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A presidenta Dilma participa de declaração à imprensa com o presidente Jacob Zuma e o primeiro-ministro Manmohan Singh após V Cúpula Ibas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (18) a adoção de medidas imediatas capazes de impedir o agravamento da crise financeira internacional, sobretudo na chamada Zona do Euro. Na declaração à imprensa feita em Pretória, após participar da V Cúpula Ibas, ela afirmou que o assunto foi discutido com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Segundo a presidenta Dilma, os países que compõem o Fórum Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) reforçaram a capacidade de resistência à crise ao fortalecerem seus mercados internos, diversificarem suas parcerias comerciais e adotarem políticas de inclusão social.

“É necessário um acordo credível entre os países europeus para impedir que a crise fique incontrolável, afetando o mundo inteiro. Estou certa que o desafio apresentado pela crise impõe a substituição de teorias defasadas pelo mundo velho por novas formulações para este mundo novo que agora nós vivemos. Nossa experiência nos mostra que a mera adoção de políticas recessivas em nada contribui para a solução de dificuldades econômicas”, disse a presidenta.

Dilma Rousseff elogiou a atuação do Ibas nos organismos multilaterais. Segundo ela, a “concertação” do grupo, mais que positiva, tem se revelado, em muitos casos, decisiva.

“Atuamos inspirados nas nossas próprias histórias de luta pela liberdade, pela democracia, nas quais, sem sombra de dúvida, Mahatma Gandhi e Mandela são exemplos extraordinários dos grandes acontecimentos que modificaram para sempre a humanidade.”

A presidenta lembrou ainda o apoio do Ibas aos povos árabes nas suas aspirações a formas democráticas de governos. Neste sentido, Dilma Rousseff citou a concordância dos três países do Ibas na necessidade de mais diplomacia e menos intervenções militares, e lembrou que Índia, Brasil e África do Sul ocupam, em 2011, um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que desejam ver reformado.

“Sem sombra de dúvida, contribuímos para o encaminhamento de questões nevrálgicas relativas aos direitos humanos, à paz e à segurança internacionais. Neste sentido, são ilustrativas tanto a missão que enviamos à Síria em agosto passado, como também a nossa defesa do papel-chave das estratégias de desenvolvimento para concepção da paz sustentável nos países em situação de pós-conflito.”

Ouça abaixo a íntegra da declaração à imprensa ou leia aqui a transcrição:

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Presidenta Dilma Rousseff discursa na V Cúpula do Fórum Ibas, em Pretória, África do Sul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais Ao participar da abertura do Fórum Ibas – Índia, Brasil e África do Sul – na manhã de hoje (18) em Pretória, capital sul-africana, a presidenta Dilma Rousseff convocou o mundo a se unir em torno de uma consolidação fiscal e coordenação macroeconômica e reiterou que os países em desenvolvimento podem e devem participar da construção de uma nova ordem internacional.

A presidenta brasileira afirmou que o Ibas demonstrou que é possível crescer ao mesmo tempo em que distribui renda e gera empregos e disse que a solução para a crise financeira global não está na intensificação de processos recessivos. É necessário, na visão dela, que se estabeleça um acordo credível entre os países europeus, além da consolidação fiscal e da solidez dos sistemas bancários.

“Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou de paradigmas vazios de preocupação social em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos. É prioritário solucionar o problema da dívida soberana e reverter o quadro recessivo global. É inadiável a regulamentação do sistema financeiro; é fundamental pôr fim a políticas monetárias que provocam uma verdadeira guerra cambial e estimulam o protecionismo.”

Ela também chamou atenção para a reforma de organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. E foi enfática ao afirmar que os países do Ibas contribuíram no Conselho de Segurança da ONU para a resolução de conflitos na Líbia e Síria, demonstrando que dispõem “de todas as credenciais para assumir assento permanente e dotar aquele órgão da legitimidade que lhe falta”.

