Thu 29 Oct 2009
Sucesso do Brasil é fruto do trabalho duro dos brasileiros
Posted by jorge under Agenda, crise econômica, educação
O bom momento brasileiro não tem nada de ‘milagre’, mas sim de trabalho duro dos brasileiros ao longo das últimas décadas, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva concedida por escrito ao jornal venezuelano El Universal, publicada nesta quinta-feira.
Consolidamos a democracia, derrotamos a inflação, retomamos o crescimento e estamos construindo uma sociedade moderna e cada vez mais justa com todos os seus cidadãos. Do meu período na Presidência, iniciado em 2003, destaco como as maiores conquistas a retomada do desenvolvimento econômico e da capacidade do Governo de investir na educação e na infra-estrutura, além dos programas sociais voltados para as camadas mais pobres da população.
Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.
Lula viajou na tarde desta quinta-feira para a Venezuela onde se encontrará com o presidente Hugo Chávez e participará da inauguração do Consulado-Geral do Brasil e do escritório da Caixa Econômica Federal (CEF) em Caracas. Na sexta-feira (30/10), Lula e Chávez visitarão uma plantação de soja em El Tigre, um projeto de cooperação com a Embrapa.
Ao falar sobre as eleições presidenciais no Brasil em 2010, Lula afirmou que Dilma Roussef conta com sua total confiança:
A ela confiei o comando do principal programa de obras do Governo no segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento, e os resultados mostram sua grande capacidade como gestora e como líder. Sua experiência acumulada como parte de nossa equipe desde o início, em 2003, e sua identidade com nosso projeto para o País asseguram que continuaremos a crescer e a diminuir as desigualdades sociais e regionais ainda existentes.
Lula disse que seria uma grande conquista para as brasileiras fazer história com a eleição da Dilma e revelou ter esperanças de ver a ministra da Casa Civil como a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil:
O caráter simbólico dessa conquista é poderoso, e espero contribuir para que ela aconteça.
Lula apontou a integração regional na América do Sul como uma de suas prioridades na política externa. Explicou ainda o envolvimento do Brasil na crise política de Honduras:
Essa página da História ficou para trás e não deve mais voltar. O envolvimento direto ocorreu em razão da decisão do Presidente Zelaya de pedir proteção na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, e obviamente não poderíamos negar essa proteção a ele ou a quem considere estar com sua vida em risco por conta das posições políticas que defenda. Muitos integrantes do meu governo e da oposição no Brasil tiveram que se refugiar em Embaixadas estrangeiras durante o regime militar em nosso país nos anos 60 e 70.
Espero que um acordo político possa solucionar a crise em Honduras. Vejo que as forças políticas hondurenhas estão empenhadas nesse sentido, e, para isso, contam com o apoio da comunidade internacional e de organismos como a OEA. O que não se pode perder de vista é que Manuel Zelaya é um Presidente eleito democraticamente, e esse fato deve ser respeitado nas negociações. O Brasil não reconhecerá um novo governo em Honduras que resulte de eleições conduzidas por um regime golpista.
Outros temas tratados pelo presidente Lula na entrevista foram as bases americanas na Colômbia, a instituição do Conselho de Defesa da Unasul e a crise econômica mundial.
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[196] Comentários
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Lula é um sucesso! O Brasil é um sucesso! Nunca antes neste país houve tanto crescimento com distribuição de renda! As pessoas finalmente entenderam que é preciso dar continuidade ao que está acontecendo agora, pelo menos, por mais vinte, trinta anos. Se isso acontecer em breve o Brasil vai ser uma das maiores economia do mundo e terá muito a ensinar para o mundo. Aliás já tem. Viva o Brasil!!!
Comunicar erros Enviar por e-mail Imprimir 29/10/2009 – 20h38
Ciro diz que escolha de Aécio como candidato muda cenário eleitoral
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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Pré-candidato do PSB à sucessão presidencial, o deputado Ciro Gomes (CE) afirmou nesta quinta-feira que se o governador Aécio Neves (Minas Gerais) for escolhido o nome do PSDB para a disputa o Palácio do Planalto, muda todo o cenário eleitoral.
Ciro disse que Aécio, ao contrário do outro presidenciável tucano, o governador José Serra (São Paulo), não faz parte da “turma” do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e não representa o compromisso com o passado neoliberal que trouxe malefícios ao país, como a explosão do desemprego.
“[Se Aécio entrar] Muda tudo. [...] O Aécio não é da turma do Fernando Henrique. Não foi ministro por oito anos do Fernando Henrique como o Serra. Lamento, não é um ataque pessoal. Ele representa um malefício para as concepções de país que eu advogo. Ele foi candidato do Fernando Henrique com responsabilidade de dar continuidade a um projeto que explodiu o desemprego no Brasil de 4% comigo no Ministério da Fazenda para 14%”, disse.
O deputado, que fez parte dos quadros do PSDB entre 1988 e 1996, disse que fez questão de “romper” com o projeto de Serra mesmo tendo que “pregar no deserto” para manter coerência com seus valores. “Eu rompi. Eu também era da turma do Fernando Henrique. Eu fui pregar no deserto porque para mim não é importante cargo. O importante é ter coerência com seus valores, compromisso com seu país”, disse.
Segundo Ciro, se o governador de São Paulo for eleito, o país viverá um retrocesso. “O Brasil não pode voltar atrás em relação ao projeto de organizar ao país que significou um experimento neoliberal do Fernando Henrique e sua turma, lembrando sempre que o Serra, possível candidato do PSDB, que tem todos os méritos, todas as qualidades, foi ministro oito anos desse projeto e foi candidato desse projeto à sucessão com o compromisso de continuar esse projeto que fez muito mal ao país”, afirmou
Ultima Notícia
Plano de Governo do PSDB/DEM/PPS a ser divulgado para as eleições de 2010, com a finalidade de obscurecer o sucesso do PAC do governo Lula
1 – Base de Operações Legislativas Avançadas – B.O.L.A.
2 – Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto – P.I.A.D.A.
3 – Programa de Revisão Orientado para o Próprio Interesse nas Nomeações em Autarquias – P.R.O.P.I.N.A.
4 – Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas – M.E.R.D.A.
5 – Serviço de Apoio aos Companheiros que Atuam Nacionalmente, Aliciando Governadores, Empresários e Magistrados – S.A.C.A.N.A.G.E.M.
6 – Fundo para Operações Destinadas aos Apadrinhados e Servidores – F.O.D.A-SE
7 – Programa de Revitalização do Vale Tudo entregrista – P.R.I.V.A.T.A.R.I.A – 2
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A MESMA LÓGICA
Em meados de 2002:
Numa reunião de campanha onde estavam presentes o srs. José Dirceu, Marco Aurélio Garcia, Luiz Dulci, Antonio Palloci e Gilberto Carvalho, foi feita a seguinte pergunta para o candidato Luiz Inácio:
- O Sr. não acha arriscado que estejamos aceitando recursos das FARC para a sua campanha?
Luiz Inácio: – todo recurso é bemvindo independente de onde vier.
Hoje um senador do PT pergunta a outro senador do PT:
- O Sr. não acha arriscado que estejamos aceitando a Venezuela como membro do Mercosul, dada a sua clara ligação com as FARC?
- O presidente já falou: – Todo apoio deve ser dado aos nossos aliados, seja quem for.
A LÓGICA CONTINUA A MESMA.
Comento: Se no futuro o presidente for condenado por tudo que andou fazendo, para onde fugirá?
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Venezuela entra no Mercosul e passa
trator em 5 Cavaleiros do Apocalipse
29/outubro/2009 16:00
Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati levou uma surra do Interesse Nacional
Tasso “tenho jatinho porque posso”, Arthur Virgílio Cardoso, José Agripino Maia, Heráclito Fortes e Flexa Ribeiro são os grandes derrotados na votação da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que aprovou por 12 a 5 o ingresso da Venezuela no Mercosul.
O assunto agora vai ao plenário do Senado.
Esses cinco Cavaleiros do Apocalipse não sabem distinguir Estado de Governo.
Nem Interesse Nacional de política partidária.
A aproximação comercial e energética entre o Brasil e a Venezuela se iniciou com o governo Fernando Henrique e se aprofundou agora no governo Lula.
É uma associação extremamente positiva para o Brasil e também para a Venezuela.
Um dia, o senador Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati vai ser presidente do Aeroclube de Fortaleza.
E os presidentes Lula e Chávez serão um retrato na parede.
Mas o Interesse Nacional permanece.
O Conversa Afiada já tratou da matéria com o título “A oposição da Venezuela tem mais cabeça que a do Brasil”:
Oposição da Venezuela tem mais cabeça que a do Brasil
29/outubro/2009 10:41
Imagine se o Chávez tivesse uma oposição como a brasileira. Aí mesmo é que ele ia deitar e rolar …
Amigo navegante liga para dizer que teve o desprazer de assistir ao Bom (?) Dia Brasil e viu a urubóloga Miriam Leitão, perplexa, afirmar que ATÉ a oposição da Venezuela quer que a Venezuela entre para o Mercosul.
ATÉ a oposição da Venezuela.
A oposição da Venezuela acha que só o Brasil, no Mercosul, segura o Chávez.
Quem não quer a oposição na Venezuela é o PiG (*) – a urubóloga Miriam Leitão à frente – e o senador tucano Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati.
Para a urubóloga e o feliz proprietário de jatinho, o Chávez é incontrolável …
Que horror.
Até a oposição da Venezuela é mais competente que o partido do PiG (*) e seu sucedâneo no Congresso, o PSDB…
Paulo Henrique Amorim
(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Venezuela entra no Mercosul e passa
trator em 5 Cavaleiros do Apocalipse
29/outubro/2009 16:00
Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati levou uma surra do Interesse Nacional
Tasso “tenho jatinho porque posso”, Arthur Virgílio Cardoso, José Agripino Maia, Heráclito Fortes e Flexa Ribeiro são os grandes derrotados na votação da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que aprovou por 12 a 5 o ingresso da Venezuela no Mercosul.
O assunto agora vai ao plenário do Senado.
Esses cinco Cavaleiros do Apocalipse não sabem distinguir Estado de Governo.
Nem Interesse Nacional de política partidária.
A aproximação comercial e energética entre o Brasil e a Venezuela se iniciou com o governo Fernando Henrique e se aprofundou agora no governo Lula.
É uma associação extremamente positiva para o Brasil e também para a Venezuela.
Um dia, o senador Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati vai ser presidente do Aeroclube de Fortaleza.
E os presidentes Lula e Chávez serão um retrato na parede.
Mas o Interesse Nacional permanece.
O Conversa Afiada já tratou da matéria com o título “A oposição da Venezuela tem mais cabeça que a do Brasil”:
Oposição da Venezuela tem mais cabeça que a do Brasil
29/outubro/2009 10:41
Imagine se o Chávez tivesse uma oposição como a brasileira. Aí mesmo é que ele ia deitar e rolar …
Amigo navegante liga para dizer que teve o desprazer de assistir ao Bom (?) Dia Brasil e viu a urubóloga Miriam Leitão, perplexa, afirmar que ATÉ a oposição da Venezuela quer que a Venezuela entre para o Mercosul.
ATÉ a oposição da Venezuela.
A oposição da Venezuela acha que só o Brasil, no Mercosul, segura o Chávez.
Quem não quer a oposição na Venezuela é o PiG (*) – a urubóloga Miriam Leitão à frente – e o senador tucano Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati.
Para a urubóloga e o feliz proprietário de jatinho, o Chávez é incontrolável …
Que horror.
Até a oposição da Venezuela é mais competente que o partido do PiG (*) e seu sucedâneo no Congresso, o PSDB…
Paulo Henrique Amorim
(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista..
A integração latino americana através dos governantes de esquerda, é a “mosca na sopa” dos sionistas do clube de Bilderberg, na busca da “Nova Ordem Mundial”, ou seja no domínio total do planeta através de um governo único. Factoidistas como o Luiz Gonzaga e os dois Freds (2 em 1)ou são fantoches, inocentes úteis iludidos, e ou fazem parte da organização através de algum ramo de atuação (são dezenas)
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El golpe sandinista fue orquestado en el ALBA
22 de outubro de 2009
Politica La Unión de Organizaciones Democráticas de América, UnoAmérica, denuncia que el golpe sandinista a la Constitución nicaragüense, fue orquestado en Cochabamba, Bolivia, durante la última cumbre de la Alianza Bolivariana para América Latina (ALBA). Foto: Festejo, el presidente Morales ríe junto a sus colegas de Venezuela y Nicaragua, el sábado en Cochabamba – Foto: La Prensa Bolivia
Por UnoAmerica
Bogotá, 21 de octubre.- La Unión de Organizaciones Democráticas de América, UnoAmérica, denuncia que el golpe sandinista a la Constitución nicaragüense, fue orquestado en Cochabamba, Bolivia, durante la última cumbre de la Alianza Bolivariana para América Latina (ALBA).
La medida tomada por los magistrados sandinistas pertenecientes a la Sala Constitucional de la Corte Suprema -que permitiría a Daniel Ortega perpetuarse en el poder- no fue una decisión propia, sino que proviene del exterior.
La iniciativa contó con la autorización de Hugo Chávez y la aprobación de Evo Morales, Rafael Correa y la canciller de Zelaya, Patricia Rodas.
En la cumbre del ALBA también se acordó apoyar públicamente la medida de la Sala Constitucional, apenas fuese promulgada. Por eso el comunicado del ALBA en apoyo a la decisión se emitió casi simultáneamente.
La Unión de Organizaciones Democráticas de América increpa a la OEA por su posición tendenciosa y parcializada, puesto que condena al gobierno interino de Honduras por defender su Carta Magna, pero guarda silencio ante el golpe constitucional perpetrado por los sandinistas.
También critica a la OEA por no denunciar que la principal causa de conflictos en la región es la intervención flagrante de Chávez en los asuntos internos de otras naciones, al exportar su modelo de presidencia vitalicia, como ocurre en este momento en Nicaragua y como ocurrió hace cuatro meses en Honduras.
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Unión de Organizaciones Democráticas de América, UnoAmérica,um dos braços sionistas da Nova Ordem Mundial na América Latina
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A face atual do golpe
22 de outubro de 2009
Joseph Goebbels
Do BlogBoaNOva (*)
O Brasil vive nestes dois últimos dias, um dos momentos mais assustadores de sua história recente com a escalada de ações políticas que fazem prever a instauração no País de um clima propício a um golpe de estado que segue modelo aprimorado e testado, com êxito parcial, em Honduras recentemente.
É o golpe travestido de uma pretensa “ação legal em defesa do Estado e de sua população”, comandado não mais a partir das desastradas quarteladas militares, mas agora com a roupagem negra das togas dos tribunais.
A manifestação extemporânea, imprópria, não provocada e de clara preparação de um clima próprio para que se desague na Corte Constitucional uma decisão que se alegaria em “favor do povo” e contra o “desgoverno” está nas entrevistas dadas pelo ministro-Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
O ministro, ao abordar – criticando o governo federal – temas tão diferenciados quanto a caravana governamental às obras de transposição de águas do rio São Francisco e a crise de segurança pública no Rio de Janeiro, revelou o lado assustador desse processo..
Um dos mais antigos e respeitados brocardos (axiomas jurídicos) do Direito diz: Juiz só fala nos autos…
Em uma delas, sem que ninguém o provocasse a tanto, o ministro declara que o Presidente da República “está testando os limites” da Justiça em sua iniciativa de celebrar aquela que começa a mostrar os rumos da maior realização pública em favor do Nordeste em dois séculos.
Na outra, também sem que para tanto o invocassem, sua excelência nega a tendência recente do Supremo na valorização do poder federativo e atribui apenas ao governo federal a desordem, o caos e o descontrole da ordem pública imposto pelo tráfico de drogas ao Rio de Janeiro.
Sem nenhum exagero e apenas à luz dos fatos, tais declarações nos levam de pronto à situação enfrentada por Honduras onde as mesmas forças da elite desalojadas do poder fizeram o teste primário e mais recente desse sistema novo de golpe de Estado. Lá o presidente eleito foi deposto, preso em casa e expatriado por manifestar a intenção de propor referendo para mudança constitucional cujos benefícios sequer gozaria.
Iludem-se os que gracejam das manifestações política destemperadas do ministro Gilmar Mendes. Sua excelência já demonstrou audácia inconcebível ao peitar grosseiramente a Presidência da República ao arrepio da norma constitucional que diz de harmonia entre os poderes.
A técnica do golpe de estado como forma de preservação de privilégios vem sendo aprimorada desde os tempos das quarteladas de novembro de 1955 contra o eleito Juscelino Kubitschek, passando por Aragarças e Jacareacanga e por Jango até 1964.
Depois foram anos de chumbo que se fizeram seguir pelo golpe midiático das manipulações eleitorais primeiro contra Leonel Brizola no início da década dos oitenta até desaguar, já então sob o regime monopolista da comunicação televisiva, na manipulação escancarada na eleição presidencial de 1989.
E não ficou por aí. A ação dos neocons no Brasil se alongou na compra de um mandato alongado não integrante das tradições constitucionais brasileiras, sem uma só voz contrária das estridente que hoje se assanham contra o governo federal legitimamente eleito.
Era o Estado negociado pelos artífices do golpe das elites. Acreditavam estar comprando a eternidade do mando na sucessão do Presidente que fez no Brasil o que hoje se condena na América Latina: a prorrogação do mandato pela via congressual e apoio judiciário.
Hoje o requinte vai do uso da massiva máquina de comunicação com uma campanha repetitiva – à maneira da fala nazista de Joseph Goebbels – que procura demonstrar repetidas vezes uma pretensa inércia ou ineficácia da ação do governante. E nisso vem as atitudes destemperadas de políticos subservientes a esse processo, com ação que tende a levar à população desavisada a impressão de que o país no qual se quer o golpe, navega por águas revoltas.
Tem sido assim em muitos e muitos dos recentes exemplos de tomada do poder por elites dele desalojadas pela consciência social que a globalização inevitavelmente nos impõe. Uma consciência que nasce com a massificação da informação, o acesso ao conhecimento e o afloramento das crises agudas de desigualdade social.
É um processo calculado cientificamente pelos neocons da extrema direita do liberalismo internacional que alcançaram o máximo de seu poder na era George W. Bush no comando da maior potência mundial. Honduras foi apenas o mais recente e inexpressivo laboratório dessa tese.
Mas há que se cuidar. No Brasil os sinais do golpe já surgem fartos e generosos e não há que se buscar longe para percebê-los. Não são apenas as manifestações ilegais, antidemocráticas e inoportunas do chefe de um dos poderes da República.
Parafraseando Regina Duarte, embora ao contrário, eu afirmo que estou com medo, muito medo..
A mídia porta-voz dessa elite e por ela dominada sente a perda de sua expressão e seus poderes. E por isso integra o esforço golpista. Não há no país órgão formador de opinião que se alinhe às teses de ascensão das classes mais pobres com a perda do poder dos abastados. Nossos jornais, nossas revistas e nossas principais redes de televisão são instrumento e voz dos que se assanham para voltar ao mando e ao controle.
O parlamento – composto em sua maioria – como também acontece na mais alta corte de justiça do país – por homens e mulheres que têm em seu ideário a noção do exercício do poder apenas pelas elites ameaçadas em seu mando, faz coro a essa campanha. É a tentativa de passar ao povo a impressão de que o Brasil é país de segunda categoria; seus governantes ineptos e a atual conjuntura, um reflexo do desastre.
Já assistimos antes ao embate entre ministros da Suprema Corte calcados em sua origem e formação. Enganam-se os que acreditam que numa ruptura constitucional dentro do processo de tomada do poder pelo uso do Judiciário, nossos supremos ministros se aliarão ao povo.
Já antes a nossa Suprema Corte se curvou às armas do golpe. Agora, as empunha na travestida espada da deusa-justiça para rasgar de vez a constituição. Gilmar Mendes foi ostensivamente apoiado pela maioria de seus pares em sua cantilena partidarizada e antigoverno.
No Congresso armam-se crises artificiais calcadas em depoimentos fabricados de funcionários públicos ressentidos por demitidos. Assim, dá-se curso ao caldo de cultura do pior que existe em nossa política, o desapego ao interesse nacional para valorização apenas das desmedidas ambições pessoais e grupais.
Na mídia vê-se o que agora, quando escrito este editorial, às 22 horas de terça-feira, 20 de outubro, a versão publicada da tentativa de criar aura própria para o golpe. Na página na internet, do jornal O Globo, ponta de lança desse processo, no mesmo dia em que o Brasil é louvado pelo “The New York Times” e pelo “El País”, o matutino carioca omite tais elogios e lista em seqüência quatro títulos “mancheteados” que depreciam governo e vida brasileiros.
O jornal que capitaneia a maior rede de televisão do país diz em seqüência: “Guerra do tráfico impõe mais uma noite de tensão à Zona Norte do Rio”; “Brasil perderá US$ 28 bi com taxação de capital”; “PRF levanta suspeita sobre prova do Enade” e “PSDB, DEM e PPS vão ao TSE contra Lula e Dilma”. Somadas tais manchetes e publicadas de uma só vez sugerem, insegurança; prejuízo; corrupção e desgoverno.
É a triste lembrança de dias passados quando o fantasma do comunismo servia de bandeira aos golpistas que chegaram ao extremo de atribuir a um latifundiário gaúcho na Presidência da República o epíteto de líder marxista-leninista de uma “república sindicalista”.
Naquele tempo o caos era a manchete dos jornais mais importantes do Pais. O “Correio da Manhã” bradava “Fora!”; O “O Globo” e “O Estado de S. Paulo” faziam coro aos militares descontentes. O Jornal do Brasil condenava abertamente a política social de Jango e Folha, então “Folha da Manhã”, era inexpressivo jornal defensor de um proprietário da rodoviária de São Paulo, sem o engajamento partidário de hoje.
É um somatório exagerado. Só a última das manchetes do dia no site do O Globo já por si mostra os rumos que as coisas tomam. O próprio Gilmar Mendes antecipou e guiou os caminhos para os partidos de oposição ao afirmar na quarta feira passada que o Presidente Lula estaria testando os limites do TSE.
Na página de O Globo na internet, nenhuma alusão às manchetes que foram destaque em site estrangeiros da Internet e no Brasil na versão nacional da BBC. Nem uma só palavra. E isso também se deu nos demais sítios da grande imprensa.
Já é do passado a quartelada pelo arroubo tresloucado de um General Mourão Filho, assim como ficou para as calendas a ação impeditiva de outro golpe, com a firmeza de um general-herói da resistência democrática brasileira, o hoje esquecido General Machado Lopes que impediu a primeira das quarteladas contra Jango. O modus-operandi mudou e mudaram os tempos.
Hoje usa-se o refinamento da toga e da interpretação da lei para se impor ao povo aquilo que contraria o voto. Para esses golpistas, nada significam sessenta milhões de brasileiros votantes e nem sequer a alta popularidade de um governante no legítimo exercício de seu mandato.
Em sua ânsia por restaurar privilégios começam a ensaiar de forma ousada a volta ao poder pelo golpe. E usam as lições aprendidas com Honduras, as aprimoram, dão a elas cores públicas com campanha difamatória, depreciativa, enganosa e ilusória de um inexistente caos.
E o pior de tudo é que pouco se importam com o País que vêem apenas como fonte de suas riquezas e seus privilégios, nunca a nação de uma gente digna como o é o brasileiro comum.
Para os golpista, vale tudo, até o uso da máquina do Judiciário, um poder que deveria representar a maior conquista da democracia na história da humanidade: a igualdade entre as gentes. É a negativa neocon do ideal que presidiu a Revolução Francesa e a Constituição Americana, duas das maiores conquistas da humanidade em termos de igualdade e Justiça.
Parafraseando, embora em sentido inverso, a atriz Regina Duarte, posso afirmar sem sombra de dúvida e com base em toda a história que vivi desde o suicídio de Vargas; estou com medo… Eu estou com muito medo… Medo do golpe travestido do Direito, embora longe da Justiça!
(*) Fonte: http://blogboanova.zip.net/
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Leiam os Protocolos de Sião e saberão porque está entrando “moca na sopa” deles.
http://www.scribd.com/doc/4957887/os-protocolos-de-siao
* mosca
Luiz Gonzaga says:
October 29, 2009 at 8:25 pm
∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞
A face atual do golpe
22 de outubro de 2009
Joseph Goebbels
Do BlogBoaNOva (*)
VEJA, ELES SÃO TÃO OSTENSIVOS E DEBOCHADOS QUE SE ASSINAM COM NOMES NAZISTAS, NEONAZISTAS QUE SÃO. “Joseph Goebbels”
FOI O “MINISTRO DE PROPAGANDO DE ADOLF HITLER, AQUELE QUE DIZIA QUE “DE TANTO SE RTEPETIR UMA MENTIRA ELA SE TORNA VERDADE”…ALGUEM AQINDA TEM DÚVIDA QUE ESSE LUIZ GONZAGA É FASCISTA-NAZISTA-SIONISTA?
CORRIGINDO
Leonardo says:
October 29, 2009 at 8:34 pm
Luiz Gonzaga says:
October 29, 2009 at 8:25 pm
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A face atual do golpe
22 de outubro de 2009
Joseph Goebbels
Do BlogBoaNOva (*)
VEJA, ELES SÃO TÃO OSTENSIVOS E DEBOCHADOS QUE SE ASSINAM COM NOMES NAZISTAS, NEONAZISTAS QUE SÃO. “Joseph Goebbels”
FOI O “MINISTRO DE PROPAGANDA” DE ADOLF HITLER, AQUELE QUE DIZIA QUE “DE TANTO SE REPETIR UMA MENTIRA ELA SE TORNA VERDADE”…ALGUEM AINDA TEM DÚVIDA QUE ESSE LUIZ GONZAGA É FASCISTA-NAZISTA-SIONISTA?
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Polícia: fuzis que iriam para o Rio podem ser das Farc
22 de outubro de 2009
JB Online, Terra Notícias (*)
A polícia de Mato Grosso acredita que os sete fuzis apreendidos terça-feira à noite, em Primavera do Leste, podem ter saído das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). As armas – cinco de calibre 7.62, de poder idêntico ao usado para abater o helicóptero da Polícia Militar no Engenho Novo, no sábado, e duas carabinas .30, todos de uso restrito -estariam a caminho dos morros do Rio de Janeiro.
“É a hipótese mais provável. É o armamento típico usado pelas guerrilhas”, disse nesta quarta-feira o delegado Rafael Siteel Fossari. O delegado afirmou que os detalhes que chamam mais atenção são a quantidade de armas encontradas numa única vez, a numeração e o brasão, raspados para apagar identificação e símbolo da corporação a que pertenciam.
Uma pesquisa feita pela própria polícia não encontrou nesta quarta nenhum registro de furto, roubo ou sumiço em nenhuma das corporações brasileiras que poderiam usá-las. Os fuzis belgas 7.62 são utilizados regularmente pelas Forças Armadas ou por grupos revolucionários, por seu poder de fogo. “Os fuzis estavam azeitados e bem cuidados. Quem faz isso conhece armas”, afirmou o delegado.
As corporações de segurança só usam esse tipo de armamento em operações especiais. “Toda a Polícia Civil de Mato Grosso tem apenas cinco fuzis”, afirmou Fossari.
Há dois meses, em um assalto a banco na mesma região, foi usado armamento parecido, mas a polícia não vê relação com a apreensão. As armas foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal, em uma fiscalização de rotina na altura do km 286 da BR-070, com o motorista Vanderlei de Souza, 37 anos.
Era a terceira viagem de Souza transportando armas para o Rio. Os fuzis foram apanhados em Ji-Paraná (RO). O rapaz disse que deixaria o carro num posto de combustível conhecido por Ipirangão, a 30 km de Juiz de Fora (MG), no caminho do Rio. Com ele, havia também 1,5 mil cartuchos de munição calibre 7.62 e 450 de .30.
Ao ser abordado pelos policiais, que suspeitaram de tráfico de drogas ao perceber modificações no forro da caminhonete, Souza confessou. “Não é droga. Estou carregando arma”, afirmou.
Ele contou que receberia R$ 13 mil pelo transporte. A polícia encontrou com Souza vários cartões de oficinas e de borracharias do Rio, o que levanta a suspeita, segundo o delegado, de que ele fez várias outras viagens e chegaria mais perto dos morros.
Até o final da tarde, segundo a assessoria da PM, pelo menos 33 pessoas haviam sido mortas no Rio desde sábado. Dezenove seriam traficantes em confrontos com a polícia, três são policiais militares e três, inocentes.
Oito bandidos foram mortos, ainda de acordo com Santos, em guerra entre os próprios traficantes. Neste período, 22 suspeitos de envolvimentos nos conflitos teriam sido presos.
(*) Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4055725-EI5030,00.html
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PHA e o Petralha idiota tão com inveja pq Tasso Jereissati tem um jatinho…
Vão trabalhar seus otários…
Porém o Luizinho Sucaterio, dessa vez se perdeu feio, mas mostrou que não tem compromisso comn o que le e o que pensa.
Esse artigo : ∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞
A face atual do golpe
22 de outubro de 2009
Joseph Goebbels
Do BlogBoaNOva (*)
ele copiou desse local http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7717&Itemid=141 deu uma lida por alto, achou que era contra o governo Lula e mandou bal…rsrsrs…mas é um artigo contra os golpistas de modo geral, contra aqueles que ele vem defendendo aqui. Como precisava de um “autor” para o artigo, tascou “Josef Goebbels”…rsrsrs, nazista como ele…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Olha o lacerdento OPORTUNISTA 2 em 1 de volta …kkkkkkkkkk
Fred Campos
Já falei ontem que voce não aguenta o sereno, mesmo tendo vontade.
Ja deu hoje escroto?
Ja? então da de novo babaca…
A face atual do golpe
por Eleuterio Boanova, em seu blog
ESSA É A ORIGINAL, QUE O LUIZ GONZAGA ASSINOU COM ” JOSEPH GOEBBELS”. vIRAM COMO EU TIONHA RAZÃO, QUE ELE É NAZISTA “GOEBBELINO” E MENTIROSO?
E o Fred Campos é o baba ovo, aprendiz OPORTUNISTA do goebbelino Luiz Sucata.
que não aguenta o sereno
Não !?!? Um troxa que traz artigo do PCO ainda quer falar dos outros???
Vai pra Cuba bobão, andar de Lada, passar fome e doido pra fugir pra Miami
Esses petralhas são tão frageis quando postam suas asneiras que querem falar mal dos artigos dos outros…
Olha pras tuas besteiras primeiro Petralha.
Trazer artigo do PCO????
huahuahuahua
Cara é 10 vezes pior do q trazer do boboca do PHA.
O baba-ovo aqui é vc e do teu Sapo Barbudo, não copia meus termos.
OS DIAS DA ELITE ESTÃO CONTADOS….
gilmar 22/10/2009 06:27
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Não tenho dúvida em afirmar: os dias de farra e desprezo quanto ao pobre, pratica de corrupção praticados pelos ricos estão contados, incluindo-se até os detentores de toga.
esse pessoal – embora ganhem muito bem – vem ultrapassando os limites da razoabilidade e o certo é que o poder paralelo – somado ao inconformismo popular – vem dando sinais de que algo muito forte está por acontecer, pois embora o LULA diga que o país tá uma maravilha, o certo é QUE ESTAMOS VIVENDO UM VERDADEIRO CAOS DE IDENTIDADE.
o país pode encontrar-se bem estruturado do ponto de vista economico, mas há UM INCONFORMISMO nunca visto, sobretudo quanto a CORRUPÇÃO IMPLEMENTADA NO PODER JUDICIÁRIO.
antes mesmo de assumir a presidencia do STF, vários nomes importantes e juristas afirmavam que Gilmar Mendes é um destemperado e que criaria o caos no brasil.
obrigado, como juiz, a falar no processo, cedeu ao gosto pelo poder e se intromete em tudo e contra todos.
ameaça juizes e transformou o STF um balcão de negócios, onde os juizes e tribunais inferiores sequer podem prender uma pessoa de sua graça.
Bom, espero que qualquer experiencia desordenada tenha – também – o fito de atingir não somente as classes menos facorecidas, já assoladas pelo desprezo do estado; mas os ricos/politicos/poderosos/judiciário, que querem TRANSFORMAR – SE É QUE JÁ NÃO O FIZERAM – ESTE PAÍS NUM BALCÃO DE NEGÓCIOS.
este ministro do STF representa um RISCO A SEGURANÇA DO BRASIL E PARECE QUE ninguém percebeu isto.
Gilmar, que não é mendes.
Fred Campos
cala boca que voce não aguenta o sereno…kkkkkkkkkkkk
Quem ganha bem são os apaniguados do PT que estão nos cargos comissionados ganhando salario de R$ 10 mil pra cima.
Mas a mamata ta acabando.
O lider absoluto das pesquisas vai desinfetar esses imundos de Brasilia, no inicio de 2011.
Aproveitem ate la porcos imundos, teus dias de imundicie está acabando.
Alias falando em Serra, os petralhas ficam torcendo que não vá Serra, que vá Aécio, pq se Serra for candidato a Dilma ja era.
Farra dos cadernos- Desmascarado o esquema de Serra que beneficia a Folha
Não por acaso, a Plural (leia-se Grupo Folha) ficou com o filé mignon desse boi, em condições absolutamente nebulosas. Registre-se que foi deste estabelecimento, recentemente, que “vazaram” as provas do ENEM (dizem as más línguas que o plano original ? frustrado pelo Estadão ? era que a Folha de S. Paulo, orientada por um vampiro, vazasse a prova no dia do exame, provocando um estrago político devastador).
I ENCONTRO LGBT DE PIRACICABA E REGIÃO
I ENCONTRO LGBT DE PIRACICABA E REGIÃO
Homofobia x Diversidades:
Cultura, Saúde, Educação, Mídia, Juventude e Mercado de Trabalho: um olhar legal
05 a 07 DE NOVEMBRO DE 2009
Convido a todos
Pronto, agora sim se revelou…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ultima Notícia
Plano de Governo do PSDB/DEM/PPS a ser divulgado para as eleições de 2010, com a finalidade de obscurecer o sucesso do PAC do governo Lula
1 – Base de Operações Legislativas Avançadas – B.O.L.A.
2 – Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto – P.I.A.D.A.
3 – Programa de Revisão Orientado para o Próprio Interesse nas Nomeações em Autarquias – P.R.O.P.I.N.A.
4 – Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas – M.E.R.D.A.
5 – Serviço de Apoio aos Companheiros que Atuam Nacionalmente, Aliciando Governadores, Empresários e Magistrados – S.A.C.A.N.A.G.E.M.
6 – Fundo para Operações Destinadas aos Apadrinhados e Servidores – F.O.D.A-SE
7 – Programa de Revitalização do Vale Tudo entregrista – P.R.I.V.A.T.A.R.I.A – 2.
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No dia 20 de outubro de 2009,terça-feira,
Gilmar Mendes reclama que Lula “testa os limites de tolerância da Justiça Eleitoral” nas viagens com Dilma…
Em 1/09/2007 (há quase dois anos)produzi o vídeo abaixo. Clique no link para assistir:
http://www.youtube.com/watch?v=rDW4dwNiZ0U
Este video tem como fundo musical o Hino à Proclamação da República do Brasil. Tem letra de Medeiros e Albuquerque (1867 – 1934) e música de Leopoldo Miguez (1850 – 1902). Publicada no Diário Oficial de 21 de janeiro de 1890.
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Posso não ser um profeta, mas antevejo os acontecimentos muito antes…
Açinado: Zé Serrote o pueta do Serrão
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Mais uma do Joseph Goebbels, vulgo Luizinho das Sucatas
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Meu Pato, já fizeram contato com você?
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Todo mundo sabe que foi vc escroto imundo que colocou meu nome seu troxa idiota, imbecil, canalha, estúpido
PRA VER COMO EU SOU DIFERENTE DE VC IMUNDO
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Especialistas criticam estratégia de liderança do Brasil na A.Latina
22 de outubro de 2009
EFE (*)
São Paulo, 21 out (EFE).- O ex-presidente colombiano César Gaviria e o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda criticaram hoje a estratégia de liderança do Brasil na América Latina, durante um fórum sobre a região realizado em São Paulo.
“Não se pode ser um líder mundial somente negociando. Deve-se tomar uma posição e não tentar ficar bem com todos”, disse Castañeda, no debate que fez parte do seminário Brazil Summit, organizado pela revista britânica “The Economist”.
Para o ex-chanceler mexicano, “o Brasil não está pronto para enfrentar o desafio de líder regional que tem. Não está preparado para resolver os conflitos regionais” e deu como exemplo a polêmica gerada na América do Sul pela autorização do uso de sete bases militares na Colômbia por tropas americanas.
“Um dia o Brasil apoia (o presidente da Venezuela, Hugo) Chávez sobre as bases e depois (o líder colombiano, Álvaro) Uribe e diz que tudo está bem. O Brasil tem às vezes uma atitude hipócrita”, opinou.
De acordo com Castañeda, com a atual política diplomática, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, “vai sair do Governo, pode voltar em 2014, e vai a sair de novo em 2018, sem que o Brasil tenha um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas”.
Já Gaviria abordou mais a liderança econômica do Brasil na região e disse que o país “tem capacidade para crescer, mas cresce abaixo de sua capacidade”.
“O tão falado crescimento do Brasil é apenas uma possibilidade, pois ainda não demonstrou sua capacidade”, ressaltou.
