Presidente Lula durante cerimônia de cumprimentos ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos Calderón. Foto: Ricardo Stuckert
O novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos Calderón, confirmou neste sábado (7/8) que visitará o Brasil no próximo dia 1º de setembro. A viagem do presidente eleito colombiana foi tratada pelos ministros das Relações Exteriores Celso Amorim (Brasil) e María Ángela Holguín (Colômbia) durante reunião na residência oficial do embaixador do Brasil na Colômbia, Valdemar Carneiro Leão Neto. O presidente Lula chegou a Bogotá na noite de sexta-feira (6/8) para participar do jantar oferecido pelo ex-presidente Álvaro Uribe a chefes de Estado e também para a cerimônia de posse de Juan Manuel Santos. Nas últimas duas semanas, Lula esteve também nas fronteiras do Brasil com Uruguai e Paraguai, em San Juan (Argentina) para reunião do Mercosul e com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em Caracas.
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Antes de participar da cerimônia de posse do presidente da Colômbia, Lula teve reunião bilateral com o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, num hotel em Bogotá. Foto Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula avaliou como sendo importante o atual momento político vivido na América do Sul. Segundo ele, os países vizinhos estão descobrindo a importância do bom convívio. O presidente brasileiro fez as considerações no contexto dos entendimentos que estão em curso entre a Venezuela, a Colômbia e o Equador. Lula afirmou que a participação do presidente equatoriano, Rafael Correa, e do ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, são indicativos da volta à normalidade na região. Dezessete chefes de Estado ou de Governo estão em Bogotá para a cerimônia de posse do presidente eleito Juan Manuel Santos Calderón.
“A tese que o Brasil tem defendido é que a América do Sul não pode jogar fora o século 21 como se jogou o século 20. Quando nós, ao invés de discurtirmos o desenvolvimento da América do Sul, a parceria entre nós, a unificação de empresas, os investimentos recíprocos, ficamos sempre achando que viria da Europa ou dos Estados Unidos a riqueza que nós precisaríamos para sermos uma grande nação. E agora descobrimos que tudo que vier para nos ajudar é importante. Mas, o mais importante será tudo aquilo que a gente puder construir a partir das nossas possibilidades, da nossa realidade. E eu acredito que tanto a Colômbia quanto a Venezuela têm clareza de que é preciso voltar à normalidade. E eu estou otimista com relação a essa realidade.”
Ouça abaixo a íntegra da entrevista do presidente Lula.
Lula iniciou a entrevista com jornalistas brasileiros explicando que enquanto Álvaro Uribe permaneceu na Presidência da Colômbia manteve o melhor relação com o governante. Tanto é assim que fez questão de comparecer, ontem à noite, ao jantar oferecido por Uribe aos chefes de nações que vieram para a cerimônia de transmissão de cargo na Casa de Nariño – sede do governo local. Neste momento, Uribe transfere o comando da Colômbia para o presidente Santos, em evento que ocorre na Praça Bolívar, na capital colombiana.
“Eu não tenho e nunca tive nenhum problema com o presidente Uribe. A relação entre Colômbia e Brasil sempre foi dentro do mais alto nível de respeito e colaboração. Quem me conhece sabe que jamais, por qualquer desentendimento ou malentendido, a gente viria a ter problema com a Colômbia. É o país que tem um fronteira importante com o Brasil e nós queremos continuar com essa boa amizade de progresso e desenvolvimento com a Colômbia. Por isso fiz questão de vir no jantar do presidente Uribe e vir à posse do presidente Santos.”
Diante da insistência do estabelecimento de paz entre os países sul-americano, Lula explicou que a partir desta data as questões referentes aos dois países passam a ser tratadas pelos presidentes Santos e Hugo Chávez. Neste sentido, o presidente brasileiro explicou que ontem (6/8), manteve uma conversa com Chávez na companhia do secretário-geral da Unasul [União das Nações Sulamericanas], Néstor Kirchner, quando percebeu sinais de que as questões devem ser resolvidas a curto prazo.
