Cerca de 5,5 milhões de trabalhadores receberam o Abono Salarial referente ao exercício 2011/2012, no valor de um salário mínimo (R$ 545). Isso resulta em injetar R$ 3 bilhões na economia. O benefício foi pago, durante a semana, por meio de depósito, para trabalhadores que têm conta poupança na Caixa Econômica Federal (CEF) ou conta social. No total, 19.979.814 trabalhadores têm direito a receber o Abono Salarial neste exercício, com dispêndio de cerca de R$ 10,9 bilhões para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Ainda este mês serão realizados os pagamentos na modalidade PIS Empresa, pela Caixa, e Fopag, pelo Banco do Brasil. Nesses casos, os empregadores firmaram convênios com os agentes pagadores e o benefício será disponibilizado para os trabalhadores juntamente com o salário.
O pagamento aos demais identificados neste exercício terá início no dia 10 de agosto, nas agências do Banco do Brasil, e dia 11 na Caixa. A data para sacar o benefício é de acordo com o mês de aniversário do beneficiário, no caso dos trabalhadores cadastrados no Programa de Integração Social (PIS), ou pelo final da inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Púbico (PASEP). Já podem sacar o benefício no próximo mês trabalhadores nascidos em julho, agosto e setembro. Os inscritos no PASEP com final entre 0 e 7 também poderão receber em agosto.
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o pagamento do Abono Salarial é uma importante renda extra com a qual o trabalhador com carteira assinada pode contar, e seu pagamento faz injetar dinheiro na economia, ajudando a gerar mais empregos.
“Os números são grandiosos e mostram que cerca de 20 milhões de trabalhadores têm direito a este 14° salário. Este salário a mais tem grande impacto para os trabalhadores de baixa renda. Isso ajuda em muito os trabalhadores”, diz.
Beneficiários – Têm direito a receber o benefício pessoas que trabalharam com vínculo empregatício por pelo menos 30 dias em 2010, recebendo, em média, até dois salários mínimos, que naquele ano teve o valor de R$ 510. Também é preciso estar inscrito no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Púbico (PASEP) há cinco anos, ou seja, pelo menos desde 2006, e ter sido informado corretamente pelo empregador junto à Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2010).
Onde receber – Os trabalhadores inscritos no PIS recebem o abono salarial nas agências da Caixa e os que tiverem Cartão Cidadão com senha cadastrada também podem fazer o saque em Lotéricas, Caixa de Auto-atendimento e postos do Caixa Aqui. Os inscritos no PASEP recebem no Banco do Brasil. Para sacar, devem apresentar um documento de identificação e o número de inscrição no PIS ou PASEP.
O Banco do Brasil foi o vencedor da licitação realizada pelos Correios nesta terça-feira (31/5), em Brasília, para a escolha do parceiro do Banco Postal. Além do vencedor, participaram do certame o Bradesco, a Caixa Econômica Federal e o Itaú.
O Banco do Brasil venceu a licitação com a proposta de R$ 2,3 bilhões, referente ao valor básico de acesso ao negócio. O pagamento deverá ser feito à ECT em até 10 dias após a assinatura do contrato, que tem duração de cinco anos e meio, prorrogável por mais cinco anos.
Além desse valor, o banco pagará, até 2 de janeiro de 2012, mais R$ 500 milhões pela utilização das agências da ECT. Também está previsto o repasse mensal do valor referente à participação da ECT nas transações efetuadas pelo Banco Postal, que é estimado em R$ 350 milhões por ano.
O Banco do Brasil deve iniciar a prestação do serviço em 2 de janeiro de 2012 — o contrato com o atual parceiro, o Bradesco, vai até o final de 2011.
Para o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, a disputa acirrada — foram 12 rodadas de lance — demonstra o valor de uma parceria com os Correios. Bernardo ainda destacou a transparência de todo o processo de licitação conduzido pela ECT e parabenizou o Banco do Brasil pela disposição de conquistar novos espaços. “Essa parceria abre um espaço enorme para a interiorização dos serviços bancários”, afirmou.
O Banco Postal possui hoje mais de 6 mil agências, que cobrem 95% dos municípios do Brasil. Desde a sua criação, em 2002, mais de 10 milhões de contas já foram abertas.
O Banco Postal tem participado efetivamente do compromisso governamental de promover a inclusão bancária e social. Cerca de 93% dos correntistas têm renda de até três salários mínimos.
Os estudantes de cursos de nível superior interessados no Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies) já podem se inscrever para solicitar o benefício. A partir desta segunda-feira (31/01) a inscrição pode ser realizada em qualquer período do ano.
