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Café com a presidenta A partir de 1º de outubro, o acesso à internet começa a ser oferecido a R$ 35,00 por mês. A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff, que no programa de rádio Café com a Presidenta desta segunda-feira (12/9) falou sobre a política de expansão da rede de internet no país. Segundo a presidenta, há um acordo entre o governo e as operadoras de telefonia para que a internet popular chegue a todos os municípios brasileiros, no máximo, até 2014.

Como alternativa para quem não pode pagar o acesso, a presidenta informou que há uma política de ampliação das opções de acesso à internet gratuita. Ela frisou que em mais de 59 mil escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio há conexão gratuita, além dos Telecentros, que estão localizados principalmente em comunidades pobres.

“A internet está presente em tudo: na economia, na educação, nas compras, nas relações pessoais, nos serviços públicos. É por isso que vamos facilitar o acesso a esta nova ferramenta de comunicação e de conhecimento a todas as pessoas.”

Durante o programa, a presidenta lembrou que para expandir a rede de internet no país é preciso que se invista em infraestrutura, razão pela qual o governo reativou a Telebrás. “Já estamos construindo as condições para que os 30 mil quilômetros de rede de fibra ótica funcionem, assegurando a transmissão de internet em alta velocidade para todas as regiões do Brasil”, informou. Ela lembrou ainda que essa infraestrutura ajudará na realização de grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A Telebrás já está autorizada a investir R$ 200 milhões na infraestrutura das 12 cidades-sede da Copa.

“Nós queremos garantir que haja uma transmissão de voz e de imagens de alta qualidade do Brasil para o mundo. Outra coisa, Luciano [Seixas, apresentador]: vamos implantar no Brasil o celular de quarta geração, antes da Copa do Mundo. Significa que os brasileiros, e quem vier para o Brasil acompanhar os jogos, vão ter acesso à internet pelo celular com uma velocidade altíssima. Este é um legado que ficará para toda a população brasileira depois da Copa e das Olimpíadas”, afirmou.

Outro ponto abordado pela presidenta Dilma foi a expansão da rede de telefonia e internet para o campo, nos moldes do programa Luz para Todos. Ela disse que o governo está preparando licitações para contratar a oferta de telefonia e de internet para as áreas rurais, de forma a alcançar a meta do governo de ter 70% das residências do país conectadas à internet.

“Se queremos fazer do Brasil um país rico, sem miséria e, principalmente, capaz de oferecer oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras, temos que garantir o mais amplo acesso à internet”, concluiu.

Ouça abaixo íntegra do programa Café com a Presidenta ou leia aqui a transcrição.


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Café com a presidenta A partir de 1º de outubro, o acesso à internet começa a ser oferecido a R$ 35,00 por mês. A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff, que no programa de rádio Café com a Presidenta desta segunda-feira (12/9) falou sobre a política de expansão da rede de internet no país. Segundo a presidenta, há um acordo entre o governo e as operadoras de telefonia para que a internet popular chegue a todos os municípios brasileiros, no máximo, até 2014.

Como alternativa para quem não pode pagar o acesso, a presidenta informou que há uma política de ampliação das opções de acesso à internet gratuita. Ela frisou que em mais de 59 mil escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio há conexão gratuita, além dos Telecentros, que estão localizados principalmente em comunidades pobres.

“A internet está presente em tudo: na economia, na educação, nas compras, nas relações pessoais, nos serviços públicos. É por isso que vamos facilitar o acesso a esta nova ferramenta de comunicação e de conhecimento a todas as pessoas.”

Durante o programa, a presidenta lembrou que para expandir a rede de internet no país é preciso que se invista em infraestrutura, razão pela qual o governo reativou a Telebrás. “Já estamos construindo as condições para que os 30 mil quilômetros de rede de fibra ótica funcionem, assegurando a transmissão de internet em alta velocidade para todas as regiões do Brasil”, informou. Ela lembrou ainda que essa infraestrutura ajudará na realização de grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A Telebrás já está autorizada a investir R$ 200 milhões na infraestrutura das 12 cidades-sede da Copa.

