No programa Café com o Presidente desta segunda-feira (26/7), o presidente Lula abordou dois eventos que ocorreram na semana passada: a sanção do Estatuto da Igualdade Racial e a criação da Universidade Lusofonia Afro-brasileira (Unilab). Na avaliação do presidente, o estatuto “é uma lei que dá direitos, que recupera a cidadania do povo negro brasileiro”.
É importante a gente nunca esquecer que nós ficamos 380 anos praticando escravidão neste país. O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão. Acho que nós temos uma dívida enorme com o continente africano, com o povo africano. É uma dívida que a gente nunca vai poder pagar em dinheiro. A gente vai poder pagar em solidariedade, em ajuda humanitária, em ajuda ao desenvolvimento, em ajuda no conhecimento científico e tecnológico que o Brasil tem a ajudar o povo da África. Assim como o Brasil, todos aqueles que conseguiram crescer colocando em prática a política, eu diria, intolerável da escravidão.
Já a Unilab, que irá funcionar no município de Redenção (CE), terá por finalidade formar afro-brasileiros. São 10 mil vagas, sendo metade para alunos do Brasil e outra metade para estudantes oriundos de países do continente africano. O presidente Lula espera que, num segundo momento, a universidade, que no início atenderá aos alunos de países africanos de língua portuguesa, abrigue jovens e adultos de outras nações da África.
No início, a lei está aprovada para atender alunos dos países africanos de língua portuguesa. Eu acho que nós temos que ampliar para todo o continente africano, para que a gente possa atender um pouco de alunos de cada país africano, para a gente formar a capacidade intelectual: ajudar a formar engenheiros, médicos, enfermeiras. E essa universidade é para isso, é para a gente formar profissionais, é para a gente fazer uma espécie de pagamento de tributos que nós temos com o continente africano e ajudar o continente africano. É o Brasil assumindo a sua grandeza, é o Brasil assumindo a condição de um país que a vida inteira foi receptor e agora é um país doador. Nós queremos ajudar os outros a se desenvolverem. Por isso eu fiquei extremamente feliz quando o Senado aprovou a criação da Unilab.
O presidente Lula reafirmou nesta segunda-feira (19/7) no programa Café com o Presidente, a importância do Pré-sal para o futuro do Brasil e comemorou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na semana passada, que colocam o País como um dos maiores geradores de emprego no mundo hoje. “Nós colhemos aquilo que nós plantamos”, disse.
Lula destacou os dois setores da economia que vêm crescendo acima da média nacional e ajudando a gerar empregos: construção civil e de serviços, e afirmou que os dados do Caged mostram que foram acertadas as medidas tomadas pelo governo para enfrentar a crise econômica mundial, como desoneração de impostos, incentivos à produção de determinados setores. E a economia cresceu tanto que o governo teve que tomar outras medidas este ano, desta vez para conter um pouco a atividade no País.
É verdade, Luciano, e é importante a gente dizer, que nós tomamos medidas para conter um pouco o crescimento da economia porque a economia estava crescendo de forma muito forte, e quando a economia cresce muito, que a demanda fica muito forte e que as pessoas começam a comprar mais do que aquilo que a gente tem capacidade de produzir, a gente tem de volta uma coisa chamada inflação, que nós não queremos que volte, no Brasil, e nós precisamos controlar. Daí porque nós começamos a tomar medidas, já no mês de março deste ano, para conter um pouco o crescimento econômico. De qualquer forma, eu acho que nós estamos num momento bom, e nós colhemos aquilo que nós plantamos.
O presidente Lula também conversou sobre sua ida ao Espírito Santo, onde foi conferir a extração do primeiro óleo da produção do Pré-sal, no campo Baleia Franca, e reafirmou que a descoberta de jazidas de petróleo da camada pré-sal é a grande chance do Brasil dar um salto em seu desenvolvimento, aproveitando os recursos da exploração em águas profundas da costa brasileira para investir no parque industrial do País, na educação, ciência e tecnologia, saúde, meio ambiente e cultural. “Não é apenas você tirar petróleo e vender petróleo”, afirmou.
Nós queremos tirar petróleo, queremos refinar o petróleo aqui no Brasil, e queremos vender os subprodutos do petróleo, ou seja, nós queremos vender, na verdade, derivados de petróleo com alto valor agregado: gasolina de qualidade, óleo diesel de qualidade, ter uma grande indústria petroquímica no Brasil para que a gente possa ganhar muito dinheiro. Nós queremos que o dinheiro do petróleo novo, encontrado pela Petrobras, não seja jogado no ralo da economia normal, para pagar salário, para pagar custeio dos governantes. O que nós queremos é fazer investimento no futuro: investir em educação, investir em ciência e tecnologia, investir na questão da saúde, investir na questão cultural, investir na questão ambiental. Nós precisamos preparar o Brasil para que os nossos netos, os nossos bisnetos vivam uma vida muito mais digna do que aquela que nós estamos vivendo hoje.
