Tue 31 Aug 2010
Sustentabilidade e justiça social são desafios para indústria de agroenergia
Posted by jorge under Cerimônias, desenvolvimento, meio ambiente, trabalho
A indústria sucroalcooleira brasileira está de parabéns pelo desenvolvimento de uma agroenergia de qualidade e competitiva internacionalmente, mas precisa investir ainda mais para melhorar as condições de trabalho no campo, até mesmo como estratégia de negócio, já que adversários comerciais poderão usar essa brecha para barrar o avanço da indústria nacional. Em discurso feito na abertura da 18ª Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro) e da 8ª Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Acúcar (Agrocana), em Sertãozinho (SP), o presidente Lula afirmou que é preciso mostrar ao mundo que os avanços conquistados pela indústria brasileira vão além do etanol, chegando também à qualidade de vida dos trabalhadores:
A liderança conquistada tecnologicamente pela nossa agroenergia deve agora vencer o desafio de associar ao etanol brasileiro o selo da sustentabilidade e o primado da justiça social.
Lula elogiou o amadurecimento do setor sucroalcooleiro brasileiro, que soube superar desconfianças que tinha do governo para estabelecer uma relação sadia, de lealdade, e disse que também tinha dúvidas sobre o comportamento dos empresários do setor. Mas hoje ambos os lados aprenderam a conviver harmoniosamente, para o bem do País – o governo estabelecendo o etanol como diretriz para a matriz energética brasileira e os empresários desenvolvendo e entregando o combustível do século 21, ajudando assim o País a cumprir metas de emissão de gases do efeito estufa.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
O presidente afirmou que o País avançou significativamente, em 2009, rumo à sustentabilidade e à justiça social na indústria sucroalcooleira, lembrando a instituição do zoneamento agro-ecológico da cana-de-açúcar, que vetou a instalação de novas usinas e plantações em áreas de vegetação nativa, sejam elas na Amazônia, no Pantanal, na Caatinga, no Cerrado ou em remanescentes da Mata Atlântica, sem que o setor perdesse mercado ou produtividade.
O setor sucroalcooleiro nada perdeu. E o todo o Brasil ganhou com isso. Preservamos nossas riquezas naturais. E o etanol continua a dispor de, pelo menos, 70 milhões de hectares ociosos no interior da fronteira agropecuária.
Outro passo importante, disse Lula, foi o lançamento pelo governo federal, em junho do ano passado, do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, em que representantes do setor sucroalcooleiro, dos trabalhadores e do governo, discutiram medidas para melhorar as relações de trabalho, reconhecidamente duras, predominantes nos canaviais brasileiros. Como resultado, o fórum eliminou a prática da terceirização da mão-de-obra, que prejudicava cerca de 500 mil trabalhadores brasileiros.
Rompeu-se assim um preconceito feito de descrédito e desconhecimento mútuos. Uma avenida de entendimento se abriu e através dela podemos –eu diria, devemos – ir além, buscando cada vez mais a superação de desequilíbrios seculares que, injustificadamente, contrapunham a atividade sucroalcooleira à justiça social.
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Sábado, 28.08.10
Conheça mais sobre a canalha petista que está no poder no Brasil
Na foto, Dilma Vana Rousseff , a candidata de Lula a presidência e o seu companheiro de armas, José Dirceu, também membro do comitê da candidata petista, ex-ministro de Lula, deposto pelo conselho de ética e execrado pela sociedade brasileira , acusado pelo Supremo Federal de ser o chefe do mansalão petista, o maior escândalo de corrupção do governo Lula.
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Na foto montagem, Antonio Palocci, membro do comitê da candidata Dilma Vana Rousseff. O tal Palocci, também ex-ministro de Lula, teve prisão pedida por promotores, acusado no envolvimento com a ‘máfia do lixo’, onde foi morto Celso Daniel (PT), prefeito de Santo André (SP), que se rebelou contra corrupção no partido. Além, de acusado no “Escândalo da Quebra do Sigilo do Caseiro Francenildo”, nome dado ao caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo da Costa, quando após a entrevista dele ao jornal O Estado de São Paulo em 14 de março e o depoimento do caseiro à CPI e a Polícia Federal.
Na foto, Lula, o falso operário e populista presidente do Brasil beijando sua cndidata costa larga, Dilma Vana Rousseff, e onde gasta os tubos do dinheiro público em propaganda enganosa para eleger esta ilustre desconhecida como substituta. Ao fundo, o vice-presidente do Brasil, um dos empresários mais ricos do país , atualmente virou notícia nacional por negar a paternidade de uma filha.
Conheça mais sobre a canalha petista e o seu mentor Lula (3)
Dilma tenta sequestrar o bairro de Hiliópolis
De todas as mistificações que o PT leva ao ar — que um jornalista da Folha chamou de “reais” —, a mais escandalosa se deu no horário eleitoral de ontem. A candidata do PT esteve no bairro de Heliópolis, em São Paulo, que já foi a maior favela do Brasil, e conversou com dois moradores — ou supostos moradores — sobre o futuro e coisa e tal. E deu a entender que o governo federal continuará a fazer melhorias na área.
Dilma seqüestrou Heliópolis. O governo federal nunca colocou um tostão ali — talvez tenha participado com alguns caraminguás em algum programa, mas todos os investimentos feitos no bairro, de mais de 100 mil pessoas, TODOS, foram feitos pelo Estado e pela Prefeitura. Saneamento, pavimentação, moradia para quem estava em área de risco, o melhor e maior AME (Ambulatório Médico de Especialidades), do Estado , reequipamento e reforma do hospital de Heliópolis, estação de metrô, que passa ao lado do bairro, o Expresso Tiradentes…
No mesmo programa, o PT também afirmou que Lula criou o Bolsa Família. Demonstrei ontem aqui o que o presidente pensava a respeito do programa no começo de 2003. Segundo ele, deixava as pessoas vagabundas; elas paravam, dizia, de “plantar macaxeira” para pegar o dinheirinho do governo.
É isto: estamos diante de um partido e de sua natureza — mentir sem medo de ser feliz. Assim como Lula seqüestrou o Bolsa Família e a estabilidade, Dilma seqüestra Heliópolis. Um dia ainda o PT vai acabar se orgulhando de ter privatizado a Telebrás e de ter promovido uma verdadeira revolução na área de telecomunicações no Brasil…
Por Reinaldo Azevedo
Conheça mais sobre a canalha petista e o seu mentor Lula (2)
Vídeo mostra Cabral, candidato de Lula a reeleição do Rio de Janeiro, ao lado de líderes de milícia no Rio
Por Alfredo Junqueira, no Estadão:
Adversários do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), candidato à reeleição no Rio, divulgaram ontem na internet um vídeo editado em que o peemedebista aparece em inauguração de obra confraternizando com líderes da milícia Liga da Justiça – principal grupo paramilitar que atua na zona oeste da capital.
As imagens, gravadas no dia 1.º de agosto de 2007, mostram o governador em palanque montado na comunidade 1º de Abril, em Paciência, discursando junto aos então vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho, do PMDB, e deputado estadual Natalino Guimarães (ex-DEM) durante inauguração de rede de abastecimento de água.
Os dois foram presos, posteriormente, e cumprem pena de 10 anos e meio por formação de quadrilha na Penitenciária Federal de Segurança Máxima Especial de Campo Grande (MS). “Queria dizer da minha satisfação de estar aqui com os meus amigos, vereador Jerominho, o nosso querido deputado Natalino, dois parlamentares que dedicam a sua vida a melhorar a vida das pessoas da zona oeste”, discursa Cabral.
“É o governador que precisávamos ter”, saúda Jerominho. Pouco depois, outras imagens mostram Natalino de mãos dadas com Cabral cantando um hino religioso. “O meu voto, da minha família, de todos aqueles que votaram no Sérgio Cabral, o meu governador do coração”, afirma Natalino, que acabou renunciando ao mandato cinco meses depois de ser preso.
O vídeo também mostra imagens da campanha do peemedebista ao governo do Rio em 2006 ao lado dos dois líderes da milícia. A trilha usada pelos autores ao longo da edição é o atual jingle de campanha do peemedebista, Estamos Juntos.
Quatro meses após a gravação, a Polícia Civil prendeu Jerominho. Natalino foi preso em flagrante em julho de 2008.
Má-fé. Ao longo de seu primeiro mandato, Cabral mobilizou a Delegacia de Repressão a Crimes Organizados da Polícia Civil para tentar desarticular os grupos paramilitares do Rio.
A assessoria de imprensa do governador divulgou uma nota em que repudia a veiculação do vídeo. “As imagens, cheias de cortes, edições, montagens, denotam má-fé daqueles que não são afeitos ao jogo democrático. Reforce-se ainda que foi sob a gestão de Sérgio Cabral que os milicianos Jerominho e Natalino foram presos”, disse a assessoria. “O governador repele, combate e combaterá a milícia, o tráfico, a bandidagem.”
Por Reinaldo Azevedo
Conheça mais sobre a canalha petista e o seu mentor Lula (1)
O Estado abriga uma máquina cujo objetivo é destruir os adversários do PT: o caso do senador Marconi Perillo
Já expliquei aqui algumas vezes como funciona a máquina petista de moer reputações e destruir os inimigos. Devo dizer que eu a vi operando quando trabalhei em Brasília. É assim: um petista ou alguém a serviço do PT arruma um “documento” acusando um adversário e passa o papel para um repórter; apura-se ali uma coisinha ou outra e se vai em busca do “outro lado”. Publicada a reportagem, o Ministério Público abre um inquérito. E o adversário dos petistas que se vire para provar que é inocente. Hoje as coisas estão ainda mais fáceis porque se mobiliza imediatamente a Internet.
A VEJA desta semana traz uma reportagem de Fernando Mello e Rodrigo Rangel sobre a tramóia petista na Receita Federal para tentar atingir a candidatura de José Serra. Ele não era o único tucano que estava na mira. Há tempos, o Palácio do Planalto entrou de cabeça numa tentativa de destruir o senador Marconi Perillo, candidato do PSDB ao governo de Goiás. E se deu mal.
Leia trecho da reportagem. Volto em seguida:
(…)
A armação começou a ser preparada no ano passado, quando o líder do PR na Câmara, deputado Sandra Mabel (GO), aliado do governo, se encontrou no Planalto com Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. para conversar sobre “uma bomba”. O deputado tinha uai conjunto de papéis que, entre outras coisas, mostravam a existência de uma conta secreta no exterior em nome do tucano. A papelada continha extratos bancários de um certo Aztec Group, offshore sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. Perillo seria o administrador da empresa. Um dos documentos – com timbre do banco suíço UBS- indicava que a Aztec seria dona de uma aplicação de 200 milhões de euros, o equivalente a mais de 440 milhões de reais. Como o material era apócrifo, era necessário que o governo lhe conferisse autenticidade. Adversário de Perillo na política goiana. Mabel saiu do Palácio com a promessa de que o caso seria investigado a fundo.
Com uma mãozinha de Carvalho, foram abertas as portas do Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI), seção do Ministério da Justiça encarregada de mapear no exterior o dinheiro que sai ilegalmente do país. Após falar com o chefe de gabinete do presidente. Mabel reuniu-se também com o atual ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a quem o DRCI está subordinado. Como o DRCI não pode agir sem o pedido de outro órgão de investigação, Mabel fez o dossiê chegar às mãos de um promotor de Goiás – que, de pronto, abriu um inquérito para investigar as supostas contas. Os documentos obtidos agora por VEJA atestam que a máquina do estado foi usada para dar ares de legalidade a papéis fajutos.
Em resposta às consultas do Ministério da Justiça, o promotor suíço Daniel Tewlin afirma que uma das principais contas relacionadas no dossiê simplesmente não existe. A mensagem, ele anexou uma comunicação do banco UBS. “O banco ressalta que o documento apresentado como prova de que haveria relações comerciais (entre o UBS e o Aztec Group) é uma falsificação”, escreveu o promotor de Zurique. Há duas semanas, o coordenador-geral do DRCL Leonardo do Couto Ribeiro, encarregou-se de informar o vexatório desfecho da empreitada ao promotor de Goiás que abriu o inquérito. Ele foi arquivado”.
Comento
Perillo é um senador da República. Também é candidato de um partido de oposição ao governo de seu Estado. Além das prerrogativas do cargo, isso não faz dele um homem acima da lei. Mas também não deveria fazer dele um homem a quem não se garante nem a lei. E é o que tem acontecido no Brasil do petismo.
Gilberto Carvalho é outro que deveria estar, a esta altura, na fila do seguro-desemprego. Este santarrão do pau-oco gosta de tirar ares de beato, de homem de convicções cristãs — chegou a ser seminarista. A Igreja não perdeu nada, e a política não ganhou grande coisa. Se alguém chegar no Palácio com um papelucho apócrifo com alguma denúncia contra um petista, Carvalho tentará, por acaso, mobilizar a máquina do Estado para promover uma investigação? Ora, petista pego com mala de dinheiro para pagar dossiê fajuto sai incólume e ainda vira “empresário”…
Já não há mais dúvida: o Estado abriga uma máquina cujo objetivo é destruir os adversários do PT.
Por Reinaldo Azevedo
http://www.sponholz.arq.br/
A quebra do sigilo da Receita Federal mostra os métodos que poderão usados, caso Dilma vença. É um crime contra a Constituição. Um crime contra o Estado de Direito. Uma violação da privacidade. É o uso da máquina estatal a serviço de chantagem, propina ou proveito político. A imprensa tradicional silencia ou escreve timidamente sobre o assunto. As violações não podem ser negadas. Elas ocorreram. Cabe ao presidente Lula a responsabilidade do que ocorre na máquina pública federal. Os funcionários da Receita Federal tiveram suas senhas usadas indevidamente. Eles estão sendo punidos como “bode expiatório”. A ação possui clara conotação política. Por que nenhum petistas está na lista das vítimas da quebra de sigilo? Somente pessoas ligadas ao PSDB e empresários ( capitalistas). Sabemos que essa gente condena o capitalismo mas adora o dinheiro alheio. Seria apenas coincidência? Estão debochando de nossa inteligência. O Brasil vive uma ditadura comunista. Não temo escrever a verdade, embora sei que a censura já está institucionalizada. Vamos supor que o acesso não possui conotação politica. De qualquer forma está caracterizada a incompetência do governo em manter os dados de forma sigilosa. Não temos as garantias constitucionais? De saúde pública de qualidade, de educação pública de qualidade, de liberdade de pensamento, de segurança, de privacidade, do sigilo telefônico, de contas bancárias e dados financeiros e pessoais informados para Receita Federal? Não temos direito a propriedade? ( veja o estímulo do governo ao clandestino e ilegal MST) entre outras garantias. Se é isso que vc deseja para nosso país, vote em Dilma. A vitória dela significa a consolidação dos vermelhos petistas. A perpetuação do poder lulista. A vitória da falta de respeito as leis, a vitória das mentiras divulgadas na mídia comprada por gordos anúncios publicitários e de um povo ignorante, passivo e alheio a realidade da situação do país. No falso paraíso lulista, o povo aplaude o apdeuta e concede altos índices de aceitação as falsas realizações divulgadas pela imprensa tradicional. O país coleciona escândalos diariamente. Mergulhados na corrupção , caminhamos para o caos, sob os aplausos da indiferença de um povo enganado e de uma imprensa comprada e omissa. Os poucos que se manifestam contra a esta realidade, são censurados, perseguidos, ameaçados e chamados de “imprensa golpista”. O tempo é o senhor da razão. Um dia o povo brasileiro saberá a verdade. As pessoas podem ser enganadas por muito tempo, mas não o tempo todo.
Jorge Roriz
O interrogatório global
Hoje, antes de escrever este post, li com atenção a transcrição da entrevista, que achei melhor chamar de interrogatório, dos srs. William Waack e Cristiane Pelajo, do Jornal da Globo, com (ou devo dizer contra) Dilma Rousseff.
Fiquei impressionado com duas coisas.
A primeira, a frieza com que ambos se entregaram à missão de obter uma declaração comprometedora de Dilma, como fossem interrogadores policiais. Depois de uma primeira pergunta aparentemente superficial – mas com alvo certo – o resto foi muito mais acusação que qualquer outra coisa. Pouco faltou para um “confesse!”…
A segunda, a superioridade moral e intelectual com que Dilma os enfrentou.
Transcrevo os autos, digo, a íntegra da entrevista, para que você mesmo avalie.
William Waack: Boa noite. Bem-vinda ao Jornal da Globo. Candidata, o seu tempo começa a contar a partir de agora. Eu vou formular a primeira pergunta. A senhora passou – até talvez por não ter disputado nenhuma eleição até agora – por uma grande transformação física. Cabelo, roupa, o jeito de falar… Foi difícil?
Dilma Rousseff: Boa noite, William. Boa noite, Christiane. É, eu acho que esse é um processo diferente de ser ministra-chefe da Casa Civil. É, eu sempre digo que, como ministra-chefe da Casa Civil, a gente trabalha muito e tem muito pouco tempo pra você se relacionar com a população porque é um trabalho de bastidor, de construir, de estruturar um governo, de levar ele à frente. Então há uma exigência muito grande. Quando eu passei a ser candidata, eu acho que – vou te falar assim com sinceridade -, acho que é melhor, mais fácil porque implica em você ter contato com as pessoas, conseguir conversar com elas, fazer propostas. E é importante também você cuidar da forma como você aparece em público. Porque você vai, na verdade, aparecer pros 190 milhões de brasileiros, de uma forma ou de outra, ou através da TV aberta ou através do rádio, também, que você vai conversar. E, principalmente, eu acho que no contato pessoal. As pessoas gostam que a gente se cuide pra se aparecer pra elas. Então eu acho que isso foi bom pra mim. E eu acho que é bom também pras pessoas que me assistem, me veem.
Christiane Pelajo: Candidata, a gente tem visto muitos petistas envolvidos em escândalos na campanha da senhora. José Dirceu, por exemplo. Qual é o papel que ele terá num possível governo da senhora?
Dilma Rousseff: Olha, sabe, Christiane, eu não tenho discutido o futuro governo. Por uma questão, eu acho, que de respeito à população. Pra você começar a discutir um governo, eu teria de estar eleita. Eu acho que a questão que se coloca quando você está em campanha eleitoral é respeitar uma das questões mais importantes na democracia que é o voto do povo dia 3 de outubro. Se eu colocar a carroça na frente dos bois, em vez de eu discutir os programas do governo, em vez de eu dizer o que eu quero pras pessoas me escolherem como presidenta do Brasil, eu vou ficar discutindo uma coisa que não aconteceu? Por que, cá entre nós, pesquisa não ganha eleição…
Christiane Pelajo: Mas a senhora…
Dilma Rousseff: O que ganha eleição é voto na urna…
Christiane Pelajo: Mas a senhora…
Dilma Rousseff: Dia 3 de outubro.
Christiane Pelajo: Mas a senhora não vê problemas em trazer de volta à política uma pessoa que teve direitos políticos cassados?
Dilma Rousseff: Eu vou te insistir com isso. Eu não vou discutir nem o Zé Dirceu, não vou discutir quem quer que seja. Outro dia colocaram que o Henrique Meirelles, outro dia colocaram que era o Guido Mantega, outro dia colocaram que era o Palocci. Eu, em princípio, não discuto nenhum nome pro meu governo…
William Waack: A senhora vai deixar…
Dilma Rousseff: É uma questão assim de princípio. Por quê? Porque eu tenho sido acusada também de estar querendo ganhar a eleição antes da hora e que eu quero sentar na cadeira antes. Eu queria dizer, gente, que quem sentou na cadeira antes foi o ex-presidente da República e que… acho, inclusive, por dois motivos eu não sento em cadeira antes. Primeiro porque eu respeito o voto popular. E em segundo lugar porque eu acho que dá azar sentar na cadeira e ficou visível que deu azar.
William Waack: Essa é uma dose de superstição. Uma novidade.
Dilma Rousseff: Como todo brasileiro e brasileira deste país.
William Waack: Agora, a senhora se recusar a discutir cargos e distribuição de cargos, a senhora vai deixar um monte de gente decepcionada. Seus aliados estão discutindo abertamente quem vai ficar com o quê. Não seria a hora de a senhora participar?
Dilma Rousseff: Sabe, é comigo que sou, se eleita, a parte interessada ninguém fez isso até hoje. Todo mundo respeitou o fato de que em processo eleitoral a gente tem de levar em conta o interesse da população no fato de que ela tem de esclarecer. Segundo, tem de respeitar o dia do voto. É que nem futebol: todo mundo pode ficar fazendo prognóstico, mas, se um jogador de futebol sair dizendo que ele vai ganhar de 2 a 0, de 1 a 0, sem ter a bola na rede, é uma baita pretensão. Eu considero que seria pretensão da minha parte discutir qualquer consequência do processo eleitoral de 3 de outubro sem estar o último voto na urna às cinco horas da tarde.
William Waack: Já que a senhora usou o futebol, todo mundo escala o time antes do jogo.
Dilma Rousseff: É. Todo mundo escala o time antes do jogo, mas aí é futebol e eu tô fazendo eleição.
Christiane Pelajo: Candidata, a Receita Federal negou intenção política na quebra de sigilo no vazamento de dados de tucanos na semana passada. Integrantes do seu partido já foram envolvidos em montagem de dossiês contra opositores. Como é que a senhora pode dar garantias pra gente, pra população que isso não vá acontecer num eventual governo da senhora?
Dilma Rousseff: Olha, eu tenho muito tempo de vida pública, Christiane. E jamais compactuei com nenhuma união mal feita. Tenho insistido que a acusação da oposição a mim e à minha campanha é absolutamente sem fundamento. Inclusive, entrei com seis medidas jurídicas contra o candidato, meu opositor – não eu, mas o meu partido -, e também pedi providências à Política.. é, à Polícia Federal pra investigar esse fato. Eu considero que é absolutamente injustificável que uma pessoa acuse outra sem apresentar provas. Nós temos pedido sistematicamente que apresente provas. Aliás, se essa situação for colocada dessa forma, eu queria dizer uma coisa: o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva. Por exemplo, vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES e também os grampos feitos juntos ao próprio gabinete, o secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios pra tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa porque eu não acho correto. Agora, eu também não concordo e que sem provas me acusem ou acusem a minha campanha. Eu tenho uma trajetória política. Na minha trajetória política, eu tive sempre absoluta respeito pela legalidade e pelo uso do dinheiro público. Então não vejo nenhuma justificativa para as acusações a não ser interesse eleitoral.
William Waack: Candidata, a senhora tem uma longa história política. A senhora foi torturada durante a ditadura militar. Como é que a senhora se sentiu quando ouviu o presidente Lula comparar presos de consciência em Cuba a bandidos em São Paulo?
Dilma Rousseff: Olha, William, eu acho que a trajetória política e de vida do presidente Lula não pode permitir que a gente acredite que o presidente Lula foi uma pessoa que não lutou a vida inteira pelos direitos humanos. Eu, da minha parte, tenho consciência disso e tenho presenciado isso. Acho de forma, muito discreta inclusive, o Brasil é responsável pela soltura dos presos políticos. Eu não digo que ele é responsável, que seria também muita pretensão minha, mas eu acredito que o presidente Lula, o Itamaraty e todas as tratativas feitas de forma discreta – como deve ser feito, até porque, se você não fizer de forma discreta, você não consegue muitas vezes o seu objetivo – responsável pela soltura dos presos políticos em Cuba. Agora, eu da minha parte, tenho uma convicção, William. Sabe qual é? A minha vida pessoal, ela teve um momento muito duro. Eu vivi a minha juventude durante a ditadura e lutei contra ela do primeiro ao último dia. Tenho absoluta solidariedade com presos políticos. Sou contra crimes de opinião, crimes políticos ou crimes por pensar, por querer ou por opor e vou defender isso a minha vida inteira.
William Waack: Ou seja, a senhora jamais faria essa comparação?
Dilma Rousseff: Não, eu não acho correto transformar o presidente e falar que o presidente tomou uma atitude errada nesse episódio. O presidente, eu vou repetir, foi responsável, um dos, pelas tratativas de soltura dos presos políticos cubanos.
Christiane Pelajo: Candidata, é notório que as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão relacionadas ao tráfico de drogas e também ao crime organizado aqui no Brasil. Por que a senhora hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha?
Dilma Rousseff: Eu jamais hesitei em chamar, falar que as Farc tem relações com o tráfico. É público e notório.
Christiane Pelajo: Então a senhora está declarando aqui que as Farc são uma narcoguerrilha?