Para solicitar o benefício, o estudante deve estar matriculado em curso presencial de graduação com pontuação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), oferecido por instituição de ensino superior particular participante do Fies. No caso de alunos que ingressaram no ensino superior durante o primeiro semestre de 2011 também é obrigatória a participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O pedido de financiamento restringe-se a um único curso de graduação, no qual o estudante esteja regularmente matriculado. Não é considerado regularmente matriculado quem estiver com a matrícula trancada. A inscrição deve ser efetivada no Sistema de Financiamento ao Estudante (Sisfes). Além de informar dados pessoais, do curso e da instituição de ensino, o estudante deve optar pelo financiamento da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil, únicos agentes financeiros do Fies, e escolher uma agência.
Ao concluir a inscrição, o candidato terá dez dias para procurar a comissão permanente de supervisão e acompanhamento da instituição de ensino em que estuda para providenciar a validação das informações fornecidas. Após a confirmação das informações, a comissão emitirá documento de regularidade de inscrição. Com ele, o estudante terá 20 dias para procurar os agentes financeiros.
A taxa de juros do Fies é de 3,4% ao ano para todos os cursos. O percentual mínimo de financiamento no momento da inscrição é de 50% do valor dos encargos educacionais cobrados do estudante pela instituição de ensino. O percentual máximo pode chegar a 100% quando o comprometimento da renda familiar bruta per capita com encargos for igual ou superior a 60% ou no caso de bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que optem por inscrição no Fies no mesmo curso em que é beneficiário da bolsa e estudantes de cursos de licenciatura, independentemente da renda familiar mensal bruta per capita. O prazo para quitação da dívida é de três vezes o período de duração do curso mais 12 meses. Além disso, o estudante terá um prazo de carência de 18 meses após a conclusão dos estudos para iniciar o pagamento.
Micro e pequenas empresas das regiões atingidas pelas enchentes poderão ter crédito facilitado pelo Banco do Brasil. Na imagem, pequeno mercado em Teresópolis fica destruído após inundação. Foto: Valter Campanato/ABr
Cerca de 170 mil trabalhadores da região Serrana do Rio de Janeiro poderão ser beneficiados com a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), segundo estimativa da Caixa Econômica Federal. De acordo com o banco, a expectativa é de que o recurso desses trabalhadores seja liberado até abril de 2011, uma vez que os trabalhadores têm até 90 dias para dar entrada no processo. O pagamento do FGTS acontece após o recebimento da Declaração de Área Atingida, a ser emitida pelas prefeituras das cidades envolvidas.
Para fazer o saque, é necessário que o intervalo entre uma movimentação na conta do FGTS e outra não seja inferior a 12 meses. O teto para o saque é de R$ 5,4 mil, conforme o Decreto nº 7.428 publicado hoje (17/1) no Diário Oficial da União. A Caixa estuda, ainda, outras medidas de apoio às vítimas das enchentes relacionadas à crédito pessoal e financiamento habitacional. Tais ações podem ser anunciadas nas próximas horas.
Nesta segunda-feira (17/1), o Banco do Brasil (BB) também acionou medidas de apoio emergencial às comunidades prejudicadas pelas enchentes. Os clientes da região poderão optar por renovar os empréstimos em todas as linhas oferecidas pelo banco, inclusive consignado e modalidades de crédito direto ao consumidor, e pagar a primeira prestação daqui a seis meses. Nas novas operações, a carência também será de 180 dias para a primeira prestação e os prazos poderão chegar a 60 meses.
Para as micro e pequenas empresas, o BB suspenderá por até seis meses a cobrança mensal das parcelas de capital e de juros de operações. Por meio da linha Reescalonamento de Dívidas MPE, será possível renegociar todas as dívidas de capital de giro e recebíveis, com prazo de até 60 meses, incluída nova carência de até seis meses e com taxa de juros reduzida. À medida que a situação se normalizar, as empresas terão acesso a condições especiais para o refinanciamento de suas dívidas.
A exemplo do que aconteceu em 2010 nos estados de Pernambuco e Alagoas, o Banco do Brasil e o BNDES irão disponibilizar linha de capital de giro e investimentos com taxas e prazos diferenciados às empresas. Na linha Proger Urbano Empresarial, será admitido o refinanciamento da dívida pelo prazo de até 96 meses, incluída nova carência de até seis meses, com manutenção dos encargos financeiros contratados e dispensa de entrada mínima.
