Lula e Alan García responderam a quatro perguntas da imprensa após discurarem sobre o encontro bilateral que tiveram em Manaus (AM) na tarde desta quarta-feira (16/6). Os brasileiros mais uma vez ignoraram os temas propostos (parceria energética, desenvolvimento regional/sulamericano, acordos assinados) e se concentraram em temas políticos e eleitorais brasileiros, ao contrário dos colegas peruanos, que focaram suas perguntas nos temas da agenda bilateral. A primeira pergunta, da repórter da Folha de S. Paulo, foi sobre a sanção presidencial ao reajuste de 7,7% concedido aos aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo.
Lula lembrou que a proposta original do governo previa reajuste de 6,14%, mas o Congresso aprovou 7,7%. Após conversar com sua equipe econômica, o presidente brasileiro ficou convencido de que é possível recurar parte do dinheiro do reajuste, graças ao consumo que os aposentados terão nos próximos meses. Além disso, a equipe econômica garantiu que é possível fazer um corte no orçamento equivalente à quantia que vamos dar de reajuste.
O que nós precisamos é dizer à nação brasileira que nós vamos continuar com uma rigidez fiscal, que vamos continuar controlando as contas públicas, que nós vamos diminuir o gasto com custeio, para gente poder garantir que uma parte pobre da população tenha mais poder de consumo neste País.
Negou ainda ter ‘contrariado’ a equipe econômica, conforme afirmou a jornalista em sua pergunta. “Num regime presidencialista, quem decide é o presidente. As equipes me dão orientação, me dizem as alternativas, e eu tomo a decisão. É assim que funciona o Brasil no governo Lula e em qualquer regime presidencialista”, disse.
Ouça aqui a íntegra da entrevista coletiva, que tratou também das alianças nos estados para a eleição presidencial deste ano e detalhes sobre os acordos bilaterais assinados:
Lula e Alan García responderam a quatro perguntas da imprensa após discurarem sobre o encontro bilateral que tiveram em Manaus (AM) na tarde desta quarta-feira (16/6). Os brasileiros mais uma vez ignoraram os temas propostos (parceria energética, desenvolvimento regional/sulamericano, acordos assinados) e se concentraram em temas políticos e eleitorais brasileiros, ao contrário dos colegas peruanos, que focaram suas perguntas nos temas da agenda bilateral. A primeira pergunta, da repórter da Folha de S. Paulo, foi sobre a sanção presidencial ao reajuste de 7,7% concedido aos aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo.
Lula lembrou que a proposta original do governo previa reajuste de 6,14%, mas o Congresso aprovou 7,7%. Após conversar com sua equipe econômica, o presidente brasileiro ficou convencido de que é possível recurar parte do dinheiro do reajuste, graças ao consumo que os aposentados terão nos próximos meses. Além disso, a equipe econômica garantiu que é possível fazer um corte no orçamento equivalente à quantia que vamos dar de reajuste.
O que nós precisamos é dizer à nação brasileira que nós vamos continuar com uma rigidez fiscal, que vamos continuar controlando as contas públicas, que nós vamos diminuir o gasto com custeio, para gente poder garantir que uma parte pobre da população tenha mais poder de consumo neste País.
Negou ainda ter ‘contrariado’ a equipe econômica, conforme afirmou a jornalista em sua pergunta. “Num regime presidencialista, quem decide é o presidente. As equipes me dão orientação, me dizem as alternativas, e eu tomo a decisão. É assim que funciona o Brasil no governo Lula e em qualquer regime presidencialista”, disse.
Ouça aqui a íntegra da entrevista coletiva, que tratou também das alianças nos estados para a eleição presidencial deste ano e detalhes sobre os acordos bilaterais assinados:
Afirmando ser um ’sulamericanista juramentado’, o presidente Lula defendeu nesta quarta-feira (16/6) durante encontro com o presidente do Peru, Alan García, em Manaus (AM), uma ‘revolução do óbvio’ na América do Sul para promover o desenvolvimento na região. Segundo o presidente brasileiro, governos passados desperdiçaram a chance de aproximar os países, priorizando as relações com o “lado mais rico do planeta”, deixando assim de alicerçar a construção de uma política comum, o que seria mais fácil e benéfico para a região.
Essa falta de atenção aos países vizinhos permitiu situações no mínimo prosaicas, como o fato dos estados do norte brasileiro comprarem produtos em São Paulo ou até mesmo na Europa, a preços maiores, em vez de adquiri-los no Peru, por exemplo, como no caso da sardinha, da cebola e do cimento -- neste último caso, há uma exigência de investigação fitosanitária no cimento do Peru para que ele possa ser comprado pelo Brasil, o que foi classificado pelo presidente de ‘insano’. Para acabar com esse tipo de entrave, Lula defendeu uma ‘revolução do óbvio’:
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:
O presidente brasileiro afirmou ainda que os acordos assinados hoje em Manaus permitirão ao Brasil e ao Peru desenvolver melhor as suas potencialidades energéticas não só em gás natural e hidrelétricas, mas também em energia eólica e biomassa. “Temos um potencial de produzir energia limpa que nenhum outro país do mundo tem”, reiteirou Lula, convocando os empresários presentes a impulsionarem essa parceria entre os dois países.
