da presidente Dilma, disse Lula, aproveitando também para parabenizar o governador Jaques Wagner (Bahia) porque seu estado foi o que mais contratou no País.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

A exemplo do que fez no Ceará, o presidente também conversou com jornalistas após o evento em Salvador, quando comentou a nova pesquisa divulgada hoje sobre sua popularidade, que atingiu 87% de aprovação – um recorde mundial, ultrapassando os números obtidos pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet (84%) e o ex-presidente uruguaio Tabaré Vasquez (80%):

“A minha alegria é muito grande. Estou mais alegre do que quando eu tomei posse. Quando eu tomei posse eu estava nervoso e estava apreensivo se eu iria tomar conta do recado. Hoje estou tranquilo, porque demos conta do recado e o povo brasileiro compreendeu tudo o que nós fizemos neste país. Saio feliz, de alma limpa, de cabeça erguida.”

Para o presidente, o recorde apontado pela pesquisa é resultado de vários outros recordes obtidos pelo governo, como a criação de escolas técnicas e universidades, geração de emprego, financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aumento de crédito no País e controle da inflação.

Lula reafirmou que pretende tomar uma decisão nesta quinta-feira (30/12) sobre o caso Cesare Battisti e que não acredita em represália por parte do governo italiano em hipótese alguma, porque o Brasil é soberano e sempre respeitou e continuará respeitando a soberania dos outros países.

Quanto ao que fará após deixar a Presidência da República, ele afirmou que a única certeza é que irá tirar alguns dias de férias, em lugar ainda não definido, mas que antes disso seu primeiro compromisso é visitar o vice-presidente José Alencar para agradecer pelo tempo em que compartilharam o comando do o governo. Aos jornalistas, brincou:

“Eu confesso a vocês que eu tenho a sensação gostosa de não ter que responder nada a vocês nos próximos dias, uma sensação gostosa.”

Ouça aqui a íntegra da entrevista:


[83] Comentários

Para zerar o déficit habitacional brasileiro e garantir que cada cidadão tenha a sua casa própria, os governos federal, estaduais e municipais precisam trabalhar em conjunto com afinco nos próximos anos, afirmou o presidente Lula em discurso em cerimônia de inauguração de unidades do Conjunto Habitacional Cidadão XII, em Manaus (AM). “Nós aprendemos a fazer casas com a rapidez e quantidade muito maior do que era feito neste País”, disse.

Avisou no entanto que não é possível construir casas da noite pro dia. Antes é preciso conseguir o dinheiro necessário para fazer o financiamento, os terrenos, os projetos. Mas o presidente afirmou estar confiante:

Eu posso dizer para vocês que nós aprendemos a cuidar dos pobres deste País e a Dilma aprendeu junto comigo e certamente ela vai fazer mais do que nós fizemos até agora.

Lula aproveitou a solenidade na capital amazonense, que possivelmente foi a sua última passagem pela cidade como presidente da República, para agradecer o carinho da população e a votação que deram à presidente eleita Dilma Rousseff e ao governador Omar Aziz. E disse que pretende voltar quando deixar a Presidência, para ir ao Festival Folclórico de Parintins conferir os desfiles dos ‘bois’ Garantido e Caprichoso e provar os muitos peixes da região.

Ouça aqui o discurso do presidente:


[121] Comentários

Presidente Lula cumprimenta moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Para vencer o tráfico de drogas e a violência é preciso oferecer escola, saúde e emprego, “porque não há bandido que consiga vencer a dignidade, o povo trabalhador”, afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira (25/10) em cerimônia de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O presidente ressaltou que quando há respeito ao povo, quando não há distinção entre as pessoas pobres e ricas, é possível fazer as coisas melhorarem.

O filho de vocês agora pode estudar em uma escola com ar-condicionado. Isso não poderia continuar ser privilégio de poucos. Não pode o filho de um estudar com ar condicionado e o filho de outro não conseguir nem escrever pelo suor que escorria sobre o caderno. Isso não é favor, é reparação aos anos de descaso que o Rio de Janeiro teve em outros governos.

Ao falar sobre o Rio de Janeiro, o presidente foi enfático ao afirmar que é urgente tirar a cidade das páginas policiais, pois apesar de haver tráfico de drogas – e há em todos os lugares – a grande maioria da população é trabalhadora. Lula fez questão de elogiar a administração do governador reeleito Sérgio Cabral Filho, que tem trabalhado com afinco para fazer a cidade e o estado retomarem o caminho do crescimento, desenvolvimento e justiça social.