Já os produtores rurais que tenham operações de crédito vencendo de janeiro a março deste ano poderão fazer o pagamento, mantidos os mesmos encargos, em até 180 dias corridos da data original. Além disso, a dívida poderá ser prorrogada por períodos superiores a 180 dias.
Educação - Estudantes que vivem em Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e demais municípios atingidos pelas inundações no estado do Rio de Janeiro receberão bolsas de assistência estudantil do Ministério da Educação. A condição é terem sido selecionados para cursos de educação superior pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou para obtenção de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). A assistência equivale a ajuda de custo de R$ 350 por mês.
Além da assistência estudantil, o MEC, em parceria com o Ministério das Comunicações e operadoras de telefonia, oferece acesso gratuito à internet em lan houses das cidades afetadas pelas enchentes, para que os estudantes possam fazer a inscrição no Sisu — o prazo vai até quinta-feira (20/1). Além desses pontos, todos os campi dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia do Rio de Janeiro e Fluminense e do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio de Janeiro liberaram o acesso à internet aos estudantes. Na região fluminense afetada pelas enchentes, 9,5 mil estudantes fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujas notas são usadas no processo de seleção do Sisu.
Em Teresópolis, os estudantes têm acesso liberado na Avenida Oliveira Botelho 87, Bairro Alto. Em Nova Friburgo, na rua Alberto Brauen, 227. Em Petrópolis, no campus do Cefet, prédio do antigo fórum, no centro da cidade. Todos os pontos foram instalados no domingo (16/1).
Presidente Lula percorre um dos trechos afetados pelas enchentes em Alagoas. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo federal liberou de imediato R$ 500 milhões para fazer frente as demandas dos estados de Alagoas e Pernambuco que passam por dificuldades em função da tragédia provocada pelas chuvas que atingiram cerca de 80 municípios naquela região. O anúncio do repasse do dinheiro foi feito pela ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que acompanha o presidente Lula em visita aos dois estados. A ministra explicou que o volume total de dinheiro chega a R$ 550 milhões, já que o governo colocou à disposição, num primeiro momento, R$ 50 milhões.
Na mesma linha de atuação, o governo informou que os cidadãos que possuem FGTS poderão sacar até o valor total em conta na Caixa Econômica Federal (CEF). O Ministério da Saúde irá transferir R$ 21 milhões para Pernambuco e R$ 26 milhões para Alagoas no sentido de recuperar os hospitais e postos de saúde. O Ministério da Educação liberou R$ 51 milhões para obras nas escolas estaduais e deve decidir na próxima semana os recursos a serem repassados para colégios municipais.
“Chamo de adiantamento porque ainda não sabemos o volume de recursos necessários para implementar todas as ações. Não estamos aguardando nenhum plano de trabalho. Nós estamos adiantando os recursos e os estados, posteriormente, prestarão contas”, afirmou Erenice Guerra.
A ministra informou que o presidente Lula irá assinar dentro das próximas horas Medida Provisória com a instituição de linha de financiamento de R$ 1 bilhão. O dinheiro a juro subsidiado tem por finalidade fazer frente à demanda por capital de giro, material de construção, atendimento de comércio e demais empresas de pequeno, médio e grande porte. Os recursos estarão no Banco do Nordeste (BNB), com supervisão do BNDES e Banco do Brasil.
O presidente Lula iniciou a entrevista coletiva, em Palmares (PE), explicando o motivo de sua visita aos estados afetados pelas enchentes. Segundo ele, nos casos de catástrofe, num primeiro momento deve-se atender as demandas imediatas da população prejudicada, como por exemplo, o fornecimento de alimentos, medicamentos e assistência médica. Depois, conforme sinalizou, inicia-se a etapa de recuperação daquilo que foi destruído.
“Já vi muitas fotos, filmes, mas nenhuma fotografia ou filme monstra a gravidade da situação que encontrei aqui”, disse o presidente.
Ao término da coletiva, Lula explicou que “trata-se de obrigação política humana e moral ajudar a reconstruir o que foi destruído nos dois estados”. Segundo Lula, o governo não se limitará nessa ajuda. Para o presidente, todos os recursos necessários vão ser colocados à disposição. O presidente explicou também que a Caixa Econômica Federal (CEF) fechará contratos com as prefeituras para a construção de moradias no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. O objetivo é atender as famílias que perderam suas residências. Porém, o presidente condicionou o projeto em terrenos que se situam distante das margens dos rios.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou que o momento é começar o processo de reconstrução das cidades. Campos destacou que o presidente Lula, desde os primeiros instantes de tragédia, colocou a estrutura à disposição dos dois estados. De Palmares, Lula seguiu para o estado de Alagoas onde se encontrou com o governador Teotônio Vilela. Na visita, Lula concedeu outra entrevista.