Gaviria, que também foi secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), disse que o Brasil tem “muitas ideias políticas para desenvolver, mas confia demais na negociação e perdeu a oportunidade na Alca (Área de Livre-Comércio das Américas) e na Rodada de Doha” da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Segundo Gaviria, o Brasil “respeita muito os Estados Unidos e pensa muito na Europa, que como mercado não é muito conveniente”.
O ex-presidente colombiano acrescentou que “como México, Brasil necessita reformar suas instituições. O Brasil na América tem que liderar o tema da mudança climática, assim como lidera a posição diante do FMI (Fundo Monetário Internacional)”.
Na opinião do ex-líder, “não há entendimento na América Latina. O Mercosul, por exemplo, é um acordo basicamente entre Brasil e Argentina e estão integrando a Venezuela, que não acredita em um comércio aberto. Por isso, o Mercosul não tem futuro”.
Gaviria se mostrou também contrário ao Conselho de Defesa da União de Nações Sul-americanas (Unasul).
“Defender de que? Não há ameaças. Os EUA querem bases militares na Colômbia, mas isso é um problema artificial que dividiu o hemisfério”, segundo Gaviria, que fez um pedido para que Brasil e México assumam o verdadeiro papel de liderança na região.
“Sem México e Brasil é impossível que os EUA façam alguma coisa para acabar com o bloqueio econômico de Cuba. (O presidente americano, Barack) Obama não vai fazer nada se a América Latina não quiser”, disse.
(*) Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/10/21/ult1808u148161.jhtm
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Mas claro, eles tem de ser contra tudo que interfira no plano da Nova Ordem Mundial
como se já não bastassem os lacerdentos daqui ainda vem mais dois, do México e da Colombia.
Um a menos:
José Sarney manda publicar cassação de Expedito Junior
Estadão – há 5 horas
BRASÍLIA – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou nesta quinta-feira a publicação no Diário Oficial do Senado da cassação do mandato do senador Expedito Junior (PSDB-RO). Segundo informação da assessoria de imprensa de Sarney, …
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Enviado por Ricardo Noblat -
29.10.2009
| 9h45m
Lula e Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro
“Quem faz está subordinado a todas as leis, e quem dá ordem para parar não está a nenhuma” (Lula)
Do Blog do Auditor:
O texto abaixo foi extraído da lista de discussão da Auditar sobre a declaração do Presidente Lula a respeito da criação de um órgão para fiscalizar o TCU. Selecionamos o texto do auditor Artur Adolfo Cotias e Silva sobre o tema.
“Não é novo esse discurso do chefe de governo sobre o tribunal estar acima das leis. Talvez os mais novos no TCU não o reconheçam, mas ele é a versão atual do episódio narrado a seguir.
Em abril de 1893, o tribunal, recém-instalado, registrava previamente todo e qualquer ato que implicasse despesa para os cofres públicos. Floriano Peixoto, vice-presidente no exercício da Presidência, determinou a seu ministro da Viação (algo como ministro dos Transportes de hoje), Limpo de Abreu, que nomeasse Pedro Paulino da Fonseca, irmão de Deodoro, para um determinado posto naquele ministério.
Nomeação feita, findo o primeiro mês, o ato do pagamento foi enviado ao tribunal, para registro: um conto de réis era o salário do cidadão. Como não havia previsão de dotação orçamentária para o pagamento, o tribunal recusou o registro, e devolveu o aviso ao ministro. Limpo de Abreu, então, levou o assunto a conhecimento de Floriano, que comentou: “São coisas do meu amigo ministro da Fazenda, que criou um tribunal superior a mim. Precisamos reformá-lo”.
Dito isso, mandou chamar o amigo ministro, Serzedello Corrêa, para perguntar se já havia no país quem mandasse mais que ele. O ministro respondeu ao vice-presidente com a frase que se tornou célebre e é emblemática no tribunal, e que se ajusta para o momento de ontem e para o de hoje:
- Não. Superior a Vossa Excelência, não. Quando Vossa Excelência está dentro da lei e da Constituição, o tribunal cumpre as suas ordens. Quando Vossa Excelência está fora da lei e da Constituição, o tribunal lhe é superior. Reformá-lo não podemos.
A história se repete. O furor de hoje é o mesmo de ontem, assim como são iguais a lei, a Constituição e a límpida visão do ministro demissionário.
No episódio de 1893, no momento imediato venceu a força de Floriano Peixoto. Nos de hoje, não se sabe onde a pendenga vai parar.
Resta saber se Lula quer ser reconhecido como o estadista que se intitula, como desenvolvimentista, ou como um novo marechal de ferro.”
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Meu Pato, já fizeram contato com você??
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Veja Luiz Gonzaga que não somos só nós que somos chamados de Lacerdentos, ate Reinaldo Azevedo sofre na pele por causa desses petralhas imundos.
OS MILITARES E A DEMOCRACIA
quinta-feira, 29 de outubro de 2009 | 3:47
Leitores me perguntam como foi a palestra de ontem no Comando Militar do Sudeste. Excelente! No dia 7 deste mês, falei no Clube Militar, no Rio. Encontro igualmente agradável. Não chego a dizer que é “impressionante” a formação intelectual dos oficiais — inclusive a dos jovens — porque isso faria supor que eu esperasse coisa diferente, tendo sido surpreendido. E não esperava. Estão mais bem-informados, e pensam segundo modelos de precisão freqüentemente mais atilados, do que muitas categorias profissionais das quais se deveria cobrar especial apuro intelectual — jornalistas, por exemplo. Minha palestra desta quarta encerrou o “III Estágio de Comunicação Social — Exército na Sociedade: Conhecer, Integrar, Comunicar”. É a segunda vez que sou convidado para o evento.
A petralhada chiou pra chuchu. “Aí, hein?, está querendo dar golpe!”.Os mediocremente informados procuraram me associar a Carlos Lacerda. Vocês imaginam o rol de bobagens de que essa gente é capaz. Pois é… Nas duas vezes — ou três, se eu levar em conta o convite do ano passado —, falei em defesa das instituições democráticas e da Constituição. Dos militares, em suas intervenções nos debates, só ouvi palavras de defesa da Carta que rege o país. E nem poderia ser diferente.
Se existe alguma tentação golpista no Brasil, ela não veste uniforme. Se existem pessoas que hoje desrespeitam abertamente as leis que nos regem, elas não estão nos quartéis. Na América Latina — e também por aqui, ainda que de modo um tanto mitigado —, as tentações autoritárias partem daqueles que pretendem que as urnas abram caminho para uma espécie de absolutismo do voto. Querem alguns que, porque eleitos, podem fazer da Constituição e das leis o que bem entendem. E eu existo, entre outras razões, para dizer: “NÃO PODEM!!!”
Sinto-me honrado com tais convites. E participarei quantas vezes me convidarem. O Exército entende hoje em dia a imprensa com muito mais clareza e propriedade do que a imprensa entende o Exército. Ademais, vale a minha frase que deixa alguns irritadinhos: as Forças Armadas são a democracia de farda. E são, como em todas as democracias, as garantidoras últimas do regime de liberdades. Os absolutistas das urnas não gostam de pensar que algo possa ser superior à sua vontade — as leis, por exemplo. Mas elas são.
É sobre isso que falo nessas palestras.
Por: Reinaldo Azevedo
Entrevista: Francisco Carlos Garisto – Polícia de Verdade
Tipo de conteúdo: Notícias
Autoria: Verena Glass, Marina Amaral, Cláudio Júlio Tognolli, Mylton Severiano, João de Barros, Wagner Nabuco, André Bertolucci e Sérgio de Souza para .Revista Caros Amigos, março de 2000 – Por: Raquel Moraes ( Guará-DF ) Visitas a este conteúdo: 203
http://carosamigos.terra.com.br/outras_edicoes/grandes_entrev/garisto.asp
Polícia de Verdade
É preciso muito peito para fazer tudo o que este homem, um funcionário público, fez. Ele é polícia federal, liderança, presidente da Associação Brasileira dos Agentes da Polícia Federal e conselheiro da federação deles. Teve muito peito para dar esta entrevista também. Possui uma noção de cidadania rara de encontrar até em chefes de Estado. Que, aliás, considera funcionários públicos como ele. Daí o poder irresistível de falar tudo o que pensa, e parte de tudo o que sabe sobre todos os escalões da República. Sem medo de ser honesto, faz revelações que tornam esta entrevista, mais que explosiva, histórica.
Sérgio de Souza – Você podia contar como chegou na Polícia Federal?
Francisco Carlos Garisto – Se eu não fosse polícia, seria polícia mesmo. Coisa de aptidão. Desde menino queria ser polícia. E na repressão ao entorpecente. Porque fui criado em um bairro aqui em São Paulo, o Tucuruvi, onde, por causa da droga, o esquadrão da morte da época matou 90 por cento dos meus companheiros de rua, eram uma bandidagem danada. Tive que trabalhar desde cedo, porque era pobre e tinha que ajudar a família, e me sentia muito mais do lado da polícia, achando que os meus companheiros de rua estavam todos errados. Daí fui fazer o Exército e na época havia uma repressão política desgraçada, foi em 1971. Mortes, desaparecimento de pessoas, aí me convidaram para trabalhar na Oban, Operação Bandeirante, que era no DOI-Codi. Não sei por que cargas-d’água, falei: “Não vou mexer com esse negócio, não”.
Marina Amaral – Quem ia para a Operação Bandeirante tinha algum privilégio?
Garisto – Tinha. Primeiro, que você deixava a farda, e deixava de ser raso. Depois, que, você falando para um garoto de dezoito anos que ele é o James Bond, fica uma coisa muito interessante. Que não vai mais usar farda, vai usar uma 45 na cinta e vai ser agente infiltrado, muitos desses meninos foram usados para praticar um monte de imbecilidades. Existiam os repressores profissionais, que faziam escola no Panamá, nos Estados Unidos, mas tinha os meninos do Exército, da PM, que eles pegavam na formação de oficiais, dezenove anos, vinte anos, e jogavam lá. E a esquerda, para eles, eram assaltantes de banco, criminosos que estavam ameaçando o país, queriam implantar o comunismo. Eu não quis ir, queria sair do Exército, entrar na Polícia Federal.
Marina Amaral – Por que a Polícia Federal?
Garisto – Porque eu achava que ela tinha uma estrutura constitucional melhor, de investigação, que você poderia se desenvolver mais. Então deixei o Exército e fui prestar concurso para a Polícia Federal. Eram mais de quatrocentos disputando, fiquei em primeiro lugar e só o primeiro lugar conseguia vaga em São Paulo, o resto ia para as fronteiras. Entrei em 1977. Com cinco dias de polícia, fui repreendido, um tipo de punição porque não quis ir nas bancas de jornal apreender A Hora do Povo (jornal do MR-8, uma facção de esquerda). Vinham ordens do Armando Falcão (ministro da Justiça) para apreender o jornal porque tinha falado mal do presidente, do dinheiro do FMI, essas coisas. É que havia censura oficial. Os censores ficavam aqui na sua redação: “Isto pode, isto não pode”. O Estadão metia receita de bolo, aquelas coisas. Fui punido mas logo depois consegui ir trabalhar no entorpecentes. Quando fiz um ano de polícia, me convidaram para fazer uma infiltração em Cuiabá, me passar por vendedor de éter e acetona para os traficantes — para fazer a cocaína, eles precisam de éter e acetona. E, vendendo os dois produtos, eu ia acabar descobrindo o laboratório. Lá fui eu pra Cuiabá, sem estrutura nenhuma, a Polícia Federal não tinha verbas etc. Mas troquei de identidade e tudo.
Mylton Severiano – Foi sozinho?
Garisto – Você não pode ir acompanhado. Fui com um informante, que levei só para ele me apresentar o contato lá. Aí montei uma empresa em São Paulo para comprar éter e acetona da Rhodia e levava para Cuiabá. Com isso, acabei chegando até a direção do Cartel de Medellín. Fiz carreira. (risos) Aliás, é muito mais fácil fazer carreira lá, porque existe uma ética, existe compreensão, eles valorizam quem trabalha, o puxa-saco não tem vez. Costumo falar que, se a polícia tivesse a estrutura do Cartel de Medellín, o Cartel de Medellín não existiria. Lá, se você dá lucro em uma operação, fica bem-visto; aqui, os colegas já querem te derrubar porque você vai chegar a chefe primeiro que eles.
Marina Amaral – A polícia tem mesmo interesse em chegar nos cabeças do tráfico?
Garisto – Tem, mas é difícil chegar. Ninguém quer falar isso, mas a diferença do Brasil para a Colômbia hoje é só a violência entre traficantes. Porque, de comando e controle do narcotráfico, é a mesma coisa. Taí a CPI provando o que estou falando, existe um crime organizado, um narcotráfico estruturado, que envolve deputados, senadores e outras coisas, só que não se pode falar sobre isso, a Polícia Federal é proibida de dar entrevista. Tenho facilidade porque estou na Federação Nacional dos Policiais Federais licenciado até 2002. Depois de 2002, se voltar para a ativa da polícia estou ferrado, porque eles não querem que fale isso, comparar o Brasil com a Colômbia “é antidemocrático”. Mas, se você não falar, não se encara o problema. Você ouve meu pai: “Puxa, mas deputado envolvido?” Tem um monte, o Jabes Rabello, de Rondônia, aquele que foi cassado, por exemplo, era só uma ponta; o senador Hernandes Amorim foi suspeito de envolvimento, aí fica na suspeita, mas continua senador. Essas investigações da CPI em Campinas, Piauí, Maranhão, se fizer um levantamento, em qualquer Estado dá igual.
Wagner Nabuco – Quantos homens tem hoje a Polícia Federal?
Garisto – Temos 7.000 homens. Desses, 3.000 são operacionais. Quatro mil estão na burocracia. Às vezes, burocracias necessárias, como o Serviço de Inteligência, que alimenta a operação. Temos região de fronteira com dois agentes, os traficantes passam de AR-15 dando risada e dando tchau. Verdade. Quem já esteve lá sabe que estou falando a verdade. Quando estive em Ponta Porã fazendo um serviço, vi uns caras passar e disse pros meus colegas: “Aqueles ali são suspeitos”. E eles: “Não olha, não, que aqueles caras são muambeiros”. “Como, não olha?” “Não olha porque eles vão marcar a gente aqui, depois você vai embora e a gente fica.” É assim, porque a mãe do camarada e a irmã trabalhavam no banco em que o gerente era irmão do traficante. O cara da Receita é primo do contrabandista.
Sérgio de Souza – Mas como foi a infiltração, a história de Cuiabá?
Garisto – Era uma investigação em cima de um traficante chamado Totó Garcia, o maior do Brasil na época. Só para registrar: esse trabalho é que deu origem à lei que proíbe o comércio de éter e acetona. Bom, em Cuiabá, me apresentaram um subalterno dele, chamado Pina.
Verena Glass – Quem te apresentou?
Garisto – O informante que levei e que depois eu não quis mais comigo, fiquei com medo que ele pudesse virar pro lado dos caras de novo. Então fui apresentado para esse Pina. Primeiro, eles querem testá-lo, têm gente na própria Polícia Federal, naquela época tinham, hoje não sei, mas na época eu até conhecia os agentes que trabalhavam para eles. Também por isso eu tinha identidade falsa, CPF falso, o meu era um caminhão apreendido mas com documento quente, que a gente preencheu no Detran, com autorização judicial. Não podia ter um furo. O repuxo do serviço de infiltração é o pior que existe. Você fica nervoso, dorme com o olho aberto.
Wagner Nabuco – Eles têm um serviço de inteligência próprio?
Garisto – O do Cartel de Medellín era perfeito. São profissionais, tinham até pessoal da DEA (Drug Enforcement Administration) trabalhando para eles. Fui apresentado para um agente da DEA na fazenda do traficante. Pensei: “Tô ferrado”. E tinha mais dois colegas da Polícia Federal de Cuiabá, que levavam informações para eles e foram lá me checar. E se um fosse da minha turma da academia?
Marina Amaral – Eles também estavam infiltrados?
Garisto – Não, eram servidores da Polícia Federal de Cuiabá e levavam grana para dar informações para os traficantes.
Cláudio Júlio Tognolli – Como começou sua “carreira” no Cartel de Medellín?
Garisto – Com uma entrega de éter e acetona na Bolívia. Normalmente é o primeiro teste, queriam ver se eu tinha coragem de ir à Bolívia.
João de Barros – Você tinha uma empresa em São Paulo?
Garisto – Tinha, com filial em Campo Grande e Cuiabá, legalizada, quente. Naquela época não era proibida a venda de éter e acetona. Eles não tinham esse esquema, eu que montei. Aí passei a ser o rei do éter e acetona. Porque eles compravam de mim com toda a garantia. Antes, eles mandavam intermediários aqui buscar. A gente ficava de olho e descobria.
Wagner Nabuco – Como você operava?
Garisto – Comprava o éter e a acetona na Rhodia ou na Del Nero, que é uma distribuidora, e mandava de trem para Campo Grande. Lá, um caminhão meu pegava os tambores e levava para Cuiabá. Daí tínhamos que entregar onde eles mandavam: Alto Paraguai, Diamantina, Acorizal, aquelas cidades pequenininhas onde eles têm os garimpos com os campos de pouso para os Cessna. Eles tiram o banco traseiro do Cessna e colocam um tambor de éter e um de acetona, que eles chamam de “casal”, amarram aquilo e levam pro traficante, só aí que a mercadoria se torna ilegal. Então, o cara me convidou pra ir junto…
João de Barros — Para onde?
Garisto – Uma cidadezinha boliviana chamada Porto Soares, e depois uma outra, São Matias, que é mais pro lado de Cáceres.
João de Barros – E ali são bolivianos ou brasileiros?
Garisto – No refino, normalmente são bolivianos.
Marina Amaral – Você acompanhava a volta da droga para o Brasil?
Garisto – Eu não mexia com droga, foi uma condição que coloquei. Que é uma coisa também que você ganha a confiança deles, por não demonstrar interesse. O meu objetivo era entregar o éter e a acetona até descobrir o laboratório de uma tal de família Herrera. Era interesse do governo americano, esse trabalho todo que fiz. Coisa que combati muito tempo, porque o americano sempre deu dinheiro, tudo pra fazer serviço da droga que vai para eles, a droga que vem pros teus filhos aqui não lhes interessa. E a gente, funcionários da Polícia Federal, trabalhando pros americanos, fazendo o que eles bem entendem…
Sérgio de Souza – Ordens diretas?
Garisto – Ordem da Polícia Federal, mas eles praticamente comandavam a Polícia Federal na época.
Cláudio Júlio Tognolli – Havia um ponto de encontro com eles na rua Marquês de Paranaguá, não é?
Garisto – Do consulado americano. Hoje funciona dentro do consulado.
Wagner Nabuco – Havia um contato formal? Por exemplo: o diretor geral da Polícia Federal se reúne com o diretor…
Garisto – Com o diretor da DEA. Lá fora se estabelece isso.
Wagner Nabuco – Vira documento?
Garisto – Vira documento. Não falando que a gente tem que obedecer, claro. Hoje, a Polícia Federal tem uma estrutura muito melhor, mas naquela época a estrutura era miserável. Então, eles chegavam aqui com 1 milhão de dólares e controlavam a Polícia Federal. Traziam a informação de fora, quem era o grande traficante, traziam informantes da França que iam trabalhar com você e você simplesmente executava o serviço que teria que ser deles. Aí, pô, eu não sou da ONU, sou da Polícia Federal do Brasil, tenho que coibir o tráfico primeiro aqui, mas não era isso que a DEA queria. Esse serviço que fiz pra pegarem a família Herrera é porque ela tinha causado a morte de um agente da DEA no México e eles queriam o troco.
João de Barros – Como é que você repassava para a Polícia Federal as informações que obtinha?
Garisto – Eu não precisava passar muita informação, porque o objetivo era a família Herrera. Ficava três ou quatro meses sem falar com ninguém. Porque, se você faz um contato e dá um furo, acabou tudo.
Verena Glass – E o dinheiro que você fez com a venda do éter?
Garisto – Devolvi para a Polícia Federal. Hoje, me sinto o maior otário do mundo.(risos) Estou sendo sincero, se fosse hoje não sei se faria a mesma coisa. No primeiro serviço lucrei 100.000 dólares. Pra entregar trinta tambores.
Verena Glass – O capital inicial era de quem?
Garisto – Era da DEA, que dava para a Polícia Federal. Mas, voltando: aí marquei o encontro com o Totó Garcia no aeroporto de Cuiabá, e me aparece um senhor muito bem vestido que pergunta o que é que eu queria com o Totó Garcia, que era o chefe. Eu falei: “Tenho comércio com ele, trabalho com produtos químicos”. E o homem disse: “Sou tio dele e vim aqui pra saber… Você tem documento aí?” Era simplesmente o senador Benedito Canelas, do Mato Grosso. Um senador da República “funcionário” do Totó.
Verena Glass – Qual o ano?
Garisto – 1978.
Marina Amaral – Ele era da Arena?
Garisto – Era, daqueles indicadões, biônico. Aí fiz o relatório informando que fiquei com medo, pois senador tem como obter informações de várias coisas. Mas acabei fazendo amizade com ele, que gostou de mim. Dali o Totó fez amizade comigo e comecei a desenvolver o trabalho.
Marina Amaral – Que tipo de pessoa ele era, tinha outras atividades?
Garisto – Era piloto e prestava serviço de táxi aéreo. Bom, fui entregando, entregando e uma hora ele disse: “Agora vamos parar com esse amadorismo, vou apresentar você pros Herrera”. Aí me levaram numa fazenda, saindo da fronteira do Brasil onde nasce o rio Paraguai. Era ali que eles tinham um garimpo e, passando um pouco, já é Bolívia. A fazenda era no meio do mato, não tinha nada e eu pensei: “Onde é que essa desgraça vai pousar?” Aí aparece uma pista de pouso no meio do mato, asfaltada, com pino de luz, parecendo um aeroporto de Ribeirão Preto. (risos). Eu pensei: “Isso aqui é uma base militar”. De cima achei que fosse. Vi uns caras camuflados, de AR-15. Era a fazenda dos Herrera. A família estava na piscina, igual a esses filmes de cinema, no meio do mato e com todo o conforto, Lear-Jet dentro de um hangar. Os Herrera controlavam quase todo o exército boliviano…
Marina Amaral – Mas o que é o “garimpo”?
Garisto — Garimpo mesmo. Eles usavam pra lavar dinheiro, no caso era garimpo de diamante. Perguntei depois pro Totó: “Como vocês fazem pra lavar dinheiro?” “A gente encontra uma pedra no meu garimpo, que é registrado, inclusive a pedra já vem lapidada.” (risos) Então, na fazenda me apresentaram para o chefão, o Herrera, dizendo que eu era o Carlinhos que tinha revolucionado a entrega de éter e acetona, que era o calo deles, até hoje é o calo deles. Eles têm dois calos: lavagem do dinheiro e produto químico.
Marina Amaral – Se fiscalizar o garimpo, a lavagem de dinheiro e a venda de acetona se restringem muito?
Garisto – Hoje eles não lavam mais assim, hoje tem os bancos, as grandes instituições financeiras estão lavando dinheiro, que é uma coisa mais moderna, já é coisa de CPI, né? Hoje, a lavagem é quase aberta, não é? Temos o Uruguai aqui, que não tem nenhum problema. Conclusão, ganhei a confiança da família, que era o que a DEA queria. Estava chegando perto de terminar meu serviço. Na última entrega, os americanos, como sempre, de Hollywood, me passaram os tambores com bip dentro, um navegador com uma bateria daquelas da NASA que dura não sei quanto tempo, e soldaram o fundo, ficava um pequeno fundo falso. Trouxeram dez tambores desses dos Estados Unidos e aí levamos na Rhodia para encher.
“Os bancos, as grandes instituições financeiras estão lavando dinheiro, é uma coisa mais moderna. Hoje, a lavagem é quase aberta, não é? Temos o Uruguai aqui, que não tem nenhum problema.”
Marina Amaral – A Rhodia sabia?
Garisto – Não, cheguei lá e falei que a gente queria reaproveitar aqueles tambores, e levei os tambores cheios.
Mylton Severiano – E você sabia de tudo?
Garisto – Sabia. Inclusive tem um pelinho assim, um fiozinho bem fininho que era a antena, e tinha que passar barro pro pessoal não ver. Aí fui entregar os tambores, havia até a comemoração de aniversário de um cara, uma festa desgraçada, tinha general do exército boliviano pra tudo que era lado. Aí um cara falou: “Gostei do teu esquema”. E me levou num galpão, metade desta sala, cheio de dinheiro, vocês já assistiram à Máquina Mortífera 2, que tem um container cheio de grana, tudo dólar? Aí o cara pegou 50.000 dólares e me deu: “Isso aqui é pra você, estamos contentes, não faltou mais éter nem acetona, a produção tá a todo vapor”.
Marina Amaral – Nem essa gratificação você pegou?
Garisto – Não peguei, você acredita? Hoje pegaria. (risos) Bom, aí seriam entregues os tambores e a operação do flagrante tinha que contar com uma equipe especial do exército boliviano, Os Leopardos, que existe lá, mas já mataram quase todos. A Lidia Gueiler era presidente da República na época, 1979, e criou esse grupo de elite, por interferência dos Estados Unidos, pra combater o tráfico. Eram limpos mesmo esses Leopardos, nacionalistas fanáticos, acreditavam que tinham que limpar o país da droga e tal. Eles auxiliaram a DEA a localizar os tambores de fundo falso. Com aqueles mecanismos dos americanos, satélite e tudo, eles descobriram as fazendas todas.
Marina Amaral – Foram presos os Herrera?
Garisto – Foi todo mundo preso e foram toneladas de cocaína, vários aviões, tambores de éter e acetona, vários milhões de dólares; descobriram as fazendas e os laboratórios. Porque cada tambor daqueles era levado para um canto.
Cláudio Júlio Tognolli – Logo em seguida veio a preparação do golpe contra a Lidia Gueiler.
Garisto – Por causa da prisão do Herrera é que anteciparam o golpe. Aquela vez que eu estava na fazenda eles já estavam bolando o golpe. O García Meza estava lá, eu não sabia que era ele. Um tempo depois, abro uma Veja e está lá: o comandante do exército boliviano veio ao Brasil para uma operação conjunta contra as drogas na fronteira. Olhei assim e: “Pô, esse cara estava lá na fazenda do Herrera”.. Mandei um relatório pra Brasília, cancelaram a participação nossa na operação final por causa disso.
Sérgio de Souza – E o que aconteceu com a família Herrera?
Garisto – A família Herrera ficou presa três meses, aí deram o golpe na Lidia Gueiler e acabou tudo. Ela se asilou, os Herrera seriam mortos depois, na guerra com o Pablo Escobar. A CIA armou o golpe, e quem os militares botaram no lugar de Lidia Gueiler? O García Meza! (Que cairia depois de um ano, acusado de narcotráfico).
Mylton Severiano – Mas a CIA não sabia que ele era do tráfico?
Garisto – O governo americano incentivou o golpe para botar o García Meza mesmo sabendo que ele era envolvido com droga, porque a Lidia Gueiler estava querendo instalar um socialismo independente, querendo encarar os americanos. Tomamos uma revolução aqui por causa disso também. Todo mundo toma. E se não cuidar toma de novo. Não acabou essa ameaça.
Mylton Severiano – E essa criticada Operação Mandacaru, em Pernambuco?
Garisto – Isso é burrice, vaidade, megalomania de um general chamado Alberto Cardoso. A maioria dos militares foi contra. Ele está expondo o Exército ao ridículo. Está querendo dar uma importância ao projeto que o Exército não deu. É como a CIA. Antigamente, a CIA mexia em quê? Rússia, bomba atômica, foguete. Caiu o Muro de Berlim, acabou a guerra fria, e você precisa dar utilidade ao aparato. Existe hoje nos Estados Unidos uma guerra entre a CIA e a DEA, pra quê? Para investigar o tráfico. É que aqui tudo acontece sempre atrasado, a Abin que foi criada agora, a Agência Brasileira de Inteligência, é um SNI com um pouquinho de chantilly em volta. Vi como é que funciona tudo. Foi criada depois de um fracasso, o do grampo do BNDES. Vocês acompanharam. Se fosse um país sério, poderia criar daqui a um ano, com outro nome, porque foram os agentes temporários da Abin que fizeram aquela desgraça toda. Eles se juntaram com ex-agentes federais e aquele grampo, na minha opinião, foi feito a mando do alto, havia medo de que algo nas privatizações desse errado, era muito dinheiro envolvido em vésperas de eleição. E o general Cardoso mais uma vez pegou os arapongas dele e disse: “Acompanha esse troço”. E eles resolveram grampear. Tudo com medo da eleição. Como sabem da existência de um monte de aproveitadores e corruptos, tinham medo de uma roubalheira nas privatizações. Aí descobriram o grampo com um monte de conversas de ministro e altos funcionários interferindo no processo, ajudando uns e prejudicando outros, até o presidente FHC caiu no grampo. Aí deu bode, “não foi ninguém”.. O general vem e diz que alguém deixou embaixo da ponte as fitas que conseguiu. Aí descobrem que o chefe da Abin do Rio de Janeiro é que mandou fazer o grampo, aparece o Telmo, que foi da Polícia Federal, que é um sujeito demitido da polícia por corrupção, metido com o pessoal remanescente do SNI, as viúvas do golpe, que estão perdidas por aí. E não estão mortos, não, entendeu?
Marina Amaral – E onde estão esses militares?
Garisto – A maioria foi pra reserva, se aposentou, mas soube que alguns estão sendo chamados para a Abin. Agora, aqueles que eram marcados da tortura, que estão nos livros dos padres, esses não voltam, porque senão vai dar zica. Mas o pessoalzinho que não foi identificado no livro de ninguém volta. Eles forçaram para botar o Campelo na Federal. Aí alguém lembrou que ele torturou o padre”. “Então vamos ver se ele torturou o padre.” E deu aquele bode todo.
João de Barros — Hoje, o diretor geral da Federal é o…
Garisto – Agílio Monteiro Filho.
João de Barros – Ele responde pra quem?
Garisto – Ele responde ao Ministério da Justiça. Em tese, porque está lá o general Cardoso, da presidência da República, fungando na orelha dele. O Chelloti caiu, tenho uma amizade com o Chelloti muito grande. Foi ele que começou essa reforma da Polícia Federal, forte, organizada. Só que o Chelloti se deixou envolver por uma AIDS que existe no serviço público, que se chama vaidade, “posso chegar aqui, posso chegar ali, posso até ser senador”. Aí veio aquela história do grampo que fizeram no Júlio César, o assessor do presidente da República. Uma fita que envolvia o presidente. Ficaram três anos investigando se o Chelloti tinha mesmo a fita para poder tirá-lo e, quando descobriram que não tinha, tiraram.
Sérgio de Souza – E não tinha fita mesmo?
Garisto – Não tinha a que eles esperavam. Tinha a fita, mas eram coisas pessoais do presidente, coisas que todos temos, às vezes. Eram coisas que iam causar prejuízo para o presidente na parte moral, mas não derrubavam ninguém. E eles queriam supor que o presidente teria sido envolvido naquela grana do Sivam. E aí entra o pessoal da Abin para querer saber o que eles pensavam que o Chelloti sabia.
Cláudio Júlio Tognolli – Houve toda aquela confusão, o Alberto Cardoso se metendo com a Polícia Federal e as fronteiras continuam um queijo suíço, não é?
Garisto – Continuam, claro, nas fronteiras poderia estar o efetivo do Exército. Entra em um quartel do Exército em lugares paradisíacos e vê o que eles estão fazendo. “Ah, o Garisto tem bronca do Exército.” Não tenho bronca nenhuma, a única bronca que tenho é quando eles invadiram a Polícia Federal na greve, eu era o presidente do sindicato e da federação, estava comandando aquela greve e eles invadiram. Essa história é interessante pra vocês porque era golpe de Estado aquilo. Tenho provas de que era golpe de Estado.
“A Abin é um SNI com um pouquinho de chantilly. Criada depois de um fracasso, o do grampo do BNDES. Foram os agentes temporários da Abin que fizeram aquela desgraça toda.”
João de Barros – Você estava falando, se for agora num quartel?
Garisto – Você vai pegar o pessoal jogando basquete, levando a mulher do coronel para o supermercado, os coronéis e generais jogando peteca. Não estou desmerecendo as Forças Armadas, eles é que estão se ferrando. Estão ganhando mal, estão usando equipamento todo enferrujado. Tem muita coisa errada como na Polícia Federal, por exemplo, você vê no aeroporto aquele bonitinho de terno, aquelas menininhas, alguém aqui acha que são da Polícia Federal? São funcionários da Protege, empresa de segurança. São contratados. Fui contra, entrei na Justiça, entrei na Procuradoria.
Wagner Nabuco – Como é que é? No aeroporto, aquele pessoal do raio X não é da Polícia Federal?
Garisto – Não, são da Protege, quando chefiei o aeroporto eram, hoje não sei se ela ganhou o contrato de novo. Se não for da Protege, é de outra empresa de segurança privada. E outra: eles custam para a nação mais do que um agente federal.
Wagner Nabuco – Também aquele que checa o nosso passaporte?
Garisto – Não, esse do guichê é da Polícia Federal. Para impedir a viagem de alguém, tem que ser funcionário competente. Mas aquele funcionário da empresa contratada, se achar cocaína, não pode fazer nada. Não pode abrir a mala de ninguém, é funcionário incompetente, por lei. É usurpação de função. Entrei na Justiça e não julgaram até hoje.
Wagner Nabuco – A maioria das empresas de segurança é dirigida por coronéis?
Garisto – Sim. Militares em geral ou delegados de polícia.
Wagner Nabuco – O pessoal da reserva.
Garisto – Do Exército, da Aeronáutica, da PM tem muito. Até o Fleury tinha empresa de segurança, o falecido.
Verena Glass – Depois do episódio na Bolívia, o que você fez?
Garisto – Vim trabalhar no entorpecentes, em São Paulo. Montamos um serviço de informação que não havia. De drogas, esse em que batalho. Quando o Galdino foi diretor, tentou criar um serviço desses, mas era um SNI disfarçado. Aí fui pra Folha denunciar, o Tognolli deu na Folha: “Galdino tenta recriar SNI”.. Porque a Polícia Federal foi usada para esquentar as mortes, as roubalheiras e as falcatruas dos DOI-Codi da vida. Tinha que ter um cartório para esquentar aquilo. Não pode ter cartório no Exército, nem na Aeronáutica, nem na PM, então vamos criar um na Polícia Federal para fazer aquelas porcarias que terminaram na Justiça Militar. Só que, quando começaram a fazer o concurso público, o primeiro foi em 1973, começou a aparecer garoto de faculdade, tipo eu. Começamos a entrar na polícia. E a gente começou a falar: “Não, eu não vou fazer isso aí. Isso aí não tá legal, isso aí tá por fora”. Aí começou a mesclar. Até que fundamos o sindicato, em 1988, e viramos a mesa: “Não vamos mais fazer esse troço, não tem mais informação, vamos denunciar e acabamos com todo mundo”. Hoje, a Polícia Federal tem a credibilidade que tem aí.. Por quê?
Mylton Severiano – O que você acha da unificação da Polícia Militar com a Civil?
Garisto – Polícia Militar não existe. Ou é militar ou é polícia. A academia treina o cara para ser militar, uma estratégia de combate. O policial só tem que ter estratégia de combate para se salvar ou salvar a vida de terceiros, não para atacar.
Wagner Nabuco – Você acha que isso tem a ver com a concepção das PMs depois da Revolução de 1964?
Garisto – Claro. Toda polícia no Brasil tem o resquício da ditadura, porque os comandantes e os generais são os mesmos que eram tenentes naquela época e adoravam a revolução. Eram os meninos que torciam para que desse certo até hoje o Castelo Branco. Hoje, eles são os generais, os coronéis, a mentalidade é a mesma. Eles se moldaram porque deu bronca, começou a pintar livro, vocês sentaram o pau, quem é torturador não assume nada: “Então não sou mais, sou direitos humanos”. Mas eles estão aí ainda. E muito arraigados na Polícia Federal, na Civil, a maioria dos delegados gerais de polícia é dessa época.
Cláudio Júlio Tognolli – E o Tuma? Você é o maior adversário que o Tuma teve. Qual foi o papel que vocês sempre apontaram como nefasto do Tuma na Polícia Federal?
Garisto – O Tuma, houve um tempo em que era uma figura pública intocável. Todo mundo acha que ele era o cão chupando manga e até acham que ele teve 5 milhões de votos pro Senado. Costumo falar que o Tuma é um fenômeno da mídia porque ele tinha um grupo que qualquer apreensãozinha ele já tinha os contatos. Ele tinha um projeto para a presidência da República, ou ainda tem. Era o projeto PR, Papa Romeu, eles têm escrito isso em dossiê, o Comando Delta é que interfere… se o Comando Delta sair na revista, cai a casa toda.
Sérgio de Souza – O que é o Comando Delta?
Garisto – O Comando Delta é a fábrica de presidentes, é o que comanda o sistema brasileiro, que fez a reunião para escolher o Fernando Henrique, que já deve estar fazendo reunião para convidar outro.
João de Barros – Quem faz parte desse Comando?
Garisto – Ah, esse comando é florido! Não vou entrar nessa, que essa eu não posso.
Sérgio de Souza – Não precisa dizer os nomes, só os cargos, ou de que áreas.
Garisto – De todas. De médico a político, a tudo. Eles se reúnem e não existe uma coisa planejada. O camarada, por exemplo, é dono de uma escola e está faturando milhões, se entrar o Lula: “Aí ele vai me ferrar, estou ganhando 100 milhões por ano…”.
