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Norman Foster (de bege, ao centro), sua esposa, Elena Ochoa, e Ana Lúcia Niemeyer visitam o Palácio do Planalto. Foto: SIP/PR

O renomado arquiteto britânico Norman Foster visitou, nesse domingo (22/5), os Palácios do Planalto e da Alvorada, a convite de Anna Maria, filha de Oscar Niemeyer. O objetivo foi conhecer pessoalmente as obras do arquiteto brasileiro, declarado por Foster como “fonte de inspiração”. O Blog do Planalto acompanhou a visita.

Após conhecer o Salão Nobre e fazer uma rápida parada no Parlatório do Palácio do Planalto, Norman Foster seguiu para o Palácio da Alvorada. Visivelmente emocionado após visitar a capela, Foster declarou-se maravilhado com a obra de Niemeyer. O arquiteto inglês definiu Brasília como coreografada, uma cidade em absoluto equilíbrio, com arquitetura eternamente jovem.

“O Palácio da Alvorada é a essência do bom gosto. Nunca vi nada tão sofisticado”, disse Foster.

A esposa de Norman Foster e integrante da comitiva, Elena Ochoa, afirmou que o Palácio da Alvorada era o lugar mais bonito que já conheceu. “Estou muito emocionada, com vontade de chorar”, continuou. “Pensei que já tivesse visto os lugares mais bonitos do mundo, mas na verdade o Palácio da Alvorada é este lugar.”

Anna Maria Niemeyer contou que a ideia de convidar Norman Foster para conhecer Brasília surgiu de conversas onde o arquiteto britânico declarava a influência das linhas curvas de Oscar Niemeyer em suas obras. Segundo Anna, ao chegar à Esplanada dos Ministérios, Foster externou o desejo de voltar à capital federal com mais tempo para conhecer melhor a arquitetura da cidade.

Antes do Palácio do Planalto, o grupo conheceu a Catedral Metropolitana, os ministérios, o Congresso Nacional, os Palácios Itamaraty e da Justiça, a sede do Supremo Tribunal Federal e a Praça dos Três Poderes.

Biografia – Norman Foster nasceu na região de Stockport, Inglaterra, em uma família de origem humilde, e formou-se em arquitetura em 1961, pela Manchester University. Em 1997, foi condecorado com a Ordem do Mérito britânica e, em 1999, elevado à condição de Barão, sendo conhecido atualmente como Barão Foster do Tâmisa.

Foi premiado duas vezes com o Prêmio Stirling, sendo a primeira vez pelo Museu Imperial de Duxford em 1998 e, a segunda, pelo 30 St Mary Axe em 2004. Em 2009 recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias.

Discípulo de James Stirling e bandeira do pós-modernismo na arquitetura, Foster é um dos arquitetos mais prestigiados e influentes da atualidade. As obras dele se caracterizam pela utilização de soluções tecnologicamente inovadoras, evidenciadas por sistemas construtivos semelhantes aos adotados na indústria pesada, e com preocupação com o meio ambiente.

Os traços de Norman Foster são ainda conhecidos pelas estruturas metálicas como solução sustentável e pelo emprego de superfícies curvas, com a diversificação de materiais e desenho e planejamento urbanístico.


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Em discurso, presidenta Dilma Rousseff disse que governo procurará atender reivindicações do MAB. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Para uma plateia de 450 mulheres que integram o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a presidenta Dilma Rousseff assegurou ser “contra aqueles que acham que o governo deva ficar surdo às reivindicações” dos movimentos sociais. Na oportunidade, a presidenta Dilma recebeu uma carta com os pleitos estabelecidos a partir de reunião que aconteceu em Brasília (DF). Em resposta, a presidenta afirmou que colocará o seu ministério à disposição para atender as demandas.

“Escutarei todos e farei tudo que for possível para atender 100% das reivindicações. Iremos nos empenhar para encarar as grandes demandas que emergem deste movimento”, disse.

Sob organização do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a presidenta Dilma arrumou espaço na agenda para o encontro com as representantes do MAB que participaram do I Encontro de Mulheres Atingidas por Barragens em Luta por Direitos e pela Construção de um Projeto Energético Popular. A reunião contou com a participação dos ministros Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza), além de Márcia Camargo, que representou o Ministério de Minas e Energia.

Acomodadas no Salão Nobre, as mulheres integrantes do MAB aguardaram alguns minutos pelo início da cerimônia. O ministro Gilberto Carvalho abriu a série de discursos informando que o movimento está comemorando 20 anos de existência e, por este motivo, o empenho para que o grupo fosse recebido pela presidenta Dilma. Carvalho contou que a proposta é manter reunião com lideranças deste movimento a cada dois meses.