(Primeira parte da íntegra em vídeo do discurso do presidente Lula no encontro da construção civil realizado em Maceió, Alagoas. Para ver as outras quatro partes, clique aqui)
Os empresários e trabalhadores brasileiros precisam do Estado, e o Estado precisa dos empresários e trabalhadores para, juntos, construírem uma sociedade democrática, republicana e estável, que promova o desenvolvimento por igual em todo o País, afirmou o presidente Lula em discurso nesta quarta-feira (9/6) durante a abertura do 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em Maceió (Alagoas). O setor, disse o presidente, vive um momento mágico e tem que aproveitar essa oportunidade para mapear os avanços obtidos e o que falta fazer para que se possa aprimorar ainda mais, além de apresentar sua pauta de reivindicações para apontar novas referências para o governo fazer.
A construção civil brasileira, seja a construção civil leve, seja a construção civil pesada, vive um momento mágico neste País. Em todas as cidades, em todos os estados, na cidade pequena ou na cidade grande. E isso porque nós arrumamos a casa e o Brasil está agora colhendo os frutos daquilo que plantou. (…) E não vai poder parar mais.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Lula afirmou sentir pena dos governantes brasileiros antes dele, porque estavam todos “atrofiados”, sem recursos para financiar grandes obras, sem crédito para oferecer aos empresários. O último presidente que teve condições de fazer grandes investimentos em infraestrutura, por exemplo, foi Ernesto Geisel, “que conseguiu porque o dólar estava muito barato e nós tomamos dinheiro emprestado nos anos 70 para fazer uma boa política de desenvolvimento”. Mas veio o forte aumento de juros promovido pelo Banco Central americano e o Brasil ficou “sufocado durante duas décadas e meia”, afirmou o presidente, passando então a ficar dependendo da “boa vontade do FMI para fazer as coisas”.
Lula elogiou o fato do encontro estar sendo realizado num pequeno estado do Nordeste, Alagoas, que durante muitos anos foi “carimbado como estado que nasceu para não dar certo”, um estado que tinha muitas dificuldades, e que hoje vive uma realidade diferente -- como o resto do País. Isso graças ao papel que foi devolvido ao Estado brasileiro, de indutor da economia, promovendo medidas que ajudaram diversos setores, como a construção civil, que sofreu durante 20 anos com a falta de investimentos em obras dos governos federal, estaduais e municipais, lembrou o presidente.
O Brasil agora tem crédito. “Não é possível um capitalismo sem capital”, reafirmou o presidente Lula durante o encontro da construção civil em Maceió, citando a importância de programas como o Minha Casa, Minha Vida na retomada do setor e comparando o volume de recursos disponíveis no País quando chegou à Presidência aos de hoje. O Brasil tinha em 2003, R$ 380 bilhões para crédito no País inteiro -- dinheiro que o Banco do Brasil sozinho oferece hoje ao mercado. A Caixa Econômica Federal (CEF) tinha R$ 5 bilhões para financiamento da casa própria, hoje são R$ 47 bilhões -- com meta de chegar a R$ 55 bilhões este ano. O BNDES conseguia liberar no máximo R$ 38 bilhões e no ano passado chegou a emprestar R$ 139 bilhões e já projeta chegar a mais de R$ 150 bilhões em 2010. “É só disponibilizar o crédito que as coisas acontecem”, disse.
Inventou-se que o Estado tinha que ser o Estado mínimo, de que o Estado era inoperante, de que o Estado era um fracasso. Agora, quando aconteceu a maior crise econômica depois do crack de 1929, foi o Estado que conseguiu retomar a economia -- e no Brasil, foi o Estado que tomou a decisão de comprar banco.
O País aprendeu a gostar de si próprio e não quer mais voltar ao tempo de vacas magras, afirmou Lula sob aplausos dos empresários da construção civil. “Somos um País de 190 milhões de ‘caras’, são os empresários, são os trabalhadores, são os intelectuais. Nós estamos em um outro patamar”, disse ele. “Daqui pra frente, só temos como melhorar”
Presidente Lula confere produção de agricultor que contou com microcrédito do Banco do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Uma das prioridades do governo é ampliar e assegurar o acesso de famílias mais pobres a crédito e serviços que permitam a melhoria da sua qualidade de vida, afirmou o presidente Lula em discurso nesta terça-feira (8/6), em Fortaleza (CE), durante comemoração dos cinco anos do programa de microcrédito do Banco do Nordeste Brasileiro (BNB). Os mais pobres têm como maiores patrimônios o seu nome e sua honra, e por isso o programa de microcrédito tem uma baixa taxa de inadimplência, disse o presidente.
