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Lula acena para moradores do Conjunto Habitacional Três Marias durante cerimônia de entrega de chaves. Foto Ricardo Stuckert/PT

O presidente Lula criticou, nesta sexta-feira (10/9), governates que deixaram de promover parcerias com o governo federal por serem de partidos de oposição. O presidente citou como exemplo a construção de moradias do Cojunto Habitacional Três Marias, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Segundo ele, políticos que antecederam o atual prefeito Luiz Marinho mantiveram-se distantes por “demonstração de ignorância”. O presidente participou da cerimônia de entrega de 224 moradias e assinou contrato para a terceira etapa do Projeto de Urbanização do Parque São Bernardo.

“Muitas vezes uma prefeitura deixa de receber recursos do governo federal porque não tem projeto. E se não tem projeto não adianta. O Marinho então tratou de recuperar alguns projetos que existiam para a cidade e que outro governo de partido diferente se dava ao luxo de não fazer parceria com o governo federal. Era maior demonstração de ignorância do prefeito. É o absurdo do absurdo. Isso aqui poderia estar pronto há quatro anos. Isso ficou parado quase seis anos”, disse Lula.

Ouça abaixo a íntegra do discurso do presidente Lula.

Presidente disse que Caixa destinou R$ 70 milhões para prédios do Conjunto Habitacional Três Marias. Foto Ricardo Stuckert/PR

Neste período, o município deixou de contar com os recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) para a construção das moradias. Segundo o presidente, o governo destinou R$ 70 milhões para os blocos de apartamentos. Lula explicou que tais atitudes levaram a população a sofrer durante décadas. Ele citou as cenas de um vídeo apresentado no início da cerimônia que retratou os momentos dificeis da população até conseguir colocar o projeto de contrução das unidades habitacionais em prática.

“São Bernardo é uma cidade muito rica. Não deveria ter pessoas morando em situação como as mostradas no filme que passou aí.”

Lula informou que o seu governo tem ampliado os investimentos em habitação e saneamento básico. Segundo ele, em 2003 a Caixa tinha R$ 5 bilhões e, em 2010, o montante chegará a R$ 70 bilhões. O presidente afirmou que os governos anteriores não investiam em educação, saneamento e drenagem. Além disso, conforme explicou, o setor da construção civil estava paralisado por ausência de recursos.

“Quando começamos a governar a Caixa tinha R$ 5 bilhões para investir. Esse ano vamos investir R$ 70 bilhões. São 14 vezes mais. Isso tudo aconteceu porque preparamos o Brasil para chegar na situação que chegou. A construção civil brasileira passou mais de 20 anos sem investimentos em obras. Estamos batendo todos os recordes.”

No discurso, Lula destacou o empenho do prefeito Marinho que, com os projetos apresentados conseguiu cerca de R$ 500 milhões do governo federal. Ele contou que mais cedo inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) naquele município e que o aparelhamento da unidade é de fazer inveja a muita gente. O presidente concluiu o discurso afirmando que em 2011 voltará para São Bernardo e que pretende atuar como defensor da cidade onde teve trajetória como sindicalista e político.

“Basta ter projeto que tem muito mais recursos. Vou voltar para minha São Bernardo e morar aqui pertinho do sindicato. Se puder ajudar eu vou ajudar. Atrapalhar jamais. Se for amigo de uma pessoa que tenha um cargo mais importante não terei vergonha em pedir. Quero que São Bernardo esteja cada vez melhor e o povo cada vez mais feliz.”


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Lula acena para moradores do Conjunto Habitacional Três Marias durante cerimônia de entrega de chaves. Foto Ricardo Stuckert/PT

O presidente Lula criticou, nesta sexta-feira (10/9), governates que deixaram de promover parcerias com o governo federal por serem de partidos de oposição. O presidente citou como exemplo a construção de moradias do Cojunto Habitacional Três Marias, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Segundo ele, políticos que antecederam o atual prefeito Luiz Marinho mantiveram-se distantes por “demonstração de ignorância”. O presidente participou da cerimônia de entrega de 224 moradias e assinou contrato para a terceira etapa do Projeto de Urbanização do Parque São Bernardo.

“Muitas vezes uma prefeitura deixa de receber recursos do governo federal porque não tem projeto. E se não tem projeto não adianta. O Marinho então tratou de recuperar alguns projetos que existiam para a cidade e que outro governo de partido diferente se dava ao luxo de não fazer parceria com o governo federal. Era maior demonstração de ignorância do prefeito. É o absurdo do absurdo. Isso aqui poderia estar pronto há quatro anos. Isso ficou parado quase seis anos”, disse Lula.