“Nós queremos garantir que haja uma transmissão de voz e de imagens de alta qualidade do Brasil para o mundo. Outra coisa, Luciano [Seixas, apresentador]: vamos implantar no Brasil o celular de quarta geração, antes da Copa do Mundo. Significa que os brasileiros, e quem vier para o Brasil acompanhar os jogos, vão ter acesso à internet pelo celular com uma velocidade altíssima. Este é um legado que ficará para toda a população brasileira depois da Copa e das Olimpíadas”, afirmou.

Outro ponto abordado pela presidenta Dilma foi a expansão da rede de telefonia e internet para o campo, nos moldes do programa Luz para Todos. Ela disse que o governo está preparando licitações para contratar a oferta de telefonia e de internet para as áreas rurais, de forma a alcançar a meta do governo de ter 70% das residências do país conectadas à internet.

“Se queremos fazer do Brasil um país rico, sem miséria e, principalmente, capaz de oferecer oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras, temos que garantir o mais amplo acesso à internet”, concluiu.

Ouça abaixo íntegra do programa Café com a Presidenta ou leia aqui a transcrição.


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Conversa com a Presidenta

Na coluna semanal “Conversa com a Presidenta”, publicada nesta terça-feira (26/4), em jornais e revistas no Brasil e exterior, a presidenta Dilma Rousseff foi indagada sobre o financiamento estudantil, o preço da internet banda larga e a expansão do programa Luz para Todos. De Manaus (AM), o administrador João Eustáquio de Melo quis saber se o governo permitirá, por exemplo, que o aval e as taxas de juros do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) sejam facilitadas.

“O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) passou recentemente por mudanças importantes para facilitar ainda mais o acesso dos estudantes de baixa renda a instituições de ensino superior particulares. Agora, o financiamento tem taxa de juros de apenas 3,4% ao ano e pode ser solicitado em qualquer época do ano. Não há mais a exigência de fiador para os estudantes que apresentarem pelo menos uma das seguintes condições: estejam matriculados em cursos de licenciatura; tenham renda familiar mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa; ou sejam bolsistas parciais do ProUni. Só é preciso que a instituição de ensino tenha aderido ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), que substitui o fiador.”

Além disso, a presidenta informou que “quem conclui algum curso de licenciatura ou de medicina pode abater o valor do empréstimo com o trabalho”. E prosseguiu: “os que fizeram cursos de licenciatura devem atuar como professores da rede pública e os que se formaram em cursos de medicina, como médicos do programa Saúde da Família. Eles podem abater 1% da dívida para cada mês trabalhado. Os formados têm até 15 anos para liquidar a dívida e o prazo para o início das amortizações é de 18 meses após a formatura.”

O empresário Marcelo Nerivan de Paula, morador em Palmas (TO), iniciou a pergunta com afirmação de que “o Brasil tem um dos mais altos custos de internet banda larga do mundo”. Deste modo, o empresário indagou se a mobilização do governo federal no sentido de universalizar a internet refletirá no preço do serviço.

“Você tem razão, os serviços de Internet ainda estão caros e lentos no Brasil. Mas estamos trabalhando para massificar o uso da banda larga no Brasil, a preços reduzidos. Por isso criamos o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Determinei ao Ministério das Comunicações o máximo empenho na elaboração do programa para que, até 2014, seja oferecido acesso à internet banda larga com velocidade mínima de 1 megabit por segundo (Mbps), a um custo bem mais baixo.”

A presidenta disse também “que a expansão do acesso a este serviço estimula o desenvolvimento e a inclusão social, e é também uma forma de combater as desigualdades no país”. Por este motivo, emendou, “queremos internet de alta velocidade para todos os brasileiros, sejam eles do campo ou das cidades, morem em bairros ricos ou nas periferias, cidades grandes ou pequenas”.

E seguiu: “isso significa conectar escolas e telecentros e, principalmente, fazer com que os serviços estejam disponíveis em todo o Brasil, a preços viáveis. Estamos elaborando também o terceiro Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), que estabelece, para as operadoras de telefonia fixa, as metas de expansão de suas redes e serviços. O PGMU, ao lado de outros instrumentos, poderá induzir a oferta de banda larga – no atacado e no varejo – a custos finais baixos e a velocidades bem superiores às que hoje estão disponíveis no mercado.”

