Em um mundo onde 925 milhões de pessoas são subnutridas, sendo a maioria delas na África subsaariana, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a cooperação multilateral passa a ser uma das principais ferramentas para o combate à fome e à miséria. Nesse sentido, o governo brasileiro, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, tem dado sua contribuição com ações de fortalecimento à agricultura no continente africano.
Com o objetivo de discutir projetos inovadores para serem replicados e diversos países da África, está realizado nesta quarta-feira (6/10), em Brasília, o Fórum da Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária. O evento reúne cerca de 125 pesquisadores, de 14 países, entre africanos e brasileiros.
A ideia central é levar informações sobre as práticas agrícolas e pecuárias até os produtores africanos, por meio do incentivo à pesquisa. Nesse sentido, a Embrapa pode contribuir muito, pois temos vários projetos já desenvolvidos que podem ser prontamente usados nesse sentido. É um grande exemplo de cooperação Sul-Sul, afirmou o pesquisador Paulo Duarte, responsável pelos países africanos, na Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa.
O fórum da Plataforma – transformada em programa de governo, após seu lançamento em maio de 2010, no âmbito do Diálogo Brasil-África – selecionará, dentre os 61 projetos submetidos, os que serão financiados por organizações internacionais para desenvolvimento conjunto nos próximos três anos. Para esse período, o programa conta com US$ 3 milhões.
Esperamos que a Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária contribua para o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU, especialmente as relacionadas a redução da fome e da pobreza, conclui Duarte.
Além de pesquisadores africanos e brasileiros, estarão presentes representantes do Banco Mundial, Agência de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID), Fórum para Pesquisa Agrícola na África (Fara), Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Ifad), Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e Embrapa.
A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), não é tratada isoladamente pelo pequeno produtor rural de Brasil Novo (PA), Ricardo Carlos Paiva. No município em que vivem 400 pessoas à base da produção de cacau e cultivos de feijão, macaxeira e milho, a instalação da usina é sinônimo de crescimento.
Ele diz que é a favor de Belo Monte “pelo desenvolvimento que vai trazer para a região” e reforça: “não estamos discutindo apenas Belo Monte, mas o desenvolvimento como um todo e Belo Monte vem para desenvolver.”
Para o representante da organização Fort Xingu e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ururá, Paulo Medeiros, “as ações de desenvolvimento são maiores do que o impacto [que a instalação da usina vai produzir]”. Ele destaca ainda que haverá um conselho e um fundo de desenvolvimento, bem como o acompanhamento da sociedade durante a execução desse empreendimento na região.
Na cidade dele, a agropecuária é forte, intercalando-se com a produção de cacau e café e a expectativa é que a usina “vai trazer o desenvolvimento e que, com ela, conseguiremos acabar com problemas como a regulamentação fundiária e ambiental, bem como os problemas de moradia urbana e de estradas vicinais”, finalizou.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve um forte crescimento no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8/6) pelo IBGE. Os três primeiros meses de 2010 tiveram uma expansão de 2,7% em comparação ao último trimestre de 2009 e 9% em relação aos três primeiros meses do ano passado.
Os setores que mais cresceram em relação ao último trimestre de 2009 foram a indústria (4,2%), agropecuária (2,7%) e serviços (1,9%). Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, a indústria também aparece como o setor que mais cresceu (14,6%), seguido de serviços (5,9%) e agropecuária (5,1%). O IBGE informou também que a taxa de investimento no período subiu para 18% e a taxa de poupança bruta atingiu 15,8% no País.
No acumulado dos quatro últimos trimestres o PIB cresceu 2,4%, com alta nos Serviços (3,6%), estabilidade da Indústria (0,0%) e queda na Agropecuária (-3,3%).
Levando na bagagem o menor índice de desmatamento na Amazônia em 21 anos e uma proposta de redução de até 39% nas suas emissão de gases do efeito estufa, o Brasil chegará à reunião da ONU sobre clima (COP 15) em Copenhague (Dinamarca), em dezembro, com a mesma força com que foi à capital dinamarquesa em outubro disputar (e conquistar) a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A previsão foi feita pelo presidente Lula após participar em São Paulo da abertura do Congresso Nacional de Iniciação Científica (Conic) na manhã desta sexta-feira (13/11) e confirmada à tarde com o anúncio da proposta brasileira de redução de emissões.
A proposta voluntária brasileira anunciada pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Carlos Minc (Meio Ambiente) em São Paulo inclui a redução de emissões no uso da terra (20,9% vindos da redução do desmatamento da Amazônia e 3,9% do cerrado), no setor de energia (de 6,1% a 7,7%), agropecuária (de 4,9% a 6,1%) e siderurgia (0,3% a 0,4%). O total então ficaria entre 36% e 38,9%, considerando um crescimento do PIB entre 3% e 4%.
“O Brasil tem compromisso com o desenvolvimento sustentável e com o meio ambiente”, afirmou a ministra da Casa Civil.
Para Luiz Alberto Figueiredo, negociador do Ministério das Relações Exteriores para a COP 15 que também participou da reunião em São Paulo, o Brasil vai ser ambicioso em Copenhague. “É a demonstração mais cabal que o Brasil vai para Copenhague para ser parte da solução”, afirmou.
Segundo Carlos Minc, os resultados da redução no desmatamento da floresta amazônica, divulgados ontem (12/11) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), fará com que o País atinja a meta proposta entre 2012 e 2013. O governo dará atenção também para o cerrado.
Outra questão a ser trabalhada para que o Brasil alcance as metas propostas é a fonte de financiamento. O presidente Lula determinou que seja realizado um levantamento para se obter os recursos. A ministra Dilma espera também a participação mais efetiva das indústrias (setor privado) e dos organismos internacionais e os governos estaduais. “Nesse sentido faremos um conjunto de reuniões para definir claramente as fontes de financiamentos e as datas em que essas ações serão executadas. Uma das questões mais importantes para o governo é que elas sejam factíveis também com os prazos e cronogramas”, frisou a ministra.
A reunião sob comando do presidente Lula também contou com a participação dos ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Franklin Martins (Secretaria de Comunicação) e Antonio Patriota (interino das Relações Exteriores), além do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, e do secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, professor Luiz Pinguelli Rosa.
O presidente Lula e a ministra Dilma embarcam esta noite para Paris (França), onde se encontrarão no sábado (14/11) com o presidente francês Nicolas Sarkozy, para quem apresentarão a proposta brasileira para a reunião da ONU em Copenhague.
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