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Viagens internacionaisCom a participação do presidente Lula como garoto propaganda, a Embraer tenta ampliar participação no mercado de aeronaves no continente africano. Nesta segunda-feira (5/7), antes do embarque para Nairóbi (Quênia) Lula convidou o presidente de Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, para que conhecesse o modelo Embraer 190, utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no transporte de empresários e jornalistas que acompanham a comitiva brasileira. No hall do Aeroporto Internacional de Malabo, Lula e Mbasogo conversaram com o diretor da Embraer Antonio Carlos Neubarth que explicou sobre os modelos Embraer 190 e o Super-tucano, este último sendo negociado com o governo de Guiné Equatorial para uso das Forças Armadas do país africano.

Neubarth conversou com o Blog do Planalto, oportunidade em que confirmou o plano da empresa brasileira em ampliar participação do mercado africano. Além dos Super-tucano, na visita a Malabo foi iniciado o processo de negociação da venda de aeronaves para a companhia aérea CEIBA. O executivo acredita que conseguirá fechar bons negócios com as empresas e governos dos países visitados pelo presidente Lula. Segundo ele, um equipamento da Embraer já opera para uma companhia aérea do Quênia.

A aposta do presidente Lula é aumentar o fluxo comercial com a África. Para isso, na visita a Guiné Euqatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul (ver programação aqui), o presidente se faz acompanhar de uma delegação composta por empresários dos setores da construção civil, alimentos e aviação. Antes de deixar Malabo, Lula participou de almoço oferecido pelo governo gineense. No discurso, ele dêu ênfase à aposta dos dois países na cooperação solidária. Segundo destacou, a viagem oficial é desdobramento da visita de Mbasogo feita ao Brasil nos anos de 2006 e 2008.

Lula destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e anunciou que irá estabelecer um Centro Brasileiro-Africano de excelência em bionergia, com estrutura e alcance regional. “Sabemos que não há agricultura forte sem uma agricultura familiar robusta. A Guiné pode reproduzir a experiência brasileira com políticas públicas voltadas para o pequeno e médio agricultor rural”, afirmou.

Sobre o comércio bilateral, o presidente brasileiro assegurou que há “um potencial extraordiário” de crescimento em conjunto. Prova disso, conforme explicou, é que entre os anos de 2002 e 2008 o fluxo comercial passou de US$ 7 milhões para US$ 411 milhões. Lula acredita que a partir da criação da comissão mista Brasil-Guiné Equatorial, estabelecida nesta segunda-feira (5/7), “nosso intercâmbio avançará mais ainda”.

“Por essa razão trouxe comigo importante delegação empresarial, composta por representantesdos setores de infraestrtutura aeronáutico, agronegócio, energia, maquinário agrícola e telecomunicações. Todos eles identificam novas oportunidades de negócios”, disse.

Ainda no discurso, Lula manifestou apoio aos países Guné Euqatorial e Gabão para a realização da Copa Africana que ocorrerá em 2012. “Identificamos áreas básicas para o trabalho conjunto. Agora é hora de passarmos aos entendimentos e mecanismos operacionais que nos permitam levar adiante nossos propósitos, e dar formas concretas a nosso ideal de cooperação”.

Bandeira da Guiné-Equatorial Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Guiné-Equatorial.

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Lula e Alan García responderam a quatro perguntas da imprensa após discurarem sobre o encontro bilateral que tiveram em Manaus (AM) na tarde desta quarta-feira (16/6). Os brasileiros mais uma vez ignoraram os temas propostos (parceria energética, desenvolvimento regional/sulamericano, acordos assinados) e se concentraram em temas políticos e eleitorais brasileiros, ao contrário dos colegas peruanos, que focaram suas perguntas nos temas da agenda bilateral. A primeira pergunta, da repórter da Folha de S. Paulo, foi sobre a sanção presidencial ao reajuste de 7,7% concedido aos aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo.