Dilma Rousseff aproveitou a oportunidade para convidar o presidente Zacob Zuma e o primeiro-ministro Manmohan Singh a participarem da Rio+20, em junho de 2012 no Brasil, e a estreitar a cooperação trilateral no comércio e em programas de educação, ciência, tecnologia e inovação, como o Ciência sem Fronteiras.

“A importância do Ibas tem muito a ver com o papel global que desempenhamos e podemos desempenhar, com o fato de que representamos três continentes – a América Latina, a África e a Ásia. Esse Fórum é, portanto, um poderoso instrumento para promover a cooperação trilateral em áreas de impacto concreto nas nossas regiões e nos nossos países (…). Nossa diversidade e nossa cooperação são os principais trunfos que temos para garantir uma presença livre e soberana dos países em desenvolvimento neste mundo em transformação em que vivemos.”

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição:

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Presidenta Dilma Rousseff desembarca em Pretrória, capital administrativa da África do Sul, para visita oficial e participação da Cúpula do Ibas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais A presidenta Dilma Rousseff desembarcou no início da tarde de hoje (17) em Pretória, capital da África do Sul, onde participará amanhã da V Cúpula do Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (Ibas). Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Cúpula Ibas será focada nos atuais desafios econômico-financeiros, paz e segurança internacionais e desenvolvimento sustentável no contexto da preparação para a Rio+20, que acontecerá em 2012 no Brasil. Durante a Cúpula, será feito ainda balanço das atividades dos grupos de trabalho setoriais do Ibas, que tratam de temas como defesa, energia e ciência e tecnologia.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, conversarão também sobre os avanços da cooperação prestada pelo Fundo Ibas para o alívio da fome e da pobreza. Desde sua criação, em 2004, o Fundo realiza nove projetos em seis países, como o de coleta de resíduos sólidos no Haiti, e o de melhoramento agropecuário na Guiné-Bissau; estão previstos ainda projetos no Laos, Serra Leoa, Timor Leste, Sudão e Sudão do Sul. Em 2006, o Fundo foi premiado pela Organização das Nações Unidas como modelo de cooperação entre países em desenvolvimento e, em 2010, agraciado com o prêmio “Metas de Desenvolvimento do Milênio”.

Outro ponto discutido pelos chefes de Estado e de Governo será o comércio entre os três países. O fluxo entre Brasil, Índia e África do Sul quadruplicou entre 2003 e 2010, elevando-se de US$ 4,38 bilhões para US$ 16,1 bilhões, superando, assim, a meta fixada para aquele ano, de US$ 15 bilhões.

De Pretória, a presidenta segue para visita de Estado a Moçambique e Angola, e retorna ao Brasil na quinta-feira (20).

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Em um telefonema de cerca de 10 minutos, na tarde desta quinta-feira (2/6), a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, defenderam uma solução pacífica para os conflitos na Líbia, informou o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena. Os dois países concordaram em se articular no Conselho de Segurança da ONU com o objetivo de buscar uma saída política para a crise no país do Norte da África.

O presidente sul-africano esteve recentemente em Trípoli, a pedido da União Africana, e encontrou-se com o líder da Líbia, Muamar Khadafi. Zuma relatou à presidenta a situação daquele país e manifestou preocupação com a deterioração da situação política e humanitária da Líbia, posição pactuada por Dilma Rousseff.

Os dois presidentes concordam, ainda, que ações desenvolvidas na Líbia que vão além do mandato estabelecido pela resolução 1973 do Conselho de Segurança requerem atenção. A resolução autoriza os estados-membros a tomar “todas as medidas necessárias” para proteger os civis e áreas civis densamente povoadas sob ameaça de ataque na Líbia. A presidenta brasileira citou impactos negativos de ações das potências ocidentais sobre a população líbia, afirmou o porta-voz.

FMI – Outro assunto abordado pelo presidente Jacob Zuma – que tomou a iniciativa do telefonema – foi a sucessão ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele defende “uma oportunidade” para os países em desenvolvimento no organismo.

A presidenta Dilma lembrou que o Brasil tem sido enfático na necessidade de os países emergentes terem uma posição mais forte em organismos multilaterais e lembrou, que em relação ao FMI, os critérios para a escolha no novo diretor-gerente devem “passar pelo mérito e por um processo aberto e transparente independentemente da nacionalidade do candidato”.

