O presidente Lula cumpre o última dia da viagem à Espanha participando de seminário sobre investimentos espanhóis no Brasil. Promovido pelos jornais El País e Valor Econômico, o encontro é a oportunidade de uma avaliação dos recursos destinados por grupos locais no território brasileiro. Antes, Lula se encontrou com diretores e editores do grupo Prisa, que publica El País, para uma conversa durante café da manhã.
No fim da tarde, a delegação brasileira viaja para Lisboa, onde cumpre agenda até amanhã (20/5). A passagem por Madri foi muito bem avaliada pela equipe do presidente brasileiro. Ontem (18/5), Lula teve encontros bilaterais com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Grécia, Carolos Papoulias, e com o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, um dos responsáveis pelo acordo de produção de energia nuclear com o Irã.
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Durante audiência concedida ao primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, no Instituto de Feiras de Madri (IFEMA), o presidente Lula sugeriu que o líder grego declare ao mundo que a crise financeira internacional que assolou recentemente aquele país não foi criada por Papandreou. O grego mostrou-se muito interessado nas medidas adotadas pelo governo brasileiro entre 2008 e 2009, no auge da crise que atingiu os mercados globais. Lula e Papandreou participaram da VI Cúpula União Europeia, América Latina e Caribe ocorrida na capital da Espanha.
“Tem uma disputa no mundo. Essa crise não é da esquerda. Sabe o que me deixa constrangido? É que a direita faz as crises e depois obriga a esquerda a fazer o corte nos salários que eles não fizeram”, afirmou.
“E ainda somos responsáveis pela crise!”, exclamou o presidente grego. Lula concordou e retrucou: “Por isso que eu acho que tem um debate político e não apenas econômico”.
Embora admita que não há fórmulas para resolver a questão da Grécia e de entender que o problema não teve início na administração de Papoulias, Lula frisou da importância de evitar que o trabalhador pague a conta.
Ainda na conversa, Lula voltou a defender mudanças no mundo. Pois, conforme avaliou, se isso não acontecer “o mundo muda a gente”. Na audiência, o primeiro-ministro grego combinou um novo encontro no fim de maio, no Rio de Janeiro, quando ocorrerá a conferência Aliança das Civilizações. O evento atrairá as mais diversas lideranças políticas globais.
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