“Vai ter um novo governo. Daqui a pouco vai ter uma conversa. Daqui a pouco vem outra. Daqui a pouco todo mundo está ficando bem outra vez. E isso é muito importante para a América do Sul. Para a América Latina. E é sobretudo para a Colômbia e a Venezuela. Todo mundo tem pressa. As pessoas precisam comer todo dia. Trabalhar todo dia. Se desenvolver todo dia. Como tem um novo governo, uma nova equipe econômica, sabe, as pessoas pensam diferente.”
Os jornalistas pediram também que o presidente Lula fizesse uma avaliação do desempenho de alguns candidatos que concorrem à sua sucessão no debate promovido pela Rede Bandeirantes. Em tom de brincadeira, ele afirmou ter ficado triste pelo fato de ser a primeira campanha que não participa como candidato à Presidência da República. Em seguida, destacou que o debate foi marcado pela cordialidade dos postulantes e esclareceu que aquilo que contribui para o melhor desempenho deste ou daquele concorrente é a pergunta feita pelo adversário.
O presidente brasileiro também voltou a ser indagado sobre a manifestação de grupos internacionais para que ele não desista de buscar o sinal do Irã que venha encerrar o processo de punição a Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada a morrer por apedrejamento por denúncia de adultério. Ele informou que todas as ações que deveriam ser feitas estão em curso, mas aguarda resposta do governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Lula disse também que intercedeu em outras ocasiões por cidadãos brasileiros que estão em cárcere ou condenados à morte no exterior. Porém, esclareceu as legislações de cada país devem ser respeitadas.
“Eu estou virando um apelador para qualquer coisa”.
Após a entrevista, Lula seguiu para a cerimônia de posse. Neste sábado, o presidente brasileiro recebeu em reunião bilateral o presidente da Guatemala, Álvaro Colom.
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Presidente Lula recebe os cumprimentos do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, na chegada a Casa de Nariño. Foto Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula valeu-se do prognóstico feito por ele quando indagado, em Moscou, sobre as chances de um acordo com o Irã, para cacifar sobre um possível acordo de paz entre a Colômbia e a Venezuela. Lula, que desembarcou na noite de sexta-feira (6/8), em Bogotá (Colômbia), para participar de jantar oferecido pelo presidente Álvaro Uribe, na Casa de Nariño, palácio do governo, e da posse do presidente eleito Juan Manuel Santos, disse que está “muito esperançoso” com relação ao fim do impasse dentre as duas nações.
“Vocês lembram bem quando estava em Moscou e me perguntaram sobre as chances de um acordo com o Irã. Agora, acredito 100%”, apostou o presidente brasileiro ao deixar o hotel na capital colombiana.
O fato referido pelo presidente ocorreu em maio deste ano durante reunião com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, quando assegurou que as chances de selar um acordo com o governo de Teerã era de 99,9%. Naquela ocasião, Lula e o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, buscavam entendimento com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, sobre produção de energia nuclear.
Antes de chegar em Bogotá, o presidente brasileiro esteve em Caracas (Venezuela), quando reuniu-se com o presidente Hugo Chávez. A participação do chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, na posse do presidente Santos, tem sido interpretada como o sinal de entendimento entre as nações. A autorização de Chávez para que a Venezuela seja representada na cerimônia do presidente Santos abre caminho para os entendimentos.
No mesmo sentido, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, também acredita numa solução para o impasse. Garcia acompanha a visita do presidente Lula aos dois países afirmou que o Brasil pode tornar-se importante interlocutor para sacramentar a paz. Ele assegura que o momento atual deve ser de observação sobre as posições das partes.
“Poderemos ter boas surpresas num prazo relativamente curto”, avaliou Garcia.
Neste sábado, o presidente Lula comparece à Praça Bolívar, em Bogotá, para a cerimônia de transmissão de cargo. Na imprensa local, o novo presidente da Colômbia tem assegurado que somente irá se manifestar sobre a questão após assumir a presidência da Colômbia. Mais cedo, a futura ministra das Relações Exteriores, María Ángela Holguín, numa conversa com jornalistas brasileiros, explicou que o assunto deve ser observado com mais calma. Hoguin reúne-se, neste sábado (7/8), com o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) com o propósito de tratar da relação entre Brasil e Colômbia.
