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O tenente Mangiavacchi comandará a apresentação da Guarda Presidencial no desfile de 7 de Setembro. Foto: Thiago Melo

Especial 7 de SetembroCentenas de curiosos param todos os dias diante dos palácios do governo para observar a guarda militar. O que muitos não sabem é que a guarda, sob responsabilidade dos Dragões da Independência e da Guarda Presidencial, representa tradições seculares, vindas da época da Família Real e do Brasil imperial.

Os trajes dos Dragões da Independência e da Guarda Presidencial foram desenhados por Jean-Baptiste Debret e D. Pedro I, respectivamente, e foram inspirados em uniformes de guardas de outros países como a França. Cabe às tropas, desde então, a guarda do presidente da República e o cerimonial militar.

Seja mantendo as tradições ou despertando curiosidade aos que desconhecem a história, a Guarda Presidencial e a os Dragões da Independência são pontos altos do desfile cívico de 7 de setembro. Na ocasião, a Guarda Presidencial é responsável pela escolta do presidente, guarda dos palácios Itamaraty, do Planalto, Alvorada e Buriti, além da apresentação ao público. Já os Dragões da Independência participam da cerimônia com sua cavalaria e encerram o desfile.

O compromisso com a nação e com a tradição é levado a sério. Para se apresentarem no desfile da Independência, o treinamento leva meses e é intensificado próximo à data, como explica o tenente Mangiavacchi. “O expediente do soldado do cerimonial é basicamente treinamento físico de manhã e, à tarde, a ordem unida, ou seja, treinamento dos movimentos. Treinamos diariamente desde o início do ano até o desfile”.

O comandante da Guarda Presidencial, coronel Elias Rodrigues Martins Filho, acredita contribuir para o resgate de valores cívicos e para o fortalecimento do nacionalismo. “Os países mais desenvolvidos têm um sentimento muito forte de nação, o que contribui para o crescimento e fortalecimento desses países. O desfile de 7 de setembro é uma oportunidade importante para despertar nos brasileiros esse sentimento”, afirmou.


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Mais do que cumprir seu papel acadêmico, o que se espera da nova Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) é que ela seja uma caixa de ressonância dos anseios dos povos da América Latina, sendo ouvida e respeitada como um centro avançado de referência da inteligência dos países da região, afirmou o presidente Lula durante a aula inaugural que deu na instituição, em Foz do Iguaçu (PR). Citando o economista Celso Furtado, Lula disse aos alunos da primeira turma da Unila que a integração regional tem que criar novas estruturas para funcionarem como alavancas de uma nova lógica de desenvolvimento. “Esse é o espírito que deve orientar a Unila”, afirmou Lula. “Esse é o protagonismo estratégico que esperamos dela, como caixa de ressonância de um novo e auspicioso capítulo da unidade regional.”

Na primeira parte de sua fala, o presidente Lula leu um discurso em que falou da importância de se desenvolver a tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai, oferecendo crescimento econômico, empregos, educação, saúde, lazer e urbanismo, para garantir a segurança da região, porque toda fronteira é na verdade uma grande sala de visitas de um país para o outro. Não há segurança sem cidadania, frisou o presidente brasileiro.

“Quem acha possível haver segurança sem cidadania esquece que as fronteiras representam também o espaço onde começa um país. Ela forma de fato uma espécie de sala de visita da sociedade, a síntese daquilo que somos, daquilo que estamos construído, daquilo que queremos ser. (…) Para que as nossas fronteiras possam representar dignamente o país, com respeito a nossos vizinhos e a nós mesmos, estamos assinando hoje o decreto de criação da Comissão Permanente de Desenvolvimento e Integração da Faixa da Fronteira.”

