O presidente Lula chegou ontem à noite em Cuba, sendo recebido na capital Havana pelo ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodriguez. Nesta quarta-feira (24/2) ele visitará as obras de ampliação e modernização do porto de Mariel, que conta com financiamento do governo brasileiro, e em seguida se encontrará com o comandante Fidel Castro.
No final do dia, Lula participará do encerramento da reunião do Grupo de Trabalho Brasil-Cuba para Assuntos Econômicos e Comerciais e se reunirá com o presidente de Cuba, Raúl Castro.
Essa é a quarta visita do presidente Lula a Cuba, com quem o Brasil teve um intercâmbio comercial de US$ 330 milhões em 2009 – US$ 223 milhões de saldo em favor do Brasil.
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem a Cuba.
Presidente Lula incentivou empresários brasileiros e mexicanos a serem mais ousados e unirem forças durante encontro empresarial bilateral realizado em Cancún, no México. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Empresários brasileiros e mexicanos têm que se ver mutuamente como parceiros, não adversários, e assim construir uma relação forte para ajudar não apenas as economias de ambos os países, mas também a dos países vizinhos. O recado foi dado pelo presidente Lula no Fórum Estratégico Empresarial que contou com empresários dos dois países, realizado na noite desta terça-feira (23/2) em Cancún, no México.
Ao lado do presidente do México, Felipe Calderón, Lula afirmou que o atual cenário global exige mais ousadia e coragem de países emergentes como Brasil e México. Trabalhando em conjunto, dentro de suas fronteiras como também em outros países, as duas nações se fortalecem e ficam mais imunes a crises internacionais como a econômica do ano passado.
Lula afirmou ainda que os empresários mexicanos e brasileiros não precisam ter medo uns dos outros, porque ambas as economias não são antagônicas, mas complementares. O presidente brasileiro disse que espera ver mais parcerias entre empresas brasileiras como a que a Petrobras está fechando com a Petroleos Mexicanos (Pemex), de cooperação nas áreas de biocombustíveis, refino, petroquímica e gestão.
Quero tentar despertar nos empresários brasileiros e nos empresários mexicanos a necessidade de nós compreendermos o que está acontecendo no mundo hoje e o que é que nós precisamos construir para o futuro das relações México-Brasil.”
Para ouvir a íntegra do discurso do presidente Lula no encontro empresarial bilateral em Cancún, clique aqui:
Lula defendeu também parceria entre os bancos de desenvolvimento brasileiro (BNDES) e o mexicano, para incrementar ainda mais os negócios entre os dois países, e fez um desafio ao presidente Calderón e aos empresários presentes ao encontro: acelerar a relação comercial entre os dois países ainda este ano.
Não temos o direito de estarmos distantes, de termos medo uns dos outros. Não podemos nos contentar em ter um saldo na balança comercial de apenas US$ 7 bilhões. Dois países do tamanho do Brasil e do México, é quase uma verguenza nacional!
Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem ao México.
As cúpulas da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (CALC) e do Grupo do Rio (G-Rio) caminham para a unificação até 2012, segundo avaliação do assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Segundo Garcia, que acompanha o presidente Lula no México, onde se realizam encontros das duas cúpulas, a idéia da convergência dominou a primeira parte da reunião da CALC, realizada em Cancún.
Nesta terça-feira (23/2), antes do embarque do presidente Lula para Cuba, haverá na cidade mexicana uma reunião dos chefes de Estado da Unasul e um encontro bilateral para formatar um grande acordo econômico entre Brasil e México.
Ao chegar em Cancún no domingo (21/2), Marco Aurélio Garcia conversou com jornalistas sobre suas expectativas para as cúpulas que estão sendo realizadas no México. Confira:
O roteiro do presidente Lula esta semana ainda inclui visitas ao Haiti (quinta-feira -- 25/2) e El Salvador (26/2).
O Brasil espera contar com a influência do Catar para buscar alternativas ao conflito no Oriente Médio, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (20/1) ao se encontrar com o xeque Hamad Bin Khalifa Al Thani, emir do país árabe, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Segundo o presidente brasileiro, a visita de Al Thani ao Brasil é uma “oportunidade histórica”, já que ambos os países estão unidos “pela busca de respostas solidárias aos desafios de um mundo cada vez mais interdependente”.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:
Lula reafirmou a posição brasileira de defender um Estado Palestino viável e a existência de Israel “em condições de segurança”. Além disso, lembrou a influência do Catar não só na questão palestina mas também nos esforços de paz em Darfur, no Sudão, assim como na estabilização política no Líbano. Sendo assim, Brasil e Catar podem contribuir decisivamente para os esforços de reconciliação entre palestinos e israelenses, acredita o presidente Lula.
Segundo o líder do Catar, alguns países Oriente Médio concordam com a idéia de que o mundo inteiro tem que ajudar na construção do Estado da Palestina. Lula disse que só haverá paz naquela região quando a ONU for reformulada.