Airton A. Zirondi, supervisor de Documentação Técnica e morador em São Paulo (SP) disse que se inscreveu no programa Luz para Todos e ainda não foi atendido. “Gostaria de saber se a senhora vai dar continuidade a este programa”, perguntou.

“Sim, Airton. O Luz para Todos teve o prazo prorrogado para dezembro deste ano a fim de que as obras contratadas até outubro de 2010 sejam concluídas. Se o seu pedido satisfizer os critérios de atendimento, você receberá a energia elétrica dentro desse prazo. O programa foi lançado em 2003, quando eu era a ministra de Minas e Energia. Até março passado, foram beneficiados 13,6 milhões de pessoas, e até o final do ano mais 1,25 milhão serão atendidas. A eletrificação rural está permitindo aos beneficiados desde coisas simples, como tomar um copo de água gelada, assistir televisão, movimentar moinhos, fábricas caseiras, processadores de farinha de mandioca, além de tornar possível a realização de aulas noturnas em diversas localidades.”

Os milhões de brasileiros e brasileiras, explicou, que ainda viviam nas trevas do século 19 estão sendo trazidos para o século 21. O governo federal arca com 72% dos custos da eletrificação e o restante é completado pelos governos estaduais e empresas de energia elétrica. Os coordenadores responsáveis por atender às demandas e por acompanhar o cumprimento das metas são os Comitês Gestores Estaduais. Para verificar a situação de seu pedido, entre em contato com o Comitê do seu Estado.


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Brasil fecha primeiro trimestre com 38,5 milhões de acessos em banda larga. Foto: Divulgação MiniCom

O Brasil alcançou 38,5 milhões de pontos de internet em banda larga no primeiro trimestre de 2011, um avanço de 51,5% em relação à quantidade do final de março de 2010, segundo levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), divulgado nesta terça-feira (19/4). O crescimento desse segmento colocou o Brasil na oitava posição no mercado mundial de banda larga móvel e em nono lugar entre os países com maior número de acessos fixos.

Na banda larga fixa os acessos alcançaram 14 milhões ao fim do trimestre, um crescimento de 20,5% em relação a março de 2010. Já as conexões em banda larga móvel – que compreendem as oferecidas por meio de modem de conexão à internet e terminais de terceira geração (3G), como os smartphones – tiveram uma evolução de 77,7%, saltando de 13,7 milhões para 24,4 milhões no mesmo período.

De acordo com dados do final de 2010, o Brasil se posiciona como o país latino-americano com maior crescimento na banda larga móvel. No país, são conectados 25 novos acessos em banda larga a cada minuto. O mesmo estudo aponta que o Brasil lidera o ranking de acessos a esse serviço na região, com 59%, seguido pela Argentina (10%), México (6%) e Colômbia (5%), e que conta com 36% do total da base de telefones celulares na América Latina.

O levantamento da Telebrasil mostra também que os acessos em banda larga fixa com velocidades inferiores a 1Mbps estão em declínio. As conexões mais rápidas, acima de 2Mbps, já representam 20% dos acessos e é nesta faixa que se verifica o maior ritmo de crescimento. Outro dado aponta que oito em cada 10 conexões no Brasil estão em residências. Uma das consequências dessa expansão, de acordo com o estudo, é que 79% dos domicílios que têm computador já navegam na internet em alta velocidade.

Interiorização - O avanço da banda larga móvel tem permitido também a oferta do serviço em pequenas localidades como a cidade de Curuá (PA), com 13,3 mil habitantes. Presente em 1.441 municípios brasileiros, a banda larga móvel chega a cidades ainda menores, como Jatobá (MA), que tem menos de 10 mil moradores, e Santa Carmem (MT), com pouco mais de quatro mil habitantes. As redes fixas com ofertas de banda larga ao público já estão em mais de 5 mil municípios em todo o país.

