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Café com a presidenta

O financiamento para a produção de alimentos e a eleição José Graziano da Silva para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) dominaram o programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (27/6). Na entrevista semanal, transmitida em rede de rádio para todo o país, a presidenta Dilma Rousseff destacou o fato de que “o Brasil se orgulha de ser uma grande potência produtora de alimentos”. “Somos os maiores produtores exportadores do mundo: de suco de laranja, de carne, de açúcar, de café. E vamos manter essa posição e avançar um pouco mais”, destacou.

“Mas o importante é colocar isso tudo à disposição das pessoas. Acima de tudo, Luciano, estamos garantindo alimentação de qualidade para os brasileiros e para quem compra nossos produtos no exterior.”

Ouça abaixo a íntegra do programa ou leia aqui a transcrição.

A presidenta Dilma iniciou a entrevista explicando que o governo destinará R$ 107 bilhões para o financiamento da safra 2011/2012 que se inicia no próximo mês. Segundo explicou, o recurso permitirá aos produtores “investir, comprar sementes, preparar a terra, comprar novas máquinas e financiar a comercialização da produção do próximo ano”. Para nós, prosseguiu, é importante que os agricultores tenham condições de aumentar a produção e ter mais renda.

Dilma Rosuseff disse que assim sendo, “os benefícios voltam para o povo brasileiro em forma de alimento, de mais emprego e de lucro para o próprio país, com as exportações”. E tem mais, continuou, quando produzimos mais alimentos, os preços para o consumidor tendem a cair. Ou seja, todo mundo ganha. A presidenta afirmou que, deste modo, o Brasil se mantém como um dos maiores produtores de alimentos do mundo.

“Exatamente, Luciano [Luciano Seixas, apresentador do programa]. A safra que está se encerrando já é recorde, com uma produção de quase 162 milhões de toneladas – é muita coisa, Luciano. Com esse plano, esperamos alcançar um novo recorde de produção no próximo ano. Em termos de alimentos, o Brasil se orgulha de ser uma grande potência produtora de alimentos, somos os maiores produtores exportadores do mundo: de suco de laranja, de carne, de açúcar, de café. E vamos manter essa posição e avançar um pouco mais. Mas o importante é colocar isso tudo à disposição das pessoas. Acima de tudo, Luciano, estamos garantindo alimentação de qualidade para os brasileiros e para quem compra nossos produtos no exterior.”

Se por um lado o governo libera crédito para o grande produtor rural, por outro, há um plano que tem por objetivo atender agricultores de pequeno e médio portes. Segundo contou, estes produtores precisam receber tratamento diferenciado por parte do governo federal. “E essa parcela, Luciano, precisa ser tratada de forma diferente”, afirmou.

“Por isso, nós estamos aprimorando as ações para o médio produtor, que vai ter mais crédito e melhores condições de financiamento pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor. Vão ser mais de R$ 8 bilhões. E também ampliamos o limite da renda para que um agricultor possa participar. Assim, mais produtores vão poder pegar empréstimos com juros mais baixos.”

Uma das novidades, segundo contou, no ‘Plano Safra’ 2011/2012, será a ampliação do crédito para os pecuaristas. “O Brasil é um grande produtor exportador de carne”, iniciou a explicação. Esse setor, disse a presidenta, cresceu nos últimos anos, mas poderia ter crescido muito mais e melhor. Por isso, vamos abrir linhas de crédito e dar financiamento de até R$ 750 mil para que o pecuarista compre vacas e touros para melhorar o seu rebanho.

“Vai ter também crédito para a recuperação de pastagens. Com isso, vamos diminuir o desmatamento. Tem muita terra boa que pode ser recuperada e produzir mais carne para nós e para o mundo.”

Enquanto segue com a meta de aumento da produção de grãos, o plano para a próxima safra também privilegiará os produtores que contribuam para reduzir os efeitos na mudança do clima por meio do programa ‘Agricultura de Baixo Carbono’. “Esse programa foi criado para ajudar nossos produtores agrícolas a adotar técnicas de produção que contribuam para diminuir os efeitos da mudança do clima. Vamos mostrar que o Brasil sabe combinar preservação ambiental com a produção sustentável de alimentos”, informou.

Dilma Rousseff disse também que o governo prepara o lançamento, na próxima sexta-feira (1º/7), em Francisco Beltrão (PR), do ‘Plano Safra da Agricultura Familiar’. Ela concluiu a entrevista comentando a eleição de Graziano da Silva para diretor-geral da FAO: “Significa o reconhecimento por parte das Nações Unidas da contribuição que o Brasil tem dado para as ações de combate à fome.”