A gente tem que trabalhar para o Rio de Janeiro não aparecer nos jornais apenas nas páginas policiais; o Rio não é lugar só de traficante – isso tem em qualquer lugar. Nós temos que provar todo santo dia que a maioria do povo vive se seu trabalho, de seu suor e de seu salário… Só tem um jeito de as pessoas não serem molestadas: é trabalhar, serem honestas, como todo mundo aqui no Rio faz.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

As 582 moradias fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida e foram entregues, gratuitamente, a famílias com renda de zero a três salários mínimos. As unidades habitacionais fazem parte dos condomínios Jardim das Acácias e Palmeiras, cada um com 291 residências. Distribuídas em 13 blocos de quatro andares, as moradias têm área de 44,90 m2 a 50,61 m2, dois quartos, sala, banheiro e cozinha. Os condomínios também contam com área de lazer, salão de festas, praça de esportes e churrasqueira.

Logo depois, o presidente Lula foi a Manguinhos, também no Rio de Janeiro, entregar outro lote de apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, que integra um amplo projeto de intervenção na comunidade, com saneamento e urbanização de assentamentos precários. Durante a cerimônia foram assinados novos contratos, que financiarão 440 unidades habitacionais para famílias com renda de três a seis salários mínimos, e quatro condomínios para famílias com renda de zero a três salários mínimos, totalizando 1.260 unidades habitacionais.

Ouça aqui o discurso do presidente Lula em Manguinhos:


[347] Comentários

A emoção de Cláudia Andrade ao receber as chaves de seu apartamento nesta segunda-feira (25/10), no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, não era sem motivo. Pela primeira vez, disse, tinha um endereço digno e se sentia como uma cidadã. Cláudia perdeu sua antiga casa em abril passado, quando a região foi atingida por fortes chuvas. “Veio a água e levou tudo o que eu tinha embora. Minha casa caiu morro abaixo. Fiquei sem chão”, lembrou com pesar.

Desde então Cláudia mora com a filha Thainara na Vila Olímpica, também no Complexo do Alemão, com ajuda do aluguel solidário. Segundo ela, pela primeira vez na vida vai morar em um local com condições de segurança, saneamento básico, água encanada, luz elétrica e de fácil acessibilidade.

Os residenciais Jardim Acácias e Jardim Palmeiras, no Complexo do Alemão, fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida, e vão abrigar 582 famílias atingidas pelas enchentes em abril de 2010.


[277] Comentários

Ao entregar neste sábado (18/9) casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida no residencial Casas do Parque, em Campinas (SP), o presidente Lula afirmou que está ficando cada vez mais fácil construir casas no Brasil, porque o governo e os empresários aprenderam o caminho das pedras, e também porque as condições de financiamento do pagamento dessas casas está se adaptando à realidade das pessoas de baixa renda. Lembrou ainda que a cidade paulista já tem 12 mil casas com financiamento aprovado na Caixa Econômica Federal (CEF), das quais 6 mil para pessoas que ganham até três salários mínimos. As casas entregues hoje em Campinas têm, em média, 60 metros quadrados, e os novos moradores pagarão em média R$ 300 por mês de prestação.

Vocês percebem que é possível a gente construir casa a um preço mais barato, com o governo subsidiando uma parte do valor da casa, e permitir que as pessoas mais pobres vivam com dignidade. Porque neste País se criou uma cultura de que pobre não tem gosto. Até que em 1978 o Joãozinho Trinta, para defender o luxo da Beija-Flor [escola de samba do Rio de Janeiro) que tinha sido campeã do Carnaval de 1977, disse categoricamente: "Quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo."

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente em Campinas (SP):

O presidente comemorou também o fato de o conjunto habitacional que visitou ter uma estação móvel de tratamento de esgoto, que ficará no lugar até que a estação de tratamento de esgoto Capivari 2 esteja concluída. Lula destacou a importância de se ter um equipamento como esse em conjuntos residenciais, para dar maior qualidade de vida às pessoas e preservar o meio ambiente. “Isso mostra que o Brasil do século 21 aprendeu a gostar de respeito, aprendeu a gostar de coisa boa, a ser tratado dignamente”, disse ele.