Ontem (18/4), em entrevista às rádios Band News e CBN de Curitiba, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, destacou a democratização da internet de alta velocidade. Ele enfatizou que o governo pretende definir, até o fim de junho, um plano de metas para oferecer internet em larga escala por R$ 35. Com esse valor, o Plano Nacional de Banda Larga levara acesso à internet a 70% da população brasileira. Segundo o ministro, a velocidade oferecida não poderá ficar abaixo de 1 Mbps, por determinação da presidenta Dilma Rousseff.

O ministro também mencionou o esforço do governo em baratear o preço dos tablets. A expectativa é que haja uma redução de 31% no valor cobrado atualmente e que os aparelhos possam ser comprados por cerca de R$ 500 no prazo de um ano e meio. Ele explicou que, para chegar ao preço esperado, o governo já está negociando a redução do ICMS com os estados.

“Os tablets vão vender que nem pipoca”, aposta Bernardo.


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Na companhia de auxiliares diretos, a presidenta Dilma Rousseff visita o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff encerrou visita oficial à China, nesta sexta-feira (15/4), num compromisso no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE, em Xian. O conglomerado chinês de telecomunicações – que tem escritório no Brasil – comunicou, no início da semana, investimentos de US$ 200 milhões na construção de um parque industrial, um centro de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, uma plataforma de distribuição de equipamentos, um centro de treinamento e um call center, na cidade de Hortolândia (SP).

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os executivos da empresa informaram à presidenta Dilma a intenção de investir na primeira fábrica da empresa no Brasil, com uma geração de cerca de 2 mil empregos. Durante a visita que aconteceu nesta sexta-feira, Dilma estava na companhia dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e de Tecnologia, da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Antes da visita à ZTE, Dilma Rousseff participou do Fórum de Boao. Em discurso para um público de empresários e chefes de Estado e de Governo, ela afirmou que há “grandes oportunidades” no Brasil e destacou atrativos para investimentos como a estabilidade econômica e política do país.

O complexo industrial da ZTE que será instalado no estado de São Paulo produzirá, inicialmente, dispositivos como celulares e tablets, mas também fabricará equipamentos de infraestrutura para redes de telecomunicações. “Estamos visando o atendimento do Plano Nacional de Banda Larga, fornecendo tanto para a Telebrás quanto para outras operadoras”, disse Eliandro Ávila, CEO da empresa no Brasil.

A ZTE é fabricante de equipamentos de telecomunicações, de equipamentos 3G e 4G, e de soluções de rede. A empresa fornece produtos e serviços para mais de 140 países e está presente no Brasil desde 2001. Apesar de não possuir ainda nenhuma fábrica no país, a ZTE mantém apenas escritórios e um centro de treinamento e distribuição na cidade de Barueri (SP). Entre os interesses da companhia no Brasil, está a participação no Plano Nacional de Banda Larga.

Uma missão empresarial chinesa, liderada pelo ministro do Comércio, Chen Deming, virá ao Brasil em maio para mais uma rodada de negócios entre os dois países. Segundo o ministério, empresários chineses têm interesse em negócios e investimentos nos setores de energia, obras de infraestrutura para as Olimpíadas de 2016 e inovação tecnológica.

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Plano Nacional de Banda Larga levará internet rápida a 1.163 cidades brasileiras em 2011. Na imagem, crianças beneficiadas pelo programa Um Computador por Aluno. Foto: Ricardo Stuckert/Arquivo/PR

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) ganhou mais um reforço: a Telebrás assinou contrato de R$ 24,3 milhões com a empresa Medidata para o fornecimento de 2.274 Pontos de Presença da Rede para as 1.163 cidades do Sudeste e Nordeste que devem ser conectadas pelo PNBL ainda este ano.

Durante a assinatura do contrato, ocorrida ontem (9/2), o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, frisou a relevância da aquisição de equipamentos mais robustos para o roteamento de tráfego da rede, necessários para a congregação dos links de comunicação previstos no Plano. Na prática, esses equipamentos se destinam a unir os principais pontos de conexão da internet, agilizando o tráfego de dados, ou seja, melhorando a performance da conexão da internet nessas regiões.