Quase todos – Di Genio?
Garisto – Vocês que estão falando. Aí tem, por exemplo, um banqueiro — quero ver vocês falarem agora.
Wagner Nabuco – Tem muitos.
Garisto – Aí você tem o sistema bancário, por exemplo, e os caras faturando um bi por ano, você pega o último balanço do banco e ele passa a ser o primeiro — estou dando dica pra caramba —, aí você vê um cara desses correr risco de entrar um maluco qualquer na presidência da República; não é aquele conluio de conspiração para matar o Kennedy, mas é aquela coisa que você se organiza para manter o status quo: “Vem cá, meu irmão, o que vamos fazer?” E eles chamam de Comando Delta: “Não está na hora de reunir o Comando, não?” Então, eles chamam um, chamam o outro, se reúnem.
Wagner Nabuco – Tem um secretário?
Garisto – Não tem secretário, nem presidente, não é conspiração, é informal, cuidam dos interesses deles com as armas que têm: grana!
João de Barros – Mas é palaciano?
Garisto – É pré-palaciano. E depois levam o resultado. Então, você reúne a empreiteira que faturou não sei quantos milhões, o banqueiro que ganha não sei quantos milhões, e aí você tem que eleger uma pessoa para comandar os trabalhos, como na maçonaria tem o grão-mestre, aquelas coisas.
Verena Glass – Tem consultor externo?
Garisto – Tem de tudo. Hoje, você está conversando, amanhã os caras estão entregando. Uma vez dei uma entrevista na televisão e falei: “O Comando Delta acaba escolhendo um presidente aí”. Só falei isso, e a entrevistadora, na hora: “Quem é o Comando Delta?” Eu: “As pessoas ‘de bem’ do país, pessoas que comandam a economia, o mercado”. Rapaz, deu um bode desgraçado! Ela me ligou depois de dois dias e disse: “Garisto, o que tem de gente ligando querendo saber do Comando Delta”. Falei: “Isso é coisa do Chuck Norris, Comando Delta 2, 3, pára com isso! Tô fora, porque eles são muito fortes”. São unidos, ricos e inteligentes. Aquela operação toda feita no seqüestro do Diniz, organizado, bonitinho, vocês da mídia são os donos dela através do representante maior de vocês — daqui a pouco estou falando o nome, que já ganhou a segunda tartaruga agora. Ele ganhou a segunda tartaruga porque a outra morreu. (risos)
Sérgio de Souza – Ficou para trás aquela história do golpe de Estado.
Garisto – O golpe que não houve. Estávamos fazendo uma greve e eu estava comandando, era presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais…
Sérgio de Souza – Que ano era isso?
Garisto – 1994. Aí tem nome, e eu dou porque falei pra eles que ia escrever um livro e eles falaram que podia botar, então está liberado: é o Moroni Torgan e o deputado federal Luciano Pizzatto, que estão na ativa ainda. O Luciano Pizzatto, na época, era presidente da Comissão de Segurança Nacional da Câmara, muito ligado aos militares. E o Moroni era líder do governo do Itamar. É meu amigo particular, já o conhecia desde aquela época. Aí estávamos comandando aquela greve e dez dias, quinze dias, a Veja deu capa, a IstoÉ deu capa. A Veja deu: “Baderneiros ameaçam autoridade do governo”. E o distintivo da Polícia Federal. A IstoÉ deu: “Rebelião dos tiras”.. E o distintivo da Polícia Federal. E aí fui no Jô, fui em tudo quanto é canto por conta da greve. O que queríamos? Queríamos o mesmo salário que a Polícia Civil do Distrito Federal recebia. Porque tinha a lei 7.702 que dizia: “Policial federal tem que ganhar igual a policial civil”. E não estavam cumprindo. Você é um policial, obriga todo mundo a cumprir a lei e não cumprem pro policial, então fomos pra greve. E aí todos os Estados entraram em greve, dez dias, vinte, trinta, quarenta, cinqüenta dias. “Como é que vamos acabar essa greve?” Aí eles queriam assumir — eles, vou dar nomes —, queriam assumir o controle da Polícia Federal. Os militares, as viúvas do SNI querem o controle da Polícia Federal porque é o instituto legal que detém hoje as coisas que têm que ser feitas no país: Collor, PC, agora esses deputados todos aí, você vê que rola tudo na Federal. E os militares tiveram o comando da Polícia Federal desde a sua criação. Ela foi criada pra ser um braço civil deles. E botaram lá o general Bandeira, o coronel Moacir Coelho, depois o coronel Araripe. O primeiro civil foi o Romeu Tuma, que era superintendente da Polícia Federal em São Paulo, colocado pelo senhor Georges Gazale, que era amigo pessoal do Figueiredo. “Ah! O primeiro civil.” Civil com aspas, né? Porque o Tuma não é propriamente um civil: era chefe do DOPS. Comandou aquilo tudo, mas passou como bonzinho, os amigos que trabalharam com ele foram quase todos execrados na mídia pelas merdas que fizeram e depois foram abandonados pelo chefe.
Sérgio de Souza – Dizem até que ele acabou com a tortura nos porões.
Garisto – Isso é brincadeira! Você levanta os caras que sumiram na época em que ele era diretor do DOPS. Porque quem comandava a tortura era o Fleury, não era ele. Só que ele sabia, o Fleury não fazia nada sem ele. E, é lógico, ele passou incólume, sorte dele, é inteligente, estamos em outra época e ninguém quer caçar defunto. Aí o que acontece? O Tuma manteve o mesmo controle, passava as informações todas pros milicos. Os milicos: “Fulano não quer aprovar a compra dos tanques, quem é ele?” “Eu vou levantar.” É assim que se processavam as coisas. Aquele maldito tráfico de influência que se operava através da Polícia Federal. Mas ela foi crescendo num processo de democratização, culminando com a indicação: “Agora não pode mais colocar um militar, porque o período não está permitindo mais, a Polícia Federal cresceu, está investigando índio, terra, tudo, vamos colocar um civil”. Aí bota o Galdino, de formação igualzinha à do Tuma. O Galdino foi acusado de tortura. O livro Brasil! Nunca Mais tem o nome do Galdino. E ele foi colocado de diretor, quer dizer, a mesma coisa. E se reportava aos milicos daqui e de lá. Aí coloca um outro ligado, mais um outro ligado, aí vem passando, você chega no Chelloti. O Chelloti coloca uma mentalidade nova e não dá bola para os milicos. Aí os milicos tinham que derrubar o Chelloti, certo? E vem o coronel Wilson Brandi Romão, que foi chefe da Conab e foi acusado de um enorme prejuízo na Conab, deixou apodrecer feijão, aquele negócio todo. Como prêmio por ter dado um prejuízo de 50 milhões à Conab, ele foi assumir a Polícia Federal. Assumiu para acabar com a indisciplina do sindicato, que estava ameaçando greve: “Vamos botar um coronel de novo, que a disciplina está sendo quebrada, está sendo rompida. O Tuma não tem mais autoridade e nem o Galdino, vamos botar o coronel”.
“O Comando Delta é a fábrica de presidentes, é o que comanda o sistema brasileiro, que faz a reunião para escolher FHC, que já deve estar fazendo reunião pra convidar outro.”
Verena Glass – O sindicato você que tinha fundado?
Garisto – O primeiro sindicato foi fundado no Rio Grande do Sul, fundei aqui em São Paulo, depois fomos fundando outros. Fui também o primeiro presidente da Federação Nacional, fundada em Brasília. E hoje temos 26 sindicatos e mais a Federação de todos os funcionários da Polícia Federal. Então, quando fomos pra greve, o coronel Romão não quis papo com a gente, disse que não conversava com sindicalista. Por quê? Porque essa era uma época em que morriam sindicalistas assassinados. Ele vê o sindicalista como aidético com problema radiativo, não quer contato. Começou a greve, ele falou: “Eles querem fazer greve, que façam, mas vou punir todo mundo”. E começou a meter processo em todo mundo. E a moçada, o contingente todo não teve medo, continuou em greve. Um belo dia, um delegado que estava aqui em São Paulo, altamente ligado à cúpula militar e que hoje é o corregedor geral da Polícia Federal, o doutor Lobo, a pretexto de que os policiais teriam abandonado o plantão deixando no prédio a cocaína apreendida, as metralhadoras e os inquéritos famosos, o ouro e isso e aquilo, a pretexto de que havíamos abandonado tudo para fazer a greve, disse que o prédio estava à mercê dos bandidos. Relatou pra Brasília e pediu a intervenção do Exército na Polícia Federal de São Paulo. E era mentira, porque mantivemos na ativa 30 por cento do efetivo. Mas eles queriam tumulto. Aí o Exército invade a Polícia Federal de São Paulo, Itamar Franco liberou pra invadir. Acreditou no relato que o superintendente fez a pedido do próprio Exército, coisa deles. E o Exército desembarca então mil homens ali na rua Antônio de Godói, com helicópteros, fuzis, metralhadoras de chão.
Leia a continuação da entrevista >>
66 comentários em “OS MILITARES E A DEMOCRACIA”
Comentários mais recentes »
1.
David disse:
outubro 29, 2009 às 10:02 pm
Caro rei,
Carlos Lacerda, eis aí umlutador. Você caro Rei realmente tem muito das virtudes desse gloriosos fluminense. Parabéns.
2.
Fred Campos disse:
outubro 29, 2009 às 9:30 pm
Não Liga não Reinaldo, no Blog Clone do Planalto sou chamado todo santo dia de Lacerdento por um petralha imbecil
3.
Renato disse:
outubro 29, 2009 às 8:34 pm
Falando claro.
Se alguém tiver condições de começar o embrião de um partido conservador (ou mesmo liberal, se não houver um conservador), eu quero participar.
UM POUCO DO GAGA :
FRANCISCO CARLOS GARISTO
QUEM SOU EU: Policial Federal, Bacharel em Direito e Jornalismo. Fundador e Ex-Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais e do Sindicato dos Servidores da PF no Estado de S.Paulo.Graduado na Área de Administração de Segurança Pública. Palestrante do NEV/ USP-Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo – Membro de Investigação Nomeado da CPI do Narcotráfico-Membro Nomeado da CPI do Orçamento do Congresso Nacional – Palestrante Convidado da CPI do Tráfico de Armas – Três vezes Capa da Revista Caros Amigos – Artigos Publicados no O Estado de S.Paulo – Jornal do Brasil-CONJUR-Consultor Jurídico – Observatório da Imprensa-CITAÇÕES : Reportagens na Revista da Joyce Pascovit – Galileu – Veja – a IstoÉ – Carta Capital – Folha de S.Paulo – O Globo – Correio Braziliense – Revista Época – Jornal O POVO – Zero Hora -entre outros – Especializado no Estudo das Máfias Mundiais – Personagem do Filme MÁFIAS do Diretor Mauro Lima, com Produção da O2-Filmes (Fernando Meirelles) e Universal Pictures. Ex-Chefe de Segurança da Embaixada do Brasil na Argentina. Chefe de Operações da DRE-SP. Atualmente é Pres.da ABRAPF-Associação Brasileira dos Agentes da Polícia Federal.
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Fred Campos,
Tenho dois parentes nas Forças Armadas (Exército e Marinha) e um amigão na Aeronáutica. O que eles me disseram não posso postar aqui. Só posso dizer que eles já conheciam a estratégia, usada em Honduras, de depor na “hora certa” essa quadrilha do Foro de São Paulo.
Outro amigão que mora em Brasília (alta patente)é um civil e está arquivando todos os fatos desse governo desde a campanha em 2002. Sabe tudo e me passa informações que, infelizmente, são sigilosas.
O apedeuta morre de medo!!!
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Luiz Gonzaga ate o site do TSE ta aparelhado.
Dia desses entrei pra fazer um comparativo do patrimonio do Molusco em 2002 com 2006, a relação de bens de Lula de 2002 havia sumido. Entrei em contato com o TSE, me retornaram dizendo que realmente as informações de 2004 abaixo não estariam mais constanto no site…
É ou não uma vergonha?
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Os novos demiurgos (operários iletrados)
22 de outubro de 2009
Esquerda faz da educação um instrumento dócil nas mãos do partido-estado.
Por Olavo de Carvalho (*)
O que torna ainda mais odioso o dirigismo estatal na educação, universalmente buscado e ardentemente defendido pelos sapientíssimos intelectuais de esquerda, é que ele desmente da maneira mais flagrante e cínica o discurso educacional esquerdista de três ou quatro décadas atrás, do qual eles se serviram como puro instrumento de sedução, prontos a jogá-lo fora na primeira oportunidade, como estão fazendo agora.
Nos anos 60, 70, os mais destacados próceres da pedagogia esquerdista posavam de libertários, acusando a “educação burguesa” de ser um aparato de dominação que sacrificava o livre desenvolvimento intelectual e emocional das crianças em favor de objetivos de mero poder político-econômico.
A acusação, verdadeira quanto a alguns casos isolados bem pouco significativos, observados quase sempre em grotescas ditaduras de Terceiro Mundo (por ironia, sempre mais estatistas do que pró-capitalistas), era completamente falsa quando generalizada a toda a “civilização ocidental” ou mesmo a qualquer das grandes democracias capitalistas em particular –- mas seus porta-vozes insistiam em ampliar-lhe o alcance ilimitadamente, dando-lhe foros de teoria científica geral.
No mínimo, a educação ocidental não podia de maneira alguma ser pura dominação de classe, pela simples razão de que se amoldava, com humilde reverência, a valores e critérios velhos de séculos e milênios, muito anteriores e estranhos a qualquer “interesse burguês”, como por exemplo a moral judaico-cristã, a arte clássica, medieval e renascentista, o ideal aristotélico da ciência racional e o direito romano.
Justamente ao contrário do que proclamavam os acusadores, por toda parte a educação e a alta cultura eram um freio às ambições cruas dos capitalistas mais assanhados, forçando-os pela pressão moral da sociedade – especialmente nos EUA – a sacrificar boa parte de suas fortunas em doações para museus, escolas, fundações educacionais e institutos de pesquisa empenhados nas atividades mais alheias a qualquer imediatismo dinheirista ou interesse de classe. Não deixa de ser significativo que o projeto educacional mais bem sucedido da história americana tenha sido o dos liberal arts colleges, hoje espalhados por toda parte nos EUA e responsáveis diretos pela vitalidade cultural do país, que não transmitem a seus estudantes nenhuma “ideologia burguesa” ou técnica utilitária, mas o modelo de alta cultura desenvolvido na tradição greco-romana e medieval do trivium, do quadrivium, da filosofia e das belas artes.
Se a educação americana tencionasse mesmo criar servos mecanizados do capital, não se esforçaria tanto para infundir nos estudantes as virtudes dos estadistas romanos e a acuidade crítica dos eruditos escolásticos. E notem que isso não vem de hoje.
Eric Voegelin, ao estudar em Columbia entre 1924 e 1926, teve a grata surpresa de descobrir que estava num país onde Platão, Aristóteles, o direito romano e a teologia cristã não eram assuntos só para acadêmicos, mas presenças vivas nos debates públicos.
Ademais, como já observei aqui a propósito de um daqueles teorizadores do inexistente (Pierre Bourdieu), se os burgueses quisessem mesmo fazer da educação um instrumento de dominação de classe, deveriam ter ao menos elaborado um plano de engenharia social nesse sentido, e as marcas do trabalho desenvolvidos para isso – organizações, atas de assembléias, publicações, orçamentos – deveriam ser visíveis por toda parte, quando o fato é que nada dessa papelada existe nem existiu jamais, o próprio Bourdieu sendo incapaz de citar um só documento que ateste alguma premeditação técnica por trás da alegada “máquina de reprodução”.
A única possibilidade de dar razão à sua teoria seria apostar na hipótese de que o controle burguês da educação se construiu por transmissão inconsciente e muda, como que por telepatia (v. http://www.olavodecarvalho. org/semana/090204dc.html e http://www.olavodecarvalho.org/ semana/090204dc.html).
Em todo caso, o ódio que esse e outros pop stars intelectuais do esquerdismo votavam àquele fantasma de sua própria invenção fazia com que parecessem, em comparação com ele, os maiores defensores da liberdade e criatividade infantis, supostamente ameaçadas pelo dirigismo mental do “aparato ideológico burguês”.
Alguns deles chegavam mesmo, como o Pe. Ivan Illitch, a pregar a “desescolarização” integral da sociedade, a supressão pura e simples do sistema educacional, o advento do homeschooling universal. Alexander S. Neill, um discípulo do psiquiatra e doente mental marxista Wilhelm Reich, anunciava provar que “a liberdade funciona”, usando crianças como cobaias de um experimento desastroso – uma escola onde meninos de cinco anos de idade tomavam decisões administrativas e fumavam durante as aulas, enquanto seus colegas mais velhos preferiam masturbar-se no pátio diante dos olhos complacentes de professores e funcionários. Logo após a morte do fundador, os alunos deram um passo adiante na conquista da liberdade: atearam fogo à escola. Não por coincidência, esses protetores da meninada ocidental nunca se preocuparam muito com as crianças da URSS, da China e de Cuba, forçadas diariamente a repetir slogans e a fiscalizar-se umas às outras como pequenos policiais, em busca de sinais de desvio ideológico mirim.
Quando, por fim, o Império Soviético veio abaixo, seguiu-se a isso a tremenda ascensão do esquerdismo no Ocidente. Aí os intelectuais ativistas, no poder ou próximos dele, trataram de se livrar do velho libertarismo fingido e encarar a sério a “construção do socialismo”.
Para isso era preciso admitir que “a liberdade não funciona” e que a educação tem de ser, conforme as recomendações de Antonio Gramsci, um dócil instrumento nas mãos do partido-Estado. Passaram em suma a praticar, na realidade e mil vezes aumentado, o delito que antes atribuíam falsamente à educação burguesa. É sempre assim: quando essa gente planeja um crime, a primeira coisa que faz é acusar dele algum inocente, a título preventivo, para que quando o crime venha mesmo a ser praticado o público se recuse a enxergá-lo, acreditando que é um mal já superado, de outra época.
Não por coincidência, os valores universais que antes preservavam a educação de transformar-se em instrumento da ideologia de classe são agora jogados ao lixo. Claro: revolucionários iluminados, imunes aos escrúpulos da burguesia, não iriam deixar-se inibir por tradições milenares – para eles, meras “construções culturais” tão desprovidas de fundamento quanto as doutrinas que eles próprios inventam.
Com a maior desenvoltura, a nova pedagogia estatal cria do nada novos códigos morais, novos padrões de conduta e julgamento, os mais postiços, insensatos e disformes que se possa imaginar, punindo e marginalizando a criança que não se adapte aos mandamentos da recém-criada “socialização” invertida.
Como disse o diretor de Concepções e Orientações Curriculares do Ministério da Educação, Carlos Artexes Simões, a escola está aí para “construir um Estado republicano”. De seres livres e inventivos, como as proclamavam os Illichs e os Neills, as crianças transformaram-se em tijolos, blocos de argila mudos e passivos nas mãos dos novos demiurgos, como Carlos Artexes Simões e similares.
(*) Olavo de Carvalho é ensaista, jornalista e professor de Filosofia
Fonte: http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=30131
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Depois do aparelhamento virá a limpeza geral!
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Esta entrevista foi feita pela Revista Caros Amigos no ano de 2000, com o líder sindical da Polícia Federal, que explica, dentre outras coisas, como foi o início do processo de revitalização da PF, e as conquistas salariais. Coloquei aqui os trechos que se referem mais fortemente ao tema:
“GARISTO E O COMANDO DELTA, por Claudio Julio Tognolli
No início de 2000, levei à Caros Amigos, para entrevista, uma velha fonte de 20 anos: Francisco Carlos Garisto, o mais bem informado policial federal, hoje presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais.
(…)
-Sérgio de Souza – Você podia contar como chegou na Polícia Federal?
-Francisco Carlos Garisto – Se eu não fosse polícia, seria polícia mesmo. Coisa de aptidão. Desde menino queria ser polícia. E na repressão ao entorpecente. Porque fui criado em um bairro aqui em São Paulo, o Tucuruvi, onde, por causa da droga, o esquadrão da morte da época matou 90 por cento dos meus companheiros de rua, eram uma bandidagem danada. Tive que trabalhar desde cedo, porque era pobre e tinha que ajudar a família, e me sentia muito mais do lado da polícia, achando que os meus companheiros de rua estavam todos errados. Daí fui fazer o Exército e na época havia uma repressão política desgraçada, foi em 1971. Mortes, desaparecimento de pessoas, aí me convidaram para trabalhar na Oban, Operação Bandeirante, que era no DOI-Codi. Não sei por que cargas-d’água, falei: “Não vou mexer com esse negócio, não”.
(…)
-Marina Amaral – Por que a Polícia Federal?
-Garisto – Porque eu achava que ela tinha uma estrutura constitucional melhor, de investigação, que você poderia se desenvolver mais. Então deixei o Exército e fui prestar concurso para a Polícia Federal. Eram mais de quatrocentos disputando, fiquei em primeiro lugar e só o primeiro lugar conseguia vaga em São Paulo, o resto ia para as fronteiras. Entrei em 1977. Com cinco dias de polícia, fui repreendido, um tipo de punição porque não quis ir nas bancas de jornal apreender A Hora do Povo (jornal do MR-8, uma facção de esquerda). Vinham ordens do Armando Falcão (ministro da Justiça) para apreender o jornal porque tinha falado mal do presidente, do dinheiro do FMI, essas coisas. É que havia censura oficial. Os censores ficavam aqui na sua redação: “Isto pode, isto não pode”. O Estadão metia receita de bolo, aquelas coisas. Fui punido mas logo depois consegui ir trabalhar no entorpecentes. Quando fiz um ano de polícia, me convidaram para fazer uma infiltração em Cuiabá, me passar por vendedor de éter e acetona para os traficantes — para fazer a cocaína, eles precisam de éter e acetona. E, vendendo os dois produtos, eu ia acabar descobrindo o laboratório. Lá fui eu pra Cuiabá, sem estrutura nenhuma, a Polícia Federal não tinha verbas etc. Mas troquei de identidade e tudo.
(…)
-Wagner Nabuco – Quantos homens tem hoje a Polícia Federal?
-Garisto – Temos 7.000 homens. Desses, 3.000 são operacionais. Quatro mil estão na burocracia. Às vezes, burocracias necessárias, como o Serviço de Inteligência, que alimenta a operação. Temos região de fronteira com dois agentes, os traficantes passam de AR-15 dando risada e dando tchau. Verdade. Quem já esteve lá sabe que estou falando a verdade. Quando estive em Ponta Porã fazendo um serviço, vi uns caras passar e disse pros meus colegas: “Aqueles ali são suspeitos”. E eles: “Não olha, não, que aqueles caras são muambeiros”. “Como, não olha?” “Não olha porque eles vão marcar a gente aqui, depois você vai embora e
a gente fica.” É assim, porque a mãe do camarada e a irmã trabalhavam no banco em que o gerente era irmão do traficante. O cara da Receita é primo do contrabandista.
(…)
-João de Barros – Você estava falando, se for agora num quartel?
-Garisto – Você vai pegar o pessoal jogando basquete, levando a mulher do coronel para o supermercado, os coronéis e generais jogando peteca. Não estou desmerecendo as Forças Armadas, eles é que estão se ferrando. Estão ganhando mal, estão usando equipamento todo enferrujado. Tem muita coisa errada como na Polícia Federal, por exemplo, você vê no aeroporto aquele bonitinho de terno, aquelas menininhas, alguém aqui acha que são da Polícia Federal? São funcionários da Protege, empresa de segurança. São contratados. Fui contra, entrei na Justiça, entrei na Procuradoria.
-Wagner Nabuco – Como é que é? No aeroporto, aquele pessoal do raio X não é da Polícia Federal?
-Garisto – Não, são da Protege, quando chefiei o aeroporto eram, hoje não sei se ela ganhou o contrato de novo. Se não for da Protege, é de outra empresa de segurança privada. E outra: eles custam para a nação mais do que um agente federal.
-Wagner Nabuco – Também aquele que checa o nosso passaporte?
-Garisto – Não, esse do guichê é da Polícia Federal. Para impedir a viagem de alguém, tem que ser funcionário competente. Mas aquele funcionário da empresa contratada, se achar cocaína, não pode fazer nada. Não pode abrir a mala de ninguém, é funcionário incompetente, por lei. É usurpação de função. Entrei na Justiça e não julgaram até hoje.
-Wagner Nabuco – A maioria das empresas de segurança é dirigida por coronéis?
-Garisto – Sim. Militares em geral ou delegados de polícia.
-Wagner Nabuco – O pessoal da reserva.
-Garisto – Do Exército, da Aeronáutica, da PM tem muito. Até o Fleury tinha empresa de segurança, o falecido.
(…)
-Verena Glass – Depois do episódio na Bolívia, o que você fez?
-Garisto – Vim trabalhar no entorpecentes, em São Paulo. Montamos um serviço de informação que não havia. De drogas, esse em que batalho. Quando o Galdino foi diretor, tentou criar um serviço desses, mas era um SNI disfarçado. Aí fui pra Folha denunciar,o Tognolli deu na Folha: “Galdino tenta recriar SNI”… Porque a Polícia Federal foi usada para esquentar as mortes, as roubalheiras e as falcatruas dos DOI-Codi da vida. Tinha que ter um cartório para esquentar aquilo. Não pode ter cartório no Exército, nem na Aeronáutica, nem na PM, então vamos criar um na Polícia Federal para fazer aquelas porcarias que terminaram na Justiça Militar.
Só que, quando começaram a fazer o concurso público, o primeiro foi em 1973, começou a aparecer garoto de faculdade, tipo eu. Começamos a entrar na polícia. E a gente começou a falar: “Não, eu não vou fazer isso aí. Isso aí não tá legal, isso aí tá por fora”. Aí começou a mesclar. Até que fundamos o sindicato, em 1988, e viramos a mesa: “Não vamos mais fazer esse troço, não tem mais informação, vamos denunciar e acabamos com todo mundo”. Hoje, a Polícia Federal tem a credibilidade que tem aí. Por quê?
(…)
-Sérgio de Souza – Ficou para trás aquela história do golpe de Estado.
-Garisto – O golpe que não houve. Estávamos fazendo uma greve e eu estava comandando, era presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais…
-Sérgio de Souza – Que ano era isso?
-Garisto – 1994. Aí tem nome, e eu dou porque falei pra eles que ia escrever um livro e eles falaram que podia botar, então está liberado: é o Moroni Torgan e o deputado federal Luciano Pizzatto, que estão na ativa ainda. O Luciano Pizzatto, na época, era presidente da Comissão de Segurança Nacional da Câmara, muito ligado aos militares. E o Moroni era líder do governo do Itamar. É meu amigo particular, já o conhecia desde aquela época. Aí estávamos comandando aquela greve e dez dias, quinze dias, a Veja deu capa, a IstoÉ deu capa. A Veja deu: “Baderneiros ameaçam autoridade do governo”. E o distintivo da Polícia Federal. A IstoÉ
deu: “Rebelião dos tiras“.. E o distintivo da Polícia Federal. E aí fui no Jô, fui em tudo quanto é canto por conta da greve. O que queríamos? Queríamos o mesmo salário que a Polícia Civil do Distrito Federal recebia. Porque tinha a lei 7.702 que dizia: “Policial federal tem que ganhar igual a policial civil“. E não estavam cumprindo. Você é um policial, obriga todo mundo a cumprir a lei e não cumprem pro policial, então fomos pra greve.
E aí todos os Estados entraram em greve, dez dias, vinte, trinta, quarenta, cinqüenta dias. “Como é que vamos acabar essa greve?” Aí eles queriam assumir — eles, vou dar nomes —, queriam assumir o controle da Polícia Federal. Os militares, as viúvas do SNI querem o controle da Polícia Federal porque é o instituto legal que detém hoje as coisas que têm que ser feitas no país: Collor, PC, agora esses deputados todos aí, você vê que rola tudo na Federal. E os militares tiveram o comando da Polícia Federal desde a sua criação. Ela foi criada pra ser um braço civil deles. E botaram lá o general Bandeira, o coronel Moacir Coelho, depois o coronel Araripe. O primeiro civil foi o Romeu Tuma, que era superintendente da Polícia Federal em São Paulo, colocado pelo senhor Georges Gazale, que era amigo pessoal do Figueiredo. “Ah! O primeiro civil.” Civil com aspas, né? Porque o Tuma não é propriamente um civil: era chefe do DOPS. Comandou aquilo tudo, mas passou como bonzinho, os amigos que trabalharam com ele foram quase todos execrados na mídia pelas merdas que fizeram e depois foram abandonados pelo chefe.
(…)
-Verena Glass – O sindicato você que tinha fundado?
-Garisto – O primeiro sindicato foi fundado no Rio Grande do Sul, fundei aqui em São Paulo, depois fomos fundando outros. Fui também o primeiro presidente da Federação Nacional, fundada em Brasília. E hoje temos 26 sindicatos e mais a Federação de todos os funcionários da Polícia Federal. Então, quando fomos pra greve, o coronel Romão não quis papo com a gente,disse que não conversava com sindicalista. Por quê? Porque essa era uma época em que morriam sindicalistas assassinados. Ele vê o sindicalista como aidético com problema radiativo, não quer contato. Começou a greve, ele falou: “Eles querem fazer greve, que façam, mas vou punir todo mundo”. E começou a meter processo em todo mundo. E a moçada, o contingente todo NÃO TEVE MEDO, continuou em greve.
Um belo dia, um delegado que estava aqui em São Paulo, altamente ligado à cúpula militar e que hoje é o corregedor geral da Polícia Federal, o doutor Lobo, a pretexto de que os policiais teriam abandonado o plantão deixando no prédio a cocaína apreendida, as metralhadoras e os inquéritos famosos, o ouro e isso e aquilo, a pretexto de que havíamos abandonado tudo para fazer a greve, disse que o prédio estava à mercê dos bandidos. Relatou pra Brasília e pediu a intervenção do Exército na Polícia Federal de São Paulo. E era mentira, porque mantivemos na ativa 30 por cento do efetivo. Mas eles queriam tumulto.
Aí o Exército invade a Polícia Federal de São Paulo, Itamar Franco liberou pra invadir. Acreditou no relato que o superintendente fez a pedido do próprio Exército, coisa deles. E o Exército desembarca então mil homens ali na rua Antônio de Godói, com helicópteros, fuzis, metralhadoras de chão.
-João de Barros – Aqui no centro?
-Garisto – Aqui no centro, na esquina da Antônio de Godói com Rio Branco, Santa Efigênia, aquele pedacinho ali. Eles fecharam a rua, desviaram o trânsito e despejaram soldado. Percebi que eles iam fazer a invasão e o Inocêncio Oliveira, que era um dos negociadores conosco, me chamou no gabinete dele e falou: “Francisco Carlos Garisto, conversei com o ministro da Justiça sobre aquela disposição de vocês”. Porque falei que ia deixar duzentos homens armados com metralhadora lá para enfrentar o Exército.
Eu não ia, mas não podia falar que não ia, é aquele jogo de greve: “Se invadir vai ter tiro”. O Inocêncio ficou com medo disso, o Itamar, todo mundo. Então o Inocêncio falou: “Francisco Carlos Garisto, está acontecendo isso, isso e isso, mas eu te garanto que não vai ter invasão, tira o pessoal de lá”. Já achei esquisito. Pra que vou tirar os meus homens de lá se ele está me garantindo que não vai ter invasão? Falei: “Tá bom, deputado, tá bom”. Aí eu vou pra porta da Polícia Federal: “Olha, pessoal, vamos revezar, vão ficar quinze aqui e à noite mais quinze e tal”. A Globo estava com link no local — comunicação direta. É
como essas transmissões de futebol, fica aberta para entrar no ar na hora que você quiser. Pensei: “Vai ter invasão, a Globo já está sabendo que vai ter invasão, deixa eu tirar meu povo daqui que não quero que morra ninguém”. E disse: “Pessoal, vamos embora daqui, todo mundo, o Inocêncio Oliveira, presidente da Câmara, garantiu que não vai ter nada aqui”.
Quando deu 10 horas da noite, eles chegaram com helicóptero, tanque, na Esplanada dos Ministérios, saiu na edição extra do Jornal Nacional, ficaram fazendo exibição que era para amedrontar, já aproveitava e dava um susto no Congresso todo. Aí invadiram a Polícia Federal de Brasília também, já haviam invadido São Paulo. No mesmo dia, estou almoçando com o Moroni na Câmara, me liga o agente Simão, delegado sindical de Foz do Iguaçu: “Gaga, perdemos a ponte! O Exército está aqui”. Eu falei: “O Exército em Foz do Iguaçu também?” Estranhei porque estávamos fazendo operação padrão lá. Eu: “E vocês estavam aí?” “Estávamos, o que eu faço?” Eu disse: “Sai daí, se manda, fuzil contra metralhadora é caca na certa”. “Mas não deixa ninguém?” “Não, se manda, é Exército, o dono de tudo, ele fica tomando conta do posto agora.”
Aí o Moroni me perguntou: “Pô, invadiram Foz do Iguaçu? Vamos ligar pro Pizzatto”. Ele ligou pro Pizzatto, que é do Paraná, tinha interesse. E aí o Pizzatto liga para o ministro do Exército. O ministro disse: “Mandamos invadir porque abandonaram o posto”. E isso foi o que informaram para o presidente da República, o ministro da Justiça e o ministro do Exército. Eu disse: “Mentira, acabei de falar com um agente pelo telefone e ele me perguntou se era para sair! Se perguntou é porque estava lá”. O Moroni falou: “Isso está ficando perigoso, não é melhor você repensar essa greve?” Eu disse: “Rapaz, antes de invadirem São Paulo, eu tinha 80 por cento do pessoal em greve, agora está 100 por cento”.
À noite vem o Jornal Nacional e aparece a repórter com o microfone na boca do Simão, que tinha falado comigo ao telefone: “O senhor vai fazer o que agora?” “Estávamos trabalhando, temos ordem da federação de trabalhar aqui 30 por cento, o Exército chegou, agora eles vão ficar com o trabalho e com a responsabilidade e vamos embora.” E ele aparece tirando o jaleco e a Globo vai filmando. O presidente, na casa dele, viu esta merda, ligou pro Alexandre Dupeyrat, ministro da Justiça. O Dupeyrat pega e liga pra lá e cá. Estou dormindo, 2 horas da manhã, toca o telefone, era o Moroni e queria que eu fosse na casa dele. Quando entro na casa do Moroni, na sala está sentado o ministro da Justiça, Alexandre Dupeyrat, o Moroni e mais um assessor do Palácio do Planalto que eu não sabia quem era. “E aí, Moroni, onde tá pegando?” “Garisto, o ministro quer falar com vocês.”
E o ministro: “Seu Garisto, é o seguinte: o presidente me chamou e está preocupado com o negócio”.. E eu: “Com a greve? É só ele pagar a gratificação para nós e acaba a greve”. “Não, ele está preocupado porque algumas pessoas do Exército estão mentindo para ele. Porque lá em São Paulo fizeram a invasão e falaram que não tinha ninguém, depois ele ficou sabendo que tinha.
No Rio Grande do Sul, falaram que os agentes colocaram palito nas fechaduras para ninguém entrar, e depois ficamos sabendo que tinha mais agente federal do lado de dentro que do lado de fora. Mas o pior de tudo foi Foz do Iguaçu, que o presidente recebeu um relatório do ministro do Exército, e isto é confidencial, pelo amor de Deus, que vocês tinham abandonado a fronteira, o presidente autorizou a invasão e na televisão viu que vocês estavam lá. Aí ligou pro ministro do Exército de volta e o Ministro falou que estava havendo confusão e que ele ia ver. O presidente achou muito esquisito isso e eles já tinham pedido para invadir também o Ceará.” Aí o Moroni falou: “Você não acha que isso pode ser outra coisa, Gaga? Que eles estão querendo botar a tropa na rua? No Brasil, quando põem a tropa na rua, para voltar é difícil e eles não têm pretexto para colocar tropa em lugar nenhum.”
Eu disse: “Moroni, isso é ficção sua, eu quero saber se o ministro acha isso.” O ministro disse: “Essa é a idéia que o presidente tem e quer a ajuda de vocês pra botar as tropas para fora da PF, porque se ele botar agora desmoraliza e os militares vão chiar; como é que a gente faz para essas tropas irem de volta pro quartel?” Eu falei para o ministro: “Já que a palavra oficial do senhor é de que estão falando em insurreição, golpe, vamos fazer o seguinte: amanhã, o presidente declara que vai negociar e eu falo o que já vinha cumprindo, que vou colocar 30 por cento do efetivo. Não estão falando que invadiram porque não tinha os 30 por cento? Então o presidente sai vencedor, porque ele não pode sair desmoralizado. O que eu quero é a minha gratificação, o meu salário igual da civil, não quero desmoralizar ninguém. Ele dá uma de bravo no Jornal Nacional dizendo que não admite baderna e que se botarmos os 30 por cento ele retira as tropas, dá uma bronca na gente em nível nacional, a gente dá uma mijada pra ele, bota os 30 por cento que já tinha e ele manda as tropas para o quartel”.
No dia seguinte, o presidente: blablablá e cacete na gente, eu falei: “Pessoal, é o sinal”. Aí eles recolheram as tropas. Mas depois ficamos muito chateados porque eles sacanearam a gente: correram no Supremo para tornar nossa greve ilegal, depois de 64 dias. O ministro da Justiça nos traiu. Aí voltamos ao trabalho. A moçada queria continuar a greve, eu disse: “Agora, não, contra o Supremo é ir contra a lei, aí é revolução”.