Lula afirmou ainda que o programa Minha Casa, Minha Vida já tem 656 mil casas contratadas, faltando menos de 350 mil para chegar ao total de 1 milhão de casas construídas no País até o final do ano.


[198] Comentários

Ver a transformação de uma grande favela em um bairro com apartamentos dignos para seus moradores é “uma coisa sagrada”, porque é mais uma conquista da parte mais pobre da sociedade, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (31/8) em inauguração de 240 unidades habitacionais em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, como parte do Programa de Urbanização de Favelas do PAC. “O dia de hoje é o dia de consagração, porque vocês estão conquistando mais um pedaço do direito que há tanto tempo vocês vêm brigando”, afirmou o presidente ao público que acompanhava a solenidade.

Lula afirmou ainda que agora os moradores dos prédios de luxo existentes em torno de Paraisópolis não terão mais vergonha quando olharem para baixo, porque não verão mais pessoas morando em barracos, mas “em apartamentos dignos de pessoas que trabalham e dignos de pessoas que querem construir sua cidadania”. O presidente disse ainda que sabe que quanto mais o governo fizer para os setores mais pobres da sociedade, mais essas pessoas aprenderão a exigir mais. “É assim que a gente vai fortalecendo a qualidade de vida da sociedade”, disse ele.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Em vez de retirar os mais pobres dos lugares onde moram e mandá-los para locais distantes da cidade, a orientação agora é dar condições dignas para elas pernamecerem onde já moram:

Aqui estamos afirmando que os pobres são tão brasileiros quanto qualquer outro brasileiro rico e têm o direito de morar no lugar que ocuparam. A gente é que tem que trazer para cá os benefícios.

E a construção de bons apartamentos para a população de Paraisópolis é apenas o começo, afirmou Lula, que observou algumas pessoas mostrando placas reivindicando creches e hospital para a região. “Nós que somos governantes não temos que achar ruim. Cada vez que a gente vê uma placa dessa, a gente tem que voltar para casa e pensar: ‘É, eu ainda tenho que fazer mais um pouco para poder melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

O presidente Lula saiu do evento um pouco antes do previsto para poder visitar seu recém nascido neto no hospital São Luiz, na Vila Olímpia.


[114] Comentários

Lula e os ministros Marcio Fortes (Cidades) e Fernando Haddad (Educação) durante cerimônia realizada em Divinópolis (MG). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma grande nação é exportadora de inteligência, de conhecimento, não apenas de matéria-prima ou de commodities, investe nas universidades e mantém a mão-de-obra intelectual dentro do próprio País – e o Brasil tem trabalhado para chegar lá, afirmou o presidente Lula durante cerimônia de inauguração de novas instalações dos campi universitários Centro-Oeste Dona Lindu e Alto Paraopeba, da Universidade Federal de São João del-Rei, realizada nesta terça-feira (10/8) em Divinópolis (MG).

Para Lula, levar universidades ao interior, como o seu governo vem fazendo seja pela inauguração de novos campi ou criando extensões universitárias, “é uma revolução”, capaz de transformar o País em uma grande potência mundial. “É por isso que vamos terminar o governo com 14 universidades novas, é por isso que o ProUni está com 706 mil alunos”, disse durante discurso.

Ouça a íntegra do discurso:

O presidente enfatizou que a realidade do jovem brasileiro mudou. Durante os oitos anos de governo, lembrou, foram gerados 14,5 milhões de empregos com carteira profissional assinada, 706 mil vagas nas universidades particulares pelo ProUni, dobraram as vagas nas universidades federais – por meio do ReUni -, saindo de 103 mil alunos para 227 mil alunos por ano.

“O mundo está a nossa espera e a universidade é apenas o início para abrir uma parte do conhecimento; a outra parte será a vida que dará a vocês. Aproveitem e estudem, porque eu sei o valor de uma profissão.

inauguração de unidades habitacionais e assinatura de contrato do programa Minha Casa, Minha Vida – Divinópolis/MG (28min06s)    Áudio

A cerimônia serviu também para o presidente Lula inaugurar 102 unidades habitacionais e assinar novo contrato do programa Minha Casa, Minha Vida para a construção de mais 311 moradias na região.