“A parte mais importante da rede da Telebrás vai ser implementada por estes equipamentos, já que terão capacidade para transportar um volume muito grande de informações”, disse Santanna.

Segundo informações dos fabricantes, os equipamentos contratados permitirão atender mais de um bilhão de chamadas de vídeos simultaneamente.

Plano – O PNBL é um projeto do Ministério das Comunicações, com o objetivo de massificar, até 2014, a oferta de acessos banda larga e promover o crescimento da capacidade da infraestrutura de telecomunicações do país.

O Core da Rede IP – adquirido no referido contrato – integra as soluções que estão sendo contratadas pela estatal para a implementação da rede nacional de telecomunicações. Entre elas, sistemas auxilares e serviços de borda também necessários para a implementação da rede IP, além de equipamentos ópticos e de rádio. O valor total licitado pela Telebrás para este tipo de equipamentos e serviços é de R$ 60,5 milhões, que podem ser contratados no período de um ano, já que a modalidade de aquisição utilizada foi pregão eletrônico com registro de preços.

Provedores – Para por em prática o PNBL, a Telebrás está cadastrando provedores interessados em usar as redes do governo e levar internet em alta velocidade a todos os cantos do país. Até agora, 284 empresas prestaram informações à Telebrás para oferecer conexão a preço mais baixo ao consumidor. Os processos estão em fase de análise e a operação estatal na banda larga só começa em abril. Nesse sentido, a Telebrás alerta que a autorização não foi liberada para nenhum provedor e que a estatal não entra em contato diretamente com a população.

Consumidores do Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Norte já relataram ter recebido ofertas de falsos provedores para prestar o serviço. Eles dizem que têm sinal verde da estatal para fornecer internet em alta velocidade desde já.

“A Telebrás não vendeu até agora e não está vendendo até abril nenhum megabit para nenhum provedor para nenhuma empresa. Então, se alguém telefonar para o usuário final oferecendo um acesso da Telebrás pode ter certeza que isso não é verdade”, frisou Santanna.

Técnicos da Telebrás vão analisar as informações dos provedores que estão se cadastrando. Só então, as autorizações devem sair do papel. As empresas têm de dizer o número de usuários atendidos, onde atuam e de que forma pretendem estender o serviço usando as redes de fibra óptica do governo. Com essa demanda em mãos, a Telebrás vai fazer o planejamento para facilitar a conexão.


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O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse que o governo vai trabalhar projeto que visa pulverizar a produção cultural e jornalística nas emissoras de rádio e televisão. Foto: Wilson Dias/ABr

bom dia, Ministro

O fortalecimento de programas independentes culturais e jornalísticos, por exemplo, bem como uma atenção mais efetiva contra manifestações de cunho racista ou que resultem em atentados contra crianças e adolescentes seriam o foco da questão daquilo que o governo pensa em regular nas emissoras de rádio e televisão do país. A definição foi feita pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, levado ao ar pela Rádio Nacional, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

“Essa intenção do governo de regular a mídia eletrônica está na Constituição. Tem pelo menos quatro a cinco artigos que falam sobre isso. A constituição prevê que haja conteúdo regional, local, com produtores independentes culturais e de jornalismo que possam veicular conteúdo nacional dentro das programações das tvs. Além disso a Constituição proíbe manifestação de cunho racista, proíbe atentado contra a criança e o adolescente. Essas coisas precisam ser reguladas. O governo não quer controlar o que é dito nas rádios e televisões. Somos partidários de fortalecer a democracia e não de termos um retrocesso”, disse Bernardo.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista do ministro Paulo Bernardo.

O ministro explicou também que a regulamentação precisa ser determinada por lei pelo governo federal e votada pelo Congresso Nacional. Paulo Bernardo contou ainda sobre a disputa dentro do mercado de telecomunicações envolvendo operadoras de telefonia e empresas de tv por assinatura. Ele disse que empresas, quando o cidadão adquire um pacote de tv a cabo, por exemplo, recebe proposta de adquirir também linha telefônica e internet banda larga.