Ouça abaixo a íntegra do discurso do presidente Lula.

Presidente disse que Caixa destinou R$ 70 milhões para prédios do Conjunto Habitacional Três Marias. Foto Ricardo Stuckert/PR

Neste período, o município deixou de contar com os recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) para a construção das moradias. Segundo o presidente, o governo destinou R$ 70 milhões para os blocos de apartamentos. Lula explicou que tais atitudes levaram a população a sofrer durante décadas. Ele citou as cenas de um vídeo apresentado no início da cerimônia que retratou os momentos dificeis da população até conseguir colocar o projeto de contrução das unidades habitacionais em prática.

“São Bernardo é uma cidade muito rica. Não deveria ter pessoas morando em situação como as mostradas no filme que passou aí.”

Lula informou que o seu governo tem ampliado os investimentos em habitação e saneamento básico. Segundo ele, em 2003 a Caixa tinha R$ 5 bilhões e, em 2010, o montante chegará a R$ 70 bilhões. O presidente afirmou que os governos anteriores não investiam em educação, saneamento e drenagem. Além disso, conforme explicou, o setor da construção civil estava paralisado por ausência de recursos.

“Quando começamos a governar a Caixa tinha R$ 5 bilhões para investir. Esse ano vamos investir R$ 70 bilhões. São 14 vezes mais. Isso tudo aconteceu porque preparamos o Brasil para chegar na situação que chegou. A construção civil brasileira passou mais de 20 anos sem investimentos em obras. Estamos batendo todos os recordes.”

No discurso, Lula destacou o empenho do prefeito Marinho que, com os projetos apresentados conseguiu cerca de R$ 500 milhões do governo federal. Ele contou que mais cedo inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) naquele município e que o aparelhamento da unidade é de fazer inveja a muita gente. O presidente concluiu o discurso afirmando que em 2011 voltará para São Bernardo e que pretende atuar como defensor da cidade onde teve trajetória como sindicalista e político.

“Basta ter projeto que tem muito mais recursos. Vou voltar para minha São Bernardo e morar aqui pertinho do sindicato. Se puder ajudar eu vou ajudar. Atrapalhar jamais. Se for amigo de uma pessoa que tenha um cargo mais importante não terei vergonha em pedir. Quero que São Bernardo esteja cada vez melhor e o povo cada vez mais feliz.”


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Ao relembrar emocionado as dificuldades vivenciadas no passado, como por exemplo quando morava na Vila Carioca, em São Paulo, na década de 1950, em uma casa que sofria constantes enchentes, o presidente Lula deu uma mensagem de otimismo e esperança às 208 famílias que receberam nesta quarta-feira (8/9) apartamentos do PAC Urbanização na cidade de Contagem (MG), região metropolitana da Belo Horizonte.

O que aconteceu comigo acontece com muita gente pobre neste país. Mas o que eu estou vendo aqui hoje é um processo extraordinário de reparação das condições de vida da sociedade brasileira. A gente só vence se a gente não se desesperar, se a gente não desacreditar, se a gente acreditar que é possível vencer as barreiras.

Lula reafirmou o compromisso do seu governo em investir em infraestrutura, saneamento básico, tratamento de água e esgoto e sustentabilidade ambiental. “É este país que nós precisamos construir para não permitir que o país continue a ser o que era há algum tempo”, disse ele durante o discurso. O presidente afirmou ainda estar feliz com o anúncio da Caixa Econômica Federal de já ter contratado 625 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida. “Esse programa é um milagre. A gente não tinha hábito de fazer casas no Brasil, e com o Minha Casa, Minha Vida assumimos o compromisso de fazer 1 milhão. Se Deus quiser, até o fim do ano vamos contratar 1 milhão de casas, o que é algo inédito neste país e, a partir do ano que vem quem estiver governando o Brasil vai contratar 2 milhões de casas para as pessoas mais pobres”, previu.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Os 208 apartamentos entregues em Contagem fazem parte do projeto de intervenção para requalificação urbana e ambiental no vale do Ribeirão Arrudas. As unidades são de dois e três quartos, com piso em cerâmica e pintura em látex. Neste empreendimento, serão construídos 42 blocos de 16 apartamentos, sendo 38 blocos do PAC Urbanização, no valor de R$ 29 milhões, e quatro blocos pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, com valor de R$ 3 milhões. O vale do Ribeirão Arrudas terá ainda contenções, retificações e interceptor de esgoto, com redes de drenagem, abastecimento de água e de coleta de esgoto sanitário.