Ao concluir, Zuma disse que a África do Sul está em um processo informal de consulta aos países membros dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) sobre o nome de Trevor Manuel, ex-ministro de finanças daquele país, para uma eventual candidatura ao cargo de diretor-gerente do FMI.

“A presidenta está esperando que o quadro se consolide para tomar uma posição, mas disse que o nome do ex-ministro é bem recebido na medida em que abre o leque de candidaturas e possibilita maior exposição de ideias para a agenda futura do FMI”, concluiu Baena.


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O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, o presidente Rússia, Dmitri Medvedev, o presidente da China, Hu Jintao, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da da África do Sul, Jacob Zuma, durante foto oficial da 3ª Cúpula dos BRICs. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

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Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff; da Rússia, Dmitri Medvedev; da China, Hu Jintao; da África do Sul, Jacob Zuma; além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, participam da III Cúpula BRICS – bloco de países emergentes – que ocorre em Sanya, situada a sul de província de Hainan, China. Após foto oficial, os mandatários se encontraram em reunião privada, norteada por quatro assuntos principais: situação político-econômica internacional, quadro econômico mundial pós-crise, cooperação inter BRICS e papel dos países deste bloco na governança internacional

Segundo agenda divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), após a reunião privada acontecerá reunião ampliada no Hotel Sheraton Sanya Resort.

Por volta de 11h25 (aos 25 minutos de quinta-feira, 14/4, pela hora oficial de Brasília) haverá cerimônia de assinatura de atos e declaração à imprensa. Em seguida, os participantes da reunião serão recebidos para um almoço oferecido pelo presidente chinês, Hu Jintao, e logo após audiências individuais com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma; o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh; e o primeiro-Ministro da Ucrânia, Mykola Azarov.

Na sexta-feira (15/4), na cidade de Bo’Ao, a presidenta Dilma comparece à cerimônia de abertura do Forum de Bo’Ao. No início da tarde (pelo horário local) segue para Xi’an.

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O BRIC -- Brasil, Rússia, Índia e China -- vai ganhar um S de South Africa, ou melhor, África do Sul para os brasileiros, e passa a se chamar BRICS. A partir da III Cúpula, que acontece na cidade de Sanya, uma ilha chinesa, nesta quinta-feira (13/4), o país africano passa a integrar o bloco de países emergentes. A chegada de mais um participante será comemorada pelo Brasil que, para o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, dá boas-vindas a este mais novo sócio.

“Seguramente o Brasil vai dar as boas-vindas a África do Sul, já que nos coordenamos no IBAS (Índia, Brasil e África do Sul). A África do Sul é um país que estamos bastante familiarizado”, antecipou Patriota ao explicar que a reunião tratará também de temas como G20 e rodada de Doha. E há uma outra vertente neste grupo de países: todos participam atualmente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Antes de acompanhar a presidenta Dilma Rousseff na viagem para Sanya, quando acontecerá a segunda etapa da visita à China, o chanceler Antonio Patriota concedeu entrevista a repórter Ana Gabriella Sales, da TVNBR -- a emissora do governo federal. Durante pouco mais de seis minutos, Patriota avaliou a viagem da presidenta Dilma a este país da Ásia.

“Fui um resultado que só pode ser considerado muito positivo”, iniciou o chanceler ao destacar a participação dos empresários e o interesse do governo chinês pelo incremento do fluxo comercial Brasil-China. Patriota também anunciou que uma delegação de empresários da China virá ao Brasil no próximo mês, com o objetivo de dar continuidade aos acordos comerciais. Isso tudo sem contar com os investimentos de empresas no mercado brasileiro em setores de aviação comercial, ciência e tecnologia da informação.

O ministro brasileiro também contou que os contatos políticos foram bem vistos pelo governo brasileiro. Segundo ele, as audiências com o presidente da Assembleia Popular Nacional, Wu Bangguo, e com o primeiro-ministro Wen Jiabao reforçam a política de parceria defendida pelo governo brasileiro. Além disso, Patriota destacou a declaração conjunta assinada pela presidenta Dilma e o colega chinês Hu Jintao, na reunião ocorrida no dia anterior.

