
O jornal britânico Financial Times publicou artigo da presidenta Dilma Rousseff em sua versão online nessa quarta-feira (21/9) e, na versão impressa, nesta quinta-feira (22/9), intitulado “Brazil will fight back against the currency manipulators”. Na publicação, a presidenta fala sobre a crise financeira internacional, consequência da crise de 2008 que afetou as economias avançadas.
Em seu artigo, Dilma Rousseff afirma que, com um crescimento ainda fraco, os países desenvolvidos vêm adotando políticas monetárias expansionistas, em vez de uma combinação mais equilibrada de estímulos fiscais e monetários. Na opinião da presidenta brasileira, o grande desafio que o mundo terá que lidar nos próximos anos será o de enfrentar a questão das dívidas soberanas e dos desequilíbrios fiscais.
“Os países emergentes seguem sustentando o crescimento, mas não podem, sozinhos, assumir o papel de locomotivas da economia global.”
Leia as versões em português e em inglês ou leia a publicação na versão impressa.
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O presidente Lula defendeu a governança global mais representativa e transparente no artigo intitulado “Os BRIC: Pensando o Futuro”, publicado hoje (16/04), no Jornal O Estado de São Paulo.
“O grupo BRIC nasceu há dez anos como uma mera sigla. Identificava um grupo de países que começava a transformar a realidade global.
Essas mudanças começam pelo fato de que, juntos, Brasil, Rússia, Índia e China já contribuem com 15% do PIB mundial. Somos países onde tudo é em grande escala. Representamos quase metade da população mundial, 20% da superfície terrestre e possuímos recursos naturais abundantes.
Somos, sobretudo, nações conscientes de nosso potencial como agentes de renovação. Por isso, os BRIC já não são apenas um conjunto de letras. São uma referência incontornável na tomada das principais decisões internacionais. Estamos unindo esforços e coordenando posições para propor uma discussão mais transparente e democrática dos desafios que defrontam a humanidade como um todo.”
No texto, também foram abordados temas globais, como segurança alimentar, energia e mudança climática.
“Em nenhum tema o impasse negociador é tão grave quanto na questão ambiental. Por isso, os BRIC estão empenhados em ajudar a fechar o acordo que faltou em Copenhague. Reduzir os gases de efeito estufa e manter o crescimento robusto nos países em desenvolvimento requer que todos façam sua parte, como vêm demonstrando o BRIC com iniciativas ambiciosas para mitigar suas emissões.
Por isso, os grandes poluidores históricos têm um encargo especial. O equilíbrio que o Protocolo de Quioto estabelece é indispensável para podermos avançar juntos.
(…)
Dependemos cada vez mais uns dos outros. É imprescindível forjar uma governança global mais representativa e transparente, capaz de inspirar unidade de propósito e revitalizar a vontade coletiva em busca de soluções consensuais. Os BRIC cumprirão com suas responsabilidades nessa caminhada.”
Clique aqui para ler a íntegra do texto.
O jornal Valor Econômico publica, na edição desta quinta-feira (17/12), artigo assinado pelo presidente Lula, o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, e o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono. Sob o título “Precisamos salvar as florestas tropicais remanescentes do mundo e o clima”, os autores afirmam que “a mudança do clima é o maior desafio de nossos tempos”.
“Estamos unindo esforços com outros países para estabelecer uma parceria Norte-Sul em defesa das florestas tropicais. Trabalhamos com cerca de 40 países – desenvolvidos e em desenvolvimento – para ampliar em bases provisórias o financiamento às florestas tropicais. O relatório final desse estudo concluiu ser possível reduzir até 2015 o desmatamento e a destruição de turfeiras em países em desenvolvimento em 25%. Seriam necessários entre 15 e 25 bilhões de euros, no período 2010-2015, para consolidar uma estrutura global de incentivos. Pode parecer muito dinheiro, mas a contenção do desmatamento e da destruição de turfeiras é, sem dúvida, uma das formas com melhor relação custo-benefício para enfrentar a mudança do clima. Com um centavo por dia para cada cidadão dos países ricos, poderíamos evitar a emissão de 7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em seis anos.”
Leia aqui a íntegra do artigo.
E como devemos proceder? Questionam os autores. 1 – Devemos conferir valor econômico às florestas tropicais. 2 – Precisamos de uma parceria focada em resultados. 3 – É preciso garantir financiamento para capacitar as instituições nacionais que lidam com os vetores do desmatamento e para estabelecer um sistema robusto de monitoramento de emissões.
E concluem: “Em Copenhague, estaremos na vanguarda, encorajando os demais líderes mundiais a apoiar nosso trabalho. Para salvar as florestas tropicais do mundo, precisamos tanto de ações emergenciais quanto de um compromisso de longo prazo. Um acordo sobre desmatamento pode contribuir de forma decisiva para o êxito em Copenhague. Sabemos o que precisa fazer. Sabemos como fazê-lo. É chegada a hora de agir.”
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