-Wagner Nabuco – Quem era o ministro do Exército?
-Garisto – Era Zenildo Zoroastro de Castro.
-Wagner Nabuco – O Itamar o manteve depois desse episódio?
-Garisto – Ficou até com Fernando Henrique, saiu na época da eleição. E o Itamar ficou com a cara-de-pau tão grande porque aconteceu isso, ele viu que cumprimos nossa parte e tinha uma chateação de não ter dado o aumento. Mas causaria a ira do Exército, que também queria aumento. Tanto é que o último decreto que ele assinou foi concedendo gratificação para nós igual à da Polícia Civil. O Romão me processou por greve, segurança nacional etc. e fui demitido, mas o Itamar Franco me anistiou.
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PT quer MST para ajudar no programa de Dilma
23 de outubro de 2009
Movimento é um dos convidados de encontro em SP para discutir governo
“PT nunca deixou de apoiar MST”, diz secretário petista; líder sem terra afirma que militantes sempre foram aliados pela reforma agrária
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O PT convidou o MST e outros movimentos sociais para discutir o governo Lula e colaborar com a campanha e o programa de governo de Dilma Rousseff (Casa Civil) em 2010.
O movimento, objeto de uma CPI no Congresso, é um dos principais convidados de um “colóquio” com o PT neste fim de semana em São Paulo.
João Paulo Rodrigues, um de seus principais líderes, dividirá amanhã uma mesa de debates com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e o presidente da CUT, Artur Henrique. Dilma também estará no evento, em uma mesa separada.
Publicamente, a relação entre o MST e o governo aparenta estar estremecida, principalmente após a polêmica imagem de um trator sendo usado pelo movimento para derrubar pés de laranja numa fazenda em São Paulo. Lula chegou a caracterizar o ato de “vandalismo”.
Mas, segundo o secretário de Movimentos Populares do partido, Renato Simões, “o PT nunca deixou de apoiar o MST, mesmo que faça algumas críticas”. Ele afirma que o PT está convidando 60 movimentos sociais. Além de MST e CUT, participarão também UNE, Contag e outros. “Queremos discutir a conjuntura, fazer um balanço do governo Lula e convidar os movimentos a um diálogo sobre 2010″, diz Simões.
O líder João Paulo Rodrigues diz que os militantes do PT sempre foram aliados do MST na “luta pela reforma agrária”. Ontem, o PT reuniu seu GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral) para definir os próximos eventos da candidatura Dilma.
Em 10 de novembro, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, vai se reunir com os 27 presidentes estaduais do partido. Irá pressioná-los para priorizar a aliança pró-Dilma. Isso significa abrir mão de candidaturas a governador, vice e senador para aliados, sobretudo o PMDB.
Rio, Minas e Mato Grosso do Sul são Estados onde o PT ensaia candidatura contra os peemedebistas. No Ceará, a ameaça é de romper com o PSB.
(*) Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2310200905.htm
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Revista Caros Amigos = Petralha !!!
A entrevista abaixo é muito grave e vem colocar nossas intituições democraticas em cheque:
Cláudio Júlio Tognolli – E o Tuma? Você é o maior adversário que o Tuma teve. Qual foi o papel que vocês sempre apontaram como nefasto do Tuma na Polícia Federal?
Garisto – O Tuma, houve um tempo em que era uma figura pública intocável. Todo mundo acha que ele era o cão chupando manga e até acham que ele teve 5 milhões de votos pro Senado. Costumo falar que o Tuma é um fenômeno da mídia porque ele tinha um grupo que qualquer apreensãozinha ele já tinha os contatos. Ele tinha um projeto para a presidência da República, ou ainda tem. Era o projeto PR, Papa Romeu, eles têm escrito isso em dossiê, o Comando Delta é que interfere… se o Comando Delta sair na revista, cai a casa toda.
Sérgio de Souza – O que é o Comando Delta?
Garisto – O Comando Delta é a fábrica de presidentes, é o que comanda o sistema brasileiro, que fez a reunião para escolher o Fernando Henrique, que já deve estar fazendo reunião para convidar outro.
João de Barros – Quem faz parte desse Comando?
Garisto – Ah, esse comando é florido! Não vou entrar nessa, que essa eu não posso.
Sérgio de Souza – Não precisa dizer os nomes, só os cargos, ou de que áreas.
Garisto – De todas. De médico a político, a tudo. Eles se reúnem e não existe uma coisa planejada. O camarada, por exemplo, é dono de uma escola e está faturando milhões, se entrar o Lula: “Aí ele vai me ferrar, estou ganhando 100 milhões por ano…”.
domingo, 15 de junho de 2008
Será que o Comando Delta existe?
Rogério Pinheiro
No país do futebol, é de conhecimento geral que todo brasileiro tem um pouco de técnico. Com o fracasso da nossa seleção na última Copa do Mundo, e na vibração da eleição presidencial mais disputada dos últimos tempos, os “técnicos” espalhados pelo Brasil migraram para uma profissão também bastante disputada: os “comentaristas políticos”.
Alguns desses comentaristas dizem que o país não é comandado por nenhum presidente, e sim, por um grupo de bilionários que manda e desmanda no destino da nação. Citam os Marinho, os Civita, Sílvio Santos, Antônio Ermínio de Moraes. Até aí tudo bem, não passa de mais um comentário político de um cidadão comum. Agora, quando a afirmação vem do presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Francisco Carlos Garisto, a história toma rumo diferente. Nós, pobres comentaristas de balcão de bar que não acreditamos na tal possibilidade, passamos do estágio do boato ao, no mínimo, da desconfiança.
Garisto declarou no mês de Outubro de 2006, em uma revista de circulação mensal, que o “Comando Delta” não é nenhum boato ou invenção. Ele existe! Segundo Garisto, o Comando Delta interfere nos meios de comunicação, elabora investigações secretas, e tem medo do que possa ocorrer nos próximos quatro anos de mandato do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.
“O Comando Delta é o que? É o cara que tem lá uma privatização que ele pegou de graça com o dinheiro do governo e fatura 3 bilhões por ano. Esses são os caras que se reúnem e que não deixam mudar. O negócio deles é grana, só grana. São esses malditos que tocam esse país, foram eles que chegaram pro Lula e disseram: “Você pode isso, pode aquilo, se fizer assim, estamos com você”. Eles estão com medo que o Lula resolva ser o Lula no segundo mandato e faça umas coisas sociais que ele não fez. Isso aí eu ouvi de um cara que faturou mais de 1 bilhão no ano passado. Falou pra mim dentro de um avião. Mas todo mundo fala que eu sou da teoria da conspiração…”, palavras de Garisto.
Se o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais fala isso, é porque algum fundo de verdade pode existir. E se realmente existe, o povo brasileiro dificilmente ficará sabendo. Nada vai mudar, porque o povo é manipulado, ele não está lendo essas linhas. Ele não tem força para mudar, não se interessa, não lê, não tem o hábito de pesquisar quem são realmente os “Donos do Brasil”. Vai continuar sendo abastecido por essa cultura inútil que contamina até a alma do cidadão e o faz acreditar que estamos em um país democrático. Só nos resta prosseguir como técnicos de alambrado e comentaristas de balcão de bar. Isso nós fazemos bem.
Mais uma historinha do PCO?
huahuahuahuahuaha
Eu sei ate a resposta da pergunta mas vou perguntar assim mesmo….
Quem é o culpado pelo Comando Delta?
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Proposta para livrar da prisão pequenos traficantes tem apoio do governo
23 de outubro de 2009
O Globo
BRASÍLIA – O Ministério da Justiça decidiu apoiar o fim da pena de prisão para pequenos traficantes de drogas que não tenham cometido atos de violência e não apresentem vínculo com organizações criminosas. Caberá ao deputado Paulo Teixeira (PT-SP) assinar o projeto.
O texto ainda está em estudo, mas também deve exigir que os réus apresentem bons antecedentes para ter direito à pena alternativa. O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, disse esperar que a mudança seja aprovada até a metade do ano que vem.
- Nós sabemos o que acontece nos presídios: as pessoas são detidas com pequenas quantidades de droga e acabam entregues de mão beijada para as organizações criminosas. É preciso separar o pequeno do grande traficante. Não haverá projeto de iniciativa do governo, mas vamos apoiar a proposta de mudança no Congresso – disse Abramovay.
A ideia é mudar a lei para oferecer penas alternativas a essas pessoas, o que evitaria que elas sejam recrutadas pelas facções que dominam muitos presídios brasileiros.
Para o deputado Paulo Teixeira, a alteração na lei antidrogas permitirá que polícia, Ministério Público e Judiciário concentrem esforços no combate ao crime organizado. Ele disse que a proposta não é ideológica e visa a tornar mais eficiente a repressão aos grandes traficantes.
- O aparato do Estado deve ser mobilizado para pegar os peixes grandes, não os pequenos. Estamos prendendo muitos bandidos pés-de-chinelo e sobrecarregando a polícia e a Justiça. É uma questão pragmática que precisamos enfrentar – disse.
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Meu Pato, já fizeram contato com você???
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tudo de ruim q acontece no mundo, os petralhas culpam FHC
Fred Campos,
Boa noite, amanhã retornarei com boas notícias!!!
abraços tbm vou que a gente trabalha ao contrario dos petralhas que recebem a grana via cartão corporativo
José Soares apresentou-me a um seu amigo de infância e compadredo presidente Lula, o advogado Roberto Teixeira. Esta história quase chegará a Bagdá. Mas antes passa por Francisco Carlos Garisto.Garisto é fundador da Federação Nacional dos Policiais Federais.Foi segurança do Papa João Paulo Segundo, do Príncipe Charles e detrês presidentes dos EUA. Esteve infiltrado nos maiores cartéiscolombianos da cocaína. Não é nem foi homem de gatilho fácil. É hábilna costura política, e ainda mais nas palavras. Minha proximidade deGaristo fez dele um dos melhores amigos. Foi Garisto quem disparou-me a dica de que Lula, nas eleições, vinha sendo monitorado pelosarapongas da Abin.Naquela época, o comentário, jamais confirmado, era que FHC eJosé Serra haviam mandado o então chefão da Abin, general AlbertoCardoso (conhecido entre os arapongas como “o Cardoso que manda”,num trocadilho em relação a FHC), grampear Lula. Dizia-se que erauma máquina diabólica, que custava US$ 20 mil em Miami, aqueladirecionada a grampear o “apê” de Lula no ABC. Teria sido a mesmaempregada por Pedro Pedrossian para grampear o Zeca do PT.Contamos na revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2002 “As escutas feitas em telefones de integrantes do Partido dosTrabalhadores pela Abin e pela Polícia Federal ocorrem por meiode um aparelho contrabandeado que custa cerca de US$ 20 mil. Oaparelho teria a capacidade de grampear 10 telefones de umaúnica vez. Também mostra em que cidade está o usuário por meiodo código telefônico. Na semana passada, o deputado PedroPedrossian (MS) teria dito para um agente que tem um aparelhodesse. Com o dispositivo, o deputado teria grampeado seuadversário, o governador Zeca do PT. De acordo com o agente, odeputado comentou aos risos que “com um aparelho como esse se40
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pode até matar alguém” já que ele facilita a localização da“vítima”. As escutas têm sido feitas também pelo delegado José Massillon Bernardes, segundo o agente. O delegado era do Dops efoi integrado na Polícia Civil por Romeu Tuma. Destacou-se nosanos 85, 86, 87 e 88 por ter estourado a máfia de fraudadores doINPS, então encabeçada por Milton Camanho Milréu. De acordocom a fonte, as escutas estariam sendo feitas em dois andares doantigo prédio do Deic, da Polícia Civil, no Centro de São Paulo. Aescuta estaria instalada no sétimo andar (Deic) e no sexto(Denarc). O Ministério Público afirmou que “os elementosexistentes indicavam a possível ocorrência de desvio ou abusopraticado pela PF”.Levei Garisto para ser capa da revista Caros Amigos, em marçode 2000. Ele sempre acreditou que um certo Comando Delta definiaas eleições. Garisto foi o primeiro a falar em Comando Delta, antesque virasse letra da banda Planet Hemp: “O Tuma, houve um tempo emque era uma figura pública intocável. Todo mundo acha que ele era ocão chupando manga e até acham que ele teve 5 milhões de votos proSenado. Costumo falar que o Tuma é um fenômeno da mídia, porqueele tinha um grupo que, qualquer apreensãozinha, ele já tinha oscontatos. Ele tinha um projeto para a presidência da República, ouainda tem. Era o projeto PR, Papa Romeu, eles têm escrito isso emdossiê, o Comando Delta é que interfere. Se o Comando Delta sair narevista, cai a casa toda”.Sempre falando numa admirável riqueza de cores, Garisto ésingularmente um homem sem meias-palavras.“O Comando Delta é a fábrica de presidentes, é o que comanda osistema brasileiro, que fez a reunião para escolher o Fernando Henrique,que já deve estar fazendo reunião para convidar outro. Ah, esse comandoé florido! Não vou entrar nessa, que essa eu não posso. Tem de médico apolítico, tem de tudoaco a tudo. Eles se reúnem e não existe uma coisaplanejada. O camarada, por exemplo, é dono de uma escola e estáfaturando milhões. Se entrar o Lula: ‘Aí ele vai me ferrar, estou ganhando100 milhões por ano’. ‘Garisto insistia que aí você tem o sistemabancário, por exemplo, e os caras faturando um bi por ano. Você pega oúltimo balanço do banco e ele passa a ser o primeiro — estou dando dicapra caramba. Aí você vê um cara desses correr risco de entrar um malucoqualquer na presidência da República; não é aquele conluio deconspiração para matar o Kennedy, mas é aquela coisa que você seorganiza para manter o status quo: ‘Vem cá, meu irmão, o que vamos41
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fazer?’ E eles chamam de Comando Delta: ‘Não está na hora de reunir oComando, não?’ Então, eles chamam um, chamam o outro, se reúnem.Não tem secretário, nem presidente, não é conspiração, é informal,cuidam dos interesses deles com as armas que têm: grana! É pré-palaciano. E depois levam o resultado.”• Depois, referia Garisto:“Então, você reúne a empreiteira que faturou não sei quantosmilhões, o banqueiro que ganha não sei quantos milhões, e aí você temque eleger uma pessoa para comandar os trabalhos, como na maçonariatem o grão-mestre, aquelas coisas. Tem de tudo. Hoje, você estáconversando, amanhã os caras estão entregando. Uma vez dei umaentrevista na televisão e falei: ‘O Comando Delta acaba escolhendo umpresidente aí’. Só falei isso e a entrevistadora, na hora: ‘Quem é oComando Delta?’ Eu: ‘As pessoas ‘de bem’ do país, pessoas quecomandam a economia, o mercado’. Rapaz, deu um bode desgraçado!Ela me ligou depois de dois dias e disse: ‘Garisto, o que tem de genteligando, querendo saber do Comando Delta’. Falei: ‘Isso é coisa do ChuckNorris, Comando Delta 2, 3, pára com isso! Tô fora, porque eles sãomuito fortes’. São unidos, ricos e inteligentes. Aquela operação toda feitano seqüestro do Diniz, organizado, bonitinho, vocês da mídia são osdonos dela através do representante maior de vocês — daqui a poucoestou falando o nome, que já ganhou a segunda tartaruga agora. Eleganhou a segunda tartaruga porque a outra morreu”. (risos)Já vinham bem dessa época as histórias de que a AgênciaBrasileira de Inteligência, a Abin, diziam as fofocas palacianas, haviatrabalhado sob as ordens do então candidato à presidência José Serra,e referiam ainda as fofocas, do futuro diretor da PF, caso Serra virassepresidente da República: o delegado federal Marcelo Itagiba, atéfevereiro de 2006 secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.Uma coisa é certa: a Abin grampeou Roseana Sarney e seu maridoJorge Murad no começo de 2002, detonando com uma mesa dedólares, antes mesmo do início da campanha, uma candidata quecrescia nas pesquisas e ameaçava o tucanato.Em 7 de agosto de 2003, houve uma solução para o caso Lunus.O recurso do Ministério Público Federal contra decisão favorável àempresa Lunus Serviços e Participações, da senadora Roseana Sarney42
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(PFL-MA) e de seu marido Jorge Murad, foi arquivado pela CorteEspecial do Superior Tribunal de Justiça. A decisão do TribunalRegional Federal da 1ª Região havia declarado nula a determinaçãojudicial que decretou a busca e apreensão de documentos da empresa.O Ministério Público Federal entrou com uma reclamaçãoporque a decisão do TRF-1 teria desrespeitado a autoridade da CorteEspecial do STJ, que decretou a validade da prova colhida no inquéritojudicial.Em outra ação impetrada pelo MPF, a reclamação nº 1.127, o STJdefiniu a sua competência para processar e julgar a então governadoramaranhense Roseana Sarney em relação aos fatos que resultaram naapreensão de documentos e R$ 1,34 milhão no escritório da empresaLunus, em São Luís (MA).Na ocasião, o relator da matéria, ministro Ruy Rosado deAguiar, explicou que, como “a pessoa da governadora” poderia seratingida diretamente, o caso era mesmo de transferir a direção daatividade instrutória ao Superior Tribunal de Justiça, mas não o dedestruir o que já havia sido investigado.Posteriormente, Ruy Rosado determinou que os documentosapreendidos na Lunus fossem remetidos para o diretor do Foro daJustiça Federal de Palmas (TO) por intermédio da Polícia Federal. Oministro determinou também que o gerente da Caixa EconômicaFederal de São Luís (MA) fosse informado de que o numerário ládepositado ficaria à disposição do juízo federal de Palmas, ondetramitaria o inquérito. A decisão se deu porque, ao se afastar dogoverno do Estado, Roseana perdeu o direito ao foro especial.Ao analisar a nova reclamação, Ruy Rosado indeferiu a liminar epediu mais informações. Para o ministro, naquele julgamento (dareclamação 1.127), enfrentou-se requerimento da governadora, quesolicitava fossem desde logo anulados os atos praticados pelaautoridade judiciária local, incompetente para tanto. O argumento nãofoi aceito e a investigação prosseguiu quando o inquérito retornou aojuízo de origem.“Como se vê, a decisão anterior do STJ, quanto à invalidade, foi nosentido de que o deslocamento da competência para este tribunal nãosignificava a nulidade dos atos investigativos já praticados, mas emnenhum momento foram eles examinados quanto a outros aspectoslegais, nem afirmada a sua legitimidade”, entendeu o ministro. RuyRosado destacou que a matéria não foi objeto de julgamento do STJ e43
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que o TRF-1 teria, portanto, ampla liberdade para o exercício da suajurisdição quando o STJ apreciou e deferiu o mandado de segurança.Pois bem, Garisto me contava o que estariam fazendo contraLula, ilegalmente, em termos de escutas: o mesmo que fizeram com osSarney/Murad. Eu repassava as informações de Garisto para RobertoTeixeira, que me foi apresentado pelo José Soares do Haiti. RobertoTeixeira repassava as informações para o genial delegado de políciaMauro Marcelo Lima e Silva, formado no FBI, com conexões emtodas as polícias do mundo. Mauro Marcelo havia resolvido osequestro de um sobrinho de Roberto Teixeira, que o levou para o PT.Foi Mauro Marcelo quem protegeu o então candidato Lula dosgrampos, instalando em seu apartamento as medidas de contra-grampo, coisa que aprendeu como ninguém no FBI.• Engenheiro morto em BagdáEm maio de 2005 Mauro Marcelo, amigo pessoal, me pediu quefosse para Bagdá, numa missão humanitária, mas sigilosa: tentarencontrar o corpo do engenheiro João José de Vasconcellos Jr. daempreiteira Odebrecht, seqüestrado e morto no Iraque. A históriamerece, antes, alguns apostos temporaisEm janeiro de 2006, quando se completou um ano dodesaparecimento do engenheiro, o colunista Cláudio Humberto Rosae Silva, ex-assessor de imprensa do presidente Collor, publicou:“O serviço secreto italiano ajuda o Brasil a negociar o repatriamentodos restos mortais do engenheiro João José de Vasconcellos Jr. seqüestradoe morto há um ano no Iraque. Os italianos promoveram encontros secretosde grupos iraquianos com diplomatas brasileiros e representantes daconstrutora Odebrecht (onde João José trabalhava) e da Agência Brasileirade Inteligência. Mas, até agora, as negociações resultaram frustradas. Oserviço secreto da Itália ofereceu ajuda ao então ministro José Dirceu, quevisitava Roma no início de 2005. Eficientes, os italianos obtiveram alibertação da jornalista Giuliana Sgrena, também seqüestrada no Iraque.João José foi seqüestrado em 19 de janeiro em Beiji, quando se dirigia aoaeroporto de Bagdá para retornar ao Brasil. Esta coluna revelou em 26 demarço que, ferido no abdômen, ele sangrou até morrer, no cativeiro.”Em 18 de janeiro de 2006, o serviço brasileiro da BBC de Londres44
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noticiou que “na opinião da irmã do funcionário da construtoraNorberto Odebrecht, Isabel Vasconcelos, Lula não teve a consideração quedeveria ter tido por um brasileiro desaparecido no Iraque”.Disse a irmã: “Acho que o presidente esqueceu que era umbrasileiro que estava lá fora. Nós pedimos, desde o início, que o presidentefizesse um apelo público e ele não fez.”Isabel ressaltou à BBC que “todos os líderes de países que tiveramcidadãos seqüestrados no Iraque, como Austrália, China, França e Itália,vieram imediatamente a público para pedir que eles fossem libertados”.“Acho que o presidente Lula tem uma dificuldade muito grande dese manifestar quando deve. Que povo vai se preocupar com um país noqual o próprio presidente se cala na hora em que deveria falar?” disse.E completava que “se o presidente tivesse feito um apelo de imediato,talvez houvesse algum resultado. Mas no início do processo, o governodisse que era a Odebrecht que tinha de negociar. Pedimos para opresidente nos receber, vários líderes políticos pediram, mas ele nãomarcou nenhuma audiência com a família.”• Abin, PCC, BagdáPara arredondar a história do engenheiro, há que se voltar umpouquinho. Há quatro anos o hoje professor da Harvard, JamesCavallaro, e a chairwoman de sua ONG Justiça Global, SandraCarvalho, a mais ativa investigadora e pesquisadora de direitoshumanos do Brasil, pediram-me que desse apoio logístico a um repórterdo Boston Globe, Kirk Semple. Ele veio a São Paulo naqueles dias de umcéu de nunca acabar e falava naquele calor um castelhano tangueado,parecendo se comprazer com a modorra que é concreto a 40 graus. Àsvezes parecia que Kirk, responsável por cobrir as Farc na Colômbia,usava um castelhano que já não se ouve mais, ciciante e imperecível.Kirk veio a São Paulo investigar o PCC, Primeiro Comando daCapital, para a revista dominical do The New York Times. Estamos em2002. Os 16 chefes do segundo escalão do PCC, que recebiam ordens deJosé Márcio Felício, o Geleião, e Cesar Augusto Roris da Silva, oCesinha, foram retirados de presídios do Estado e trazidos para São Paulo.Todos haviam sido denunciados por Geleião, que decidiu se45
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voltar contra o PCC, depois de fazer um acordo com a polícia e como Ministério Público Estadual (MPE) para diminuir seu tempo nacadeia e permitir a libertação de sua mulher, Petronília Maria deCarvalho Felício.Petronília estava presa desde outubro daquele ano. Ela indicouonde estava um carro com 30 quilos de explosivos que seriamutilizados no atentado ao prédio da Bolsa de Valores de São Paulo.Petronília fora encarregada por Geleião de dar início a uma série deatentados para mostrar a força do PCC.A advogada Ana Olivatto Herbas Camacho, ex-mulher deMarcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, em outubro de 2002,supostamente a mando de Geleião, o PCC passou a meter os péspelas mãos. Marcola deu sinal que iria matar o Geleião. E ele passoua colaborar com a polícia.Antes disso, intermediei o contato entre Kirk Semple e opromotor Márcio Sérgio Christino, primeira autoridade a terinvestigado o PCC, num tempo em que a denúncia permaneceu, nacabeça de magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, como umatributo da ilimitada mente das fofocas. Demorou até que o PCCfizesse seu primeiro ataque para que Márcio Sérgio Christino fosseouvido na toada que vinha denunciando há muito tempo. Ocontraveneno do MP demorou porque os togados demoraram a crer.Kirk Semple esteve na cadeia. Tomou depoimento de umpunhado de líderes máximos do PCC. Tanto bastou para que eurecebesse telefonema sentencioso de Márcio Sérgio Christino,referindo que interceptara um fax de líder do PCC, pedindo que afacção criminosa matasse Kirk Semple na porta do hotel em que estavahospedado, na rua Sílvia, Jardim Paulista. Levei Kirk ao aeroporto.Márcio Christino guarda o fax do PCC até hoje, como aquelas miúdassabedorias do mal que só encontramos em museus do crime.Kirk Semple esteve hospedado em casa no começo de 2005,junto de Steve Doodley, do The Miami Herald , vindo da Colômbiaporque seu jornal acreditava que o novo Papa seria brasileiro. Emmaio de 2005, com a amizade estreitada com os gringos, fui pedir-lhes socorro. Kirk e Doodley falaram com amigos gringos etrouxeram pareceres taxativamente honestos: quem vai para oTriângulo Sunita sem proteção armada, ou morre ou é seqüestrado.O parecer dos dois gringos era que não fosse para essa região nem apau. A consulta aos gringos tinha um motivo.46
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Mauro Marcelo, diretor da Abin, me pediu que fosse aBrasília, em seu gabinete na Agência Brasileira de Inteligência.Queria que eu fosse rastrear o local em que estava o corpo doengenheiro da Odebrecht.Do gabinete de Mauro Marcelo, passei para aquela sala contígua,com um espelho enorme, sobre o qual Mauro Marcelo pôs o alerta“sorria, você não está sendo filmado”. Sentaram-se dois agentesengravatados, bem informados, hieráticos como mordomos ingleses.Traziam aquele sotaque carioca que para paulistas urbanóides soaciciante e argentino. Eis o que ouvi:“O engenheiro da Odebrecht morreu dois dias depois de seu carroter sido atacado, naquela região do triângulo Sunita, uns 200quilômetros acima de Bagdá. Deve ter levado mais de 30 tiros e morreude hemorragia. Sabemos que quem negocia o corpo dele fala apenas comuma ONG chamada Iraq Institute For Peace”.Perguntei o que era “negociar corpos”.“O Iraque virou um mercado de tapetes persas também paraseres humanos. Às vezes, eles enterraram corpos debaixo de Passatsvelhos, no jardim de uma casa. Quem vai procurar um corpo debaixode um carro velho? O último preço que tivemos é que queriam pelocorpo do engenheiro US$ 30 mil. Mas aquele vídeo que passou na TVAl-Jazeera, em que o jogador Ronaldinho pede a libertação doengenheiro, inflacionou o preço. Agora querem US$ 1 milhão pelocorpo”.• Perguntei o que poderia fazer. Ele:“Consta que você fala outros idiomas, tem experiência emcoberturas internacionais e milita em direitos humanos. Você deve irprimeiro na TV Al-Jazeera, tentar saber quem entregou a eles aquela fitacom as imagens do ataque que vitimou o engenheiro. Depois, você vaipara Bagdá, tentar falar com o pessoal do Iraq Institute For Peace. Vocêtem de ter certeza biológica de que aquele é o corpo. Temos contatos naArábia Saudita que podem te ajudar nisso”.Passei então para o gigante gabinete de Mauro Marcelo, que jáfora dos generais Golbery e Figueiredo. Há na parede um mapa-47
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múndi que parece ser tão grande a ponto de abarcar ele mesmo toda areal extensão do mundo. Mauro Marcelo mediu distâncias. Com umolhar prometéico, me disse que o presidente Lula havia-lhe dito queestava disposto a “tirar esse cadáver das costas do governo brasileiro” .Caberia a mim ir até lá, verificar o biologismo comprobatório deque aquele era o corpo do engenheiro brasileiro. O resto, a Abin faria.O governo iria pagar US$ 1 milhão pelo corpo, desde que aquele fossemesmo o corpo.Contei essa história apenas para meus dois melhores amigos:Márcio Chaer, dono do site Consultor Jurídico, e para meu velhoamigo de ECA Marcelo Rubens Paiva. Obviamente, eu não receberiapelo trabalho, como um mercenário. Ganharia o furo. A Abin pagariaas custas da viagem. Cheguei a relatar cartas de afastamento de meuscinco empregos: Consultor Jurídico, USP, Fiam, Rádio Jovem Pan eAOL. Relatei uma carta que entregaria a Marcelo Rubens Paiva, naqual contava tudo, caso algo acontecesse comigo lá.Fiz uso da velha amizade com os jornalistas dos EUA para megarantir em Bagdá. Vieram algumas versões jamais comprovadas,como esta: a Al Qaeda de Bin Laden teria sido informada de que aOdebrecht teria contribuído para a campanha a de Jeb Bush, irmão dopresidente George W. Bush, para o governo da Flórida. Em troca,referia o boato, o vice-presidente Dick Cheney daria poços depetróleo para a Odebrecht trabalhar no Iraque. O engenheiro teriasido morto num erro na operação, que era um seqüestro para tomardinheiro da Odebrecht.Marcelo Rubens Paiva, escritor e jornalista cujo pai, deputadoRubens Paiva desapareceu nas mãos do regime em 20 de janeiro de 1971,foi quem mais passou a me tornar claro como ele e sua família haviamsofrido quase 30 anos até obterem um atestado de óbito do pai. Estaslinhas são uma satisfação à família do engenheiro. Não fui para Bagdáporque, no entender de Kirk Semple, agora em Bagdá, eu morreria ao irpara o triângulo sunita sem seguranças. A Abin não quis me dar seguro,nem seguranças. Se morresse, não teria um atestado de que aquilo erauma missão humanitária para o governo. Mas cheguei a tirar passaportenovo: eu viajaria para Bagdá em 20 de maio de 2005. Mauro Marceloquis, sim, trazer o corpo. O governo fez disso a tour de force da Abin em2005. Mensalões e cuecões à parte, o governo se esforçou. Mas com asaída de Mauro Marcelo da Abin o caso murchou à irrelevância. Os maisrecentes passos da Abin iam no sentido de contratar-se um mercenáriopara buscar o corpo, aqueles chamados por lá de soldiers of fortune.48
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Em 15 de março, o repórter Rodrigo Rangel da IstoÉ avançouno assunto:“Governo sabe que engenheiro da Odebrecht morreu no Iraquedois dias após o seqüestro e negocia resgate para trazer de volta ao Brasilseus restos mortais Por Rodrigo Rangel lá se foram mais de 400 dias,desde o seqüestro do engenheiro brasileiro João José Vasconcellos, noIraque, e até hoje não há informação oficial sobre o seu destino. Averdade é que o governo Lula sabe o que aconteceu e está envolvidodiretamente numa dura negociação. Baseado em relatórios secretos daAgência Brasileira de Inteligência (Abin), o Planalto não tem dúvida deque o engenheiro, funcionário da Construtora Norberto Odebrecht, estámorto. A partir da constatação, a Abin e o Itamaraty ficaram com amissão de resgatar o corpo e trazê-lo para o Brasil. A missão já temnome: Operação Retorno. E nela muito dinheiro está em jogo. O governofoi avisado de que os rebeldes iraquianos que seqüestraram o engenheiroqueriam US$ 1 milhão para entregar seus restos mortais. As negociaçõescomeçaram e, neste momento, o valor está em US$ 150 mil.A operação de resgate é comandada, sob máximo sigilo, pelogeneral Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete Institucionalda Presidência. O primeiro pedido de resgate se deu no ano passado.Azmi Mirza, embaixador da Jordânia no Brasil de 1993 a 1999,procurou o Itamaraty para avisar que tinha o caminho para liberar ocorpo de Vasconcellos. Para isso, no entanto, precisava pagar US$ 1milhão aos rebeldes. Para comprovar o que dizia, Mirza viajou aBrasília e fez chegar ao chanceler Celso Amorim a carteira demergulhador do engenheiro, até aqui o único documento que apareceudesde o seqüestro. Um detalhe, porém, levou Brasília a desconfiar do ex-embaixador. Primeiro, ele queria o dinheiro na mão para, só depois,indicar a localização do cadáver. Retomadas as negociações por outrasvias, o valor do resgate foi caindo. Chegou a US$ 450 mil e, agora, a US$150 mil.Em abril, o então diretor da Abin, delegado Mauro Marcelo deLima e Silva, chamou o jornalista paulista Cláudio Tognolli para umaconversa em Brasília. Tognolli ouviu a proposta da missão: ir a Bagdá,com tudo pago pela Abin, para procurar a organização não-governamental Iraq Institute for Peace e tentar concluir a operação.‘Disseram que quem negocia o corpo fala apenas com essa entidade e queeu, como atuo na área de direitos humanos, poderia obter resultado’,conta. Tognolli ainda teria que se cercar de cuidados para não trazer ocorpo errado. “Temos contatos na Arábia Saudita que podem te ajudar49
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nisso”, disseram os arapongas ao jornalista. Amostras do DNA dosfamiliares de Vasconcellos foram colhidas para comparações.O governo e a Odebrecht garantiriam o pagamento do resgate. Ojornalista tirou novo passaporte e marcou a viagem. Só desistiu porque aAbin não concordou em pagar um seguro de vida. O presidente Lulachegou a autorizar a decolagem do Sucatão até Bagdá a fim de buscar ocorpo de Vasconcellos.O engenheiro foi seqüestrado em 19 de janeiro de 2005 no norte doIraque, num ataque ao comboio que o levava até o aeroporto. A Abinassegura que ele foi baleado e morreu dois dias depois. O sigilo absolutosobre os desdobramentos das negociações tem, entre outros, um motivoforte: confirmada oficialmente a morte de Vasconcellos, a construtorateria que pagar um seguro milionário à família do engenheiro”.Quem refletira filosoficamente havia sido Paiva, em sua colunasabatina no Estadão, no final do mês de fevereiro de 2006:• O resgate do engenheiro Vasconcellos“Integrantes dos grupos Brigadas Mujahedin e Exército AnsarAl-Sunna seqüestram o engenheiro brasileiro João José deVasconcellos Jr., da construtora Odebrecht, em 19 de janeiro de 2005no norte do Iraque. Atacaram o comboio que o levava até o aeroporto.Morreram dois seguranças. Testemunhas afirmaram que o engenheirofora arrancado ferido do carro. Três dias depois, a TV Al-Jazeera exibeum vídeo com documentos de Vasconcellos. O fato de o próprioengenheiro, casado há 25 anos com a psicóloga Tereza Vasconcellos,com quem teve três filhos (Rodrigo, de 26 anos, Tatiana, de 24, eGustavo, de 17) não aparecer no vídeo causou suspeitas.Há um ano a família de Juiz de Fora está sem notícias. Pediuum encontro com Lula nos primeiros dias do desaparecimentoatravés do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e Hélio Costa,ministro das Comunicações. Não foi recebida. Reclama que emoutros países o envolvimento de chefes políticos com o seqüestro decompatriotas é maior.Há uma razão para Lula não receber. Ele não quer ser o portadorda má notícia. Lula, o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores,50
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Celso Amorim, a construtora Odebrecht e a Abin (Agência Brasileira deInteligência) sabem que o engenheiro morreu e chegaram a negociar pelocorpo US$ 1 milhão. Oficialmente, o Itamaraty, num comunicado,afirma que nas iniciativas do governo foram tomadas cautela e discrição,que ele tem agido com “firmeza e determinação na busca de um desfechopara o caso” e tomou providências: a ampliação da rede de contatos, oenvio de diplomatas, a ampliação de gestões pelas representações doBrasil no Oriente Médio e nos países que enfrentaram situações similares,“contatos de alto nível”, como o telefonema do presidente Lula aopresidente da Síria, Bachar Assad, e apelos humanitários.Um dos emissários convocados para negociar o corpo do brasileiroé um dos meus melhores amigos, o jornalista Cláudio Júlio Tognolli.Tognolli, amigo de Mauro Marcelo, ex-diretor da Abin, me contou oque aconteceu com o engenheiro e anunciou a viagem secreta ao Iraque,relatou um encontro na Abin e pediu para eu tornar pública a suamissão, caso algo acontecesse.Pedi para informarmos os Vasconcellos. E que se ele não pudesse,eu o faria. E revi minha mãe nos primeiros anos do desaparecimento domeu pai, também engenheiro, revi o seu quarto intacto, a cama de casal,o armário sempre organizado com ternos passados, ela sem notícias,desconfiada da morte, mas recebendo informações truncadas do governobrasileiro: que ele não estava no DOI/Codi, depois, que nunca fora preso,depois, que tinha fugido e sido resgatado por “companheiros terroristas”numa ação espetacular, enquanto meu avô era achacado por oficiais doExército, que prometiam soltar seu filho por uma quantia depositada.Fontes o viram em prisões no Xingu, Noronha. Só anos mais tarde,amigos jornalistas contaram o que tinha acontecido, segundo escutaramem Brasília: ele fora morto dois dias depois da prisão. Só 25 anos depois,em 1996, o governo brasileiro reconheceu a sua morte.(…) A Abin não garantia seguro nem seguranças a Tognolli. Se elemorresse, não teria um atestado de que agira numa missão para ogoverno. Ele viajaria a Bagdá em 20 de maio de 2005. “Com a saída deMauro Marcelo da Abin, nos primeiros meses da crise do mensalão, ocaso murchou à irrelevância”, escreveu.Problemas. Rupturas. Perdas de fontes e de amigos. Ou piorainda: perda do amigo-fonte.51