Dilma Rousseff: Não estou declarando, não. O governo do presidente Lula acha as Farc ligadas ao crime, ao crime organizado e ao crime do tráfico de drogas. Nunca escondemos esse fato. Aliás essa história das nossas relações com as Farc foi muito bem respondida pelo próprio presidente, ex-ministro da Defesa da Colômbia, que disse o seguinte: em várias oportunidades, ele, ministro da Defesa, que combateu inequivocamente as Farc na Colômbia, conversou com elas, teve diálogo, porque tem momentos que sem ele ter o diálogo ele não consegue acabar e negociar a paz. Então, no Brasil, a gente tem de perder essa – eu acho assim – essa visão um tanto quanto conspiradora que muitas vezes se coloca. Se não se conversar, você não consegue inclusive a paz. E eu acho que ele foi muito feliz na resposta que ele deu pra uma revista nesse domingo – né?, foi domingo que saiu – em que ele diz: eu e outros políticos colombianos conversamos também.
William Waack: Estamos de volta para a segunda parte da entrevista com a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. Candidata, o seu tempo volta a contar a partir de agora, mais dez minutos. A senhora fez parte de um governo que tem sido criticado frequentemente por ter colocado na máquina administrativa muitos militantes do seu partido. Essa política prossegue?
Dilma Rousseff: Olha, eu sempre digo uma coisa, viu, William. Eu acho que um governo é composto de políticos que tenham competência técnica. Vai prosseguir sempre… eu vou prosseguir nesse critério. Vou escolher políticos com competência técnica. Aliás, eu sempre conto uma história: acho que os técnicos são muito importantes, mas técnicos que não têm compromisso com o desenvolvimento do seu país, que não têm compromisso com a distribuição de renda do seu país, que não têm compromisso com a inclusão social do seu país, levam o país a situações muito precárias. Eu, por ato do ofício meu como ministra de Minas e Energia, me relacionei com vários ministros da América Latina. E, uma vez, estava em uma reunião, era véspera de Natal, e começou aquela conversa meio social, meio de final de reunião. “Onde você vai passar as férias?”. Nós todos… Eu disse: “Na minha casa”. Onde você mora? “Em Porto Alegre”. Cada um, eram vários ministros. Um deles, que importa, disse: “Ah, eu vou também passar em casa”. E aí eu estava em dúvida se ele morava numa de duas cidades daquele país e disse uma delas. Ele falou: “Não”. Eu disse a outra, ele falou: “Não”. Então onde é? Ele disse para mim: “Eu moro em Miami”. A família dele morava em Miami, os filhos dele moravam em Miami, os netos dele moravam em Miami. Eu não acredito que alguém que não crie a sua família no Brasil, que não tenha interesse na educação dos seus filhos de qualidade no Brasil, que não sinta no coração amor pelo seu país a ponto de morar nele, de aguentar as consequências, todas as consequências da vida que você, que um governo vai produzir lá, seja uma pessoa confiável. Então eu sempre vou escolher políticos com competência técnica. E aí todos os do meu partido que foram políticos com competência técnica para cargos específicos ocuparão esses cargos. E isso não vale só para o PT, isso vale para todos que ocuparem cargos no meu governo.
William Waack: Qualquer o partido?
Dilma Rousseff: Qualquer partido.
Christiane Pelajo: Candidata, o Brasil…
Dilma Rousseff: Aliás, sempre disseram que eu era um pouco exigente, não sei se você lembra. Sempre disseram: “Olha, ela é um pouco exigente no que se refere à qualificação para cargos”.
William Waack: Ou quis dizer: “Não importa a carteirinha?”
Dilma Rousseff: Olha, eu acho que a carteirinha, já expliquei, importa sim, se a carteirinha for isso que eu disse: o compromisso com o seu país. Política não é sempre uma coisa ruim. Política não é sempre uma coisa suja. A política pode ser responsável por transformar, como o presidente Lula fez nesses últimos oito anos, um país que vivia na desigualdade, na estagnação e vivia também no desemprego, num país que está crescendo, que emprega 14 milhões quando o mundo está desempregando 30 milhões e em um país…
Christiane Pelajo: Candidata….
Dilma Rousseff: Que tem uma, de fato hoje, um resultado social muito impressionante.
Christiane Pelajo: Candidata, vamos mudar um pouco de assunto. O Brasil investe muito pouco em relação ao PIB e os investimentos dependem basicamente de Petrobrás e setor privado. Por que o governo Lula não conseguiu investir?
Dilma Rousseff: Eu não concordo com a afirmação. Acho que houve um esforço extraordinário do governo Lula para investimento. E isso ficou, isso é visível hoje nos números. Nós aumentamos bastante o investimento público – óbvio que a Petrobrás aumentou o seu investimento, que a Eletrobrás aumentou investimento. Agora, os investimentos privados, por exemplo, na área de infraestrutura foram demandados por leilões do governo…
Christiane Pelajo: Já que a senhora está falando de números, eu gostaria de dar alguns números aqui. Quarenta por cento da riqueza nacional do país vão para o governo e o governo só é responsável por dois por cento dos investimentos do país.
Dilma Rousseff: Veja bem. É o tipo do dado que ele não tem precisão econômica, ele não tem precisão orçamentária. Porque é o seguinte: o governo, ele, infraestrutura, nós passamos mais de 25 anos sem investir. Hoje nós estamos fazendo as seguintes obras: interligação da bacia do São Francisco, seis bilhões de reais. Para levar o quê? Para levar água para 12 milhões de pessoas no semi-árido nordestino. Acabamos com a história do racionamento de oito meses que aconteceu no Brasil. Hoje, vocês não veem mais alguém dizendo que o Brasil corre risco de racionamento, porque não tem risco de racionamento. Você vê Jirau e Santo Antônio. Vou te dar outro exemplo….
Christiane Pelajo: A senhora está satisfeita então com os investimentos no Brasil.
Dilma Rousseff: Não. Eu não. Eu sou uma pessoa que jamais vou ficar satisfeita. Quando eu falo que o Brasil voltou a investir, eu tô dizendo o seguinte: nós estamos em uma longa trajetória. Vamos precisar investir muito mais. Por exemplo, em casa própria para as pessoas, voltamos a investir, saneamento. Saneamento, hoje, eu estava dando um exemplo aqui em São Paulo, que nós botamos em saneamento aqui em São Paulo 8,6 bilhões.
William Waack: Candidata, parece haver um consenso, a senhora é economista, e parece haver um consenso entre os economistas. Primeiro: porque a nossa taxa de investimento é muito baixa em relação ao PIB….
Dilma Rousseff: Eu concordo…
William Waack: A senhora faz parte desse consenso.
Dilma Rousseff: Concordo…
William Waack: Há um outro consenso ainda….
Dilma Rousseff: Chegamos a 19, né, William…
William Waack: É, onde estamos mais ou menos….
Dilma Rousseff: Não, nós queríamos ter chegado a 21…
William Waack: A 24, 25…
Dilma Rousseff: Não, a 21. Nós íamos chegar a 21, em 2009… houve a crise e nós caímos outra vez.
William Waack: Eu quero chamar a atenção da senhora para outro consenso…
Dilma Rousseff: Nós vamos retomar este ano.
William Waack: Eu quero saber se a senhora faz parte desse consenso também, já que o primeiro a senhora admite que os investimento são mais baixos do que poderiam ser. Como é que o Brasil vai continuar crescendo, e não vamos crescer a mesma coisa que crescemos no primeiro semestre, o Ministro da Fazenda estava comentando isso agora, um pouco antes, à noite. Como é que nós vamos conseguir manter o mesmo ritmo sem fazer um severo ajuste fiscal. A senhora já está pensando nisso?
Dilma Rousseff: Eu acho, eu sou, hoje, contra que se faça ajuste fiscal agora no Brasil.
William Waack: Por causa de eleição? Ou porque a senhora não quer dizer ainda agora?
Dilma Rousseff: Não, não, não, não. O Brasil teve de fazer ajuste fiscal porque precisou fazer. O que é ajuste fiscal? Ajuste fiscal é regime de caixa. Caracteriza-se pelo fato que na despesa você sai cortando: aumento de salário mínimo, aumento de salário. Você sai cortando qualquer despesa passível de corte. Ou seja, aquelas que não estão vinculadas. Investimento, saneamento, nem pensar. Ela caracteriza primeiro por isso. Como é regime de caixa, tem um lado da receita que todo mundo esquece. Sabe o que você faz? Você aumenta imposto.
William Waack: Não tem jeito.
Dilma Rousseff: Aumenta o imposto. Além de aumentar imposto, sentam no caixa. Então vamos supor que você seja um empresário. E aí você tem um crédito tributário, um crédito devido a você. O Fisco te deve e vai ter de pagar. Sabe o que é o regime de caixa? Te devolvem em 48 meses. Em vez de devolver automaticamente te devolvem em 48 vezes. O Brasil não precisa passar por isso mais. Sabe por quê? Primeiro: a inflação está sob controle visivelmente. Nós estamos com US$ 260 bilhões de reserva. E a relação dívida líquida sob PIB está caindo inquestionavelmente, está em 41 por cento. Nós inclusive tivemos que ter um aumentozinho em 2009, mas foi a única vez. Fizemos superávit todos os anos. Então, o pessoal que está defendendo ajuste fiscal está errado. O que nós temos de defender é outra coisa. O Brasil tem de crescer e tem de controlar os seus gastos, não pode sair crescendo e gastando dinheiro a roldão. Um governo que não controle direito os seus gastos, que não pegue o seu dinheiro e olhe se ele está devidamente aplicado não é o governo que eu defendo. Agora, defender ajuste fiscal como foi praticado no Brasil é um crime hoje.
Christiane Pelajo: Candidata…
Dilma Rousseff: Hoje nós estamos na fase do investimento, do planejamento, do controle e da fiscalização do gasto público, mas não estamos na fase do ajuste fiscal.
William Waack: Contas externas… elas estão piorando. Como é que a senhora pretende inverter esse quadro?
Dilma Rousseff: Olha, nós estávamos falando há pouco na taxa de investimento. Eu sou a favor da taxa de investimento ser cada vez maior. Como o Brasil começou um processo de investimento virtuoso, nós estamos tendo um desequilíbrio devido a uma discrepância entre nós e o resto do mundo. Enquanto as exportações nossas não têm mercado porque os Estados Unidos e a União Europeia, a OCDE toda está com um problema sério de crise ainda…
William Waack: Nós temos mais 15 segundos, candidata.
Dilma Rousseff: Tá. Nós hoje somos mais importadores de bens de capital e bens intermediários que elevam a taxa de investimento. Eu acredito que o Brasil está convergindo para taxas de juros internacionais, porque eu acredito….
Christiane Pelajo: Candidata, o nosso tempo encerrou…
Dilma Rousseff: Que nós vamos reduzir a dívida. E aí o Brasil cresce.
Christiane Pelajo: Candidata, muito obrigada pela presença da senhora aqui com a gente no Jornal da Globo.
William Waack: Obrigado.
A seguir, coloco os vídeos.
Postado por Brizola Neto 50 comentários 50 Comentários até agora.
Eliana- JF/MG says:
31 de August de 2010 at 13:21
A Dilma deu um show!
As perguntas são tão previsíveis, que eu acho que a Dilma nem se preocupa…
O negócio é saber qual é a ordem :Farcs, Zé Dirceu,dossiê,etc.
Pode ser também: dossiê ,Farcs, Zé Dirceu.A ordem das perguntas não altera a imbecilidade do PIG.
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darci says:
31 de August de 2010 at 12:52
Também concordo que os entrevistadores devem apertar os candidatos. Porém, com imparcialidade e mudar esse samba de uma nota só: mensalão, farcs e Cuba e Chavez. Chega. Por que não indagam das propostas para a saúde, educação, emprego, previdencia social, desenvolvimento e combate a corrupção e diminuição dos gastos com publicidade e apoio as pequenas empresas de comunicação e consequente democratização da imprensa.
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Alexandre Tambelli says:
31 de August de 2010 at 14:15
Darci!
simplesmente não fazem assim porque tiraria ainda mais votos da oposição. Propostas da DILMA e realizações do Governo do Presidente LULA são tantas e com possibilidade e realização concretas que para a Rede Globo é melhor nem tocar no assunto, senão o candidato SERRA perde de uma goleada ainda maior!
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Marco Araujo says:
31 de August de 2010 at 12:50
Esses repórteres da Rede Globo não têm dignidade. Eles são muito bem remunerados para defenderem o negócio dos patrões deles. Não há jornalismo na entrevista da Dilma. Há interesse político em querer prejudicar a candidata, e, automaticamente, ajudar o adversário maior que é o eterno candidato José Serra.
Quando a Dilma diz que escolhe pessoas que pensem no país, entenda-se que nunca escolheria alguém tipo dos que acompanham o Serra e o FHC. São pessoas com pensamento desvinculado da nossa realidade, das nossas agruras. É isso que os votantes do PSDB não entendem.
E tem gente que vota no Maluf. Por aí dá para ver como se tem que ser exigente.
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Cláudio Engelke says:
31 de August de 2010 at 12:45
A Globo foi a Globo do Proconsult e a Dilma foi a Dilma da luta contra a ditadura. Ambas coerentes com suas histórias.
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William says:
31 de August de 2010 at 12:43
achei o fim da picada. gente, o PiG não vai desistir ateh o ultimo momento.
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Angela Maria says:
31 de August de 2010 at 12:39
Hoje o psdb está reverberando em inserções na TV, que Dilma já está loteando cargos com: Jose Dirceu, Sarnei e Collor. Com fotos de cada um ao lado dela e com a seguinte frase dita por um narrador: :estes são os amigos da Dilma. É preciso que os reponsáveis pela campanha reaja rapido e retire esta chamada porque trata-se de insinuação caluniosa, com intenção de colar a imagem da Dilma como a imagem negativa dos outros politicos eque pode criar duvidas no eleitor.O psdb entrou explicitamente no jogo sujo.
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Angela Maria says:
31 de August de 2010 at 12:38
Hoje o psdb está reverberando em inserções na TV, que Dilma já está loteando cargos com: Jose Dirceu, Sarnei e Collor. Com fotos de cada um ao lado dela e com a seguinte frase dita por um narrador: :estes são os amigos da Dilma. É preciso que os reponsáveis pela campanha reaja rapido e retire esta chamada porque trata-se de insinuação caluniosa, com intenção de colar a imagem da Dilma como a imagem negativa dos outros politicos eque pode criar duvidas no eleitor.
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Gilberto paulino de oliveira says:
31 de August de 2010 at 12:37
muito boa a entrevista mais uma vez a nossa candidata mostrou ao pig(partido da imprensa golpista), que está preparada para governar o BRASIL.e que naõ se intimida com as manobras do pig.
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Arnaldo Costa says:
31 de August de 2010 at 12:11
Bravo !!! Bravo !!! É essa excelentíssima pessoa que quero como presidente do país. A Rede Bobo tem um grande histórico de tentativas e apoio a golpes. Ainda acham que podem escolher presidentes, mandar prender e soltar e que estão acima da lei. São um bando de hipócritas reacionários e falsos moralistas. As favas para esse jornalismo sujo e rasteiro. CANSAMOS DE SER ENGANADOS. Estamos vacinados contra essas manobras. Parabéns Dilma, pelo ótimo posicionamento diante de sujeitos tão baixos, sem ética e profissionalismo.
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Emília says:
31 de August de 2010 at 11:36
Pra quem já foi torturada, Deputado, esse tipo de interrogatório é moleza. Tirou de letra nossa Dilma.
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Nando says:
31 de August de 2010 at 11:14
Não sei se os senhores notaram, antes e durante e depois da entrevista da Dilma esse Casal de repórteres estavam tristes.Acho que eles pensavam que iriam esculachar com a Dilma, a coisa aconteceu ao contrário, Dilma deu um banho nesses manés mostrando como se faz.Estou orgulhosa da minha presidenta!Viva Lula!viva Dilma!
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Francisco de Castro says:
31 de August de 2010 at 11:08
É realmente impressionante como são parecidos os praticantes do meretrício jornalístico no Brasil… mudam-se os nomes, mas o mau-caratismo continua, claro, inconfundível. Essas criaturas grotescas das telinhas, os Bonners, as Fátimas, os Waacks, Pelajos, Casoys e outros trastes, putas velhas que prostituem suas consciências em nome de um pseudo jornalismo, se tivessem um fiapo de honra, abandonariam as respectivas “carreiras”. Pelamordedeus! Que me desculpem os asnos, mas é preciso ter muito saco pra ouvir diariamente as asneiras regorgitadas em nossas tvs todos os dias. Contra essas e outras práticas espúrias, Dilma neles!
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Pedro says:
31 de August de 2010 at 11:03
A globo foi tacanha, mesquinha, apequenada, facciosa. Perderam a última chance de fazerem jornalismo honesto. Depois, não reclamem, que a Dilma não tem a boa vontade do Lula, acostumado – desde sempre – a engolir “sapos”. Para mim, a globo “foi-se”.
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Adriana says:
31 de August de 2010 at 10:42
Assisti e achei ótimo, Dilma está passando muita tranqüilidade, sutileza e preparo. Até quando ela trava passa a impressão de humanidade!.
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Charles says:
31 de August de 2010 at 10:40
Realmente foi um “massacre”.A questão é:os “jornalistas” é que foram massacrados.
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Roberto says:
31 de August de 2010 at 10:38
Casalzinho levou varias no queixo. Pra quem foi chamada de poste, mostrou o porque será a “presidenta” do BRASIL.
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Grinaldo Lopes de Oliveira says:
31 de August de 2010 at 10:31
Deputado,
Assisti a entrevista hoje pela manhã e confesso que estou cansado com a falta de inteligência e inexistência de debate de propostas que nossa imprensa atual teima em abraçar. Recentemente li um artigo de um colunista da revista época (Paulo Rabello de Castro no texto “O brasileiro só quer saber de consumo”) dizendo que há falta de debate nas candidaturas atuais (aliás, em um texto completamente contraditório, basta ler para verificar que o próprio autor entra em conflito consigo mesmo). Ora, se a própria imprensa não faz reportagens decentes, que venham a extrair as propostas do futuro governo e preferem entrar no jogo sujo, de quem é a culpa então?
Leio textos contra e a favor da Dilma e sou bastante sincero em dizer que os textos contra são, em sua grande maioria, mal escritos, confusos, sem qualquer linha lógica e de uma primariedade singular. Ou seja, tentam confundir ao invés de esclarecer.
Encerro dizendo que esperava mais da entrevista. Porém, pelo que verifiquei, há uma certa tendência de complacência ou prostituição de alguns jornalistas (não são todos, graças a Deus) que preferem jogar fora suas carreiras, obedecendo fielmente ao seu patrão, infelizmente.
Se quiserem ler textos que cumpram seu papel jornalístico, no que tange ao esclarecimento, recomendo este da Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/politica/serra-o-anti-lula.
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José Eduardo says:
31 de August de 2010 at 10:25
Performance de estadista!!!!
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JUNIOR says:
31 de August de 2010 at 10:22
parabéns, não ficou “emocionalmente abalada”, com o inquérito das mesmas perguntas pouco relevante ao processo eleitoral em curso.não lhe foi dado a chance de mostrar seu programa de governo.
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Eleonora says:
31 de August de 2010 at 10:14
Parabéns por nos presentear com o “banho” que Dilma deu na turma global. Mais uma vez ficou escancarada a capacidade, competência e lucidez de Dilma – apesar da dupla catastrófica (meu deus, o brasil nunca esteve tão mal…) de apresentadores. Dilma deu show, pena o horário – mas seu blog é nossa salvação para informação.
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emerson57 says:
31 de August de 2010 at 10:07
show da minha presidente.
e, como sou de são paulo,
só falta o mercadante dizer que fará em são paulo o mesmo que lula fez pelo brasil,
e que o outro candidato é do partido do fhc, e do zé, que todo mundo já sabe o que representa,
que ai a fatura estará liquidada no primeiro turno tambem em são paulo.
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Freitas says:
31 de August de 2010 at 10:06
Eu sabia que viria “chumbo grosso”, mas também tinha certeza que a Dilma iria dar o show que vem dando em todas as entrevistas. Portanto, peço a direção de campanha que não cancele nenhuma participação da nossa futura Presidenta em nenhum debate pois essa diferença, que aumenta a cada dia, se deve em grande parte ao seu excelente desempenho.
Dos William ( Bonner, Waak ), da pauta e interrogatório, nenhuma surpresa. Agora, a galeguinha, bonitinha, Pelajo?, barbaridade, sinhô! A Galêga ( assim como o Bonner – basta se observar a expressão corporal, tom de voz, cara de mal)quase pulou da bancada para morder o pescoço da Dilma. Fantoches e Mamulengos( não os de Deus, com certeza) a serviço da covardia e tirania.
Waak, existe uma grande diferença em quem diz “Cala a boca” e em quem sussura, “Manda calar a boca”!
DILMA NELES !!!!
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Antonio Carlos says:
31 de August de 2010 at 10:00
Ah se ela falasse no começo qd o willian waacka a interpelou sobre sua aparência, para que ele tb fizesse o mesmo (de forma polida é claro)…
Na questão do ajuste fiscal bem que ela poderia ter dado uma rasteira na globo se dissesse ” se num improvável ajuste fiscal a única coisa que seria cortada seria a verba de publicidade dos grandes meios de comunicação” acho que o wilian waack ia dar um pulo da cadeira………rsssss
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Rafael says:
31 de August de 2010 at 9:53
Deputado,
é de rir, e muito, do nível a que chegou a relação entre os meios de comunicação e a oposição. Ontem tava mais pra interrogatório serrista (concordo com vc) do que para tratamento, esclarecimento de informação.
Nessa toada, Dilma tem-se saído muito bem. Ontem, com certeza, foi sua melhor performance. Com destaque para três partes: 1) a comparação entre futebol e o clima de já ganho imposto a ela, com um maravilhoso arremate dos limites dessa comparação. 2) a composição da máquina que deve ser formada por pessoas que não só compreendam o perfil técnico, mas tb o político. Aqui tb deve um outro maravilhoso arremate, ao Dilma relatar sobre as férias dos companheiros. E, por fim, 3) grande clareza ao expor sobre o ajuste fiscal, política de cortes de gastos, e a situação do atual país que dispensa o famoso choque de gestão.
Em síntese, maravilhosa, embora ela mineiramente (sei) se recuse ao adjetivo. Sorte para nós, pois indica que o melhor está por vir.
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Jose Maria Pimenta says:
31 de August de 2010 at 9:51
A Globo é isso aí mesmo . Um grupo de extrema direita alçado à posição que está pelo golpe de estado de 1964. E assim como todos os fatasmas desse período nefasto, serão expurgado aos poucos de nossa história. O desastre da midia de extrema direita , da qual a Golobo faz parte, nessa eleição vai ser o catalizador desse expugo. Expurgo no caso significa retornar a seu papel de representar uma minoria de no máximo 5% da população……
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hernan pimenta says:
31 de August de 2010 at 9:49
Vejamos como vai ser hoje a entrevista com o vampiro e amanhã a gente denuncia.
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Vivian says:
31 de August de 2010 at 9:49
“Apesar de vocês (Pelajo e Waack),amanhã há de ser,outro dia!Inda pago pra ver o jardim florescer qual você não queria!”
E termino com a célebre frase de Lula:
VÃO TER QUE ME ENGOLIR!
Dilma acabou com esses dois fantoches prepotentes que sabem nada,apenas aprenderam a ler.
Adeus jornalecos de quinta.
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paulo cesar says:
31 de August de 2010 at 9:48
Gostaria de dizer que fiquei muito feliz com a postura da DILMA, achei impecável.
Pena que ela não foi mais dura com os seus perseguidores.
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Arynunes says:
31 de August de 2010 at 9:47
Assisti a entrevista ontem à noite,e gostei muito da atuação da DILMA. A DILMA foi muito hábil em fugir de “cascas de bananas”,como aquela pergunta sobre se ela pretendia dar algum cargo ao Zé Dirceu. E a resposta de DILMA foi a de que não pretendia discutir isso,uma vez que as eleições ainda não estava ganha.
Foi uma “casca de banana” porque se DILMA começasse a discutir nomes para seu governo,no outro dia não ia faltar manchetes em todos os jornalões dizendo que DILMA já discute ministérios e SERRA pegando gancho e dizendo que DILMA não respeita os brasileiros e já sentou na cadeira.
É visível como a DILMA vem progredindo a cada entrevista e se mostrando uma política bem articulada,deixando pra trás o nervosismo do início.
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tubruck says:
31 de August de 2010 at 9:45
Dilma fez a sua parte, mas a emissora continua carente de bons profissionais entrevistadores.
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Marcos says:
31 de August de 2010 at 9:42
A dupla da inquisição teve ter tomado um digestivo depois do interrogatorio. Essa foi de entupir o casal de corvos.