“É muito importante porque, agora, começam as discussões em torno da necessidade de produção de alimentos para as gerações futuras. O governo brasileiro demonstrou, nas suas políticas, que é preciso que o alimento chegue a todos. Demos nossa contribuição. O nosso querido amigo Graziano terá todo o apoio do governo brasileiro para levar essas soluções a FAO, mostrando que é possível compatibilizar o combate à fome, a melhoria de renda dos agricultores e uma produção de alimentos que só cresce em quantidade e produtividade.”


[4] Comentários

No município de Franco da Rocha, a 45 quilômetros de São Paulo, as ruas foram tomadas pelas enchentes. Foto: Wilson Dias/ABr

A presidenta Dilma Rousseff assinou, nesta quarta-feira (12/1), Medida Provisória (MP) que libera R$ 780 milhões para estados e municípios atingidos pelas fortes chuvas das últimas semanas. A situação mais grave ocorreu na região Serrana do estado do Rio onde pelo menos 139 pessoas morreram em função dos desastres naturais. Deste montante, R$ 700 milhões ficam com o Ministério da Integração Nacional e Secretaria Nacional de Defesa Civil, e os R$ 80 milhões vão para o Ministério dos Transportes. Os recursos serão liberados após cumprimento das exigências da legislação brasileira. Além disso, a Defesa Civil utilizará parte do dinheiro para aquisição de roupas, colchões e alimento não perecível.

Na tarde de hoje, a presidenta Dilma decidiu sobrevoar os municípios que mais tiveram problemas com as chuvas no estado do Rio. Ela segue amanhã (13/1) da Base Aérea de Brasília por volta de 10h com desembarque na Base Aérea do Galeão cerca de 1h20 depois da decolagem. Foi preparado um Escalão Avançado (Escav), com participação dos principais setores que coordenam viagem presidencial, para dar suporte às atividades naquele estado. Mais cedo, a presidenta havia conversado com os governadores Sérgio Cabral (Rio) e Geraldo Alckmin (São Paulo), quando manifestou disposição de ajudar com aquilo que fosse necessário. Na sexta-feira, Dilma Rousseff conversou por telefone com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Diante da situação de emergência, a presidente Dilma determinou ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, o embarque para o Rio com finalidade de levantar as principais demandas do estado e dos municípios atingidos pelas chuvas torrenciais. Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, de acordo com informações preliminares, seriam os mais prejudicados. É possível que, após o sobrevoo, a presidenta Dilma conceda entrevista coletiva, mas isso somente vai ser decidido após verificar a dimensão da tragédia.

Histórico da liberação de recursos

De acordo com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, no ano pasado, o governo federal já tinha liberado através da abertura de créditos extraordinários ao Orçamento cerca de R$ 4 bilhões para assistência às vítimas de desastres naturais em várias localidades no Brasil e no Haiti.

Além disso, no final de junho do ano passado, foi anunciada a liberação de mais R$ 500 milhões para Pernambuco e Alagoas, estados que sofreram com a ação das chuvas mais recentemente e tiveram cidades inteiras totalmente arrasadas pelas enchentes que causaram mortes e destruição. Também foi autorizada a liberação de R$ 48,7 milhões para o Ministério da Saúde, destinado a ações emergenciais de atenção à saúde e à recuperação de 94 Unidades Básicas de Saúde, sendo 51 em Pernambuco e 43 em Alagoas.

O balanço da destinação de recursos federais diz que em 26 de janeiro de 2010, o governo federal editou a Medida Provisória nº 480 com a destinação de R$ 1,374 bilhão para ajudar os municípios atingidos por chuvas nas regiões Sul e Sudeste, no final de ano de 2009, principalmente os estados de Santa Catarina e Paraná, e às vítimas da estiagem na Região Nordeste.

Do total de R$ 1,3 bilhão, R$ 394 milhões foram para o Ministério da Integração Nacional destinados ao atendimento dos prejuízos à infraestrutura local de transporte e moradia, além da compra de cestas básicas, agasalhos e abrigos emergenciais para as pessoas atingidas. Por outro lado, para a Região Nordeste, que no início do ano sofria com a seca, o recurso era destinado à distribuição de água em carros pipa.

Naquela ocasião, o Ministério da Agricultura teve destinado R$ 70 milhões para a recuperação de estradas vicinais e rurais destruídas pelas chuvas e que impossibilitavam a chegada de insumos agrícolas aos pequenos produtores rurais, bem como o escoamento da safra.