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O Jornalismo de Celebridades •Eviscerar os porquês de comportamentos pontuais da imprensarequer processos que jamais passariam pela boa sociologia. Já queafirmar que é verídico é, agora, uma convenção de todo relatofantástico (como notou o filósofo), busque-se justamente extratos damitologia das redações para entender o que se passa na cabeça dessasredações. Se cremos sincera essa petição de princípios, tem umavalidade que desdoura diretores de redação o extrato que segue: contao jornalista e escritor Renato Pompeu que há apenas uma diferençaentre o jornalismo que se faz hoje e o jornalismo que se fazia 30 anosatrás. “Antigamente, você ia vender uma história ao diretor de redaçãoe ele dizia: ‘vamos publicar, porque ninguém está falando nisso’.“Agora, prossegue Pompeu, ‘você procura um diretor de redação,oferece uma história e ele te responde: não vamos dar isso porqueninguém está falando nisso’.”Aporias à parte, o que estamos assistindo é uma imprudentemassificação da figura do mito. O jornalismo contracultural, nascidono off-Broadway, se comprazia em ser pendular: era a reportagemgolpeada pelos primeiros sóis da marginalidade, que se imiscuía nooblíquo e que, volta e meia, mitificava certos ícones justamente pelofato de eles jamais terem sido mitificados. Era assim que um dosmaiores editores de artes e espetáculos que este país já teve, o finadoCasimiro Xavier de Mendonça, atravessava finais e finais de semana,Brasil afora, para investigar, sob Veja, quem eram os ícones ainda nãomitificados da cultura popular brasileira, sobretudo das artes plásticas.O inapreciável dom da imprensa sempre foi justamente navegarnesse off-Broadway. As pontuais substituições, nas empresas de53cap. 2
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54comunicação, de diretores ligados ao mundo da cultura por diretoresligados ao mundo da economia nivelou por baixo a valoração: assim,trocamos o popular pelo popularesco, lentamente.• Velha e repassadaNo mundo cult ou papo-cabeça de quem sempre pensou nossamídia autóctone, sobretudo nas universidades, era imperioso e fatalque se estudasse aquele medo que nutria Theodor WiesengrundAdorno: o homem que há 60 anos disparava que “das moderne istwirklich unmodern geworden” (o moderno ficou fora de moda) temiaque fossem implodidas as barreiras entre a arte popular e a arte culta.O apagamento de barreiras seria uma das catástrofes que poderiaacontecer com a cultura.Pois bem, nossa mídia apagou e diligentemente tem apagadofronteiras que, francamente falando, deveriam ter sido mantidasestanques. Lentamente, é o que vemos, o estatuto da cidadania virouestatuto do consumidor, e ali, nos cadernos de Cidades e todo o Brasil,o espaço tradicionalmente dedicado aos problemas da cidadania foiperdendo força para os problemas do consumismo. O que eracidadania consuetudinária virou consumo com garantias de devolução.A tribuna valorativa dos problemas do cidadão virou um grandeProcon. Se foram apagadas as fronteiras entre o que era serconsumidor e o que era ser cidadão, também implodiram-se asbarreiras coquetemente conquistadas e erigidas, que impunham algunslimites, ainda que também valorativos, entre o que era “boa arte” e oque era arte de péssima qualidade – portanto, devotada ao consumo.Quando falamos massa, há que se passar pelo conceito de Ortegay Gasset, ou seja, tudo que é de baixa qualidade, pelas concepções dasociedade mecanizada de um Friedrich George Juenger, pela turbaburocratizada, como viam Georg Simmel, Max Weber e KarlManhnheim, e até pela burra uniformidade denunciada por gentecomo Emil Lederer e Hannah Arendt.Nesse processo, vemos agora a massificação do mito, o que nãodeixa de ser uma das piores perdas para a mídia, em geral, e para ojornalismo, em particular. A saber: mitifica-se tudo e todos. Numarapidez em que o agora é o ápice do tempo e que torna velha e
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55repassada a frase dos 15 minutos disparada por Andy Warhol: ou,como notava Baudelaire, uma das feições mais insinuantes dessemundo “moderno” era a presença do eterno no instante.A conexão desses pensamentos com os fenômenos da mídiaganha mais profundidade quando a mídia de massa resolve falar sobreela mesma, a exemplo do perfil de diretor de redação traçado porRenato Pompeu no início deste artigo.• Buracos negrosUma dessas raridades, quando a mídia massiva fala sobre seuspostulados, consta da página 18 de Em Revista, número 3, publicação daAssociação Nacional dos Editores de Revistas. A reportagem se chama“Revistas de celebridades: espelhos de nossa sociedade”. E o lead darepórter Sueli Mello é este:“Dentro de alguns anos, os sociólogos que quiserem contar como erao Brasil ou uma determinada parte da sociedade do Brasil terão umaboa fonte para pesquisa. Consumidas pelos mais diversos públicos,independentemente de faixa etária ou classificação econômica, essaspublicações, além de proporcionar entretenimento, informação esatisfazer a curiosidade humana a respeito da vida de quem fazsucesso, funcionam como uma espécie de espelho de dupla face, noqual os famosos se refletem e os não famosos se miram, captandocada detalhe do modo de ser dessas personalidades para imitá-losdentro de suas limitações”.Nada de novo no front. Trabalhar com modelos não é coisa nova:Tito Lívio vendia a torto e a direito os modelos a serem imitados pelosjovens romanos e Plutarco chegou mesmo a escrever Vidas dosHomens Ilustres. Paul Valery, em 1932, falando sobre Goethe, referiaque ele “representa para nós, senhores humanos, uma das nossasmelhores tentativas para nos tornarmos semelhantes aos deuses”.A reportagem da revista da Associação Nacional dos Editores deRevistas avança, revelando que, “na realidade, as revistas decelebridades são associadas pelo consumidor a situações de descanso”. Amesma reportagem traz uma alusão ao pensamento de Roberto Civita,para quem “a última revista que eu leio à noite é a Caras, porque aí euvou dormir sem nenhum problema em minha cabeça”. (sic)
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Chegamos, talvez, no ponto mais fundamental desse fenômeno dasrevistas ditas de celebridades: a supressão do tempo. Revistas sobrecelebridades trabalham, juntando a evicção do relógio com mitos járepassados: a fortuna inexpugnável, a beleza inquebrantável (ainda que àcusta de consentidamente confessadas declarações sobre botox etcaterva). Mas certamente o congelamento do relógio é o mais insinuante.Isso porque a aura dos mitos é sempre revestida da supressão dotempo. Ou melhor: de um resgate do Grande Tempo, quando viveramos mitos perfeitos; ou ainda na previsão de um Grande Tempo em queo tempo, como o conhecemos (repleto dos óxidos da rotina e dasfricções do dia-a-dia), será suprimido. O melhor guia nessainterpretação talvez seja ainda um texto de 1953, escrito por MirceaEliade, e constante da obra Mythes, Rêves et Misteres (ÉditionsGallimard, Paris, 1957). Ali, ele escreveu:“É evidente que certas festas do mundo moderno, profanas naaparência, conservam ainda a sua estrutura e função mítica: ascomemorações do Ano Novo, ou os festejos que se seguem aonascimento de uma criança, à construção de uma casa ou mesmo àinstalação num novo apartamento, denunciam a necessidade,obscuramente sentida, de um recomeço absoluto, isto é, de umaregeneração total. Seja qual for a distância entre essas comemoraçõesprofanas e o seu arquétipo mítico – a periodicidade da Criação – nãoé menos evidente que o homem moderno sente ainda a necessidadede reatualizar periodicamente tais cenários, por mais dessacralizadosque se tenham tornado. Não se põe a questão de avaliar a que pontoo homem moderno ainda está consciente das implicações mitológicasdos seus festejos; um só fato interessa: é que eles ainda têm uma certaressonância, obscura mas profunda, em todo o seu ser”.Da mesma obra de Mircea Eliade, infelizmente jamais adotadaem cursos de Comunicação e Jornalismo, estão elencados os mitos dasupressão do tempo ou resgate e previsão do Grande Tempo em quenão há fricção. Nesse sentido, a fricção da qual nenhum de nós poderáfugir ao longo de nossas vidas (como tão bem postulavam, porexemplo, Norberto Bobbio e Ortega y Gasset) encontra um fim nosmitos de uma sociedade mais justa, seja a salvação pelo comunismo(Marx) ou pelo Reino Igualitário dos Céus (Cristo) – de resto,sociedades escatológicas, do futuro, sem tempo que as corrompa.As revistas sobre celebridades são, nesse sentido, os buracosnegros da mídia: a tudo absorvem, até a própria noção de tempo. Porisso tanto nos atraem. São, na verdade, dobras temporais (time warps).56
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• Ardis da mídiaO mito da mídia das celebridades requer sempre o prenúncio deuma vida nova, um incipit vita nova, e a isso os reality shows jáprestaram atenção: inscreva-se no concurso e concorra ao ingresso nomundo das celebridades, onde a fricção não existe!Já que todo signo da mídia é ambivalente, de vez em quando ébom mostrar que o outro lado da vida, a vida realpolitik do povão, podetambém suceder ao mundo do faz-de-conta das mega-estrelas. Foi porisso que, mesmo à custa de um erro de jornalismo quase criminoso,Época colocou em sua capa Ana Maria Braga dizendo que suspeitavaser vítima de erro médico. Foi por isso que a morte de Ayrton Sennaalavancou tanto as vendas da mídia de celebridades: era um raroprenúncio de que o diabolo ex machina também baixa na encruzilhadadas esquinas em que os jet-setters têm as suas coberturas e castelos.Aliás, no mesmo artigo da revista da Associação Nacional dosEditores de Revistas, lemos o seguinte extrato didático, em que falaà repórter Sueli Mello o diretor-superintendente de Caras,Edgardo Martolio:“Nós estávamos encontrando essa fórmula de adaptação local,quando aconteceu o acidente com o Senna. Foi quando nósvendemos 1 milhão de exemplares. E, com base nisso, começamosa vender mais porque Senna dividiu a história de Caras”.O mito da mídia viverá ainda muito disso. Mas, quando o ZéPovinho ganha o status de celebridade mítica, porque foi vistofazendo sexo debaixo dos edredons nos Big Brothers da vida, algunsajustes têm de ser refeitos, caso contrário o modelo se esgota. Não épara menos que a Rede Globo anunciou há algum tempo quecolocaria megaestrelas mundiais, como Paul McCartney, nasnovelas. Já que o mito tradicional agora freqüenta a mesma telinhaque o Zé Povinho recentemente alçado a mito pelo atalho dos realityshows, temos que criar algo que ultrapasse a estratosfera. Afinal, omito não pode ser dessacralizado.Redramatizando o mundo e desdramatizando o tempo, a mídiaprossegue em seus ardis: afinal, the show must go on.57
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59Fusões e fim até das aspas: mesmificação •Fusões visam não só ditar a mesmice do conteúdo, mas da formatambém. A jornalista carioca Ana Tereza Condé Pereira defendeu nosEUA, em dezembro passado, dissertação de mestrado sobre o impactodas fusões de mídia na qualidade da notícia, sobretudo nas coberturasinternacionais. O trabalho, que lhe conferiu o título de mestre emAdministração Pública na Universidade Bowling Green, esmiúça comperícia os meandros dessas fusões.“Essa tese examina empiricamente o impacto das fusões dosmeios de comunicação na quantidade e na qualidade da cobertura dosnoticiários internacionais. A ênfase na mudança no número dosescritórios internacionais e sua localização, além da demissão defuncionários e o uso de recursos secundários ao invés de primáriosapós as fusões, são as variáveis desse estudo”, diz Ana Tereza.Ela explica que “teorias de integração vertical, monopólios,oligopólios e de recursos humanos são utilizadas para examinar osefeitos das fusões dos meios de comunicação. A integração verticalafeta a indústria dos meios de comunicação ao criar grandesconglomerados, limitando a competição entre os meios. Teorias demonopólios e oligopólios sugerem que, devido à redução nacompetição entre os meios de comunicação, tais fusões podem afetarnegativamente a quantidade e a qualidade da cobertura dos noticiáriosinternacionais. Teorias de recursos humanos ajudam a entender amudança que ocorre entre os funcionários após as fusões”.Para Ana Tereza, “utilizando recursos secundários de pesquisa eentrevistas, essa tese conclui que as fusões fizeram com que esses recursosfossem remanejados, principalmente os recursos humanos, utilizados nacap. 3
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cobertura dos noticiários internacionais. Esse remanejamento derecursos faz com que haja uma redução na quantidade e na qualidade dacobertura dos noticiários internacionais”.De uma linhagem que tem jornalismo na veia – seu avô, JoãoCondé, foi um dos expoentes do jornalismo cultural brasileiro –, AnaTereza Condé Pereira me disse o seguinte, no começo de 2003, poucoantes da guerra dos EUA contra o Iraque:Cláudio Tognolli – Como você foi para nos EUA?Ana Tereza Condé Pereira – Nasci e fui criada no Rio de Janeiro.Terminei o segundo grau na Escola Nossa Senhora da Misericórdiae vim para os Estados Unidos. A escola em que estudei é uma escolaamericana, católica, que mantém um programa de intercâmbioeducacional com a Bowling Green State University, em Ohio. Osalunos do curso de educação vão para o Rio de Janeiro fazer estágio naescola e os alunos brasileiros têm a oportunidade de concorrer a bolsasde estudo em Bowling Green. Em abril de 1996, recebi a notícia de quehavia recebido uma das bolsas. A bolsa incluía toda a parte acadêmica,com exceção do alojamento, alimentação e material didático. Com 17anos de idade, arrumei as malas e fui à luta. Mesmo sendo filha única,meus pais apoiaram minha decisão de ir estudar no exterior. Meu pai écoronel reformado do exército – com 16 anos ele saiu de casa eembarcou em um navio para Porto Alegre, para seguir carreira militar.Minha mãe é bibliotecária aposentada e, assim como eu, tambémherdou de meu avô João Condé a paixão pela literatura.Aproveitei a bolsa de estudo para cursar jornalismo e artescênicas. Minha primeira opção foi pelo jornalismo. Eu sempre soubeque queria ser jornalista pela convivência que tive com o meu avô JoãoCondé, jornalista, marchand e adido cultural do Brasil em Lisboa. Meuavô foi fundador do Jornal de Letras, no Rio, junto com seus irmãosJosé e Elysio, e desde pequena eu ouvia histórias sobre CarlosDrummond de Andrade, Jorge Amado, Murilo Mendes, Raquel deQueirós, Manuel Bandeira, entre outros, que eram colaboradores doJornal de Letras. As histórias que eu ouvi em minha infância ainda hojeme fascinam e me servem de exemplo do que é ser jornalista e dasresponsabilidades inerentes à profissão.O curso de jornalismo de Bowling Green State University exigedos alunos um estágio em um dos meios de comunicação dauniversidade e dois estágios fora da universidade. Eu já havia feito60
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estágio na estação de TV da universidade e exercia a função derepórter e editora do caderno de entretenimento do jornal, The BGNews. Em 1998, fui estagiar na TV Globo Nordeste. Durante o estágio,tive a oportunidade de acompanhar os repórteres Helter Duarte, quedepois virou apresentador do RJ-TV, e Fernando Rêgo Barros emmatérias relacionadas à privatização das empresas de telefonia efalsificação de medicamentos.No verão de 1999, fiz o meu segundo estágio na rede detelevisão americana ABC News. Durante esse período, acompanheirepórteres e produtores à Casa Branca, Departamento de Estado eparticipei da cobertura da queda do avião do John F. Kennedy Jr.Ao término do estágio, consegui um outro na estação afiliada à ABCNews em Ohio, onde passei a trabalhar nos fins de semana enquantocursava o último ano de faculdade. Formei-me em maio de 2000,com um bacharelado em Ciências Jornalísticas, especialização emciências políticas e bacharelado em Artes Cênicas comespecialização em alemão e espanhol. Duas semanas depois já estavaempregada em Washington DC na rede ABC News, onde havia feitoo meu estágio. Durante o início de carreira tive oportunidade detrabalhar com os melhores jornalistas americanos na cobertura dematérias como a explosão do navio Americano USS Cole, no Iêmen,as investigações contra a Ford e os pneus Firestone, as eleiçõespresidenciais de 2000 e a posse do presidente George W. Bush. Emjunho de 2002, retornei ao Brasil para trabalhar com o CentroInternacional para Jornalistas como tradutora/consultora durante aconferência “Mídia e Liberdade de Expressão nas Américas”. Após aconferência, retornei a Bowling Green para iniciar mestrado emAdministração Pública e Relações Internacionais.De onde surgiu a idéia da tese?– A idéia sobre o tema “O impacto dos conglomerados de imprensana qualidade e na quantidade dos noticiários internacionais” surgiu daexperiência de meu trabalho na ABC News, emissora que é uma dasvárias empresas pertencentes ao Grupo Disney. Em maio de 2000, aDisney iniciou negociações com a AOL/Time Warner e com o GrupoViacom para uma possível fusão entre as suas organizações de imprensa– ABC News, CNN e CBS News. A fusão entre essas organizações nuncase concretizou, porque não houve consenso sobre quem teria o controleeditorial das matérias. Todavia, durante o período de negociações, váriosfuncionários da ABC News receberam incentivos para deixarem a61
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empresa ou foram demitidos. Como conseqüência, a carga horária detrabalho dos que permaneceram na empresa praticamente dobrou, poisas vagas abertas com as demissões não foram preenchidas. Isso afetou aquantidade e a qualidade dos noticiários internacionais.Por que escolheu a fusão AOL Time Warner como estudo de caso?Os fatores que me levaram a escolher os meus estudos de caso –Cap Cities/ABC News, Disney/ABC News, Time Warner/TurnerBroadcasting System e AOL/Time Warner – e estabelecer uma análisecomparativa entre eles foram:1) A seqüência temporal das fusões involvendo a ABC News e a TimeWarner e a valorização dessas fusões:** Cap Cities/ABC News ( 3/1/1986 – US$ 3,5 bilhões)** Walt Disney/ABC News (9/2/1996 – US$ 10 bilhões)** Time Warner/Turner Broadcasting System (11/10/1996 –US$ 7,6 bilhões)** AOL/Time Warner (10/1/2000 – US$ 135 bilhões)2) A redução dos recursos utilizados na cobertura dos noticiáriosinternacionais após as fusões, incluindo recursos humanos, escritóriosinternacionais e a utilização de recursos secundários em vez deprimários na apuração das notícias.Fale do caso Ted Turner e Time Warner.O império televisivo do Ted Turner teve início no final dos anos60, quando ele comprou a estação de TV WJRJ, em Atlanta. Desdeentão, mudanças nas leis de TV a cabo facilitaram pequenas fusões quecolaboraram com o crescimento da Turner Broadcasting System,culminando com a fundação da rede CNN, em 1981. Dez anos depois,a CNN inovou o conceito de jornalismo internacional ao proporcionara cobertura em tempo real, através de tecnologia via satélite, da Guerrado Golfo. Em 1996, com o intuito de promover a competição entre oscanais a cabo, a Suprema Corte americana autorizou a fusão entre aTime Warner e a Turner Broadcasting System. No período em queocorreu essa fusão, no valor de US$ 7,6 bilhões, foi estimado que arenda anual das duas empresas ficaria em torno de US$ 18 bilhões,formando assim a maior empresa de comunicação do mundo.62
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As fusões ocorridas nos EUA estão prejudicando o noticiário?De que forma?As fusões que vêm ocorrendo entre os meios de comunicaçãonos Estados Unidos tiveram início nos anos 70. Vários fatorescontribuíram para a concentração desses meios, entre eles odesenvolvimento tecnológico e a desregulamentação das leis deradiodifusão e de televisão a cabo. Em relação à coberturainternacional por meios televisivos, o que se vê é o aumento derecursos secundários na apuração das notícias. Por exemplo: devidoaos custos, é raro hoje em dia uma organização de imprensa enviaruma equipe para fazer uma matéria internacional. Nesse caso, épreferível comprar imagens de um free lancer ou de uma rede denotícias como Associated Press Television News (APTN) ou a agênciaReuters. Nos últimos meses, esse cenário vem se modificando com oaumento da ameaça de guerra entre os Estados Unidos e o Iraque.Face a essas fusões, podemos dizer que a mídia dos EUA está menosimparcial?Já houve casos de parcialidade e censura na mídia americanadevido a essas fusões. Há alguns anos, o programa 20/20, da rede ABCNews, estava fazendo uma matéria sobre a segurança nos parques dediversões. Como a reportagem incluía a Disneyworld, a matéria não foiao ar – a ABC News pertence ao Grupo Disney. Caso semelhanteocorreu com a NBC News, que pertence à General Electric. Eu nãodiria que a mídia americana está menos imparcial devido a essasfusões, muito pelo contrário. Acredito que haja imparcialidade nadivulgação das matérias. Todavia, a mídia de um modo geral – e não sóa americana – parece estar muito menos crítica.• RéquiemEssa unificação acaba também com a beleza mais sutil doNovo Jornalismo: as aspas que concediam uma feição diversa a cadaentrevistado.Karl Jaspers costumava dizer que quando se perguntava, emHeidelberg, sobre quais eram os nomes dos quatro evangelistas, a63
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resposta que vinha era: “Mateus, Marcos, Bloch e Lukács”. Pois évinda do velho evangelista do marxismo, o magiar Gyorgy Lukács,a talvez mais pertinente análise estética do século. O que fica de umaépoca, referia, é a forma, e não o conteúdo. Comentando A Alma eas Formas, de Lukács (1991), escreveu o finado e refinado JoséGuilherme Merquior:“Forma por sua vez significa a marca estética de tais significadosenquanto opções existenciais, de modo que as obras literárias setornam símbolos de gestos morais. A forma junta os fragmentos davida em estruturas de significado moral (Sinngebilde)”.Mas o que isso tem a ver com a crítica de mídia? Tudo, e mais umpouco. O leitor de jornais, e de revistas sobretudo, estará lembrado queas frases entre aspas, em que o entrevistado mostra a que veio, parecemter sido faladas no mesmo estilo da escrita de todo o resto dapublicação. Quem fala à Veja, por exemplo, aparece nas páginas comoum rematado doutor naquele estilo de escrever. Quem falava ao finadojornal Notícias Populares, por exemplo, fosse ministro, padre,açougueiro ou doutor, aparecia com as “deixas” iguais ao estilo populo-fastidioso da publicação.Nossa mídia – como a de todo o mundo – é pródiga em adequara feição mais insinuante das pessoas (seus tremores verbais, cacoetesetc.) à forma ou estilo de linguagem do meio. Ministro gaguejou nahora de explicar problemas com o FMI? A tropeçada não vai aparecer.Nem na TV. (Segundo Freud, o ato falho é o único que realizamos comextremo sucesso.)Tudo fica asséptico, hospitalar. A ordem é limar as variantes daforma de cada um à ortodoxia formal que é a frase entre aspas. Isso nãoestá em Lukács, tão-somente: estará também na obra Os Níveis da Fala,do professor Dino Pretti – um genial estudo sobre as falascaracterísticas dos personagens dos romances brasileiros clássicos,sobretudo os do bruxo do Cosme Velho.• Ctrl C + Ctrl VO problema não é novo: em 1923, uma cidadã chamadaGertrude Stein quis publicar o seu romance Three Lives. Ali, umaescrava negra, de nome Melanchta, aparecia repetindo a mesma frase,64
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com variações na ordem dos vocábulos, por cinco páginas seguidas. Oeditor censurou. Isso acabou rendendo para Stein um belíssimo estudosobre a ecolalia, afecção nervosa que leva as pessoas, como num eco, arepetirem a mesma frase, com alterações na ordem das palavras.Toda essa questão não é meramente estética: é importante para oleitor, ouvinte ou telespectador saberem que o ministro abaixou o tomde voz, ou tremeu nas bases, quando ia explicar um assunto delicado.Porque, se crermos sincera essa linha de raciocínio, a forma falará maisdo que o conteúdo. Quem não se lembra de o ministro Bresser Pereiraquerer explicar, sob Sarney, e gaguejante, uma inflação impagável, nosdois sentidos do termo, com pérolas como “não há inflação no Brasil,há apenas a depreciação relativa de preços relativos?”Está cabendo a algumas produtoras independentes de TV, naEuropa e EUA, e a algumas revistas ou fanzines, todos desconhecidosda grande mídia, o trabalho de resgatar a originalidade do entre-aspas.Alguns desses documentários já pipocam por aqui, via TV a cabo.Da mesma forma, só agora nossas TVs estão acordando para ofato de que, em grandes edições, as falas são degravadas ou decupadaspor escrito. As imagens são, pois, editadas a partir de uma edição detexto escrito, não falado. Essa é a bola da vez lá fora. Documentáriossão tradicionalmente editados por aqui en bloc: fulano fala tudo o quetem de falar e não aparece mais no vídeo, ou no texto. Enquanto, pelanova linha de se editar, fulano aparece pipocando em várias cenas edistintos subtemas e tempos do documentário. O que pauta a linha deedição são os temas, não os personagens blocados.De tudo isso, sobra uma coisa: as novas tecnologias trouxeraminformação mais rápida. Mas a internet, com toda a sua liberdade deespaço e edição, em que os deuses são as conjunções de “Ctrl C +Ctrl V”, comete as mesmas clássicas imperfeições do resto da mídia:edita reportagens em blocos de personagens, não em temasabordados por personagens.• “Os mesmos leitores”Não há de se esperar muito de um complexo em que TV virarevista, revista vira TV, jornal vira internet e internet vira todo o restojunto. Que não se espere, pois, filigranas estéticas nesse liberou-geral.65
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A melhor detecção disso está neste extrato de Umberto Eco,do artigo “O diário torna-se semanário” (Cinco Escritos Morais,Record, 1999, p. 62-66):“Nos anos 60, os jornais não sofriam tanto a concorrência datelevisão. Apenas Achille Campanile, em uma conferênciasobre a televisão em Grosseto, em setembro de 1962, teve umaintuição luminosa: antes os jornais eram os primeiros a dar anotícia e só depois as outras publicações intervinham paraaprofundar a questão; o jornal era um telegrama que terminavacom: ‘Segue carta’. Assim, em 1962, a notícia era dada às oitoda noite pelo telejornal. O jornal da manhã seguinte dava amesma notícia: era uma carta que terminava com: ‘Segue, oumelhor, precede telegrama’.Por que só um gênio da comédia como Campanille se deu contadessa situação paradoxal? Porque na época a TV era limitada aum ou dois canais considerados pró-regime e, portanto, não eraconsiderada (e em grande parte realmente não o era) confiávelcomo fonte; os jornais diziam mais coisas de maneira menos vaga;os cômicos nasciam do cinema ou do cabaré e nem sempreaportavam na TV; a comunicação política acontecia na praça,cara a cara, ou através de cartazes nas paredes: um estudo sobre otelecomício nos anos 60 apurou, através da análise de numerosastribunas políticas, que, com a intenção de adequar suas propostasà média dos espectadores televisivos, o representante do PartidoComunista acabava por dizer coisas muito semelhantes às quedizia o representante da Democracia Cristã, ou seja, anulavam-seas diferenças e cada um tentava parecer o mais neutro etranqüilizador possível. Portanto, a polêmica, a luta política,acontecia alhures e, na maior parte das vezes, nos jornais.Depois houve um salto, quantitativo (os canais multiplicavam-secada vez mais) e qualitativo. Até mesmo no interior da TV estataldiferenciavam-se três canais orientados politicamente de modosdiversos; a sátira, o debate aceso, a fábrica dos grandes furos dereportagem passou a ser a televisão, que ultrapassou até mesmo abarreira do sexo, de forma que alguns programas das onze da noitetornaram-se muito mais audazes do que as monásticas capas deEspresso ou Panorama, que não iam além da fronteira dos glúteos.Ainda no início dos anos 70, lembro-me que publicava umaresenha sobre os talk-shows americanos, como espaços de umaconversação civil, espirituosa, que conseguia manter os66
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espectadores vidrados na telinha até tarde da noite e propunha quese fizesse o mesmo na televisão italiana. Depois o talk-showcomeçou a aparecer, cada vez de maneira mais triunfal, nos vídeositalianos, mas, pouco a pouco, tornou-se local de enfrentamentosviolentos, às vezes até físicos, escola de uma linguagem sem meios-termos (honrando a verdade, uma evolução do gênero aconteceuparcialmente também nos talk-shows de outros países).Assim, a televisão tornou-se a primeira fonte de difusão denotícias, e para as publicações diárias abriram-se apenas doiscaminhos: do primeiro caminho possível (que definirei por oraapenas como ‘atenção alargada’) falarei depois; mas acho que possoafirmar que a imprensa seguiu, na maior parte dos casos, asegunda via: ela ‘semanalizou-se’. O diário tornou-se cada vezmais semelhante a um semanário, com o enorme espaço dedicadoàs variedades, à discussão de notícias de costumes, de fofocas sobrea vida política, de referências ao mundo do espetáculo. Isso colocouem crise os semanários de alta faixa (para ser mais claro, daPanorama à Epoca, da Europeo à Espresso). Para o semanáriossobravam dois caminhos: ou ‘mensalizar-se’ (mas já existem aspublicações mensais – sobre vela, sobre relógios, sobre culinária,sobre computadores – com seu mercado fiel e seguro), ou invadir oespaço da fofoca que já pertencia, e continua a pertencer, aossemanários de faixa média, Gente ou Oggi, para os apaixonadospor casamentos principescos, ou de faixa baixa, Novella 2000, Stopou Eva Express, para os devotos do adultério espetacular e oscaçadores de seios descobertos na intimidade dos banheiros.Mas os semanários de alta faixa só podem descer para a faixamédia ou baixa em suas páginas finais, e o fazem – de fato, é alique devemos procurar seios, amizades coloridas e casamentos. Porum lado, ao fazê-lo, perdem a própria imagem junto de seupúblico; quanto mais um semanário de faixa alta aflora a faixamédia ou baixa, mais ele conquista um público que não é o seupúblico tradicional e acaba não sabendo mais a quem se dirige eentrando em crise; aumenta a tiragem e perde e identidade. Poroutro lado, os semanários recebem um golpe mortal dossuplementos semanais das publicações diárias. Haveria apenasuma saída: tomar a via das publicações semelhantes às que, naAmérica, se dirigem a uma camada social alta, como o NewYorker, que oferece ao mesmo tempo a lista de espetáculos teatrais,quadrinhos de alto nível, breves antologias poéticas e pode publicartambém um artigo de cinqüenta páginas datilografadas sobre uma67
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68grande dama da editoria, como Helen Wolf. Ou poderia tomar ocaminho da Time ou da Newsweek, que aceitam falar deacontecimentos que já foram comentados pelos jornais ou p
Entrevista com Francisco Carlos Garisto
Entrevistadores: Marina Amaral, João de Barros, Marcos Zibordi, Renato Pompeu, Thiago Domenici, Wagner Nabuco, Sérgio de Souza.
O episódio do dossiê, ainda sob investigação da Polícia Federal, e seu impacto no primeiro turno das eleições presidenciais permanece envolto em dúvidas. Até hoje não se sabe, por exemplo, se as informações vendidas por R$ 1,7 milhão se restringem aos papéis a que a imprensa teve acesso – basicamente vídeo e fotos do governador eleito José Serra, quando ministro da saúde, em companhia de deputados implicados no escândalo dos sanguessugas –, ou se essa é apenas uma pequena parte de um dossiê de 2 mil páginas conforme anunciou à imprensa o policial federal Edmilson Bruno, delegado plantonista responsável pela prisão do empresário Valdebran Padilha e do ex-agente da polícia federal, Gedimar Pereira da Silva, que trouxe o dossiê à tona. Também se discute a atuação da Polícia Federal no caso, principalmente depois que o delegado Bruno, já fora das investigações, fotografou o dinheiro apreendido e distribuiu as fotos para sete jornalistas com as palavras: “Vamos f… o presidente Lula”. Para discutir essas e outras questões igualmente nebulosas, que prometem alimentar o lado policial da campanha eleitoral, entrevistamos Francisco Garisto, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, entidade que reúne sindicatos de policiais federais de todo o Brasil.
Marina Amaral – O delegado Edmilson Bruno, que entregou a foto do dinheiro, tem ligação com políticos?
O Bruno não tem envolvimento político com ninguém, é um menino correto, ficou apavorado com a divulgação e ficou na mão, ninguém apoiou. Só nós é que estamos apoiando. Mas primeiro eu queria saber se tinha negócio de dinheiro, que é uma coisa perigosa, e se ele era ligado ao PFL, PSDB ou qualquer outro partido. Não tem nada a ver. Ele revelou aquilo ali mais no sentido de que foi pedido a ele que não revelasse, entendeu? E depois tiraram ele do caso.
Marina Amaral – Mas tiraram ele do caso? O que se sabia é que ele estava de plantão, acabou o plantão e ele foi tirado do caso.
Então, mas, quando você faz uma apreensão, pelo plantão, de uma pele de jacaré no aeroporto de Congonhas, aí ninguém tira.
Marcos Zibordi – Ah, então isso não tem necessariamente que acontecer?
Não, mas ocorre com uma alguma freqüência, sem maldade, sem interesse político. Nesse caso era o interesse de Brasília ter o controle sobre a coisa, porque é uma coisa melindrosa, politicamente falando, numa semana de eleição.
João de Barros – Mas foi ele que vazou as informações?
Foi ele que vazou as fotos.
João de Barros – Por quê?
Porque sentiu que tinha que vazar e a Polícia Federal estava apanhando. Eu dei uma entrevista na Rádio Jovem Pan, defendendo a polícia, dizendo que não podiam acusar a Polícia Federal de nada, porque estavam lá Tasso Jereissati, Bornhausen, todas as figuras que nós conhecemos de uma roubalheira clássica, acusando a Polícia Federal de que estava fazendo e aquilo.
Marina Amaral – Fazendo corpo mole?
Quem foi que iniciou a operação? Quem foi que prendeu o camarada com o dinheiro? Quem foi que prendeu o ex-agente com o dinheiro? Ele foi colocado num camburão, um cara que trabalhou trinta anos limpo, nunca foi punido. A polícia agiu energicamente contra um ex-colega. Aí, quando me perguntaram na Jovem Pan sobre a foto eu não tive o que falar. A foto não tem desculpa, porque já fizemos foto da Igreja Universal, daquela dinheirama, tinha um deputado federal preso. Fizemos foto do dinheiro na cueca, tinha o envolvimento do assessor do irmão do Genoino, que agora é deputado federal. Não é de agora, com PT ou PFL, toda vez que tem, a gente bota lá o distintivinho da polícia, bota lá o dinheiro. É comum mostrar o dinheiro, vocês vêem isso no Jornal Nacional.
Sérgio de Souza – Mas aí é a Polícia Federal, não é um delegado isoladamente, e ele diz que a foto é dele, da máquina dele. É verdade isso?
É verdade, ele que fez a foto.
Sérgio de Souza – Mas isso pode? Sem ninguém estar junto?
Pode. Pior foi o que eles fizeram. Pegaram o dinheiro, pelo que estou sabendo, preciso confirmar isso, e depositaram na Caixa Econômica. Aí, cadê o corpo de delito se você precisasse de uma prova daquele dinheiro? Se precisasse de uma impressão digital, um DNA de cabelo? Foi embora. Então existem algumas coisas, tem gente ali que… Vocês lembram quando eu denunciei, em 2002, a turma do PSDB com alguns políciais federais montando um dossiê dentro da Polícia Federal contra o Lula. Eles queriam me punir porque ficaram com raiva de mim, cassaram minha licença sindical, e eu era presidente da federação, como sou hoje. Aí fui obrigado a voltar ao serviço, e fiquei sabendo que tinha um grupo de pessoas criando esse dossiê contra o Lula, e já tinha uma revista de grande circulação pronta para sair na semana da eleição. Tipo camiseta do seqüestro do Diniz. Já estava tudo pronto e eu abortei aquilo, mas não é que eu sou petista, abortei aquilo para preservar a polícia. Então tenho moral hoje para falar desse dossiê porque na época denunciei o dossiê que seria contra o Lula. O PSDB ficou desmoralizado e não pôde usar aquilo.
João de Barros – Mas esse agora também não foi uma armação?
Aí tem duas vertentes. Tem a vertente do ódio dos Vedoin, que está até a tampa, a família toda, ninguém sabe o destino deles, se vão pegar dez, vinte ou trinta anos de cadeia, porque no Brasil você sempre pega alguém para Cristo. Está aí o Lalau. Roubou, roubou, mas tem muita gente para ser presa. O Luís Estevão foi preso ontem. Depois de três anos, e quem ficou com o dinheiro foi ele. O Lalau ficou com a gorjeta. Então, existe a vertente Vedoin, que quis detonar todo mundo porque sabia que o telefone dele estava no grampo. Assim como nós sabíamos que todo mundo está no grampo, que a Polícia Federal pegou como prática principal, e que eu às vezes condeno porque no Canadá fizeram isso e a polícia já não sabe fazer nada sem o grampo, perdeu aquele ímpeto de investigação, que sempre teve. O grampo dá resultado porque é novidade no Brasil, mas na Inglaterra eles usam hoje 10 por cento, 20 por cento de grampo. Porque lá ninguém mais fala. A gente fica cinqüenta, sessenta anos atrasado em relação a quase tudo. Nós estamos agora no estágio do grampo.
Marina Amaral – Não precisa falar com o juiz?
É claro que precisa, mas você não faz.