Reafirmou o compromisso brasileiro em promover a integração latino-americana em que todos os países tenham chances iguais de se desenvolver e em que a solidariedade fale mais alto do que as duras normas do comércio exterior. “Uma integração efetiva não se faz apenas com trocas comerciais”, observou.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

A segunda parte de sua apresentação foi dedicada às lembranças de sua trajetória política, os movimentos latino-americanos de esquerda e o longo caminho que percorreram até chegarem ao poder em diversos países da região. O presidente falou, por exemplo, sobre sua desilusão com a política após ter ficado em terceiro lugar nas eleições para governador de São Paulo, em 1982, e lembrou que foi o então presidente de Cuba, Fidel Castro, que o reanimou em 1985, ao perguntar: “Você conhece, na história da humanidade, algum operário que tenha recebido 1 milhão e 250 mil votos?”

Veja o vídeo (que foi dividido em três partes):


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Presidente Lula grafita Marco de Proteção de Crianças e Adolescentes da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu, durante inauguração do monumento. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante cerimônia de abertura do seminário Latino-Americano da Rede de Acolhimento Familiar (Relaf), nesta quinta-feira (2/9), num hotel em Foz do Iguaçu (PR), o presidente Lula destacou a importância de se fortalecer a família para assegurar o desenvolvimento das crianças. Segundo ele, famílias desestruturadas comprometem o futuro dos filhos. No discurso, o presidente lamentou o fato de muitos pais abandonarem os filhos, quando o mais correto seria dedicar tempo para uma conversa que resultasse na compreensão dos problemas enfrentados pelos menores. Lula lembrou também que o governo vem agindo no combate ao crack:

Buscamos uma forma de a gente combater o crack e não permitir que caia nas mãos de crianças mais vulneráveis. Acho que esse é o compromisso a ser tirado deste encontro. Uma campanha para acabar com o crack.

Lula informou que o governo federal destinou R$ 410 milhões para programa de combate à droga. Ele pediu que os governadores e os prefeitos sejam aliados nessa cruzada. O presidente iniciou o discurso com destaque ao “compromisso do governo brasileiro de garantir a proteção integral a essa parcela mais vulnerável da população, que são as crianças e os adolescentes”.

Todos aqui sabemos que a família é o ambiente mais favorável ao desenvolvimento completo de uma criança. E não há dúvida de que ela exerce influência decisiva na formação dos indivíduos. É por isso que temos defendido a necessidade de dar apoio cada vez maior às famílias, conforme preconizado no Estatuto da Criança e do Adolescente, que completou 20 anos de existência em julho. A convivência familiar e comunitária deve ser articulada com outros direitos sociais, como saúde, educação, esporte, cultura, lazer, profissionalização, entre outros.

Ouça a íntegra do discurso do presidente:

O presidente contou sua experiência familiar para ilustrar a importância do fortalecimento da família. Ele contou que dona Lindu, sua mãe, sempre procurou cuidar dos oito filhos. Ele disse que foi o único dos irmãos a ter uma formação profissional e, deste modo, teve a primeira geladeira, o primeiro aparelho de TV e casa própria.

Quando os direitos de meninos e meninas são violados – seja por agressão física ou psicológica, seja pela negação de suas necessidades básicas – o nosso próprio futuro fica comprometido. É necessário o empenho de toda a sociedade – governos, empresas, igrejas, sindicatos, movimentos sociais, organizações não-governamentais – para defender com o máximo rigor os direitos das nossas crianças e adolescentes.


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EntrevistasApós deixar a Presidência, em 2011, o presidente Lula pretende ajudar a aprovar as tão sonhadas reformas política e tributária no País, além de trabalhar com países africanos e sul-americanos, levando a eles a experiência brasileira de combate à fome e à pobreza. Em entrevista ao jornal O Estado do Paraná, publicada nesta quinta-feira (2/9), Lula garantiu no entanto que, até lá, se dedicará ao trabalho e à cobrança de realizações dos seus auxiliares.

