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A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta quarta-feira (9/2), na Sala de Audiências do Palácio do Planalto, quatro novos embaixadores no Brasil. Acompanhada pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a presidenta Dilma recebeu credenciais dos embaixadores do Japão, Akira Miwa; do Canadá, Jamal Khokhar; da Costa Rica, Víctor Monge Chacón, e da Indonésia, Sudaryomo Hartosudarmo.

Depois de entregarem as cartas de apresentação à presidenta, os embaixadores passaram em revista a tropa da Guarda Presidencial, mantendo a tradição da cerimônia.

Com isso, eles começam oficialmente a atuar como embaixadores de seus países no Brasil.


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Viagens internacionaisDesde que a crise financeira abalou significativamente as estruturas econômicas e comerciais que mantém com os Estados Unidos, o Canadá tem procurado fortalecer seus laços econômicos e comerciais com países emergentes para fugir um pouco dessa dependência – e o Brasil vem tendo um papel preponderante nesse movimento, ajudando a estabelecer pontes entre a poderosa economia canadense com as emergentes africana e latino-americana. Segundo avaliação do embaixador brasileiro no Canadá, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, essa ‘dobradinha’ tem futuro, mas ainda exige um certo trabalho de bastidor para desfazer alguns mitos.

“Os canadenses têm que ser educados para entender melhor o Brasil, porque eles não estavam acostumados a ver países latino-americanos com tamanha organização e força econômica como o Brasil tem hoje”, afirmou o diplomata em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto em Toronto, onde começou esta semana a quarta conferência do G20. “Eles têm percebido que precisam nos conhecer muito mais – e nós a eles”, disse o embaixador, que há dois anos e meio atua na capital Ottawa. “O Canadá vê uma espécie de ascenção do Brasil no mundo hoje e quer se aproximar. Essa aliança com o Brasil é do interesse dos canadenses, pois significa uma ponte com a América Latina e com a África também”, avalia o diplomata, lembrando que Brasil e Canadá são antigos parceiros e podem solidificar ainda mais essa ligação, principalmente em assuntos ligados à governança global, tão discutida nos fóruns internacionais como o G20.

A parceria entre brasileiros e canadenses em reuniões como as do G20 não é de se estranhar se levarmos em conta que os dois países compartilham, por exemplo, o fato de terem sistemas bancários sólidos, modernos e bem regulados, funcionando como sustentáculos do crescimento de ambas economias. “E tanto eles como nós fomos afetados pela crise gerada pelos outros. Eles perderam um mercado enorme que é o americano e foram levados de maneira compulsiva e compulsória a entrar mais nos mercados emergentes como os da Índia, China e o nosso”, explicou Paulo Cordeiro, que espera ver brasileiros e canadenses atuando cada vez mais juntos em fóruns internacionais como o G20 para tentar “disciplnar aqueles que nunca quiseram ser disciplinados”.

O Canadá é um dos principais entusiastas da participação brasileira no G20, considerando o Brasil um parceiro importante na governança global e um dos principais vetores da democratização da economia mundial, por meio da ONU e de instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC). “Nossa linguagem hoje dentro do G20 não só dá legitimidade ao G20 como defende o ponto de vista das grandes maioria dos países emergentes – e o Canadá tem feito a ponte entre essas novas economias e o velho mundo”, afirmou o diplomata brasileiro. “Nossa presença no G20 dá voz e força aos países emergentes e tem contado cada vez mais com o apoio de países desenvolvidos, como no caso do Canadá.”

Essa ‘tabelinha’ Brasil-Canadá tem funcionado também na parceria econômica/comercial. Os dois são atualmente concorrentes em setores importantes da economia, como a agroindústria e tecnologia aeronáutica (a brasileira Embraer tem conquistado mercado na terra natal da canadense Bombardier, tendo hoje 65 aviões circulando pelo país), mas têm estabelecido parcerias promissoras em outras áreas como seguridade social, consultoria e equipamentos para o setor de petróleo. Enquanto a brasileira Vale investe quase US$ 20 bilhões na exploração de níquel no Canadá, as empresas canadenses estão de olho grande no mercado de construção civil brasileiro, que vive um momento de ebulição, bem como nas muitas oportunidades de negócio prometidas com a exploração das novas jazidas do Pré-sal. O Brasil é visto pelos canadenses como uma potência emergente no mundo que não pode ser desprezada em hipótese alguma, diz o embaixador Paulo Cordeiro.