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Presidente Lula participou da cúpula América do Sul - África, em Caracas (Venezuela). Foto Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula participou, nesta sexta-feira (6/8), em Caracas (Venezuela), da reunião América do Sul-África. Lula voltou a insistir na aproximação dos países sul-americanos com as nações da África. O secretário-geral da Unasul [União das Nações Sul-americanas], Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina, também integrou a cúpula. Em seguida, o presidente brasileiro se reuniu com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, seguido de assinatura de atos.
Lula acena ladeado por Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e o secretário-geral da Unasul, Néstor Kichner. Foto Ricardo Stuckert/PR
De Caracas, o presidente segue para Bogotá (Colômbia) onde comparece, nesta noite, a jantar oferecido pelo presidente Álvaro Uribe, na Casa de Nariño – palácio do governo. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia está concentrando as principais informações da cerimônia de posse do presidente eleito Juan Manuel Santos.
A transmissão de cargo ocorre neste sábado (7/8), às 15h (17h pelo horário de Brasília), na Praça Bolívar. Em seguida, o presidente Santos recebe os cumprimentos dos presidentes das nações que estão na capital colombiana para a cerimônia.
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Presidente Lula participou da cúpula América do Sul - África, em Caracas (Venezuela). Foto Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula participou, nesta sexta-feira (6/8), em Caracas (Venezuela), da reunião América do Sul-África. Lula voltou a insistir na aproximação dos países sul-americanos com as nações da África. O secretário-geral da Unasul, Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina, também integrou a cúpula. Em seguida, o presidente brasileiro se reuniu com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, seguido de assinatura de atos.
Lula acena ladeado por Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e o secretário-geral da Unasul, Néstor Kichner. Foto Ricardo Stuckert/PR
De Caracas, o presidente segue para Bogotá (Colômbia) onde comparece, nesta noite, a jantar oferecido pelo presidente Álvaro Uribe, na Casa de Nariño – palácio do governo. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia está concentrando as principais informações da cerimônia de posse do presidente eleito Juan Manuel Santos.
A transmissão de cargo ocorre neste sábado (7/8), às 15h (17h pelo horário de Brasília), na Praça Bolívar. Em seguida, o presidente Santos recebe os cumprimentos dos presidentes das nações que estão na capital colombiana para a cerimônia.
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A TAM está ampliando participação no mercado sul-americano. Após reunião na Embaixada do Brasil na Colômbia, a companhia aérea brasileira anunciou que até o fim deste ano inicia a operação de voo diário entre São Paulo e Bogotá. O fato acontece horas antes do desembarque do presidente Lula à capital colombiana para participar de um jantar com o atual presidente Álvaro Uribe e para cerimônia de posse do presidente eleito, Juan Manuel Santos. O Blog do Planalto acompanhou de perto encontro entre o embaixador Valdemar Carneiro Leão e os executivos da empresa.
O diretor da TAM para a América Latina, João Francisco Amaro Filho, contou que a Colômbia constitui no oitavo país sul-americano. A partir de agora, o governo brasileiro, por meio da Embaixada, procederá nos entendimentos com autoridades colombianas, bem como o departamento jurídico da TAM tomará as providências no sentido de montar um braço da companhia na Colômbia. Em conversa com o Blog do Planalto, João Amaro informou que a empresa deve contratar 50 funcionários em Bogotá para operar um voo em aparelho Airbus 320.
João Amaro informou ainda que a TAM estuda também rotas para a África. Aliás, esta é outra reivindicação do presidente Lula que, durante o périplo pelo continente africano no mês passado, fez o desafio às companhias nacionais. Segundo Lula, tal procedimento permitirá que grupos brasileiros façam negócios nos países africanos.
O embaixador Carneiro Leão disse que a iniciativa da TAM reforça a importância do Brasil no momento atual. Segundo ele, o fluxo de brasileiros na Colômbia tem aumentado consideravelmente. Deste modo, a Colômbia tornou-se uma rota bastante atraente, seja para o turismo ou negócio. Atualmente, a GOL e a Avianca têm voos diários entre os dois países.