O presidente Lula faz um balanço da viagem ao continente africano no programa de rádio “Café com o Presidente” dessa segunda-feira (12/7). A visita oficial a seis países (Cabo Verde, Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul) foi classificada como sendo a oportunidade de saldar uma dívida histórica do Brasil para com a África. O presidente explicou que a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] vem desenvolvendo estudos para melhorar a qualidade do solo da savana africana, tornando-o um terreno fértil para produção de alimentos.
O Brasil tem dívida histórica com os africanos, e nós achamos que como essa dívida não pode ser paga com dinheiro, ela é paga com solidariedade, com gestos políticos e com ajuda.
Ouça abaixo a íntegra do programa Café com o Presidente.
Lula fez o percurso pelo continente com uma delegação de empresários brasileiros. Segundo ele, em diversas oportunidades foram realizados seminários que tiveram por objetivo incrementar o comércio bilateral. O presidente explicou que as áreas de interesse passam por energia elétrica, construção civil, além da exploração de minas de minério de ferro e plantio de cana de açucar. Lula informou que ao deixar a Presidência da República pretende promover troca de experiência com os países da América Latina, Caribe e África.
Eu tenho que aproveitar o acúmulo dos acertos que nós tivemos em política social no Brasil – e que são muitos – para que a gente possa trocar experiências com os países, por exemplo, da América Central, com os países da América do Sul, com os países do Caribe e com a África. Obviamente que nós queremos é que as pessoas conheçam o que nós estamos fazendo, para adaptar, em função da realidade deles, os programas do jeito que eles entenderem que devam colocar em prática. Eu não estou a fim de levar cartilha pronta para ninguém. Eu estou a fim de dizer: olha, no Brasil nós fizemos assim e “assado” e deu certo. Então, eu penso que o acúmulo de experiências que nós vamos ter ao deixar a Presidência da República do Brasil não pode ficar apenas para nós, brasileiros, sabermos. É preciso que a gente faça com que o mundo saiba que é possível a gente construir um outro mundo.
Quem fica chorando o leite derramado não tem o hábito de ganhar – e esse não é o caso do Brasil. O que o País tem que fazer agora é levantar a cabeça e se preparar bem para conquistar o sexto título mundial na Copa do Mundo de 2014. “Eu quero estar bem vivo para participar da abertura e para participar da festa da conquista do hexacampeonato pelo Brasil em 2014″, afirmou o presidente Lula no programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira (5/7).
O presidente explicou que vai à África do Sul numa visita de chefe de Estado e também para participar do encerramento da Copa do Mundo de 2010, já que o Brasil é o anfitrião da edição seguinte da competição. Lula afirmou que estava confiante no sucesso da Seleção Brasileira nos campos sulafricanos, mas “lamentavelmente, não aconteceu”.
O presidente também falou durante o programa sobre a importância do ProUni para a integração de milhares de jovens à educação superior no País e também sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado esta semana pelo Ministério da Educação.
Os números mostram que a qualidade da educação avançou mais e avançou para melhor. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, cresceu em todas as etapas de ensino, entre 2007 e 2009. Nos anos iniciais, do ensino fundamental, o Ideb subiu para 4,6 em 2009. A nossa proposta para o período era 4,2. Portanto, nós ultrapassamos, e muito, a meta que nós mesmos tínhamos nos colocado, índice já registrado em resultado de 2007. Nos anos finais, o indicador foi para 4, superando a meta que nós tínhamos nos colocado, de 3,7 para o ano. Já o ensino médio obteve um índice de 3,6. Olha, eu acho, Luciano, que o que está acontecendo no Brasil é o seguinte: quando o governo age com seriedade, quando o governo acredita que em pouco tempo a gente pode avançar muito, e os passos que nós demos são extremamente importantes… eu posso garantir que a educação no Brasil está melhorando de forma extraordinária.
Ouça a íntegra do Café com o Presidente desta semana:
(Trecho em vídeo do programa Café com o Presidente. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)
Estarrecido com o que viu em Pernambuco e Alagoas depois das enchentes que arrasaram várias cidades, o presidente Lula fez questão de tomar medidas mais rápidas do que aquelas previstas pela legislação (decretação de calamidade pública) para ajudar no processo de reconstrução e minorar os problemas enfrentados pelas populações. O presidente explicou em seu programa Café com o Presidente desta segunda-feira (28/6) que a situação na região atingida pelas fortes chuvas exigia medidas de exceção e urgentes.