Lula afirmou durante a cerimônia que seu governo trabalhou durou para aumentar o volume de crédito no País, lembrando que o volume total disponível em 2003 era de apenas R$ 380 bilhões, saltando para R$ 1,5 trilhão em sete anos. Só o Banco do Brasil tem hoje o mesmo montante que o Brasil inteiro tinha em 2003. Lula contou que o governo investiu no crédito consignado, uma fator importante para assegurar que os cidadãos pudessem tomar dinheiro a juros mais baratos, e ao mesmo apostou em programas sociais como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Luz para Todos.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
Lula contou ainda que o seu governo tem investido mais recursos em infraestrutura do que governos anteriores. Segundo o presidente, o Brasil ficou sem projetos porque durante 25 anos se pensava apenas em pagar a dívida externa. Como consequência, o País perdeu na oferta de mão de obra qualificada.
Durante a cerimônia o presidente Lula falou também um pouco sobre futebol. Brincou com a platéia sobre o jogo Ceará e Corinthians, que será realizado pelo Campeonato Brasileiro após a Copa do Mundo, e disse que o Brasil será campeão na África do Sul. “O Brasil está na moda. Vamos ser campeões do mundo. Irei à África do Sul no dia 11. Vou está lá”, afirmou para mais adiante explicar que assistirá a final em Joanesburgo porque naquela ocasião receberá as credenciais concedidas ao Brasil para realizar a próximo competição mundial de seleções de futebol.
Presidente Lula discursa durante Fórum Empresarial Brasil-Rússia (Moscou, Rússia, 14/05/2010) Foto: Ricardo Stuckert/PR
O uso das moedas brasileiras e russas no comércio entre os dois países consiste num importante desafio do século 21. A posição foi apresentada pelo presidente Lula durante discurso de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Rússia. Para uma plateia de cerca de 300 empresários, Lula explicou que tal proposta se faz necessária para que “não estejamos tão vulneráveis”. Ele enfatizou que a recente crise financeira na Grécia mostrou que as medidas adotadas pelas grandes potências não foram suficientes para impedir que outros países ainda sejam afetados.
Além disso, o presidente brasileiro defendeu que Brasil e Rússia, seja em qualquer fórum mundial -- como exemplo G-20 ou Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) -, façam prevalecer o setor produtivo em relação ao setor financeiro. Explicou também que o setor financeiro deve ter por função destinar recursos ao segmento produtivo. Lula contou a experiência do Brasil, onde os bancos públicos tiveram papel fundamental no momento da crise econômica mundial que se alastrou no último trimestre de 2008.
“No Brasil, se não fossem os bancos públicos BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal teríamos dificuldades para enfrentar a crise”, explicou. Ele enfatizou que “no Brasil não teve mágina na economia”, mas o que prevaleceu foi a seriedade das autoridades locais no enfrentamento do problema.
Outro desafio lançado pelo presidente Lula foi exatamente a operação aérea direta Brasil-Rússia. Segundo explicou, a inexistência de voo ligando Moscou a outra capital brasileira é algo inexplicável para os dois países que desejam ampliar as relações comerciais. Lula destacou também as oportunidades que estão sendo apresentadas pelo Brasil. Conforme explicou, o momento brasileiro, que se prepara para a Copa 2014 e os Jogos Olímpicos 2016, permite que os investidores russos se voltem para o mercado nacional.
Ao propor um fluxo comercial de US$ 10 bilhões ainda este ano, Lula lembrou que no passado o Brasil dava prioridade aos blocos econômicos da Europa e do Estados Unidos. No entanto, em sua gestão, passou a valorizar o comércio com países das Américas do Sul e Latina, com o continente africano, além do fortalecimento das relações com os países árabes e asiáticos.
Antes de participar do fórum empresarial, Lula compareceu à cerimônia de deposição de oferenda floral no túmulo do soldado desconhecido da II Guerra Mundial. À tarde, o presidente reúne-se com o presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, e com o primeiro-ministro, Vladimir Putin. Em seguida, Lula embarca para Doha (Catar), o segundo país a ser visitado no périplo internacional. Até a próxima semana, ele passará por Teerã (Irã), Madri (Espanha) e Lisboa (Portugal).