Reply
Cyro Nogueira says:
31 de August de 2010 at 9:40
A entrevista foi muito boa. Acho que é um dever dos entrevistadores apertar os entrevistados, desse modo podemos ver a real capacidade dos candidatos. A meu ver só faltaram mais perguntas sobre as propostas da candidata que teve uma postura de estadista.
Reply
koko says:
31 de August de 2010 at 11:27
O problmea é que com o Serra é “desculpe senhor, deixa eu beijar a mão do sinhozinho”
Reply
maria isabel andrade says:
31 de August de 2010 at 14:52
o que tambem é bom pra nós , fica claro para todo mundo a relação “mafiosa” dessas empresas de comunicação com os “capos” do liberalismo trololó .
A Dilma ARRASOU !
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Tijolaço – O Blog do Brizola Neto » Blog Archive » O interrogatório global – video 2 says:
31 de August de 2010 at 9:37
[...] parte da entrevista – veja aqui a transcrição das duas partes – segue no mesmo tom da primeira: acusações ao Governo Lula [...]
Reply
Amilcar Lopes / Araruama / RJ says:
31 de August de 2010 at 9:35
Só no Brasil repórteres que cobriram guerras pelo mundo são considerados intelectuais…
O Waack apresenta de maneira pedante, transparecendo inteligência inexistente, um programa de entrevistas que só serve para denegrir o governo. Ele deveria estar fazendo companhia ao Bial na apresentação dos Big Brothers…
E a tal da Pelajo, hein? querendo fazer pegadinha com a Dilma… ela tem que crescer e aparecer muito, mas encontrou alguém que ela nunca irá alcançar…
estes jornalistas fabricado
s são uma farsa…
Reply
Donizeti – SP says:
31 de August de 2010 at 9:29
Pessoal, sinceramente eu não acho ruim os reporteres apertarem a candidata Dilma, jogando cascas de banana para ver se ela pisa em alguma.
Ao se sair muito bem de perguntas cabeludas e de situações difíceis que tentam lhe montar, a Dilma prova e demonstra toda sua capacidade técnica e de argumentação política.
Pelo peixe que a grande imprensa tentou vender ao eleitorado de que a Dilma seria um desastre completo em debates e quando tivesse que falar sózinha, sem o presidente Lula, ao contrário do que a mídia e os tucanos falavam, a Dilma está dando um shouw de competência, preparo e tranquilidade.
Fico cada dia mais tranquilo sobre a vitória da Dilma no dia 3 de outubro.
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Ibá Soares says:
31 de August de 2010 at 9:24
Depois desse interrogatório e das repostas contudentes da nossa futura presidente, acho que até os dois globais vão votar nela.
Reply
augustinho says:
31 de August de 2010 at 9:21
campanha da candidata!
Na proxima vez em que aparecer o gancho de ser perguntada na TV. diga por ex. que JA ESTEVE em situaçoes piores…
Que em materia de ser inquirida ela ja tem um certo treino desde uns 38 anos atras…
Reply
Antonio Souto Coutinho says:
31 de August de 2010 at 9:21
Esquecí, no meu comentário, falar sobre a postura, a educação da candidata, contrastando com a grosseria dos dois investigadores.
Reply
Pedro Mozart says:
31 de August de 2010 at 9:17
Carissimo deputado,
Por mais que a gente se acostume a ver esse tipo de comportamento absolutamente deselegante e, pode-se dizer mesmo, violento da “grande midia” em relação ao governo Lula e à Dilma, essa entrevista conseguiu me deixar espantado e ao mesmo tempo muito triste. Questionar, contrapor opiniões, perguntar sobre posicionamentos é uma coisa. Outra bem diferente é esse tipo de comportamento quinta-coluna do PIG, sempre tentando esconder o q é verdadeiro e apontar o falso, na base de argumentos falaciosos q parecem mais com os termos desses e-mails apócrifos, ignorantes e preconceituosos q circulam cada dia em maior quantidade e velocidade pela internet. A sensaç?o de espanto e tristeza é por ver q tem uma parcela de gente nesse país q ainda acredita q somos imbecis, q somos incapazes de tocarmos o nosso próprio caminho e Destino, q precisamos ser tutelados e obedientes a um status quo que já passou, que é insustentável e desumano.
Mas agora, mais do que nunca, é preciso muita cautela e tranquilidade. Porque certamente o jogo vai ser cada dia pior, mais baixo, mais deslavadamente mentiroso. Estão atrás de qualquer tipo de coisa q possa ser transformada em cavalo de batalha, qqer falha verbal, qqer deslize de pensamento, um olhar ou uma palavra mal colocada, por mínima q seja, vira manchete deturpando o seu sentido. Uma lojinha de bugigangas, uma pastelaria, uma pergunta provocativa de alguém na rua com uma câmera escondida – tudo pode e será usado contra, numa atitude completamente infanto-adolescente que transformou aquela velha máxima do “se hay gobierno, yo soy contra” num deplorável ” se hay gobierno que no sea el nuestro, explodam-se todos!”
Bom Dilma!
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Antonio Souto Coutinho says:
31 de August de 2010 at 9:16
Realmente, isso nâo foi entrevista, mas uma severa investigação. Lembra uma introdução à tortura. Mas, reconheça-se, esses dois entrevistadores são bem mandados.
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mineiro says:
31 de August de 2010 at 8:56
hoje advinha quem vai nesse lixo de jornal , é ele mesmo o candidato deles , quem tiver coragem e estomago para assistir , vai ver que a entrevista vai ser agua com açucar. com certeza vai uma conversa entre amigos. essa turma do pig golpista vai tatra-lo como a pessoa mais perfeita do mundo . vai para o raio que o parta pig maldito, quem voces pensam que enganam mais , bando de malditos golpistas.
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Marcos Santos says:
31 de August de 2010 at 8:51
Vi e não gostei.
Não precisava ter se submetido ao convite de alguém que mandou calar a boca.
Reply
Rita says:
31 de August de 2010 at 8:51
Bom Dia Deputado!! Comecei a ler, mas não tive estômago para continuar, esses entrevistadores da globo são NOJENTOS, mas até onde eu li, Dilma soube manter a classe, como sempre deu aula de civilidade.
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Jônatas says:
31 de August de 2010 at 8:48
Primeiramente, muito obrigado, Dep. Brizola NEto, por postar na integra os autos do “santo oficio global”. Fiquei muito feliz por ver a postura integra de nossa presidenta Dilma, pois ela sabe equacionar os momentos mais conflituosos e os vence sem perder a postura, diferentemente do Serra que sempre leva as perguntas pro lado pessoal.
Sem sombra de Duvidas ela será uma ótima presidenta e está mais que apta a ocupar o cargo maior da republica brasileira.
Fiquei sabendo que até a umidade do ar ultrapassou o Serra. kkkkkkkkkkkkkkk
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Lau says:
31 de August de 2010 at 8:41
Com o Serra estes reporteres vão até passar a mão na sua careca e pedir a benção !
É uma vergonha esta emissora e péssima qualidade jornalística.
Depois que Dilma ganhar como ficará a Rede Globo ?
Espero que ela dilua ainda mais as verbas com publicidade e deixe a Globo, FSP, Editora Abril,… à mingua !
Abs !!!
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Andre beli says:
31 de August de 2010 at 8:36
Interrogatório mesmo! Eles se esqueceram que a Dilma já passou por isso durante a ditadura. Tirou de letra . Esses golpistas do PIG não perdem por esperar. Dilma neles!!!!!!!!!!!!!!!
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Almerindo says:
31 de August de 2010 at 10:52
Pois é, André, esses outros 2 interrogadores são FRAQUÍSSIMOS, mas acho que mesmo que fossem do doi-codi, não teriam conseguido NADA contra ela também.
HUMILHA ELES, DILMA!!!!!!!!!!!!!!!!!
QUEM NÃO TEM CIVILIDADE NÃO MERECE RESPEITO!!!!!!!!!!!
Quem é Jorge Roriz pra dar pitaco?…ele que vá cuidar de esconder as falcatruas de JOAQUIM RORIZ, criador do “panetone” que seu capacho Arruda deu seguimento.
A MENTIRA SOBRE CUBA
William Waack: Candidata, a senhora tem uma longa história política. A senhora foi torturada durante a ditadura militar. Como é que a senhora se sentiu quando ouviu o presidente Lula comparar presos de consciência em Cuba a bandidos em São Paulo?
Dilma Rousseff: Olha, William, eu acho que a trajetória política e de vida do presidente Lula não pode permitir que a gente acredite que o presidente Lula foi uma pessoa que não lutou a vida inteira pelos direitos humanos. Eu, da minha parte, tenho consciência disso e tenho presenciado isso. Acho que de forma muito discreta, inclusive, o Brasil é responsável pela soltura dos presos políticos. Eu não digo que ele é responsável, que seria também muita pretensão minha, mas eu acredito que o presidente Lula, o Itamaraty e todas as tratativas feitas de forma discreta – como deve ser feito, até porque, se você não fizer de forma discreta, você não consegue muitas vezes o seu objetivo – responsável pela soltura dos presos políticos em Cuba. Agora, eu da minha parte, tenho uma convicção, William. Sabe qual é? A minha vida pessoal, ela teve um momento muito duro. Eu vivi a minha juventude durante a ditadura e lutei contra ela do primeiro ao último dia. Tenho absoluta solidariedade com presos políticos. Sou contra crimes de opinião, crimes políticos ou crimes por pensar, por querer ou por opor e vou defender isso a minha vida inteira.
William Waack: Ou seja, a senhora jamais faria essa comparação?
Dilma Rousseff: Não, eu não acho correto transformar o presidente e falar que o presidente tomou uma atitude errada nesse episódio. O presidente, eu vou repetir, foi responsável, um dos, pelas tratativas de soltura dos presos políticos cubanos.
A VERDADE SOBRE CUBA
Dilma está se referindo aos presos soltos por interferência da Igreja Católica e do governo da Espanha. É mentira! O governo Lula não teve qualquer influência nesse processo. Ao contrário. Lula é aquele lembrado na questão de William Waack: chegou a Cuba um dia depois da morte do preso político Orlando Zapata. Negou-se a receber uma carta dos dissidentes e deu aquela declaração ignominiosa, comparando os presos políticos a bandidos comuns. Além desse, o outro grande vexame do governo brasileiro foi precisamente este: deu seu apoio incondicional aos irmãos homicidas, enquanto a Igreja e o governo espanhol faziam uma pressão pública pela libertação dos prisioneiros, que acabou acontecendo, o que deixou o Itamaraty constrangido, do tamanho de Celso Amorim. Não custa lembrar: o governo Lula é aquele que devolveu a Fidel dois boxeadores que haviam fugido da ilha.
E vocês certamente notaram que ela não responde a pergunta. Falei ontem sobre a inutilidade de debater com esquerdistas porque eles ignoram a questão que está posta para evocar alguma condição superior que os tornaria especialmente bons e éticos. É o que faz Dilma. Naquele seu português com sotaque búlgaro, afirmou: “Eu acho que a trajetória política e de vida do presidente Lula não pode permitir que a gente acredite que o presidente Lula foi uma pessoa que não lutou a vida inteira pelos direitos humanos”. Entenderam? Como Lula seria um defensor, por princípio, dos direitos humanos, ele os defende mesmo quando os massacra. É um acinte!
A MENTIRA SOBRE AS FARC
Christiane Pelajo: Candidata, é notório que as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão relacionadas ao tráfico de drogas e também ao crime organizado aqui no Brasil. Por que a senhora hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha?
Dilma Rousseff: Eu jamais hesitei em chamar, falar que as Farc tem relações com o tráfico. É público e notório.
Christiane Pelajo: Então a senhora está declarando aqui que as Farc são uma narcoguerrilha?
Dilma Rousseff: Não estou declarando, não. O governo do presidente Lula acha as Farc ligadas ao crime, ao crime organizado e ao crime do tráfico de drogas. Nunca escondemos esse fato. Aliás, essa história das nossas relações com as Farc foi muito bem-respondida pelo próprio presidente, ex-ministro da Defesa da Colômbia, que disse o seguinte: em várias oportunidades, ele, ministro da Defesa, que combateu inequivocamente as Farc na Colômbia, conversou com elas, teve diálogo, porque tem momentos que, sem ele ter o diálogo, ele não consegue acabar e negociar a paz. Então, no Brasil, a gente tem de perder essa – eu acho assim – essa visão um tanto quanto conspiradora que muitas vezes se coloca. Se não se conversar, você não consegue, inclusive, a paz. E eu acho que ele foi muito feliz na resposta que ele deu pra uma revista nesse domingo – né?, foi domingo que saiu – em que ele diz: eu e outros políticos colombianos conversamos também.
A VERDADE SOBRE AS FARC
O governo Lula nunca admitiu o caráter narcoguerrilheiro ou narcoterrorista das Farc. Ao contrário. Eis a fala de Marco Aurélio Garcia, assessor licenciado de Lula — agora assessorando Dilma — em entrevista ao jornal Le Figaro: “Eu lhes lembro que o Brasil tem uma posição neutra sobre as Farc: nós não as qualificamos nem de grupo terrorista nem de força beligerante. Acusá-las de terrorismo não serve pra nada quando a gente quer negociar.” Íntegra aqui. Eis a verdade. O resto é invenção de Dilma.
Mais: as ligações do PT com as Farc estão documentadas. A “revista” a que ela se refere é a VEJA. Na edição desta semana, o entrevistado das Páginas Amarelas é Juan Manuel Santos, novo presidente da Colômbia. Indagado sobre as ligações do PT com as Farc, deu a resposta que pode dar um presidente da República, minimizando o fato etc. Busca evitar um conflito com o governo brasileiro numa fase em tenta se afirmar como o novo líder do país. E diz que ele próprio teve contato com as Farc “durante os processos de paz”. Já os contatos dos petistas se deram durante a fase de guerra! O que Dilma está dizendo? Os petistas estavam tentando algum acordo com os narcoterroristas por acaso? Que políticos colombianos tenham conversado com a canalha, vá lá. Mas por que os petistas? Com que propósito? E o que dizer do requerimento em que a então ministra contrata a mulher de um chefão terrorista para trabalhar no governo? Segundo um e-mail do marido a um comparsa, a nomeação foi parte de uma operação política.
A MENTIRA SOBRE DOSSIÊS ETC
Christiane Pelajo: Candidata, a Receita Federal negou intenção política na quebra de sigilo no vazamento de dados de tucanos na semana passada. Integrantes do seu partido já foram envolvidos em montagem de dossiês contra opositores. Como é que a senhora pode dar garantias pra gente, pra população que isso não vá acontecer num eventual governo da senhora?
Dilma Rousseff: Olha, eu tenho muito tempo de vida pública, Christiane. E jamais compactuei com nenhuma união mal feita. Tenho insistido que a acusação da oposição a mim e à minha campanha é absolutamente sem fundamento. Inclusive, entrei com seis medidas jurídicas contra o candidato, meu opositor – não eu, mas o meu partido -, e também pedi providências à Política.. é, à Polícia Federal pra investigar esse fato. Eu considero que é absolutamente injustificável que uma pessoa acuse outra sem apresentar provas. Nós temos pedido sistematicamente que apresente provas. Aliás, se essa situação for colocada dessa forma, eu queria dizer uma coisa: o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva. Por exemplo, vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES e também os grampos feitos juntos ao próprio gabinete, o secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios pra tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa porque eu não acho correto. Agora, eu também não concordo e que sem provas me acusem ou acusem a minha campanha. Eu tenho uma trajetória política. Na minha trajetória política, eu tive sempre absoluta respeito pela legalidade e pelo uso do dinheiro público. Então não vejo nenhuma justificativa para as acusações a não ser interesse eleitoral.
A VERDADE SOBRE DOSSIÊS ETC.
De certo modo, essa não-verdade de Dilma é até mais escandalosa do que as outras.
1 – Está provado que o sigilo de Eduardo Jorge estava com petistas. Os repórteres encontraram o documento com gente da campanha de Dilma.
2 – E daí que ela entrou na Justiça? Muda o fato de que seus auxiliares estavam com o sigilo fiscal de Eduardo Jorge na mão?
3 – A menos que mande na Polícia Federal, não é Dilma que decide quando uma coisa será ou não investigada.
4 – Os grampos no BNDES eram contra o PSDB. As tramóias contra Eduardo Jorge, boa parte obra de petistas, também eram contra o PSDB. E os dossiês de agora são contra… o PSDB! O que Dilma pretende com essa enrolação? Sua generosidade estaria em não acusar o PSDB, então, de armar falcatruas contra si mesmo?
Não, senhora! O “partido do adversário” de Dilma tem uma trajetória de VÍTIMA DE VAZAMENTO E GRAMPOS. A trajetória do PT é de PROMOTOR DE VAZAMENTOS E GRAMPOS. Recentemente, um especialista em dossiês contratado pelo PT confessou que o grupo atuou até no caso Lunus, que destruiu a candidatura de Roseana Sarney em 2002 — Roseana é uma espécie de Dilma da oligarquia; ambas se expressam mais ou menos com a mesma clareza…
AS MENTIRAS SOBRE OS INVESTIMENTOS
Christiane Pelajo: Candidata, vamos mudar um pouco de assunto. O Brasil investe muito pouco em relação ao PIB e os investimentos dependem basicamente de Petrobrás e setor privado. Por que o governo Lula não conseguiu investir?
Dilma Rousseff: Eu não concordo com a afirmação. Acho que houve um esforço extraordinário do governo Lula para investimento. E isso ficou, isso é visível hoje nos números. Nós aumentamos bastante o investimento público – óbvio que a Petrobrás aumentou o seu investimento, que a Eletrobrás aumentou investimento. Agora, os investimentos privados, por exemplo, na área de infraestrutura foram demandados por leilões do governo…
Christiane Pelajo: Já que a senhora está falando de números, eu gostaria de dar alguns números aqui. Quarenta por cento da riqueza nacional do país vão para o governo e o governo só é responsável por dois por cento dos investimentos do país.
Dilma Rousseff: Veja bem. É o tipo do dado que ele não tem precisão econômica, ele não tem precisão orçamentária. Porque é o seguinte: o governo, ele, infraestrutura, nós passamos mais de 25 anos sem investir. Hoje nós estamos fazendo as seguintes obras: interligação da bacia do São Francisco, seis bilhões de reais. Para levar o quê? Para levar água para 12 milhões de pessoas no semi-árido nordestino. Acabamos com a história do racionamento de oito meses que aconteceu no Brasil. Hoje, vocês não veem mais alguém dizendo que o Brasil corre risco de racionamento, porque não tem risco de racionamento. Você vê Jirau e Santo Antônio. Vou te dar outro exemplo….
A VERDADE SOBRE OS INVESTIMENTOS
Uma ova! Estão preparados para uma informação que deixará abalados até aqueles 2% (já seria, segundo essas fabulosas pesquisas, apenas 0,5% desde quando comecei a redigir este texto?) que acham o governo Lula “ruim” ou “péssimo”? A taxa de investimentos em relação ao PIB — que é a que conta — do governo FHC, mesmo com CINCO GRANDES CRISES EXTERNAS, foi superior à do governo Lula. Entre 1995 e 2002, foi de 0,83% do PIB; entre 2003 e 2009, foi de 0,64%. Vamos ver se a campanha de Dilma diz que estou mentindo. Não vai dizer. Porque EU não estou mentindo! Se formos considerar os investimentos das estatais, Lula leva uma ridícula vantagem: 2,19% contra 2,10%!!! Então, que cascata é essa de que não houve investimentos durante 25 anos??? Não procurei a taxa do governo Sarney, com inflação galopante e tudo. Mas é provável que tenha sido superior à do próprio governo Lula.
E assim caminhamos. Há muitas outras verdades que esqueceram de acontecer aí. Volto ao ponto inicial deste texto. Os que eventualmente tenham algum interesse pela democracia e pelo estado de direito no país terão de se organizar para, quando menos, tomar nas mãos as rédeas da própria história, que hoje foi seqüestrada pelo PT. Um seqüestro que, se não é exatamente consentido, é ao menos facilitado por certa atração fatal que os tucanos sentiram pelos adversários nos últimos oito anos. E só para arrematar: com as exceções de sempre, não contem com a imprensa para repor as coisas no seu devido lugar.
Por Reinaldo Azevedo
Christiane Pelajo: Candidata, a gente tem visto muitos petistas envolvidos em escândalos na campanha da senhora. José Dirceu, por exemplo. Qual é o papel que ele terá num possível governo da senhora?
Dilma Rousseff: Olha, sabe, Christiane, eu não tenho discutido o futuro governo. Por uma questão, eu acho, que de respeito à população. Pra você começar a discutir um governo, eu teria de estar eleita. Eu acho que a questão que se coloca quando você está em campanha eleitoral é respeitar uma das questões mais importantes na democracia que é o voto do povo dia 3 de outubro. Se eu colocar a carroça na frente dos bois, em vez de eu discutir os programas do governo, em vez de eu dizer o que eu quero pras pessoas me escolherem como presidenta do Brasil, eu vou ficar discutindo uma coisa que não aconteceu? Por que, cá entre nós, pesquisa não ganha eleição…
Christiane Pelajo: Mas a senhora…
Dilma Rousseff: O que ganha eleição é voto na urna…
Christiane Pelajo: Mas a senhora…
Dilma Rousseff: Dia 3 de outubro.
Christiane Pelajo: Mas a senhora não vê problemas em trazer de volta à política uma pessoa que teve direitos políticos cassados?
Dilma Rousseff: Eu vou te insistir com isso. Eu não vou discutir nem o Zé Dirceu, não vou discutir quem quer que seja. Outro dia colocaram que o Henrique Meirelles, outro dia colocaram que era o Guido Mantega, outro dia colocaram que era o Palocci. Eu, em princípio, não discuto nenhum nome pro meu governo…
Voltei
Viram só? Isso é o que se pode dizer um “recuo”. Como já disse o Zé, um “telefonema” seu é um “UM TELEFONEMA”. Ou por outra: quem tem Dirceu tem medo!
Por Reinaldo Azevedo
Quando o Abestalhado da “OIA” vai falar dos 17 processos, cíveis e criminais, que correm na justiça contra o Zé Ladeira?….kkkkkkkkkkk
A segunda parte do texto de Celso Arnaldo completa a radiografia da entrevista assustadora. Embarquem novamente no trem-bala do horror, amigos. Volto no fim:
Ok, a criança chegou a um hospital de alta complexidade criado por Dilma -– sim, porque ninguém tinha pensado antes num hospital para atender doenças mais graves. O InCor, por exemplo, é uma miragem. O que vai acontecer ali? Agora, sim, Dilma revela o que viu na Bahia que a impressionou tanto:
“Uma proposta que conjuga não só tecnologia de ponta, tecnologia sofisticada pro tratamento da criança, mas também um grande nível de humanização, porque eles usam todo aquela questão do envolvimento da criança, mostrano que a boneca vai, tamém, cuidá da cabeça ou quando a criança é submetida a algum nivel de tratamento mais estressante, tomá os cuidados para garanti que psicologicamente ela se…enfim, ela tenha uma chegada maior a um processo que inclusive é de dor”.
Nos hospitais de Dilma, os doutores serão de uma alegria só — até o dia da “chegada maior” de Dilma pra cuidá da cabeça com a boneca.
Nos longos minutos que se seguem, Dilma se dedica a tentar provar, de novo, que as creches são a diferença entre Bill Gates e Nem do tráfico. Ela repete, no mesmo palavreado vão e leviano, a promessa das 6 mil creches em quatro anos -– mas de novo não explica, nem lhe foi perguntado pela mídia adestrada, porque não convenceu Lula a fazer uma só como protótipo ao longo de oito anos.
Depois da creche, o processo de “atendimento integral” das crianças da presidente Dilma passa evidentemente pela escola. Está em marcha uma revolução que faria o companheiro Paulo Freire parecer uma professorinha de quermesse:
“Já existe 10 mil, em torno de 10 mil escolas no Brasil, é, de ensino, de ensino fundamental, de ensino mé…., de ensino fundamental e médio, de ensino básico, portanto…”
Interrompida pelo Controle Social da Mídia. Se a presidente Dilma passou com louvor na prova de saúde, nessa questão da escola ela precisa estudar um pouquinho mais. Vamos deixar para a próxima?
Uma jornalista então quer saber: por que esse interesse tão súbito da presidente pela “criança integral”?
Atenção para a resposta, professor Sirio Possenti:
– Eu vô sê vó!!
E isso desperta em vovó Dilma não só instintos avoengos como essa dedicação integral à criança, que ela justifica com uma máxima inédita:
– As crianças são o futuro deste país.