Em seguida, Soniamara Maranho, que integra a coordenação nacional do MAB, fez a leitura da carta contendo a pauta do movimento. Depois, Maranho convidou Dilma da Silva, outra representante do MAB, para entregar o documento oficial estabelecido na reunião de Brasília. Para fechar o evento, a presidenta Dilma fez um pronunciamento onde destacou a importância das mulheres por estarem participando deste movimento e enfatizou que o maior compromisso do governo “é a superação da pobreza em nosso país”.


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Um fato inédito: populares subiram a rampa do Palácio do Planalto para homenagear o ex-vice-presidente José Alencar. Foto: Rafael Alencar/PR

Selo da série especial José Alencar
As floriculturas da capital federal tiveram um dia atípico. Na esteira das homenagens ao ex-vice-presidente José Alencar, morto em São Paulo, motoristas e motoqueiros se mobilizaram para arranjar flores suficientes para atender à demanda. Até o momento, o Salão Nobre do Palácio do Planalto, onde ocorre o velório, recebeu cerca de 150 coroas de flores. O Blog do Planalto conversou há pouco com dois funcionários de uma das empresas que vem atendendo aos pedidos. João Paulo Cordeiro de Sousa e Marcelo Monte Gomes afirmaram que nunca houve tanta procura por flores.

“Acredito que aqui neste salão tem 150 coroas de flores. Já entregamos aqui 15 delas e temos mais outras três sendo montadas”, disse João de Sousa.

“Tivemos de nos mobilizar na procura por flores de outras localidades”, explicou Marcelo.

Em 50 anos, esta foi a segunda ocasião em que o Palácio do Planalto foi aberto para velório. No ano de 1985, aconteceu o funeral do ex-presidente Tancredo Neves. Desta forma, a visitação do público permitiu um fato raro: que populares pudessem subir a rampa, fato permitido apenas aos presidentes da República e autoridades em visita oficial ao Brasil, como ocorreu neste mês com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O Blog do Planalto traz o segundo vídeo com a movimentação de populares que vieram se despedir de José Alencar e dos repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que acompanham as homenagens ao ex-vice-presidente no Palácio do Planalto.

Floriculturas de Brasília se desdobraram para atender aos pedidos por coroas de flores. Foto: Rafael Alencar/PR


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Presidenta Dilma Rousseff desembarca na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, para visita oficial a Portugal. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff desembarcou na manhã desta terça-feira (29/3), em Lisboa, para visita oficial de dois dias a Portugal. Às 10h (6h pelo fuso de Brasília), o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) fez pouso na Base Aérea de Figo Maduro.

Em seguida, a presidenta Dilma e demais integrantes de sua comitiva seguiram em comboio para Coimbra. Lá estão previstas atividades no início da tarde, como a visita à Universidade de Coimbra.

Às 16h30 (12h30 hora oficial de Brasília), a presidenta visita o Museu Nacional Machado de Castro, concluindo assim, de acordo com agenda oficial, os primeiros compromissos em solo português.

Bandeira de Portugal Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem a Portugal.

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Obama no Brasil

Nove câmeras posicionadas estrategicamente no prédio do Palácio do Planalto. Outros seis equipamentos no Itamaraty. Mais quatro no Centro de Convenções Brasil 21. Este é o núcleo principal da transmissão ao vivo da visita oficial do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, amanhã (19/3), em Brasília. Sob comando do diretor de Suporte e Operações da EBC -- Empresa Brasil de Comunicação -, Roberto Gontijo, 45 profissionais vão produzir em detalhes as cerca de dez horas de permanência do líder americano em solo candango.

“O mundo estará de olho na nossa cobertura. Aqui no Brasil, estaremos mandando imagens para pelo menos 10 redes de televisão. O sinal internacional será distribuído pela Embratel para os Estados Unidos e o mundo. Além disso, atenderemos agências de notícias. Já temos solicitação inclusive da Al Jazeera”, antecipou Gontijo.

E todos os detalhes são feitos com esmero. O Blog do Planalto acompanhou, nesta sexta-feira (18/3), os preparativos dos técnicos na montagem do ambiente onde a presidenta Dilma Rousseff receberá Barack Obama. No terceiro piso do Planalto, próximo aos elevadores, montou-se uma central de controle das câmeras. De lá as imagens captada pelas câmeras vão ser selecionadas e envidas por satélites.

