O presidente responde A coluna semanal O Presidente Responde desta terça-feira (23/03) aborda temas referentes à Polícia Federal, à relação entre a redução de impostos e a melhoria dos serviços públicos e o requisito de experiência para o mercado de trabalho na indústria do petróleo.

O primeiro tema foi abordado pela profissional de tecnologia da informação de São Bernardo do Campo (SP), Lisandra Solla, que elogiou o trabalho da Polícia Federal, questionando porém a diminuição de seu poder para investigar e indiciar políticos, juízes e promotores.

Não houve diminuição do poder da Polícia Federal. Ao contrário, para garantir sua eficiência, nós aumentamos os investimentos em equipamentos, viaturas, armamentos e cursos de capacitação de R$ 235 milhões, em 2003, para R$ 367 milhões, em 2009. O quadro de servidores, que era de 9.276, em 2003, hoje chega a 14.502. Apenas no ano passado, os agentes realizaram 288 operações contra o narcotráfico, a corrupção, os crimes ambientais e a lavagem de dinheiro, com 2.663 prisões. Sobre as autoridades que você citou, elas têm prerrogativas previstas na Constituição e em leis específicas. A PF não está proibida de agir, apenas tem que contar com autorização judicial nestes casos. A PF é forte por atuar dentro da lei.

Leia aqui a íntegra da coluna desta semana.

Luciano da Silva, atendente de farmácia de Jaguaré (ES) perguntou porque mesmo estando entre os que pagam os maiores impostos no mundo, os brasileiros ainda não contam com bons serviços públicos.

O presidente Lula explicou que a carga tributária brasileira, que foi de 34% do PIB em 2009, não é das mais baixas, mas está longe das mais altas do mundo:

Com os impostos, nós investimos de forma inédita em programas sociais, como é o caso do Bolsa Família, que beneficia 12,4 milhões de famílias. Com os programas e o aumento real de 76% do salário mínimo desde 2003, nós fortalecemos tanto o mercado interno, que atravessamos a crise sem maiores danos.

O requisito de experiência para o mercado de trabalho na indústria do petróleo, “o que torna praticamente impossível conseguir uma vaga”, foi pautado por Valney de Jesus, estudante de Nova Iguaçu (RJ), que fez o curso de soldador de estruturas, pelo Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural).

O momento econômico é extremamente favorável aos profissionais da sua área. A indústria de petróleo e gás natural vem crescendo com a construção de plataformas, navios, sondas e gasodutos, o que tem aumentado as compras das empresas fornecedoras. É justamente esse o objetivo do Prominp, criado em 2003: capacitar mão-de-obra para as fornecedoras de bens e serviços para o setor de petróleo e gás. Levantamento recente mostrou que 81% dos profissionais qualificados pelo programa já estão empregados com carteira assinada. No site www.prominp.com.br, há um banco de currículos dos alunos e ex-alunos para facilitar as contratações. E a demanda tende a aumentar com a descoberta pela Petrobrás dos reservatórios do pré-sal.


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