O presidente brasileiro pediu ajuda ao emir nos esforços empreendidos no Haiti. O mundo, disse Lula, precisa tratar o Haiti com mais responsabilidade. Defendeu também que a ONU assuma o papel de coordenação na ajuda humanitária. Al Thani concordou e afirmou que toda ajuda será coordenada junto com o Brasil. “O que importa para o Catar é que o Brasil tenha um papel mundial”, disse o emir.
O presidente brasileiro afirmou também que os acordos de cooperação econômica e comercial assinados hoje entre os dois países “estendem as potencialidades que unem duas economias dinâmicas e complementares”. O emir explicou que seu país tem interesse em investir em empresas brasileiras e atrair companhias para participarem em obras de infraestrutura em portos, ferrovias e saneamento básico no Catar.
Segundo Lula, desde 2003 o comércio Brasil-Catar cresceu substancialmente, ultrapassando os US$ 440 milhões em 2008, mas ainda assim o país árabe permanece um destino pouco conhecido dos exportadores brasileiros. Lula no entanto acredita que a missão empresarial trazida agora pelo emir Al Thani ao Brasil poderá atrair maior interesse dos empresários brasileiros. Lula espera também apoio do Catar para a conclusão do tratado de livre comércio entre o Mercosul e o Conselho de Cooperação do Golfo.
O presidente Lula recebe, nesta quarta-feira (20/1), no Palácio Itamaraty, o Emir do Estado do Catar, Xeque Hamad Bin Khalifa Al Thani, que se encontra em visita oficial ao Brasil. Na oportunidade, as duas autoridades assinam acordos sobre o estabelecimento de mecanismo de consultas políticas e de comitê de cooperaração intergovernamental, sobre serviços aéreos bilaterais, formas der evitar dupla tributação dos lucros do transporte aéreo internacional, isenção de vistos em passaportes oficiais e diplomáticos e cooperação econômica e comercial. Nota oficial do Ministério das Relações Exteriores diz que, no encontro, serão avaliadas as oportunidades de incremento e diversificação do intercâmbio econômico-comercial e de investimentos. Serão igualmente passados em revista temas das agendas regionais e internacional.
As exportações do Brasil ao Catar renderam US$ 195 milhões no ano passado, uma redução de 34% em comparação com 2008. Os principais itens embarcados foram carnes in natura, minério de ferro, material elétrico, carnes industrializadas e cartuchos para espingardas. Já as importações de produtos do Catar somaram US$ 25 milhões, uma queda de 82% em relação a 2008. A uréia foi praticamente o único item comercializado.
O presidente Lula recebe, nesta quarta-feira (20/1), no Palácio Itamaraty, o Emir do Estado do Catar, Xeque Hamad Bin Khalifa Al Thani, que se encontra em visita oficial ao Brasil. Na oportunidade, as duas autoridades assinam acordos sobre o estabelecimento de mecanismo de consultas políticas e de comitê de cooperaração intergovernamental, sobre serviços aéreos bilaterais, formas der evitar dupla tributação dos lucros do transporte aéreo internacional, isenção de vistos em passaportes oficiais e diplomáticos e cooperação econômica e comercial. Nota oficial do Ministério das Relações Exteriores diz que, no encontro, serão avaliadas as oportunidades de incremento e diversificação do intercâmbio econômico-comercial e de investimentos. Serão igualmente passados em revista temas das agendas regionais e internacional.
As exportações do Brasil ao Catar renderam US$ 195 milhões no ano passado, uma redução de 34% em comparação com 2008. Os principais itens embarcados foram carnes in natura, minério de ferro, material elétrico, carnes industrializadas e cartuchos para espingardas. Já as importações de produtos do Catar somaram US$ 25 milhões, uma queda de 82% em relação a 2008. A uréia foi praticamente o único item comercializado.
Depois de participar da Cúpula Ibero-americana em Estoril (Portugal), nesta segunda-feira (30/11), o presidente Lula chega à Ucrânia, acompanhado de missão empresarial. Integram a comitiva presidencial os ministros Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Nelson Jobim (Defesa) e Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia), além do embaixador Antonio de Aguiar Patriota, secretário-geral das Relações Exteriores.
O presidente Lula foi convidado pelo presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, com quem manterá encontro privado ainda nesta terça-feira (1/12). No dia seguinte terá reunião de trabalho com Yushchenko e a primeira-ministra ucraniana Yulia Timoshenko. Ainda na quarta-feira o presidente Lula participará do encontro empresarial Brasil-Ucrânia: Novas Fronteiras de Negócios, que contará com cerca de 50 empresários brasileiros e 150 ucranianos. O intercâmbio comercial entre os dois países chegou a US$ 1,18 bilhão no final do ano passado, tendo crescido mais de 350% de 2003 a 2008.
A agenda bilateral inclui discussão sobre a cooperação espacial, com a reafirmação do compromisso de Brasil e Ucrânia de fazer em 2010 o primeiro vôo de qualificação do veículo de lançamento de satélites Cyclone-4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Rio Grande do Norte.
Lembrando a importância dos imigrantes da República Tcheca na construção do Brasil nos séculos 19 e 20, o presidente Lula aproveitou a recepção hoje no Palácio Itamaraty para convidar Václav Klaus, presidente do país europeu, a voltar ao Brasil em abril do ano que vem para as comemorações dos 50 anos da fundação de Brasília, que teve entre seus principais idealizadores o ex-presidente Juscelino Kubitschek, descendente tcheco.