Além da televisão, há cobertura multimídia. O Blog do Planalto terá os eventos ao vivo numa configuração do stream da NBRTV -- a TV do governo federal. Abaixo do quadro da imagem, outros blogueiros poderão copiar o link e reproduzi-los nas respectivas páginas à rede mundial de computadores. Isso permitirá a multiplicação desta audiência. Após cada cerimônia, a entrada ao vivo será substituída por um VT.

Experiente nestas coberturas, Gontijo revelou ao Blog que a visita do presidente Obama só perde em expectativa da mídia para a posse do presidente Lula em 2003 e da presidenta Dilma Rousseff. Ele disse que as emissoras de TV dos Estados Unidos montaram um pool. Os equipamentos foram instalados num hotel na capital federal. As imagens chegarão até lá por cabo de fibra óptica e, em seguida, serão encaminhadas para o território americano.

No exterior, as emissoras receberão áudio com tradução em inglês para o caso da presidenta Dilma Rousseff, que fará todos os pronunciamentos previstos em português. O objetivo é o maior aproveitamento do material gerado pela equipe brasileira.

O vídeo acima mostra imagens dos preparativos da transmissão no Palácio do Planalto


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O presidente respondeQuando era garoto e vivia em Santos, nos anos 50, Luiz Inácio da Silva tinha o sonho de ser motorista de caminhão. “Acabou dirigindo o Brasil, um enorme caminhão carregado de abacaxis que ele vem descascando com jeito e felicidade. É isso mesmo, presidente?” perguntou o professor Jacinto Guerra, de Brasília (DF), em uma das questões publicadas na coluna O Presidente Responde desta terça-feira (27/12). O presidente Lula gostou da comparação, “porque o abacaxi é uma das frutas mais saborosas que eu conheço”. O Brasil, disse Lula, realmente é um caminhão carregado de coisas muito boas, positivas, “cercadas de outras negativas”.

“Felizmente, nós estamos conseguindo iniciar o processo de retirada das cascas e dos espinhos, ou seja, de começar a eliminar as desigualdades sociais e regionais, de acabar com o complexo de vira-latas, de retirar da situação de pobreza dezenas de milhões de pessoas. Estamos impulsionando o que é bom, que é o crescimento econômico e a geração de empregos, e eliminando o que é ruim, que é a exclusão de milhões de pessoas dos benefícios do progresso. E meu governo conseguiu avançar porque contou com o apoio, paciência e aprovação do povo brasileiro. E contei com as críticas construtivas também. Isso foi muito importante. Por isso, quero agradecer a todo brasileiro e, em especial, a leitores como você, Jacinto, que me acompanharam neste espaço semanalmente.”

O presidente lembrou que respondeu a 234 perguntas feitas por leitores de jornais de todo o País e publicadas em 78 colunas O Presidente Responde. “Foram muitos os abacaxis e só posso agradecer a cada um de vocês”, disse ele.

A pergunta do administrador Rafael Soares, de Cuiabá (MT) foi sobre a expectativa que muitos brasileiros têm em relação ao governo da presidente eleita Dilma Rousseff, que toma posse no próximo sábado (1/1). “O senhor disse que o Brasil iria se surpreender com o governo da Dilma Rousseff. Em que sentido serão as surpresas?”, quis saber o leitor. Lula respondeu lembrando que Dilma tem grande capacidade de comandar, produzir, fazer as coisas andarem e acontecerem.

O presidente lembrou ainda que a presidente eleita já demonstrou sua capacidade nos últimos oito anos, quando foi ministra de Minas e Energia e também da Casa Civil, e também durante a campanha eleitoral, em que se saiu vitoriosa:

“Era um campo absolutamente novo, pelo qual ela nunca tinha passado e, no entanto, superou concorrentes de grande experiência, que tinham se dedicado a fazer política durante toda a vida. Ela tem uma grande capacidade de aprender e de se adaptar a situações novas e extraordinárias. Sua fibra é impressionante. Ainda jovem, enquanto muita gente se recolhia ou se dobrava, ela teve a coragem de colocar a vida em risco e enfrentar a ditadura e as torturas. Mais recentemente enfrentou e venceu um inimigo ainda mais perigoso e traiçoeiro, o câncer. Nós temos, felizmente, à frente dos destinos do nosso país uma pessoa preparada para vencer os mais diferentes desafios. Inclusive o principal, que é fazer mais e melhor do que foi feito nestes últimos oito anos.”