Ficamos estarrecidos com a gravidade do problema, com a quantidade de água que caiu num único dia. A maior enchente da história, que envolveu mais de 30 cidades, e que agora nós estamos num processo de reconstrução. Eu fiz questão de visitar a região e de levar vários ministros, para que a gente veja in loco a situação em que as pessoas estão vivendo e para que a gente tome medidas mais rápidas do que aquelas que a própria legislação permite que a gente tenha que tomar.
O presidente afirmou que se o governo fosse cumprir o ritual de decretação de calamidade, para dar recursos para as cidades, o processo iria demorar meses. Por isso foi tomada a decisão de dar R$ 275 milhões para cada governador, depositando a quantida na conta dos estados de Alagoas e Pernambuco.
Depois é que nós vamos contabilizar isso e vamos querer documentação para provar onde esse dinheiro foi gasto, porque não é possível que a gente fique perdido na burocracia, enquanto milhares de pessoas estão perdidas, sem casa, sem endereço, cidade sem igreja, cidade sem prefeitura, cidade sem cartório.
O presidente Lula também falou no programa sobre a divulgação pelo IBGE de pesquisa sobre orçamentos das famílias brasileiras. “A vida do povo brasileiro está melhorando”, afirmou.
Isso, para mim, é motivo de orgulho: saber que o povo está comendo mais e está comendo melhor. Eu acho que isso é a compensação das políticas públicas que o governo tem feito, sobretudo na área de inclusão social, na área de distribuição de renda, na área de transferência de renda. Eu acho que está valendo a pena a gente dizer ao mundo que a gente tem que distribuir para a economia crescer, e não esperar a economia crescer para distribuir.
Ou seja, quando você dá um pouco de dinheiro às pessoas mais pobres elas não compram dólares, elas não aplicam na Bolsa; elas vão ao supermercado comprar comida, comprar roupa, comprar as coisas que elas precisam para sobreviver. E é isso que me deixa muito feliz: saber que o nosso povo está melhorando a sua condição de vida.
O programa Café com o Presidente desta segunda-feira (21/6) teve como um dos assuntos a mobilização do governo federal para ajudar os estados nordestinos castigados pelas chuvas. O presidente Lula informou que, no sábado (19/6), os ministros Márcio Fortes (Cidades), Paulo Sérgio Passos (Transportes) e João Santana (Integração Nacional) estiveram em Pernambuco e Alagoas para avaliarem os estragos. Lula disse que conversou, no fim de semana, com os governadores Eduardo Campos (PE) e Teotônio Vilela (AL) e deve recebê-los em audiência hoje para definir detalhes da Medida Provisória (MP) que será editada como forma de liberação de recursos para os estados.
“A chuva foi muito pesada, tem muita gente desabrigada, tanto em Pernambuco quanto em Alagoas. Em Alagoas, ainda ontem o governador me avisou que tem mil pessoas desaparecidas, ou seja, que não têm paradeiro. Tem muitas cidades em que a água está cobrindo os telhados das casas.”
O primeiro tema do programa foi a inauguração, na última sexta-feira (18/6), da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio, empreendimento do ThyssenKrupp e Vale. Lula disse que há 20 anos não se construía um alto-forno no Brasil. Ele informou que amanhã (22/6), estará em Marabá (PA), para cerimônia de início da terraplanagem de uma siderúrgica.
Lula analisou também o desempenho da seleção brasileiro na Copa do Mundo 2010, na África do Sul. Segundo ele, o time teve controle do jogo contra Costa do Marfim, marcou os gols necessários e Luís Fabiano desencantou com um gol belíssimo. O presidente lamentou a expulsão do Kaká e classificou os resultados das duas partidas [Coreia do Norte e Costa do Marfim] como sendo satisfatórios.
“Se o Brasil continuar assim, fique certo de que o Brasil terá um lugar garantido na final.”
A atenção dedicada pelo presidente Lula ao Nordeste na semana passada, com agendas em Fortaleza, Natal, Maceió, Aracaju e Salvador, foi tema do programa Café com o Presidente desta segunda-feira (14/6). Segundo o presidente, o desenvolvimento da região deve-se principalmente ao crédito oferecido aos mais pobres. “Qual é o significado do milagre? É que o povo mais pobre, o pequeno produto, está tendo acesso a um crédito que até então lhe era negado”, afirmou. Lula fez referência ao microcrédito rural Agroamigo, programa de ajuda ao pequeno produtor do Banco do Nordeste Brasileiro (BNB), que tem um dos menores índices de inadimplência do País – apenas 3%. Para o presidente Lula, isso é “uma demonstração de que vale aquela máxima que dizia que o pobre é bom pagador porque ele tem como patrimônio maior o seu nome e a sua cara”.