A minha preocupação principal no momento não é com o meu futuro pessoal, e sim com o presente e o futuro do nosso país. Quero continuar trabalhando e cobrando realizações dos meus auxiliares até o último segundo do meu mandato, pois para isso é que eu fui eleito presidente. (…) Sobre o meu futuro pessoal, penso em trabalhar, através do PT e outros partidos, para finalmente aprovarmos a Reforma Política e a Reforma Tributária. Essas são questões mais afetas ao parlamento que à Presidência. Vou tentar também trabalhar com países africanos e sul-americanos que ainda lutam contra a extrema pobreza e a fome, levando a experiência bem-sucedida que tivemos nesses oito anos no Brasil. É preciso que esses países se tornem fortes do ponto de vista econômico e social e que sejam grandes parceiros do Brasil. Temos plena consciência de que não é preciso que outros países percam para que nós possamos ganhar. Nosso intercâmbio será mais intenso e lucrativo quando todos tiverem um bom nível de desenvolvimento econômico e social. Mas eu pretendo cuidar do meu futuro efetivamente quando tiver todo o tempo do mundo para planejar, ou seja, a partir do dia 1º de janeiro.

Lula disse ainda que o governo pretende sim investir na construção de metrôs mas sempre pensando na melhoria do transporte urbano para a mobilidade e conforto da população, e não apenas tendo em vista a Copa do Mundo de 2014. O presidente lembrou que o PAC da Copa não contemplou projetos de metrô porque outros modais de transportes foram priorizados, por serem mais rápidos de executarem, como a construção de corredores para ônibus e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), monotrilhos e obras viárias. Ainda assim, Curitiba poderá contar com recursos para a construção do seu metrô, por meio de recursos previstos no PAC 2.

O PAC 2, por exemplo, prevê investimentos de R$ 18 bilhões para projetos de mobilidade urbana a serem executados a partir de 2011. A chamada pública para a apresentação formal de projetos está prevista para breve e algumas cidades, entre elas Curitiba, já manifestaram interesse à Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades.

Leia a íntegra da entrevista aqui.


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Agenda presidencialO primeiro compromisso do presidente Lula nesta quinta-feira (2/9) é em Foz do Iguaçu (PR), onde visita e inaugura às 9 horas o Marco de Proteção de Crianças e Adolescentes da Tríplice Fronteira, no viaduto de acesso ao Paraguai na rodovia BR-277. Em seguida participa da cerimônia de abertura do seminário Latino-Americano da Rede de Acolhimento Familiar (Relaf) no Centro de Convenções do hotel Rafain Palace, no Rafain Expocenter IV.

Às 11h40, participa de ato de fechamento da cápsula do tempo dedicada à Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), no Portal do Conhecimento da Itaipu Binacional. Às 12h30, participa da aula inaugural da Unila e cerimônia de assinatura do decreto de criação da Comissão de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira, no cinema do Parque Tecnológico da Itaipu Binacional.

Na parte da tarde, o presidente Lula visita e inaugura a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas João Samek, no bairro das Palmeiras. Após compromisso privado às 18 horas, o presidente viaja para Santa Maria (RS), com chegada prevista para as 22h50.


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O Brasil vai erradicar a desigualdade de gênero com troca de experiências e o incessante debate de alternativas, mudando assim a consciência e a prática desse equívoco, tanto nos governos como em toda a sociedade, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (1/9) em discurso na abertura da Conferência “Gênero, Desenvolvimento e Poder”, realizado em Foz do Iguaçu (PR).

As conquistas das mulheres brasileiras até hoje representam um grande avanço para toda a sociedade, lembrou o presidente, mas ainda há muito caminho para ser trilhado. Uma lei não resolve tudo, mas “começa a resolver” – o que resolve, disse Lula é “o processo de maturidade de evolução política da consciência da sociedade”.