Até a próxima sexta-feira, a agenda a presidenta Dilma contempla os fóruns BRICS e Boao. Devem ocorrer também encontros da presidenta com os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia) e Jacob Zuma (África do Sul), além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

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Ministro Antonio Patriota abordou a situação nos países árabes durante visita à China. Foto: Elza Fiúza/ABr-Arquivo

O Ministério das Relações Exteriores divulgou, nesta sexta-feira (4/3), nota à imprensa sobre posicionamento do governo brasileiro diante do conflito nos países árabes. O documento diz que “o governo e o povo brasileiros se solidarizam com as eloquentes manifestações das sociedades no mundo árabe em favor da realização de suas justas aspirações e anseios por maior participação nas decisões políticas, em ambiente democrático, com perspectivas de crescimento econômico e inclusão social, capaz de gerar oportunidades de emprego, liberdade de expressão e dignidade humana”.

A nota informa ainda que o ministro Antonio Patriota, durante visita a Pequim, tratou do tema nas conversas com o ministro de Negócios Estrangeiros da China, Yang Jiechi. Informa ainda que o assunto deverá ser tratado, igualmente, em reunião com o assessor de Segurança Nacional da Índia, embaixador Shiv Shankar Menon, em encontro amanhã, em Nova Delhi. “Além disso, o ministro Patriota tenciona coordenar-se com seus homólogos da Índia e da África do Sul, em reunião Ministerial do IBAS, a realizar-se na capital indiana, em 8 de março, em momento em que os três países têm assento no Conselho de Segurança da ONU”, diz.

A seguir a íntegra da nota à imprensa divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores

Ministério das Relações Exteriores

Nota à Imprensa nº 88

4 de março de 2011

Situação nos países árabes

No momento em que o mundo árabe passa por período de profundas mudanças, é importante reafirmar a parceria existente entre América do Sul e países árabes, conforme consignado na Declaração de Brasília por ocasião da Primeira Cúpula América do Sul- Países Árabes, em 2005.

Nessa ocasião, com base nos laços humanos e culturais, bem como nas aspirações que as unem, as duas regiões afirmaram que, para promover a paz, a segurança e a estabilidade mundiais, a cooperação bi-regional deve ser norteada pelo compromisso com o multilateralismo, o respeito ao Direito Internacional e a observância dos Direitos Humanos e do Direito Internacional Humanitário; com o desarmamento e a não-proliferação de armas nucleares e de outras armas de destruição em massa.

O Governo e o povo brasileiros se solidarizam com as eloquentes manifestações das sociedades no mundo árabe em favor da realização de suas justas aspirações e anseios por maior participação nas decisões políticas, em ambiente democrático, com perspectivas de crescimento econômico e inclusão social, capaz de gerar oportunidades de emprego, liberdade de expressão e dignidade humana. Manifestam, ainda, a expectativa de que as transformações em curso ocorram em ambiente pacífico, sem arbitrariedade ou uso da força.

A suspensão da Líbia do Conselho de Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em resolução co-patrocinada pelo Brasil e adotada por consenso, com apoio dos países árabes e africanos, foi decisão sem precedentes, que afirma a expectativa de pleno respeito dos direitos humanos dos manifestantes líbios.

Conforme ressaltou a Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Ministra Maria do Rosário, na abertura da 16ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH) – Segmento de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça, em fevereiro último, “eventuais ondas migratórias devem ser tratadas com humanidade, com respeito aos direitos humanos, com compreensão pela diversidade e sem xenofobia.”

Onde surjam situações de emergência humanitária, faz-se necessário assegurar acesso tempestivo e irrestrito aos prestadores de assistência humanitária. Igualmente, devem ser respeitados os direitos dos jornalistas, inclusive estrangeiros, de reportar e de circular livremente, sem constrangimentos ou intimidações.