Lula lembrou que a proposta original do governo previa reajuste de 6,14%, mas o Congresso aprovou 7,7%. Após conversar com sua equipe econômica, o presidente brasileiro ficou convencido de que é possível recurar parte do dinheiro do reajuste, graças ao consumo que os aposentados terão nos próximos meses. Além disso, a equipe econômica garantiu que é possível fazer um corte no orçamento equivalente à quantia que vamos dar de reajuste.

O que nós precisamos é dizer à nação brasileira que nós vamos continuar com uma rigidez fiscal, que vamos continuar controlando as contas públicas, que nós vamos diminuir o gasto com custeio, para gente poder garantir que uma parte pobre da população tenha mais poder de consumo neste País.

Negou ainda ter ‘contrariado’ a equipe econômica, conforme afirmou a jornalista em sua pergunta. “Num regime presidencialista, quem decide é o presidente. As equipes me dão orientação, me dizem as alternativas, e eu tomo a decisão. É assim que funciona o Brasil no governo Lula e em qualquer regime presidencialista”, disse.

Ouça aqui a íntegra da entrevista coletiva, que tratou também das alianças nos estados para a eleição presidencial deste ano e detalhes sobre os acordos bilaterais assinados:


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Lula e Alan García responderam a quatro perguntas da imprensa após discurarem sobre o encontro bilateral que tiveram em Manaus (AM) na tarde desta quarta-feira (16/6). Os brasileiros mais uma vez ignoraram os temas propostos (parceria energética, desenvolvimento regional/sulamericano, acordos assinados) e se concentraram em temas políticos e eleitorais brasileiros, ao contrário dos colegas peruanos, que focaram suas perguntas nos temas da agenda bilateral. A primeira pergunta, da repórter da Folha de S. Paulo, foi sobre a sanção presidencial ao reajuste de 7,7% concedido aos aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo.

Lula lembrou que a proposta original do governo previa reajuste de 6,14%, mas o Congresso aprovou 7,7%. Após conversar com sua equipe econômica, o presidente brasileiro ficou convencido de que é possível recurar parte do dinheiro do reajuste, graças ao consumo que os aposentados terão nos próximos meses. Além disso, a equipe econômica garantiu que é possível fazer um corte no orçamento equivalente à quantia que vamos dar de reajuste.

O que nós precisamos é dizer à nação brasileira que nós vamos continuar com uma rigidez fiscal, que vamos continuar controlando as contas públicas, que nós vamos diminuir o gasto com custeio, para gente poder garantir que uma parte pobre da população tenha mais poder de consumo neste País.

Negou ainda ter ‘contrariado’ a equipe econômica, conforme afirmou a jornalista em sua pergunta. “Num regime presidencialista, quem decide é o presidente. As equipes me dão orientação, me dizem as alternativas, e eu tomo a decisão. É assim que funciona o Brasil no governo Lula e em qualquer regime presidencialista”, disse.

Ouça aqui a íntegra da entrevista coletiva, que tratou também das alianças nos estados para a eleição presidencial deste ano e detalhes sobre os acordos bilaterais assinados:


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Afirmando ser um ’sulamericanista juramentado’, o presidente Lula defendeu nesta quarta-feira (16/6) durante encontro com o presidente do Peru, Alan García, em Manaus (AM), uma ‘revolução do óbvio’ na América do Sul para promover o desenvolvimento na região. Segundo o presidente brasileiro, governos passados desperdiçaram a chance de aproximar os países, priorizando as relações com o “lado mais rico do planeta”, deixando assim de alicerçar a construção de uma política comum, o que seria mais fácil e benéfico para a região.

