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Em um momento de quebra de protocolo, o público presente na cerimônia de lançamento do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, realizada nesta quinta-feira (14/10), em Belém (PA), emocionou-se com o depoimento do sr. Cristiano Rocha, que interrompeu o discurso do presidente Lula em um ato classificado por ele próprio como “audacioso”: “no mundo, só os audaciosos vencem”, disse ele.

Cristiano quis agradecer o presidente pela criação da pensão indenizatória aos que foram internados compulsoriamente por terem hanseníase, ficando isolados em hospitais-colônias por mais de quatro décadas.

A gente vai lá ao presidente e pede, mas a gente esquece de agradecer, e nós não podíamos deixar passar essa oportunidade. As pessoas que sofreram tiveram uma mudança na sua vida com o recebimento da pensão indenizatória. Mudou demais a vida dessas pessoas. Muitos reconstruíram suas casas, outros, por conta da deficiência, puderam comprar um carro financiado.

No dia 18 de setembro de 2007, o presidente Lula sancionou lei garantindo o pagamento de uma pensão vitalícia a todos aqueles que foram obrigados a se internar nos hospitais-colônias. O texto garantiu o pagamento de pensão a todos aqueles que foram isolados compulsoriamente até o dia 31 de dezembro de 1986. A pensão é acumulativa com outros benefícios.


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A cadeia produtiva da palma de óleo está nascendo no Brasil de olho na harmonia entre empresários e trabalhadores, já que um depende do outro, para garantir a sustentabilidade do negócio e evitar a reprodução de antigos modelos excludentes como o da cana-de-açúcar, em que o usineiro era extremamente rico e o cortador de cana extremamente miserável. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (14/10) pelo presidente Lula durante a 2ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Palma de Óleo, em Belém (PA). Construindo essa harmonia, afirmou Lula, o Brasil poderá mostrar ao mundo que é civilizado e capaz de construir uma cadeia produtiva sadia.

Nós queremos que o empresário da palma seja rico, mas também que o trabalhador da palma viva dignamente, sustente sua família e coloque seus filhos na universidade. (…) O que vocês estão construindo é a sobrevivência coletiva de um setor que está nascendo neste País, e ele pode nascer totalmente diferente das coisas velhas que nós conhecemos no Brasil.

O presidente afirmou ainda estar seguro de que valeu à pena acreditar na política de biocombustíveis e também na necessidade de investir no zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar e do dendê pelo País. Outra decisão acertada, disse Lula, foi dar condições para que a Embrapa fizesse suas pesquisas e torná-la uma multinacional da pesquisa agrícola, trabalhando em países africanos, sulamericanos e centroamericanos. “A nossa ideia é que a Embrapa se transforme numa empresa do tamanho do que ela fez de bem para a agricultura brasileira”, afirmou.

Ouça a íntegra do discurso:

A grande novidade que o Brasil tem a oferecer ao mundo hoje é a elaboração de um programa como o da produção de óleo de palma respeitando o meio ambiente, gerando emprego, distribuindo renda e recuperando áreas degradadas na Amazônia. “Muita gente ainda não tem essa dimensão”, avaliou.


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Agenda presidencial

O presidente Lula cumpre agenda de trabalho, nesta quarta-feira (13/10), em Brasília. Após reunião com assessores para despacho interno, Lula recebe em audiência o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Ainda pela manhã, novo encontro com funcionários do gabinete.

Às 15h, o presidente reúne-se com o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, e, em seguida, recebe o ex-goleiro Danrlei Hinterholz, eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

No fim da tarde, Lula segue viagem para Teresina (PI). Lá, ele tem compromisso privado. O presidente permanece na capital piauiense pois, no dia seguinte, participa de cerimônia naquela cidade. Depois, está prevista viagem para Belém (PA).