Para Lula, a República Tcheca é estratégica para o Brasil, por sua localização no centro da Europa, tornando-se atraente aos empresários brasileiros que buscam diversificar seus mercados. O Brasil, lembrou Lula, é hoje o maior parceiro comercial dos tchecos na América Latina e, desde 2003, o comércio entre ambas as nações triplicou, chegando ao recorde de US$ 670 milhões em 2008.
Mas podemos fazer muito mais. As condições para isso já estão dadas. Na contramão da tendência mundial, a economia brasileira retomou um crescimento vigoroso ainda este ano. Isso nos dá a certeza de que, em 2010, a expansão do PIB será superior a 5%. Está aí uma excelente opção para diversificar o comércio exterior tcheco. Isso verão os muitos empresários de sua comitiva, que amanhã estará em São Paulo e em Recife. Da mesma forma, a Comissão Mista bilateral ajudará a fortalecer nossos vínculos econômico-comerciais.
O presidente Václav Klaus veio ao Brasil com uma comitiva de 30 empresários tchecos para negociar acordos bilaterais nas áreas de autopeças, aeroespacial, máquinas e equipamentos, equipamento hospitalar, equipamento para distribuição de energia elétrica e tecnologia da informação.
Lula afirmou ainda que espera contar com o apoio tcheco nas negociações sobre mudanças climáticas que acontecerão em dezembro na reunião da ONU sobre clima (COP 15) a ser realizada em Copenhague.
Como berço da revolução industrial, a Europa precisa assumir um papel de liderança. O Brasil está fazendo sua parte. Vamos reduzir em quase 40% nossas emissões estimadas para 2020. Acredito que todos os países, especialmente os mais ricos, devem fazer com que a Cúpula de Copenhague produza resultados claros e ambiciosos.
O presidente brasileiro lembrou que este ano celembram-se duas datas de alta relevância para a democracia de ambos os países: a Revolução de Veludo na então Tchecoslováquia e as primeiras eleições diretas para presidente da República no Brasil.
Sabemos, por experiência própria, como são preciosas as conquistas do pluralismo e da representatividade na construção de uma sociedade próspera e solidária. Esses mesmos valores orientam a política externa brasileira. Somente com práticas mais democráticas moldaremos uma governança global verdadeiramente legítima e eficaz.
O presidente Lula recebe nesta terça-feira (24/11) em Brasília o presidente da República Tcheca, Václav Klaus. Um almoço será oferecido no Palácio Itamaraty ao líder tcheco, que se reunirá com Lula para discutir acordos bilaterais. Václav também se encontrará com os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Cerca de trinta empresários tchecos acompanham o presidente Václav Klaus em sua visita ao Brasil, para participa de encontro empresarial organizado pela Associação das Câmaras de Comércio de São Paulo, na capital paulista, no dia 25 de novembro. No evento, serão exploradas possibilidades de se incrementarem as relações econômico-comerciais bilaterais, em particular nos setores de autopeças, aeroespacial, máquinas e equipamentos, equipamento hospitalar, equipamento para distribuição de energia elétrica e tecnologia da informação.
O Brasil é o principal parceiro comercial da República Tcheca na América Latina. O intercâmbio comercial bilateral mais que triplicou desde 2003, tendo atingido a cifra recorde de US$ 445,7 milhões em 2008.
O aumento do comércio entre Brasil e Irã passa pelo esforço dos governos para o incremento de novos negócios comerciais. A avaliação é do ministro Norton de Andrade Mello Rapesta, do Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores (ver vídeo acima). Para ele, o fluxo de comércio entre os dois países deve alcançar, em três anos, o montante de US$ 3 bilhões. No ano passado, o Brasil exportou US$ 1,1 bilhão ao Irã e importou US$ 78 milhões.
O Irã, no entanto, aposta numa balança comercial mais robusta. O chefe da delegação iraniana, K. F. Kermanshahi, que está no Brasil para o III Encontro Empresarial Brasil-Irã juntamente com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acredita que os dois países possam chegar a US$ 10 bilhões na relação comercial num horizonte de cinco anos. O encontro acontece nesta segunda-feira (23/11) no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Em março de 2010 uma delegação empresarial do Brasil irá a Teerã prospectar novos negócios. O ministro Norton de Andrade explicou que essas missões são o mais importante instrumento para o incremento comercial.
“O nosso principal interesse é estreitar as relações com o sistema bancário brasileiro para que se estabeleçam as garantias de pagamentos”, afirmou Kermanshahi, lembrando que os empresários iranianos esperam a formalização de um acordo com o Banco Central do Brasil para que se permita a instalação de um escritório bancário do Irã no Brasil e um similar em Teerã. A delegação iraniana tem a expectativa de levar na bagagem um compromisso da autoridade monetária brasileira nesse sentido.
Todo o conteúdo desse blog é originalmente do Blog do Planalto e está licenciado sob a CC-by-sa-2.5, exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.