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O presidente Lula classificou de levianas as notícias publicadas na imprensa afirmando que o deputado federal Geddel Vieira Lima, quando exercia o cargo de ministro da Integração Nacional, liberou mais recursos para a Bahia, para obras preventivas contra enchentes, do que para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

“O que eu acho pobre é as pessoas esperarem acontecer uma tragédia para fazer leviandade. Primeiro, devemos ser solidários com o povo do Rio. Quando cessar as chuvas vamos ajudar as vítimas”, afirmou Lula após almoço oferecido ao presidente de Mali, Amadou Toumani Touré, no Palácio Itamaraty. O presidente brasileiro enfatizou que o ex-ministro Geddel tem que “chamar o cidadão” que espalhou a notícia e obrigá-lo a provar o que disse. Lula confirmou também que a Casa Civil prepara medida provisória com liberação de R$ 200 milhões para o estado do Rio.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

O presidente comentou ainda o leilão que o governo prepara para a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Ele afirmou que o leilão acontecerá e quem apostar diferente vai perder. Lula comentou também o fato de alguns consórcios terem se retirado da disputa, em função do preço da energia elétrica. Para o presidente “teremos o preço justo e não o preço que alguém quer nos impôr”.

Lula também falou sobre a proposta de reajuste das pensões e aposentadorias dos cidadãos que ganham mais de um salário mínimo. Segundo Lula, um acordo foi fechado com as centrais sidicais e, qualquer índice de reajuste diferente daquilo que foi acordado, será preciso que os parlamentares apontem de onde o governo tirará recursos para fazer garantir o aumento.


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No interior da UTE Euzébio Rocha, em Cubatão, presidente Lula pede a Barack Obama que sinalize para as negociações sobre decisão da OMC. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

No interior da UTE Euzébio Rocha, em Cubatão, presidente Lula pede a Barack Obama que sinalize para as negociações sobre decisão da OMC. (foto: Ricardo Stuckert/PR)

Do interior da UTE Euzébio Rocha, em Cubatão (SP), o presidente Lula pediu ao presidente dos EUA, Barack Obama, para que coloque “as pessoas para negociarem rapidamente, pois o Brasil não tem interesse em confrontação com os Estados Unidos”. Lula fez este apelo ao término do discurso que marcou a cerimônia da inauguração da térmica para explicar as notícias sobre as retaliações do governo brasileiro aos produtos norte-americanos importados por empresas nacionais.

“A decisão OMC permite ao Brasil criar dificuldades para determinados produtos americanos aqui no Brasil. Então, o que nós estamos fazendo não é uma política de retaliação. O que estamos fazendo é dizendo aos EUA que não importa o tamanho de cada um de nós. Somos soberanos e queremos ser respeitados e que a OMC seja respeitada”, explicou.


Lula enfatizou que há sete anos o Brasil vem atuando no âmbito da OMC para que sejam tomadas medidas contra os subsídios dados pelo governo norte-americano aos produtores de algodão daquele país. Para o presidente brasileiro, estes incentivos prejudicam os produtores africanos de colocarem o mesmo produto nos mercados dos EUA e da Europa. Segundo Lula, o Brasil tem um cenário favorável para produzir algodão e fazer com que o produto seja competitivo em relação os países como EUA, China e Alemanha, mas enfatizou que “está na hora de dar uma chance para um pequeno produtor africano”.

Assim, segundo o presidente, as instituições multilaterais serão respeitadas. Para Lula, se os Estados Unidos tivessem assinado a proposta de acordo na rodada de Doha, em 2008, esta situação não estaria acontecendo.”Estamos dizendo para os americanos: cumpram com suas obrigações que nós cumpriremos com as nossas”.


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