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Infográfico: Thiago Melo

Viagens internacionaisEnquanto os chefes de Estado não chegam a Toronto (Canadá) para a quarta reunião do G20, neste fim de semana (26 e 27/6), os moradores da cidade vão tentando se acostumar com as ruas fechadas, os protestos diários e os milhares de policiais e seguranças que circulam principalmente pelo centro, local do encontro. Alguns se perguntam se realmente vale à pena receber um evento desse tipo, por alterar tanto a rotina dos moradores; outros não têm dúvidas quando perguntados, afirmando que Toronto e sua renomada tolerância multicultural tem muito a ensinar aos líderes mundiais.

O presidente Lula estará presente à reunião do G20 em Toronto, devendo chegar à cidade canadense à meia-noite de sexta-feira (25/6) – confira o infográfico acima para mais detalhes da agenda do presidente no Canadá.

Alguns números da conferência para você ter idéia do seu tamanho:

* 20 chefes de Estado e de Governo
* Mais de 2 mil delegados
* 3,5 mil jornalistas de todo o mundo
* 300 blogueiros e representantes de ONGs
* 12 mil policiais
* 1,1 mil seguranças
* 85 câmeras de segurança espalhadas pela cidade
* 8 ruas bloqueadas com cercas de 3 metros de altura no centro de Toronto
* Toronto tem 2,5 milhões de habitantes
* São falados mais de 100 idiomas na cidade, os principais sendo inglês e francês

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Presidente Lula cumprimenta o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, após assinatura de atos no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula cobrou, nesta quarta-feira (23/6), em discurso no Palácio Itamaraty, em Brasília, que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) “abandonem de uma vez por todas seus dogmas obsoletos e condicionalidades absurdas”. De acordo com o presidente brasileiro, a separação entre países ricos e pobres é aquilo que provoca o maior desequilíbrio no mundo na atualidade. Lula se reuniu com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, quando assinaram acordos bilaterais nas áreas de desenvolvimento agrário, educação, defesa e finanças.

“O desenvolvimento da África, da Ásia e da América Latina contribuirá diretamente para a promoção do crescimento global e para a diminuição desse nefasto desequilíbrio.”

Ouça abaixo a íntegra do discurso do presidente Lula.

Lula afirmou que essa é a mensagem que o Brasil levará à Cúpula do G-20 que acontece no próximo fim de semana, em Toronto, Canadá. O presidente enfatizou também que a nova política do Brasil para a África “veio para ficar”. Segundo ele, “meu país está definitivamente decidido a contribuir para que essa relação se aprofunde e a cooperar com o fortalecimento da democracia e da paz nesse continente irmão”.

Esta é a segunda visita oficial do presidente angolano ao país. Segundo José Eduardo, o Brasil vem cumprindo importante papel no cenário internacional e, por este motivo, o intercâmbio Brasil-Angola se intensificará ainda mais. Ele destacou a parceria nos setores da agricultura, educação e saúde.


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Infográfico: Thiago Melo

Viagens internacionaisToronto, a maior cidade e centro financeiro do Canadá, já começa a entrar no clima da reunião do G20 que será realizada nos próximos dias 26 e 27 (quinta e sexta-feira), com a participação de chefes de Estado de todo o mundo – o presidente Lula tem chegada prevista para a meia-noite de sexta-feira (horário local, uma hora a menos do que o horário de Brasília). Confira no infográfico acima a programação do presidente Lula durante o evento.

Veja aqui a página dedicada ao Brasil no site oficial da reunião do G20 no Canadá.

Foto: Jorge Henrique Cordeiro

Essa agitação toda alterou uma das principais características de Toronto, uma cidade de 2,5 milhões de habitantes que fica na margem do lago Ontário: o jeito pacato e tranqüilo de ser. Diversas ruas do centro, onde será realizado o encontro (no Centro de Convenções Metro Toronto) estão cercadas com blocos de concreto e grades limitando a circulação de pedestres e veículos – algumas delas terão restrição total nos dias do encontro – e grupos de policiais circulam a pé ou de bicicleta por todos os lados para limitar a ação de grupos de protestos que já gritam seus slogans pela cidade desde segunda-feira (21/6).