Já o autônomo Valdivino de Almeida, de Goiânia (GO), perguntou se Lula deixará de fazer política ao deixar a Presidência da República. “Não, essa hipótese de abandonar a polítiac não existe”, afirmou o presidente. “Deixar de fazer política, para mim, seria o mesmo que deixar de me alimentar ou respirar.” Se o fizesse, afirmou, seria como “jogar pela janela” a experiência acumulada de um governo de sucesso. O presidente afirmou que pretende levar o caso brasileiro para países pobres da América Latina e África, por ser um modelo que combina crescimento econômico com políticas de transferência de renda.

“Sinto-me com bastante energia para continuar atuando no sentido de contribuir para a construção de nações prósperas, com povos que vivam em liberdade e com justiça social. Pretendo também atuar dentro do meu partido e em aliança com vários outros para viabilizar as reformas Política e Tributária. Essas são questões urgentes e mais afetas aos partidos e ao Congresso do que ao governo federal. Pretendo ainda viajar por esse país, repetindo, de certa maneira, as caravanas da cidadania realizadas entre 1991 e 1994, quando percorri 91 mil quilômetros de Brasil. Quero verificar o que nós construímos nestes oito anos de mandato, divulgar o que é pouco divulgado, mostrar esse novo Brasil pujante, de gente que passou a se alimentar, que foi integrada à cidadania, esse Brasil que acredita no amanhã.”


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O sucesso brasileiro no setor de ciência e tecnologia se deve mais ao trabalho conjunto do governo, comunidade científica e empresários no planejamento, monitoramento e execução de projetos do que à disponibilização de recursos. Segundo afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira (27/12) durante última reunião do ano do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília (DF), o dinheiro sempre houve, o problema era a falta de decisão política em liberá-lo e a falta de projetos. “O problema não era a falta de recursos, mas a falta de preparao para aplicar os recursos que eram disponibilizados”, disse.

A receita do milagre foi organizar, coordenar e monitorar o sistema, e estabelecer metas, como bem lembrou Eduardo Moacyr Krieger, presidente do Incor, que discursou um pouco antes do presidente Lula. “Isso revela a visão de3 estadista de nosso presidente, de querer realmente resultados”, afirmou. Já Eugênio Gustavo Staub, representante dos empresários no Conselho, disse que toda desconfiança que os empresários tinham em relação ao governo Lula se desfizeram rapidamente, graças às ações e providências tomadas nos últimos oito anos. “Hoje ele [o governo Lula] termina consagrado em todos os setores. Há reconhecimento generalizado no meio empresarial da competência do governo.”

O presidente Lula aproveitou o evento, que serviu também para marcar a inauguração da nova sede do CNPq em Brasília (DF), para prestar uma homenagem aos ministros de Ciência e Tecnologia que teve ao longo de seus dois mandatos – Roberto Amaral, Eduardo Campos e Sérgio Rezende – que tiveram a competência necessária para tocar o setor. Elogiou ainda a integração governo-comunidade científica, que gerou bons frutos ao País.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Agora é preciso convencer aos imediatistas, disse Lula, que investir em pesquisa nem sempre gera resultados no dia seguinte. E é preciso entender que muitas vezes se faz muito investimento apenas para descobrir “que não vai dar em nada, que não deu certo”. O papel do governo nesse caso é apenas criar as condições para que as políticas públicas “possam fluir com sensatez”.

“Se a gente olhar para frente, a gente vai ver que tem um caminho enorme a ser percorrido e é isso que nos motiva a viver. É conquistar novos caminhos. E se a gente olhar para trás, a gente percebe que caminhamos bastante. Nós aprendemos a fazer, nós queremos fazer e o Brasil precisa fazer.”

Presidido pelo presidente Lula, o Conselho de Ciência e Tecnologia propõe a política nacional no setor como fonte e parte integrante da política de desenvolvimento do País. Propõe também planos, metas e prioridades de governo para o setor e faz avaliações sobre a execução da política nacional de ciência e tecnologia. Cabe também ao Conselho opinar sobre propostas ou programas que possam causar impactos à política nacional de desenvolvimento científico e tecnológico, bem como sobre atos normativos que visem regulamentá-la.


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Ferrovias
Viajar de trem pelo País é o sonho de muitos brasileiros e está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Projetos como o Trem de Alta Velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo e investimentos em ferrovias com a Norte-Sul podem ajudar o Brasil a ter uma malha ferroviária respeitável nos próximos anos. A região Centro-Oeste, por exemplo, poderá ganhar um ramal de passageiros ligando as capitais Brasília (DF) e Goiânia, em trecho que seria ligado à ferrovia Norte-Sul. Estudos nesse sentido já estão em andamento pela Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias no País, afirmou Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na terceira parte da entrevista exclusiva concedida ao Blog do Planalto. Confira as partes anteriores da entrevista clicando no selinho deste post.