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O ministro das Cidades, Márcio Fortes, informou que o governo de São Paulo assinou com a União o projeto do monotrilho que vai assegurar a mobilidade na capital paulista durante a Copa do Mundo 2014. Segundo Fortes, o governo federal irá repassar R$ 1,083 bilhão para as obras que interligarão os aeroportos da capital paulista com as estações do metrô. Fortes disse também que o anúncio da construção do Estádio do Corinthians, em Itaquera, não vai atrasar os preparativos para os jogos do campeonato mundial de seleções.

O projeto do monotrilho firmado com o governo de São Paulo conta com participação da Caixa Econômica Federal (CEF). As obras deverão estar concluídas antes da Copa das Confederações, em 2013. Fortes informou que até o momento não houve nenhuma solicitação para projetos de mobilidade urbana na região de Itaquera. Além disso, segundo fontes do governo, aquele região de São Paulo é bem servida pelo transporte público.

“Esse é um projeto que já foi discutido com o govenro do estado para o deslocamento de torcidas. Temos entrosamento perfeito nessa área”, explicou.

Na área da mobilidade urbana, segundo Fortes, já foram assinados contratos com os governos de Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador. “Os contratos estão sendo assinados progressivamente”, contou Fortes.


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A partir do próximo dia 1º de agosto, os brasileiros que residem no exterior poderão sacar os recursos de suas contas no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), como resultado do convênio assinado entre o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) e a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho. A data marca o “Dia dos Brasileiros no Japão”.

Para ter os recursos da conta é preciso que o brasileiro se enquadre nas regras estabelecidas para saques do FGTS. A solicitação pode ser feita numa representação consular do Brasil que, neste primeiro momento, está restrita apenas para os residentes no Japão, mas que será ampliada a outros países.

O convênio será lançado oficialmente pelo Itamaraty e CEF em Nagóia (Japão) como parte dos eventos programados para celebrar os 20 anos da presença brasileira no território japonês. As pessoas interessadas em mais detalhes podem consultar o portal da Caixa ou os consulados do Brasil no Japão.

Além dessa novidade, o governo brasileiro elaborou um programa especial para comemorar as duas décadas da presença de brasileiros naquele país. Foi o advento da lei de imigração japonesa, que entrou em vigor em 1990, o caminho para a entrada de cidadãos nacionais no Japão, assegurando os direitos trabalhistas aos descendentes de emigrantes nipônicos.

De acordo com o Itamaraty, as comemorações terão início no dia 29 de julho com a assinatura, em Tóquio, do acordo previdenciário Brasil–Japão, sendo pelo lado brasileiro a partipação do ministro Carlos Eduardo Gabas (Previdência Social). No dia seguinte, a realização de seminário sobre emigração brasileira para o Japão, na Universidade das Nações Unidas, em Tóquio. Em 3 de julho, será inaugurado o Escritório Experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, em Hamamatsu.

Uma grande festa popular acontecerá, em Nagóia, no dia 1º de agosto, em comemoração ao “Dia dos Brasileiros no Japão”. O governo brasileiro realizará também a Semana do Trabalhador Brasileiro no Japão, durante a qual serão organizados consulados itinerantes para orientação trabalhista em várias cidades japonesas.


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Um presidente otimista, transmitindo entusiasmo, defendendo a inclusão de cidadãos aos sistemas habitacional e financeiro. Foi assim que o presidente Lula se posicionou em discurso para uma plateia de funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF), nesta quarta-feira (14/7), num centro empresarial de Brasília. No encontro, que teve por finalidade discutir o plano da Caixa para os próximos anos, Lula alertou os executivos do banco público para que se preparem para se debruçarem na análise de pedidos de financiamentos de imóveis.

Ele lamentou o fato de o país ter ficado durante mais de duas décadas sem investimentos públicos. Segundo ele, pelo menos duas gerações se perderam e alguns profissionais – em especial engenheiros – optaram por outras atividades por ausência de emprego. O presidente explicou que a situação no país mudou e nos dias atuais a população tem mais perspectivas de vida. E essa mudança decorrer daquilo que o governo vem promovendo, como por exemplo, o programa Minha Casa, Minha Vida, que na primeira edição deve concluir com um milhão de moradias contratadas e, na segunda etapa, mais dois milhões de habitações devem passar pela aprovação da Caixa.