O hotel Westin Harbour Castle, onde o presidente Lula ficará hospedado, já está completamente cercado pelas barreiras e só é permitida a entrada de pessoas devidamente credenciadas para o evento. As delegações e jornalistas de todo o mundo (cerca de 3,5 mil, além de 300 blogueiros e representantes de ONGs) já começaram a chegar à cidade e cada país do G20 será homenageado a partir desta terça-feira (22/6) com um show de luzes da torre CN, que projetará as cores da bandeira nacional deles – as imagens poderão ser vistas aqui e aqui. A torre, no entanto, estará fechada para visitação pública no fim de semana do evento.

Salão principal do Centro de Convenções Metro Toronto, onde líderes do G20 se reunirão sábado. Foto: Jorge Henrique Cordeiro

O G20 foi criado em 1999 depois da crise financeira asiática ocorrida dois anos antes, promovendo encontros anuais entre ministros da fazenda e presidentes de bancos centrais dos países participantes. Em 2008, os líderes do G20 se encontraram pela primeira vez, em Washington (EUA), para coordenar uma resposta à crise econômica mundial. Toronto é o quarto encontro dos líderes do G20 – os outros dois foram realizados em Londres (abril-2009) e Pittsburgh (setembro-2009). O próximo encontro está marcado para Seul (Coréia do Sul), em novembro deste ano.

A reunião do G20 em Toronto irá focar na recuperação da economia mundial e a implementação de compromissos estabelecidos nos encontros anteriores, além de determinar as bases para o crescimento sustentável e equilibrado.

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Quando formou parceria em 2006 com o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, o presidente Lula tinha certeza de que bons frutos seriam colhidos em pouco tempo. Bons frutos como a inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) realizada nesta sexta-feira (18/6) em Santa Cruz (zona oeste da capital carioca), um empreendimento da empresa alemã ThyssenKrupp e a brasileira Vale. Esse diálogo permitiu que o estado do Rio ganhasse investimentos em obras de infraestrutura.

Nos últimos 30 anos o Rio não recebeu metade dos investimentos que está recebendo agora. Um dos estados com maior investimento. O povo está percebendo que a bandidagem é minoria. Eu, Sergio Cabral e Eduardo Paes já subimos mais em favelas que outros. O Estado tem que estar lá para fazer obras. O Rio de Janeiro haverá um dia em que tiraremos do nosso dicionário a palavra favela. Mas, bairro. É o orgulho deste país. A gente devolve ao Rio aquilo que ele merece. Como fazemos com São Paulo, Minas Gerais… Não tem um estado sequer que esteja sem as obras. Muitos em parceria com os governos estaduais e prefeituras. Tenho orgulho, aqui neste estado, Sergio Cabral fez muita oposição no primeiro mandato. Disse a ele, em 2006, que se ganhássemos iriamos fazer uma enorme parceria. E quem ganha com isso é o povo do Rio.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente Lula reafirmou em seu discurso durante a solenidade que, para ser respeitado, é preciso dar o respeito. E o Brasil aprendeu isso, disse:

Eu ainda era dirigente sindical quando aprendi uma lição de vida. Que um pai, um chefe de família, só é respeitado dentro de casa se ele souber respeitar a sua família. Não confundir medo com respeito. E um dirigente político só será respeitado pelo povo se ele se fizer repeitar. E o Brasil, durante muito tempo, acha que tudo poderia dar um jeitinho brasileiro. Todo mundo achava que um pouco de malandragem, que todos nós conhecemos, faria bem para o mundo.

Dizendo-se muito grato ao grupo alemão, que apostou no Brasil e buscou a parceria da Vale para concluir a siderúrgica no bairro de Santa Cruz, no Rio, Lula explicou que o País é atualmente modelo e que deveria ser visitado por outros governos estrangeiros para que possam conhecer a experiência nacional e aplicá-las nos respectivos países.

Lula informou que viajará para Toronto (Canadá) na próxima semana para participar da reunião do G20 e lembrou que muitas decisões tomadas pelo grupo ainda não foram implementadas. O Brasil deverá cobrar nesse encontro, disse o presidente, que os países integrantes do G20 sejam mais atuantes e coloquem em prática medidas que permitirão ajudar as economias globais.


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