João Ferrador, personagem criado pelo jornalista Félix Nunes, antigo companheiro de sindicato do presidente Lula em São Bernardo do Campo.
Durante sua passagem por Campo Grande (MS), esta semana, o presidente Lula teve um encontro histórico com antigos companheiros sindicalistas, entre eles o jornalista Antonio Carlos Félix Nunes (no vídeo, o primeiro da esquerda para a direita, de boné, sem óculos), que editava o jornal Tribuna Metalúrgica no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SP). Félix foi o criador, em 1972, do personagem João Ferrador, que representava a indignação dos metalúrgicos com o governo por meio de bilhetes que enviava a integrantes do alto escalão do governo da época. Também se encontraram com Lula os sindicalistas Bartolomeu Anastácio e Paulo Valentin, além do ex-governador José Orcírio dos Santos.
Na conversa, o presidente Lula lembra de uma vez que saiu para pescar com Félix Nunes e com ele ficou hospedado em uma casa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na praia de Picinguaba (SP), e outros ‘causos’.
Presidente Lula descerra placa de inauguração do projeto de urbanização de favelas nas bacias dos córregos Cabaças e Segredo, em Campo Grande (MS). Foto: Domingos Tadeu/PR
A grande motivação para o presidente Lula ir a Campo Grande (MS) nesta terça-feira (24/8) inaugurar projeto de urbanização de favelas foi o fato dele próprio ter morado décadas atrás em bairros em São Paulo que alagavam e causavam todo tipo de problema – principalmente de saúde – , afirmou ele durante discurso. “Essas coisas eu conheço e por isso temos colocado muito dinheiro em saneamento básico, para minimizar o sofrimento do povo deste País”, disse Lula, lembrando que investir na coleta e tratamento de esgoto é investir em saúde preventiva da população. “Estamos aprendendo a cuidar deste País.”
O presidente reafirmou que em seu governo não falta dinheiro para quem apresenta bons projetos. “Se tiver projeto que seja factível, o dinheiro aparece”, disse Lula, para quem há hoje um processo de reparação para compensar os últimos 50 anos de “desgovernos” que o País sofreu. Foi nesse periodo que áreas impróprias para moradias foram sendo irregularmente ocupadas, com anuência de governantes, gerando problemas para a maioria das grandes cidades brasileiras. Segundo Lula, ainda há tempo para evitar que o mesmo aconteça em Campo Grande – mas para isso é preciso evitar os erros do passado:
Quando é uma pessoa, a gente pode tirar. Quando são duas, a gente pode tirar. Mas quando se transformam em mil pessoas, em duas mil pessoas, já é um problema social de monta e fica muito mais difícil você mexer com isso. (…) A atual geração de prefeitos está tentando consertar as coisas que foram feitas erradas durante tantos e tantos anos neste País.”
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