Com relação à Fortaleza, onde participou da aula inaugural do programa ProJovem Urbano, Lula destacou o fato de 60% dos 153 mil jovens integrantes este ano serem mulheres -- das quais 60% são mães.
Eu fiquei emocionado, porque eu nunca vi tanto brilho de esperança como eu vi nos olhos daquelas mulheres e daqueles jovens que estavam lá. Estavam os jovens de, praticamente, todo o estado do Ceará. É um programa muito exitoso e nós, certamente, haveremos de ver o Brasil colocando mais dinheiro, nos próximos anos, para que a gente possa recuperar esses jovens para o mercado de trabalho, para a escola e, ao mesmo tempo, transformar esses jovens em cidadãos brasileiros de primeira classe.
Em Alagoas e Sergipe, o presidente participou também da cerimônia de assinatura de ordens de serviço de duplicação da BR-101, que estará completa, este ano, na Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
Essa estrada vai ser importante porque os turistas, sejam brasileiros, sejam estrangeiros, vão poder andar todo o Nordeste brasileiro por uma estrada duplicada – uma parte dela, que é a que estamos fazendo, de concreto – para ninguém botar defeito. É uma estrada de primeiríssima qualidade e eu acho que ela vai simbolizar muito o desenvolvimento do Nordeste, carregando os produtos produzidos no Nordeste, mas, sobretudo, carregando o turista para ver a alegria do povo brasileiro e ver as mais belas praias do mundo.
Com muitas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda para inaugurar, o presidente Lula terá uma semana intensa pela frente, com agenda em Fortaleza, Natal, Maceió, Aracaju e Salvador. Segundo ele mesmo informou no programa Café com o Presidente desta segunda-feira (7/6), “tenho consciência de que até o final do governo vai aumentar a exigência de viagens”.
Elogiando a apresentação do 10º balanço do PAC, realizad quarta-feira passada (2/6) em Brasília, Lula afirmou que vai acelerar o ritmo para entregar o máximo de obras possível:
Eu vou ter muita coisa para fazer, e eu quero fazer, não vou parar de fazer… Daqui a pouco nós estaremos viajando sábado e domingo também, porque eu quero entregar o máximo possível de obras que eu puder entregar até o dia 31 de dezembro.
Lula lembrou da inauguração, semana passada, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas na Cidade de Deus (Rio de Janeiro) e disse que o Estado está cada vez mais próximo do cidadão, “em uma relação entre os três entes federados -- governo do estado, federal e município -- fazendo políticas nos bairros mais pobres”.
Quando nós entramos com políticas públicas, a gente prova que é possível fazer as coisas. Então, nós estamos fazendo isso em quase todos os bairros periféricos do Brasil, sobretudo na região metropolitana. Você combina uma ação – levar saúde, levar educação, levar cultura, levar biblioteca, levar possibilidade de emprego, formação profissional –, aí as pessoas sentem que o Estado está lá dentro e as pessoas começam a acreditar que a esperança finalmente chegou a uma concretização na sua vida. Por isso a minha enorme alegria de ter ido à Cidade de Deus inaugurar essa UPA.
O presidente falou ainda sobre o programa Próximo Passo, que atende beneficiários do Bolsa Família. Lula esteve na formatura de uma turma em construção civil, em São Paulo, e se disse muito orgulhoso dos resultados obtidos até aqui.
Nós estamos criando uma porta de saída, na verdade, formando as pessoas do Bolsa Família e arrumando emprego para elas, porque qual é a ideia? A ideia é que as obras do PAC, os programas Minha Casa, Minha Vida permitam que as empresas que participam desse programa, junto com o governo, participem da formação profissional dessa gente, e depois a gente mesmo contrate.
Tendo em mente a necessidade de construir uma cultura de paz entre as nações, estreitando as relações e apostando no diálogo entre os povos, foi realizada no Brasil na semana passada o 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, que reuniu no Rio de Janeiro representantes de mais de 100 países e 14 chefes de Estado. O evento é uma resposta “aqueles países que pretenderam, um dia, dividir o mundo a partir de um suposto choque de civilizações”, afirmou o presidente Lula no programa Café com o Presidente desta segunda-feira (31/5).