Infográfico: Thiago Melo
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Muitos países do mundo não vão atingir as metas do milênio estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem cumpridas até 2015, mas o Brasil não só cumprirá os oito objetivos propostos como deverá superar vários deles, afirmou o presidente Lula durante a 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, realizada nesta quarta-feira (24/3) em Brasília. Entre as razões do sucesso brasileiro na empreitada, o presidente apontou o momento mágico que o Brasil vive na relação entre sociedade e Estado, “porque as pessoas começaram a acreditar que alguma coisa nova está acontecendo no País”.
E essa coisa nova que está acontecendo no País é apenas o fato de que o estado brasileiro e o governo passaram a acreditar que a sociedade tem um papel extraordinário para cumprir. A gente poderia pegar o Banco do Brasil como exemplo, a Caixa Econômica Federal (CEF), o BNDES, várias instituições públicas de peso, que há algum tempo atrás agiam como se não tivessem nenhum compromisso além daquilo que estava estabelecido na normatização da sua existência. Não tinham uma relação de acreditar no Brasil, de facilitar as coisas, de permitir que as coisas fluíssem com facilidade.
Lula defendeu o papel das prefeituras na solução dos principais problemas brasileiros -- e mesmo no mundo:
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:
Para Lula, muitos países não cumprirão as metas do milênio por culpa da falta de solidariedade dos países ricos, que defendem o livre comércio apenas para os seus produtos, nunca para os produtos dos mais pobres. O presidente lembrou que até os Estados Unidos, um dos maiores defensores do livre comércio do mundo, toma uma posição indefensável quando não cumpre determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC) que deu ganho de causa ao Brasil na questão dos subsídios americanos aos seus produtores de algodão.
O presidente brasileiro afirmou que o Brasil não estava preocupado com a concorrência do algodão americano -- “temos tecnologia para competir com eles nessa e em outras áreas” -- mas sim com os países africanos, muitos dos quais dependem quase que exclusivamente da exportação de seus produtos agrícolas.
O que nós queríamos na verdade era ajudar os países africanos. Alguns produzem por ano 400 toneladas de algodão e esse é o seu único produto de exportação. E ele precisa que os países ricos não dêem subsídios para seus produtores para que o mundo rico possa comprar o produto desses produtores mais pobres.
O presidente Lula seguiu a agenda de trabalho nesta terça-feira (2/3) comemorando resultados. Depois da inauguração da fábrica da Case New Holand (CNH) em Sorocaba (SP) e do almoço-reunião com empresários do setor automobilístico na capital paulista, Lula participou da cerimônia de encerramento do encontro de executivos do Banco do Brasil, ainda em São Paulo. Em diversos momentos de seu discurso, o presidente destacou a importante participação do BB na aquisição de bancos como o Nossa Caixa e o Votorantim no auge da crise financeira mundial, e também ao colocar à disposição de seus clientes recursos do sistema de crédito consignado.
Além de lavar a alma daqueles brasileiros que ainda acreditam no setor público, no Estado, o Banco do brasil pode ensinar os outros bancos a fazer crédito para o povo brasileiro.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula destacou também a importância do banco na aquisição de outras entidades do sistema financeiro e destacou a decisão de aquisição do Nossa Caixa, no ano passado, um banco estadual, e do Votorantin, detentor de uma carteira de carros usados. No caso do Nossa Caixa, Lula ouviu ponderações sobre o fato de estar “salvando” uma instituição que tinha como principal articulador o governador José Serra, potencial adversário político nas eleições de 2010. Lula explicou que tratou o assunto como um negócio.
Lula enfatizou ainda a importância dos funcionários do banco, que deveriam ser mais bem remunerados, explicando que os salários daqueles que trabalham no BB são menores se comparados com os de bancos privados. “Na verdade, se a gente for verificar, um gerente deve ganhar entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, o que é pequeno diante da responsabilidade que tem para prestar o serviço”, explicou.
Para o presidente, houve um movimento no passado que teve por objetivo depreciar os resultados do BB com o único objetivo de privatizá-lo. Porém, isso não aconteceu e, como decorrência, o banco saiu mais fortalecido em especial quando permitiu que correntistas adquirissem ações do banco.
Acompanhei muito e vi muitas vezes manchetes estampadas falando do déficit do BB. Aquelas manchetes cheiravam a gosto de privatização. (…) Graças a Deus o BB não foi privatizado. Abriu para venda de ações e isso foi um bem para o BB.
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