Para o Ministério das Cidades foram destinados R$ 150 milhões. O crédito era para permitir a reconstrução e a produção de unidades residenciais para a população de baixa renda que tudo perderam nas enchentes do início do ano.

Na mesma MP, dentro desse valor, foram destinados também R$ 567 milhões para ajuda humanitária do governo brasileiro ao Haiti em vista do tremor de alta magnitude ocorrido em 12 de janeiro de 2010.

Posteriormente, novas ações emergenciais de atenção foram necessárias e o governo editou a MP 486, no valor de R$ 1,429 bilhão para a continuidade das ações de ajuda humanitária ao Haiti e para reforçar os recursos do Ministério da Integração Nacional para o atendimento às vítimas de desastres naturais.

Além disso, a MP contempla recursos para a recuperação de bens do patrimônio histórico da cidade paulista de São Luiz de Paraitinga, também castigada pelas chuvas que destruiu parte importante do acervo da cidade.

Em 6 de junho de 2010, nova MP foi editada, a MP 490, no valor global de R$ 1,287 bilhão, destinados ao atendimento de novas emergências.

A Secretaria de Portos recebeu R$ 74,5 milhões para obras de dragagem na bacia de manobras do Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha, cuja estrutura ficou seriamente danificada com a ressaca marítima ocorrida na região.

O Ministério da Educação foi contemplado com R$ 200 milhões destinados a prestar ajuda financeira a estados e municípios com o objetivo de reconstruir e reformar as escolas públicas de vários bairros das cidades que sofreram mais fortemente com a ação das chuvas.

O Ministério da Integração Nacional recebeu um reforço de R$ 1 bilhão para o atendimento às vítimas dos desastres naturais, principalmente Pernambuco e Alagoas.


[2] Comentários

Para aproveitar o bom momento que o Brasil vive, bem como sua importância no mundo hoje, os produtores agrícolas brasileiros precisam ser cada vez mais profissionais e competitivos, porque conforme a gente vai ganhando importância, aumenta-se a responsabilidade. Só assim poderão disputar de igual para igual os mercados internacionais com produtores americanos e europeus, afirmou o presidente Lula em discurso nesta segunda-feira (7/6) no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, na sede da Embrapa, em Brasília. O plano vai disponibilizar R$ 100 bilhões aos produtores rurais brasileiros para financiar a safra que começa mês que vem.

Lula deu o recado com mais ênfase aos produtores de carne e de etanol, lembrando que quanto mais fortes ficam, mais cobrados serão. Os australianos não estão gostando nada do Brasil ter ficado forte na exportação de carne, frisou o presidente, e os americanos não perderão uma oportunidade de apontar defeitos no produto brasileiro. Por isso, toda atenção é pouca. O mesmo vale para os produtores de etanol. Lula afirmou que toda vez que conversa sobre a produção do etanol com outros governantes, eles perguntam sobre a garantia no suprimento da demanda. “Se não tivermos essa garantia, a gente vai perder a oportunidade”, disse.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

A agricultura brasileira, afirmou Lula, está predestinada a ser o celeiro do mundo e o momento é agora, em que países africanos, sulamericanos e asiáticos começam a crescer e aumentar a demanda por alimentos. “A gente olha no mapa do mundo e onde tem terra para produzir mais? É exatamente no Brasil”, destacou o presidente. Mas para isso o Brasil precisa ser “dono de seu nariz”, afirmou Lula, em áreas como a produção de fertilizantes. Um país que quer ser uma potência agrícola não pode ficar importando 80% do fertilizante usado, criticou. “Quero ver o Brasil autosuficiente na produção de uréia”, disse Lula.

O presidente Lula destacou ainda em seu discurso a compra de terras no Brasil por estrangeiros -- “um problema que temos que começar a discutir, porque uma coisa é comprar uma usina, outra é comprar a terra da usina, a terra da fábrica”, disse, acrescentando que irá discutir o assunto com o ministro Nelson Jobim (Defesa) para não permitir o abuso na compra de terras por estrangeiros.

PLANO SAFRA 2010/2011

Um dos destaques do plano lançado na sede da Embrapa é a criação do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que terá R$ 2 bilhões para financiar práticas na lavoura que reduzam a emissão de gases de efeito estufa. Será também concedido adicional de 15% nos financiamentos de custeio aos produtores que adotem sistemas de plantio direto na palha. Também será lançado o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com R$ 5,65 bilhões voltados exclusivamente para a classe média do campo. Para ampliar a capacidade de armazenamento nas fazendas, os recursos do Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra) dobraram, passando de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão.