“Isso não está regulado. É um setor bilionário e tende a ser um dos mais importantes na economia. Por isso, acho importante fazer a regulação dessas coisas”, afirmou.

Durante a entrevista, o ministro contou sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Ele explicou que o governo trabalha para que o país tenha um serviço de qualidade dentro dos próximos quatro anos. Bernardo admitiu que, no estágio atual, o Brasil “está meio correndo atrás” uma vez que países como Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos, entre outros, possuem infraestrutura que asseguram um serviço mais veloz e a preços mais acessíveis. Ele assegurou que o ideal é termos um serviço ao custo de R$ 35 ao mês, ou abaixo dos R$ 30. Numa outra frente, segundo explicou, vem sendo incentivada a ampliação das redes de fibra óptica no país.

O ministro disse também que o governo deve iniciar discussão sobre o modelo ideal para as emissoras de rádio em programação digital. Segundo ele, tudo se dará em comum acordo com o segmento de radiodifusão. Porém, como explicou, a questão está apenas na fase inicial.

Bernardo avançou também na questão dos incentivos à indústria nacional para produção de equipamentos de informática. Como feito no passado, quando se reduziu impostos para produzir computadores mais baratos para a população, ele iniciará conversa nesta sexta-feira (4/2) com representantes da Abinne (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) com finalidade de baratear o tablet – computador em forma de prancheta eletrônica, sem teclado e com tela sensível ao toque – e essa questão pode ser colocada a partir do momento que o governo prepara uma revisão da política industrial. Mas, como frisou, as medidas devem beneficiar o setor como um todo e não apenas uma indústria.

O estímulo para que sejam desenvolvidos software nacionais é considerado uma questão importante. Para o ministro, o governo tem adotando medidas no sentido de dar tais estímulos. Por isso, defendeu que “o Brasil seja um grande exportador de software”. Além disso, Bernardo contou que o governo vem ajudando municípios de pequeno porte no fornecimento de programas que permitam modernizar a máquina pública local.

Na entrevista, Paulo Bernardo também comemorou o fato de que 95% das escolas públicas do país disporem de internet. O programa iniciado em 2007 ganhou mais agilidade no ano seguinte e, os últimos números estatísticos comprovam o avanço e a importância da oferta do serviço para os alunos. O ministro admitiu que em algumas escolas – especialmente aquelas com estruturas mais antigas – apresentam dificuldades, por exemplo, nas instalações elétricas, mas que existem recursos no Ministério da Educação para estas obras.


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Com a estreia de 12 milhões de brasileiros na internet entre 2008 e 2009, o País se consolida como um dos que mais usa a grande rede mundial de computadores no mundo, tendo mais do que dobrado o total de usuários entre nos últimos cinco anos. De 2005 a 2009, o aumento foi de 112,9% e assim o Brasil passou de 31,9 milhões de internautas para 67,9 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (8/9).

O maior avanço se deu nas regiões Norte (aumento de 213,9%, de 12% em 2005 para 34,3% em 2009) e Nordeste (aumento de 171,2%, de 11,9% em 2005 para 30,2% em 2009). A região brasileira que mais tem usuários de internet ainda é o Sudeste, hoje com 48,1% (26,2% em 2005).

Houve forte crescimento também no uso de internet por pessoas com 50 anos ou mais – 138% entre 2005 e 2009 – mas o total de pessoas nessa faixa etária que está online no País ainda é baixo, apenas 15,2%. Ainda segundo o PNAD 2009, 71,1% dos jovens entre 15 e 17 anos usam a internet, e 68,7% dos que têm 18 ou 19 anos.

O crescimento da utilização da internet, em particular as faixas etárias de 15 a 17 anos está relacionado com o aumento da disponibilidade da internet nas escolas. O programa Banda Larga nas Escolas deverá contribuir para melhorar ainda mais esse indicador: lançado em 2008, o programa alcançou 73% das escolas públicas no primeiro semestre de 2010 e, quando plenamente implementado, deverá beneficiar cerca de 86% dos alunos matriculados na rede pública de
ensino.