“Não há mais perspectivas de retrocesso porque o povo aprendeu a ter autoestima”, disse o presidente.

O presidente elogiou a virada que a Caixa deu nos últimos anos. Segundo o balanço apresentado pela presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, por exemplo, a CEF tinha, em 2003, 1,1 milhão de correntistas no programa Conta Fácil e, no primeiro semestre de 2010, já chegou a 10,1 milhões de contas. De acordo com o balanço da Caixa, em junho de 2010 o pagamento de benefícios bancários atenderam a 12,5 milhões de famílias.

“Os números colocados ali mostram não apenas que temos uma outra Caixa, mas um outro país”, afirmou o presidente.


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Presidente Lula percorre um dos trechos afetados pelas enchentes em Alagoas. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco Imagens da visita de Lula a Alagoas e Pernambuco

O governo federal liberou de imediato R$ 500 milhões para fazer frente as demandas dos estados de Alagoas e Pernambuco que passam por dificuldades em função da tragédia provocada pelas chuvas que atingiram cerca de 80 municípios naquela região. O anúncio do repasse do dinheiro foi feito pela ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que acompanha o presidente Lula em visita aos dois estados. A ministra explicou que o volume total de dinheiro chega a R$ 550 milhões, já que o governo colocou à disposição, num primeiro momento, R$ 50 milhões.

Na mesma linha de atuação, o governo informou que os cidadãos que possuem FGTS poderão sacar até o valor total em conta na Caixa Econômica Federal (CEF). O Ministério da Saúde irá transferir R$ 21 milhões para Pernambuco e R$ 26 milhões para Alagoas no sentido de recuperar os hospitais e postos de saúde. O Ministério da Educação liberou R$ 51 milhões para obras nas escolas estaduais e deve decidir na próxima semana os recursos a serem repassados para colégios municipais.

Ouça a íntegra da entrevista em Palmares (PE)

Leia aqui a íntegra da entrevista.

“Chamo de adiantamento porque ainda não sabemos o volume de recursos necessários para implementar todas as ações. Não estamos aguardando nenhum plano de trabalho. Nós estamos adiantando os recursos e os estados, posteriormente, prestarão contas”, afirmou Erenice Guerra.

A ministra informou que o presidente Lula irá assinar dentro das próximas horas Medida Provisória com a instituição de linha de financiamento de R$ 1 bilhão. O dinheiro a juro subsidiado tem por finalidade fazer frente à demanda por capital de giro, material de construção, atendimento de comércio e demais empresas de pequeno, médio e grande porte. Os recursos estarão no Banco do Nordeste (BNB), com supervisão do BNDES e Banco do Brasil.

O presidente Lula iniciou a entrevista coletiva, em Palmares (PE), explicando o motivo de sua visita aos estados afetados pelas enchentes. Segundo ele, nos casos de catástrofe, num primeiro momento deve-se atender as demandas imediatas da população prejudicada, como por exemplo, o fornecimento de alimentos, medicamentos e assistência médica. Depois, conforme sinalizou, inicia-se a etapa de recuperação daquilo que foi destruído.

“Já vi muitas fotos, filmes, mas nenhuma fotografia ou filme monstra a gravidade da situação que encontrei aqui”, disse o presidente.

Ao término da coletiva, Lula explicou que “trata-se de obrigação política humana e moral ajudar a reconstruir o que foi destruído nos dois estados”. Segundo Lula, o governo não se limitará nessa ajuda. Para o presidente, todos os recursos necessários vão ser colocados à disposição. O presidente explicou também que a Caixa Econômica Federal (CEF) fechará contratos com as prefeituras para a construção de moradias no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. O objetivo é atender as famílias que perderam suas residências. Porém, o presidente condicionou o projeto em terrenos que se situam distante das margens dos rios.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou que o momento é começar o processo de reconstrução das cidades. Campos destacou que o presidente Lula, desde os primeiros instantes de tragédia, colocou a estrutura à disposição dos dois estados. De Palmares, Lula seguiu para o estado de Alagoas onde se encontrou com o governador Teotônio Vilela. Na visita, Lula concedeu outra entrevista.


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As ações do governo para oferecer mais crédito ao cidadão ajudaram a impulsionar a economia brasileira, afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (17/6) no encerramento da 34ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada no Palácio Itamaraty em Brasília. Apesar de não aparecer muito na imprensa ou mesmo em discussões de acadêmicos, a microeconomia nacional tem demonstrado um vigor impressionante, resultado em boa parte do sucesso das políticas públicas brasileiras.