Até aqui, Dilma falara sem ser questionada. Timidamente, uma repórter parece perguntar se essa tal Rede Cegonha já não existe em algum lugar. A presidente se irrita, pela primeira vez:
“O Rede Cegonha é uma criação do Rio de Janeiro. Não é nossa. É uma parte também do Mãe Coruja, de Pernambuco. Essa mania das pessoas se adonarem de projetos que estão em curso no Brasil é errado.”
Taí: gostei do “se adonarem” -– em 11 meses de caçada, é a primeira expressão original, e correta, que ouço de Dilma. Mas quem está se adonando dos projetos alheios é a presidente Dilma, não é não?
O SAMU Cegonha, que “nós criamos”, também já não existe, presidente?
“O SAMU Cegonha inclusive ele existe, tem até uma cegonha pintada naquela parte branca da….do…..”
A presidente parece ter até desistido da conclusão do pensamento quando vem o sopro redentor:
– Da ambulância.
– Da ambulância, né?
Seria cômico, se não fosse trágico: nos próximos quatro anos, é isso aí.
Brilhante como sempre, o texto de Celso Arnaldo colide estrondosamente com a indigência mental da sucessora que Lula inventou. Também por isso, não dou por liquidada a disputa pela Presidência da República. Falta um mês para a votação. No calendário político isso é uma eternidade. É mais que suficiente para que a oposição mostre ao Brasil o que vem por aí com a mesma nitidez e objetividade que marcam todos os posts sobre a candidata aqui publicados. Tempo para desconstruir a farsa existe de sobra. O que tem faltado à campanha de José Serra é lucidez, coragem, valentia e, sobretudo, vontade de vencer.
Acompanho confrontos eleitorais desde que nasci. Dois anos depois de derrotado na estreia como candidato a prefeito, e dois anos antes de conquistar o cargo que exerceria quatro vezes, meu pai vivia como sempre viveu: em campanha. Primeiro em Taquaritinga, na região e no Estado de São Paulo, depois como jornalista, testemunhei incontáveis duelos do gênero em todos os níveis — sempre na fila do gargarejo. Sei o que estou dizendo ao afirmar que Dilma Rousseff é a adversária que todo candidato pede a Deus. O problema é que, até agora, José Serra também tem sido.
Quebra de sigilo bancário: PT exige afastamento de ministros e investigação imediata
A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores e suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal manifesta aqui sua posição sobre a quebra de sigilo bancário de oito deputados federais do Partido Progressista Brasileiro (PPB).
Entendemos que o provável envolvimento de auxiliares diretos do presidente da República e de graduados funcionários do Banco do Brasil nesse episódio, exige uma profunda reflexão sobre os métodos utilizados pelo Palácio do Planalto para a consecução de seus objetivos políticos. Além da já tradicional contrapartida de cargos e outras benesses por votos obtidos no Congresso Nacional, aplicam-se agora a intimidação e a espionagem como instrumentos de “convencimento” individual de parlamentares na busca de apoiamentos às propostas do governo.
Este governo não manifesta qualquer respeito à independência e à autonomia do Poder Legislativo, seja quando governa através da edição de infindáveis medidas provisórias, seja quando pretende transformar o Congresso em mero espaço de homologação das vontades e caprichos do primeiro mandatário do país. É sintomático que essas pressões se exerçam no momento em que está em discussão a emenda constitucional que pretende garantir a possibilidade de reeleição para o presidente Fernando Henrique Cardoso, o que vem demonstrar, não só o seu projeto egocêntrico, como o forte componente autoritário do governo que representa.
Tal fato, por si só, já exigiria uma condenação enérgica por parte do parlamento e de toda a sociedade, não fosse o seu caráter reincidente. Há pouco mais de um ano, o governo se viu envolvido em episódio semelhante, quando o então chefe do Cerimonial da Presidência, Júlio César Gomes dos Santos, teve várias de suas ligações telefônicas gravadas clandestinamente, revelando a prática de tráfico de influência. No entanto, até hoje, nem o ex-auxiliar do presidente, nem os responsáveis pela quebra de seu sigilo telefônico sofreram qualquer tipo de punição. Apesar da festejada extinção do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI), parece ter sido montada no Palácio do Planalto uma rede de espionagem política.
Diante desses fatos, o Partido dos Trabalhadores exige a mais completa apuração dos fatos relacionados à quebra de sigilo bancário de parlamentares, bem como a punição exemplar dos responsáveis. Entendemos ainda que se torna impossível a realização de uma investigação isenta, enquanto os principais acusados permanecerem no exercício pleno de suas atividades no governo, de onde podem interferir no curso dos acontecimentos. Por isso exigimos o imediato afastamento do ministro da Coordenação Política do governo, deputado Luiz Carlos Santos, bem como do Secretário-Geral da Presidência da República, ministro Eduardo Jorge Caldas, até que todas as investigações estejam concluídas.
Independente da ação inadiável que cabe ao governo, o PT prepara representação ao Procurador Geral da República para que promova ação penal contra os ministros Luis Carlos Santos e Eduardo Jorege Caldas por crime de responsabilidade, uma vez que ambos se valeram do poder de suas posições para infringir direito individual dos parlamentares, no caso o de sigilo bancário.
Por fim, reafirmamos o caráter casuístico e imoral que assume o atual debate sobre a reeleição, fato suficientemente demonstrado por fatos como o que aqui condenamos.
Brasília, l8 de dezembro de 1996
José Dirceu – Presidente Nacional do PT
José Eduardo Dutra (SE) – Líder do PT no Senado
Em 1996, como atesta o palavrório, José Dirceu e José Eduardo Dutra viam quebra de sigilo onde nada houvera, acusavam sem provas meio mundo e se apoiavam em denúncias sem fundamento para exigir cadeia e demissão. Depois do estupro do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa pelo ministro Antonio Palocci, passaram a absolver culpados e punir inocentes. Neste fim de agosto, tentam castigar por injúria, calúnia e difamação as vítimas das bandalheiras que praticam ou patrocinam. Acham que a imagem do PT foi prejudicada. Como se a imagem do partido valesse alguma coisa.
Ainda bem que fui alertado com algumas horas de antecedência: “Acredite, é uma das mais estarrecedoras entrevistas da curta e assombrosa história política de Dilma sobre a face da Terra”, avisou-me Celso Arnaldo ontem à noite. Claro que acreditei. Nem por isso escapei dos sobressaltos. A coisa é tão perturbadora que, para permitir ao leitor recuperar o fôlego e recuperar-se do assombro, a coluna decidiu publicá-la em dois capítulos. A parte final entra no ar às quatro da tarde. Apertem os cintos, amigos. Estamos entrando no túnel do espanto:
Faltam 35 dias para as eleições e, a menos que seja asfixiada por um colar de anacolutos no discurso de posse, a mulher completamente desarticulada que aparece neste vídeo não é mais a candidata tosca e folclórica à Presidência, uma sátira à la Zorra Total, mas a mulher que vai receber, de mão beijada pelo bafo de Lula, um mandato pelo qual os brasileiros a autorizam a exercitar na prática o conjunto de suas sapiências, suas expertises, nas diferentes áreas da administração federal.
O assunto que Dilma Rousseff escolheu para esta “conversa” com a imprensa é a “assistência integral” à criança. A iniciativa de discorrer sobre o tema foi portanto dela, o que elimina qualquer atenuante para o assombroso teor desta entrevista. É crime doloso, é o infanticídio de um governo natimorto.
Ela chega toda animada, já com ares de presidente e aquele sorriso falso que põe um dente na calçada e logo se recolhe. E aparentemente entusiasmada com o que vira na véspera:
– Até porque, eu tive (sic) ontem na Bahia…
Da Bahia trouxe mais um subsídio para incluir no projeto que promete revolucionar a assistência à criança no Brasil, da barriga da mãe até o “ensino fundamental, mé….fundamental e médio, ensino básico”, como ela explicará mais tarde.
“Salta aos olhos uma coisa, né? Porque um país do tamanho do nosso, com a população de crianças e jovens que nós temos, é um pais que vai tê de sê medido pela capacidade que tivé de fazê uma política que inclua as crianças”.
Seja lá o que for isso, soa como um mea culpa: nos oito anos do governo Lula, os 60 milhões de crianças brasileiras de 0 a 14 anos formaram um coral de Macaulays Culkins: “Esqueceram de nós, esqueceram de nós!!!”
Mas como a presidente Dilma pretende “incluir” as crianças em seu governo?
“De uma forma especial. Que construa o cuidado com as crianças desde o momento da gestação da mãe, passano obviamente pelo parto e chegando até ao atendimento à criança nos seus primeiros anos de vida, que é um momento muito especial”.
A presidente Dilma deve ter aprendido esse “construa” com a ex-companheira Marina, mas aprendeu também que as crianças nascem — aliás depois da gestação da mãe, e não do pai, como às vezes acontecia no governo da oposição — e precisam de cuidados desde o momento em que vêm ao mundo. Ninguém ainda havia pensado nisso.
E o que a presidente Dilma vai fazer, ou já fez, para inventar no Brasil a assistência materno-infantil, que nem Lula pensou em criar? Ela explica com autoridade:
“Nós, pra isso, pra essa, pra esse cuidado, construímos a Rede Cegonha”
Olha ela aí gente!! Novidade: a Rede Cegonha já foi “construída” pela presidente Dilma. Para levar o Brasil no bico.
“A Rede Cegonha é um….primeiro, ela tá baseada num ponto de prevenção, que é o tratamento da mulher quando grávida. O acompanhamento da gravidez, todos os exames de praxe e também a avaliação do feto e todo o acompanhamento que isso requer. Será feito através de Clínicas da Mulher”
Não deu para entender muito bem. Dilma pretende criar isso? O que ela descreve como “meta de governo”, embora com outro nome, é o beabá da assistência materno-infantil, disponível em todo o Brasil. Melhorar é outra história. São Paulo, aliás, tem um programa da mulher quase modelar, em nível municipal e estadual.
“Depois tem a questão fundamental do parto. Ter maternidade de baixo risco e alto risco. E, na sequência, no tratamento dos primeiros dias, meses da criança, é a estrutura de UTIs neonatais, com hospitais de referência da criança”.
A presidente Dilma acaba de criar, por decreto, a Obstetrícia e a Pediatria Neonatal no Brasil. Começa bem. Mas o que será oferecido nesses hospitais de “referência”?
“Cê tem basicamente um atendimento que eles chamam, né, já mais sofisticado, né, com maior nível de complexidade. Então lá se trata de problemas que vão desde a questão do coração, né, por exemplo, crianças que nascem com problemas de coração, passando por todas as doenças que podem levá a risco de vida do bebê”
Nos hospitais criados por Dilma, doenças serão tratadas, bem como doenças afetivas, a tal “questão do coração”.
Mas, depois de dona Cegonha, é hora de introduzir outra pérola que a deslumbra: o SAMU, o já consagrado serviço de resgate federal.
Traduzindo: é o serviço, aliás eficientíssimo e valoroso, que vem até você quando se disca 192. A presidente quer reinventar o SAMU -– lembram do debate da Band, “aquele serviço que transporta crianças”?
“Junto a isso, nós temos o SAMU. Porque o SAMU tem desempenhado no Brasil um papel fundamental, que é juntá toda a rede e olhá onde que tem disponibilidade e onde que a criança, ou o adulto, no caso, deve ser levado”
A presidente Dilma descobriu recentemente que os motoristas e atendentes do SAMU só levam seus passageiros a prontos-socorros e hospitais onde eles possam ser atendidos prontamente, depois da óbvia checagem pelo rádio, no caminho -– é isso que ela chama de “juntá toda a rede e olhá onde tem”.
Mas estava na hora de juntar SAMU com cegonha, não? Lógico:
“Para as crianças criamos o SAMU Cegonha”.
Ah, já criou? Posso chamar? A presidente Dilma aciona a sirene:
“O SAMU Cegonha é basicamente para o atendimento da mulher no momento da gravidez”
Ou seja: engravidou, já chama o SAMU Cegonha para lhe dar os parabéns. Mas espere:
“E o SAMU Cegonha da fase já do bebê é o atendimento pra levá a criança, justamente ou pruma, prum tratamento na UTI neonatal ou prum hospital de referência de alta complexidade”
Ou seja: o SAMU Cegonha fará exatamente o que já fazem as ambulâncias. Mas parece claro que, no governo Dilma, a “fase já do bebê” será coisa de gente grande.
a pulha e seus aceclas
Nem com o ponto eletrônico a palanqueira sem rumo consegue dizer coisa com coisa
Os leitores exigiram que Celso Arnaldo escrevesse sobre o ponto eletrônico escalado para socorrer o neurônio solitário de Dilma Rousseff. Exigência atendida: o nosso caçador de cretinices constatou que a palanqueira sem rumo não consegue dizer coisa nem com alguma voz soprando o que deve falar. Confira:
Por CELSO ARNALDO ARAÚJO
No filme “Sou ou não Sou” (1983), Mel Brooks é Frederick Bronski, o líder de uma trupe mambembe de atores judeus que de repente se veem confinados a uma Polônia que acaba de ser invadida e anexada pelos nazistas. Além de números circenses e atos de vaudeville, a peça de resistência da companhia é uma seleta de textos de Shakespeare, incluindo o célebre solilóquio de Hamlet.
Naquele tempo – e a tradição durou até os anos 60, inclusive no Brasil – o palco dos teatros de repertório era equipado com um dispositivo que neutralizava a eventual perda de memória dos atores. De um pequeno fosso na boca do palco, invisível à plateia, um funcionário da companhia, com o texto da peça na mão, ou às vezes até na ponta da língua, tinha a nobre e providencial função de sussurrar palavras, frases ou passagens inteiras para preencher eventuais lapsos de memória do intérprete. Chamava-se esse trabalho de “dar o ponto”.
Bronski/Brooks, canastrão que só ele, entra em cena, num teatro quase vazio, para declamar a célebre proposição do dilema hamletiano – o início do ato 3 de “Hamlet”, carro-chefe de seu repertório.
Com a adaga do príncipe dinamarquês à mão, se empertiga todo e dá início solene àquele que é unanimemente considerado o maior momento da história da dramaturgia:
— Ser…
O ponto, antecipando-se à falha da memória de Bronski, sopra nervosamente:
—… ou não ser!
Dilma Rousseff, atriz mambembe e canastrona da companhia de Lula, está usando ponto eletrônico – revelou esta semana, inclusive por documentação fotográfica, o colunista Cláudio Humberto, detectando o acessório, enterrado no pavilhão auditivo da candidata, num comício em Campo Grande. E deve estar sendo alimentada, pelos sopradores de plantão, com orientações tão primárias quanto a que Bronski recebeu.
O artifício, sendo digital, deve ter o dedo de Marcelo Branco – que se entende de ouvido com Dilma, como se viu no fabuloso e hoje banido vídeo sobre as preferências da candidata nos campos da Cultura e da Incultura. Mas, antes da adoção do artefato eletrônico, membros do camarim e da camarilha de Dilma, como Fernando Pimentel, já desempenhavam a função “manual” de lhe “dar o ponto”, colocando-se estrategicamente à sua retaguarda, durante os primeiros comícios – soprando-lhe números, cifras, imagens, quase tudo repetido por ela errado, fora de ordem, invertido, redundante, com aquela sintaxe pastosa e deformada que é imune a qualquer tentativa de prumo ou correção.
Os pontos – “manuais” ou eletrônicos – não são e nunca serão suficientes para fazer Dilma falar coisa com coisa. Da emissão do ponto ao enunciado por ela no palanque, mediado por martelo, bigorna e estribo, tímpano e células sensoriais do chamado ouvido interno, e em seguida por seu neurônio duplo, deve ocorrer um fenômeno acústico e neurológico semelhante ao que tornou tristemente famosa aquela nutricionista pernambucana, a do sanduíche-íche — ridicularizada no YouTube com uma entrevista ao vivo, em que ela se embanana toda com o fone de ouvido disponibilizado pela reportagem da Globo, reverberando as sílabas finais de cada palavra, com resultado grotesco.
Dilma, mesmo de ponto na orelha, não repete apenas sílabas, mas embaralha palavras, frases inteiras, conceitos – tudo da mais baixa qualidade intelectual e humana. Só as mentiras são escorreitas e articuladas, como toda mentira repetida à exaustão. Ainda assim, foi subindo nas pesquisas e hoje está perto de vitória esmagadora no primeiro turno.
Mas será a única pessoa a chegar ao mais alto posto da nação sem ter produzido um único pensamento que pudesse ser selecionado sem retoques numa antologia política editada para alunos de um curso de alfabetização — uma frase inteligente, um raciocínio límpido, uma tirada irrepreensível, um jogo de palavras que faça sentido, uma resposta à altura, um aforismo que possa ser citado um dia como seu epitáfio político. Até agora, nada.
Ao contrário, na presumível estreia do ponto, em Campo Grande, esta semana, Dilma foi a Dilma de sempre, capaz de afirmações que envergonham a história da oratória presidencial no Brasil:
“Eu queria dizê pra vocês que nessas eleições cês não podem se deixá enganá. Tem aqueles que falam e tem aqueles que fazem. Nós somos do grupo dos que fazem. Eles são do grupo dos que falam e dizem só nas eleições”.
Terá sido isso, de alguma maneira, transmitido pelo ponto e, depois de passar pelo filtro neuronal da candidata, resultado nesse pastiche? Quem “deu o ponto” mandou ela juntar “falam e dizem”?
A esta altura, o ponto não é o ponto. É provável que nada do que Dilma “falar e dizer” no que resta da campanha reverterá o resultado anunciado. Ser ou não ser já não é a questão.
Na verdade, desde o começo, Dilma é o produto do “sopro” de Lula. Primeiro, aquele sopro que molda vidro e que, dependendo da boca, da capacidade e das intenções do artesão, pode resultar num produto frágil e disforme, a um passo do estilhaçamento e da quebra irremediável. Foi o que aconteceu como o produto Dilma, que sofre de osteogênese imperfeita – encostou, vai quebrar, é só esperar. O criador vai ter de estar sempre por perto para os remendos.
Mas Lula também é, e sempre será, o ponto sem fio de Dilma. Um ponto permanente, onipresente, a voz de sua inconsciência.
Já a imagino no discurso de posse, e Lula na casinha do ponto, no poço, com o roteiro dos próximos oito anos sabido e soprado de cor e salteado.
Acrescento duas observações ao texto do Celso Arnaldo:
1. Se Dilma for eleita, Lula será confrontado com uma regra que até agora não registra uma única exceção: o fascínio do poder político leva toda criatura a romper com o criador.
2. O PMDB também tem um roteiro pronto. Pelo script, passa de aliado a sócio. Ou dono: convém sempre lembrar que o vice de Dilma é Michel Temer.
Tradução necessária
O PT diz que o escândalo do mensalão foi um factoide. Dilma Rousseff diz que o dossiê fabricado para injuriar Fernando Henrique e Ruth Cardoso foi um factoide. Lula acaba de dizer que o estupro do sigilo fiscal de aliados de José Serra é um factoide.
O Pequeno Dicionário da Novilíngua Petista incorporou mais uma preciosidade. Factoide, sabe-se agora, é um fato criminoso visto pelo olhar esquizoide dos autores ou beneficiários da delinquência.
“Eleição é escolha autocrática”
O deputado Indio da Costa, vice na chapa do presidenciável tucano, José Serra, deu início a uma corrente de e-mails pregando a mobilização em favor do candidato da oposição. Indio reconhece dificuldades e expressa confiança na mudança do quadro eleitoral. E afirma: “Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade.” Leia a íntegra
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Prezado Apoiador,
A luta de várias gerações em defesa da democracia garantiu-nos o direito de escolha. Construímos um país sem a tutela de ninguém, que se subordina às instituições e às leis democraticamente votadas.
Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade. O Brasil pede bem mais do que palavras. Precisa de um presidente que una o país, em vez de dividi-lo; que seja escravo das leis, em vez de escravizá-las.
Precisamos de comprometimento com os direitos humanos, não com as tiranias. O nome da democracia no Brasil, hoje, é SERRA.
Com a sua ajuda, SERRA pode ser nosso próximo Presidente. Você vai se juntar a milhares de outras pessoas e entrar para o TIME SERRA 45?
As pesquisas não acreditavam na aprovação do Ficha Limpa, mas, com a nossa mobilização, a Lei foi aprovada. Somos nós quem decidimos o que queremos.
Acredite no seu voto! Acredite em você!
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Conforme apurou a Folha, Dilma já foi dona de lojinha de bugigangas, que precisou ser fechada (”Dilma já vendeu bugigangas e “Cavaleiros do Zodíaco” no Sul”, Poder, 29/8).
Se ela não conseguiu administrar nem uma loja de cacarecos em 1995, com o sugestivo nome de Pão & Circo, como acreditar que poderá administrar um país?
Parece que “Pão & Circo” é o que o Brasil está querendo. Espero que ela não o leve a falência, como fez com sua lojinha fuleira.
DENISE STORARE FURLAN (Santa Bárbara d’Oeste, SP)
- O Estado de S.Paulo
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O programa de habitação do governo federal Minha Casa, Minha Vida contratou 600 mil unidades entre 2009 e 2010, mas só foram concluídas 183 mil, das quais 3.588 para famílias com renda de até 3 salários mínimos – e quase 90% do déficit de habitações do País, estimado pela Fundação João Pinheiro em 6,2 milhões de unidades, está nas faixas de renda de até 3 salários mínimos. Foi o que mostrou reportagem de Flávia Tavares no Estado de ontem, baseada em dados da Caixa Econômica Federal (CEF), gestora do projeto.
Em 2009, centenas de milhares de pessoas acorreram às prefeituras e agências da CEF para se inscrever no programa, que prevê subsídios de até R$ 23 mil para imóveis com preço de venda de até R$ 75 mil. O governo federal anunciou a construção de 1 milhão de moradias, em um ano, número que logo se verificou superestimado, mas serviu para alimentar a propaganda da candidatura oficial à sucessão de Lula.
A construção civil opera em ritmo acelerado neste ano, como consta da Sondagem da Construção Civil de julho, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), distribuída ontem. Entre junho e julho, o indicador de evolução da atividade passou de 53,8 pontos para 54,9 pontos, enquanto o nível de atividade em relação ao usual situou-se em 55,4 pontos, bem acima da média. Mas a sondagem – embora favorável quanto aos próximos seis meses – já revela alguma cautela dos empresários, conscientes de que a oferta de recursos poderá ser menor depois da fase de euforia, quando será preciso evitar a deterioração das contas fiscais.
Há problemas na construção de casas populares, como a falta de empresários especializados. Também há falta de terrenos em condições de receber os projetos – com boa infraestrutura urbana, transporte e serviços públicos, além de valores razoáveis, que justifiquem o enquadramento das propostas dos construtores.
A maioria das construtoras preferiu atender a faixa de trabalhadores com renda de 3 a 10 salários mínimos, à qual são destinados imóveis com preços de R$ 100 mil ou pouco mais, pois também aí há boa demanda, em especial, por pessoas que passaram das faixas de renda mais baixas para a classe C. As construtoras evitam atuar nas faixas de renda mais baixas, pois também são baixas as margens de lucro, mas o risco é elevado.
No passado, a tentativa de construir imóveis para os estratos de baixa renda foi insatisfatória, salvo exceções. O atraso atual indica que as dificuldades não foram removidas.
Repousa desde fevereiro no Supremo Tribunal Federal outra Adi (a 4352), do deputado Miro Teixeira (PDT), que revoga mais 12 dispositivos restritivos em períodos de campanha, que vão desde a propaganda até a supressão de prerrogativas do Ministério Público de promover ações civis sobre matéria eleitoral.
Miro, cuja fundamentação subsidiou a liminar da Abert que derrubou a proibição de humor na campanha, lembra que o Parlamento legislou em desfavor do povo, criando um prazo de validade para a liberdade de expressão, ao suspendê-la parcialmente durante o período eleitoral.
Na síntese do deputado, responsável também pelo fim da Lei de Imprensa, um resquício do período da ditadura militar, a legislação criou um período de exceção para a liberdade de expressão. Ela vale até as eleições, quando fica restrita, e volta a vigorar quando acaba a campanha.
Se o STF tiver a mesma intepretação que deu à legislação que restringia até a possibilidade de se fazer humor na televisão com os candidatos, a ADI 4352 poderá ampliar ainda mais a liberdade, revogando limites inconstitucionais e estendendo aos ambientes artístico, cultural e outros, a plena liberdade de expressão.
Procuradoria move ação contra delegados acusados de tortura durante regime militar
agosto 30th, 2010
DE SÃO PAULO
O Ministério Público Federal ingressou hoje (30) com ação civil pública pedindo o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados da Polícia Civil paulista acusados de participação direta em atos de tortura, abuso sexual, desaparecimentos forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964 1985).