Renato Pompeu – Você falou que tem uma vertente do Vedoin…
O Vedoin talvez tenha feito isso não no caráter político, mas para detonar tudo, jogar tudo pro alto, para ter mais defesa. Então pode ser uma estratégia do Vedoin, porque ele falou no telefone grampeado.
João de Barros – Ele falou exatamente o quê?
Falou que ia entregar o dossiê, sabendo que a Polícia Federal estava acompanhando isso.
Marina Amaral – Então era uma armadilha?
Sim, mas não política. Se alguém do PSDB de Cuiabá, os Anteros da vida e outros, tiveram lá um contato com ele, aí é uma coisa que eu estaria inventando, eu estou falando o que eu sei.
Marina Amaral – O fato é que ele falou sabendo que o telefone dele estava grampeado, ele falou com…
Naquele telefone ele não falava nada, o pessoal que estava fazendo a escuta já estava até dormindo.
Marina Amaral – No telefone ele falou com quem? Com Gedimar, Hamilton, com o Valdebran?
Ele falou com o Hamilton e depois falou com o Gedimar. Com o Gedimar foi só para perguntar o negócio do dinheiro.
Marina Amaral – Com o Valdebran ele não falou?
Não sei. Não tenho essa informação. Sei que conversou com todas as pessoas envolvidas porque ele ficou com medo que não houvesse o dinheiro. Vocês leram a escuta: “Tenho dinheiro, sim”. “Ah, mas eu preciso ver o dinheiro”. “Ah, mas eu preciso ver o dossiê”. É que nem entrega de cocaína, eu não te dou o dinheiro se você não me mostrar o pó. Ele não me dá o pó se eu não mostrar o dinheiro. Então tem que ter uma relação de confiança, senão ninguém faz nada. Aí, conclusão: ele resolveu levar uma amostra. Cadê as 2.000 páginas que estão dizendo aí na imprensa? Estão com ele.
Marina Amaral – Mas existem?
Não sei. Ele que disse no grampo que tinha mais papel pra entregar.
Marina Amaral – O delegado disse também. Ele viu o dossiê?
O delegado está se baseando no grampo.
Marina Amaral – Ele não viu?
Não, não existe esse dossiê de 2.000 páginas, o que existe são algumas páginas que eu não sei quantas são, mais um monte de fotos. Inclusive, tem coisas do Serra, mais coisas do Lula. Agora, a grande pergunta: por que não se divulga tudo isso? Tem uma coisa chamada segredo de Estado…
Marina Amaral – O delegado disse que sumiu.
Sumiu nada. As 2.000 páginas não existem porque eles iam entregar ainda. Eles levaram algumas coisinhas pro pessoal ver que eles tinham acesso a algo e depois iriam entregar. Algo que não sabemos o que é.
Marina Amaral – Ele já tinha entregado um CD vazio, né?
Mas o CD vazio foi pra fazer um teste e ver se o dinheiro estava lá. Porque aí o cara viu o CD e falou: “O CD tá aqui, e o dinheiro tá aqui”. “Então tem outro aqui.” Porque, se fosse uma armação de polícia, flagrante: “Isso aqui não é nada, é um CD vazio”. Entendeu? E normalmente não se leva o dinheiro. O Gedimar, por exemplo, já fizemos um levantamento sobre ele, trinta anos de polícia, nunca faltou ao serviço, nunca foi punido, cara íntegro na sua profissão de agente policial federal. E policial, quando se aposenta, de modo geral, ou vai ser segurança ou advogado. Noventa por cento dos nossos policiais são bacharéis em direito, todos, delegados, agentes. E o que ele fez? Foi trabalhar para o PT, com carteira assinada. E quem apresentou ele pro PT? O Freud, porque ele, Gedimar, já trabalhou na segurança do Lula e conhecia o Freud, que estava em todas.
Marina Amaral – E o Freud está envolvido?
Veja bem, do mesmo jeito que a gente não pode dizer que ele está envolvido, também não pode dizer, como foi dito ontem (4 de outubro), que ele não está. Colocou a minha polícia, de novo, falo como defensor dessa instituição, colocou a minha polícia no descrédito. Eu vim lendo no avião agora o Correio Brasiliense, a Folha de S. Paulo e o Estadão, esculhambando a polícia de novo, porque absolveram o Freud, que não tem envolvimento com nada simplesmente porque o nome dele não constou das ligações do celular. Acho a maior irresponsabilidade absolver ou acusar alguém no calor de eleição. A eleição tem um calendário, a polícia tem que ter outro.
Marina Amaral – Se fosse uma operação de rotina, você estranharia alguma coisa?
Essa pergunta… vou ter que esculhambar todo mundo. Porque uma operação de rotina, pela minha experiência, que trabalhei infiltrado, é o seguinte: você está com o Vedoin no grampo, aí ele vai vender um dossiê, falso, estamos falando agora, né? Por 1,7 milhão, parece que começou com 10, 15 milhões. Aí o que a polícia tem? Tem um camarada envolvido em sanguessuga, ambulância, já entrou em cana, saiu, ele filho, irmão, cunhado, papagaio, tudo aí ele vem a São Paulo entregar esse dossiê. Eu estou comandando, e qualquer policial com a experiência que eu tenho faria o que vou dizer, é isso que a Polícia Federal vem fazendo com aqueles vampiros, gafanhotos, etc., essas duzentas e poucas operações que foram todas feitas desse jeito, o Paulo Lacerda deu uma entrevista falando isso que vou dizer, que é assim que a Federal trabalha agora. Não mete mais o pé na porta, é inteligência que faltou agora, que não foi só pros aloprados que faltou inteligência. Então, o cara vem entregar um negócio… O que eu faço? Pô, já estou com ele no grampo, sei o hotel onde ele está, meus meninos estão na portaria, tenho uma menina que está de recepcionista, tenho um camareiro, tenho uma camareira, então tenho o controle, aquele dossiê eu pego a hora que eu quiser. O Vedoin eu pego a hora que eu quiser, ele vai sair correndo pela rua? Eu tenho três, quatro viaturas no bairro. Estou no controle. Você viu a pantera quando pega a presa? Fica só seguindo, porque já é dela. Aí vem o comprador… Isso serve pra qualquer coisa ilícita, cocaína, dossiê, vocês já viram em filme isso. O cara vem: “Dossiê!” Como é que eu sei que aquele dossiê não é um CD vazio? Mete a cana num CD vazio, o cara me processa por abuso, é como eu invadir a casa de alguém. Se eu não acho nada, é invasão de domicílio. Se acho, é flagrante. Esse é um risco nosso. Aí, conclusão: deixo o cara entregar, não vi o dinheiro, espero o dinheiro. Iam fazer o que, a troca? Um ia ficar com o dinheiro e o outro com o dossiê, não é? Eu tenho as mesmas coisas, vocês repararam. Só tenho as pessoas com o material trocado, mas tenho os dois e o material. Vamos supor que o Gedimar pegue o dossiê, junto com o Valdebran. Os dois concluem a operação, pegam o material. O Vedoin ia sair com o dinheiro. Podia até meter a cana no Vedoin e esconder com ele. Acabou o serviço em cima dele. O dinheiro ia virar o quê? Dinheiro vira outro dinheiro ou depósito. O dossiê, não. Eu quero saber quem encomendou, quem pagou. Então eu ia querer monitorar aquela turma, deixar o dossiê caminhar…
Marcos Zibordi – Deveria.
Deveria, nós não fizemos isso em todas as operações? Aí é que vem a ordem de Brasília para o delegado de plantão fazer o serviço.
Marcos Zibordi – Mas não tinha um outro delegado?
Sabe de quantas operações delegado de plantão participou nessas duzentas e poucas do Brasil inteiro? Nenhuma. Quando a operação é no Mato Grosso, você pega dois delegados do Mato Grosso que acompanham isso por um mês, dois meses. O delegado de plantão não participa de nada. Então alguém de Brasília mandou o delegado de plantão aqui fazer esse serviço: “Ah, então você vai lá em tal lugar”. O interesse dele era tão forte em fazer…
Wagner Nabuco – Isso não é uma ordem oficial? Não tem registro dessa ordem?
Não, isso que estou dizendo pra vocês é normal. Não tem ilegalidade. Só que é anormal policialmente falando, tecnicamente falando, porque o delegado de plantão… vem cá, você está falando de assessor do Lula, está falando do coordenador da campanha do Lula, está falando do presidente do PT… Está me entendendo? O Gedimar é um pobre-diabo ali. Não é porque é meu colega, não. Um pobre-diabo mesmo. Falaram pra ele que o dinheiro era legal, depois ele viu que não era. Devia ter saído, é aí que ele chora: “Falaram pra mim que era legal, aí eu forcei pra ver o documento e eles não me mostraram, e a burrice é que eu fiquei, já estava lá”.
Marcos Zibordi – Mas quem deu a ordem pro delegado de plantão fazer a prisão?
Foi o pessoal da escuta, a inteligência da Polícia Federal, que faz o grampo em Brasília. O grampo é todo concentrado em Brasília. A ordem veio da direção geral, do coordenador da inteligência. Talvez o Renato da Porciúncula, que é o delegado encarregado. Não sei se foi ele, eu não estava lá no dia, não posso precisar porque às vezes tem o substituto dele, de quem eu não sei nem o nome. Aí, o que acontece? Vem a ordem de Brasília: em hotel tal vai ter um cara com dinheiro e vão comprar um documento. O delegado de plantão nem sabia que era um dossiê, por isso cheguei na inocência dele, se ele está na armação, ele sabe de tudo. Então ele foi pra lá fazer a apreensão do dinheiro e de documentos, e de repente deparou com documentos que seriam contra o Serra. Quer dizer, se é uma armação, são todos uns aloprados mesmo, o presidente tem razão. Agora, se não foi uma armação, eles devem ter feito esse serviço pensando que iam se dar bem.
Sérgio de Souza – Mas esse suposto dossiê andou um pouco na mão de alguém?
Eu estava em Cuiabá, falei com o presidente do sindicato (dos policiais federais) de Cuiabá, o Elon, até a lanchonete da esquina tinha oferecido dossiê pra eles.
Sérgio de Souza – Dizem que o diretor do Banco do Brasil que depois foi afastado afirmou que viu, só que ele sumiu e não falou mais nada pra ninguém.
Lá em Cuiabá falam isso, mas eu não posso afirmar. Estão dizendo aí que tem coisa lá que derruba a República. E hoje ouvi de novo, de pessoa que sabe o que está falando, que tem coisa que derruba a República e coisa que causa o impeachment do Serra.
Marcos Zibordi – Por quê? Todo mundo está envolvido?
Eu acho que tem coisa ruim ali. Por que estaria em segredo de justiça?
Wagner Nabuco de Araújo – Você ouviu lá em Cuiabá que o Vedoin teria pedido 20 milhões ao Abel Pereira e o Abel Pereira acabou pagando 10 milhões?
O Abel não sei se viu, sei que o ex-diretor do Banco do Brasil teve conhecimento antes, e talvez ele tenha conversado com os outros, o Barjas Negri colocaram aí, mas ele não teria visto nessa situação da prisão, teria quando ofereceram pra ele e parece que não topou muito. Agora, acho que, se aconteceu uma armação maior, foi de uma primariedade de execução… porque seria preciso que envolvesse todo mundo, até o pessoal do PT na segunda linha, tinha que estar envolvido até o Gedimar, seria uma engenharia de alto risco. Se a Federal está envolvida pelos tucanos, de que serve o Gedimar? E agora, com segredo de justiça, não podemos mais falar sobre investigação. Botar a culpa no delegado de plantão por causa da foto, isso é uma burrice jurídica.
João de Barros – Mas o delegado teria xingado, teria dito: “Eu vou ferrar o Lula”.
Parece que ele falou isso aí, mas não porque fosse de outro partido, falou numa revolta, porque o superintendente não queria falar com ele, ninguém queria dar atenção a ele, já o estavam acusando de um monte de coisas: “Por que ele não fez isso?” “Por que prendeu?” “Porque ele fez aquilo?” Ia sobrar tudo pra ele, e ele sabe quem pediu pra ele. Proibiram a entrada dele no prédio, ele se sentiu meio perdido. E aí o que aconteceu? Ele não tem experiência nenhuma de imprensa, vai fazer um off com sete! Estadão, Folha, Globo, JB…
Marina Amaral – O grande enigma é por que ele não foi atrás do dossiê.
Ele fez tudo errado, mas não foi por coisa política, “ah, ele é ligado aos tucanos”. É até engraçada a vida desse delegado, assim, profissionalmente, passa muito longe disso tudo.
João de Barros – Engraçado por quê?
Porque ele não mexe com política, não liga pra isso não tem aspiração de carreira, não quer complicação. Conheço pessoas que são carreiristas, fazem qualquer coisa pra subir de cargo, passam por cima do outro, pisam na cabeça, 90 por cento dos cargos de chefia fazem isso, tanto é que normalmente não são ocupados por pessoas técnicas, são ocupados por indicação. Ele não é esse caso, mas então aparece um caso famoso, entre aspas, que ele foi, e vocês começam a estourar os flashes na cara dele, quem não gosta? Herói, está prendendo, dossiê, candidato, ele se sentiu o Tuma naquela época da repressão pendurando todo mundo. Aí, ele achou que não deviam tirar dele o caso. Por que achou isso? Porque ele já tinha até atendido a ordem pra não divulgar a foto: “Já faço parte do negócio, por que vão me tirar agora?”
Marcos Zibordi – Mas você falou que ele não tinha ambições, por que ele brigaria pra ficar no caso?
Você não tem ambição até a hora que ela não cai no seu colo, todos nós somos ambiciosos. Um caso desses aparece pro policial uma vez em trinta anos.
Sérgio de Souza – Os tucanos chamam esse dinheiro do suposto dossiê de “dinheirama”, 1,7 milhão – e o dinheiro das contas CC-5 você lembra quanto era? Um escândalo que envolveu o nome do Bornhausen.
Não quiseram mais discutir o CC-5 porque é a mesma coisa que esse caso aqui, se você tiver Palmeiras e Corinthians envolvidos, não tem final de campeonato, vai fechar os dois times? Acaba com o campeonato paulista, acaba com o campeonato brasileiro?
João de Barros – Qual é a relação do poder com a Polícia Federal?
Num país de corruptos, é o instituto principal. Tem uma PEC pra transformar a Polícia Federal em Ministério da Polícia, por quê? É o ministério principal, você pega o Jornal Nacional, você vê estrada trinta segundos, criança morrendo na fila mais trinta segundos, e Polícia Federal…
Marina Amaral – E no TSE houve grampo ou não?
Nós fomos lá fazer o teste e não deu grampo nenhum.
Sérgio de Souza – E por que o ministro Mello ia denunciar isso?
O rapaz que trabalhou pra ele nisso é conhecido dos mecanismos de arapongagem e quis fazer sucesso lá, entendeu? Agora, se a Federal pega o grampo lá, fala que tinha mesmo. Perito não vai mentir.
Marina Amaral – O ministro foi enganado, acreditou na palavra do araponga?
Não vou dizer que foi enganado, é porque o rapaz não tinha um equipamento tão preciso quanto o nosso. Porque, se você faz o grampo de hoje, digital, não cai nada. Não tem como saber se está grampeado.
Marina Amaral – Então ele poderia estar grampeado?
Poderia, mas lá na central, porque grampo de central ninguém pega. De celular ninguém pega. Porque nós fazemos grampo onde? Fazemos na célula, não tem uma torrezinha aí por perto? É ali que grampeamos. Quando você muda dessa, eu grampeio a outra, porque tenho um escâner que me diz onde você está. Esses filmes que falam que se identifica onde você está pelo celular é verdade. Onde você estiver com o celular, eu sei onde você está, porque o celular tem um GPS interno. Agora, o equipamento que o rapaz usou pra falar que tinha grampo poderia ser uma queda de energia. E vai grampear o Marco Aurélio pra quê também?
Marina Amaral – Voltando à questão de a Polícia Federal ser ligada sempre ao poder…
Desde que ela foi fundada, no mundo inteiro…
Marina Amaral – Então você concorda com a idéia de que a polícia estava embaçando as investigações pra não descobrir a origem do dinheiro antes da eleição?
Não vou dizer embaçando, mas poderia dizer pra você que estão trabalhando num ritmo que não quer problema nem com um, nem com outro, porque se você revela… Agora, se você quer acabar com isso aí, não briga com a polícia, não, briga com o Marco Aurélio, briga com o Supremo, briga com o juiz que decretou o segredo de justiça. Se você tem Lula e Alckmin, você tem um dossiê que pode acabar com a vida dos dois candidatos, não tem esse papo aí que acaba com a República? Aí você tem um documento que pode esclarecer isso, pô, vai pra televisão e fala o seguinte: “Eu não estou com Lula, com Alckmin, não estou com ninguém”. Pega esse troço e dá uma coletiva. “Aí, vocês votam em quem vocês quiserem”. Isso é país sério, na minha opinião.
Sérgio de Souza – Garisto, seguramos a edição pra sair antes do segundo turno e uma das entrevistas importantes era você, por causa do aspecto policial que vem envolvendo a campanha. Além do dossiê, tem o caso do “departamento de inteligência do PT”. O Berzoini…
Eu fui convidado pra esse troço. Eles me convidaram pra fazer parte de um grupo.
Thiago Domenici – Eles quem?
Pessoal do PT. Conheço muita gente do PT, como conheço dos outros partidos. E eles me sondaram: “Garisto, o pessoal está querendo montar um grupo pra evitar aquelas coisas, que chega isso contra um, chega isso contra outro, ou mesmo contra o Lula, aquilo que você fez na Federal aquela vez, você se antecipou, aquilo ia causar um prejuízo pra nós…” Na época. eles queriam me botar de diretor-geral da Policia Federal, por causa desse favorzinho. Não fui por causa de uma armação interna que acabou me derrubando. E também, se eu vou, duro seis meses.
Sérgio de Souza – E agora?
Agora, eles fizeram isso pra evitar problemas pro candidato. O que é problema? O cara me empresta um jato. “Ó, o cara quer te emprestar um jatinho, você está sem avião, pô, me levanta quem é esse cara aí, meu”.
Marina Amaral – Você disse que a Polícia Federal sempre agiu ligada ao poder. Nesse governo também, ou ela agiu atrelada ao poder ou ela agiu com liberdade?
Noventa por cento com liberdade. Mas, quando a coisa é muito terrível, eles interferem. Mas, se você é delegado, não tem que obedecer ninguém. Hoje, graças a Deus, existe uma geração de policiais, não porque é novo, uma mentalidade dos velhos também, que não obedece mais o diretor, nem o superintendente.
Wagner Nabuco – Vocês têm a liberdade funcional: abriu o inquérito, está na sua mão, ninguém pode mexer mais.
Os que têm coragem.
Wagner Nabuco – Eu estava relendo a sua entrevista em 2000 para a Caros Amigos, uma das coisas que você falava era a capacidade de interferir fortíssima dos organismos americanos na Polícia Federal.
Acabou isso aí.
Marcos Zibordi – Não tem mais agente norte-americano treinando policial brasileiro, por exemplo, na fronteira do Paraguai?
Não, não tem. Estão treinando os paraguaios. Eu vim de Foz do Iguaçu semana passada, de um congresso.
Marcos Zibordi – Estão treinando os paraguaios?
E tem muito americano lá, tem uma base lá que o governo brasileiro devia chiar e não está chiando. A coisa está feia lá, a interferência americana é total.
Wagner Nabuco – Uma coisa que você falava na entrevista era a interferência na Polícia Federal…
Fui depor no Congresso sobre isso, dinheiro do DEA, dinheiro disso, dinheiro daquilo, isso aí acabou.
Marcos Zibordi – E o Comando Delta?
O Comando Delta está mais vivo do que nunca, mas todo mundo fala que eu sou da teoria da conspiração…
Wagner Nabuco – Você acha que nessa eleição o Comando Delta agora começou a agir mais forte?
Claro que sim. O Comando Delta está com medo que o Lula resolva ser o Lula no segundo mandato e fazer umas coisas sociais que ele não fez, isso aí eu ouvi de um cara que faturou mais de 1 bilhão. Falou pra mim dentro de um avião. O cara faturou mais de 1 bilhão o ano passado.
Sérgio de Souza – O que ele falou?
Falou que o pessoal está cabreiro, e eu sei que ele faz parte desse tipo de rolo. E vocês podem me chamar de doido, mas existe isso.
João de Barros – Composto por quem?
O Comando Delta é o quê? É o cara que fatura 3 bilhões por ano. Que tem lá uma privatização que ele pegou de graça com o dinheiro do governo e fatura 3 bilhões por ano. Esses são os caras que se reúnem e que não deixam mudar.
Sérgio de Souza – O Ciro Gomes diz que eles se reúnem uma vez por mês em São Paulo.
Só que eles não ficam com quem vai perder e me parece que eles estão indo pro lado do Alckmin, por isso que é perigoso o Alckmin. Porque o Alckmin já era membro. A turma do tucanato é membro. E o negócio deles é grana, só grana. São esses malditos que tocam esse país, foram eles que chegaram pro Lula e: “Você pode isso, pode isso, pode isso, se fizer assim, estamos com você”. E os estudiosos da economia do Lula falaram para ele: “Se você mexer nisso, cai o castelo de cartas”. E cai, não adianta você querer ser petista ou outra coisa, cai mesmo.
Marina Amaral – E o Comando Delta atua nessa área de dossiês?
Eles fazem tudo. A Kroll era o braço de investigação deles, vocês não viram aí? Pega os clientes da Kroll.
Thiago Domenici – Tem gente da mídia no Comando Delta?
Eles interferem no mecanismo de comunicação, sim, é muito claro isso. Você viu, por exemplo, a explicação que a Globo deu quando foi dizer que o Lula não ia comparecer. O Bonner ficou meia hora falando: “Ele não vai porque vai ser atacado, porque vai ser esculhambado, se fosse ele também não viria. E você, telespectador, você viria? Não viria. Então o Lula está certo, não deve vir mesmo”. E outra, é um apoio que, se eu fosse o Lula, também ia querer. Que é da maior emissora de televisão do país. Mas todo mundo sabe que é um apoio eventual. Amanhã, quando o interesse dela não for atendido, ela muda de lado.
Thiago Domenici – Voltando ao dossiê, não é estranho acontecer justamente na semana em que o povo vai votar?
Tudo no período eleitoral é estranho. Até a demora do DNA, que demora mesmo, é estranha. Agora foi a Polícia Federal que descobriu, bem ou mal, armação ou não, foi ela que descobriu. E a Polícia Federal hoje é isenta, somos atacados de ser petistas e tucanistas. Quando a gente faz um negócio que pega mal pro PT, somos tucanos. Quando prejudica os tucanos, somos PTpongas. Está ótimo, não estamos agradando ninguém, polícia não foi feita para agradar. Nós temos que agradar o juiz, a opinião pública, o Estado. Os governos passam e a gente fica.
Marina Amaral – O que fica esquisito é que o dinheiro estava lá e as provas não estavam…
As provas estavam, mas os caras pensavam que era coisa muito melhor. Porque são estelionatários. Eu não acredito nem que tenha 2.000 páginas de dossiê. Aqueles aloprados daqueles Vedoin, o negócio deles é dinheiro, o tanto que eles roubaram das ambulâncias, não tinha tempo pra ficar correndo atrás de dossiê. Eles formaram 2.000 páginas em dez dias!
Marina Amaral – Ninguém nunca viu esse dossiê?
Não, ninguém nunca viu.
Marina Amaral – O delegado Bruno deu uma entrevista dizendo: “Ah, compromete gente, partidos de A a Z”. Falou tudo isso baseado no testemunho do Gedimar?
Não, falou isso baseado no que já existe. No que já foi apreendido.
Marcos Zibordi – Mas nesse pedaço que foi apreendido tem coisa?
Não foram apreendidas só duas fotos, não. Foi um monte de coisinha. E tem papel também, tem coisa lá que ninguém viu ainda. E está fechado.
Sérgio de Souza – Você também não?
Não, agora, eu sei que tem essa frase que eu estava repetindo que diz que derruba a República e causa o impeachment do Serra…
Marina Amaral – Mas é isso que está lá?
É. Que está na polícia.
Marina Amaral – Mas é muito esquisito, porque o delegado falou que nada comprometia o Serra.
Segredo de justiça. Como é que a Justiça decretou rapidinho segredo de justiça? Se eu falar para você o que tem lá agora, é de três a seis anos de prisão.
Renato Pompeu – Voltando à minha pergunta no começo: você disse que tinha uma vertente Vedoin e uma outra vertente. Qual é a outra?
A outra é armação. Do jeito que vocês estão falando, só que pra essa armação aí vamos ter que ter o comprometimento, inclusive das pessoas do próprio PT. O que dizem é que o negócio foi feito pra favorecer o Mercadante. Por isso que o Lula está chutando as cadeiras lá. Se esse pessoal do tucano armou isso, é uma possibilidade, não posso eliminar isso, estamos falando de conjeturas. Não tenho informação sobre isso. Mas é possível. Agora, existem coisas ali também contra o Serra, de acordo com as informações também, que eu não vi. Então, aí, o cara vai armar para ele mesmo?
Thiago Domenici – Segundo turno agora dia 29, você acha que essa história vai durar quanto? Vai ter uma solução antes ou depois?
A pressão está muito forte. Agora, uma investigação é que nem uma corrida de Fórmula 1. Você não pode andar a 400, você tem que andar a 300, se você andar a 400 vai capotar na curva, se andar devagar todo mundo passa você. A investigação policial não pode se atrelar à vontade do Alckmin nem do Lula, ela tem que se atrelar, e aí com isenção, em cima do tempo que leva para fazer as coisas.
Sérgio de Souza – Mas a investigação estaria continuando?
Claro, claro. A origem do dinheiro. Está.
Sérgio de Souza – Além da origem do dinheiro, o que mais?
Investigando tudo que tem ali dentro, agora, com que pressa? Acho que a Polícia Federal chegou a uma conclusão ali, através da direção, que eles não vão divulgar mais nada, vão ficar é na deles, porque, se pega um, pega outro, ela pode interferir no processo. Agora, a Polícia Federal é uma coisa complicada, ali tem muito tucano. Se tem coisa contra o Lula ali, talvez seja mais fácil vazar contra o Lula do que contra o outro.
Marina Amaral – O procurador desse caso é o mesmo do caso da Roseana, né? O Avelar?
O Avelar é o seguinte: é um garoto. Eu conheço o Avelar. Ele é muito competente, inteligente, trabalha dia e noite, levanta de madrugada para relatar, mas ele é que nem pintinho de chocadeira: vê uma luz, corre pra baixo dela. Não pode ver um holofote. E esse é o problema do Ministério Público e alguns delegados nossos. E eles ficam disputando esse holofote, e quem ganha com isso é o crime.
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Enviado por Ricardo Noblat -
29.10.2009
| 18h08m
Chinaglia: Jefferson avisou Lula sobre mensalão
‘A primeira reação é não acreditar’, disse o deputado do PT. Ele disse que estava presente na reunião com Lula e Roberto Jefferson.
Do G1:
O ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) confirmou nesta quinta-feira (28), em depoimento à Justiça, que o presidente do PTB, Roberto Jefferson, revelou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que acreditava existir um esquema de compra de apoio ao governo no Congresso, antes de o caso vir à tona, conhecido como mensalão. Chinaglia, que na época dos fatos, em 2005, era líder do PT na Câmara, disse ter tomado conhecimento do suposto esquema em dois momentos.
Primeiro, segundo ele, quando Jefferson teria alertado o presidente Lula sobre a existência do esquema, em reunião na qual Chinaglia confirmou que estava presente. Depois, o deputado disse ter tomado conhecimento por meio da imprensa. Foi aí que, segundo Chinaglia, surgiu o termo “mensalão”, que indicava um esquema no qual parlamentares supostamente recebiam dinheiro em troca de apoio a projetos do governo no Congresso.
“O momento principal [foi] quando a imprensa divulgou aquilo que o então deputado Roberto Jefferson denunciou. E faço referência a esse momento como principal, porque lá ele apelidou de mensalão. E ainda que ele fez um comentário ao presidente da República e, entre outros, eu estava presente”, afirmou Chinaglia.
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Enviado por Ricardo Noblat -
29.10.2009
| 18h19m
Deputado do PTB diz que sabia do mensalão
Da Folha Online:
O deputado federal Alex Canziani (PTB-PR) também reforçou em depoimento à Justiça Federal nesta quinta-feira que a bancada do PTB na Câmara tomou conhecimento do mensalão antes da divulgação do esquema pela imprensa.
A existência do suposto esquema foi revelado por Roberto Jefferson –presidente do partido e deputado federal cassado– para Renata Lo Prete, editora do “Painel” da Folha.
Canziani, que foi ouvido como testemunha, sustentou que Roberto Jefferson –presidente do partido e deputado federal cassado– disse em encontro dos parlamentares do PTB que avisou o presidente Lula de que havia uma compensação financeira para que os deputados apoiassem as votações de interesse do Executivo no Congresso, como as reformas da previdência e tributária.
“Houve uma reunião da bancada. Antes já se falava isso no Congresso de que algumas bancadas recebiam dinheiro em troca da aprovação de projetos. Ele [Jefferson] comentou que teria falado com o presidente Lula sobre essa questão, que estaria havendo no Congresso a troca de votos por pagamento. Ele [Roberto Jefferson] disse que não iria aceitar [a compra de votos]“, disse.
O deputado disse ainda que a orientação do partido era para que a questão de recursos financeiros fossem tratada diretamente com Jefferson e não com o ex-primeiro-secretário do PTB, Emerson Palmieri os dois são réus no processo do mensalão.
“Em relação a recursos [financeiros] não se falava com ele. Se falava com o tesoureiro ou com o presidente [Roberto Jefferson]“, disse.
Na segunda-feira, o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) José Múcio Monteiro afirmou que o PTB “em hipótese nenhuma” participou do mensalão.
Ex-coordenador político do governo Lula e ex-líder do partido na época do escândalo, Múcio disse que a parceria entre o PTB e o governo não envolveu vantagem financeira em troca de apoio durante as votações no Congresso. A denúncia do mensalão partiu do presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson.
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Enviado por Severino Motta -
29.10.2009
| 19h40m
no Senado
Reforma prevê vaga para braço direito de Sarney
A reforma administrativa do Senado proposta pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) prevê um quadro de 10 mil servidores. Reduz o número de ditetorias de 180 para sete. E corta gastos em um orçamento que, este ano, é de R$ 2,7 bilhões.
Em meio a tudo isso, um único servidor, não concursado, ganhou um artigo inteiramente dedicado a si.
O artigo 415 tem a ver diretamente com Fernando César Mesquita, braço direito do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Se a reforma for aprovada como está, de todos os diretores, ele, que é diretor da secretaria de Comunicação Social, será o único a poder assumir o cargo sem ser funcionário concursado do Senado.
Art. 415. “O cargo em comissão SF-03 [de livre provimento] de Diretor da Secretaria de Comunicação Social será transformado em Função Comissionada FC-4 [cargo só para concursados], de mesma denominação, após a exoneração do atual ocupante”.
A assessoria de imprensa da presidência do Senado, disse que o artigo não cria uma exceção, mas sim uma regra. Uma vez que Mesquita deixe o cargo, o próximo ocupante terá de ser concursado.
Fernando assumiu a secretaria de Comunicação do Senado em agosto. Na época, até mesmo as publicações internas do Senado davam mais atenção a crise do que às providências tomadas por Sarney para enfrentá-la.
Isso mudou desde então.
Mesquita foi porta voz de Sarney quando Sarney foi presidente da República.
Foi o primeiro e único civil a governar a ilha de Fernando de Noronha.
Também foi presidente do Ibama, órgão criado por Sarney.
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Luiz Inácio XIV
23 de outubro de 2009
Por Rolf Kuntz (*)
Ninguém se iluda. O Estado forte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assunto de mais uma de suas arengas, na posse do novo ministro de Assuntos Estratégicos, não se confunde com a ordem política legal e impessoal típica da modernidade. Lula não distingue entre Estado e governo, não separa governo de partido, e seu partido se reduz cada vez mais à sua pessoa. Não há outra maneira de explicar seus surtos cada vez mais frequentes de autoconsagração como instância suprema de todos os poderes – censor do Tribunal de Contas, limpador das teias de aranha da Constituição, zelador do pré-sal, comandante da Petrobrás, orientador da Vale, censor da Embraer e autor de todas as mudanças importantes na história do Brasil moderno. Sem contar, é claro, seus conselhos a Barack Obama, sua indisfarçável intervenção nos assuntos internos de Honduras e sua cobrança de explicações ao presidente Álvaro Uribe sobre uma decisão soberana da Colômbia.
A inegável inépcia do governo explica, sem dúvida, boa parte de seu fracasso na execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, de modo geral, o insucesso de seus programas de investimento, com desembolsos sempre muito abaixo dos valores orçados. Mas a incompetência, é preciso repetir, é apenas uma das causas dos tropeços. Outro fator, não menos importante, é a incapacidade de Lula e de seus auxiliares de aceitar instituições fundadas em regras impessoais e superiores ao arbítrio de um presidente da República.
Essa incapacidade se revela mais uma vez nos projetos sobre exploração do pré-sal. Há pelo menos cinco dispositivos inconstitucionais nesses projetos, segundo a Consultoria Legislativa do Senado. Os cinco pontos foram enumerados em reportagem publicada ontem no Estado (página B10).
Juristas podem ter opiniões divergentes sobre o assunto e não faltará quem se disponha a defender a posição do governo. Mas para isso será preciso algum malabarismo. Pesquisa e lavra de recursos minerais “somente poderão ser efetuadas mediante autorização ou concessão da União”, segundo o parágrafo 1º do artigo 176 da Constituição. Será preciso anular o advérbio “somente”, ou interpretá-lo de modo muito inovador, para justificar a criação do contrato de partilha por meio de lei. Este é só um exemplo dos problemas apontados pela consultoria. Todos são facilmente visíveis, mesmo para o não especialista em direito constitucional. Ninguém, na assessoria do Executivo, terá notado esses pontos vulneráveis?
O aparente desleixo fica mais notável quando se considera o tempo gasto na elaboração dos projetos. O trabalho durou mais de um ano e as propostas foram discutidas em vários encontros pela cúpula do governo. Um dos conselheiros do presidente para assuntos legais era o seu candidato à primeira vaga no Supremo Tribunal Federal. Seu saber supostamente notório, uma das condições para a aprovação de seu nome, talvez tenha sido subutilizado nesse trabalho.
Apesar da advertência da Consultoria Legislativa, talvez os congressistas acabem aprovando os projetos com poucas modificações e vários pontos duvidosos quanto à sua constitucionalidade. Qualquer previsão é insegura, neste momento, mas o desempenho recente dos congressistas autoriza todas as dúvidas. Este é um detalhe importante, porque as vocações autoritárias prosperam muito mais facilmente quando falha a resistência de quem representa as instituições.
Um governo preocupado com os meandros da lei teria produzido projetos muito mais cuidadosos para a regulação das operações do pré-sal. Seu desleixo recende a desprezo, tanto quanto a escancarada campanha eleitoral nas margens do São Francisco, as críticas ao Tribunal de Contas da União (TCU) e as tentativas de comandar as maiores empresas do País, sem distinguir sua condição privada ou estatal e sem respeitar os acionistas.
O TCU apenas cumpre as funções de controle prescritas pela Constituição de 1988, disse o seu presidente, Ubiratan Aguiar, discursando diante de Lula – um dos constituintes, segundo lembrou. Lula de fato assinou a Constituição, mas naquele tempo ele não era o mandachuva e ainda não se apresentava como o fundador do Brasil moderno, progressista, soberano, justo e destinado a iluminar – com as luzes de seu grande líder, é claro – o caminho da nova ordem mundial. Quem mais poderia fazê-lo? Este é o cara, disse Obama. O Rei Sol teria morrido de inveja.
(*) Rolf Kuntz é jornalista
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091022/not_imp454471,0.php
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Verdades incômodas sobre o crime no Rio
23 de outubro de 2009
As cenas de um helicóptero em chamas no ar, abatido por tiros de fuzil, deram ao mundo a dimensão trágica que o banditismo atingiu no Rio de Janeiro. A sede da Olimpíada 2016 já tem seu maior desafio: desbaratar as quadrilhas, prender os criminosos e libertar os bairros sob seu comando
VISÃO DO INFERNO
Tiroteios com armas de guerra, corpos carregados e o morto no carrinho de compras – saldo de mais um confronto da polícia carioca com traficantes – tomaram as páginas de jornais e assustaram o mundo: organizar a Olimpíada de 2016 será um enorme desafio
Será difícil. Será doloroso. Os fatos ocorridos na semana passada, no Rio de Janeiro, ilustram o tamanho e a complexidade do desafio de elevar a níveis satisfatórios a segurança na cidade que sediará os Jogos Olímpicos de 2016. A dimensão do problema é abismal. Das 1 020 favelas da cidade, 470 estão nas mãos de bandidos. A dificuldade de acesso pelas vielas, a topografia montanhosa e a alta densidade populacional as transformaram em trincheiras. Na cidade, são vendidas 20 toneladas de cocaína por ano, comércio que produz 300 milhões de reais e financia a corrida armamentista das quadrilhas que disputam territórios a bala. Diante dessa realidade – e de cenas assombrosas, como a de um corpo despejado em um carrinho de supermercado e de policiais queimados nos escombros do helicóptero derrubado –, a pergunta que se estampou na imprensa mundial foi: será possível para a cidade sediar a Olimpíada? A resposta existe. Sim, é possível. Mas para isso precisa tomar como norte as palavras do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. “Foi o nosso 11 de Setembro.” A alusão aos ataques terroristas nos Estados Unidos, em 2001, se justifica. Não tanto pela semelhança e gravidade dos acontecimentos, mas pela necessidade de o país inteiro se mobilizar para resolver o problema da segurança do Rio.