Lula afirmou estar honrado por ver tantas organizações reunidas em torno do programa Pro-Equidade de Gênero, da Secretaria de Políticas para as Mulheres – 72 empresas públicas e privadas, além de instituições governamentais, que juntas empregam quase 140 mil mulheres em todo o País. A partir desse programa, as mulheres estão mostrando, afirmou o presidente, que é possível fortalecer a igualdade de gênero, e estão sendo um grande exemplo para todo mundo:

Não é justo portanto que a mulher continue ganhando menos que o homem, realizando o mesmo trabalho tão bem ou melhor do que ele. Ou que continue a encontrar no dia a dia das empresas entraves muitas vezes injustificaveis à ascenção profissional.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente lembrou aos presentes que todas as conquistas das mulheres são possíveis graças ao novo momento da democracia brasileira, em que existe uma nova relação entre o Estado e a sociedade – no caso da igualdade de gênero, essa relação começou a ficar mais evidente com a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2003, uma antiga reivindicação dos movimentos sociais, “que encontraram espaços inéditos de participação na elaboração e no acompanhamento das políticas para o setor”.


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EntrevistasApaixonado pelo Sport Club Corinthians Paulista, que completou 100 anos, nesta quarta-feira (1º/9), o presidente Lula concedeu entrevista para o jornal Agora e as emissoras de rádio Bandeirante, Globo e MTV. Todas as indagações dos jornalistas tiveram relação direta com o clube do Parque São Jorge. O presidente diz que tornou-se “fiel” ao Timão ainda criança, quando chegou com a mãe Lindu e os irmãos vindo de Garanhuns, Pernambuco. E a principal causa: a cidade tinha mais torcedores do Corinthians.

A cidade tinha na época mais torcida do Corinthians do que do próprio Santos, o Pelé ainda não havia surgido. Quer dizer, desde pequeno eu convivia com muito corintiano à minha volta. Mas eu fui me tornar torcedor mesmo em 1954, quando o Timão ganhou o título do quarto centenário da cidade de São Paulo, um título histórico, muito disputado, todo mundo queria vencer. O Corinthians tinha um time extraordinário, uma linha com Claudio, Baltazar, Luisinho, só craque”, disse o presidente Lula ao jornal Agora.

Leia aqui a íntegra da entrevista ao jornal paulista.

O periódico paulista perguntou se Lula pretende ser presidente do Corinthians ou ajudar o clube de alguma forma direta. Lula disse que quando deixar a Presidência de República irá ajudar da arquibancada. Ele avaliou a torcida como um espetáculo.

Pode ficar certo de que vão me ver no estádio torcendo. Eu adoro. A torcida, por si só, é um espetáculo – e a torcida do Coringão, a Fiel, é um espetáculo ainda mais extraordinário. As torcidas organizadas brigam muito entre si, eu sou do tempo que a gente sentava do lado de palmeirense, de sãopaulino, hoje o estádio é dividido, mas vou voltar a freqüentar o campo assim mesmo, sempre atrás do meu Corinthians.

O presidente foi indagado também sobre as emoções vividas neste período de torcedor do Timão. Segundo Lula, em 1968, quando o time quebrou a invencibilidade do Santos de 11 anos, foi uma fase marcante. Já na Rádio Globo, ainda sobre a mesma questão, o presidente contou dos anos de dificuldades contra a equipe santista e, mais recente, no período em que o Corinthians foi rebaixado para a série B do Campeonato Brasileiro.

E eu fico emocionado com o Corinthians de qualquer jeito. Quando o Corinthians foi para a Série B, eu adorava ver jogo do Corinthians aos sábados, adorava. Ficou mais fácil, a gente ficou invicto, perdemos só um jogo. Você imagina que a gente poderia ter sido campeão invicto da Série B, campeão invicto paulista, e nós perdemos um jogo para o Bahia, por acaso”, disse na entrevista à Rádio Globo.

Lula também acrescentou o momento em que pensou em parar de torcer quando o Timão perdeu a Libertadores para o Palmeiras:

No dia em que o Corinthians perdeu a Libertadores para o Palmeiras, que o Galeano marcou aquele golzinho no final, para empatar o jogo, e no dia em que teve… aquele Marcelinho bateu o pênalti, e na minha opinião ele foi bater de forma muito displicente, eu deitei, a Marisa começou a dormir, eu pensei que o meu coração ia parar de tanto que batia. Se eu tivesse que morrer de infarto, eu teria morrido naquele dia. Naquele dia eu levantei pensando em parar de torcer, com raiva e… Bom, depois eu voltei a ser o mesmo corintiano de sempre.