A ação pede a responsabilização pessoal de Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina, os dois primeiros aposentados e o terceiro ainda na ativa, além da condenação a reparação por danos morais coletivos e restituição das indenizações pagas pela União.
Capitão Ubirajara, capitão Lisboa e JC, codinomes utilizados, respectivamente, pelos três policiais enquanto atuaram no DOI-Codi, foram reconhecidos por várias vítimas ou familiares em imagens de reportagens veiculadas em jornais, revistas e na televisão.
Os procuradores da República que propuseram a ação colheram relatos de ex-presos políticos e de seus familiares vítimas dos três policiais, além de reunir depoimentos retirados de documentos como processos de auditorias militares, arquivos do Dops e livros, entre eles “Brasil: Nunca Mais” e “Direito à Memória e à Verdade”.
Assinam a ação o procurador regional da República Marlon Alberto Weichert, os procuradores da República Eugênia Augusta Gonzaga, Luiz Costa, Sergio Gardenghi Suiama, Adriana da Silva Fernandes, e o Procurador Regional dos Diretos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias.
A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa dos acusados para comentar a denúncia.
Tenho procurado e não ancontro nenhuma proposta do Serra, a não ser a criação do Ministério do Acarajé
Defunto caguete – Serra é o “ganso” !!!
agosto 30th, 2010 | Autor: Enio Barroso
Tem duas coisas que o povão não perdoa: “caguetagem” e gente “traíra” ( o que explica o péssimo desempenho eleitoral da candidata Marina do PVsdb ).
Depois de virar um “defunto vivo” desde o início do horário eleitoral gratuito, a alma penada de Serra vagueia a êsmo pelo país não vendo a hora da campanha acabar para finalmente “cantar pra subir”. Mas ainda assim encontra tempo pra enxergar fantasmas – coisa de defuntos !!! – e ir fazer feio no Clube de Oficiais da Aeronáutica para “caguetar” o PT de, segundo ele, aparelhar e ocupar feito um exército quase todos os espaços políticos no Brasil.
No vernáculo popular, o “ganso” é aquele que atua de graça para a polícia, se enfiando nos guetos para depois “darem o serviço”. Fazem isso só para ficarem de bem com “os alemão”. Não tem nada de nobreza ou de vocação nisso aí. Serra agora deu de virar “ganso” de milico !!! Como se até os “milicos” precisassem desses tipos em tempos de democracia e em pleno seculo XXI !!!
O “dedo-de-seta” se esquece que é exatamente OCUPAR OS ESPAÇOS que se faz em política pois caso um não o faça, vem outro e o fará !!! Ocupar espaços é a razão de existir e de se fazer política, quem não pensa assim que vá fazer assistência social numa igreja ou numa organização solidária qualquer – o que é mais que legítimo e por vezes fundamental -. Mas não queira fundar um partido !!!. Partido político foi feito para disputar a vontade da maioria e se convencer , exercer de fato o poder !!! é simples assim.
Gostaria muito que os outros partidos se fortalecessem e disputassem cada vez mais as associações comunitárias, os movimentos sociais e os sindicatos. Não o fazem e depois ainda se queixam !!! Ora, ora, ora…quem não é do ramo então que não se estabeleça !!! Venham pra base e disputem contra o PT !!! Quem for melhor… leva !!! O nome disso é democracia.
Mas não adianta…eles jamais irão entender. Só fazem política para os próprios bolsos, não sabem e jamais saberão o que é política na base, o que é trabalho, o que é suar camisa, gastar sola de sapato e amassar barro, que foi tudo o que fêz o PT durante esses mais de 30 anos até chegar no poder do Brasil e se consolidar como um dos maiores ( se não o maior ) partidos de esquerda do mundo ( tirando os países das tiranias de partido único )
Sr. José Serra…
Quando se dá qualquer “guinada” à direita, o caminho é sem volta !!!
Que vá e que fique por lá, onde a chapa é mais quente e o diabo recebe com gosto os que se arvoram em exercer a arte de “dedurar” !!!
Bomba, bomba ! Para militares, Serra fez o jogo do Golpe do Gilmar
agosto 30th, 2010 | Autor: Daniel Bezerra editor geral
Saiu na Rede Brasil Atual.
Agora se sabe o que o Serra disse aos militares do Clube da Aeronáutica, a portas fechadas.
Clique aqui para ver que o Conversa Afiada já demonstrou preocupação com essa aventura golpista do jenio.
Além de ser um especialista em folclore nordestino – clique aqui para ver a desenvoltura dele num forró – o jenio é uma vivandeira de quartéis.
Leva víveres aos Golpistas.
E se oferece para ser o General Mourão.
A vaca fardada do Golpe de 2010.
Serra denunciou o petismo-comunismo do Lula.
Disse que a Dilma foi guerrilheira.
Clique aqui para ler o que o Mino disse sobre o passado de que a Dilma se deve orgulhar.
E Serra criticou o Programa de Direitos Humanos do Lula.
Ou seja, na prática, para efeitos políticos, defendeu os que passam a mão na cabeça dos torturadores do regime militar.
Triste, melancólico fim.
Como diz o Brizola Neto: quem nasce para José Serra jamais será um Carlos Lacerda.
Mais mentiras de Serra na TV: hospital ‘com rachaduras’ será demolido em dezembro
O programa de TV de José Serra desta terça a tarde foi outro vexame de picaretagens e mentiras.
No caso do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o demo-tucano apresentou um quadro como se fosse de ‘abandono’.
O que a picaretagem de Serra não contou para o telespectador, é que o Hospital é uma enorme construção de 3 prédios, e que parte dele está em pleno funcionamento, fazendo cirurgias, exames e tratamentos complexos, além de pesquisa, e um dos prédios, o que apresenta rachaduras, de construção antiga, está fechado, com estrutura condenada, e será demolido em 19 de dezembro, para construção de um novo prédio.
José Serra (PSDB) quando foi ministro da Saúde, fez muito mal à saúde do Rio, deixando uma herança maldita que vem sendo consertada ao longo do tempo. No governo FHC ele transferiu a rede hospitalar federal para o município, em um convênio mal feito. O resultado foi que César Maia (DEMos/RJ), quando prefeito, deixou estes hospitais municipalizados à mingua, enquanto seu secretário da saúde, que não era médico e sim banqueiro, aplicava as verbas da saúde na ciranda financeira.
Médicos e servidores aposentavam e não eram repostos. Equipamentos quebravam e não tinham manutenção. Alguns hospitais de referência e de excelência em suas especialidades quase fecharam, como foi o caso do Hospital da Lagoa.
A crise na saúde no Rio de Janeiro, levou o Conselho Regional de Medicina a pedir interdição de hospitais e intervenção federal, o que ocorreu durante o governo Lula, retomando os hospitais federais que haviam sido municipalizados, reerguendo-os e restabelecendo o atendimento.
Hoje, a rede SAMU de ambulâncias cada vez mais abrangente, e equipes do programa saúde da família, encaminham cada vez mais gente para serem atendidas na rede de saúde, sobrecarregando os hospitais, que, devido há anos de abandono (incluindo o período de José Serra no ministério da saúde) atendiam desde unhas encravadas até casos graves que colocam a vida em risco.
Para descongestionar os hospitais, a política do Ministério da Saúde no governo Lula é formar uma rede integrada, construindo UPA’s de menor custo para atendimentos mais simples e rápido, e deixando os hospitais já existentes liberados para ampliar o atendimento de casos complexos e graves. Uma política de saúde simples, boa e que resolve.
Hoje, César Maia (DEMos) é candidato ao senado coligado com Serra, e tem como suplente o ex-secretário de saúde e banqueiro Ronaldo Cezar Coelho (PSDB), o dono do jatinho emprestado para José Serra fazer campanha.
Pagaram 1 milhão para o picareta fazer picaretagens…kkkkkkkkkkkkkk
Sites de Serra fora do ar não passou de picaretagem publicitária
Não foram falhas técnicas ou invasão de hackers que tiraram do ar no final de semana os principais sites da campanha do candidato tucano a presidente, José Serra (PSDB).
Foi uma estratégia picareta, de golpe publicitário, do guru da internet contratado pela campanha de Serra, o indiano Ravi Singh (foto).
Ravi apostou que tirando os sites do ar provacaria um fato político e atrairia os internautas. Mas, ao que parece, a estratégia não deu certo. (Do Poder Online)
Até José Serra ironiza FHC
Ao dizer que Dilma se sentou na cadeira antes da hora, Serra demonstrou ter memória curta.
http://2.bp.blogspot.com/_gVjmrNm31tg/TH0t9Y-JpuI/AAAAAAAAJbA/gWh-EPyNyeY/s1600/12366-fhc_cadeira_prefeito_SP.jpg kkkkkkkkkkkkkkkkk
Quem sentou na cadeira antes da hora foi o tucano e amigo de Serra, Fernando Henrique Cardoso, o que levou o vitorioso Jânio Quadros à dedetização da cadeira, no dia da posse.
“Não é Zé”
Falando a economistas, manchete no iG, FHC fez “críticas ao marketing e ao fato de Serra ter aparecido ao lado de Lula”. Disse que “Serra não é Zé” e “deixou a sensação de que não nutre mais esperança na vitória do Zé Serra”. E a pressão em torno de um governo Dilma chegou ao mercado, mundo afora. Em longo despacho da Bloomberg, “Pimco deixa Palocci fazer de Rousseff a favorita do mercado”. Em suma, “o maior fundo do mundo” tornou os títulos brasileiros os “preferidos” por causa de sua “confiança em Palocci”. No dizer do presidente do Pimco, Mohamed El-Erian, que “visitou o Brasil no último mês”, foi “a mão firme de Palocci que nos deu confiança para criar raízes profundas”. Noutro longo despacho da Bloomberg, sobre a queda nos juros de longo prazo, El-Erian diz que o país vive uma “etapa de erupção de desenvolvimento”.
No colombiano “El Tiempo”, em “seu primeiro destino oficial” o presidente “se reunirá com Lula, empresários e com candidatos presidenciais”, pela ordem, “Dilma Rousseff e José Serra”. Na explicação da chanceler María Holguín, também via agências, “pela importância estratégica que tem o Brasil na região, era prioritário que houvesse uma primeira conversa entre os presidentes Lula da Silva e Juan Manuel Santos”. No despacho “Santos visita Brasil em sua primeira viagem”, a espanhola Efe registrou que um dos temas será a “segurança fronteiriça”, com a cobrança colombiana de que seja “responsabilidade de todos”.
No título da reportagem postada pelo “New York Times”, “Brasil dá primeiro susto nos EUA”. Da AP, “EUA sobrevivem ao Brasil”. Da Reuters, “Brasil quase derrubou EUA”. Da Efe, “Brasil meteu medo nos EUA”
No TechCrunch, “Quer entrar no mundo de gastos da web no Brasil? Aprenda português ou desista”. O site destaca que é na América Latina que a web mais cresce no mundo, já chegando, por exemplo, à “metade da população de internet da América do Norte”. E o Brasil está na vanguarda. Mas o país é “patriótico” no acesso de sites, “majoritariamente em português”, e nas compras: só 35% dos internautas latino-americanos são brasileiros, mas eles respondem por 61% das compras -e 95% delas são em sites locais.Nelson de sá
ESSE DEVE TER SIDO CRIADO PELA AVÓ…KKKKK
O “abalo emocional” provocado por blogueiro
O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, para justificar na Justiça a censura imposta ao “Blog do Esmael” alegou que vinha sofrendo “abalo emocional” devido às postagens do blogueiro Esmael Morais.
O advogado do blogueiro, Manoel Barbosa Filho, deverá ingressar na Justiça para exigir que Beto Richa faça perícia psiquiátrica para provar que está sofrendo “abalo emocional” e em que nível o político foi atingido pelas postagens.
A defesa do blogueiro quer saber também se o tucano está fazendo tratamento e, se estiver, quais os medicamentos ele toma para conter a suposta crise emocional.A Justiça paranaense concedeu na última quarta-feira, dia 26, uma liminar no tucano determinando que fossem retirados dez posts do blog.
Mesmo com a ordem judicial cumprida, 24 horas depois, os advogados de Beto Richa teriam induzido o Juiz Anaor Ribeiro de Macedo ao erro informando-o que o blogueiro desrespeitou a liminar.
Nada disso. Acontece que a decisão do juiz foi muito abrangente ao solicitar que o blogueiro se abstivesse de fazer comentários “ofensivos à honra do ex-prefeito de Curitiba”.
Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, nesta segunda-fera, Esmael Morais afirmou que nunca fez críticas pessoais no seu blog contra o tucano. “Não há qualquer conteúdo em minhas postagens de caráter pessoal”, disse.
Sete partidos políticos de Curitiba lançaram hoje uma nota de solidariedade ao blogueiro e condenando a censura de Beto Richa.
“Os partidos entendem que alguém que se sente acuado pelas críticas políticas não tem estrutura emocional suficiente para conduzir o Paraná para o pleno desenvolvimento e para enfrentar os desafios e percalços que certamente surgirão pelo caminho”, diz um trecho da nota.
Lula, no Rio, devolve vaia para César Maia
O presidente Lula discursou na comemoração de 100 anos do porto do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (30), e lembrou do mal que fazia, para a população, a postura desagregadora do antigo prefeito Cesar Maia (DEMos), sem citar o nome:
“O Eduardo Paes [Atual prefeito], em dois anos na Prefeitura, já conseguiu mais do que o ex-prefeito, que nunca queria trabalhar junto com o governo federal, nos seis anos anteriores…
…O Rio de Janeiro, que é o maior cartão postal desse País, durante muito tempo, desde que deixou a capital, vinha perdendo investimento, … só piorava porque governador brigava com presidente, com prefeito…”.
Realmente, Cesar Maia era tão mesquinho, que chegou a distribuir ingressos e convites na abertura dos jogos pan-americanos para filiados ao DEMos fazerem a molecagem de vaiar o presidente Lula, e atrapalhar a própria imagem do Rio de Janeiro e do Brasil. Louco pelo poder, o DEMo acreditava que abalaria a popularidade do presidente. Por isso, quem gosta de Lula e do seu governo, não vota em hipótese alguma em Maia.
Cesar Maia (DEMos), nestas eleições concorre ao senado. O presidente Lula apoia declaradamente para o senado dois candidatos: Lindberg (PT) e Crivella (PRB). Este último concorre à reeleição e ainda aparece na frente na maioria das pesquisas. Lindberg, que deu a largada em sua candidatura como o menos conhecido, está crescendo e deve ultrapassar Cesar Maia nas próximas semanas.
O candidato do DEMos receberá de retorno nas urnas, no dia 3 outubro, uma sonora vaia dos 80% da população que aprova o governo Lula, e que desaprova o tipo de político que Cesar Maia é: adepto da prática de molecagens, em sua ganância pelo poder, em vez de trabalhar para a população.
Conheça mais sobre a canalha petista e o seu mentor Lula (3)
Dilma tenta sequestrar o bairro de Hiliópolis
De todas as mistificações que o PT leva ao ar — que um jornalista da Folha chamou de “reais” —, a mais escandalosa se deu no horário eleitoral de ontem. A candidata do PT esteve no bairro de Heliópolis, em São Paulo, que já foi a maior favela do Brasil, e conversou com dois moradores — ou supostos moradores — sobre o futuro e coisa e tal. E deu a entender que o governo federal continuará a fazer melhorias na área.
Dilma seqüestrou Heliópolis. O governo federal nunca colocou um tostão ali — talvez tenha participado com alguns caraminguás em algum programa, mas todos os investimentos feitos no bairro, de mais de 100 mil pessoas, TODOS, foram feitos pelo Estado e pela Prefeitura. Saneamento, pavimentação, moradia para quem estava em área de risco, o melhor e maior AME (Ambulatório Médico de Especialidades), do Estado , reequipamento e reforma do hospital de Heliópolis, estação de metrô, que passa ao lado do bairro, o Expresso Tiradentes…
No mesmo programa, o PT também afirmou que Lula criou o Bolsa Família. Demonstrei ontem aqui o que o presidente pensava a respeito do programa no começo de 2003. Segundo ele, deixava as pessoas vagabundas; elas paravam, dizia, de “plantar macaxeira” para pegar o dinheirinho do governo.
É isto: estamos diante de um partido e de sua natureza — mentir sem medo de ser feliz. Assim como Lula seqüestrou o Bolsa Família e a estabilidade, Dilma seqüestra Heliópolis. Um dia ainda o PT vai acabar se orgulhando de ter privatizado a Telebrás e de ter promovido uma verdadeira revolução na área de telecomunicações no Brasil…
Por Reinaldo Azevedo
Por Alfredo Junqueira, no Estadão:
Adversários do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), candidato à reeleição no Rio, divulgaram ontem na internet um vídeo editado em que o peemedebista aparece em inauguração de obra confraternizando com líderes da milícia Liga da Justiça – principal grupo paramilitar que atua na zona oeste da capital.
As imagens, gravadas no dia 1.º de agosto de 2007, mostram o governador em palanque montado na comunidade 1º de Abril, em Paciência, discursando junto aos então vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho, do PMDB, e deputado estadual Natalino Guimarães (ex-DEM) durante inauguração de rede de abastecimento de água.
Os dois foram presos, posteriormente, e cumprem pena de 10 anos e meio por formação de quadrilha na Penitenciária Federal de Segurança Máxima Especial de Campo Grande (MS). “Queria dizer da minha satisfação de estar aqui com os meus amigos, vereador Jerominho, o nosso querido deputado Natalino, dois parlamentares que dedicam a sua vida a melhorar a vida das pessoas da zona oeste”, discursa Cabral.
“É o governador que precisávamos ter”, saúda Jerominho. Pouco depois, outras imagens mostram Natalino de mãos dadas com Cabral cantando um hino religioso. “O meu voto, da minha família, de todos aqueles que votaram no Sérgio Cabral, o meu governador do coração”, afirma Natalino, que acabou renunciando ao mandato cinco meses depois de ser preso.
O vídeo também mostra imagens da campanha do peemedebista ao governo do Rio em 2006 ao lado dos dois líderes da milícia. A trilha usada pelos autores ao longo da edição é o atual jingle de campanha do peemedebista, Estamos Juntos.
Quatro meses após a gravação, a Polícia Civil prendeu Jerominho. Natalino foi preso em flagrante em julho de 2008.
Má-fé. Ao longo de seu primeiro mandato, Cabral mobilizou a Delegacia de Repressão a Crimes Organizados da Polícia Civil para tentar desarticular os grupos paramilitares do Rio.
A assessoria de imprensa do governador divulgou uma nota em que repudia a veiculação do vídeo. “As imagens, cheias de cortes, edições, montagens, denotam má-fé daqueles que não são afeitos ao jogo democrático. Reforce-se ainda que foi sob a gestão de Sérgio Cabral que os milicianos Jerominho e Natalino foram presos”, disse a assessoria. “O governador repele, combate e combaterá a milícia, o tráfico, a bandidagem.”
Por Reinaldo Azevedo
Já expliquei aqui algumas vezes como funciona a máquina petista de moer reputações e destruir os inimigos. Devo dizer que eu a vi operando quando trabalhei em Brasília. É assim: um petista ou alguém a serviço do PT arruma um “documento” acusando um adversário e passa o papel para um repórter; apura-se ali uma coisinha ou outra e se vai em busca do “outro lado”. Publicada a reportagem, o Ministério Público abre um inquérito. E o adversário dos petistas que se vire para provar que é inocente. Hoje as coisas estão ainda mais fáceis porque se mobiliza imediatamente a Internet.
A VEJA desta semana traz uma reportagem de Fernando Mello e Rodrigo Rangel sobre a tramóia petista na Receita Federal para tentar atingir a candidatura de José Serra. Ele não era o único tucano que estava na mira. Há tempos, o Palácio do Planalto entrou de cabeça numa tentativa de destruir o senador Marconi Perillo, candidato do PSDB ao governo de Goiás. E se deu mal.
Leia trecho da reportagem. Volto em seguida:
(…)
A armação começou a ser preparada no ano passado, quando o líder do PR na Câmara, deputado Sandra Mabel (GO), aliado do governo, se encontrou no Planalto com Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. para conversar sobre “uma bomba”. O deputado tinha uai conjunto de papéis que, entre outras coisas, mostravam a existência de uma conta secreta no exterior em nome do tucano. A papelada continha extratos bancários de um certo Aztec Group, offshore sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. Perillo seria o administrador da empresa. Um dos documentos – com timbre do banco suíço UBS- indicava que a Aztec seria dona de uma aplicação de 200 milhões de euros, o equivalente a mais de 440 milhões de reais. Como o material era apócrifo, era necessário que o governo lhe conferisse autenticidade. Adversário de Perillo na política goiana. Mabel saiu do Palácio com a promessa de que o caso seria investigado a fundo.
Com uma mãozinha de Carvalho, foram abertas as portas do Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI), seção do Ministério da Justiça encarregada de mapear no exterior o dinheiro que sai ilegalmente do país. Após falar com o chefe de gabinete do presidente. Mabel reuniu-se também com o atual ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a quem o DRCI está subordinado. Como o DRCI não pode agir sem o pedido de outro órgão de investigação, Mabel fez o dossiê chegar às mãos de um promotor de Goiás – que, de pronto, abriu um inquérito para investigar as supostas contas. Os documentos obtidos agora por VEJA atestam que a máquina do estado foi usada para dar ares de legalidade a papéis fajutos.
Em resposta às consultas do Ministério da Justiça, o promotor suíço Daniel Tewlin afirma que uma das principais contas relacionadas no dossiê simplesmente não existe. A mensagem, ele anexou uma comunicação do banco UBS. “O banco ressalta que o documento apresentado como prova de que haveria relações comerciais (entre o UBS e o Aztec Group) é uma falsificação”, escreveu o promotor de Zurique. Há duas semanas, o coordenador-geral do DRCL Leonardo do Couto Ribeiro, encarregou-se de informar o vexatório desfecho da empreitada ao promotor de Goiás que abriu o inquérito. Ele foi arquivado”.
Comento
Perillo é um senador da República. Também é candidato de um partido de oposição ao governo de seu Estado. Além das prerrogativas do cargo, isso não faz dele um homem acima da lei. Mas também não deveria fazer dele um homem a quem não se garante nem a lei. E é o que tem acontecido no Brasil do petismo.
Gilberto Carvalho é outro que deveria estar, a esta altura, na fila do seguro-desemprego. Este santarrão do pau-oco gosta de tirar ares de beato, de homem de convicções cristãs — chegou a ser seminarista. A Igreja não perdeu nada, e a política não ganhou grande coisa. Se alguém chegar no Palácio com um papelucho apócrifo com alguma denúncia contra um petista, Carvalho tentará, por acaso, mobilizar a máquina do Estado para promover uma investigação? Ora, petista pego com mala de dinheiro para pagar dossiê fajuto sai incólume e ainda vira “empresário”…
Já não há mais dúvida: o Estado abriga uma máquina cujo objetivo é destruir os adversários do PT.
Olha, acho que todo mundo viu o tal vídeo filmado pelo garoto Leandro no qual Lula aparece falando que tenis é esporte de burgues. Viu também Lula mais preocupado com a repercussão da piscina do clube fechada do que com o próprio fato. Só posso dizer que este é Lula. Alguns mais assanhados dirão que foi uma resposta engraçada, um chiste. Eu digo que nada mais tolo do que não perceber a verdadeira natureza daquele que lhe governa. Lula é isso: uma máquina de propaganda. Seu governo não tem pudor em desqualificar um governo que derrotou uma inflação de 2000% enquanto se vangloria de ter domado um monstro de 12,5%. Falsifica números, inventa projetos, assaca empresários, favorece amigos. Faz, da continuidade do que recebeu de bom, uma inovação sua, negando para o país a memória, o aprendizado histórico. Faz da política externa seu playground ideológico, destruindo a independência construída com tanta dificuldade pelo Itamaraty. E usa uma tática muito manjada mas eficiente de sabotar o debate, acusando seus adversários de crimes que não cometeram para que tenham que se explicar. Os que criticam a política externa são viúvas dos EUA, os que acusam o governo de fazer o mesmo que o anterior são pintados como viúvas do FMI, os que mostram a incapacidade gerencial evidente da gestão atual são os arautos do atraso. Isso porque os petistas, e aí entram alguns que conheço, não torcem pelo Brasil – torcem pelo PT. E qualquer vitória do PT, mesmo que seja uma derrota para o Brasil, lhes deixa exultantes.