Presidente Lula recebe os cumprimentos de Zapatero ao chegar para a VI Cumbre UE-ALC. (Fotos: Ricardo Stuckert/PR)
O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodriguez Zapatero, destacou a importância da relação entre a União Européia e a América Latina. Zapatero discursou, nesta terça-feira (18/5), na cerimônia de abertura da VI Cumbre União Européia, América Latina e Caribe, no Instituto de Feiras de Madri (IFEMA). O presidente Lula participa do encontro. Além da conferência, o presidente brasileiro deve se encontrar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e receber o prêmio Nova Economia.
“Hoje, a América Latina e o Caribe são sócios em temas cruciais da agenda global: crise econômica, o futuro da estabilidade financeira, a luta contra o problema climático e a superação da desigualdades sociais e a pobreza”, destacou Zapatero. Ele – anfitrião da reunião que trouxe a Madri cerca de 60 chefes de Estado e de Governo – defendeu a necessidade de somar esforços para superar as fronteiras do crescimento econômico.
Lula conversa com o presidente da Comissão da União Européia, José Manuel Barroso.
Zapatero deu ênfase também à necessidade de concetração política em favor da democracia, do Estado de direito, da segurança jurídica, dos direitos humanos e da luta contra as questões do clima.
Na cerimônia de abertura também tiveram pronunciamentos a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o presidente do Peru, Alan Garcia, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. A crise financeira e seus efeitos na economia de diversos países marcou os discursos das autoridades que estão participando da reunião em Madri.
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Presidente Lula participa de encerramento de seminário empresarial Brasil-Peru (foto Ricardo Stuckert/PR)
Os presidentes Lula e Alan Garcia assinaram cerca de 16 acordos de cooperação durante visita de chefe de Estado do presidente brasileiro ao Peru. Segundo Lula, no primeiro trimestre do próximo ano Brasil e Peru fecham acordo de energia elétrica para atender demanda dos dois países. Lula destacou que o acordo na área energética será oportunidade para equacionar o suprimento de energia naquela região .
A visita oficial começou nesta sexta-feira com a solenidade de inauguração do projeto de cooperação para implementação do Liceu Brasileiro-Peruano, em Barrios Altos, Cercado de Lima. No Palácio do Governo, Lula e Alan Garcia tiveram um encontro privado que depois foi ampliado com a participação de integrantes do conselho empresarial Brasil-Peru. Após assinarem os acordos e do pronunciamento oficial à imprensa, as duas autoridades comparceram à cerimônia de encerramento do seminário empresarial.
No encerramento do seminário, quando proferiu discurso aos empresários dos dois países, Lula reforçou a importância da parceria entre o Brasil e o Peru. Lula ainda concedeu audiências ao prefeito de Lima, Luis Castañeda Lossio, e ao líder do Partido Nacionalista Peruano, Ollanta Humala. Apesar do atraso na agenda, o presidente Lula partiu para São Paulo da Base Aérea do Grupo Aéreo número 8 (Callao).
Os presidentes Lula e Alan Garcia comemoram os resultados da reunião que mantiveram durante visita oficial do presidente brasileiro ao Peru (foto Ricardo Stuckert/PR)
A união entre os países sul-americanos permitirá um futuro mais promissor. Foi com esse discurso que o presidente Lula defendeu a maior integração Brasil-Peru. Na companhia do presidente do Peru, Alan Garcia, Lula reforçou a mobilização que vem fazendo para assegurar a parceria entre os países sul-americanos. Segundo o presidente brasileiro, o momento de desconfiança entre os países do continente é coisa do passado. Além disso, Lula buscou incentivar, durante pronunciamento oficial à imprensa, o incremento do comércio exterior Brasil-Peru. Um dos pontos levantados por Lula foi o fato de uma dona de casa de Rondônia, que está distante 100 quilômetros, por exemplo, da produção de tomates no Peru, ter que adquirir o mesmo produto vindo de São Paulo, a mais de cinco mil quilômetros do local consumidor. Lula defendeu a quebra destas barreiras para que possa facilitar que quaisquer produtos cheguem à mesa do brasileiro ou do peruano sem os obstáculos.
“Tenho feito pressão imensa para que façam investimentos na América do Sul, na África, que permitam extraordinária oportunidade de investimentos no Peru e no Brasil. Não é economicamente correto que um país tenha grande superávit comercial diante do outro sem criar condições para que o outro se torne mais competitivo. Poderia pegar a Petrobras, que está aqui, a Vale do Rio Doce. E as coisas que mais discuto com eles é fazer investimentos no Peru, gerar emprego no Peru e exportar o excedente para o Brasil. Esse é o comércio mais justo. Aquele que na hora em que fechar a conta no fim do ano todos vão estar felizes, pois o comércio beneficiou os dois países. É com essa lógica que tento incentivar. Penso que agora estamos colhendo resultados extraordinários”, disse o presidente Lula.
Ouça aqui a íntegra do pronunciamento do presidente Lula:
No pronunciamento, Lula incentivou o presidente do Peru a ter maior participação nas reuniões da Unasul como forma de Alan Garcia obter melhores resultados para as propostas do governo peruano: “Penso que estamos dando um passo para que, com mais coragem, não deixamos de olhar para nós. Que você possa me ajudar, que eu possa te ajudar mais. Acho que você só tem um defeito. Um defeito grave. Tem que participar um pouco mais da reunião da Unasul. Por que sabe o que acontece muitas vezes? Tem companheiro que não acha importante participar de reuniões. É importante que participe com mais força para que suas ideias comecem a ser escutadas. Só assim teremos uma Unasul forte. Com uma zona de paz. De não agressão, de prosperidade e de justiça social. É isso que todos nós queremos”.
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