Essa falta de atenção aos países vizinhos permitiu situações no mínimo prosaicas, como o fato dos estados do norte brasileiro comprarem produtos em São Paulo ou até mesmo na Europa, a preços maiores, em vez de adquiri-los no Peru, por exemplo, como no caso da sardinha, da cebola e do cimento -- neste último caso, há uma exigência de investigação fitosanitária no cimento do Peru para que ele possa ser comprado pelo Brasil, o que foi classificado pelo presidente de ‘insano’. Para acabar com esse tipo de entrave, Lula defendeu uma ‘revolução do óbvio’:

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:

O presidente brasileiro afirmou ainda que os acordos assinados hoje em Manaus permitirão ao Brasil e ao Peru desenvolver melhor as suas potencialidades energéticas não só em gás natural e hidrelétricas, mas também em energia eólica e biomassa. “Temos um potencial de produzir energia limpa que nenhum outro país do mundo tem”, reiteirou Lula, convocando os empresários presentes a impulsionarem essa parceria entre os dois países.


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Representantes brasileiros e peruanos se reúnem em Manaus para discutir a relação comercial entre os dois países. Foto: Ricardo Stuckert/PR

De um lado, empresários brasileiros interessados na construção de uma hidrelétrica e de um gasoduto. Do outro, empresários peruanos querendo vender sardinhas e cimento para o Brasil. Essa foi a tônica da reunião do Conselho Empresarial Brasil-Peru realizada nesta quarta-feira (16/6) em Manaus (AM), que contou com a presença dos presidentes Lula e Alan García. O presidente brasileiro enfatizou durante sua fala que, durante cerca de 20 anos, o Brasil manteve-se distante dos países sulamericanos, e o mesmo ocorria com os países vizinhos. Agora, é diferente. O momento pede parcerias para desenvolver cada vez mais a região.

No encontro, que contou com a participação de empresários de peso, como Marcelo Odebrecht (da brasileira Odebrecht) e Mário Bréscia (presidente de um dos maiores conglomerados do Peru), o presidente peruano afirmou que seu governo tem interesse na construção da hidrelétrica de 7 mil megawatts em parceria com o Brasil. O gasoduto é outra obra que tem aprovação do governo peruano, sendo que parte do gás seria vendida para empresas no Acre e em Rondônia.

Já o Brasil tem interesse nas sardinhas e no cimento peruano. O presidente Lula disse que tem por hábito comer sardinhas e lembrou que as peruanas são consideradas as melhores do mundo. Mas atualmente, o Brasil importa sardinha da Europa – o que desagrada Lula. Garcia comentou então que São Paulo tem o maior consumo de pizza e, por isso sugeriu que as sardinhas e enchovas fossem importadas do Peru. Assim, segundo ele, ocorreria o incremento comercial entre Brasil e Peru.

O presidente brasileiro também considera inconcebível que os consumidores do Acre usem mais cebolas vindas de São Paulo do que as do Peru – comprando o produto a um preço bem maior. Por isso, Lula defendeu o fim das barreiras comerciais entre os dois países para que produtores peruanos possa vender seus produtos diretamente no Brasil, sem entraves burocráticos.

O problema com o cimento peruano chega a ser prosaico: o Brasil exige documento fitosanitário para o produto ser vendido no País. Alan García reclamou disso e o presidente brasileiro perguntou ao colega quanto custava um saco de cimento no Peru. A resposta: US$ 5. No Brasi, US$ 15.

“É por isso que exigem documento fitosanitário. Se não exigirem o cimento peruano vai entrar no Brasil mais barato e irá quebrar alguns monopólios”, disse Lula, que durante a coletiva de imprensa, chamou de ‘insana’ a pessoa que fez tal exigência. “Afinal, não conheço ninguém que coma cimento”, disse.

Reuniões bilaterais como essa realizada com representantes peruanos é parte da proposta do governo brasileiro de se aproximar dos países vizinhos sulamericanos. Lula ainda comentou na conversa com Garcia, autoridades brasileiras e peruanas, além de empresários, outra situação gritante: “Fique sabendo que levamos oito anos para fecharmos um acordo para importar couve-flor do Peru”.


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Viagens internacionaisO presidente Lula chegou nesta quarta-feira (19/5) em Lisboa (Portugal) para participar da 10ª Cimeira Brasil-Portugal, juntamente com o primeiro-ministro José Sócrates e o presidente Aníbal Cavaco Silva.