O presidente citou, por exemplo, os dados do Banco do Nordeste (BNB), que emprestou R$ 22 bilhões em 2009 – antes do governo Lula, o banco havia emprestado apenas R$ 262 milhões. Outro dado interessante, afirmou Lula, é que a taxa de inadimplência, que era de 37,5%, caiu para pouco mais de 3%. Lula citou também como exemplo a atuação do BNDES na oferta de crédito a catadores de papel. Agrupados em cooperativas, receberam R$ 220 milhões do banco.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente comentou ainda que quando foi eleito, o volume de crédito à disposição no Brasil era de aproximadamente R$ 380 bilhões e que em seu governo esse volume subiu para R$ 1,5 trilhão. Lula explicou que vem repetindo os números desta expansão para mostrar à população aquilo que realizou ao longo destes quase oito anos de governo.

Ele vibrou também com a proposta do CDES de o governo ter como prioridade a educação. Este foi um dos nove eixos do documento “Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento Brasileiro” apresentada durante a reunião. Segundo Lula, apesar de não ter passado pelos bancos escolares, encerrará o mandato como o presidente que mais atuou na oferta de cursos universitários e técnicos no país. Ainda no discurso, Lula destacou programas como Luz para Todos, Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. Ele comemorou os números apresentados pelo conselheiro Marcelo Néri que, entre outras questões, assegurou que em oito anos uma população do tamanho da França sairá da linha de pobreza no Brasil.

Antes do discurso do presidente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez uma exposição sobre o desenvolvimento da economia e a reação do mercado interno na superação da crise financeira global que atuou sobre os mais diversos mercados internacionais a partir de outubro de 2008.


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Ao anunciar mais um contrato do programa Minha Casa, Minha Vida – desta vez para a construção de 3.511 unidades habitacionais em Manaus (AM) -, o presidente Lula afirmou que o Brasil está passando por um momento de provação. “Nós estamos diante de uma coisa quase revolucionária que é testar a nossa capacidade de fazer as coisas bem-feitas neste País”, afirmou em seu discurso. As residências anunciadas para Manaus (3.072 apartamentos e 439 casas) atenderão pessoas que recebem até três salários mínimos, num investimento total de R$ 149,2 milhões.

Lula lembrou que a Caixa Econômica Federal (CEF) investiu R$ 47 bilhões em habitação em 2009 e pretende investir até R$ 55 bilhões este ano. Os números impressionam principalmente quando comparados com o que havia para se investir no setor em 2003, quando o presidente assumiu o governo: apenas R$ 5 bilhões. E esse bom momento se reflete também em outros setores, como o rodoviário. O Ministério dos Transportes só tinha R$ 1 bilhão em 2003 para investir em todo o Brasil. No início da semana, Lula esteve na região de Uberlândia (MG) e lá inaugurou e deu ordem de serviços para obras no valor quase três vezes maior: R$ 2,7 bilhões.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente fez durante seu discurso uma pequena retrospectiva da montagem do programa Minha Casa, Minha Vida, de quando chamou a então ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e pediu pra ela chamar um grupo de empresários para discutir a possibilidade de se lançar no País um grande programa habitacional.

Para minha surpresa, os empresários disseram à Dilma que só tinham condições de fazer investimentos, de fazer um programa de 200 mil casas. Eu disse: ‘diga aos empresários que 200 mil casas não é programa, é fazer o que eles já fazem hoje’. O que eu queria saber é se teríamos estrutura para mudar de patamar, para fazer um milhão de casas.

Os empresários revelaram estar preocupados com a falta de estrutura para atingir tamanha meta, e por isso o Ministério da Fazenda e a Caixa Econômica Federal (CEF) se reuniram para montar tal estrutura. Uma vez montada, chegou o momento de construir o projeto artigo por artigo, desmontando ‘armadilhas’ antigas, retirando obstáculos e garantindo o subsídio do governo. “Esse projeto de 1 milhão de casas tem certamente um forte subsídio do governo brasileiro, do Tesouro Nacional. Se não tivesse o subsídio, a gente não conseguiria fazer essa quantidade de casa”, disse.

O País foi então mapeado para se determinar a quantidade de casas para cada estado, tendo sempre em mente que era preciso “privilegiar a parte da sociedade que mais dificuldade tinha de ter acesso à casa própria”.