Sou contra a usurpação de nossa história. Sou contra a privatização do estado por um partido político. Sou contra o uso da administração pública para enriquecimento pessoal e como ferramenta ideológica. Sou contra a apropriação dos movimentos populares por petistas para execução de sua agenda política. Por fim, vejo com tristeza o Brasil passar por esses anos de bonança sem uma reforma política mínima, sem uma reforma tributária, sem uma melhora sensível do sistema educacional. Um governo com tal popularidade poderia ter feito muito. Se ocupou somente em construir um mito. E destruir mitos é minha dedicação permanente.
Chorem direitões em extinção…kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Esse abestalhado que escreve por “50.000 motivos”, conforme a PF, tá com a batata assando….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Na Folha
Nem só de política e cargos públicos viveu a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Entre uma função e outra no Rio Grande do Sul, ela investiu no mundo empresarial com uma loja de bugigangas importadas do Panamá. (do Panamá???????)
O negócio, que durou um ano e cinco meses, fechou em julho de 1996 e é omitido de sua biografia oficial.
Com o nome fantasia de Pão & Circo, inspirado na estratégia romana para calar as vozes insatisfeitas, a empresa foi registrada para comercializar confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco, bijuterias, flores naturais e artificiais, vendidos a preços módicos.
(…)
Na biografia oficial de Dilma na web, que exalta a fama de boa gerente da candidata, não há menção ao período em que ela foi sócia-gerente da Pão & Circo. Nem mesmo quando defendeu a criação de um ministério para pequenas e médias empresas, em maio, mencionou o fato.
Jornalista do Estadão é mentiroso
Provavelmente, quem assinou esta matéria fez isso na esperança de ser convidado por Serra quando este se eleger ao cargo de Vereador da cidade de Piracicaba, terra de Abel Pereira, um dos líderes dos sanguessugas.Só isso justifica a forma desonesta usada pelo sabujo para escrever a matéria.A matéria é baseada em ilações, mentiras, invencionices.Às vezes fico a pensar:será que esses jornalistas vendidos e alugados não têm vergonha de seus filhos?Mais:será que esse sujeito acredita que, com notícias como essa, vai enganar as pessoas minimamente inteligentes.Será que esse pau-mandado ainda acredita que Serra pode virar o jogo?Eu, sinceramente, teria muita vergonha na cara se meu pai fosse desonesto, como apresenta ser esse tal de Leandro Colon.
Postado por TERROR DO NORDESTE
Dilma:PSDB tem “trajetória de vazamentos e grampos”
Questionada em entrevista no Jornal da Globo sobre a quebra de sigilo do Imposto de Renda de membros do PSDB, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, acusou na madrugada desta terça-feira (31) os tucanos de terem “expressiva” tradição em vazamentos e grampos durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ela repetiu também que não está negociando cargos para o caso de ser eleita.
“Considero que é absolutamente injustificado que uma pessoa acuse outra sem apresentar prova”, disse Dilma, ao ser questionada sobre dados extraídos ilegalmente da Receita Federal que caíram nas mãos de um grupo de comunicação que negociou com sua pré-campanha. “Se essa situação for colocada dessa forma, o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva.”
“Vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil às vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES”, disse a candidata, em referência ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que teria sido sido pivô de uma série de grampos promovidos por membros do próprio governo de FHC, durante o processo de privatização da Telebrás. A entrevista durou 20 minutos.
“Também há os grampos feitos junto ao próprio gabinete do secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios para tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa, porque não acho correto. Mas também não concordo que me acusem ou acusem minha campanha”, afirmou a presidenciável.
A líder nas pesquisas de intenção de voto, com ampla vantagem sobre o rival José Serra (PSDB), rejeitou a hipótese de estar negociando cargos em um eventual governo. “Eu não tenho discutido o futuro governo, por uma questão de respeito com a população. Para começar a discutir o governo, eu teria de estar eleita”, afirmou.
Na área externa, a petista disse que a posição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “sempre foi” de considerar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como entidade ligada à criminalidade e ao narcotráfico. Tucanos e aliados seus no Democratas atacaram as relações do PT com a guerrilha esquerdista. “Brasil a gente tem de perder essa visão um tanto quanto conspiradora. Se não se conversar, você não consegue, inclusive, a paz”, afirmou Dilma.
Serra é o entrevistado da edição desta terça-feira do Jornal da Globo, e a candidata Marina Silva (PV) falará na quarta-feira. Uol.
Presidentes sempre custam caro aos bolsos dos contribuintes. A administração Luiz Inácio Lula da Silva não foge à regra. Com uma diferença: seus custos são crescentes.
Em 2003, as despesas do gabinete presidencial somaram R$ 18,5 milhões na média mensal. Foram R$ 223,1 milhões no ano — de acordo com os registros do Tesouro Nacional, levantados pela organização não-governamental Contas Abertas. Nos últimos três anos, o gasto subiu para a média mensal de R$ 29 milhões, ou R$ 350 milhões por ano. Em declínio está somente o nível de transparência das declarações de gastos no sistema de gestão financeira governamental. Nas contas da Presidência, por exemplo, passou a ser computada a despesa com propaganda governamental, sem distinções.
O presidente Lula tem salário de cerca de R$ 11.239, com todas as despesas pagas, que incluem a manutenção de um gabinete pessoal à margem da estrutura da Presidência da República.
Ai ai, mudando o assunto, eu soube que Edson e Fred finalmente se descobriram.
Vão casar informalmente ou vão para a Argentina oficializar laços matrimoniais?
quá quá quá
árre éeeegua
Se ficar, o povo pega; se correr, o povo come
O Estadão publica hoje uma matéria sobre a “mudança de estratégia” da campanha de Serra.
Vem aí a tal “solução final”, a “arma secreta” serrista?
Pouco provável, porque Dilma vai passando olimpicamente sobre os factóides que a mídia está criando e, a esta altura, a credibilidade dos jornais em matéria de sucessão presidencial está abaixo do zero.
Mas a boa reportagem de Julia Duailibi mostra a fragilidade e o desespero que chegou ao tucanato. Segundo ela, o marqueteiro indiano Ravi Singh, teria orientado a campanha a usar e-mails – espero que não spam – para se comunicar “mais diretamente com o eleitor”.
O que era público agora, só por cadastro.
“Na página da rede, saiu o conteúdo diário, com fotos, reportagens sobre o dia do candidato e informações sobre a posição dele a respeito de determinados temas. Por enquanto, o conteúdo será enviado para os eleitores apenas por e-mail e pós-cadastro.”, publica o jornal.
Ficamos sabendo que o tal “ataque” sofrido pelas páginas de Serra na internet era uma “parada técnica” para acertar o novo esquema restrito de acesso á informação.
Eu boto as barbas de molho. Para mim, o que vai haver é uma “trollagem” sem limites na rede. Ontem falei dos e-mails invadidos. Notei também a tentativa de entrada nos facebooks de pessoas favoráveis a Dilma de “amigos” sem “amigos”, recém criados.
O Alckmin já levou um puxão de orelhas e, ontem, botou o nome do Serra escrito em cinco rápidas legendas e citado duas vezes pelo locutor. Um luxo, para quem tinha citado Serra por dois segundos em todos os programas anteriores.
Mas se o problema de Serra é guru, melhor é o Fernando Henrique, que ontem deu por falecido Serra e acenou para Aécio.
A estratégia de Serra só pode ser a que, lucidamente, apontou Janio de Freitas, na Folha de S. Paulo.
“O problema imediato de Serra deixou de ter alvo federal e âmbito nacional para restringir-se aos limites estaduais de São Paulo. Onde não estão localizadas as pretensões de sua vida pública e nem sequer o candidato do PSDB precisa do seu apoio para liderar, até agora, a corrida ao governo paulista.
A arena para uma batalha primordial de Serra está em São Paulo, se considerada a hipótese mais plausível de que a derrota para a Presidência, caso ocorra, não anule suas já longas ambições na vida pública.”
São Paulo, como dissemos aqui no sábado, é a batalha de Berlim.
E nela, é bom, lembrar, os nazistas perderam.
Assim não pode, assim não dá…
Serra não quis FHC; agora é FHC quem não quer Serra. Nada, é só conversa
Alertado pelo Blog do Nasssif, fui ver as notas da coluna de Guilherme Barros, no IG, sobre uma palestra (fechada) que Fernando Henrique Cardoso deu a economistas hoje, em São Paulo – não foi ninguém mais da imprensa lá? Era caro o ingresso? – vi que o ex-presidente já mandou o Serra para as cucuias.
O futuro do PSDB, disse ele, é Aécio Neves.
Para Serra, só queixas: o marketing não foi o adequado, que ele não deveria ter se exibido ao lado de Lula e, claro, deveria ter assumido o ex-”painho”, e fulmina:
- Serra não é “Zé”, Serra é Serra.
FHC aposta no peso do tucanato no Senado e se mostra “mansinho” em relação ao futuro Governo de Dilma. Diz que ele resistirá aos setores “estatizantes” , que existiriam também no PSDB.
Quer saber? É conversa fiada. Estão tentando “arrecuar os arfes, para evitar a catastre”, como na frase célebre do técnico Neném Prancha. Bobo vai ser o PT se acreditar nesta história.
Existe uma só palavra de ordem daqui a até 3 de outubro: dar a mais completa e sólida vitória a Dilma, na eleição presidencial, no Senado e na Câmara dos Deputados. Depois, dependendo de “quantas divisões” cada um tenha é que a gente passa a cuidar do que é enfrentamento, do que é negociação
Hummm
Mostrou as unhas. Então é o João richard Grandão que anda querendo se passar por “verdadeiro”, falso que é?….kkkkkkkkkkkkkkkkk
O pulha filho da put petralha está clonando meu nome.
Típico de gente com merda na cabeça!
OK….
De todas as mistificações que o PT leva ao ar — que um jornalista da Folha chamou de “reais” —, a mais escandalosa se deu no horário eleitoral de ontem. A candidata do PT esteve no bairro de Heliópolis, em São Paulo, que já foi a maior favela do Brasil, e conversou com dois moradores — ou supostos moradores — sobre o futuro e coisa e tal. E deu a entender que o governo federal continuará a fazer melhorias na área.
Dilma seqüestrou Heliópolis. O governo federal nunca colocou um tostão ali — talvez tenha participado com alguns caraminguás em algum programa, mas todos os investimentos feitos no bairro, de mais de 100 mil pessoas, TODOS, foram feitos pelo Estado e pela Prefeitura. Saneamento, pavimentação, moradia para quem estava em área de risco, o melhor e maior AME (Ambulatório Médico de Especialidades), do Estado , reequipamento e reforma do hospital de Heliópolis, estação de metrô, que passa ao lado do bairro, o Expresso Tiradentes…
No mesmo programa, o PT também afirmou que Lula criou o Bolsa Família. Demonstrei ontem aqui o que o presidente pensava a respeito do programa no começo de 2003. Segundo ele, deixava as pessoas vagabundas; elas paravam, dizia, de “plantar macaxeira” para pegar o dinheirinho do governo.
É isto: estamos diante de um partido e de sua natureza — mentir sem medo de ser feliz. Assim como Lula seqüestrou o Bolsa Família e a estabilidade, Dilma seqüestra Heliópolis. Um dia ainda o PT vai acabar se orgulhando de ter privatizado a Telebrás e de ter promovido uma verdadeira revolução na área de telecomunicações no Brasil…
Por Reinaldo Azevedo
MENTIRA
“O fato concreto é que todos sabem quem fez o programa [Luz para Todos]. O povo é quem vai julgar.” (Secretário de comunicação do PT, deputado federal André Vargas, 14/05/10.)
A VERDADE
André Vargas repete a mentira de Dilma Rousseff. O Luz para Todos foi uma iniciativa do líder do PSDB, deputado federal João Almeida, aprovada por unanimidade pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em 2003. A partir da experiência do Luz no Campo, criado em 1999 pelo governo Fernando Henrique Cardoso, Almeida propôs o Luz para todos ao Governo Lula, que havia enviado ao Congresso Nacional medida provisória que tratava apenas da criação de um Programa Emergencial e Excepcional de Apoio às Concessionárias de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica. Como relator da matéria, Almeida sugeriu promover a universalização do fornecimento de energia elétrica a todos os brasileiros, tomando o cuidado de garantir um sistema de atendimento às comunidades baseado no custo por família, atendendo primeiro aos que podem ser atendidos com custo mais baixo. A lei criou um fundo para que o programa não dependesse do orçamento da União. Assim, explica Almeida, desmentindo também quem usa o programa eleitoralmente: “Ninguém leva o ‘Luz Para Todos’ para qualquer lugar!! Quem diz onde o programa vai acontecer é o computador, que lista as comunidades a serem atendidas em cada momento, considerando o menor custo por unidade beneficiada.”
MENTIRA
“Chegou a hora de ir às ruas. Queremos uma campanha de alto nível, em que predomine o debate de ideias p/ que o eleitor escolha democraticamente”. (Candidata do PT Dilma Rousseff, no Twitter, 06/07/10.)
A VERDADE
A candidata do PT Dilma Rousseff não quer debater democraticamente. Cancelou entrevistas agendadas, recusou outros convites e tem sistematicamente evitado debates com adversários. Há menos de uma semana, Dilma simplesmente não compareceu à Confederação Nacional da Agricultura para debater com José Serra.
MENTIRA
“Associo a liberdade de imprensa como a coisa mais importante que conquistamos nesse período de democracia.” (Ex-ministra Dilma Rousseff, no Programa do Ratinho, 17/05/10.)
A VERDADE
A candidata do PT Dilma Rousseff quer reestabelecer a censura no Brasil. No plano de governo apresentado “por engano” ao TSE, ela assume as propostas do PT radical de restringir a liberdade de imprensa.
# Lula anunciou a recuperação das rodovias federais, mas fez apenas uma operação tapa-buraco.
# Lula disse que nunca se combateu tanto a corrupção e o crime organizado, mas sua campanha teve caixa 2 de R$ 55 milhões.
# Lula previu que não haveria reajuste das tarifas de eletricidade em 2006, mas os aumentos para residências chegaram a 11,86%, e para a indústria, a 32,14%.
# Lula atacou a política de combate à dengue de FHC, mas foi contra concurso para contratar “mata-mosquitos”.
# Lula prometeu instalar 30 usinas de biodiesel, mas até agora apenas três estão em funcionamento.
# Lula anunciou em 2006 recursos novos de R$ 18,7 bilhões para casa própria, mas R$ 18,15 bilhões já estavam previstos anteriormente nos orçamentos da União e do FGTS.
# Lula foi duro crítico de denúncias de corrupção, mas sobre os escândalos capitaneados por petistas disse que “errar é humano”.
# Lula criticava a remessa de lucros ao exterior, mas entre 2003 e 2006 de cada US$ 10 que entraram no país, US$ 6 foram remetidos às matrizes. No governo FHC, eram US$ 2 para cada US$ 10.
# Lula inaugurou em 2006 o Aeroporto Internacional de Recife, mas a obra já tinha sido inaugurada dois anos antes.
# Lula disse que repassou a Alagoas mais recursos que FHC, mas tinha repassado 72% do que FHC.
# Lula disse que o assassinato do prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel foi político e não era investigado porque envolvia gente graúda, mas não investigou e ainda afirmou que o crime era comum.
# Lula disse que Sarney era um dos maiores latifundiários do Maranhão, mas fez dele um dos seus principais conselheiros.
# Lula disse que Sarney perdeu totalmente a representatividade interna e externa, mas apoiou a eleição e permanência dele na presidência do Senado.
# Lula disse que Sarney governava como um moleque, mas, nos escândalos do Senado, disse que era preciso respeitar a biografia dele.
# Lula disse que não fazia falsas promessas, mas anunciou o plano de desenvolvimento sustentável da BR-163 pela terceira vez.
# Lula criou em 2006 a Universidade Federal do Grande ABC (UFABC), mas até hoje as obras estão prontas.
# Lula prometeu levar água para os moradores da zona rural de Caetés (PE), mas não levou.
# Lula defendia a ética, mas admitiu que o PT fez caixa 2.
# Lula defendia a ética, mas tentou abafar o “mensalão”.
# Lula disse que José Dirceu pediu afastamento do comando da Casa Civil, mas afirmou que o demitiu por causa do mensalão.
# Lula disse ter criado a Controladoria Geral da União, mas ela foi criada por FHC.
# Lula afirmou que era plenamente responsável pelo o que acontecia na Presidência, mas negou responsabilidade no “mensalão.”
# Lula prometeu reduzir o déficit da Previdência, mas o rombo das contas do INSS subiu de R$ 17 bilhões para R$ 37,5 bilhões entre 2003 e 2006.
# Lula prometeu o “espetáculo de crescimento”, mas o Brasil foi o país emergente que menos cresceu.
# Lula disse que existiam 300 picaretas no Congresso, mas apoia os senadores Renan Calheiros, José Sarney e Fernando Collor.
# Lula disse que a imprensa tinha um papel muito importante na conquista da democracia, mas agiu para expulsar do Brasil o jornalista Larry Rohter, correspondente do The New York Times no país.
# Lula criticou as privatizações, mas implantou o regime de concessão de no setor energético.
# Lula criticou as privatizações, mas privatizou 2.600 quilômetros de rodovias federais.
# Lula criticou as privatizações, mas concedeu à iniciativa privada a exploração de florestas no Pará.
Se o pulha nada fez, imaginem a put da mamãe-ursa!
chorem tucanistãos, não adianta requentar comida azeda….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Tucano é preso por vender dados sigilosos
A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira um homem suspeito de vender informações sigilosas sobre cidadãos, na região central de São Paulo.
Dentre os dados que poderiam ser encontrados estão RG, CPF, endereço, telefone e informações sobre imposto de renda. O delegado Antônio Lambert, da Delegacia Antipirataria do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), afirmou que encontrou dados sobre ele mesmo nos CD’s vendidos pelo preso. A polícia ainda não sabe como o suspeito teve acesso a estes dados.
A prisão aconteceu no bairro Santa Ifigênia, região central de São Paulo. Alessandro Neves Moraes, de 31 anos, foi preso enquanto realizava uma entrega. Segundo Lambert, as entregas eram feitas na própria rua, após encomenda.
Para a polícia, o preso é “especialista na produção ilegal de mídias contendo as informações sigilosas”. Os dados, segundo a corporação, interessam a criminosos como os estelionatários e poderiam ser usados para fazer ameaças.
A polícia investigava a produção e venda de informações sigilosas há cerca de 2 meses e chegou a obter os dados, mas não conseguiu abri-los no computador inicialmente. Segundo a corporação, o suspeito entregava os dados reais apenas para pessoas que tivessem indicação de outros compradores.
O preso responderá por crime contra a inviolabilidade dos segredos. Para este crime cabe fiança, apesar do suspeito ter sido preso em flagrante. Folha.com
Postado por TERROR
É um acinte. Lula se vangloria de ter a coragem de pôr em marcha uma ideia que remonta ao imperador Pedro II, em 1847. Mas este ano o governo desembolsou efetivamente menos de 4% do R$ 1,68 bilhão previsto. Em 2008, foram 7%. O custo total da obra é de R$ 4,5 bilhões. Nenhuma surpresa para quem conhece o estilo lulista de governar e o abismo entre o que o seu governo faz e o que ele diz que faz.
Arrimo da candidatura Dilma Rousseff, o presidente Lula retomou as excursões eleitorais com a ministra, interrompidas pelo tratamento a que ela se submetia. O objetivo imediato é reverter a sua estagnação nas recentes pesquisas de intenção de voto. A pré-candidata precisa aparecer nos telejornais não só ao lado de seu mentor, mas em situações que tenham “cheiro de povo”, impregnadas do calor humano ausente dos eventos palacianos em Brasília. Isso parece explicar também as cenas de religiosidade explícita que ela vem protagonizando, em cultos evangélicos em São Paulo, na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, ou, ainda, na festa do Círio de Nazaré, em Belém.
Para o reinício da campanha, Lula inventou um giro de três dias para “vistoriar” as obras de transposição do Rio São Francisco ? por sinal, o mais controvertido empreendimento do País ?, o que lhe permitiu percorrer o território eleitoralmente seguro dos sertões de Minas, Bahia e Pernambuco, com pernoites em acampamentos, como dizem seus assessores, à maneira de Juscelino Kubitschek ao tempo da construção de Brasília. Entre uma “inspeção” e outra, uma confraternização e outra, um discurso e outro, tudo o que se prestar à humanização da figura da ministra deve ser aproveitado. Pouco importa o caráter postiço, quando não o ridículo, da oportunidade fabricada, como a fingida pescaria da dupla às margens do São Francisco, na região de Pirapora (cidade mineira excluída do tour por ter um prefeito do DEM).
Por atos e palavras, um carnaval de embromação. Em Buritizeiro, do outro lado do rio, Lula subiu a um palanque para dizer que “no nosso projeto original de fazer essa viagem não estava previsto a gente fazer comício”, mas “fazer uma sinalização para o Brasil e para o mundo” (sic). Ao seu lado, além de Dilma, três ministros e o deputado Ciro Gomes, do PSB, ex-titular da Integração Nacional e candidato presidencial declarado. Lula, que não perde ocasião de afagá-lo ? agora diz “adorar”, tanto quanto adora Dilma ?, quer vê-lo disputando o governo de São Paulo, para atacar, pela retaguarda, o tucano José Serra, como, de resto, já começou a fazer com a costumeira incontinência.
“Esse trabalho vai ficar para a história do povo brasileiro”, entoou o presidente, depois de criticar os “governantes de duas caras” e os políticos que governam “para os coronéis que há 500 anos mandam neste país”. É um acinte. Lula se vangloria de ter a coragem de pôr em marcha uma ideia que remonta ao imperador Pedro II, em 1847. Mas este ano o governo desembolsou efetivamente menos de 4% do R$ 1,68 bilhão previsto. Em 2008, foram 7%. O custo total da obra é de R$ 4,5 bilhões. Nenhuma surpresa para quem conhece o estilo lulista de governar e o abismo entre o que o seu governo faz e o que ele diz que faz. Não é o caso, evidentemente, do 1,5 mil moradores de Barra, na Bahia, arregimentados para ouvi-lo e conhecer a sua candidata. Uma delas, mãe de 7 filhos e cliente do Bolsa-Família, exultava. “Posso morrer agora que vi o presidente Lula”, proclamou. Ela não era a única a dizer que votará “em quem o presidente pedir”.
São reações compreensíveis. O que não se entende, como apontou a colunista Dora Kramer, no artigo Uma nação de cócoras, publicado ontem, é a passividade da oposição diante do absoluto descaramento com que Lula transgride a legislação eleitoral, confeccionando, com recursos públicos, pretextos que não resistem a um sopro para fazer a campanha da ministra. O governador Aécio Neves, que disputa com Serra a indicação do PSDB, deu um exemplo dessa leniência, no primeiro dia da viagem do presidente. Antes de se encontrar com ele no aeroporto de Buritizeiro e posar para uma foto com Dilma e Ciro Gomes, considerou “natural” o comportamento de Lula para “viabilizar uma candidatura” no seu campo. “Acho que o presidente tem todo o direito de viajar pelo País”, opinou, numa entrevista. “Acho que essas viagens são legítimas, da mesma forma que nós, do campo da oposição, de forma extremamente respeitosa (sic), temos que ter a nossa estratégia.”
O temor aos 80% de popularidade de Lula ? que é o que provavelmente explica a complacência oposicionista ? acaba funcionando como um incentivo para ele intensificar as suas operações de propaganda eleitoral sob a aparência de atos administrativos que evidenciariam a suposta operosidade do seu governo.
Dilma perdeu uma ótima oportunidade
Dilma perdeu, no dia de ontem, uma ótima oportunidade de chamar William Waca às falas.
Se eu fosse Dilma, certamente, teria mandado o sabujo da TV Globo sifu.
O cara é tão ridículo que parecia que não tinha dito nada em relação à Dilma.Íncrível a cara de pau do canalha.
Tem mais: A Globo não adianta enganar.Wacca mandou sim, claramaente, Dilma calar a boca.
Essa história de dizer que William Waca se referiu, ao dizer a frase infame, covarde, a funcionários da Globo não cola.Isso é história para boi dormir.
Ah! como Hugo Chávez faz falta a este país.Se Chávez fosse presidente do Brasil queria ver esses sabujos safados vomitar merda diariamente nas telas, nas revistas e nos jornais do Brasil.
Postado por TERROR DO NORDESTE às 10:28 0 comentários
Justiça impede a Gráfica Plural, do Grupo Folha, envolvida em vazamento de provas do ENEM, de participar de licitação
Gráfica Plural é novamente excluída de licitação do Enem
Agência Brasil.
O TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região excluiu novamente a Gráfica Plural do processo licitatório de impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010. A empresa tinha sido desclassificada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) por não cumprir os requisitos de segurança exigidos no edital, mas recorreu da decisão e ganhou na Justiça o direito de permanecer na disputa.