Para saber mais sobre o Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, clique aqui.


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Viagens internacionaisUm acordo assinado neste domingo (16/5) em Teerã durante seminário empresarial Brasil-Irã prevê o financiamento de empresas brasileiras e iranianas que queiram exportar seus produtos nos respectivos países. No caso brasileiro, o valor é de 200 milhões de euros por ano, durante cinco anos, para a venda de alimentos no Irã. Os recursos virão do Programa de Crédito à Exportação (Proex). Os empresários iranianos também terão 200 milhões de euros por ano de seu governo, mas não foi divulgada a lista dos produtos a serem exportados.

O presidente Lula destacou a assinatura do acordo durante o seu discurso no encerramento do seminário em Teerã, que contou também com a participação do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Segundo Lula, o acordo é importante porque dinamiza as relações comerciais entre ambos os países sem depender de terceiros.

Não alcançaremos nossas ambições sem um mecanismo ágil e ambicioso de financiamento e de operações comerciais. Não faz sentido que os negócios entre empresas iranianas e brasileiras dependam de crédito e da boa vontade de bancos estrangeiros. Esse foi um tema central da recente troca de missões técnicas entre nossos países. Vamos colocar em prática alternativas capazes de sustentar um intercâmbio crescente e mais equilibrado. É esse o objetivo do memorando de entendimento para concessão de linha de crédito que acabamos de firmar.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O Irã é hoje um grande parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio, já aparecendo entre os três maiores mercados da região para as empresas exportadoras brasileiras. Em 2009, 450 companhias brasileiras exportaram para o Irã e os números de 2010 são promissores, afirmou Lula:

No primeiro trimestre do ano, as exportações brasileiras para o Irã cresceram 77%, e as importações brasileiras cresceram 125%. O agronegócio oferece um desafio especial. O Irã já é um dos cinco maiores mercados do Brasil neste setor, sobretudo para açúcar, carne e soja. Com o apoio da Embrapa, a expressiva transferência tecnológica, queremos ajudar o Irã a aumentar sua independência alimentar.

Lula destacou ainda em seu discurso a importância da renovação da matriz energética por meio dos biocombustíveis e convidou uma missão técnica iraniana a ir ao Brasil para conhecer a nossa experiência com os motores flex. Aos 60 empresários brasileiros que participaram do seminário em Teerã, Lula pediu que prestassem atenção ao “espaço inexplorado” em áreas de bens de capital e serviços em setores estratégicos como telefonia, energia e indústria do petróleo.

Ao final de seu discurso, o presidente brasileiro deu ao ministro de Indústrias e Minas do Irã, Ali Akbar Mehbarian, uma edição em farsi do livro Como Exportar, do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, “numa demonstração que o Brasil não quer apenas vender, nós queremos também ajudar a produzir aqui e a comprar aqui os produtos fabricados. Na minha opinião, o bom comércio é aquele que tem equilíbrio no fluxo da balança comercial”, disse.

Bandeira do Irã Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem ao Irã.

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O presidente Lula destacou hoje (10/5) que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é o principal meio de espraiar a segurança alimentar, porque a empresa foi responsável pela chamada “revolução tecnológica” do segmento. A declaração foi feita durante inauguração da nova unidade no Brasil: a Embrapa Estudos Estratégicos e Capacitação em Agricultura Tropical.

O presidente falou ainda sobre o potencial produtivo da savana africana, comparado ao cerrado brasileiro. “Parte da savana tem as mesmas características do cerrado, área que, há 40 anos era considerada improdutiva. Bastou carinho com a terra para ela virar a área de maior produção de grãos do País”.

A savana africana cobre 25 países, são 400 milhões de hectares, do Senegal à África do Sul, cujo aproveitamento, hoje, limita-se a 10% do total. Segundo o presidente, a tecnologia brasileira pode semear nessa fronteira um pólo agrícola de potencial superior ao do próprio cerrado brasileiro.

“Mais de 200 milhões de pessoas padecem de fome crônica na África; cerca de 33 milhões de crianças com menos de cinco anos estão sub-alimentadas, segundo dados da ONU. Uma parceria com a Embrapa pode representar, para esses povos, um avanço de décadas no acesso à tecnologia de ponta, capaz de vencer a fome, reduzir a pobreza e combater a desigualdade”, disse.