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Nunca antes os traficantes haviam chegado tão longe. Incumbido do resgate de feridos no confronto – que se estendeu pelos dias seguintes, produzindo 39 mortos, 41 presos e dez ônibus incendiados –, o helicóptero se preparava para pousar pela terceira vez na favela. Alvejado, caiu em chamas, matando três ocupantes. O armamento pesado, capaz até de perfurar blindagens, já está em poder das quadrilhas há mais de dez anos, como demonstram as apreensões feitas pela polícia. Como essas armas chegaram ao topo dos morros e por que continuam ali é a questão central. A polícia carioca tem um histórico de conivência com a bandidagem que a faz a mais corrupta do Brasil. Essa promiscuidade criminosa mina o ambiente de trabalho dos policiais e fortalece os bandidos. Se restavam dúvidas, elas se dissiparam, na semana passada, nas cenas de policiais flagrados em mais um crime. Em vez de prenderem os homens que acabaram de cometer um assassinato, tomaram deles os pertences roubados da vítima, que não socorreram. Uma suposta participação dos policiais será ainda investigada. O governador Sérgio Cabral tem uma avaliação realista sobre a situação de sua polícia. “Estamos longe, muito longe do ideal”, diz. Mas garante que isso não interferirá na realização dos Jogos. “Se eles fossem daqui a três meses, não haveria problema. A mobilização das forças de segurança em eventos assim é muito grande. O desafio é construir uma segurança de fato.”
O reconhecimento pelos encarregados da tarefa é um bom sinal. Ajuda a desentupir as artérias que levam a uma solução. Muitos dos passos a serem dados são conhecidos, há anos, pelos profissionais de segurança. Fazem parte disso as ocupações permanentes de favelas, iniciadas no ano passado, com resultados animadores. Outra medida em curso é a neutralização de qualquer influência política na indicação de delegados e comandantes de batalhões. São avanços importantes, porém insuficientes. A dificuldade maior, daqui para diante, será admitir que, para mudar, é preciso enfrentar velhos problemas, e assumir responsabilidades sobre eles. Nas próximas páginas, estão expostos quinze pontos sistematicamente varridos para debaixo do tapete quando se discutem soluções para a prevalência do crime no Rio. Trazê-los ao debate é a contribuição de VEJA para a reconstrução de uma cidade maravilhosa.
Fotos Patricia Santos/ AE; Guilherme Pinto; Marcos d’Paula/ AE
CIDADANIA AO AVESSO
Manifesto pela paz em praia carioca: parte da classe média presente nas passeatas não enxerga relação entre drogas e violência
1 QUEM CHEIRA MATA
O usuário de cocaína financia as armas e a munição que os traficantes usam para matar policiais, integrantes de grupos rivais e inocentes.
• A venda de cocaína aos usuários cariocas rende 300 milhões de reais por ano aos bandidos. Os usuários de drogas financiam a corrida armamentista nos morros. Cada tiro de fuzil disparado tem também no gatilho o dedo de um comprador de cocaína. Essa realidade não é facilmente admitida. A tendência é tratar o usuário com leniência. Alguns países — o México é um exemplo — deixaram de considerar crime o porte de pequenas quantidades de cocaína. É uma medida temerária que aumenta a arrecadação dos bandidos e, como resultado, o seu poder de fogo.
2 A CEGUEIRA DO NARCOLIRISMO
Os traficantes são presença valorizada em certas rodas intelectuais, de celebridades e de jogadores de futebol. Isso facilita os negócios do tráfico e confere legitimidade social à atividade criminosa.
• O goleiro Júlio César, da seleção brasileira, já teve de dar explicações à polícia por ter aparecido num grampo telefônico falando com o traficante Bem-Te-Vi, ex-chefão da Rocinha. Escutas telefônicas revelaram que outros jogadores, como Romário, também mantinham algum tipo de contato com o bandidão.
3 A TOLERÂNCIA COM A “MALANDRAGEM CARIOCA”
O “jeitinho brasileiro”, a aceitação nacional à quebra de regras, se une, no Rio, ao culto da malandragem, que, ao contrário do que parece, não é inocente. Reforça a ilegalidade.
• No início do ano, a prefeitura demoliu um prédio com 22 cubículos, construído ilegalmente, na Rocinha. Havia uma proprietária “de fachada”, moradora da favela, que conseguiu decisões liminares impedindo a demolição. Descobriu-se depois que o verdadeiro dono do imóvel era um morador de classe média da Zona Sul.
4 O ESTÍMULO POPULISTA À FAVELIZAÇÃO
Os políticos se beneficiam da existência das favelas, convertidas em currais eleitorais. Elas abrigam 20% dos eleitores da cidade.
• A invasão eleitoreira se dá por meio de instituições batizadas de centros sociais, mantidas por deputados e vereadores. Em troca de votos, esses centros fornecem serviços que deveriam ser disponibilizados pelo poder público, de creches a tratamento dentário. Transformar a pobreza num mercado de votos mostrou-se um negócio lucrativo. Quase metade dos deputados estaduais fluminenses e 30% dos vereadores cariocas mantêm centros sociais.
5 O MEDO DE REMOVER FAVELAS
Os aglomerados de barracos, com suas vielas, são o terreno ideal para o esconderijo de bandidos. É hipocrisia tratar a remoção como desrespeito aos direitos dos moradores.
• As favelas não param de crescer. Um estudo feito pelo Instituto Pereira Passos (IPP) mostrou que, entre 1999 e 2008, o aumento de áreas faveladas na cidade foi de 3,4 milhões de metros quadrados, território equivalente ao do bairro de Ipanema. O número de favelas no Rio passou de 750, em 2004, para 1?020 neste ano. A maior parte das novas favelas tem menos de cinquenta barracos.
6 FINGIR QUE OS BANDIDOS NÃO MANDAM
Eles mandam. Indicam quem vai trabalhar no PAC e circulam livremente com seus fuzis próximo aos canteiros de obras do principal programa do governo federal. Decidem sobre a vida e a morte de milhares de inocentes.
• Tortura e assassinato fazem parte da rotina. Um dos métodos de execução é o “micro-ondas”, um improvisado forno crematório no qual a vítima é queimada viva, depois de ser torturada. A barbárie foi mostrada ao país inteiro em 2002, quando o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, foi capturado, morto e queimado em um “micro-ondas” por traficantes da Vila Cruzeiro.
BANCADA BANDIDA
Nadinho, de Rio das Pedras: o líder de milícia tornou-se vereador e cabo eleitoral do DEM
7 COMBATER O CRIME COM MAIS CRIME
O governo incentivou a criação de grupos formados por policiais, bombeiros e civis para se contrapor ao poder do tráfico. Deu o óbvio. Onde esses grupos venceram, viraram milícias e instalaram a lei do próprio terror.
• Atualmente, mais de 170 favelas são dominadas por milícias no Rio de Janeiro. Esses bandos exploram clandestinamente serviços como venda de gás, transporte e até TV a cabo. Depois de desalojarem os traficantes, matam e torturam inocentes nas áreas dominadas.
8 MARGINAIS SÃO CABOS ELEITORAIS DE POLÍTICOS
Muitas associações de moradores funcionam como fachada para que criminosos apareçam como “líderes comunitários” e possam fazer abertamente campanha por seus candidatos. Na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa existe uma “bancada da milícia”.
• O caso mais emblemático é o de Nadinho, que acumulou as funções de líder da milícia e de presidente da Associação de Moradores da Favela Rio das Pedras. Quando ele ocupava esse posto, só fazia campanha por ali o político que “fechasse” com Nadinho, que foi um importante cabo eleitoral do DEM e elegeu-se vereador pelo partido, o mesmo do ex-prefeito Cesar Maia. Acabou assassinado neste ano. Na Rocinha, a atuação como líder comunitário garantiu a Claudinho da Academia uma vaga de vereador. No caso, com o apoio do tráfico de drogas.
9 A CORRUPÇÃO TORNA A POLÍCIA MAIS INEPTA
A taxa de resolução de homicídios no Rio é de 4%. Em São Paulo é de 60%.
• Isso acontece porque policiais agem como marginais. Um exemplo chocante da atuação de bandidos fardados deu-se na semana passada, quando Evandro Silva, integrante do grupo AfroReggae, foi baleado e morto em um assalto no Centro da cidade. Minutos depois, dois PMs chegaram ao local do crime. Silva ainda agonizava. Eles nem olharam para a vítima. Os policiais correram a achacar os criminosos, que foram abordados e soltos depois de entregar aos PMs o fruto do latrocínio — uma jaqueta e um par de tênis.
CURRAL ELEITORAL
Políticos do Rio disseminaram a praga dos centros sociais em favelas do Rio de Janeiro: o mercado da miséria rende votos nas eleições
10 AS “COMUNIDADES” SERVEM DE ESCUDOS HUMANOS
Os bandidos usam a população civil sob seu domínio para dificultar a ação da polícia. Quando um morador morre e se noticia que foi vítima do confronto, o bandido vence a guerra da propaganda. Se não houvesse criminosos, não haveria confronto.
• Os moradores são massa de manobra dos traficantes. No início do ano, quando o traficante Pitbull, da Mangueira, foi morto durante uma operação policial, bandidos usaram moradores para promover tumultos nos arredores da favela. Quatro ônibus foram incendiados. Cerca de setenta pessoas compareceram ao enterro do traficante.
11 O GOVERNO FEDERAL ESTA SE LIXANDO
Como o crime no Rio não afeta a popularidade do presidente, a questão não é prioritária. Dos 96 milhões de reais previstos para modernizar a polícia em 2009, somente 12 milhões de reais chegaram aos cofres do estado.
• Um dos projetos que não foram atendidos é o de identificação biométrica de armas, que permitiria o melhor controle do armamento utilizado pela polícia. Está orçado em 17 milhões de reais. Outro projeto, de 2,6 milhões de reais, é o da aquisição de um simulador de tiros, aparelho com o qual o policial treina combates virtuais.
12 AS FAVELAS NÃO PRODUZEM DROGAS NEM ARMAS
Nunca se fala ou se age decisivamente contra a estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas aos traficantes cariocas. Inexiste a fiscalização de estradas, portos e aeroportos.
• A fiscalização nas fronteiras do Brasil é pífia. O país tem em média um policial federal para cada 20 quilômetros de fronteira. Com tão pouca gente, é impossível impedir a entrada de cocaína, principalmente considerando que os países que concentram a produção mundial da droga são nossos vizinhos — Bolívia, Peru e Colômbia.
13 OS PORTOS BRASILEIROS SÃO UMA PENEIRA
Somente 1% dos contêineres que passam pelos portos é escaneado para a fiscalização do contrabando de armas e drogas. É uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima.
• O porto do Rio é o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas dos de Santos e de Paranaguá. No ano passado, passaram pelo terminal carioca 8,8 milhões de toneladas de carga. Como é impossível fiscalizar todos os contêineres, a inspeção se dá por amostragem. Policiais que atuam no combate ao tráfico admitem que dependem de denúncia para flagrar carregamentos de drogas.
Fabio Motta/AE
EM FLAGRANTE
Imagens mostram o momento em que policiais tomam dos assassinos os pertences da vítima, que não socorreram
14 QUEM MANDA NAS CADEIAS SÃO OS BANDIDOS
As organizações criminosas comandam a operação na maioria dos presídios brasileiros. Elas cobram pedágio dos presos — pago lá fora pelos familiares à organização –, planejam e coordenam ações criminosas.
• Em 2002, Fernandinho Beira-Mar e outros chefões do tráfico lideraram uma rebelião que terminou com quatro detentos mortos em Bangu 1. Os líderes da rebelião foram transferidos, mas a situação não se alterou muito. Nos últimos nove anos, sete diretores de presídio foram assassinados no Rio.
15 OS ADVOGADOS SÃO AGENTES DO TRÁFICO
Eles têm acesso constitucionalmente garantido aos presos que defendem nos tribunais. Muitos usam esse direito para esconder seu real papel nas quadrilhas: o de levar ordens de execução e planos de ataque.
• Em 2007, a Polícia Federal descobriu que, mesmo trancafiado no presídio de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Fernandinho Beira-Mar continuava comandando seus negócios. Para isso, contava com a ajuda dos advogados e da mulher, também advogada, que o visitava constantemente na prisão. Ela acabou presa, com outras dez pessoas, numa operação da PF.
Fabio Motta/AE
RALOS URBANOS
O porto do Rio é uma das muitas portas da cidade sem fiscalização adequada para drogas e armas
Com reportagem de Carolina Vaisman
(*) Fonte: http://veja.abril.com.br/281009/uma-prova-fogo-p-102.shtml
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Colômbia estima que 1.800 membros das Farc estejam no Equador
24 de outubro de 2009
Reuters, Terra
Cerca de 1.800 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão refugiados na província equatoriana de Sucumbíos para fugir da ofensiva das Forças Militares da Colômbia, revelou na sexta-feira um alto funcionário da segurança. O funcionário, que pediu anonimato, disse à Reuters que parte dos integrantes das Farc está em dois acampamentos no território equatoriano.
A Colômbia estava disposta a levar ao Equador a informação sobre a localização dos acampamentos rebeldes, mas desistiu por causa da decisão de um juiz de ordenar a captura do comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla de León.
A província equatoriana de Sucumbíos, que faz fronteira com a Colômbia, está na região da floresta amazônica e tem infraestrutura petrolífera. Foi nessa região que aconteceu o bombardeio das Forças Militares da Colômbia, em 1o de março de 2008, no qual morreu o líder das Farc, Raúl Reyes, e pelo menos 24 pessoas. O ataque foi descrito pelo presidente do Equador, Rafael Correa, como um massacre que violou a soberania de seu país e causou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia.
O funcionário de segurança assegurou que outros integrantes das Farc estão escondidos entre a população civil. Fontes da inteligência admitiram a possibilidade de que na floresta do Equador estejam refugiados importantes comandantes do grupo rebelde, como fazia Reyes.
De acordo com as autoridades colombianas, o grupo rebelde conta atualmente com 9.000 combatentes e concentra várias de suas frentes no sul do país, onde resiste a uma ofensiva por ar, terra e rios das Forças Armadas.
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Eu sempre disse que os petralhas são um bando de pobres invejosos!!!
Eles questionam o fato de uma pessoa rica possuir um jato, um relógio de ouro, um carro importado…qual o problema????
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Montblanc, Porsche e demagogia
Monica Weinberg, de Brasília
Ormuzd Alves/Folha Imagem
O Brasil, país que gosta tanto de debater a miséria, discutiu o luxo na semana passada. A polêmica se deu em torno de um carro, de uma caneta e da saúde das finanças públicas. Antigo amante dos Porsche alemães, o ministro Alcides Tápias, do Desenvolvimento, trocou seu modelo antigo por um 911 Evolution zero-quilômetro, um esportivo estimado em 200.000 dólares, quase meio milhão de reais, que é capaz de fazer 305 quilômetros por hora. Teve de explicar aos jornais por que gosta de máquinas tão fortes para se locomover numa nação de economia tão fraca. Esse foi o caso do automóvel. A história da caneta aconteceu com o ministro Pedro Malan, da Fazenda, que em pleno Congresso foi apontado por um deputado petista, que se expressava aos gritos, como suspeito de possuir nada menos que uma caneta Montblanc, suíça, peça de uns 100 dólares. Os dois ministros traíram algum constrangimento nesses episódios. Tápias se recolheu ao silêncio quando poderia ter respondido que comprou o carro com salários ganhos na iniciativa privada e que se orgulha de sua carreira bem-sucedida e bem remunerada antes de aceitar o magro provento de servidor público na Esplanada dos Ministérios. Malan ficou irritado com a acusação petista.”
Diante dos dois casos, é ilustrativo observar com que elegância e desembaraço a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, carrega vestidos caros e perfeitos, além de jóias que reduzem instantaneamente uma Montblanc a sua insignificância como símbolo de status econômico. No debate que travou com Paulo Maluf depois do primeiro turno, Marta foi logo avisando que eram vizinhos num bairro que possivelmente reúne o maior PIB per capita de todo o país, o Jardim América, em São Paulo. É estimulante vê-la em visita à periferia da cidade com roupas coloridas e impecáveis, sapatos novos amassando o barro, sem cair no estilo jeans e camiseta que caracteriza a maioria dos militantes de seu partido.
A sessão Montblanc do Congresso foi inesquecível. Falava-se do salário mínimo. Na comissão de Orçamento, o ministro Pedro Malan tentava explicar a uma irada oposição que a Fazenda gostaria de elevar o mínimo até as nuvens, mas não tinha condições financeiras de suportar as conseqüências da operação. Em razão dessa limitação dos cofres públicos, disse o ministro, o mínimo seria reajustado no índice da inflação, 5,57%, de acordo com a previsão orçamentária para 2001. À sua frente, o líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Aloizio Mercadante, uma espécie de anti-Marta no PT, levantou o dedo e a voz, com a indignação pequeno-burguesa que alguns integrantes da legenda gostam de exibir quando enfrentam um adversário do governo. “O aumento de 28 centavos por dia previsto no Orçamento não dá nem para pagar a tinta dessa caneta Montblanc que o senhor está usando”, atacou o petista, denunciando a caneta suíça. “Minha caneta não é Montblanc”, explicou Malan pacientemente. “É uma caneta vagabunda.” Em seguida, girando entre os dedos a pobre esferográfica sem pedigree, Pedro Malan garantiu que o governo aceita qualquer aumento do mínimo, qualquer mesmo, desde que os senhores parlamentares apontem de onde cortar no orçamento para compensar a elevação. Antes que o sol se ponha sobre a transcendental questão da esferográfica, vale a pena lembrar que quem é dono de lanc é o petista que fez a acusação bizarra, sim, ele próprio, Aloizio Mercadante. A caneta de Malan é uma peça de 3 reais, dessas que os hotéis colocam ao lado do telefone. Mercadante ganhou sua Montblanc de presente, mas não a usa. Pelo menos em público. Ele acha que a peça destoa do figurino de quem luta por um mundo mais justo.
Seria muito útil para a saúde econômica brasileira que o PT abandonasse sua fase pueril e estendesse sua ira santa a questões relevantes. O partido que foi aplaudido nas urnas em decorrência da correção moral de seus políticos, muitos dos quais vitoriosos na eleição para prefeito, fica cego à moral contábil quando se trata de votar alguma providência que discipline os gastos públicos. Numa de suas últimas façanhas, o partido recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, um dos mais decisivos instrumentos legais já postos em prática no país com o objetivo de punir a malversação do dinheiro público. A questão central não são os Porsches ou as canetas Montblanc, símbolos de ostentação que eventualmente algum membro do governo se permita possuir. O que interessa à maioria é se os políticos da oposição e do governo estão cuidando do dinheiro público corretamente.
Nas economias mais avançadas, essas questões são tratadas com mais estilo. Ter milionários no governo federal é uma tradição, por exemplo, nos Estados Unidos. E muitos não mudam de hábito apenas porque ocupam uma posição ao lado do presidente. O presidente Dwight Eisenhower gostava tanto de auxiliares ricos que seu ministério era conhecido: um grupo de “oito milionários e um encanador”. O encanador era o ministro do Trabalho, cujo pai era vivo e trabalhava, na verdade, como mestre-de-obras na construção civil. Pelo governo atual do democrata Bill Clinton passaram diversos milionários. O governo de Clinton teve ou tem mais milionários trabalhando para ele como ministros do que os republicanos George Bush e Ronald Reagan. Clinton costuma brincar que não gosta de aparecer em fotos ao lado do seu chefe da Casa Civil, Erskine Bowles, um executivo que chegou a Washington com uma fortuna de 30 milhões de dólares. “Perto dos dele, meus ternos parecem uns trapos”, disse Clinton.
O mais rico dos auxiliares de Clinton foi Robert Rubin, seu secretário do Tesouro, que renunciou ao cargo no final do ano passado. Rubin, hoje um dos vice-presidentes do Citicorp, foi convocado por Clinton quando era sócio da corretora Goldman Sachs. Sua fortuna, calculada em 100 milhões de dólares, ficou congelada por um mecanismo chamado “blind trust”, em que os milionários donos de cargos públicos protegem seus recursos e suas reputações enquanto servem ao governo americano. Por esse mecanismo garante-se que a fortuna não aumente – e também não diminua – durante a temporada em Washington. Rubin odiava burocracia e, no começo de sua gestão, usava seu próprio jato executivo em viagens pessoais e de trabalho. Depois o vendeu, mas passou a pagar do próprio bolso os jatinhos de aluguel que usava em seus deslocamentos. Quando saiu do governo, a crônica social da capital americana registrou a observação de Clinton de que Rubin deixou a economia rica, mas Washington mais triste. “Não vamos mais beber vinhos tão bons”, teria dito Clinton. Quando lhe contaram o comentário do presidente, Rubin disse: “Ele gosta mais dessa piada do que eu”.
http://veja.abril.com.br/251000/p_144.html
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR!!
E para o filho cujo o pai foi assassinado, não vai nada ???
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Contra fatos, não há argumentos !!!
Governo não criou, ele efetivou o BOLSA-CADEIA, para ajudar os “cumpanhêro” que estiverem presos!
PQP, é para isso que nós pagamos impostos?
Para sustentar os VAGABUNDOS do governo.
http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22
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A TABELA ABAIXO FOI TIRADA DO SITE DO GOVERNO
ATENÇÃO PARA AS DATAS DAS PORTARIAS!!!
PERÍODO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL
De 1º/6/2003 a 31/4/2004 R$ 560,81 – Portaria nº 727, de 30/5/2003
De 1º/5/2004 a 30/4/2005 R$ 586,19 – Portaria nº 479, de 7/5/2004
De 1º/5/2005 a 31/3/2006 R$ 623,44 – Portaria nº 822, de 11/5/2005
De 1º/4/2006 a 31/3/2007 R$ 654,61 – Portaria nº 119, de 18/4/2006
De 1º/4/2007 a 29/2/2008 R$ 676,27 – Portaria nº 142, de 11/4/2007
De 1º/3/2008 a 31/1/2009 R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008
A partir de 1º/2/2009 R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009
Este é o jeito PT de governar.
Criar e manter incentivos aos criminosos!!
O grande timoneiro “coroné” LULLA, nem se deu o trabalho de extinguir esta merda !!
PQP, vai roubar assim lá no sindicato!!
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Maioria dos voos com drogas sai da Venezuela, diz colombiano
24 de outubro de 2009
Lula e Chávez – Companheiros facilitadores do narcotráfico, amigos e aduladores das FARC
Reuters, Terra (*)
Por Luis Jaime Acosta
A maioria dos voos ilegais a serviço do narcotráfico com destino aos Estados Unidos e à América Central sai da Venezuela, denunciou nesta sexta-feira o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, abrindo um novo campo de polêmica com o país vizinho.
As declarações de Silva podem reativar o debate sobre a questão entre os dois países, envolvidos em uma crise diplomática que começou a afetar o comércio bilateral.
“O número de carregamentos detectados saindo da Colômbia atualmente é bastante marginal. Infelizmente, a maioria dos carregamentos detectados, que terminam na região de Honduras, como ficou confirmado com esse avião que chegou lá, passa por território venezuelano”, disse Silva a jornalistas.
O ministro se referiu a uma denúncia do governo de facto de Honduras sobre o pouso de um avião cargueiro venezuelano repleto de drogas, no começo desta semana.
“O nosso esforço conseguiu reduzir de maneira significativa o tráfico de drogas por via aérea. Hoje o nosso principal desafio é o tráfico por mar, em lanchas rápidas e em semi-submergíveis. Estamos muito preocupados com a possibilidade de que exista um tráfico livre pelo território venezuelano em direção à América Central”, acrescentou.
Autoridades dos Estados Unidos sustentam que a Venezuela se converteu em um centro de abastecimento de drogas, que são enviadas por via aérea para a América Central e Estados Unidos, assim como a países da África Ocidental, antes de serem transportadas para a Europa.
O governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o mais forte crítico dos EUA na região, acusou recentemente a agência de inteligência da Colômbia de ser um cartel das drogas e de estar implicada em planos para permitir a passagem de cocaína a seu país para depois ser exportada ilegalmente, sem cumplicidade de seu governo.
Chávez anunciou em setembro que estudava derrubar os aviões do narcotráfico que atravessam o espaço aéreo da Venezuela, depois que os Estados Unidos acusaram seu governo de não fazer o suficiente para combater o tráfico.
A crise diplomática entre Colômbia e Venezuela teve origem na decisão do presidente colombiano, Álvaro Uribe, de firmar um acordo que permite a militares dos Estados Unidos usarem sete instalações das Forças Armadas do país para combater o narcotráfico e o terrorismo.
Chávez argumenta que os EUA planejam usar as bases colombianas para executar um plano para invadir a Venezuela e bloquear a revolução bolivariana que realiza em favor dos mais pobres.
(*) Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4059844-EI294,00.html
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Os terroristas do Foro de São Paulo e o assalto ao poder
24 de outubro de 2009
Por Graça Salgueiro (*)
Recebi um convite do David Bor, proprietário de um excelente blog, para aderir à campanha contra a visita do psicopata iraniano Ahmadinej no próximo dia 23 de novembro e imediatamente me engajei. E me engajei por incontáveis motivos, um dos quais – talvez o mais forte – é que não suporto mais ver o nosso país ser abrigo para a escória mais vil do mundo, para terroristas, marginais, assassinos e psicopatas com longas fichas policiais. Minha capacidade de tolerância acabou, meus nervos não agüentam mais ver a afoiteza impune de seres que parecem ter saído do mais profundo das trevas, como zumbis errantes, e o mundo todo demenciado aplaudindo e dizendo “sim, senhor”. Os recentes ataques de que foi vítima o Rio no último final de semana são a mostra viva do motivo de minha intolerância, e ainda há quem ache que isso não tem nada a ver com as FARC e que as FARC não são um problema nosso também. Chega, gente, chega! Basta com a banalização do assassinato de vidas humanas impunemente!
Daqui de onde vivo é um pouco difícil participar de alguma coisa mais efetiva, como manifestações de rua, porque Recife – e Pernambuco – é uma cidade completamente vermelha e apática para esse tipo de coisa. Apesar de termos a primeira sinagoga das Américas e contarmos com uma comunidade judaica expressiva e na qual tenho muitos amigos, nunca vi qualquer movimento deles contra esses delinqüentes. Então, faço meu protesto colocando aqui, desde já e até a data aprazada, a Estrela Amarela, símbolo dos judeus na época do nazismo (de onde tenho antepassados distantes) e também desta campanha. Aproveito para convidar os leitores do Notalatina, judeus e não-judeus amigos de Israel, a aderirem à campanha colocando a Estrela Amarela em seus blogs e sites, ou como sugere o David, imprimindo em tecido para prender à roupa ou ainda como bottons. Vamos mostrar a este governo infame que a nós preocupa sim, envergonha sim, e incomoda muito que o Brasil se alie a um ser abjeto, repugnante, criminoso e indigno de sequer receber um bom-dia.
Mas hoje o dia é mesmo de indignação e perplexidade. Eu não devia mais ter o direito de me surpreender com as atitudes dos comunistas mas a ousadia e perversidade deles é tão grande, que ultrapassa minha capacidade de não me indignar e de questionar se esta gente pertence à mesma espécie nossa. Às vezes, quando fico absorta em meus pensamentos, ou quando estou rezando, pergunto a Deus por que chegamos a este pondo de degradação moral e espiritual, em que ser bom tornou-se ridículo e os modelos a serem seguidos são aqueles cujas fichas policiais estendem-se quilômetros a fio.
Na última edição do Observatorio brasileño, meu blog em espanhol, eu apresentei a ficha policial do candidato à presidência do Uruguai pela Frente Ampla, o terrorista José Mujica que, inacreditavelmente, está liderando as pesquisas para a eleição que ocorre domingo que vem. Como é que pode um povo culto, inteligente, de maioria católica e eminentemente ordeiro, de uma hora para a outra aceitar que um velho decrépito, seboso, imoral, que vive constantemente bêbado e de mau humor, e com um passado de crimes dos quais não parece se arrepender, seja o governante de seu país? Me choca e estarrece que pessoas de bem e que não desejam senão trabalhar em paz e criar seus filhos dentro dos bons costumes se deixe levar como um cordeiro que vai ao abate sem reagir, sem se manifestar contra. São coisas assim que me deixam impressionada e fico me perguntando: o que foi que nós, os do bem, deixamos de fazer eficientemente para que o mal esteja prevalecendo e se alastrando com tanta fúria mundo afora?
Vejam no vídeo abaixo quem foi este elemento peçonhento que admite com toda a serenidade do mundo que roubou carros no tempo em que militou no bando terrorista Tupamaros e a lista de assassinatos que cometeu contra gente inocente. Vejam também com que serenidade as duas irmãs Topolansky, terroristas, uma delas Lucía, hoje senadora, confessam ter participado da reunião que decidiu assassinar o agente policial americano Dan Antony Mitrione, como elas riem contando sobre falsificação de documentos que era a “primeira tarefa” ao ingressar no bando terrorista e os assaltos a banco que fizeram.
E é esta raça de vermes que hoje está no poder no Uruguai, na Argentina, no Brasil. E este verme imundo pertence ao Foro de São Paulo de quem Lula é amigo e diz que o admira pelo seu “passado histórico”!
José Mujica e os Tupamaros – a História verdadeira
Este outro vídeo mostra o terror praticado por Stalin contra os ucranianos no que ficou conhecido como Holodomor, ou a grande fome que matou em torno de 7.000 pessoas de todas as idades. Gente, apesar dessas coisas pavorosas terem acontecido noutros países, insisto que não são ações isoladas e que não têm nada a ver conosco. Têm sim, pois é esta ideologia que estão nos empurrando goela abaixo. Basta que se olhe para o governo que temos hoje, quantos ladrões e assassinos com as mãos manchadas do sangue de inocentes e a candidata governista, para se ter uma idéia de que isto é real e está acontecendo conosco hoje, agora.
A lavagem cerebral que nos fazem há mais de 40 anos mais se assemelha a uma lobotomia, pois poucas são as pessoas que enxergam a manipulação e a mentira, e ainda esboçam alguma reação. Alguns podem achar que exagero, que nem tudo está tão mal assim e que Lula não é o monstro que pinto aqui. Pois bem, recuem no tempo e olhem à sua volta. Só aqui nas Américas do Sul e Central já existem 15 presidente eleitos pelo Foro de São Paulo e ainda há quem diga que isso não é nada demais? Se Mujica ganhar as eleições de domingo – que espero em Deus que os uruguaios usem o bom senso e não permitam isso -, aquele país vai trocar um comunista moderado por um terrorista assassino frio, inculto e mau em essência.
Aqui no Brasil o herético bispo comunista que fez uma patética greve de fome pela não transposição do rio São Francisco, vai erigir uma capela para rezar pelo terrorista Carlos Lamarca e está tendo grande apoio da mídia vermelha. Por outro lado, um bando de psicopatas auto-intitulados “intelectuais”, está promovendo um manifesto em prol dos 40 anos do abate (sim, porque bicho se abate!) de Carlos Marighela e a lista dos assinantes, até onde li, é em sua maioria professores universitários. É assim que esta escória vai transformando a mentira em verdade e os jovens que não viveram aqueles tempos, se não receberem em casa ou por iniciativa própria uma leitura dos FATOS como aconteceram, vão ser os novos cordeirinhos caminhando dóceis para o abate, como uma horda de zumbis manipuláveis.
Assistam aos dois vídeos e mostrem aos seus amigos porque isto é o comunismo em sua verdade revelada, não o que dizem nas propagandas do governo sobre os tais “desaparecidos”. Naquela porcaria que deve ter custado uma fortuna (e os familiares devem ter sido bem pagos para emprestar emoção à mentira), todos são anjos inocentes, “jovens alegres, sonhadores e cheios de vida” mas que empunharam armas e cometeram crimes horrendos, como as irmãs Topolansky do Uruguai e como os que hoje comandam os poderes da nossa nação. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários: G. Salgueiro
(*) Fonte: http://notalatina.blogspot.com/2009/10/os-terroristas-do-foro-de-sao-paulo-e-o.html
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Veja neste blog videos que mostram como os assassinos agem:
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7731&Itemid=141
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Psicopata da política prostituída da América Latrina
Veja:
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7732&Itemid=141
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Entrevista: o papel nefasto da CNBB
24 de outubro de 2009
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7733&Itemid=141
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Sindicatos: O gangsterismo explícito nas entidades de classe
24 de outubro de 2009
“Pra quebrar tudo é mais caro”: De olho no dinheiro do imposto sindical, centrais de trabalhadores contratam capangas armados a 180 reais por cabeça para invadir territórios rivais e “roubar” filiados umas das outras.
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7735&Itemid=141
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Bispos católicos pedem renúncia de líderes corruptos da África
25 de outubro de 2009
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7736&Itemid=141
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Hermana de los Castro revelará secreto familiar
25 de outubro de 2009
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7738&Itemid=141
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Quem é, foi (ou será) o Judas de Lula?
25 de outubro de 2009
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7739&Itemid=141
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ncompetência de Sérgio Cabral preocupa o Comitê Olímpico Internacional
25 de outubro de 2009
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7741&Itemid=141
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Cedeño, um preso político de Chávez. Ou: “alô, senado brasileiro! é preciso ter vergonha na cara!
25 de outubro de 2009
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7742&Itemid=141
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Alto comandante das Farc é morto em operação na Colômbia
26 de outubro de 2009
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7749&Itemid=141
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Só para lembrar esses dois idiotas contratados pelos psdbestas e demoníacos.
BALANÇO BRASIL 2007
O ex-presidente FHC mandou um recado esta semana pela televisão ao Senhor Lula da Silva para que “trabalhasse mais, mentisse menos e não pensasse em terceiro mandato”. Com base em dados publicados pela imprensa, tomo a liberdade de fazer um pequeno balanço comparativo dos 8 anos do governo FHC com 5 anos do governo LULA. Balanços comparativos são previstos na Lei das Sociedades Anônimas (art. 176,
DADOS GOVERNO
F H C/ L U L A
RISCO BRASIL 2.700 PONTOS/ 200 PONTOS
SALÁRIO MÍNIMO 78 DÓLARES/ 210 DÓLARES
DÓLAR R$ 3,00/ R$1,78
DIVIDA FMI NÃO MEXEU/ PAGOU
INDUSTRIA NAVAL NÃO MEXEU/ RECONSTRUIU
UNIVERSIDADES NOVAS NENHUMA/ 10 (2 NA BAHIA)
EXTENSÕES UNIVERSITÁRIAS NENHUMA/ 45 (3 NA BAHIA)
ESCOLAS TÉCNICAS NENHUMA/ 214
VALORES E RESERVAS DO 185 BILHÕES DE DÓLARES 160 BILHÕES DE TESOURO NACIONAL NEGATIVOS DÓLARES POSITIVOS
CRÉDITOS PARA O POVO – PIB 14% 34%
ESTRADAS DE FERRO NENHUMA/ 03 (EM ANDAMENTO)
ESTRADAS RODOVIÁRIAS 90% DANIFICADAS 70% RECUPE RADAS INDUSTRIA AUTOMOBILIÍSTICA EM BAIXA 20% EM ALTA 30%
CRISES INTERNACIONAIS 04 ARRASANDO O PAÍS NENHUMA PELAS RESERVAS ACUMULADAS CÂMBIO FIXO: ESTOURANDO O FLUTUTANTE: COM TESOURO NACIONAL LIGEIRAS INTERVENÇÕES
DO BACEN
TAXA DE JUROS SELIC 27%/ 11%
MOBILIDADE SOCIAL 2 MILHÕES DE PESSOAS/ 23 MILHÕES DE
SAÍRAM DA LINHA DE PESSOAS SAÍRAM DA
POBREZA LINHA DE POBREZA
EMPREGOS 780 MIL/ EMPREGOS 11 MILHÕES DE
EMPREGOS
INVESTIMENTOS EM
INFRAESTRURA NENHUM /504 BILHÕES DE REAIS
PREVISTOS ATÉ 2010
POLICIA FEDERAL 80 PRISÕES/ 2.750 PRISÕES
ROMBO NO ESTADO BRASILEIRO 30 BILHÕES (ou mais)/ 200 MILHÕES PELOS DE REAIS NAS MENSALEIROS
PRIVATIZAÇÕES
MERCADO INTERNACIONAL SEM CRÉDITO INVESTIMENT GREAT
ECONOMIA INTERNA ESTAGNAÇÃO TOTAL, INCLUSÃO DE
COM DESINFLAÇÃO CONSUMIDORES E INERCIAL SURGIMENTO DE INVESTIDORES
REFORMAS POLITICA, NENHUMA NENHUMA
ADMINISTRATIVA, TRIBUTÁRIA
Obs.: O Presidente e mais alguns aliados, conseguiram ainda dois dos maiores Eventos
Esportivos do planeta, ou seja, o Campeonato Mundial de Futebol 2014 e os Jogos Olímpicos para 2016… Tudo isso, deverá gerar Investimentos da ordem de U$ 70 bilhões, ainda a Geração de Emprego e Renda cerca de 2 milhões de novos empregos.
Tirem suas conclusões? Um abraço cordial e até a próxima.
Paulo Pires
(*) Professor UESB-FAINOR
manoel rodrigues, ou você é um idiota completo ou você não sabe nada da nossa histórica econômica recente.