Em Lisboa, o presidente Lula discutirá a cooperação com Portugal em áreas econômico-comercial, científico-tecnológico, cultural e de energia. Faz parte também da agenda o interesse de ambos os países em ampliar a cooperação com países africanos, além das negociações comerciais entre Mercosul e União Européia e a reforma da ONU e de seu Conselho de Segurança.

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Infográfico: Thiago Melo

Viagens internacionais
O presidente Lula embarca nesta quarta-feira, às 18 horas, para Moscou, na Rússia, onde inicia uma série de compromissos em quatro países: além da Rússia, Lula tem agenda confirmada no Catar, Irã, Espanha e Portugal. Em entrevista coletiva, realizada na terça-feira (11/5), o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, explicou detalhes da viagem do presidente aos quatro países.

A agenda do presidente Lula em Moscou se inicia na sexta-feira (14/5) com deposição de oferenda floral em memória às vítimas da Segunda Guerra Mundial, às 10 horas. Em seguida, o presidente brasileir, que viaja à Rússia acompanhado de missão empresarial, participa do Fórum Empresarial Brasil-Rússia. Ao meio-dia se reunirá com o presidente russo Dmitri Medvedev, com quem assina atos. Depois participa de almoço. Está prevista uma declaração à imprensa de ambos os presidentes.

Às 15h30, Lula se encontra com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin.

Um dos temas das conversas do presidente Lula com Medvedev e Putin são as negociações para solução pacífica do caso do programa nuclear do Irã. Segundo Baumbach, o presidente Lula vai ouvir a avaliação dos russos sobre o assunto e não pretende apresentar solução nova para o caso, “apenas ajudar em um processo de diálogo que possa levar a um acordo”.

Segundo Baumbach, o Brasil acredita haver elementos técnicos para um acordo, que estão sobre a mesa de negociação desde outro passado. “A Turquia é um aliado do Brasil nesse esforço, é um país acima de qualquer suspeita, pois é membro da Otan e vizinho do Irã”, afirmou Baumbach. Além disso, a Turquia tem todo interesse em preservar a segurança na região e por isso tem colaborado para o processo de diálogo e distensão das relaçòes com a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA) e países diretamente envolvidos na questão. “Há reconhecimento internacional de que há espaço para esse esforço”, disse.

Ouça aqui a íntegra da entrevista do porta-voz Marcelo Baumbach:

Para ler a transcrição da entrevista, clique aqui.

Entre outros pontos de destaque da pauta da visita do presidente brasileiro à Rússia estão a formalização do Plano de Ação da Parceria Estratégica entre os dois países, a busca de alternativas para a dinamização das relações econômico-comerciais e o aprofundamento da aliança tecnológica firmada em 2004.

Lula e Medvedev também discutirão a possibilidade de adoção de moedas nacionais no comércio bilateral, além da participação brasileira no desenvolvimento do sistema russo de navegação global por satélite (Glonass) e o acesso de produtos agro-pecuários aos mercados dos dois países.

Lula parte de Moscou rumo a Doha às 17 horas de sexta-feira, chegando à capital do Catar às 20h30. No sábado (15/5), Lula participa do encerramento do seminário empresarial que se realiza na cidade. Às 13 horas, se reunirá com o emir Hamad bin Khalifa Al Thani, com quem assina atos. Participa em seguida de almoço oferecido pelo emir. Esta será a primeira visita bilateral de um chefe de Estado brasileiro ao Catar desde que as relações foram estabelecidas em 1974. Em janeiro, o emir esteve em Brasília (ver aqui).

A viagem do presidente Lula ao Catar reforça o compromisso brasileiro de intensificar os vínculos com a região e consolidar o Brasil como destino preferencial para investimentos do emirado no exterior. Durante a visita, espera-se reforçar o marco jurídico-institucional das relações entre os dois países, por meio da assinatura de acordos bilaterais em matéria de turismo, esporte e cultura, além de acordos de cooperação entre agências oficiais de notícias, entre bibliotecas e entre os comitês olímpicos nacionais.