A nova unidade reforça a atuação da Embrapa no Brasil, tornando mais ágeis as suas ações de cooperação internacional. A equipe de trabalho será enxuta e contará com as competências das outras unidades. Meta do PAC-Embrapa, o novo prédio está localizado ao lado do edifício sede da empresa e recebeu recursos de R$ 9,5 milhões. Esta unidade vai gerar estudos estratégicos para o mercado brasileiro e também funcionará como uma “espécie de chancelaria da agricultura brasileira na cooperação com outros povos e nações em desenvolvimento, em todo o mundo. Temos a obrigação histórica de compartilhar nossos trunfos com povos irmãos, que travam a luta decisiva contra a fome, a pobreza e o subdesenvolvimento no século XXI”, frisou Lula.

“Poucos são os países que podem contar com uma estrutura de segurança alimentar, como tem o Brasil, construído em grande parte pelas conquistas acumuladas por essa instituição. Nossa agricultura deve colher este ano a maior safra de grãos da sua história. São quase 147 milhões de toneladas – número que supera o melhor resultado anterior, registrado em 2007/2008. Nas últimas décadas, a agricultura brasileira registrou o maior ganho médio de produtividade do mundo. Cerca de 3,5 por cento ao ano. Deixamos para trás a China, a Austrália e os EUA nesse quesito. A partir de 2003, a média foi ainda superior, da ordem de 4,5 por cento ao ano”.

O presidente disse que este cenário não é “obra do improviso” e sim, uma conquista do incremento da pesquisa científica.”Portanto, graças à existência de uma empresa pública, que nos deu o maior patrimônio de conhecimento em agricultura tropical de todo o planeta. Graças à pesquisa científica, utilizamos, proporcionalmente, uma área cada vez menor para obter uma produção cada vez maior.” Lula citou ainda o ganho de produtividade de apenas 0,5% ao ano nos próximos anos, inferior ao que tem alcançado na prática, a pecuária brasileira deve liberar área suficiente para dobrar o espaço destinado à agroenergia.

Há menos de 10 anos, o Brasil era o sexto exportador de alimentos do planeta e hoje é o terceiro, tendo passado o Canadá em 2008. Antes, já havia superado a China e a Austrália. “À nossa frente, hoje, encontram-se apenas os EUA e a União Européia – que não é um país mas um conjunto de economias. Mesmo assim, a vantagem sobre o Brasil, em alguns casos, decorre de inaceitáveis expedientes protecionistas e tarifários, como ficou demonstrado no contencioso do algodão, que denunciamos e vencemos na OMC”, ressaltou.

A Embrapa já tem um Escritório Regional na África, na cidade de Acra, capital do país africano.


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A solidariedade brasileira chegará nas próximas semanas a 12 países da América Latina, África e Ásia, por meio de doações de alimentos. O presidente Lula assinou nesta quarta-feira (10/2) medida provisória liberando a ajuda ao Haiti, El Salvador, Guatemala, Bolívia, Zimbábue, Palestina, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. A MP será publicada na edição desta quinta-feira (11/02) do Diário Oficial da União.

Serão doadas até 100 mil toneladas de feijão, até 100 mil toneladas de milho ou equivalente industrializado, até 50 mil toneladas de arroz em casca ou equivalente e até 10 mil toneladas de leite em pó. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ficará responsável pela disponibilização dos produtos para os navios que seguirão para seus destinos pelos portos do Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS).


[7] Comentários

Em sua coluna semanal publicada hoje em jornais de todo o País, o presidente Lula respondeu questões de leitores de Pernambuco, Pará e Goiás. Um deles tinha dúvida relativa à lei que garante o piso salarial dos professores, outro sugeriu a criação de um PAC para a geração de empregos e o último questionava os impostos cobrados na importação de equipamentos médicos.

Para ler a conluna na íntegra, clique aqui.

A primeira dúvida veio de Glória de Goitá (PE), de um professor querendo saber se o governo federal vai intervir para garantir que a Lei n° 11.738 seja cumprida a partir de janeiro de 2010. A lei estabelece piso salarial de R$ 950 para os professores da rede pública com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais. Na resposta, Lula explicou que é obrigação dos municípios garantir o pagamento do piso e que o governo federal vai apoiar aqueles que comprovarem não ter condições orçamentárias para fazer cumprir a lei.

