Um milhão de residências ganharão energia elétrica até o final de 2010, afirmou nesta segunda-feira (11/1) o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após audiência com o presidente Lula no Centro Culturual Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Lobão informou que a reunião teve por objetivo apresentar o balanço do programa Luz para Todos que, até o final de 2009, levou eletricidade para dois milhões de residências, beneficiando 10 milhões de pessoas. Também participaram da reunião dirigentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Lobão explicou ainda sobre a portaria interministerial assinada nesta segunda-feira que reduz de 25% para 20% a adição do álcool anidro no gasolina -- ver aqui. Segundo o ministro, a medida irá reduzir o consumo de etanol no País em 100 milhões de litros por mês. Ele explicou que a decisão somente entrará em vigor no início de fevereiro para que a Petrobras possa se preparar para o cumprimento da portaria.
Num primeiro momento, a medida vigorará pelo período de três meses, mas pode ter uma abrangência superior. Tudo vai depender do comportamento do preço do açúcar e do álcool no mercado. “A medida tem por objetivo inicial manter o abastecimento e permitir em determinado espaço de tempo que o preço do álcool cai para o consumidor”, explicou.
Lobão informou também que a fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) acompanhará o comportamento das cadeias distribuidora e comercializadora do produto.
Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, conversa com o presidente Lula durante lançamento do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR
As novas regras para o plantio de cana-de-açúcar e produção de etanol no Brasil vão tornar o produto brasileiro “100% verdinho” afirmou o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, em conversa com o Blog do Planalto após o lançamento do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAE) na sede da Embrapa em Brasília.
A idéia do governo Lula é expandir a produção de maneira sustentável e Minc reforçou a importância das novas regras para garantir que o biocombustível brasileiro respeite o meio ambiente.
Em entrevista coletiva após o evento, Minc também esclareceu dúvidas sobre o indicador de emissão de poluentes dos veículos de passeio brasileiros, divulgado na terça-feira (15/9) pelo Ibama. O ministro enfatizou que os carros a álcool são os que menos causam danos ambientais. Entenda:
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinold Stephanes, também esteve no evento e comemorou o estudo. Segundo ele, o Brasil, que já era um exemplo em preservação de florestas, em uso de energias limpas, agora dá um exemplo por meio do recém-lançado zoneamento agroecológico da cana:
Para o Diretor-Presidente em exercício da Embrapa, Kepler Euclides, o ZAE Cana coloca o Brasil numa situação confortável perante o mundo no que diz respeito à produção de etanol. Ele também comemorou a participação da Embrapa no que chamou de processo histórico da matriz energética mundial:
O estudo da Embrapa prevê o uso de 64 milhões de hectares para o plantio da cana. A perspectiva é de que, com este estudo, o setor tenha um ganho expressivo na produção e passe a utilizar, de maneira sustentável, 7,5% do território brasileiro para o cultivo da cana-de-açúcar. Hoje, essa cultura ocupa 1% das terras no País.
Com a iniciativa, o governo brasileiro espera tornar mais eficiente a produção de biocombustíveis e, ainda, reduzir a emissão de gases do efeito estufa, uma vez que o etanol de cana pode reduzir em até 90% a produção desses gases. De acordo com dados do Ministério das Minas e Energia, o uso de etanol nos últimos 30 anos no Brasil evitou a emissão de 850 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.
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