Ele disse também que não gosta de ver a torcida xingar os jogadores. Explicou que sua geração ia ao campo para torcer e vaiar o time adversário:

Às vezes o jogador fica até inibido de jogar porque fica com medo da reação da torcida, e a torcida tem que estar do nosso lado, ou seja, nós temos que torcer para o nosso lado quando está bom, quando está ruim, cobrar, mas cobrar dentro de casa, afinal de contas, roupa suja se lava em casa. Não é ficar xingando jogador como foi feito quando a gente perdeu a Libertadores, que praticamente desmontou o time do Corinthians por causa daquela derrota, muita pressão em cima da torcida. Mas, com briga ou sem briga, com vitória ou com derrota, nós continuamos pertencendo à nação corintiana.

Ouça aqui a íntegra da entrevista à rádio Globo:

Na conversa com a Rádio Bandeirantes, definiu o que representa para ele o centenário do Corinthians:

Olha, a primeira coisa que nós temos que ter certeza absoluta é que ser corintiano é algo diferente do que ser apenas um simples torcedor de futebol. Um torcedor de futebol comum, ele torce para o seu time ganhar no final de semana, ele quer que o seu time esteja bem colocado na tabela, que seja campeão. Mas um torcedor corintiano, ele é um militante, ou seja, ele está preocupado com o seu time 24 horas por dia, ele está preocupado com o seu time estando bom ou estando ruim. O time do Corinthians talvez seja um dos poucos times do mundo que quando o time está ruim a torcida vai mais ao campo torcer e incentivar mais. Então, eu acho que essa é uma diferença fundamental e uma coisa prazerosa de ser corintiano.

Ouça a íntegra da conversa com a rádio Bandeirantes:


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Se no passado a Amazônia pareceu uma barreira que separava Brasil e Colômbia, hoje é símbolo de comunicação e intercâmbio. Segundo afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (1/9), durante almoço com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, é preciso pensar a Amazônia em conjunto, compreender a riqueza e a complexidade dos ecossistemas florestais da região para saber como explorá-los de forma saudável. O caminho para isso, disse o presidente brasileiro, passa pelo fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, tornando-a instrumento efetivo de ação.

Lula ressaltou ainda a importância da cooperação no campo da energia renovável. Para ele, no futuro o mundo se dividirá entre países e sociedades capazes de gerar energia própria, com tecnologias adaptadas ao meio ambiente e os relegados a consumir combustível em condições de dependência extrema. O presidente afirmou, ainda, que é possível trabalhar com a Colômbia na área da defesa, em pesquisas e desenvolvimento na indústria aeronáutica, naval e terrestre.

Ouça aqui a íntegra da declaração do presidente Lula:

Sobre a questão de segurança nas fronteiras e o enfrentamento ao crime organizado, Lula afirmou que é preciso promover uma forte integração das ações, privilegiando a geração de trabalho e renda, e investimentos em saúde e educação. Lula e Juan Manuel Santos assinaram durante o encontro um acordo entre a Polícia Nacional da Colômbia e a Polícia Federal brasileira, que contempla esforços de ocupação cidadã nas divisas, em contraposição ao tráfico de drogas e armas.

Em entrevista coletiva após o almoço, Lula defendeu a Receita Federal, considerando-a uma instituição de muita credibilidade. O presidente disse ainda que, antes de fazer acusações precipitadas e pré-julgamentos, é preciso apurar todos os fatos sobre vazamento de informações sigilosas da Receita.

Não vamos dizer que a Receita perdeu credibilidade antes de a gente saber o que aconteceu. É importante a gente não crucificar uma instituição que tem sido pautada pela seriedade, pelo sigilo, sendo quase uma guardiã de todos nós. Eu confio muito na seriedade da Receita e na Polícia Federal, e se tiver alguém que causou um dano, podem estar certos que virá a público.