A AGU(Advocacia-Geral da União), conseguiu reverter a decisão, excluindo novamente a Plural da licitação. A empresa, que tinha apresentado o menor preço no pregão eletrônico, foi a responsável pela impressão do Enem em 2009. E foi na gráfica da empresa que ocorreu o roubo das provas às vésperas do exame do ano passado, que acabou cancelado.
O lance apresentado pela Plural no pregão eletrônico foi de R$ 65 milhões. A segunda colocada, VMI Artes Gráficas, deu lance de R$ 70 milhões, mas também foi considerada inabilitada. A RR Donnelley Moore ofereceu R$ 71 milhões e é a primeira da lista considerada apta. A última também foi a gráfica que assumiu a impressão do Enem em 2009, depois do vazamento das provas.
O argumento dos procuradores foi o de que a gráfica não apresentou a documentação necessária para comprovar a experiência anterior em exames como o Enem. Desta forma não poderia assegurar que um novo vazamento de dados não seria possível. Para o tribunal, os documentos entregues pela Plural não cumprem as regras do edital.
O edital de licitação para contratação do serviço de impressão do Enem 2010 traz mais de 50 pré-requisitos relacionados à segurança. Entre eles, manter um vigilante a cada 100 metros, câmeras com monitoramento em tempo real de cada funcionário e sensor infravermelho para detectar a presença de pessoas no parque gráfico. O acesso do pessoal autorizado será feito por um leitor biométrico e os funcionários terão que usar uniforme especial sem bolsos ou compartimentos que permitam ocultar objetos.
Montenegro jogou a toalha
Presidente do Ibope: ‘O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff’
Há exatamente um ano, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o sucessor, apesar da alta popularidade. Na ocasião, o responsável por um dos mais tradicionais institutos de pesquisas do País assegurava que o presidente não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para um “poste”, como tratava a ex-ministra Dilma Rousseff.
Agora, a um mês das eleições e respaldado por números apresentados em pesquisas diárias, Montenegro faz um mea-culpa. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”, afirmou, em entrevista aos repórteres Octávio Costa e Sérgio Pardellas, da IstoÉ. “O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff.”
Segundo Montenegro, a ex-ministra da Casa Civil vem se conduzindo de forma convincente e confirma, na prática, o que o presidente disse sobre ela na entrevista concedida à IstoÉ na primeira semana de agosto: “Lula acertou. Dilma é um animal político. Está mostrando muito mais capacidade do que os adversários.”
O tucano José Serra, na opinião do presidente do Ibope, faz uma campanha sem novidade, velha e antiga. “O PSDB está perdido”, assegura. Neste fim de semana, o Ibope vai divulgar uma nova pesquisa, que confirmará a categórica vantagem da petista. “Fazemos pesquisas diárias. E Dilma não para de crescer. Abriu 20 pontos em Minas, onde Serra já esteve na frente. Empatou em São Paulo, mas ali também vai passar. Essa eleição acabou”, conclui Montenegro.
Confira trechos de sua entrevista.
IstoÉ: O sr. disse que o presidente Lula não conseguiria transferir seu prestígio para a ex-ministra Dilma Rousseff, mas as pesquisas mostram o contrário. O sr. ainda sustenta que o presidente não fará o sucessor?
Carlos Augusto Montenegro: Eu nunca vi, em quase 40 anos de Ibope, uma mudança na curva, como aconteceu nesta eleição, reverter de novo. Por mais que ainda faltem 30 e poucos dias para a eleição, o Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Ela tem 80% de chances de resolver a eleição no primeiro turno. Mas, se não for eleita agora, será no segundo turno.
IstoÉ: A que o sr. atribui essa virada?
Montenegro: Houve uma série de fatores. Primeiro a transferência do Lula, que realmente vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. O segundo ponto é o preparo da candidata Dilma. Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza. A terceira razão é seu bom desempenho na televisão, inclusive nos debates e entrevistas. Lula acertou ao dizer, em entrevista à IstoÉ, que ela era um animal político. Está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.
IstoÉ: Mas há um ano o sr. declarou que Lula dificilmente faria o sucessor.
Montenegro: Errei. Eu dizia de uma forma clara que, apesar de o Lula estar bem, ele não elegeria um poste. Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas. Foi um pensamento meu. Acho que eu tinha o direito de pensar daquela forma, mas não tinha o direito de tornar público. Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana.
IstoÉ: O que mais o surpreendeu desde o momento do lançamento das candidaturas?
Montenegro: A oposição errou e essa é a quarta razão para o sucesso de Dilma. A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições.
IstoÉ: O bom momento da economia, a geração de empregos e o consumo em alta não fazem do governo Lula um cabo eleitoral imbatível?
Montenegro: Essa, para mim, é a razão principal. O Brasil nunca viveu um momento tão bom. E as pessoas estão com medo de perder esse momento. O Plano Real acabou derrotando o Lula duas vezes. Mas o Lula, com o governo dele, sem querer ou por querer, acabou criando um plano que eu chamo de imperial. É o império do bem, em que cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau.
Quem não comia passou a comer uma refeição por dia, quem comia uma refeição passou a fazer duas, quem nunca teve crédito passou a ter crédito, quem andava a pé passou a andar de bicicleta ou moto, quem tinha carro comprou um mais novo e quem nunca viajou de avião passou a viajar. Os industriais também estão felizes, vendendo o que nunca venderam. Os banqueiros idem.
IstoÉ: Mas esse fator não pesou logo de início, quando os candidatos lançaram os seus nomes e Serra permaneceu vários meses na frente.
Montenegro: No início, houve transferência do Lula. Mas, de uns três meses para cá, o Lula está associando o êxito dele ao êxito do governo como um todo. E está mostrando que Dilma é a gestora desse governo. O braço direito dele. E as pessoas estão confiantes nisso e não estão querendo perder o que ganharam.
IstoÉ: É possível dizer então que o programa de TV do PT é mais eficiente do que o da oposição?
Montenegro: A TV ajudou na consolidação. Mas a virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da TV. Pelo menos antes do horário eleitoral gratuito.
IstoÉ: Isso derruba o mito de que o programa eleitoral é capaz de virar a eleição?
Montenegro: Quando a eleição é disputada por candidatos pouco conhecidos, ele pode ser decisivo, sim. Por exemplo, a televisão está ajudando a eleição de Minas Gerais a se tornar mais dura. O Aécio está entrando agora, o Anastasia é o governador e eles estão mostrando as realizações do governo. Por isso, o Anastasia está crescendo. O Hélio Costa largou na frente porque já era uma pessoa muito mais conhecida do que o Anastasia. Mas, quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da TV é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada.
IstoÉ: E os debates? Eles podem mudar a eleição?
Montenegro: Só se houvesse um desastre. Cada eleitor acha que o seu candidato teve desempenho melhor. Vai ouvir o que está querendo ouvir. Já conhece as propostas anunciadas durante a propaganda eleitoral. Falando especificamente dessa eleição presidencial, repito que a população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente.
IstoÉ: A candidatura de Marina Silva não tem força para levar a eleição até o segundo turno?
Montenegro: Cada vez mais a vitória de Dilma no primeiro turno fica cristalizada. Temos pesquisas diárias que mostram que essa eleição presidencial acabou.
IstoÉ: O fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição não deveria pesar a favor de José Serra?
Montenegro: No Chile, Michele Bachelet tinha 80% de aprovação, mas não conseguiu fazer o sucessor. Por quê? Porque ele tinha passado. Já tinha concorrido. Quando você concorre, você pega experiência por um lado, mas a pessoa deixa de ser virgem, politicamente falando. Sempre há brigas que você tem que comprar e vem a rejeição. No caso da Dilma, o fato de ela nunca ter concorrido, ter sido sempre uma gestora, uma técnica, precisando só exercitar o seu lado político, ajudou muito.
IstoÉ: Em que medida o fato de Dilma ser mulher a ajudou nessas eleições?
Montenegro: Acho que não ajudou muito. Mas é algo diferente. O Brasil já tem implementado coisas novas na política, como foi a eleição de um sindicalista. É um fato interessante, mas a competência do Lula e da Dilma ajudaram muito mais.
IstoÉ: O atabalhoado processo de escolha do vice na chapa do PSDB prejudicou a candidatura de José Serra?
Montenegro: Não. Nunca vi vice ganhar eleição. Nem perder.
IstoÉ: O sr. acredita que Lula possa puxar votos para candidatos do PT nos estados, como em São Paulo, por exemplo?
Montenegro: Acho muito difícil. O Lula tinha toda essa popularidade em 2008, apoiou a Marta e ela perdeu do Gilberto Kassab, que estava fazendo uma boa administração.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Brasileiro acima de tudo – O verdadeiro says:
August 31, 2010 at 5:38 pm
Ai ai, mudando o assunto, eu soube que Edson e Fred finalmente se descobriram.
Vão casar informalmente ou vão para a Argentina oficializar laços matrimoniais?
quá quá quá
árre éeeegua
Ufa! Alguém afinal mandou a excremento-poste-morimbuda calar a boca.
VIVA WACK! VIVA WACK!
Dilma: FHC acabou com os Cavaleiros do Zodíaco
Sensacional: descobrimos que FHC acabou com os Cavaleiros do Zodíaco
E não é que a bugiganga publicada pela Folha, querendo desmoralizar Dilma Rousseff por ela ter sido sócia, nos anos 90 e fora do Governo, de uma lojinha que comprava e revendia pequenos atigos importados, como brinquedos da série “Cavaleiros do Zodíaco,” acabou servindo para uma coisa boa?
É que hoje, ao falar de sua experiência como microempresária, após uma visita à Confederação Nacional da Indústria, Dilma acabou fazendo o feitiço da Folha se voltar contra os feiticeiros.
Não é preciso mais que transcrever o relato dos repórteres da Folha Online para mostrar como:
Entre 1995 e 1996, Dilma foi sócia gerente da Pão & Circo, empresa que importava bugigangas do Panamá para revender a lojistas de Porto Alegre (RS). Artigos de bazar e brinquedos, em especial os dos Cavaleiros do Zodíaco –animação japonesa sobre jovens guerreiros– eram o forte do negócio.”Quando o dólar está 1 por 1 e passa para 2 ou 3 por 1, ele [o microempresário] quebra. É isso que acontece com o microempresário, ele fecha. A minha experiência é essa e de muitos microempresários desse pais”, disse a candidata.
Pronto, graças à bugiganga da Folha, descobrimos quem acabou com os Cavaleiros do Zodíaco, quer dizer, com os pequenos empresários que abriram suas lojinhas de bugigangas acreditando que o real era mais forte que o dólar. Ficou aquela fantasia cambial até depois de ele garantir a reeleição.
Poxa, pararam de importar os brinquedos, quebraram milhares de lojinhas de R$ 0,99, a Manchete, que exibia a série, faliu e os Cavaleiros do Zodíaco, que faziam parte da geração que foi adolescente nos anos 90 ficaram só na memória. Tudo graças ao Mestra Saga, Fernando Henrique Cardoso.
Algum filho da puta petralha está clonando meu nome, normal, vindo de bandidos e excrementos.
É sempre assim, se escondem quando são inqueridos à verdade!
O pulha cachaceiro e sua ursa-cancerígena:
Por Guilherme Fiuza
Epoca
Em comício em Porto Alegre ao lado de Dilma Rousseff, Lula acusou as elites de direita de tentarem derrubar seu governo a cada 24 horas.
É um ingrato.
Se não fossem as “elites de direita” – esse avatar altamente lucrativo –, Lula não existiria mais.
Lula é uma espécie de Bush dos pobres.
Assim como o imperialista americano precisava desesperadamente de Saddam Hussein para justificar sua existência, o ex-operário brasileiro precisa do mito da elite opressora para manter vivo seu personagem.
Como se sabe, a elite mais voraz existente no Brasil hoje é a República Sindical fundada pelo próprio Lula.
Só covardes fazem isso, nos bastidores…de frente não tem coragem, não te mcaráter para tal. São os filhotes dos torturadores dos porões da ditadura….kkkkkkkkkkkkkkkkk
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Brasileiro acima de tudo – O verdadeiro says:
August 31, 2010 at 5:38 pm
Ai ai, mudando o assunto, eu soube que Edson e Fred finalmente se descobriram.
Vão casar informalmente ou vão para a Argentina oficializar laços matrimoniais?
quá quá quá
árre éeeegua
Com exceção à ilhota de Cuba, sempre ela, a democracia constitucional é o regime declarado do Rio Grande à Patagônia. Ou melhor, 33 das 34 nações das Américas Central, do Sul e do Caribe subscrevem, por princípio e lei, eleições abertas, justiça e parlamentos independentes, e liberdades individuais e de imprensa. Já, na prática, a intimidação e a mordaça correm soltas e a vítima é, quase sempre, a mesma sociedade pela qual o poder oficial julga zelar.
Abusos existem, até nas democracias mais vibrantes, mas os últimos tempos têm sido exemplares. Tribunais tutelam a intimidade familiar, como na lei da palmada brasileira (nascerá a delação premiada doméstica?). Governantes “cozinham” dados para ocultar mazelas, como na maquiagem da inflação argentina ou na proibição aos jornais venezuelanos de publicar fotografias do surto de criminalidade.
E, onde quer que seja, a mídia se vê obrigada a defender-se dos arroubos de controle social, que é a censura com a plumagem do politicamente correto (”democratização da informação”) com endosso de praticamente todos os partidos de esquerda. Para alguns, é o ranço autoritário herdado da época militar. Para outros, um cacoete cultural que data do paternalismo colonial. Os piores casos brotam do flanco mais instável da região – do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de sua aliança bolivariana, para quem apenas o direito de aplauso é livre. Mas o reflexo autoritário não é privilégio do socialismo do século 21. Prospera onde quer que o inquilino do poder se imagine seu proprietário e o xerife confunda sua pistola com a lei. A prática parece talhada para a chacota da campanha política brasileira, se a chacota política não fosse proibida, até a semana passada, também.
Que exista excessos de poder já é preocupante. Surpreendente mesmo é a condescendência oficial e partidária que as agressões despertam pela vizinhança. No fundo, o controle social da mídia franqueia a liberdade de expressão, cláusula pétrea do convívio republicano, a grupelhos políticos, corporações e organizações não governamentais que ninguém elegeu. Desde que ousaram criticar a pesada taxação às exportações agrícolas imposta pelo governo argentino em 2008, os jornais Clarín e La Nación sofrem restrições, censura branca e bombardeio jurídico com o objetivo de dizimar seu lucro e poder. Na Venezuela,
Chávez apaga um por um os sinais dos canais de rádio e televisão que não seguem o roteiro bolivariano.
No entanto, com exceção da Colômbia e Chile, tachados de neoliberais e fantoches dos gringos, poucas vozes latino-americanas levantam-se contra o cerco à imprensa. Foi unânime o endosso à patrulha social da mídia no último Foro de São Paulo, instância maior de partidos e movimentos da esquerda da América Latina que se reuniu em Buenos Aires no início do mês.
Explicito ou não, um pacto de não-agressão parece reger a diplomacia dos países da América Latina. Assim, não é de bom tom chamar atenção às violações de direitos humanos, à censura ou à perseguição da oposição política em nações irmãs. Melhor lançar mão da “natureza conciliadora do povo brasileiro” do que brandir o “dedo em riste”, como escreveu recentemente o chanceler brasileiro, Celso Amorim. “Isolar quem se quer convencer ou dissuadir é má estratégia.”
Resta saber quais são os resultados positivos desse DNA conciliador. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, dispensou a proposta do governo brasileiro para mediar o contencioso entre Colômbia e Venezuela, que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, minimizara como uma rixa pessoal. A recente libertação de mais de 30 presos políticos cubanos teve a mão do Vaticano e do governo espanhol, e a coragem das Damas de Branco – as filhas, mães e avós dos encarcerados cubanos que desafiaram a repressão da ilha -, mas ao que se saiba nenhum dedo brasileiro foi posto na história.
Culpa de Fidel? A Revolução Cubana pode ter entrado numa crise fatal, mas seu apelo é perene. Se para boa parte do mundo “Che” Guevara virou uma camiseta e Fidel Castro, um fantasma grisalho, a dupla continua beata em muitos países da América. A esquerda nunca deixou de enxergar essa ilha como uma espécie de “Disneylândia ideológica”, onde fantasias de outrora sobrevivem numa bolha. Cuba pode não ser mais o modelo para os políticos das Américas, mas ainda goza da indulgência oficial e da peregrinação de devotos, que continuam baforando o charuto da revolução alheia.
Para quem se sinta perplexo com esse consentimento calado frente ao cerceamento da liberdade, o novo livro da cientista política argentina Claudia Hilb é um achado. Silêncio, Cuba (Paz e Terra) é uma pequena joia que em cem páginas destrói a ideia de que a tirania, o sufoco, a críticas e obediência cega que tomaram conta da Revolução Cubana foram desvios de conduta ou sacrifícios infelizes na longa e gloriosa luta pela igualdade social. Ao contrário, foram condição fundamental para construir essa igualdade radical, obra de uma revolução que não reconhecia diferenças nem direitos fora dos concedidos por ela. O silêncio também fala.
Colunista do ‘ Estado ” e correspondente da Revista Newsweek
Ihhh, agora o filho da puta fica repetindo o disco.
Enfia no rabo, gaucho pederasta!
A falta de caráter da direita não têm limites
O desespero da direita é cada vez maior, nestas eleições. Como não possuem propostas, mentem compulsivamente sobre o passado de Dilma Roussef.Agora, estão espalhando uma foto de Dilma, dos anos 80, com um fuzil inserido digitalmente na fotografia. Reparem, na esquerda, que a foto de Dilma é bem diferente de uma fotografia dela da década de 60, na direita:
Dilma já falou, seus companheiros da época já declararam e é público: Dilma nunca pegou em armas, nunca participou de assaltos à banco e nunca participou de ações armadas em geral quando lutou contra a ditadura.
Primeiro, a Folha de São Paulo publicou uma ficha falsa de Dilma, como se fosse uma ficha da época em que ela foi presa. Agora a direita, sem nenhum escrúpulo, faz montagens vagabundas como a que podemos ver na foto da esquerda. Quem espalha esta foto como se fosse verdadeira é um criminoso, um bandido sem caráter que exatamente como os nazistas :precisa adulterar a história para tentar convencer as pessoas. Se você sabe quem foi o criminoso que fez esta montagem, me avise e poderemos denunciar à Polícia Federal.
Reparem o que é dito na comunidade do reacionário de extrema-direita Olavo de Carvalho, no orkut (clique para ampliar):
Estas pessoas desonestas, de forma completamente dissimuladas, ainda têm a coragem de perguntar se a foto é uma montagem. Outra alienada e sem nenhum caráter ainda diz que gosta da fotografia. O objetivo é claro: espalhar a mentira. Lugar de quem calunia os outros desta forma é na cadeia.
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Brasileiro acima de tudo – O verdadeiro says:
August 31, 2010 at 5:38 pm
Ai ai, mudando o assunto, eu soube que Edson e Fred finalmente se descobriram.
Vão casar informalmente ou vão para a Argentina oficializar laços matrimoniais?
quá quá quá
árre éeeegua
Hummm
Mostrou as unhas. Então é o João richard Grandão que anda querendo se passar por “verdadeiro”, falso que é?….kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Dilma: país está chegando quase no pleno empregoA- A+ 31.08.2010
Com o crescimento mais acelerado da economia, o Brasil precisa de trabalhadores mais qualificados para os próximos anos. Hoje, a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, apresentou hoje algumas de suas propostas para ampliar a qualificação da mão-de-obra e incentivar a inovação tecnológica.
Dilma teve um encontro com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, e debateu essas questões. “Passamos a ter o problema da era do crescimento. E um deles é que como o Brasil está chegando quase no pleno emprego nós vamos precisar qualificar bastante a mão-de-obra para dar conta desse processo.”
Segundo o presidente da CNI, as escolas do Sesi e o Senai já funcionam de forma conjunta: aulas do Ensino Médio num turno e formação profissional em outro. “Temos a mesma proposta de integrar os dois. Num período, o aluno faz Ensino Médio e no outro o ensino profissionalizante. Isso pode ser feito pelas escolas publicas e também pelas escolas privadas, através do PróMédio.”
O Pró-Médio é o programa que vai funcionar como o Prouni e, por meio de bolsas de estudo, ajudará jovens carentes a ter formação técnica e profissionalizante nas instituições privadas . A candidata se compromete também a criar uma instituição federal de ensino técnico em cada município com 50 mil habitantes ou mais.
Inovação
Na conversa entre Dilma e Andrade, surgiu uma proposta para incentivar a inovação tecnológica no país. Segundo ela, o presidente da CNI contou que pode ser criada uma espécie de certificado ISO (qualidade total) para as empresas que mais investem em inovação dos processos produtivos. Dilma aprovou a ideia.
“Essa é uma das questões mais estratégicas do país no próximo momento. Tem de haver uma parceria entre governo federal e iniciativa privada para incentivar empresas a inovar”, disse. “Os empresários falam em ISO de inovação. Tem ISO para várias práticas, de governança e de meio ambiente, por exemplo. E eles levantam essa questão que achei importante. A empresa seria melhor pontuada se tivesse mais investimentos em inovação.”
Salário mínimo
Dilma afirmou que, se for eleita, manterá a política de reajuste do salário mínimo adotada durante o governo Lula. Para ela, a atual fórmula é que garantiu os sucessivos aumentos reais do rendimento. Hoje, foi divulgada a proposta de salário mínimo em 2011.
Na área social, ala descartou também a possibilidade de fazer uma nova reforma previdenciária. Segundo Dilma, as contas da Previdência precisa de ajustes pontuais e não de uma mudança ampla. “Eu não acho que a questão da Previdência seja a mais importante para o país no próximo período. O mais importante são as reformas Tributária e Política.”
Imprensa: A liberdade amordaçada
31
08
2010
Recebo do jurássico Arthur Monteiro – jornalista do tempo no qual havia sonhos e coragem de defendê-los – extensa e contundente reportagem acerca de um episódio (mais um) que enlameia todo o RS. Tenho dito sempre que possível que a situação do RS hoje é deplorável, vítima da pior das pragas: RBS. Trata-se de um câncer que já se transformnou em metástase e corrompeu grande parte da vida inteligente que havia por lá.
O texto a seguir, longo e preciso, mostra a que ponto chegou a perniciosa ação combinada dos políticos, da mídia e do judiciázrio contra a liberdade de imprensa, contra o direito de informar.
Leiam. É de arrepiar. E também de se envergonhar.
Alfredo Bessow
–
JORNAL JÁ. COMO CALAR E INTIMAR A IMPRENSA
“Quando o mal é mais audacioso, o bem precisa ser mais corajoso.” (Pierre Chesnelong, 1820-1894, político francês)
Agosto, mês de cachorro louco, marcou o décimo ano da mais longa e infame ação na Justiça brasileira contra a liberdade de expressão.
É movida pela família do ex-governador Germano Rigotto, 60 anos, agora candidato ao Senado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e supostamente alheio ao processo aberto em 2001 por sua mãe, dona Julieta, hoje com 89 anos. A família atacou em duas frentes, indignada com uma reportagem de quatro páginas, publicada em maio daquele ano em um pequeno mensário (tiragem de 5 mil exemplares) de Porto Alegre, o JÁ, que jogava luzes sobre a maior fraude da história gaúcha e repercutia o envolvimento de Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano.
Uma ação, cível, cobrava indenização da editora por dano moral. A outra, por injúria, calúnia e difamação, punia o editor do JÁ e autor da reportagem, Elmar Bones da Costa, hoje com 66 anos. O jornalista foi absolvido em todas as instâncias, apesar dos recursos da família Rigotto, e o processo pelo Código Penal foi arquivado. Mas, em 2003, Bones acabou sendo condenado na área cível ao pagamento de uma indenização de R$ 17 mil. Em agosto de 2005 a Justiça determinou a penhora dos bens da empresa. O JÁ ofereceu o seu acervo de livros, cerca de 15 mil exemplares, mas o juiz não aceitou. Em agosto de 2009, sempre agosto, quando a pena ascendera a quase R$ 55 mil, a Justiça nomeou um perito para bloquear 20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo, sem anúncios e reduzido a uma redação virtual que um dia teve 22 jornalistas e hoje se resume a dois – Bones e Patrícia Marini, sua companheira. Cinco meses depois, o perito foi embora com os bolsos vazios, penalizado diante da flagrante indigência financeira da editora.
