No seminário, o ministro Paulo Bernardo disse que os cortes no orçamento não representam uma freada. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

No seminário, o ministro Paulo Bernardo disse que os cortes no orçamento não representam uma freada. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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Na segunda palestra do seminário Brasil: aliança para a nova economia global, que se realiza no Casino Madri, na capital da Espanha, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, explicou que medidas de cortes no orçamento da União não devem ser interpretadas como uma freada, mas em algo para permitir que o país siga seu rumo sem maiores problemas.

“Não queremos voar além daquilo que planejamos”, assegurou Bernardo para plateia de investidores espanhóis.

O ministro enfatizou que um dos pontos importantes na economia brasileira é o comportamento do mercado interno. O aumento das vendas permtiu o crescimento industrial com impacto na geração de empregos. Bernardo informou que o ministro do Tabalho, Carlos Lupi, no começo da semana revisou a previsão de oferta dos postos de trabalho para 2,5 milhões de vagas a serem criadas em 2010.

Numa outra frente, o governo fez uma avaliação sobre os setores industriais que mais buscam linhas de crédito junto ao BNDES. A liderança fica com o segmento de petróleo e gás. Isso aumentou o desembolso do BNDES que, no ano passado, chegou a cerca de R$ 130 bilhões. Os recursos são público e privado para infraestrutura.

Bernardo contou também das dificuldades enfrentadas pelo governo federal quando decidiu lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os obstáculos levaram a um período razoável de maturação dos projetos e, por este motivo, o presidente Lula decidiu colocar em prática a segunda etapa do plano para que o seu sucessor não perca tempo na elaboração dos projetos.

O ministro brasileiro elencou também uma série de atividades que podem merecer a atenção dos investidores. No segundo semestre, por exemplo, o governo pretende licitar o TAV [Trem de Alta Velocidade] com investimentos de R$ 34 bilhões. O trem ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

O seminário prosseguiu com um painel que teve a participação dos presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e do Bradesco, Luiz Trabuco. Coutinho explicou que o setor de petróleo e gás é o maior demandante por linhas de crédito. Já o executivo do Bradesco assegurou que o Brasil vive um momento inédito. Isso se dá por meio da valorização da cidadania. Ele explicou que o país possui bônus que poucos países do mundo tem.

“O bônus da inclusão social permite que pobres sejam transformados em consumidores, fato que não podemos ignorar”, justificou.

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