Energumeno há remédio, mas burrice não.
Se for mais um pelego deste estado falido, hipócrita, corruPto, bandido e “abaixa-calcinha”, então fique com seus pares de excrementos, mas se não for, ainda da tempo de abrir sua cabeçinha de azeitona.
obs. não sou psdbista e democratas, portanto não venha com essa polarização ridícula e obtusa.
manoel rodrigues
Estressadinho ele não?…kkkkk
E diz que não é TucaDemo..kkk
Eles tem “marca registrada”, os xingamentos de praxe.Na próxima compare o governo Lula com Abraham Lincoln, fica mais parecido, pois comparar com FHCia já virou covardia…kkkkkkkkkkkkk.
Mas antes explica para ele quem foi Abraham Lincoln
É porisso que eu repito sempre a mesma lista de escândalos, como a que está abaixo:
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Escândalos de Corrupção no Governo Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) desde 2003
01. Caso Pinheiro Landim
02. Caso Celso Daniel
03. Caso Toninho do PT
04. Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
05. Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
06. CPI do Banestado
07. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
08. Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
09. Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula
10. Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
11. Irregularidades do Fome Zero
12. Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
13. Escândalo do Ministério do Trabalho
14. Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
15. Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
16. Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
17. Operação Anaconda
18. Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
19. Caso José Eduardo Dutra
20. Escândalo dos Frangos (em Roraima)
21. Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
22. Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
23. Expulsão dos Políticos do PT
24. Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Waldomiro Diniz)
25. Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
26. Escândalo da ONG Ágora
27. Escândalo dos Copos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
28. Caso Henrique Meirelles
29. Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
30. Caso Cássio Caseb
31. Caso Kroll
32. Conselho Federal de Jornalismo
33. Escândalo dos Vampiros
34. Escândalo das Fotos de Herzog
35. Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
36. Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
37. Caso Antônio Celso Cipriani
38. Irregularidades na Bolsa-Escola
39. Caso Flamarion Portela
40. Irregularidades na Bolsa-Família
41. Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
42. Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
43. Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
44. Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
45. Escândalo do IRB
46. Escândalo da Novadata
47. Escândalo da Usina de Itaipu
48. Escândalo das Furnas
49. Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
50. Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
51. Escândalo da Secom
52. Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
53. Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
54. Escândalo da CPEM
55. Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
56. Caso Marka/FonteCindam
57. Escândalo dos Dólares na Cueca
58. Escândalo do Banco Santos
59. Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
60. Escândalo da Interbrazil
61. Caso Toninho da Barcelona
62. Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
63. Caso dos Dólares de Cuba
64. Doação de Terninhos da Marísa da Silva (esposa do presidente Lula)
65. Escândalo da Nossa Caixa
66. Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
67. Escândalo das Cartilhas do PT
68. Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
69. Escândalo do Proer
70. Escândalo do Sivam
71. Escândalo dos Fundos de Pensão
72. Escândalo dos Grampos na Abin
73. Escândalo do Foro de São Paulo
74. Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
75. Escândalo do Mensalinho
76. Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
77. Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
78. Crise da VarigEscândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
79. Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
80. CPI da Imigração Ilegal
81. CPI do Tráfico de Armas
82. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
83. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
84. Operação Confraria
85. Operação Dominó
86. Operação Saúva
87. Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
88. Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
89. Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
90. Escândalo dos Grampos no TSE
91. Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula – petistas pegos com malas de dinheiro para compra de um dossiê falso para incriminar José Serra, atual Governador de SP)
92. ONG Unitrabalho
93. Escândalo da Renascer em Cristo
94. CPI das ONGs
95. Operação Testamento
96. CPI do Apagão Aéreo
97. Operação Hurricane
98. Operação Navalha
99. Operação Xeque-mate (envolvendo o irmão do presidente Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, indiciado por tráfico de influência e o compadre do presidente Dario Morelli Filho, denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica)
100. Escândalo no Senado (envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB, por falta de decoro parlamentar).
Computando 2008 e 2009, atingimos o inacreditável n° de 178 escândalos (fora os não publicados). E o MST?
O Joseph Goebbels de Sete lagoas amanheceu com toda corda. Continuando assim, dentro de 5 anos ele convence alguem, o filho talvez, pra servir o pai…kkkkkkkkkkk
A democracia volta a Honduras. Vitória da diplomacia brasileira
30/outubro/2009 9:06
A diplomacia do Brasil salvou Zelaya e a democracia em Honduras
Saiu na Folhaonline (*):
Zelaya e Micheletti chegam a um acordo em Honduras
Do UOL Notícias
Em São Paulo*
Sob pressão internacional, a comissão de diálogo do presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, assinou nesta quinta-feira (sexta-feira no Brasil) um acordo com os representantes do presidente deposto, Manuel Zelaya, para dar ao Congresso a tarefa de decidir sobre a restituição do líder, destituído por um golpe militar há quatro meses.
O governo golpista de Honduras perdeu.
Perderam o PiG(**) brasileiro e o PiG (**) de Honduras.
Perdeu o Zé Pedágio, que disse que o Brasil tinha feita uma “trapalhada” em Honduras
Perderam os ministros da relações exteriores da GloboNews, embaixadores aposentados, pagos pelo contribuinte brasileiro, que vão para a televisão falar mal do Brasil.
O governo golpista de Honduras – reconhecido pelo PiG(**) brasileiro e repudiado pelo mundo inteiro – cedeu.
E vai se submeter a uma decisão do Congresso.
Ou seja, o Congresso decide sobre a sorte de Zelaya.
E as eleições presidenciais de novembro valem.
O golpe perdeu para a democracia.
E isso só foi possível porque a diplomacia brasileira deu abrigo a Zelaya e criou um fato político incontornável: o golpe tinha que ceder.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
É isso aí… Lula/Amorim de um lado e Obama/Hillary de outro. O apoio dos E.U.A. para o fim do conflito só foi possível pq a diplomacia brasileira permaneceu irredutível no seu apoio à democracia e ao Estado de direito. Se fóssemos “frouxos” o PIG iria nos acusar de genocídio em Honduras. Parabéns à diplomacia brasileira e ao nosso Presidente por mais uma vitória da democracia.
A melhor notícia do dia.
Resumindo. O PIG deu bom-dia a cavalo.
O povo de Honduras foi valente, guerreiro e defendeu sua soberania, todos os comentários do PIG daquela revista ultrapassada decadente cairam junto com o golpe.
Se me permitem, creio ser chegada a hora de nós, agora, dizermos:
“Por que no te calas, Goebbels?!”
A democracia destruiu o golpe. Mas o episódio valeu para golpistas saudosos, sobretudo os nativos, que relembraram a ditabranda brasileira.
Mas fica a pergunta: será que o Serra vai se retratar da “trapalhada” ?
A globo vai pedir restituição do que pagou aos “embaixadores” brasileiros ?
A veja vai fazer matéria de capa ?
E agora, PiG ? Será que existe salvação para você ?
Só para não esquecer: Bye Bye Serra 2010.
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Onde houver nomes como:
Tucanalha, PIG, Tucademos, Zé Pedágio, fernandinos, lacerdentos, e outros ataques imbecis à oposiçao, independente do nome que estiver acima escrito, pode ter certeza…
…foram inventados pelo petralha “brasileiro acima de tudo”.
Ele vive sózinho inventando nomes falsos porque o molusco está “sem caixa” para pagar mais petralhas.
Disse: Zé Serrote
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Nueva foto de Fidel Castro; se reúne con Frei Betto
26 de outubro de 2009
Um lamentável sacerdote que mancha sua biografia ao louvar o carrasco sanguinolento que escraviza a liberdade e a mente de um povo admirável e alegre que não tem meios de se libertar da cinquentenária escravidão de uma ditadura. Sem dúvida, um dia, celebrará a missa de sétimo dia do seu
amigo anticristo. (Brasil acima de tudo)
Por Associated Press, El Nuevo Herald
LA HABANA
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7747&Itemid=141
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Drogas – o pacto com o demônio
27 de outubro de 2009
Por Reinaldo Azevedo (*)
As drogas estão se tornando um flagelo no país. Sob o olhar cúmplice das autoridades brasileiras. Mais do que isso: há uma cultura de tolerância com o consumo — e, por conseqüência, com o tráfico. Quem cheira mata! No Ministério da Justiça, há um estudo, que deve se converter num projeto de lei assinado por um deputado do PT, que tira da cadeia o chamado “pequeno traficante”. Um ministro de Estado, Carlos Minc, não só participou de uma tal “Marcha da Maconha” como subiu num palco e discursou em defesa da descriminação das drogas num ambiente visivelmente relaxado, descontraído… O vídeo está publicado acima. Um ministro de estado é a representação do presidente da República. Minc continuou ministro.
No Rio, fica evidente que o narcotráfico domina vastos territórios, onde a polícia não entra a não ser em operações que lembram ações de guerra. O Complexo do Alemão — que chamo “Complexo da Ideologia Alemã — não recebe a visita da Polícia há 13 meses para não atrasar as obras do PAC… O narcotráfico, como deixarei claro aqui nos próximos dias, desenvolveu até uma estética, que se confunde com uma ética, que chegou à industria do entretenimento: o funk. “O que o funk tem com isso, Reinaldo?” Ok. Tentar combater o mal exaltando os seus valores e sua visão de mundo é perda de tempo. Muitas ONGs, todo mundo sabe, mas ninguém diz, se tornaram fachadas legais do poder paralelo do tráfico. Estamos começando a colher os efeitos da incúria, da irresponsabilidade, do erro de análise e da ideologização do crime.
A droga é, sem dúvida, um flagelo. A maioria dos brasileiros acompanhou a história terrível de Bárbara, uma jovem de 18 anos, assassinada pelo namorado, Bruno Prôa, de 26, que havia acabado de consumir crack. Foi o próprio pai do rapaz, Luiz Fernando, quem chamou a polícia. Numa carta ao jornal O Globo e, ontem, no Jornal Nacional, ele reclamou da impossibilidade de se internar, contra a vontade, um viciado em drogas. A lei que força a internação existe, mas todos sabem que não é aplicada.
O Jornal Nacional resolveu debater o assunto com dois especialistas: o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, considerado uma das maiores autoridades sobre o assunto no país, e Pedro Gabriel Delgado, coordenador da área de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Basta assistir à entrevista de ambos para se contatar que Laranjeira tem razão: “Essa lei não é seguida aqui no Brasil. O sistema público de saúde não tolera esse tipo de atitude. Então acaba desassistindo uma parte da população. O crack é uma doença grave, em que é preciso uma série de recursos, inclusive a internação involuntária, em que as pessoas que não têm recursos no Brasil estão sendo privadas de receber o tratamento necessário para essa doença tão incapacitante.“
O representante do Ministério da Saúde tentou contestá-lo sem sucesso e só evidenciou que é mesmo impossível internar, contra a vontade, um drogado que esteja fora do controle. Sem ter saída, o valente se aproveitou do fato de Laranjeira ser de São Paulo e fez o quê? Ora, política!!! Atacou o sistema de saúde paulista, como se isso estivesse em debate. É com gente assim que o Brasil está lidando. Isso explica por que chegamos aqui. As reportagens do Jornal Nacional estão aqui e aqui.
O país brinca com fogo. Seja num drama quase privado, uma tragédia que colhe de modo avassalador duas famílias — mas que representam milhares —, seja no episódio do abate do helicóptero e das mais de 40 mortes do Rio, estamos constatado a falência do… Não! Estamos constatando a inexistência de políticas oficiais que cuide do assunto, que abrange, como se nota, várias áreas: da segurança pública à saúde mental. E as falácias vão se acumulando.
Imaginar que se possa combater o grande tráfico de drogas sem combater o consumo e os pequenos traficantes é dessas bobagens que vão se tornando influentes apenas porque ganham uma roupagem de “progressismo”. A tese prospera não porque comprovadamente eficiente, mas porque parece apelar a um senso de Justiça superior, que as pessoas comuns não alcançariam. Imaginar que se pode descriminar a maconha, por exemplo, mas manter na ilegalidade as demias drogas, é outra dessas vigarices influentes que adquirem ares de fina sapiência. Considerar que a política de redução danos — que levaria a um consumo mais “responsável” das drogas, com um manual de instrução — substitui a política de repressão é outra dessas vigarices que tentam ser convincentes. Lembro-me do embate aqui com um grupo que dizia defender tal procedimento no consumo de ecstasy. Raramente li tanta bobagem. Naqueles dias, o professor Laranjeira foi um dos que se colocaram ao lado deste blogueiro na censura a certas considerações que eram nada menos do que apologia das drogas — sob o pretexto de combatê-las.
Estudos demonstram, por exemplo, que boa parte dos moradores de rua de São Paulo — e isso deve ser verdade em todas as grandes cidades — são doentes mentais. Em alguns casos, a doença é efeito da droga; em outro, os males se conjugaram. Não há local para recolher e tratar essas pessoas ainda que a Prefeitura se dispusesse a tirá-las das ruas. Ao contrário: aqui em São Paulo, certa Escatologia da Libertação, cobrindo o rabo da capeta com a batina, advoga justamente o contrário: o “direito” que essas pessoas teriam de morar nas ruas. ONGs chegam ao requinte de distribuir cachimbos para o consumo de crack e um kit com seringa, água esterilizada e outros apetrechos para o uso de drogas injetáveis. Só falta fornecer mesmo a droga. A suposição, sempre, é a de que, já que o consumo é inevitável, que seja feito de maneira segura. Iniciativas como essas costumam contar com ajuda oficial.
Entenderam a perversidade da coisa? Já que o Estado brasileiro não pode estatizar a segurança e o combate às drogas, então ele, na pratica, estatiza o drogado, a doença. Não deriva o Bem do Mal. Não há hipótese. Cedo ou tarde, o que se supõe um Bem, derivado do Mal, vai cobrar o seu preço. Estamos começando a pagá-lo agora. Os anos todos de tolerância com a cultura da droga já corroeram também as instituições.
A tolerância com o estado paralelo da droga e os flertes com a sua “cultura alternativa” não poderiam dar em outra coisa. Diante do crime, há duas alternativas: combatê-lo ou fazer com ele o pacto que o demônio costuma fazer com seus eternos subordinados. O Brasil tem escolhido reiteradamente o rabudo.
Mas Dilma disse que outros bairros ainda ficarão com inveja do Complexo do Alemão, lá onde a polícia não entra e onde o presidente, FB, nem precisa de eleição.
PS: Publiquei, à época, o tal vídeo com Carlos Minc. Mas acho que ele merece circular de novo como evidência da miséria intelectual, ética e moral que tomou conta do Brasil também nessa área. Quem não entender o que isso tem a ver com o helicóptero abatido e com a tragédia da jovem Bárbara não tem o que fazer neste blog. E peço moderação nos comentários, por razões óbvias.
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7751&Itemid=141
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Complô comunista latente contra a Colômbia PDF Imprimir E-mail
27 de outubro de 2009
Por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido (*)
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AGORA, TEM QUE CASAR!
Quase no fim de uma entrevista coletiva, um repórter fez a seguinte pergunta aos três políticos presentes:
– Senhores, se vocês fossem solteiros, com quem os senhores gostariam de se casar?
O primeiro a responder foi Antony Garotinho:
– Eu me casaria com a Gisele Bundchen, a mulher mais bonita do Brasil!!!
Então, um bêbado, lá no fundo, batendo palmas, grita:
– Isso mesmo, muito bom, casou pela beleza, é isso aí, muito bom!!!
Logo após, o Governador Geraldo Alckimin deu a sua resposta:
– Eu me casaria com a Lu, pois eu a amo e ela me ama!!!
O bêbado, mais uma vez :
– Muito bem, é isso ai, casou por amor, valeu!!!… Muito bom!!!
E então, o Presidente Lula, demagogo como sempre, deu a sua resposta:
– Eu me casaria com o Brasil, meu coração pertence ao país!!
O bêbado, aprontando um baita estardalhaço, respondeu lá de trás:
– É isso aí, muito bom, isso que é homem honrado: Fudeu, tem que casar..!!
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Contagem regressiva:
Faltam 330 dias para o Brasil se tornar um País sério!!!
Serra vem aí!!!
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Lula…que desconfia de…
Dilma…que desconfia de…
Zé Dirceu…que desconfia de…
Marco Aurélio Top-Top…que desconfia de…
Mercadante…que desconfia de…
Franklin Martins…que desconfia de…
Emir Sader…que desconfia de…
Paulo Henrique Amorim…que desconfia de…
“brasileiro acima de tudo”…que confia em todos…
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Último furo:
Tive acesso, através de um informante de Brasília, de como se pagam os serviços de petralhas que postam neste blog.
Funciona através de repasses de um pseudo jornalista da máfia petista, através de “recursos não-contabilizados” da era delubiana.
Os serviços são pagos por produtividade no valor de R$ 1,00 por mentira ou elogio postado.
Agora temos o mensalinho do bolsa-petralha pagos com nosso dinheiro de impostos.
O molusco como bandido-chefe se mostra insuperável.
“Nunca nestepaiz se viu um brasileiro mais antiético do que eu”
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Irmã de Fidel colaborou com a CIA contra o regime
27 de outubro de 2009
BBC Brasil (*)
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7750&Itemid=141
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Planalto manterá repasse de verba a entidades do MST, apesar da CPI
28 de outubro de 2009
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7761&Itemid=141
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O acordo entre as FARC e bandidos mancomunados com o PT têm convênio:
Os narcotraficantes trocam as armas e drogas que mandam para o Brasil por carros roubados e dinheiro lavado por petistas aqui. Negócio que existe desde o ano 2000.
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Meu pato!!!!
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Sigilosos e cada vez mais altos
28 de outubro de 2009
Diário de Pernambuco (*)
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7757&Itemid=141
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Quanto será que o psdbosta estará pagando a esse luiz “lacerdento udenista” gonzaga do além?
Porque só dá ele e o filho do roberto campos, um tal de fred campos (outro udenista lacerdento) para defender fhCIA.
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Meu pato!!!!!
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Enviado por Ricardo Noblat -
31.10.2009
| 5h22m
deu na folha de s.paulo
Estatal paga R$ 1 mi por defesa de acusados
Diretor e ex-diretores da Eletrobrás foram denunciados por desvio de recursos públicos enquanto ocupavam cargo na companhia
Empresa, que contratou escritório particular apesar de ter quadro de advogados, alega respaldo em estatuto para justificar o pagamento
A Eletrobrás pagou R$ 1 milhão pela defesa de um diretor e dois ex-diretores acusados pelo Ministério Público Federal de usar seus cargos na estatal para desviar verbas públicas.
Eles foram investigados pela Polícia Federal na Operação Navalha e denunciados pelo Ministério Público, em 2008, sob a acusação de praticar os crimes de quadrilha, desvio de recursos, gestão fraudulenta e participação em esquema de fraudes a licitações.
A Eletrobrás alega que o pagamento está respaldado pelo seu estatuto. A garantia aos “dirigentes e conselheiros”, disposta no artigo 29, porém, é condicionada. Só existirá nos casos em que “não houver incompatibilidade com os interesses da sociedade”.
Apesar disso e de ter um quadro próprio de advogados, a empresa contratou o escritório Nélio Machado Advogados, com dispensa de licitação, em 24 de julho do ano passado para fazer a defesa do diretor Valter Luiz Cardeal de Souza e dos ex-diretores José Drumond Saraiva (então diretor financeiro) e Aloisio Vasconcelos Novais (que na época da denúncia era o presidente).
Dos acusados, Valter Luiz Cardeal de Souza é o único que continua na Eletrobrás como diretor de Planejamento e Engenharia, embora o Ministério Público tenha defendido “o afastamento dos denunciados ocupantes de cargos públicos”.
Ele foi denunciado por quadrilha, gestão fraudulenta e por desvio de recursos em três ocorrências diferentes. No mercado, é tido como homem de confiança da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Foi um dos convidados para o casamento da filha dela.
De acordo com o Ministério Público, o engenheiro gaúcho teria usado o cargo para autorizar mudanças em contrato da Cepisa (companhia energética do Piauí) com a Eletrobrás para a execução do programa Luz para Todos. A beneficiada teria sido a empreiteira Gautama, pivô do esquema descoberto pela Operação Navalha.
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FRASE DO DIA
“Eu lamento que Lula saia e sei que no Brasil muitos também lamentam. Deixo a pergunta no ar: por que um presidente que está bem e tem 80% de popularidade tem que sair?”
Hugo Chávez, presidente da Venezuela
Zé Serrote responde: Porque aqui não é teu quintal, psicopata!
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Onde houver nomes como:
Tucanalha, PIG, Tucademos, Zé Pedágio, fhCIA, fernandinos, lacerdentos, e outros ataques imbecis à oposiçao, independente do nome que estiver acima escrito, pode ter certeza…
…foram inventados pelo petralha “brasileiro acima de tudo”.
Ele vive sózinho inventando nomes falsos porque o molusco está “sem caixa” para pagar mais petralhas.
Disse: Zé Serrote
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Enviado por Ricardo Noblat -
31.10.2009
| 8h03m
Deu na Veja
A reconstrução da ministra
O governo e os marqueteiros moldam o novo perfil de Dilma Rousseff a ser apresentado aos eleitores: mineira, simpática, afável, de discurso simples e antenada com temas ambientais
De Otávio Cabral e Alexandre Oltramari:
Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado.
A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação. Nos sete anos de ministério, Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no trato com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar.
Parecem problemas intransponíveis para quem deseja enfrentar com a mínima possibilidade de êxito uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. A metamorfose já mostra os primeiros sinais.
Na semana passada, durante a inauguração dos estúdios de uma emissora de TV, Dilma brincou de atriz com o presidente Lula, que manejava uma câmera. Depois, em um jantar com parlamentares do PP, fez questão de ir à cozinha cumprimentar os funcionários da casa. Em outro evento, em São Paulo, abraçou e beijou catadores de lixo que participavam de uma feira de reciclagem.
Por fim, a ministra, que nunca teve muita afinidade com questões ambientais, tem revelado inédita preocupação ecológica, a ponto de ser nomeada para chefiar a delegação brasileira que vai participar de uma conferência da ONU sobre o clima.
“Dilma está mais simpática, mais sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha”, afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com correligionários do governador Eduardo Campos (PSB-PE) e, na chegada, cumprimentou apenas as autoridades presentes à mesa. Foi, depois, advertida pela falha.
“Dá para perceber que é difícil para ela cumprir esse papel de candidata, mas ela tem se esforçado.” Os discursos e as opiniões da ministra também passaram a seguir um roteiro preestabelecido. Os discursos devem ser simples e carregados de metáforas de fácil entendimento, como os do presidente Lula. As opiniões emitidas sobre os temas de governo e de campanha também não podem divergir das defendidas pelo presidente.
Nos últimos dias, Dilma foi criticada por estar antecipando a campanha eleitoral, o que é ilegal. Indagada sobre o assunto, a ministra se disse vítima de preconceito pelo fato de ser mulher. Ninguém entendeu o que uma coisa tem a ver com a outra, mas Dilma conseguiu, ao menos momentaneamente, safar-se da polêmica – exatamente como foi ensaiado com sua equipe de campanha, integrada por políticos, publicitários e jornalistas.
A ministra se reúne uma vez por semana com o “estado-maior” de sua campanha, como é chamado o grupo do qual fazem parte os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o deputado Antonio Palocci, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o marqueteiro João Santana.
Nesses encontros são discutidos os temas que serão abordados pela candidata-ministra e como ela deve tratá-los em suas aparições. Também são definidos a agenda de viagens e pontos da estratégia política da campanha. Nos fins de semana, Dilma reserva um dia, às vezes o sábado, às vezes o domingo, para se dedicar integralmente ao treinamento e à preparação da “candidata ideal”.
Ao lado de João Santana e de sua equipe de marqueteiros, a ministra é submetida a sessões de entrevistas, debates simulados e pronunciamento para programas de TV. A postura, o tom de voz, o modo de encarar as câmeras e até a melhor roupa para cada ocasião são experimentados à exaustão. “Esse treinamento é normal para todo candidato em campanha.
No caso da Dilma, porém, isso precisa ser intensificado porque ela não tem nenhuma experiência eleitoral. Estamos saindo do zero, fabricando um candidato”, explica um dos envolvidos na operação.
Em breve, o perfil de Dilma Rousseff ganhará o reforço de um detalhe desconhecido pela maioria dos eleitores. A ministra terá enfatizada sua condição de “candidata mineira”. Dilma nasceu em Belo Horizonte, em 1947, e estudou nos tradicionais colégios Sion e Estadual Central. Sua mãe cresceu em uma fazenda na região de Uberaba e seu pai trabalhou na siderúrgica Mannesmann, tradicional empresa no estado.
Em Minas Gerais, ela atuou em grupos de oposição à ditadura e acabou presa. Essa origem, porém, é pouco conhecida, pois sua carreira pública foi, na verdade, construída no Rio Grande do Sul, para onde se mudou após deixar a prisão.
Pela estratégia montada, Dilma será apresentada como a alternativa para Minas voltar a ter um presidente da República depois de quinze anos. O último foi Itamar Franco. Os auxiliares da ministra avaliam que, caso o governador paulista José Serra seja confirmado como candidato da oposição, ela pode atrair os votos dos eleitores mineiros, desde, é claro, que enxerguem nela uma legítima representante do estado.
A estratégia da ministra também passa pelo mundo virtual. Na semana passada, o PT inaugurou seu novo site, orçado em 600 000 reais, que terá canais de áudio e vídeo para ajudar a alavancar a candidatura de Dilma. Pelo site, também será possível arrecadar recursos a partir do início oficial da campanha, em julho. Extraoficialmente, porém, a máquina petista tem um raio de ação muito mais abrangente.
Em abril passado, uma ficha criminal falsificada que relatava a participação da ministra em ações armadas contra o regime militar infestou a rede. O episódio levou os estrategistas de Dilma a importar o marqueteiro Ben Self, responsável pela parte digital da campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Contratado por João Santana, Self esteve no Brasil duas vezes nos últimos cinco meses. Ele se reuniu com os coordenadores da campanha da ministra e sugeriu planos para reagir a esses tipos de ataque.
Bogueiros e internautas estão sendo arregimentados para inundar as chamadas redes sociais com mensagens de apoio a Dilma e com ataques aos adversários. O trabalho custa entre 50 000 e 120 000 reais por mês e é realizado por empresas especializadas.
“Tudo precisa ser clandestino. A força desse tipo de campanha é justamente a aparente espontaneidade das manifestações”, disse a VEJA um especialista da área. Oficialmente, nenhum político admite o envolvimento com seus fãs e detratores do mundo digital.
Não há exemplo na democracia brasileira de um candidato “fabricado em laboratório” que tenha se tornado presidente. Antes da ditadura, não havia campanha eleitoral de massa, com TV e rádio. Por isso imperavam os grandes líderes políticos, capazes de costurar o apoio das lideranças regionais.
Desde a redemocratização, todos os candidatos competitivos tinham biografia política significativa. Mesmo os políticos mais próximos de Lula consideram essa metamorfose uma incógnita.
Diz Gaudêncio Torquato, professor de marketing eleitoral da USP: “Todo candidato tem sua identidade, representada pelo caráter, personalidade e estilo. E há a imagem, projetada pelos publicitários, para que ela se torne mais palatável aos eleitores. Se essa imagem for muito diferente da identidade, há o risco de o candidato parecer falso e artificial ao eleitor, afugentando seu voto”.
Diz Zé Serrote: A terrorista está virando a Branca de Neve.
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29/10/2009 – 17:22
Delúbio Soares diz que camadas reacionárias têm preconceito contra governo Lula
Folha Online
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares publicou artigo nesta quinta-feira em seu blog no qual afirma que as “camadas reacionárias” e os setores mais antipopulares têm preconceito do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o ex-líder petista, esses setores da sociedade aceitaram a chegada do PT ao poder mas “jamais perdoarão” o desempenho, a popularidade e a competência de um presidente que sabe conviver com adversários.
“Muito do preconceito e das críticas ao governo de Lula e do PT e seus aliados da base de sustentação, decorre da constatação de que a convivência civilizada, a permanente negociação política, a conhecida disposição de diálogo e a ausência de qualquer radicalismo por parte de Lula e seu governo”, disse Delúbio no blog.
No artigo, Delúbio enaltece as qualidades de Lula e ressalta que o presidente pratica “com afinco” o jogo democrático, mas não abre mão de seus compromissos “mais sagrados” de dar atenção especial aos mais necessitados.
Delúbio foi expulso do PT 2005, quando surgiram as denúncias do suposto esquema de mensalão –suposto esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada. Ele é um dos réus do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal).
Nos últimos meses, Delúbio tentou retornar à política e ao PT para concorrer a deputado federal ou estadual por Goiás. Mas não se filiou a nenhum partido até o início deste mês e, por isso, não poderá concorrer a nenhum cargo em 2010.
Zé Serrote mostra a lista dos mais necessitados:
-A terrorista Dilma Estela
-Renan Calheiros (PMDB-AL)
-Romero Jucá (PMDB-RR)
-Roseana Sarney (PMDB-AP)
-Waldir Raupp (PMDB-RO)
-Eduardo Suplicy (PT-SP)
-Inácio Arruda (PCdoB-CE)
-José Sarney (PMDB-AP)
-Fernando Collor (PMDB-AL)
-Paulo Maluf (PP-SP)
…e os petralhas contratados deste blog.
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U BÃO BRASILERO (CORDEL POPULAR)
U muluscu qué fazê
Du Brasí Vinizuela
Máiz num vai acuntecê
Essa póbi isparrela
Us povu tá tudu isperto
I u Serra vem aí
A caguidata da Dirma
Cum certeza num si afirma
I u truque vai aluí
U Serra vem pra ficá
Eli é um hómi bão
Prá sê nossu prisidente
Prá cunsertá a Nassão
Anssina: Zé Serrote o pueta do Serrão
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Com a bênção do pré-sal
Despesas públicas // Projeto do governo cria 21.507 cargos para a Marinha. Uma das justificativas é a defesa das plataformas de petróleo, mas oposição critica
Daniela Lima // danielalima.df@dabr.com.br
A Marinha entrou na lista de agraciados com a expansão de quadros no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Projeto de lei encaminhado pelo Executivo ao Congresso cria 21.507 cargos para a Força, passando o efetivo de 59 mil para 80.507 militares. Sem previsão orçamentária específica, a proposta – que começaria a ser implementada em 2010 – está criando polêmica. Entre as justificativas apontadas no projeto para o reforço no efetivo está a exigência de maior presença naval nas águas para a defesa das plataformas de exploração de petróleo no mar, “pela perspectiva de início da exploração dos campos do pré-sal”.
Os militares têm se movimentado para garantir a aprovação do aumento dos cargos ainda este ano. A pressão fez com que o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) solicitasse um parecer técnico à Consultoria de Orçamento e Finanças da Câmara sobre a viabilidade da proposta. A nota evidenciou falha que se tornou comum nos projetos que tem essa finalidade: a faltade previsão orçamentária. “Já estão gastando por conta do pré-sal, como se houvesse a garantia de que ele representará uma imensa fortuna para o país”, comentou Madeira, sobre o projeto.
A Constituição diz que o aumento de cargos ou salários só poderá ocorrer quando contar com destinação prévia de recursos. O Orçamento da União para 2010 não está fechado. O projeto de lei que irá estipular os gastos para o próximo ano ainda está em tramitação – sequer o relatório preliminar foi apreciado. “O PL 5916/2009 (número da proposta) não cumpre o determinado pelo texto constitucional”, diz o documento, explicando depois que a exigência que consta na norma só poderia ser cumprida se, no orçamento aprovado para o ano que vem, houvesse garantia de recursos para a ampliação dos quadros da Marinha.
Diante do impasse entre a necessidade do governo e a Constituição, os parlamentares buscam uma solução. “Vejo com boa vontade o projeto, porque sei que entre os militares ninguém vai nomear dirigente partidário. Mas temos que ver se é possível encontrar uma solução para isso. Infelizmente a lei é burlada, a começar pelo Executivo e pelo próprio Congresso”, criticou Madeira.
A Marinha garante que os 21,5 mil cargos seriam preenchidos ao longo de 20 anos, e que o reforço é necessário diante do aumento de atribuições. A Força também argumenta que não houve crescimento significativo do efetivo nas últimas quatro décadas – 8,6% em média, ao ano. “Com a aprovação será dado início a obtenção desse pessoal, possivelmente a partir do próximo ano, quando serão abertas, em média, 218 vagas para oficiais e 771 para praças, por ano”, informou a Marinha ao Correio.
O projeto estipula a criação, ao todo de 3.507 oficiais e 18.000 praças. A expectativa do governo, com a implementação gradual dos quadros é um impacto, nos três primeiros anos, de R$ 27.9 milhões em 2010, R$ 72.1 milhões em 2011 e R$ 118.5 milhões em 2012.
Administração – A criação de cargos na estrutura da administração pública federal é alvo de constantes críticas da oposição. Segundo estudos do deputado Arnaldo Madeira, desde o início do governo Lula foram criados cerca de 214 mil cargos. Como o discurso de que a estrutura está inchada não cola no eleitorado, os oposicionistas decidiram colocar na ponta do lápis a qualidade da gestão desses cargos no governo. “Vou apresentar requerimento para saber quanto desses cargos foram preenchidos. O governo diz que criou quadros para universidades, mas sabemos que, apenas entre esses, 30 mil ainda estão vagos”, afirmou Madeira. O governo se defende. Diz que não está promovendo o aparelhamento da máquina, mas sim investindo na qualidade da administração pública federal.
Zé Serrote o pueta do Serrão explica:
Essa é uma tática diversionista usada por Hitler na Alemanha. A lógica é a seguinte: plante um benefício para uma instituição, mesmo que não tenha consistência real, e você a dividirá criando duas facções que entram em conflito (os contra e os a favor). Aí você entra como benfeitor e pacificador. Enquanto os outros brigam você reina tranquilo. Entenderam?
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PAC-2009: de R$ 27 bi, só R$ 3,8 bi foram liberados
Folha
Visto do alto dos pa©mícios que Lula e Dilma Rousseff realizam dia sim outro também, o PAC é um sucesso.
Tomado pelos números da execução orçamentária, a principal peça de campanha do governo é um empreendimento por fazer.
Para 2009, o governo reservara R$ 27,85 bilhões para o PAC. A dois meses do final do ano, saíram do cofre apenas R$ 3,83 bilhões –13,6% do total.
Os dados constam do Siafi, o sistema informatizado que armazena informações sobre os gastos do governo.
Premido pela queda na arrecadação de tributos, o governo privilegia o empenho de despesas em detrimento dos pagamentos.
Por ora, foram empenhadas R$ 14,69 bilhões (52,7%) das verbas do PAC-2009.
Significa dizer que o governo já contratou as despesas, mas só vai pagar no ano da graça eleitoral de 2010.
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DUELO DI ZÉ SERROTE CONTRA U INAÇO PROPAGANDERO (ESTÓRIAS DE CORDEL)
Zé Serrote, u pueta,
agora vai lhi peitá
Responda seim mintirada
Pru povu acriditá
Cadê as çuas prumessa
Qui anda fazeno à bessa
Qui só fica nu falá
I próvi si fô capáiz
U qui é hoji u Fomi Zero
Podi pensá eu ispero
U qui vai arrespostá
Cadê u tar di ProUni
Qui só fêiz nove pur cento
I era só fingimento
Propaganda prá ingrupí
Us nossu universitáro
Qui cum cara di otáro
Nessi papo acriditáro
Cunversa prá boi durmí!
Cadê u Luz para Todo
Qui ia alumiá
Era apenas ingôdu
P’rus povu isperançá?
Cadê u tar di Pronaci
Qui ia dá sigurança
Falanu i cidadania
É máiz uma hirisia
Prá inganá as criança
Us cidadão ias muié,
Nessa farsa gunvernanssa?
Tudu issu virô PAC?
Só mintira, só axaque
Prá inganá u Brasil?
Tómi vergonha seu cába
Vê si num menti i si gaba
Nada diço nus siduz
Vô lhi mandá prum lugá
Si subé intrerpetá
“Prá quenga qui deu-lhi à luz!”
Anssina: Zé Serrote o pueta do Serrão
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Luiz Gonzaga
Onde consegues esses cordeis?! Muito bons!
Brasileira,
Eu os faço. Fico grato por ter gostado…
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Revolução Quilombolivariana
Viva Zumbi! Viva Che!Viva Hugo Chávez! Feliz 2010!
Conscientização!Justiça !Prosperidade! Solidariedade!
Fraternidade!Amor! Paz! Socialismo Quilombolivariano!
Ao Nosso Povo! Viva Brasil! Venceremos Feliz 2010!
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Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construídor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar as histórias dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argentina, Boliviana, Peruana, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma, não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução
Quilombolivariana e bradaram Vivas! a Simon Bolívar Viva! Zumbi!Tupac Amaru!Benkos BiojoS! Sepé Tiaraju Alicutan!Sabino! Elesbão!Cosme Bento! José Leonardo Chirinos !Antônio Ruiz,El Falucho! João Candido! Almirante Negro!Patrice Lumumba!Viva Che! Viva Martin Luther King!Malcolm X!Viva Oswaldão Viva! Mandela Viva!Luiz I.Lula da Silva, Viva! Chávez, Vivas! a Evo Ayma!Rafael Correa! Fernando Lugo!José Mujica(El Pepe)! Viva! a União dos Povos Latinos afro-ameríndios,! 1º de maio,
Viva! Os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.
Movimento Revolucionário Socialista (Seja um,uma) QUILOMBOLIVARIANO
vivachavezviva.blogspot.com/
quilombonnq@bol.com.br
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva
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