Os recentes eventos nos países árabes oferecem oportunidade para se levar adiante iniciativas que possam contribuir para a paz e a segurança mundiais, a exemplo da proposta de estabelecimento de zonas livres de armas nucleares, especialmente em regiões com focos de tensão, como o Oriente Médio, como consta do documento final da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, de maio de 2010.

O Brasil considera que o debate sobre proposta de estabelecimento de zona de proibição de voos no espaço aéreo líbio, ou acerca de qualquer iniciativa militar naquele país, só terá legitimidade no marco estrito do respeito à Carta da ONU, no âmbito do Conselho de Segurança.

O Brasil privilegiará a diplomacia, o diálogo e a negociação no encaminhamento de situações de tensão, em que haja risco de conflagração ou quadro de violência.

O Brasil tem mantido consultas permanentes sobre a situação no Norte da África e no Oriente Médio com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU e com o Secretário Geral das Nações Unidas.

Durante a visita do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, a Pequim, em 3 e 4 de março, o tema foi suscitado nas conversas com o Ministro de Negócios Estrangeiros da China, Yang Jiechi. O assunto deverá ser tratado, igualmente, em reunião com o Assessor de Segurança Nacional da Índia, Embaixador Shiv Shankar Menon, em encontro no sábado, 5 de março, em Nova Delhi. Além disso, o Ministro Patriota tenciona coordenar-se com seus homólogos da Índia e da África do Sul, em reunião Ministerial do IBAS, a realizar-se na capital indiana, em 8 de março, em momento em que os três países têm assento no Conselho de Segurança da ONU.


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O Blog do Planalto esteve nesta quarta-feira (22/12) na ExpoCatadores 2010, que está sendo realizada em São Paulo (SP), para conhecer a evolução que a categoria de catadores de material reciclável teve nos últimos anos no País. O evento, montado no Mart Center, zona norte da capital paulista, reúne desde ontem cerca de 1.500 catadores de todo o País e de sete países latino-americanos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Uruguai, Peru e Bolívia) e também África do Sul. Além de palestras, seminários e workshops, os participantes podem conferir as novidades trazidas por dezenas de expositores, entre fabricantes de equipamentos da indústria de reciclagem, cooperativas de catadores de todo o Brasil, universidades e ONGs. A página oficial do evento está transmitindo ao vivo as atividades, confira aqui.

O presidente Lula, juntamente com a presidente eleita Dilma Rousseff e a ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), participarão, nesta quinta-feira (23/12), do Natal da Vida e Cidadania dos Catadores e da População em Situação de Rua, no espaço onde está sendo realizada a ExpoCatadores, em São Paulo (SP).

Na ExpoCatadores 2010 conhecemos Severino Lima Jr., representante da Articulação Nacional do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, que percorreu os corredores do centro de exposição com o Blog do Planalto e explicou um pouco dos avanços obtidos pela categoria nos últimos anos e como os catadores podem contribuir para colocar o Brasil entre os maiores recicladores de resíduos sólidos do mundo, exportando know-how para outros países, e ajudar outros catadores ao redor do mundo a se organizarem e obter as mesmas vitórias.

Severino, que é de Natal (RN) e atua como catador desde os 12 anos, nos explicou que poucas prefeituras no País apóiam os catadores e registram o material coletado por eles, o que deixa os números brasileiros ainda baixos. “Se forem contabilizados de maneira formal, com os catadores, esses números vão triplicar, quintuplicar até”, diz ele. O Brasil já é campeão mundial na reciclagem de latas de alumínio, graças aos catadores, e essa posição brasileira só é possível porque esses números são registrados oficialmente.

Severino está otimista com o potencial da ExpoCatadores, que tem sua segunda edição este ano, e diz que o evento fortalece a categoria, graças à troca de informações e experiências que ela promove. “O problema que cada estado tem começa a ser dividido”, diz. O Brasil hoje é referência mundial em termos de organização dos catadores, afirma Severino, por seu modelo de articulação. Esse modelo está sendo exportado não só para países latino-americanos mas também africanos e asiáticos, como a Índia, que tem uma situação muito pior do que a brasileira, e a experiência brasileira pode ajudar a todos melhorarem de vida.