Governadores e prefeitos tiveram um prazo para ajustar seu orçamento ao pagamento do piso, que acaba no próximo mês. A partir de janeiro de 2010, o pagamento terá de ser integral. Estados e prefeituras que comprovem insuficiência de recursos receberão complementação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A fiscalização do cumprimento da lei será feita pelo Ministério Público ou pelo Tribunal de Contas e caberá ao Poder Judiciário aplicar as devidas sanções.

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A experiência brasileira no combate à fome, com ações como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) – ambos programas do Fome Zero – é hoje considerada uma referência mundial e pode vir a ser replicada em outros países em desenvolvimento pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Segundo os ministros Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), que foram entrevistados nesta quinta-feira (26/11) por rádios de todo o País no programa Bom Dia Ministro, as políticas públicas brasileiras estão garantindo cada vez mais a segurança alimentar dos brasileiros.

Ananias lembrou que 19 milhões de brasileiros já saíram da linha da pobreza extrema e que o Brasil vai atingir, até 2015, a meta do milênio de erradicar a fome. Falou também sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que inclui a alimentação entre os direitos sociais de todos os brasileiros. O ministro Cassel detalhou o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, criado em 2003, para garantir acesso a alimentos em quantidade e regularidade às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Ouça aqui a íntegra do programa:


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Presidente Lula fala aos 11 chefes de Estado da África presentes à reunião na sede da FAO em Roma (Itália). Foto: Ricardo Stuckert

Presidente Lula fala aos 11 chefes de Estado da África presentes à reunião na sede da FAO em Roma (Itália). Foto: Ricardo Stuckert

Aproveitando a experiência e capacidade brasileiras no setor agrícola e a semelhança de condições de clima e solo entre o cerrado brasileiro e a savana africana, o Brasil quer aprofundar a cooperação agrícola com a África, numa “cooperação genuína, construída em conjunto, invertendo a lógica das soluções impostas e sempre acompanhadas de condicionalidades”, afirmou o presidente Lula durante encontro com 11 chefes de Estado do continente africano e o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), Jacques Diouf, realizado na sede da instituição em Roma (Itália).

Segundo Lula, a transferência de conhecimento em desenvolvimento agrícola do cerrado brasileiro, hoje grande produtor de alimentos no Brasil, para a savana africana pode tornar os 25 países da região importantes atores globais no mercado agrícola internacional. Trata-se de um compromisso, afirmou Lula, que ele levará consigo mesmo depois de deixar o cargo de presidente do Brasil.

Nesta segunda-feira (16/11), o presidente Lula participa ainda Roma da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da FAO, cujo principal objetivo será o lançamento de bases para nova forma de coordenação global para o combate à fome. Os líderes mundiais presentes ao encontro serão apresentados à campanha 1 Bilhão de Famintos, que será veiculada pela internet.

Lula lembrou que apenas 10% dos 400 milhões de hectares da savana africana é cultivado hoje e esse número pode muito bem ser aumentado significativamente. Foi apostando nesse potencial que a Embrapa abriu um escritório em Gana e está engajada em projetos em 16 países africanos – Angola, Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Chade, Gabão, Gana, Guiné-Bissau, Mali, Moçambique, Nigéria, Quênia, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tanzânia e Zâmbia.

São projetos voltados para a segurança alimentar e nutricional; desenvolvimento da agricultura sustentável e familiar; pesquisa e extensão rural; introdução de variedades agrícolas mais resistentes; diversificação da produção agrícola; implantação de unidades de demonstração e validação de tecnologias agrícolas (”fazendas-modelo”); merenda escolar; bem como o apoio à aqüicultura e à pesca. O desafio maior agora está em assegurar os recursos necessários para tornar realidade esse sonho.

Serão indispensáveis importantes recursos para financiar de desenvolvimento efetivo da produtividade da agricultura familiar na savana africana. Para tanto, assumo o compromisso de, como membro do G-20, de levar esta proposta aos líderes das principais potências econômicas mundiais, para o levantamento dos fundos necessários para tal empreendimento.

O presidente Lula estava acompanhado na reunião do ministros Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, e Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e dos secretários Antônio de Aguiar Patriota (Relações Exteriores) e Arlete Sampaio, do Ministério do Desenvolvimento Social, além do presidente da Embrapa, Pedro Antônio Arraes Pereira.

Outro ponto importante da colaboração Brasil-África são os biocombustíveis e para tal o Brasil está concluindo com a União Européia a Iniciativa Conjunta para o Desenvolvimento da Bioenergia na África, frisou Lula. Assim será possível incrementar a produção de alimentos, combater a fome e a pobreza e gerar empregos no continente africano.


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