É preciso que a gente tenha em mente a necessidade de construir uma cultura de paz entre as nações, estreitar as relações, apostando na continuidade do diálogo entre os diversos povos. O Brasil hoje tem competência, pela nossa própria história, história de tolerância, história de igualdade de oportunidades, e nós sabemos que todos precisam ter essas oportunidades, e são peças fundamentais para um ambiente de paz. O Brasil aposta no entendimento, e somente o diálogo é que vai fazer com que a gente cale o barulho das armas.
Lula falou ainda em seu programa de rádio sobre a participação da Seleção Brasileira na Copa da África do Sul:
Dedicarei meu tempinho na hora do jogo para poder assistir e torcer pelo Brasil, e esperar que a gente possa ganhar mais uma vez. Eu só posso desejar aos jogadores toda a sorte do mundo, que aqui tem muita gente torcendo por eles, muita gente.
(Trecho em vídeo do programa Café com o Presidente, em que Lula comemora os números de abril do Caged, que revelam a criação de 305 mil novos empregos no período. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)
A negociação de um acordo de segurança nuclear com o Irã, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que revelam que o Brasil criou quase 1 milhão de empregos até 30 de abril deste ano, e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas foram os temas abordados pelo presidente Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente, veiculado nesta segunda-feira (24/5) pela rádio Nacional.
Lula frisou que o Brasil não foi negociar um acordo nuclear com o Irã, mas sim tentar convencer o país asiático a aceitar uma proposta feita pela Turquia e pelo Brasil para sentar à mesa de negociações. “E isso nós conseguimos”, afirmou o presidente, lembrando que o Irã entregará hoje à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uma carta explicando os termos da negociação feita.
A ONU queria fazer sanções exatamente porque o Irã não queria sentar para negociar. Então, o Irã vai sentar para negociar. Aliás, é extremamente importante porque exatamente hoje será entregue, em Viena, para o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a carta que o presidente do Irã se comprometeu a entregar. Então, tudo aquilo que foi acordado conosco está começando a ser cumprido agora. Depois da carta, vem as conversas com a Agência, vem o depósito do urânio na Turquia, e depois, aí, o prazo para que o Irã receba, já, o urânio enriquecido. Então, se isso acontecer, é o cumprimento da primeira parte do nosso acordo, e isso está tudo escrito lá. Obviamente que esse plano é a abertura para começar as negociações. Então, eu penso que foi dado um passo importante. Acho que nós precisamos falar mais em paz do que em desavenças, mais em paz do que em guerras. O dia em que nós, dirigentes políticos, compreendermos que existe 1 milhão de razões para a gente falar de paz e não existe nenhuma razão para a gente falar de guerra, a gente vai construir a paz.
Ouça aqui a íntegra do programa:
O presidente Lula comemorou também os dados divulgados pelo Caged, que mostram que o Brasil criou 962 mil novos empregos no País até o dia 30 de abril. Foram 305 mil novos postos de trabalho somente em abril. O País deve fechar o ano de 2010 com 2 milhões de empregos criados, afirmou Lula.
Se o Brasil continuar assim, eu penso que nós daremos um salto de qualidade extraordinária para ser um dos países do mundo com o menor índice de desemprego. Todo mundo perdeu muito, muito posto de trabalho durante a crise, e nós, graças a Deus, aumentamos os postos de trabalho. Por isso eu estou feliz e vamos continuar trabalhando para a economia continuar crescendo, a inflação controlada, porque o Brasil não vai jogar fora as oportunidades do século XXI.
Outro assunto do programa Café com o Presidente desta segunda-feira foi a parceria firmada entre o governo federal e os governos estaduais e as prefeituras para o combate ao crack. Segundo Lula, a idéia é formar especialistas para aprender a lidar com o crack e encontrar soluções para o problema, com recursos da ordem de R$ 410 milhões. Mais do que simplesmente reprimir a venda e o consumo da droga, o plano tem como foco o tratamento dos usuários.
O plano vai envolver treinamento de profissionais na rede pública de saúde e assistência social para atender, sobretudo os usuários e a família. Por isso que é importante trabalhar toda a rede pública municipal, estadual e federal, todas as polícias, para que a gente possa reprimir, mas, ao mesmo tempo, você ter como objetivo principal o tratamento de usuários. Além disso, vamos trabalhar com a reinserção social e ocupacional. Então, é um compromisso novo do governo, que nós vamos trabalhar com muita força para que isso dê certo.
Todo o conteúdo desse blog é originalmente do Blog do Planalto e está licenciado sob a CC-by-sa-2.5, exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.