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O chanceler Celso Amorim em discurso por ocasião da abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Estados Unidos. Foto: UN Photo/Rick Bajornas

O Conselho de Segurança da ONU deve ser reformado, de modo a incluir maior participação de países em desenvolvimento, inclusive entre seus membros permanentes, segundo afirmou o ministro Celso Amorim, na abertura da 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quinta-feira (23/9). O chanceler representa o presidente Lula na conferência.

Amorim disse que não é possível continuar com métodos de trabalho pouco transparentes que permitem aos membros permanentes discutirem a portas fechadas e pelo tempo que desejarem assuntos que interessam a toda humanidade. Segundo ele, o Brasil tem procurado corresponder com o que se espera de um integrante de um Conselho de Segurança, mesmo não-permanente, que é contribuir para a paz.

“Ao fazê-lo, nos baseamos em propostas apresentadas como oportunidade ímpar para criar confiança entre as partes. A Declaração de Teerã de 17 de maio, firmada por Brasil, Turquia e Irã, removeu obstáculos que, segundo os próprios autores daquelas propostas, impediam que se chegasse a um acordo. Estamos convictos de que, uma vez de volta à mesa de negociações, as partes encontrarão formas de resolver outras questões. O mundo não pode se permitir o risco de um novo conflito como o do Iraque”, disse.


Amorim ressaltou que ao longo dos dois mandatos do presidente Lula, o Brasil mudou, apresentando crescimento econômico sustentado, estabilidade financeira, inclusão social e a plena vigência da democracia. “Políticas públicas firmes e transparentes reduziram as desigualdades de renda, de acesso e de oportunidades. Milhões de brasileiros conquistaram dignidade e cidadania. O mercado interno fortalecido nos preservou dos piores efeitos da crise mundial desencadeada pela ciranda financeira nos países mais ricos do Planeta. O Brasil orgulha-se de já ter cumprido quase todas as metas e de estar a caminho de alcançar, em 2015, todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, defendeu.

Em seu discurso, o ministro ressaltou que nesses últimos oito anos, o Brasil moveu-se na cena internacional, impulsionado pelo sentido da solidariedade, e lembrou as iniciativas de cooperação Sul-Sul, o Fundo de Alívio à Pobreza do Ibas – foro que congrega Índia, Brasil e África do Sul -, o financiamento de projetos no Haiti, Guiné Bissau, Cabo Verde, Palestina, Camboja, Burundi, Laos e Serra Leoa.

Ao falar sobre as relações entre os países latino-americanos, o Amorim reiterou o repúdio “ao ilegítimo bloqueio a Cuba, cujo único resultado tem sido o de prejudicar milhões de cubanos em sua luta pelo desenvolvimento”.

Celso Amorim foi firme ao expor que a reforma da governança global ainda não alcançou o campo da paz e da segurança internacionais e que as potências tradicionais relutam em compartilhar o poder. “É preciso banir, de uma vez por todas, o uso da força sem amparo no Direito Internacional. Mais do que isso: é fundamental valorizar o diálogo e as soluções pacíficas para as controvérsias. Para alcançarmos um mundo verdadeiramente seguro, é preciso que seja cumprida a promessa da eliminação total das armas nucleares”, afirmou.

Para ele, outro grande desafio que enfrentamos é o de alcançar um acordo global, abrangente e ambicioso sobre mudança do clima. “Para avançar nessa matéria é preciso que os países deixem de esconder-se uns atrás dos outros. O Brasil, como outros países em desenvolvimento, fez a sua parte. Mas, em Copenhague, várias delegações, sobretudo do mundo rico, procuraram justificativas para se esquivarem de suas obrigações morais e políticas. Esqueceram-se de que com a natureza não se negocia”, disse.

O ministro Celso Amorim representa o presidente Lula na Assembleia Geral da ONU, que será encerrada na próxima quarta-feira (29/9).

Confira aqui a agenda do ministro em Nova York.


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