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Presidente Lula discursa durante evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), realizado em São Paulo. Foto: Domingos Tadeu/PR

Os avanços econômicos que o Brasil vive hoje não são “um ciclo fugaz de crescimento”, mas uma nova era, com fôlego para durar muito tempo, afirmou o presidente Lula durante cerimônia promovida nesta segunda-feira (23/8) em São Paulo pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) em que foi homenageado com o prêmio Personalidade Infraestrutura 2009. Em seu discurso, Lula destacou o foco dado pelo seu governo ao desenvolvimento sustentável, ao dinamismo econômico e à execução de políticas públicas eficazes.

Estamos dotados da convicção política indispensável para fazer dos avanços econômicos atuais não um ciclo fugaz de crescimento, mas sim uma nova era. Uma era com substância e fôlego para ser a mais longa, a mais consistente e a mais generosa da nossa história.

Participaram do evento representantes do governo e empresários de todo o País, que discutiram os principais programas e ações do governo federal destinados ao desenvolvimento da infraestrutura, além dos desafios existentes para a expansão dos investimentos.

Ouça a íntegra do discurso do presidente:

Lula observou que os ganhos de produtividade e a expansão da infraestrutura impulsionam de forma inédita o crescimento com inflação controlada no País. Ressaltou também que os efeitos multiplicadores do PAC geraram resultados em amplos setores, como nas vendas de máquinas para a construção pesada, que fecharam o primeiro semestre deste ano com uma alta de 16% em relação a 2009. Para ele, a lógica inscrita nos projetos de regulamentação do Pré-sal encerra o maior impulso à pesquisa, à inovação e à competitividade industrial já registrado em toda a história econômica brasileira.

Uma base industrial como a nossa não pode desperdiçar o gigantesco impulso de compras públicas embutido nesse processo. Exatamente por isso, emitimos no mês passado a Medida Provisória 495, que permite ao governo federal, preferencialmente, direcionar compras de produtos e serviços à indústria nacional. O nome disso é coerência estratégica.

O presidente lembrou que depois de mais de duas décadas de estagnação, o Brasil se encontra em meio a um singular capítulo de seu desenvolvimento, com estabilidade de preços, autossuficiência energética em petróleo e energia limpa; fartura de terras e liderança agrícola mundial; mobilidade social; rede de proteção social incorporada à agenda principal do Estado; luta contra a desigualdade e a fome; e grande geração de empregos. A consolidação da democracia e a plena liberdade de expressão existente no País, bem como a solidez institucional e a transparência do governo também foram destacados pelo presidente Lula como exemplos do bom momento que o Brasil vive.


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Durante a reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) hoje no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o clima entre os conselheiros com relação às propostas do governo federal para o Pré-sal era de aprovação, apesar de muitos terem demandas específicas para os setores que representam. Os interessados tiveram a chance de se inscrever para expor seus pontos por três minutos.

O Blog do Planalto traz aqui a posição de representantes de três importantes setores da sociedade civil -- indústria, trabalhadores e estudantes -- acerca dos investimentos que serão feitos com os recursos obtidos com a exploração do Pré-sal.

Representando o empresariado, o primeiro conselheiro a falar foi o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base e Infraestrutura (ABDIB), Paulo Godoy, que elogiou a proposta do governo, especialmente a criação do Fundo Social. Ele está otimista com os avanços que as novas reservas devem trazer para a indústria naval e petrolífera brasileira, e acredita que é quase unânime na sociedade brasileira o entendimento de que o Estado precisa assumir o controle da riqueza do Pré-sal para dar a ela um destino ordenado.

Mas, segundo Godoy, é preciso muita preparação e investimentos até que os diferentes setores possam colher os frutos. Ele defendeu o estabelecimento de mecanismos claros de fiscalização para os contratos a serem firmados entre empresas e governo. Para Godoy, a exploração da camada Pré-sal trará grandes investidores para o País e é preciso definir regras claras para o que o setor não sofra com paralizações por parte dos órgãos de fiscalização.

Confira trecho da intervenção de Paulo Godoy durante a reunião do Conselhão:

Em seguida foi a vez do presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, que disse achar excelente a ideia de criação do Fundo Social, mas defende que os recursos também sejam destinados aos temas reforma agrária e seguridade social. Ouça trecho de entrevista com Artur:

O Blog do Planalto conversou também com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, que contou que os integrantes do movimento estudantil vem estudando muito o tema. Ele fez uma avaliação da reunião e falou das demandas para a área da Educação. Assista:


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Preparar-se para sediar uma Copa do Mundo não é brincadeira. É preciso pensar em todos os detalhes para garantir segurança e conforto à população local, visitantes e atletas. Em reunião esta noite no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, o presidente Lula recebeu um estudo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) que vai permitir aos governos federal, estaduais e municipais saberem exatamente onde precisam investir para que tudo dê certo na Copa de 2014 no Brasil.

De acordo com Paulo Godoy, presidente da ABDIB, apesar de muito precisar ser feito até a Copa, o Brasil tem todas as condições para receber o evento. Ele lembrou que as obras necessárias para os jogos devem trazer melhorias de infraestrutura e prestação de serviços públicos para todos os moradores das cidades mesmo depois do evento, e que não será preciso fazer grandes intervenções para as cidades-sede se adequarem aos padrões da Fifa. Confira:

O estudo da ABDIB analisa detalhadamente a situação das cidades brasileiras que serão sede dos jogos em nove tópicos: aeroportos, energia, hotéis, mobilidade urbana, portos, telecomunicações, segurança, saneamento básico e saúde. A partir destes pontos foram definidos 49 indicativos das condições de cada cidade e elaborada uma ferramenta digital de gestão que permite consulta simples em cada setor.

Após a reunião – que também contou com a presença do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira – o ministro explicou que o governo precisará de algum tempo para analisar o estudo, que é bem detalhado, para saber exatamente quais investimentos precisam ser feitos e qual será o valor investido – parte pelos governos federal, estadual e municipal e parte pela iniciativa privada. Orlando disse que a partir da semana que vem serão realizadas reuniões do governo federal com representantes dos estados e prefeituras para avaliar separadamente as condições de cada cidade.

As cidades-sede da Copa de 2014 no Brasil serão Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.


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