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Viagens internacionais
O Brasil nunca esteve tão interessado, como está agora, em ajudar a encontrar uma solução para o conflito entre palestinos e israelenses, e o governo brasileiro está disposto a ajudar no que for possível para que empresários do País também contribuam com o processo, investindo na reconstrução dos territórios palestinos. A afirmação foi feita pelo presidente Lula nesta terça-feira (16/3) no encerramento do seminário empresarial realizado no hotel Jacir Palace Intercontinental de Belém, na Cisjordânia, que reuniu 120 empresários palestinos e brasileiro. Lula foi aplaudido por seis vezes durante a cerimônia -- na última vez, de pé, por todos os presentes.

A garantia principal que o governo brasileiro pode oferecer para vocês (empresários brasileiros) é a mesma certeza que eu tenho de que não está longe o dia em que será assinado o acordo entre Israel e o estado palestino.

O ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, explicou ao Blog do Planalto a oportunidade histórica que os empresários brasileiros têm diante de si:

Ao lado do primeiro-ministro palestino Salam Fayad, Lula afirmou que há um certo consenso, “dentro e fora de Israel, dentro e fora da Palestina”, de que é preciso urgentemente consolidar os dois estados para que “os dois povos possam viver livremente”, e o presidente brasileiro está convicto de que Israel e Palestina serão grandes parceiros comerciais.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula em Belém, na Cisjordânia:

Lula criticou a construção do muro entre Israel e Palestina -- “não é possivel a gente ficar numa década feliz porque caiu o muro de Berlim, e numa outra década ficar triste porque se está erguendo um muro dividindo o estado de Israel e o estado Palestino” -- e pediu discussões políticas mais aprofundadas e urgência para resolver a questão da região.

Fayad discursou antes e agradeceu a presença de Lula e dos empresários brasileiros em Belém, o que considerou um “gesto de solidariedade”, e afirmou que sem restrições físicas e funcionais, a economia palestina tem grande potencial. O Brasil está disposto a explorar esse potencial, disse Lula, que aproveitou para incentivar a conclusão de um acordo comercial entre o Mercosul e a Palestina nos moldes do que foi fechado com Israel para dar uma nova fronteira aos produtos palestinos no mercado sulamericano. Mas para que isso ocorra, é preciso “vencer o bloqueio que sofre o povo palestino”.

A asfixia imposta à Cisjordânia e à Gaza impede que a Palestina se beneficie dos fluxos de comércio internacional. Falta financiamento, insumos e tecnologia? Por isso, não basta abrir mercados para setores de reconhecida competitividade, como são os de pedras trabalhadas e azeite de oliva. O nosso desafio está em atrair para a Palestina tecnologia e capitais brasileiros, que ampliem a escala e capacidade técnica do setor exportador.

Lula mandou um recado aos empresários palestinos, afirmando que a jornada está apenas começando. A Palestina ainda tem problemas internos a resolver e é preciso haver um acordo para a criação do estado palestino. Mas o presidente brasileiro se mostrou bastante confiante numa solução ainda este ano. Para isso, afirmou, é preciso procurar novos interlocutores para as conversações:

Eu acho que nós precisamos procurar de todas as maneiras possíveis ajudar a procurar novos interlocutores, a conversar com todos os envolvidos, para ver se a gente consegue, quem sabe neste ano que está tão no começo ainda, chegar a um acordo. Tenho sentido que tem havido evoluções, é só imaginar o que era há 10 anos e o que é agora (a situação na região).

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Presidente Lula recebe os cumprimentos de Mahmoud Abbas, presidente da ANP. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Presidente Lula recebe os cumprimentos de Mahmoud Abbas, presidente da ANP. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionais

O presidente Lula já está na Palestina. Ele chegou ao palácio presidencial da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em Belém, onde foi recebido pelo presidente Mahmoud Abbas. Neste instante acontece cerimônia de encerramento do encontro empresarial Brasil-Palestina. A agenda de compromissos do presidente Lula, nesta terça-feira (16/3) se encerra com jantar oferecido por Abbas, com a presença do primeiro-ministro, Salam Fayaad.

Os palestinos demonstraram orgulho por recepcionarem o presidente brasileiro. Isso porque não é comum chefes de Estado ficarem hospedados em Belém. Em geral, apenas visitam a cidade e depois vão embora. Ao chegar ao palácio, Lula recebeu uma comenda de Mahmoud Abbas.

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