[142] Comentários

Durante cerimônia de inauguração da primeira etapa do Projeto de Urbanização do Núcleo Naval, em Diadema (SP), o presidente Lula disse que o mandatário deve ter sempre em mente que tudo aquilo que é feito no governo tem por objetivo central atender à demanda da população. Lula explicou que, por este motivo, realizou em oito anos de governo 70 conferências nacionais quando foram apresentadas diversas sugestões a serem implementadas no período.

A última foi a Conferência das Cidades, onde a gente ouve o que a gente quer e o que a gente não quer, onde os companheiros e as companheiras falam a verdade, e a gente, por ser presidente, não tem que ficar ofendido porque alguém está dizendo que a coisa não está boa. A gente tem é que saber se é verdade ou não o que a pessoa está falando, e a gente trabalhar para corrigir e fazer as coisas corretas. É assim. Ser presidente não é ter profissão; ser presidente é apenas exercer uma função com o mandato determinado. Portanto, quem manda na gente é o povo e a gente precisa apenas obedecê-lo e cumprir.

O presidente iniciou o discursos contando para a plateia sobre sua alegria de estar em Diadema. Conforme explicou, no final dos anos 1960 circulava pelas ruas daquele município que tinha apenas uma via asfaltada. Naquela ocasião, como diretor do Sindicatos do Metalúrgicos do ABC paulista, ele entregava panfletos e, nos dias de chuva, não conseguia chegar na porta da fábrica por causa do lamaçal. A relação com o município foi intensificada nos anos 1980, quando o Partido dos Trabalhadores (PT) “ganhou pela primeira vez o direito de governar uma cidade no Brasil – e foi na cidade de Diadema que nós ganhamos –, que nós nunca mais deixamos de governar Diadema”.

Depois, Lula lembrou os tempos difíceis vividos naquela região para explicar que a situação atual no município, inclusive com a inauguração da urbanização do Núcleo Naval.

Eu fui agora visitar aquela casa bonita ali, aquela casa tem 50 metros, ou seja, tem 20 metros a mais do que a minha casa, e morávamos eu, Marisa e três filhos. E ainda, nas greves de 78, estava cheio de companheiros do Sindicato que iam em casa. Às vezes, a gente levantava o pé para matar uma barata e não conseguia colocar o pé no lugar porque já tinha o pé de outra pessoa ocupando o pé da gente.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente contou ainda sobre alguns fatos importantes que aconteceram nas últimas semanas, como a formatura de alunos do Projovem, o resultado da ofert de emprego no País e a entrada em operação do primeiro poço de petróleo da camada Pré-sal, no Espírito Santo. Lula voltou a mostrar contrariedade com notíciais de um jornal carioca sobre o Brasil estar investindo na produção de petróleo enquanto na Europa há redução de produção de óleo e gás.

Ontem eu fiquei arretado com uma notícia de jornal que dizia assim: “A Europa não está mais procurando petróleo em mar por causa do óleo que está vazando nos Estados Unidos, e o Brasil continua procurando”. Primeiro, é bom a gente dizer a verdade: a Europa não está procurando porque no Mar do Norte, onde ela tem, já não tem mais petróleo. Segundo, nós temos mais tecnologia do que aquela empresa inglesa que causou o vazamento nos Estados Unidos. Aquela empresa que causou o vazamento, Deus queira que não aconteça nunca mais, porque ela adotou uma coisa que nós aprendemos: o barato sai caro. Ela tentou fazer a coisa mais econômica e o econômico saiu caro. E isso, se Deus quiser, não vai acontecer no Brasil porque a Petrobras é a empresa que tem a melhor tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas neste País. Mas vocês não sabem do orgulho, na hora que eu peguei a mão, de óleo, e coloquei no meu macacão, e vou guardar num museu – sei lá em que museu – para todos vocês, um dia, poderem passar e ver um petróleo tirado por este País, de 160 milhões de anos.


[101] Comentários

Um presidente otimista, transmitindo entusiasmo, defendendo a inclusão de cidadãos aos sistemas habitacional e financeiro. Foi assim que o presidente Lula se posicionou em discurso para uma plateia de funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF), nesta quarta-feira (14/7), num centro empresarial de Brasília. No encontro, que teve por finalidade discutir o plano da Caixa para os próximos anos, Lula alertou os executivos do banco público para que se preparem para se debruçarem na análise de pedidos de financiamentos de imóveis.