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Infográfico: Thiago Melo

As exportações brasileiras em agosto (US$ 19,236 bilhões) aumentaram 32,7% em relação ao mesmo período de 2009 e contribuíram para o País registrar um superávit de US$ 2,4 bilhões na balança comercial no mês passado. As importações somaram US$ 16,796 bilhões. As exportações e as importações do mês registraram os valores mais elevados já registrados em 2010, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Já as importações de agosto deste ano cresceram 48,6%, enquanto o saldo comercial diminuiu 23,7%.

No acumulado entre janeiro a agosto de 2010 (167 dias úteis), o saldo comercial brasileiro foi superavitário em US$ 11,673 bilhões (média diária de US$ 69,9 milhões). Na comparação com a média diária, o saldo é 41,6% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, que teve 166 dias úteis e superávit de US$ 19,872 bilhões (média diária de US$ 119,7 milhões).

O Brasil até exportou mais até agora este ano do que no mesmo período de 2009, mas as importações cresceram ainda mais. Nos oito primeiros meses de 2010, a exportação do País somou US$ 126,096 bilhões (contra US$ 97,934 bilhões do ano passado), e as importações aumentaram 45,7% – US$ 114,423 bilhões de janeiro a agosto de 2010 e US$ 78,062 bilhões no mesmo período do ano passado.


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O presidente da Colômbia Juan Manuel Santos Calderón acertou em cheio ao escolher o Brasil como sua primeira visita ao exterior, pois assim pode ser o primeiro chefe de Estado estrangeiro a participar de uma solenidade oficial no recém reformado Palácio do Planalto -- reaberto no dia 25 de agosto após 15 meses de reforma. Juan Santos foi recebido com honras de Chefe de Estado na Praça dos Três Poderes, onde passou em revista as tropas do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP). Após subir a rampa do Planalto, Santos foi cumprimentado pelo presidente Lula e levado ao parlatório para assistir ao desfile das tropas e a salva de canhões.

O Blog do Planalto acompanhou a movimentação na rampa do Palácio desde os primeiros momentos do dia. Os minutos que antecederam o desebarque do presidente colombiano foram dedicados ao ensaio dos Dragões de Independência -- 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG) -- e soldados do BGP. Próximo ao meio-dia, o comboio do presidente colombiano chegou à via de acesso da Praça dos Três Poderes, onde Santos desembarcou e passou em revista as tropas que se posicionavam em frente à praça.

Ao pé da rampa, o colombiano foi recebido pelo chefe do cerimonial do Itamaraty, Jorge Prata, e pelo chefe do cerimonial da Presidência da República, embaixador Marcos Raposo. Dali, o presidente colombiano foi conduzido até a entrada do Planalto para os cumprimentos de praxe do presidente Lula, que assistiu ao desfile das tropas ao lado de Santos.

No deslocamento para o gabinete, Lula e Santos conversaram com a coordenadora pedagógica da Casa de Ismael, Diana de Cássia Nascimento e Silva, que abriga crianças abandonadas pelas famílias ou que foram vítimas de maus tratos. Os dois presidentes foram saudados por 37 crianças com idade de cinco a dez anos. Após a retirada de Lula e Santos, Diana conversou com o Blog do Planalto, explicando o trabalho feito pela entidade.

O nosso maior problema tem sido com aquelas crianças que permanecem na entidade por mais tempo que o necessário. Os candidatos têm preferência por crianças recém-nascidas. Quando passam de determinada idade, percebemos maior difiuldade para serem recebidas em outros lares.

Depois da entrevista, o grupo seguiu para um outro salão do Palácio do Planalto onde foi servido um lanche. Já os presidente Lula e Santos, após reunião bilateral, concederam declaração à imprensa. À tarde, o presidente colombiano foi recebido por Lula, no Palácio itamaraty, para um almoço.


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