De acordo com informações da Embratur, a Colômbia é o 14º país em participação no fluxo aéreo para o Brasil. Em 2008, antes da crise financeira mundial, 96.846 colombianos estiveram em cidades brasileiras. No ano seguinte, houve uma queda em função da crise:78.010 colombianos visitaram o Brasil. O fluxo de brasileiros para a Colômbia também teve o mesmo impacto. Porém, o embaixador Carneiro Leão aposta na recuperação estes ano.
“Cartagena é o principal destino de brasileiros neste país. Trata-se de uma cidade construída em frente ao Mar do Caribe e banhada por dois oceanos. Na época do escoamento do ouro, para protegê-la do ataque de piratas, os espanhóis ergueram uma muralha o que torna um grande atrativo para quem visita o lugar”, contou o embaixador.
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O clima em Bogotá, capital da Colômbia, para a posse do novo presidente Juan Manuel Santos, é de muita expectativa. O atual presidente, Álvaro Uribe, fará um pronunciamento para prestar contas de seus oito anos de governo e a cidade já se enfeita para receber os 27 chefes de Estado e Governo que já confirmaram presença para a cerimônia de posse.
Um dos mais aguardados na capital colombiana é o presidente Lula, que tem sido o personagem central do noticiário local, principalmente devido a uma possível intermediação sua no conflito entre Colômbia e Venezuela. Lula visitará a Venezuela e terá encontro com o presidente Hugo Chávez antes de chegar à Colômbia.
Conheça mais detalhes da visita do presidente Lula à Venezuela e à Colômbia:
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Para o presidente Lula, a Unasul é o foro privilegiado para o debate da crise entre Venezuela e Colômbia, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, nesta quarta-feira (4/8) em reunião de briefing com a imprensa, sobre a viagem do presidente aos dois países esta semana. O Brasil, afirmou Baumbach, não levará propostas para dirimir o conflito entre os dois países e manterá sua posição de “auxiliar na retomada do diálogo e na recomposição das relações entre os governos, porque o presidente acredita que isso é muito importante para a transformação do espaço sulamericano, que esteja livre de tensões e de conflitos”.
O porta-voz destacou ainda que o governo brasileiro está ciente de que o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos Calderón, quer dialogar. O presidente Lula espera que isso leve a uma melhoria nas relações entre Colômbia e Venezuela.
Sobre a reunião com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Baumbach lembrou que será o 10o. encontro desde 2007. Os dois chefes de Estado tomarão conhecimento do Primeiro Plano de Ação Social, elaborado em reunião do “Gabinete Social” instituído no encontro que tiveram em abril. O Plano tem o objetivo de incrementar a cooperação em programas sociais.
Ouça a íntegra da entrevista do porta-voz:
Lula viaja sexta-feira (6/8) para Caracas, capital venezuelana, onde além de reunião com Chávez e assinatura de atos, participa também de inauguração de escritório do Ipea.
No final da tarde da sexta-feira, Lula parte de Caracas para Bogotá (Colômbia), com chegada prevista para às 18h30min. Às 20h30min, participa de jantar oferecido pelo presidente Uribe e esposa, homenagem aos Chefes de Estado e Governo presentes.
No sábado (7), a partir das 15h, o Lula estará na cerimônia de posse do presidente-eleito da Colômbia, Juán Manuel Santos Calderón.
“A presença do presidente Lula à posse constituirá gesto claro de interesse brasileiro em intensificar as relações bilaterais, tanto política como comercialmente, e também será oportunidade para mostrar que o Brasil pode ser um canal para o diálogo entre os países da região, uma vez que tem com todos eles excelente relacionamento”, disse Baumbach.
Onde há conflito, há uma oportunidade para as partes sentarem e negociarem uma solução, e os chefes de Estados tem a obrigação política de conversarem entre si sempre que um problema mais sério aparece, afirmou o presidente Lula esta terça-feira (8/3) durante sessão de abertura da 39ª Reunião de Cúpula do Mercosul, que está sendo realizada em San Juan, na Argentina. Num discurso improvisado, o presidente brasileiro afirmou aos colegas que sempre acreditou no poder do diálogo para a solução dos conflitos e que para restabelecer a harmonia entre Colômbia e Venezuela será preciso que os presidentes Hugo Chávez e Juan Manoel Santos sentem à mesa para conversar.