Do Catar o presidente Lula seguirá para Teerã, chegando à capital iraniana às 21h30.

No domingo (16/5), Lula participa de cerimônia oficial e manterá encontro reservado com o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, e reunião ampliada, com cerimônia de assinatura de atos e declaração à imprensa. Ao meio-dia está previsto encontro com o aiatolá Ali Khamenei, presidente da República e líder supremo do Irã. Às 16 horas, Lula encontrará o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, e, às 17h30, participará da sessão de encerramento do Fórum empresarial Brasil-Irã. Às 21 horas, o Presidente iraniano oferecerá jantar em homenagem ao Presidente Lula.

Na segunda-feira (17/5), o presidente brasileiro comparecerá à sessão de abertura da 14a reunião de Chefes de Estado do G-15 (9h30).

Segundo Baumbach, Lula tem interesse em promover as relações Brasil-Irã, que demonstram grande potencial de ampliação. Pretende aproveitar a oportunidade da visita para aprofundar o diálogo político entre os dois países, estimular a expansão dos fluxos de comércio e de investimento e identificar novas formas de cooperação, especialmente nas áreas de ciência e tecnologia e agricultura. Os dois presidentes também vão reforçar os entendimentos em projetos conjuntos nas áreas de energia hidrelétrica, termelétrica convencional, biocombustíveis e energias renováveis.

O presidente Lula partirá de Teerã ao meio-dia da segunda-feira, chegando a Madri, na Espanha, às 16h30. No dia seguinte (18/5), Lula participará da VI Cúpula América Latina e Caribe-União Européia, com ato inaugural de abertura previsto para as 9h15. A reunião tem como temas o desenvolvimento sustentável e a inclusão social. A situação do Haiti, a crise ecônomica mundial e a mudança do clima também constam da pauta de discussões. Do ponto de vista do Brasil, o resultado mais importante das reuniões em Madri deverá ser o relançamento formal das negociações para a conclusão do Acordo de Associação Mercosul-União Européia.

Às 14 horas, haverá almoço de trabalho dos chefes de Estado e de Governo que participam do encontro. Na quarta-feira (19/5) Lula estará na abertura do seminário Brasil: parceria para uma nova economia global.

O presidente Lula viaja de Madri para Lisboa às 16 horas, onde terá encontro com o presidente português Cavaco Silva. Às 19 horas, participará da X Cimeira Luso-Brasileira. Às 20 horas, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, oferecerá jantar em sua homenagem.


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Presidente Dmitri Medvedev (Rússia), presidente Lula, presidente Hu Jintao (China) e primeiro-ministro Manmohan Singh (Índia) durante a II Cúpula Brasil-Rússia-Índia-China (Bric) realizada em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Dmitri Medvedev (Rússia), presidente Lula, presidente Hu Jintao (China) e primeiro-ministro Manmohan Singh (Índia) durante a II Cúpula Brasil-Rússia-Índia-China (Bric) realizada em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Selo do Bric e Ibas 2010

Em sua declaração à imprensa feita na abertura da II Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Brasil, Rússia, Índia e China (Bric), hoje à noite em Brasília, o presidente Lula afirmou que o grupo tem um papel fundamental na construção de uma nova ordem internacional, “mais justa, representativa e segura”. Antes de iniciar seu discurso, Lula se solidarizou com os líderes russo e chinês pelas tragédias que recentemente atingiram os respectivos países – ataque terrorista na Rússia e terremoto na China.

O presidente brasileiro agradeceu “de coração” a atenção dedicada pelos líderes russo, indiano e chinês ao encontro, consolidando assim a parceria iniciada em Ecaterimburgo, na Rússia, em 2009. Lula afirmou ainda que o grupo decidiu aprofundar a cooperação, e a declaração conjunta reflete justamente o “amplo leque de interesses comuns” que une os países nas áreas política, financeira, comercial, ambiental, energética, agrícola e de segurança. Lembrou ainda a importância do acordo de cooperação entre os bancos de desenvolvimento dos quatro países, que vai permitir “ampliar as atividades de fomento a projetos de infraestrutura”, e a interação entre as cooperativas de cada país, estimulando os setores produtivos.