Bernardo Figueiredo explicou que a conclusão da Norte-Sul abre espaço também para o transporte de passageiros por trens. Segundo ele, a malha férrea representa 80% do investimento e as composições, 20%. Deste forma, com as linhas disponíveis, basta apenas que grupos econômicos entrem no empreendimento. O objetivo é promover a interligação de Brasília com a Norte-Sul e, por sua vez, permitir um ramal ligando a capital federal ao Rio de Janeiro. “É um eixo muito denso e com uma demanda muito forte. Será possível conectar Brasília à Norte-Sul com um custo baixo”, explicou, lembrando que o modelo de transporte ferroviário no Brasil existe desde o século 19, mas nunca foi posto em prática pelos governantes. Foi resgatado por decisão política do governo Lula.

Na conversa, o diretor-geral da ANTT conta também que a agência reguladora apresentou ao governo federal proposta de adiamento do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) para abril de 2011 por achar que existem outros grupos que podem entrar na disputa, tornando o processo ainda mais competitivo. Figueiredo explicou ainda que a decisão não vai atrasar as obras do ‘trem-bala’ e que a agência reguladora pretende equacionar questões referentes à licença ambiental nos próximos cinco meses. Segundo o executivo, o trem-bala deverá entrar em operação em 2016, quando ocorrerá os Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro. Para Figueiredo, o trem-bala será um divisor de águas no setor ferroviário de passageiros do País. Com o empreendimento, os aeroportos internacionais do Rio (Galeão), São Paulo (Guarulhos-Cumbica) e Campinas (Viracopos) ficarão mais atraentes e terão melhor aproveitamento. O de Campinas, por exemplo, poderá receber voos internacionais com os passageiros se deslocando para São Paulo e Rio de Janeiro por meio do ‘trem-bala’.

Na próxima quarta-feira (22/12), a última parte da série especial sobre ferrovias abordará a herança que a presidente Dilma Rousseff vai receber a partir do dia 1 de janeiro de 2011.


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O governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, precisa montar uma ‘seleção’ para governar Brasília, com uma equipe que tenha disposição para enfrentar problemas – que são muitos hoje na cidade, afirmou o presidente Lula ao receber, nesta quarta-feira (8/12) o título “Parceiro de Fibra” da Federação das Indústrias do Distrito Federal, no Palácio do Planalto. Segundo Lula, Brasília precisa recuperar a autoestima do seu povo, que vem sofrendo com os desmandos das últimas administrações.

Afinal de contas, Brasília no último ano teve três governadores, é muito estrago político para uma cidade que precisa urgentemente manter o cuidado com o Plano Piloto, cuidar das cidades satélites e cuidar do entorno, que está virando um problema gravíssimo de crescimento do empobrecimento e da falta de investimentos.

O presidente lembrou a Agnelo que a arte da política não permite erros e que o mandato é relativamente curto. “Tem que trabalhar muito rápido e levar gente muito boa, porque você pode ser um divisor (de águas) aqui em Brasília”, afirmou. Para ajudar na tarefa, Lula pediu ajuda aos empresários da cidade – “sobretudo nesse começo” – e disse que o governador eleito terá todo apoio do governo Dilma, que assume em janeiro. “A companheira Dilma tem a dimensão de que Brasília é muito importante”, disse ele. O presidente lembrou que há muitos investimentos já previstos e contratos já assinados de obras importantes, mas que tudo está parado há praticamente um ano devido à crise política que ocorreu na cidade. Pediu ainda que Agnelo agendasse reunião com Miriam Belchior, coordenadora do PAC e futura ministra do Planejamento, para começar agilizar a retomada dos projetos em Brasília.

Em seu breve discurso, o presidente Lula lembrou aos empresários que o horizonte que prevê para o País para os próximos quatro anos com o governo Dilma e o governo Agnelo em Brasília é de muito progresso, desenvolvimento e investimentos. Lembrou que o Brasil ainda tem metade das obras do PAC 1 para serem tocadas – incluindo aí as da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, de hidrelétricas, ferrovias e do setor petrolífero – e que já conta também com o PAC 2. Além disso, afirmou, os estados e cidades brasileiras recuperaram parte de sua capacidade de endividamento, reconquistando assim sua capacidade de investimento.

Eu não consigo olhar ao meu redor e ver qualquer problema que possa impedir o crescimento do nosso País. (…) Nós temos compromisso com a estabilidade econômica, nós temos compromisso com uma política fiscal séria e responsável, e portanto nós temos compromisso com a continuidade do crescimento da economia deste País.

Ouça aqui o discurso do presidente:


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