Não é possível que as pessoas não conversem (…) Em política, não se pode terceirizar o mandato que o povo nos deu. Em política, quem foi eleito precisa exercer o seu mandato e fazer o que tem que ser feito: negociar, conversar.
Lula lembrou aos presentes que mesmo enfrentando muita desconfiança e pessimismo, conseguiu negociar com o Irã um acordo para o seu programa nuclear, coisa que os países do Conselho de Segurança da ONU -- Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, China e França -- afirmavam ser impossível. E o mesmo pode ser feito na disputa entre Colômbia e Venezuela. O presidente brasileiro aproveitou a oportunidade para dizer como se vingará do presidente colombiano Álvaro Uribe, que o criticou por declarações feitas sobre o conflito:
Ouça a íntegra do discurso:
Lula fez também uma pequena retrospectiva da evolução do Mercosul nos últimos anos, lembrando que é o presidente mais antigo entre os integrantes hoje do bloco econômico. Elogiou os avanços conquistados e o fortalecimento da parceria entre os países sulamericanos, algo que quando iniciou o seu mandato em 2002 não era visto com bons olhos por setores da sociedade brasileira, que preferia a Alca proposta pelos Estados Unidos.
Mas o tempo passou e hoje o Mercosul é uma grata realidade, elogiou Lula. Houve avanços econômicos e políticos, e os países se respeitam mais hoje. E além do grande fluxo comercial entre os países sulamericanos, o Mercosul promoveu também parceria estratégicas com países africanos e árabes. Falta ainda, lembrou o presidente brasileiro, o acordo com a União Européia, o qual perseguirá nos próximos cinco meses que terá a presidência do Mercosul. “É um sonho meu fazer esse acordo com a União Européia”, disse Lula.
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Presidente Lula com os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Guido Mantega (Fazenda) durante reunião do Mercosul em San Juan, na Argentina. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Onde há conflito, há uma oportunidade para as partes sentarem e negociarem uma solução, e os chefes de Estados tem a obrigação política de conversarem entre si sempre que um problema mais sério aparece, afirmou o presidente Lula esta terça-feira (8/3) durante sessão de abertura da 39ª Reunião de Cúpula do Mercosul, que está sendo realizada em San Juan, na Argentina. Num discurso improvisado, o presidente brasileiro afirmou aos colegas que sempre acreditou no poder do diálogo para a solução dos conflitos e que para restabelecer a harmonia entre Colômbia e Venezuela será preciso que os presidentes Hugo Chávez e Juan Manoel Santos sentem à mesa para conversar.
Não é possível que as pessoas não conversem (…) Em política, não se pode terceirizar o mandato que o povo nos deu. Em política, quem foi eleito precisa exercer o seu mandato e fazer o que tem que ser feito: negociar, conversar.
Lula lembrou aos presentes que mesmo enfrentando muita desconfiança e pessimismo, conseguiu negociar com o Irã um acordo para o seu programa nuclear, coisa que os países do Conselho de Segurança da ONU -- Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, China e França -- afirmavam ser impossível. E o mesmo pode ser feito na disputa entre Colômbia e Venezuela. O presidente brasileiro aproveitou a oportunidade para dizer como se vingará do presidente colombiano Álvaro Uribe, que o criticou por declarações feitas sobre o conflito:
Lula fez também uma pequena retrospectiva da evolução do Mercosul nos últimos anos, lembrando que é o presidente mais antigo entre os integrantes hoje do bloco econômico. Elogiou os avanços conquistados e o fortalecimento da parceria entre os países sulamericanos, algo que quando iniciou o seu mandato em 2002 não era visto com bons olhos por setores da sociedade brasileira, que preferia a Alca proposta pelos Estados Unidos.
Mas o tempo passou e hoje o Mercosul é uma grata realidade, elogiou Lula. Houve avanços econômicos e políticos, e os países se respeitam mais hoje. E além do grande fluxo comercial entre os países sulamericanos, o Mercosul promoveu também parceria estratégicas com países africanos e árabes. Falta ainda, lembrou o presidente brasileiro, o acordo com a União Européia, o qual perseguirá nos próximos cinco meses que terá a presidência do Mercosul. “É um sonho meu fazer esse acordo com a União Européia”, disse Lula.
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