As mulheres avançaram mais que os homens com relação aos acessos, especialmente nas faixas etárias de 30 a 39 anos – 28,2% das mulheres contra 24,8% dos homens; de 40 a 49 anos – 31,9% contra 21,8%; e no grupo de 50 anos ou mais de idade – 46,1% contra 35,5%.

Em relação aos número de microcomputadores, a redução da carga tributária sobre equipamentos de informática de uso pessoal tem influenciado na consistente ampliação do percentual de domicílios com computadores. Em 2009, 35% dos domicílios investigados em todo o país tinham microcomputador, frente a 31,2% em 2008, e 27,4% também tinham acesso à internet contra 23,8% em 2008. A região Sudeste se manteve acima da média nacional, com 43,7%. A região Norte tem 13,2% de seus domicílios com computador e a Nordeste, 14,4%.

A Pnad 2009 investigou 399.387 pessoas em 153.837 domicílios por todo o país a respeito de temas como população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento, tendo setembro como mês de referência.


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Uma série de reuniões entre representantes da sociedade e do governo federal estão sendo realizadas nesta sexta-feira (7/5) em Brasília para discutir o Plano Nacional de Banda Larga, lançado quarta-feira (5/5). Participam desses encontros a ministra Erenice Guerra (Casa Civil), Cezar Alvarez (coordenador dos Programas de Inclusão Digital do governo federal) e Rogério Santana (secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento), bem como empresas operadoras de telefonia, de equipamentos de telecomunicações com tecnologia nacional, especialistas em tecnologia da informação e comunicação, prestadores de serviços de telecomunicações e representantes de usuários.

Nos encontros desta sexta-feira também serão discutidos a composição e os nomes dos indicados para o Fórum Brasil Digital, que o governo criará, no âmbito do PNBL, como instância permanente de discussão de questões relacionadas à internet rápida no país.

Todos os setores já foram ouvidos ao longo da elaboração do Plano Nacional de Banda Larga. No dia 2 de fevereiro houve reunião do presidente Lula com especialistas em tecnologia da informação e comunicação e representantes de usuários. No dia 5 de fevereiro, foram feitas reuniões na Casa Civil com empresas operadoras de telefonia e prestadores de serviços de telecomunicações. E, no dia 9 de fevereiro, Alvarez encontrou-se com representantes de lan houses.


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Pois bem, qual é a minha disposição? É que nós precisamos fazer a inclusão digital, garantindo quemais todo brasileiro, independentemente da origem social, seja ele dono de um bilhão ou dono de um tostão, ele tenha possibilidade de ter acesso à inclusão digital, com computador, banda larga, para ele poder descobrir oportunidades.

Presidente Lula no lançamento do Projeto BH Digital -- Belo Horizonte, 21 de outubro de 2009

Para o Brasil sair dos atuais 12 milhões de domicílios com acesso à internet por banda larga e chegar a 40 milhões até o final de 2014, o governo vai investir quase R$ 13 bilhões no Plano Nacional de Banda Larga, que foi lançado oficialmente nesta quarta-feira (5/5) em Brasília -- clique aqui para ver apresentação. A prioridade neste momento são 15 estados do Nordeste e Sudeste, mais a capital federal, regiões que já contam com anéis de fibra ótica. Outras 100 cidades serão escolhidas para receber os investimentos do plano, com prioridade para locais da administração pública que estejam relacionados à saúde, educação e segurança.

O gerenciamento do Plano Nacional de Banda Larga caberá à Telebrás, que atuará em parceria com as empresas privadas. Segundo Rogério Santana, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, o plano do governo para implementar a internet banda larga no Brasil reduzirá o custo atual do serviço para no máximo R$ 35 (velocidade de 512 kbps, no mínimo) -- há a opção de um plano mais simples, a R$ 15, que oferecerá velocidade de 512 kbps e limitação de downloads.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também presente ao lançamento, comparou o PNBL ao programa Luz para Todos, que levou energia elétrica a mais de 10 milhões de pessoas em todo o Brasil. “Buscamos a cidadania e a competitividade da economia brasileira, que é feita com a inclusão digital”, disse.


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