Ele lamentou o fato de o país ter ficado durante mais de duas décadas sem investimentos públicos. Segundo ele, pelo menos duas gerações se perderam e alguns profissionais – em especial engenheiros – optaram por outras atividades por ausência de emprego. O presidente explicou que a situação no país mudou e nos dias atuais a população tem mais perspectivas de vida. E essa mudança decorrer daquilo que o governo vem promovendo, como por exemplo, o programa Minha Casa, Minha Vida, que na primeira edição deve concluir com um milhão de moradias contratadas e, na segunda etapa, mais dois milhões de habitações devem passar pela aprovação da Caixa.

“Não há mais perspectivas de retrocesso porque o povo aprendeu a ter autoestima”, disse o presidente.

O presidente elogiou a virada que a Caixa deu nos últimos anos. Segundo o balanço apresentado pela presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, por exemplo, a CEF tinha, em 2003, 1,1 milhão de correntistas no programa Conta Fácil e, no primeiro semestre de 2010, já chegou a 10,1 milhões de contas. De acordo com o balanço da Caixa, em junho de 2010 o pagamento de benefícios bancários atenderam a 12,5 milhões de famílias.

“Os números colocados ali mostram não apenas que temos uma outra Caixa, mas um outro país”, afirmou o presidente.


[5] Comentários

O presidente respondeO financiamento de casa própria pela Caixa Econômica Federal (CEF), comprovação de renda do sistema ProUni e doenças respiratórias no inverno foram temas das perguntas feitas ao presidente Lula na coluna O Presidente Responde desta terça-feira (8/6), publicada em diversos jornais do País. A primeira questão veio de São Gonçalo (RJ), do funcionário do Ministério da Saúde Paulo José C. dos Santos. Ele pergunta sobre os critérios da Caixa para se obter financiamento, já que tenta há três anos sem sucesso. “A alegação é de que ganho pouco”, diz.

Em sua resposta, o presidente Lula recomendou ao leitor que procurasse a prefeitura de sua cidade para ver se o município havia sido contemplado com algum conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida e se as inscrições estão abertas.

Nesses casos, as famílias são selecionadas por critérios definidos pelo Ministério das Cidades e as prestações, para as que têm renda de até três salários mínimos, são de 10% da renda familiar, com valor mínimo de R$ 50, pelo período de 10 anos.

Leia aqui a íntegra da coluna.

A assessora administrativa Daniela Aparecida Pereira, de Aricanduva (SP), questiona a comprovação de renda do sistema ProUni. Segundo ela, o valor pago com aluguel não é subtraído da renda e, assim, ela não consegue fazer matrícula pelo programa.

Lula explicou que, apesar de entender o problema de Daniela, é preciso adotar critérios para atender, com imparcialidade, o maior número de estudantes. O ProUni, afirmou o presidente, já atendeu mais de 700 mil alunos desde 2005, quando foi criado, e esse número “dificilmente teria essa dimensão se os casos fossem analisados individualmente, levando em consideração o comprometimento temporário da renda”. Mas a questão levantada pela leitora é importante, admitiu Lula, e será levada ao ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou:

Mas, Daniela, você chamou atenção para uma questão importante. Será que o ProUni não poderia levar em conta a renda disponível e não apenas a bruta? Você já percebeu que não é uma questão de solução fácil, mas vou conversar sobre o assunto com o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Eloá Prompt Guelner, aposentada de Carazinho (RS), quer saber o que o governo vai fazer para cuidar das pessoas que sofrem com doenças respiratórias no inverno, já que faltam leitos e os idosos carentes sofrem com os altos preços dos medicamentos.

Entre as medidas tomadas pelo governo, Lula citou o envio pelo Ministério da Saúde de 1,2 milhão de doses de vacinas contra a gripe comum para a população idosa do Rio Grande do Sul este ano e 1,97 milhão de tratamentos contra a gripe influenza A (H1N1) para a região Sul.

Outra iniciativa: liberamos recursos para a ativação de mais 189 leitos de UTI no Rio Grande do Sul, parte deles provisórios, para a fase de pico da influenza. O fosfato de oseltamivir, antiviral contra esta gripe, pode ser encontrado nos postos de saúde e nas farmácias populares. As unidades próprias do programa Farmácia Popular – já existem 37 no Rio Grande do Sul – vendem 108 medicamentos com redução de até 90% em relação aos preços de mercado.


1 Comentário