Ouça aqui a íntegra do pronunciamento do presidente Lula:


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Presidente Lula em reunião com o rei Carl Gustav e delegação de empresários suecos realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula em reunião com o rei Carl Gustaf e delegação de empresários suecos realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com iniciativas inovadoras em energia renovável, como o acordo de cooperação em bioenergia assinado nesta quarta-feira (24/3) em Brasília, Brasil e Suécia podem ter um papel fundamental na próxima reunião da ONU sobre clima (COP 16), que será realizada no final deste ano na Cidade do México, afirmou o presidente Lula em discurso durante encontro com o rei Carl Gustaf, da Suécia, no Palácio Itamaraty, em Brasília.

Segundo Lula, ficou claro na última conferência, realizada em Copenhague (dezembro de 2009), que “a comunidade internacional está longe de um consenso para responder ao desafio da mudança do clima”.

Estou convencido de que Suécia e Brasil têm um papel decisivo a desempenhar na COP 16 no México, ainda este ano. Com iniciativas inovadoras em energia renovável, limpa e eficiente, estamos apontando a direção a seguir. Assim como o Brasil, a Suécia está adotando medidas concretas para reduzir de forma drástica e sustentável sua dependência dos combustíveis fósseis.

Não temos tempo a perder.  Nosso acordo sobre cooperação em bioenergia abre caminho para ações de grande impacto. Contamos com a Suécia como nosso maior aliado para liberalizar o mercado de etanol da União Européia e ajudar a criar trabalho, renda e oportunidades para países na África, América Latina e Caribe.

Lula recebe a visita do rei Carl Gustaf e da rainha Silvia, além de empresários suecos, num momento em que o Brasil se prepara para decidir sobre a aquisição de caças para as Forças Armadas. Aliás, o tema esteve na pauta da reunião entre as autoridades brasileiras e suecas antes do almoço no Palácio Itamaraty.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.


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Viagens internacionaisApós assinar acordos comerciais e sociais e receber comendas, o presidente Lula destacou em discurso realizado nesta sexta-feira (26/2) na Casa Presidencial, em El Salvador, a importância do movimento salvadorenho de resistência política. Segundo Lula, “um país é medido pela consciência política do povo”.

O presidente brasileiro lembrou que esteve na Nicaraguá em 1980, durante as comemorações da libertação política daquele país. Lembrou que naquela ocasião dizia-se que, se a Nicaraguá conseguiu vencer por meio da luta armada, o mesmo poderia ocorrer em El Salvador. Porém, Lula explicou que o movimento salvadorenho, embora tenha demandado mais tempo, ocorreu por meio do entendimento. E, deste modo, segundo assinalou, o presidente Maurício Funes terá um papel importante para a população na condução a um cenário de economia desenvolvida e socialmente mais justo.

Funes demonstrou durante o encontro ter interesse em adotar em seu país algumas experiências administrativas brasileiras. O presidente Lula lembrou que apesar das pressões, é importante ouvir os amigos e aqueles que são contrários para que possa adotar soluções de forma mais equilibrada.

Lula lembrou que o Brasil tem hoje uma economia sólida, mas ainda não aprendeu que é um País grande, que deve agir não apenas com interesses exclusivamente econômicos, mas com disposição de ajudar países menores, como El Salvador. Por isso, o Brasil irá financiar indústrias brasileiras que desejam produzir no território salvadorenho e exportar para o Brasil o excedente.

Ao final dos pronunciamentos, Lula e Funes responderam a perguntas de jornalistas brasileiros e salvadorenhos. Após o almoço, Lula embarcou para São Paulo, concluindo assim uma semana de visitas a quatro países da América Central e Caribe.

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