
Presidente Lula é aplaudido por brasileiros ao chegar a Câmara Municipal da ilha do Sal. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Sal é uma das dez ilhas que formam Cabo Verde, na África ocidental. Na cidade, 25 brasileiros seguiram para a Câmara Municipal com o objetivo de um encontro com o presidente Lula. Fernanda Figueiredo, de Caibaté (RS), estava bastante anciosa pois era a primeira conversa informal com o presidente brasileiro. Ela veio para Sal há quatro anos, após casar-se com um cidadão de Cabo Verde. Ela contou ao Blog do Planalto que a comunidade brasileira no Sal tem laços afetivos com o país que escolheram como segunda pátria.
Quando o presidente Lula desembarcou foi recebido pelo presidente caboverdeano Pedro Pires e se deslocou até a entrada principal do legislativo local, os brasileiros mostraram-se eufóricos. Ruth Débora Bonk, nascida em São José dos Campos (SP), contou que veio para este país para trabalhar como cabeleireira. Ela explicou que conhecia o presidente Lula da época em que liderava o Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC paulista.
Não imaginava que ele chegaria a Presidente da República. É uma emoção muito grande.
Vídeo Roberto Cordeiro
Mais cedo, quando saía do almoço para se deslocar até a Câmara Municipal, Lula foi cercado por turistas alemães que comemoravam a vitória a seleção sobre a Argentina. Eles pediam para tirarem fotos com o presidente brasileiro.
O encontro com o presidente Pires, na Câmara Municipal, praticamente encerra a visita oficial do presidente Lula a Cabo Verde. No fim da tarde, o presidente brasileiro concede audiência ao primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria e Neves. Num dos intervalos da reunião com os presidentes dos países da África ocidental, Lula esteve com o presidente de Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha. Bissau era um dos países a ser visitado pelo presidente, mas os dois aproveitaram a reunião de Cabo Verde para reunirem-se.
Na tarde deste sábado, durante entrevista coletiva, Lula foi indagado sobre se pretende candidatar-se a secretário-geral das Nações Unidas. Ele mais uma vez respondeu aos jornalistas: “O secretário-geral das Nações Unidas tem que ser um técnico lá da ONU. Não pode ser um político porque político cria problema muito sério. Imaginem se amanhã o presidente dos Estados Unidos quiser ser secretário-geral da ONU! Não dá certo. É importante que o secretário-geral da ONU continue sendo um bom burocrata e não um político.”