Até que, na semana passada, no maldito agosto de 2010, a família de Germano Rigotto saboreou mais um giro no inacreditável garrote judicial que asfixia o jornal e seu editor desde o início do Século 21: o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário, o também jornalista Kenny Braga. Assim, depois do cerco judicial que está matando a editora, a família Rigotto assume o risco deliberado de submeter dois dos jornalistas mais conhecidos do Rio Grande ao vexame da inanição, privados dos recursos essenciais à subsistência de qualquer ser humano.
O personagem de Scorsese
Afinal, qual o odioso crime praticado pelo JÁ e por Elmar Bones que possa justificar tanta ira, tanta vindita, ao longo de tanto tempo, pelo bilioso clã Rigotto? O pecado do jornal e seu editor só pode ter sido o jornalismo de primeira qualidade, ousado e corajoso, que lhe conferiu em 2001 os prêmios Esso Regional e ARI (Associação Riograndense de Imprensa), os principais da categoria no sul do país, pela reportagem “Caso Rigotto – Um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas”.
A primeira morte era a de uma garota de programa, Andréa Viviane Catarina, 24 anos, que despencou nua do 14º andar de um prédio na Rua Duque de Caxias, no centro da capital gaúcha, no fim da tarde de 29 de setembro de 1998. O dono do apartamento, Lindomar Rigotto, estava lá na hora da queda. Ele contou à polícia que a garota tinha bebido uísque e ingerido cocaína. Nenhum vestígio de álcool ou droga foi confirmado nos exames de sangue coletados pela criminalística. O laudo da necropsia diz que a vítima mostrava três lesões – duas nas costas, uma no rosto – que não tinham relação com a queda. Ela estava ferida antes de cair, o que indicava que houve luta no apartamento. Um teste do Instituto de Criminalística indicou que o corpo de Andréa recebeu um impulso no início da queda.
No relatório que fez após ouvir Rigotto, o delegado Cláudio Barbedo, um dos mais experientes da polícia gaúcha, achou relevante anotar: “[Lindomar] depôs sorrindo, senhor de si, falando como se estivesse proferindo uma conferência”. Os repórteres que o viram chegar para depor, no dia 12 de novembro, disseram que ele parecia “um personagem de Martin Scorsese”, famoso pelos filmes sobre a Máfia: Lindomar usava óculos escuros, terno azul marinho, calça com bainha italiana, camisa azul, gravata colorida e gel nos cabelos compridos. O figurino não impressionou o delegado, que incluiu na denúncia o depoimento de uma testemunha informando que Lindomar era conhecido como “usuário e traficante de cocaína” na noite que ele frequentava – por prazer e ofício – como dono do Ibiza Club, uma rede de quatro casas noturnas que agitavam as madrugadas no litoral do Rio Grande e Santa Catarina. Em dezembro, o delegado Barbedo concluiu o inquérito, denunciando Lindomar Rigotto por homicídio culposo e omissão de socorro.
Lindomar só não sentou no banco dos réus porque teve também uma morte violenta, 142 dias após a de Andréa. Na manhã de 17 de fevereiro, ele fechava o balanço da última noite do Carnaval de 1999, que levou sete mil foliões ao salão do Ibiza da praia de Atlântida, a casa mais badalada do litoral gaúcho. Cinco homens armados irromperam no local e roubaram a féria da noitada. Lindomar saiu em perseguição ao carro dos assaltantes. Emparelhou com eles na praia vizinha, Xangrilá, a três quilômetros do Ibiza. Um assaltante botou a arma para fora e disparou uma única vez. Lindomar morreu a caminho do hospital, com um tiro acima do olho direito. Tinha 47 anos.
O choque de Dilma
A trepidante carreira de Lindomar Rigotto sofrera um forte solavanco dez anos antes, com seu envolvimento na maior fraude da história gaúcha: a licitação manipulada de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), uma tungada em valores corrigidos de aproximadamente R$ 840 milhões – 21 vezes maiores do que o escândalo do Detran que submeteu a governadora Yeda Crusius a um pedido de impeachment, quase três vezes mais do que os desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, quinze vezes maior do que o total contabilizado pelo Supremo Tribunal Federal para denunciar a “quadrilha dos 40″ do mensalão do governo Lula.
Afundada em dívidas, a estatal gaúcha de energia tinha dificuldades para captar os US$ 141 milhões necessários para as subestações que gerariam 500 mil quilowatts para 51 pequenas e médias cidades do Rio Grande. Preocupado com a situação pré-falimentar da empresa, o então governador Pedro Simon (PMDB) tinha exigido austeridade total.
Até que, em março de 1987, inventou-se o cargo de “assistente da diretoria financeira” para acomodar Lindomar, irmão do líder do Governo Simon na Assembléia, o deputado caxiense Germano Rigotto. “Era um pleito político da base do PMDB em Caxias do Sul”, confessaria depois o secretário de Minas e Energia, Alcides Saldanha. Mais explícito, um assessor de Saldanha reforçou a paternidade ao JÁ: “Houve resistência ao seu nome [Lindomar], mas o irmão [Germano] exigiu”.
Com a chegada de Lindomar, as negociações com os dois consórcios das obras, que se arrastavam há meses, foram agilizadas em apenas oito dias. Logo após a assinatura dos contratos, os pagamentos foram antecipados, contrariando as normas estritas baixadas por Simon para evitar curtos-circuitos contábeis na CEEE. Três meses depois, a empresa foi obrigada a um empréstimo de US$ 50 milhões do Banco do Brasil, captado pela agência de Nassau, no paraíso fiscal das Bahamas. Uma apuração da área técnica da CEEE detectou graves problemas: documentos adulterados, folhas numeradas a lápis, licitação sem laudo comprovando a necessidade da obra. A sindicância da estatal propôs a revisão dos contratos, mas nada foi feito. A recomendação chegou ao governo seguinte, o de Alceu Collares (PDT), e à sucessora de Saldanha na pasta das Minas e Energia, uma economista chamada Dilma Rousseff. “Eu nunca tinha visto nada igual”, diria ela, chocada com o que leu.
Dilma só não botou o dedo na tomada porque o PDT de Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto para ter maioria na Assembléia. Para evitar o risco de queimaduras, Dilma, às vésperas de deixar a secretaria, em dezembro de 1994, teve o cuidado de mandar aquela papelada de alta voltagem para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE), que começou a rastrear a CEEE com auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público. Dependendo do câmbio, o tamanho da fraude constatada era sempre eletrizante: US$ 65 milhões, segundo o CAGE, ou R$ 78,9 milhões, de acordo com o Ministério Público.
A denúncia energizou a criação de uma CPI na Assembléia, proposta pelo deputado Vieira da Cunha, líder da bancada do PDT em 2008 na Câmara Federal. Vinte e cinco auditores quebraram sigilos bancários e fiscais. Lindomar Rigotto foi apontado em 13 depoimentos como figura central do esquema, acusação reforçada pelo chefe dele na CEEE, o diretor-financeiro Silvino Marcon. A CPI constatou que os vencedores da licitação, gerenciados por Rigotto, apresentavam propostas “em combinação e, talvez, até ao mesmo tempo e pelas mesmas pessoas”. O relatório final lembrava: “É forçoso concluir pela existência de conluio entre as empresas interessadas que, se organizando através de consórcios, acertaram a divisão das obras entre si, fraudando dessa forma a licitação”. O JÁ foi mais didático: “Apurados os vencedores, constatou-se que o consórcio Sulino venceu todas as subestações do grupo B2 e nenhuma do B1. Em compensação, o Conesul venceu todas as obras do B1 e nenhuma do B1. A diferença entre as propostas dos dois consórcios é de apenas 1,4%”.
O aval de Dulce
A quebra do sigilo bancário de Lindomar revelou um crédito em sua conta de R$ 1,17 milhão, de fonte não esclarecida. O relatório final da CPI caiu na mão de um parlamentar do PT, o também caxiense Pepe Vargas, primo de Lindomar e Germano Vargas Rigotto. Apesar do parentesco, o primo Pepe, hoje deputado federal, foi inclemente na sua acusação final: “De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto”. Além dele, a CPI indiciou outras 12 pessoas e 11 empresas, botando no mesmo balaio nomes vistosos como Camargo Corrêa, Alstom, Brown Boveri, Coemsa, Sultepa e Lorenzetti. No final de 1996, a Assembléia remeteu as 260 caixas de papelão da CPI ao Ministério Público, de onde nasceu o processo n° 011960058232 da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública em Porto Alegre. Os autos somam 30 volumes e 80 anexos e mofam ainda na primeira instância do Judiciário, protegidos por um inacreditável “segredo de justiça”. Em fevereiro próximo, o Rio Grande do Sul poderá comemorar os 15 anos de completo sigilo sobre a maior fraude de sua história.
Esta incrível saga de resistência e agonia do JÁ e de Bones provocada pela família Rigotto foi contada, em primeira mão, neste Observatório, em 24 de novembro de 2009 (“O jornal que ousou contar a verdade”). No dia seguinte, uma quarta-feira, Rigotto telefonou de Porto Alegre para reclamar ao autor que assina aquele e este texto.
– Isso ficou muito ruim pra mim, Luiz Cláudio, pois o Observatório é um formador de opinião, muito lido e respeitado. Ficou parecendo que eu estou querendo fechar um jornal. Eu não tenho nada a ver com isso. O processo é coisa da minha mãe. Foi a minha irmã, Dulce, que me disse que a reportagem era muito pesada, irresponsável. Eu nem conheço este jornal, este jornalista…
– Rigotto, a dona Julieta não é candidata a nada. O candidato és tu. A reportagem do JÁ tem implicações políticas que batem em ti, não na tua mãe. E acho muito estranho que, passados oito anos, tu ainda não tiveste a curiosidade de ler a reportagem que tanta aflição provoca na dona Julieta. Se tu estás te baseando na avaliação da Dulce, devo te alertar que ela não entende xongas de jornalismo, Rigotto! Esta matéria do Bones é precisa, calcada em fatos, relatórios, documentos e conclusões da CPI e do Ministério Público que incriminam o teu irmão. Não tem opinião, só informação. O teu processo…
– Não é meu, não é meu… É da minha mãe…
– Isso é o que diz também o Sarney, Rigotto, quando perguntam a ele sobre a censura que cala O Estado de S.Paulo. “Isso é coisa do meu filho, o Fernando”…
– Eu fico muito ofendido com esta comparação! Eu não sou o Sarney, não sou!…
– Lamento, mas estás usando a mesma desculpa do Sarney, Rigotto.
– Luiz Cláudio, como resolver isso tudo com o Bones? A gente pode parcelar a dívida e aí…
– Rigotto, tu não estás entendendo nada. O Bones não quer parcelar, não quer pagar um único centavo. Isso seria uma confissão de culpa, e ele não fez nada errado. Pelo contrário. Produziu uma reportagem impecável, que ganhou os maiores prêmios. Eu assinaria essa matéria, com o maior orgulho. Sai dessa, Rigotto!
Coincidência ou não, um dia depois do telefonema, na quinta-feira, 26, Rigotto convocou uma inesperada coletiva de imprensa em Porto Alegre para anunciar sua retirada como possível candidato ao Palácio Piratini, deixando o espaço livre para o prefeito José Fogaça.
O modelo de Roosevelt
Naquela mesma quarta-feira, 25 de novembro, a emenda ficou pior que o soneto. O advogado dos Rigotto, Elói José Thomas Filho, botou no papel aquela mesma proposta indecente que ouvi do próprio Germano Rigotto, confirmando por escrito ao editor a idéia de parcelar a indenização devida de R$ 55 mil em 100 (cem) módicas prestações. Diante da altiva recusa de Bones, o advogado pareceu incorporar a doutrina do big stick de Theodore Ted Roosevelt (1901-1909), popularmente conhecida como “lei do tacape” e inspirada pela frase favorita do belicoso presidente estadunidense: “Fale com suavidade e tenha na mão um grande porrete”. O suave advogado Thomas Filho escreveu então para Bones: “… em nova demonstração de boa-fé, formalizamos nossa intenção em compor amigavelmente o litígio acima, bem como a possibilidade [sic] de nos abstermos de ajuizar novas demandas judiciais…”.
Certamente para tranquilizar o filho candidato, o advogado reafirmava na carta a Bones que a ação contra o jornal era movida “unicamente” por dona Julieta, que buscava na justiça o ressarcimento pelo “abalo moral” provocado pela reportagem do JÁ, que misturava “irresponsavelmente três fatos diversos que envolveram a figura do falecido”. Ou seja, dona Julieta Rigotto, que entende de jornalismo tanto quanto os filhos Dulce e Germano, não consegue perceber a obviedade linear de uma pauta irresistível para qualquer repórter inteligente: o objetivo relato jornalístico sobre um homem público – Lindomar – morto num assalto pouco antes de ser julgado pelo homicídio culposo de uma prostituta e pouco depois de ser denunciado no relatório de uma CPI, redigido pelo primo deputado, pela prática comprovada de “corrupção passiva e enriquecimento ilícito” na maior fraude já cometida contra os cofres públicos do Rio Grande do Sul. Mas, na lógica simplória da mãe dos Rigotto, uma coisa não tem nada a ver com a outra…
Para garantir o tom “amigável” entre as partes, o advogado de dona Julieta propôs a Bones os termos de uma retratação pública, suave como um porrete, enfatizando três pontos:
1. “Dona Julieta nunca teve a intenção de fechar o jornal”;
2. “a ação não é promovida pela família Rigotto, mas apenas por dona Julieta”;
3. “retirar o jornal de circulação, para estancar a propagação do dano”.
Tudo isso, incluindo o ameno confisco de um jornal das bancas em pleno regime democrático, segundo o tortuoso raciocínio do advogado, serviria para “tutelar a honra e a imagem de seu falecido filho”. Neste longo, patético episódio, que intercala demonstrações de coragem e altivez com cenas de pura violência, fina hipocrisia ou corrupção explícita, ficou pelo caminho o contraste de atitudes que elevam ou rebaixam. Diante da primeira ação criminal de dona Julieta na Justiça, o promotor Ubaldo Alexandre Licks Flores ensinou, em novembro de 2002:
“[não houve] qualquer intenção de ofensa à honra do falecido Lindomar Rigotto. Por outro lado, é indiscutível que os três temas [a CEEE e as duas mortes] estavam e ainda estão impregnados de interesse público”.
O orgulho de Enedina
Apesar da lucidez do promotor, o caso tonitruante da CEEE não ecoa nos ouvidos surdos da imprensa gaúcha, conhecida no país pela acuidade de profissionais talentosos, criativos, corajosos. Nenhum grande jornal do sul – Zero Hora, Correio do Povo, Jornal do Comércio, O Sul –, nenhum colunista de peso, nenhum editorialista, nenhum blog de prestígio perdeu tempo ou tinta com esse tema, que nem de longe parece um assunto velho, batido ou nostálgico. O que lhe dá notória atualidade não é o ancestral confronto entre a liberdade de expressão e a prepotência envergonhada dos eventuais poderosos de plantão, mas a reaparição de seus principais personagens no turbilhão da corrida eleitoral de 2010.
Germano Rigotto, o líder governista que emplacou o filho de dona Julieta na máquina estatal, é hoje o candidato do maior partido gaúcho ao Senado Federal. A ex-secretária Dilma Rousseff, que ficou estarrecida com o que leu sobre as fraudes de Lindomar Rigotto na CEEE, é apontada pelas pesquisas como a futura presidente do Brasil, numa vitória classificada pelo renomado jornal inglês Financial Times como “retumbante”. Tarso Genro, o ex-comandante supremo da Polícia Federal, que executou as maiores operações contra corruptos da máquina pública, lidera a corrida ao governo gaúcho e, certamente, tem os instrumentos para saber hoje o que Dilma sabe desde 1990. O primo Pepe Vargas, que mostrou isenção e coragem no relatório da CPI sobre a maior fraude da história do Rio Grande, é candidato à reeleição, assim como o deputado federal que inventou a CPI, Vieira da Cunha.
É a lógica perversa do interesse eleitoral que explica o desinteresse até dos principais adversários de Rigotto na disputa pelo Senado. O candidato do PMDB está emparedado entre a líder na pesquisa da Datafolha, a jornalista Ana Amélia Lemos (PP) – que subiu de 33% em julho para 44% na semana passada – e o candidato à reeleição pelo PT, senador Paulo Paim – que cresceu de 35% no início do mês para 38% agora. Rigotto caiu de 43% para 42% no espaço de três semanas. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, Ana Amélia bate Rigotto por 47% a 39%. Seus oponentes desprezam o potencial explosivo do “Caso CEEE” porque todos sonham em ganhar o segundo voto dos outros candidatos, o que justifica a calculada misericórdia e o piedoso silêncio que modera a estratégia de adversários historicamente tão diferentes e hostis como são, no Rio Grande do Sul, o PT, o PMDB e o PP.
O que é recato na política se transforma em omissão nas entidades que, ao longo do tempo, marcaram suas vidas na luta pela democracia e pela liberdade de expressão e no repúdio veemente à ditadura e à censura. Siglas notáveis como OAB, ABI, SIP, Fenaj e Abraji brilham pelo silêncio, pela omissão, pelo desinteresse ou pelo trato burocrático do caso JÁ vs. Rigotto, que resume uma questão crucial na vida de todas elas e de todos nós: a livre opinião e o combate à prepotência dos grandes sobre os pequenos, apanágio de toda democracia que se respeita.
A OAB e seus advogados, no Rio Grande ou no Brasil, que impulsionaram a queda de um presidente envolvido em denúncias de corrupção, não se sensibilizam pela sorte de um pequeno jornal e seu bravo editor, punidos por seu desassombrado jornalismo e mortalmente asfixiados pelo cerco econômico surpreendentemente avalizado pela Justiça, que deveria proteger os fracos contra os fortes – e não o contrário.
A inerte Associação Brasileira de Imprensa jamais se pronunciou sobre as agruras de Bones e seu jornal. Só em setembro de 2009, um mês após a denúncia sobre o bloqueio judicial das receitas do JÁ, é que a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do RS trataram de fazer alguma coisa: uma nota gelada, descartável, manifestando solidariedade à vítima e lamentando a decisão “equivocada” da Justiça. A Associação Riograndense de Imprensa, que em 2001 conferiu à reportagem contestada do JÁ o seu maior prêmio jornalístico, só quebrou o seu constrangedor silêncio ao ser cobrada publicamente por este Observatório, em novembro passado. Todos os membros da brava Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo têm a obrigação de conhecer a biografia de Elmar Bones, que nos anos de chumbo pilotou o CooJornal, um mensário da extinta Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (1976-1983) que virou referência da imprensa nanica que resistia à ditadura.
Bones chegou a ser preso, em 1980, pela publicação de um relatório secreto em que o Exército fazia uma autocrítica sobre as bobagens cometidas na repressão à guerrilha do Araguaia. Algo mais perigoso, na época, do que falar na roubalheira operada pelo filho de dona Julieta na CEEE… No site da Abraji, a entidade emite sua opinião em quatro notas, nos últimos dois anos. Critica o sigilo eterno de documentos públicos, defende o seguro de vida para repórteres em zona de risco, repudia um tapa na cara que uma repórter de TV do Centro-Oeste levou de um vereador e, enfim, faz uma vigorosa, firme, veemente manifestação a favor da liberdade de expressão… no México. Ao pobre JÁ e seu editor, lá no sul do Brasil, nenhuma linha, nada.
A poderosa Sociedade Interamericana de Imprensa, que reúne os maiores veículos das três Américas, patrocina uma influente Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, hoje sob a presidência de um jornal do Texas, o San Antonio Express News. Entre os 26 vice-presidentes regionais, existem dois brasileiros: Sidnei Basile, do Grupo Abril, e Maria Judith de Brito, da Folha de S.Paulo. Envolvidos com os graves problemas da Paulicéia, eles provavelmente não podem atentar para o drama vivido por um pequeno jornal de Porto Alegre. Mas, existem outros 17 membros na Comissão de Liberdade da SIP, e dois deles bem próximos do drama de Bones: os gaúchos Mário Gusmão e Gustavo Ick, do jornal NH, de Novo Hamburgo, cidade a 40 km da capital gaúcha. Nem essa proximidade livra as aflições do JÁ e seu editor do completo desdém da SIP.
Este monumental cone de silêncio e omissão, que atravessa fronteiras e biografias, continua desafiando a sensibilidade e a competência de jornais e jornalistas, que deveriam se perguntar o que existe por trás do amaldiçoado caso da CEEE, que afugenta em vez de atrair a imprensa. A maior fraude da história do Rio Grande, mais do que uma bomba, é uma pauta em aberto, origem talvez da irritação dos Rigotto contra o editor e o jornal que ousaram jogar luz nessa história mal contada. Os volumes empoeirados deste megaescândalo continuam intocados nas estantes da Justiça em Porto Alegre, protegido por um sigilo inexplicável que só pode ser útil a quem mente e a quem rouba, não a quem luta pela verdade e a quem é ético na política, como fazem os bons repórteres e como devem ser os bons políticos.
O bom jornalismo não é aquele que produz boas respostas, mas aquele que faz as boas perguntas – e as perguntas são ainda melhores quando incomodam, quando importunam, quando constrangem, quando afligem os consolados e quando consolam os aflitos.
A emoção é a última fronteira de quem perde os limites da razão. Elmar Bones tinha ganhado todas as instâncias do processo criminal, quando um juiz do Tribunal de Justiça, na falta de melhores argumentos, preferiu se assentar nos autos impalpáveis do sentimento para decidir em favor da mãe de Germano Rigotto:
“Não há como afastar a responsabilidade da ré pelas matérias veiculadas, que atingiram negativamente a memória do falecido, o que certamente causou tristeza, angústia e sofrimento à mãe do mesmo (…)”.
Dona Julieta Rigotto, viva e forte aos 89 anos, ainda sofre com a honra e a imagem maculadas de seu falecido filho, Lindomar.
Dona Enedina Bones da Costa tinha 79 anos quando morreu, em 2001, poupada assim da tristeza, angústia e sofrimento que sentiria ao ver o drama vivido agora por seu filho, Elmar. Mas ela teria, com certeza, um enorme, um insuperável orgulho pelo filho honrado e corajoso que trouxe ao mundo e ao jornalismo.
Por Luiz Cláudio Cunha em 31/8/2010, no Observatório da Imprensa
Estão usando o site do Ministério da Fazendo para propaganda do PT
http://www.fazenda.gov.br/resenhaeletronica/MostraMateria.asp?page=&cod=457310
01/09/2010
às 22:11
Lula tenta transformar crime político em “falsidade ideológica”
Lula comentou, claro, os descalabros cometidos pela Receita Federal. Vamos ler?
“Eu não tenho por que duvidar da palavra da Receita, que diz que teve um pedido e também não tenho por que duvidar da filha do ex-governador Serra, que disse que [a assinatura da procuração] foi falsificada. Então, cabe agora provar quem falsificou e se é falsificada e prender o falsificador porque ele cometeu um crime grave no Brasil: falsidade ideológica”.
Parece fala de improviso? Não é!
- Lula já sabia que se tratava de uma falsificação grosseira. ISSO FICARÁ PROVADO!
- Prender o falsificador é, sem dúvida, necessário. Crime de “falsidade ideológica”? Ah, pode ser também. Ocorre que o crime é, antes de tudo, político.
Lula falou mais coisa. Vamos lá, quase frase a frase:
A Receita é uma instituição de muita credibilidade. Não vamos dizer que a Receita perdeu a credibilidade antes de a gente saber o que aconteceu.
Agora a gente já sabe, com a comprovação da fraude. Acabou a credibilidade da Receita?
É importante a gente não precipitar a desconsideração a uma instituição que tem se pautado pela seriedade, pelo sigilo, como se fosse guardiã de todos nós.
Lula é um humorista. Como a gente percebe, os sigilos nunca estiveram tão bem-guardados… Como a Receita nega o crime político, então qualquer estelionatário poderia conseguir o que quiser…
Vamos saber o que está acontecendo porque não falta gente para tentar causar problema em época eleitoral.
Nem diga! Os aloprados do PT podem falar mais do que quaisquer outras pessoas. A turma do Lanzetta também. A turma que pegou o sigilo de Eduardo Jorge também. Em época eleitoral, todo mundo sabe como é…
Vamos aguardar. Eu confio, confio muito na PF, na Receita, confio muito na seriedade da Receita e da Polícia Federal.
Quando Lula confia, vocês podem ter a certeza de que ele tem motivos para isso.
Se tiver alguém que praticou um dano, uma falsificação, isso pode ficar certo que virá a público.
Ô, vejam o caso dos aloprados! Alguém preso? Não! Sabe-se a origem do dinheiro? Não! O assessor de Mercadante que carregava a mala preta voltou ao PT. Lula sabe em que e por que “confia”.
Por Reinaldo Azevedo
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