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Selo do programa 7 anos em 7 minutosSe todo o trabalho do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tivesse que ser resumido em uma palavra apenas, a escolhida seria ‘prevenção’. Todas as atividades desenvolvidas pela instituição tem esse objetivo, da segurança do presidente da República, vice-presidente, seus familiares e ministros, ao trabalho de inteligência e segurança da informação de comunicações, afirma Jorge Félix, titular do GSI, no programa 7 Anos em 7 Minutos que o Blog do Planalto publica nesta quarta-feira (5/5).

No trabalho de garantir a segurança do presidente, Félix afirma que foi preciso uma adaptação de ambos os lados:

Tanto o presidente se adapta às regras e normas e às exigências da segurança, como também a segurança tem que se adaptar ao jeito de ser do presidente. Isso vem acontecendo e esse trabalho vem sendo aprimorado ao longo desses sete anos de governo. (…) Hoje nós somos um modelo de segurança presidencial. Temos sido procurados por muitos governos de países amigos, para tratar de segurança de chefes de Estado, de chefes de Governo, de proporcionar cursos, estágios. Hoje nós podemos dizer que somos um modelo de segurança presidencial respeitado em todo o mundo.

Jorge Félix destaca as “radicais modificações” que sofreu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), subordinada ao GSI. Segundo ele, as modificações ocorreram tanto na carreira do servidor como em toda a área de inteligência, que deve culminar na Política Nacional de Inteligência. Entre as principais atribuições da Abin hoje estão a proteção do conhecimento e da tecnologia desenvolvida no País, além de assessorar o presidente para facilitar suas decisões.

O GSI também protege as redes governamentais de comunicação e as infraestruturas críticas do Brasil -- energia, comunicações, transportes e finanças. O Gabinete também atua na proteção do País contra acidentes nucleares.

Um dos destaques do GSI no governo Lula, afirma Félix, foi a atuação de seu gabinete de crises, que participou de ações importantes nos últimos anos como o levantamento dos efeitos e conseqüências da Guerra do Iraque (2003) para o Brasil, tanto do ponto de vista político como econômico e comercial, apoio a cidadãos em tragédias naturais, no Brasil e no exterior, como as enchentes no Nordeste, incêndio em Roraima, tsunami na Ásia e terremoto no Haiti, além de atuar na evacuação de brasileiros no Líbano.

O GSI também tem contribuído para fazer o levantamento de dois milhões de quilômetros quadrados na Amazônia e elaboração de política de inteligência contra a biopirataria na região. Também faz parte do Gabinete a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), “um dos grandes desafios de nosso tempo”, afirma Félix.

É um trabalho permanente, tem começo, tem meio, mas jamais terá fim. Nós trabalhamos fazendo levantamento para conhecer a situação e capacitar as pessoas que lidam diretamente com o jovem ou com as comunidades -- educadores, lideranças comunitárias, indígenas e religiosas, pessoal da área de saúde, do trabalho, das empresas. Procuramos preparar essas pessoas para reconhecerem o problema, saber como abordar, como orientar a família, como orientar aqueles que usam ou abusam das drogas -- sejam legais ou ilegais -, e temos sido muito bem sucedidos, a ponto de os nossos cursos estão sendo traduzidos para o espanhol, para o inglês e estamos também adaptando esses cursos para toda a comunidade dos países de língua portuguesa.


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O Conselho de Defesa Nacional apresentou, nesta terça-feira, em reunião no gabinete provisório da Presidência da República, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a proposta da Política Nacional de Inteligência. Com a proposta, o sistema de inteligência passará a responder ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), e não mais à Abin. A proposta foi elaborada pelo Comitê Ministerial instituído pelo presidente Lula em 18 de fevereiro deste ano e coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Felix.

O documento será encaminhado ao Congresso Nacional para exame e sugestões pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, conforme previsto na Lei 9.883, de 7 de dezembro de 1999.

A Política Nacional de Inteligência tem foco nas ameaças à sociedade e ao Estado tais como espionagem, sabotagem, ataques cibernéticos, terrorismo, criminalidade organizada, entre outras. Define, ainda, limites de atuação de cada setor de Inteligência: de Estado, Defesa Nacional, Segurança Pública e Econômico-financeira.

O Conselho de Defesa é integrado pelo vice-presidente da República, presidente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, ministros da Justiça, da Defesa,  das Relações Exteriores e  do Planejamento e pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, além de ser secretariado pleo Gabilnete de Segurança Institucional.


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O presidente Lula enviou nesta quinta-feira mensagem ao Senado indicando Wilson Roberto Trezza para a Direção-Geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), acolhendo assim proposta feita pelo ministro Jorge Félix, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Na Abin, foi vice-diretor da Escola de Inteligência e Secretário de Planejamento e Coordenação. Atualmente, exercia interinamente o cargo de diretor-geral desde 1º de setembro de 2008.


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