Lula admitiu que o programa levou tempo até engrenar, mas que agora ele está de vento em popa. Alguns estados já estão concluindo suas casas e já pensando nas obras do PAC 2. O presidente chegou a anunciar que pretende premiar os estados que melhor elaboram seus projetos e propostas. Pediu ainda mais atenção à qualidade dos empreendimentos, para dar um mínimo de dignidade às residências entregues à população.

Nos conjuntos habitacionais, tem que ter escolas suficientes para as crianças, arborização para as crianças, tem que ter saneamento básico, posto de saúde, área de lazer, se não cuidar disso, senão a gente pode criar uma favela de tijolo.


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(Primeira parte da íntegra em vídeo do discurso do presidente Lula no encontro da construção civil realizado em Maceió, Alagoas. Para ver  as outras quatro partes, clique aqui)

Os empresários e trabalhadores brasileiros precisam do Estado, e o Estado precisa dos empresários e trabalhadores para, juntos, construírem uma sociedade democrática, republicana e estável, que promova o desenvolvimento por igual em todo o País, afirmou o presidente Lula em discurso nesta quarta-feira (9/6) durante a abertura do 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em Maceió (Alagoas). O setor, disse o presidente, vive um momento mágico e tem que aproveitar essa oportunidade para mapear os avanços obtidos e o que falta fazer para que se possa aprimorar ainda mais, além de apresentar sua pauta de reivindicações para apontar novas referências para o governo fazer.

A construção civil brasileira, seja a construção civil leve, seja a construção civil pesada, vive um momento mágico neste País. Em todas as cidades, em todos os estados, na cidade pequena ou na cidade grande. E isso porque nós arrumamos a casa e o Brasil está agora colhendo os frutos daquilo que plantou. (…) E não vai poder parar mais.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula afirmou sentir pena dos governantes brasileiros antes dele, porque estavam todos “atrofiados”, sem recursos para financiar grandes obras, sem crédito para oferecer aos empresários. O último presidente que teve condições de fazer grandes investimentos em infraestrutura, por exemplo, foi Ernesto Geisel, “que conseguiu porque o dólar estava muito barato e nós tomamos dinheiro emprestado nos anos 70 para fazer uma boa política de desenvolvimento”. Mas veio o forte aumento de juros promovido pelo Banco Central americano e o Brasil ficou “sufocado durante duas décadas e meia”, afirmou o presidente, passando então a ficar dependendo da “boa vontade do FMI para fazer as coisas”.

Lula elogiou o fato do encontro estar sendo realizado num pequeno estado do Nordeste, Alagoas, que durante muitos anos foi “carimbado como estado que nasceu para não dar certo”, um estado que tinha muitas dificuldades, e que hoje vive uma realidade diferente -- como o resto do País. Isso graças ao papel que foi devolvido ao Estado brasileiro, de indutor da economia, promovendo medidas que ajudaram diversos setores, como a construção civil, que sofreu durante 20 anos com a falta de investimentos em obras dos governos federal, estaduais e municipais, lembrou o presidente.

O Brasil agora tem crédito. “Não é possível um capitalismo sem capital”, reafirmou o presidente Lula durante o encontro da construção civil em Maceió, citando a importância de programas como o Minha Casa, Minha Vida na retomada do setor e comparando o volume de recursos disponíveis no País quando chegou à Presidência aos de hoje. O Brasil tinha em 2003, R$ 380 bilhões para crédito no País inteiro -- dinheiro que o Banco do Brasil sozinho oferece hoje ao mercado. A Caixa Econômica Federal (CEF) tinha R$ 5 bilhões para financiamento da casa própria, hoje são R$ 47 bilhões -- com meta de chegar a R$ 55 bilhões este ano. O BNDES conseguia liberar no máximo R$ 38 bilhões e no ano passado chegou a emprestar R$ 139 bilhões e já projeta chegar a mais de R$ 150 bilhões em 2010. “É só disponibilizar o crédito que as coisas acontecem”, disse.

Inventou-se que o Estado tinha que ser o Estado mínimo, de que o Estado era inoperante, de que o Estado era um fracasso. Agora, quando aconteceu a maior crise econômica depois do crack de 1929, foi o Estado que conseguiu retomar a economia -- e no Brasil, foi o Estado que tomou a decisão de comprar banco.

O País aprendeu a gostar de si próprio e não quer mais voltar ao tempo de vacas magras, afirmou Lula sob aplausos dos empresários da construção civil. “Somos um País de 190 milhões de ‘caras’, são os empresários, são os trabalhadores, são os intelectuais. Nós estamos em um outro patamar”, disse ele. “Daqui pra frente, só temos como melhorar”


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