Sun 1 Nov 2009
As condições de tráfego das rodovias federais brasileiras estão melhorando nos últimos anos. A pesquisa rodoviária de 2009 da Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada esta semana, mostra que 33,1% das rodovias pavimentadas da União foram avaliadas como ótimas ou boas. Comparado com os anos anteriores, os resultados de 2009 demonstram evolução da qualidade das rodovias. No mesmo estudo realizado em 2005, apenas 5,9% dos trechos pesquisados receberam classificação ótima ou boa, e em 2007, 25,8%.
A extensão de trechos classificados como ruim e péssimo também caiu de 22,1% em 2005 para 19,1% em 2009. Entre os anos de 2005 e 2007, a extensão considerada ruim e péssima aumentou para 27,3%, mas logo caiu de novo. Observe abaixo os gráficos da classificação geral das rodovias pavimentadas federais em 2005, 2007 e 2009.
2005
2007
2009
A melhoria das condições de tráfego nas rodovias foi reconhecida inclusive pelo presidente da CNT, Clésio Andrade, que falou do significativo aumento de investimentos do governo federal no setor:
Para ver a transcrição da íntegra da entrevista cedida pela CNT, clique aqui. E se quiser assistir a trecho da apresentação da pesquisa, clique aqui.
Os avanços têm razão de ser. Além de investir mais, há alguns anos o governo mudou regras dos contratos firmados entre a União e as empresas prestadoras de serviço contratadas para construir as rodovias. Até 2007 os contratos eram baseados no serviço, ou seja, pagava-se por um trecho a ser construido de acordo com regras pré-definidas. Hoje o contrato para construção funciona como uma concessão. A empresa responde pela qualidade do trecho por um período. Sendo assim, para quem executa a obra torna-se interessante investir mais na qualidade e garantir maior durabilidade. Depois gasta menos com a manutenção e evita serviço dobrado.
É verdade que ainda há muito o que melhorar. Até porque transformações em um setor como transporte, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil, não acontecem do dia para a noite. Mas a luta vale a pena, já que com as melhoria das condições de tráfego todos ganham em segurança.
O estudo da CNT é qualitativo e avalia as rodovias brasileiras nas categorias ótimo, bom, regular, ruim e péssimo a partir da perspectiva dos usuários da via. A qualidade do pavimento, sinalização e geometria são analisadas segundo os níveis de conservação, segurança e conforto que os usuários percebem. De acordo com os relatórios da Confederação, cerca de 60 mil quilômetros de rodovias pavimentadas federais de todo o Brasil são conferidas, além de trechos estaduais e regionais. Para conferir os estudos dos últimos anos, clique aqui.
O Ministério dos Transportes (MT) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) manifestaram-se diante dos resultados que consideram muito positivos para o governo federal. De acordo com o oitavo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), referente ao segundo quadrimestre deste ano, 52 quilômetros de rodovias tiveram suas obras concluídas e, no mesmo período, foram iniciadas obras em 483 quilômetros de estradas. O documento informa também que 1.465 quilômetros estão com obras de duplicação das vias em andamento. Outros 2.905 quilômetros de estrada estão sendo contruídos ou pavimentados e 2.940 quilômetros receberam sinalização. Em nota, o MT e o DNIT esclareceram que de acordo com a metodologia da CNT, o intervalo da classificação “regular” traduz uma nota que varia de 55 a 80 pontos, em uma escala de zero a 100. Leia a nota.
Desafios
Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, entre os problemas do sistema rodoviário do Brasil estão as paralisações de obras pelo Tribunal de Contas de União (TCU), muitas vezes desnecessárias. Para ele o Tribunal deve evitar medidas cautelares que paralisam as obras antes da comprovação de irregularidades, causando grandes prejuízos.
“Achamos que o TCU precisa reavaliar os seus critérios. Notadamente com relação às medidas cautelares. Nada impede que o TCU deixe prosseguir uma obra. Que ele entre com as ações necessárias na hora da fiscalização. Na hora das aprovações de conta, ele faça as ressalvas, ele faça os processos, entregue ao Ministério Público para o ressarcimento de danos de possível corrupção que possa (ter havido) haver. Mas que ele não atrapalhe o Brasil. Isso é importante. Está atrapalhando. (…) Nesse momento nós nos juntamos ao governo federal com relação a essa posição.”
<h2>2005</h2>
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<h2>2007</h2>
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Enviado por Ricardo Noblat -
30.10.2009
| 20h03m
Comentário
Honduras – Mesmo que volte ao poder, Zelaya perdeu
Zelaya comemora o acordo com Micheletti
O fim da crise política em Honduras tem um grande derrotado: o presidente deposto Manoel Zelaya. E um grande vencedor: o regime democrático.
Antes de ser preso no dia 28 de junho último por tropa do Exército e deportado para a Costa Rica, Zelaya havia convocado um referendo sobre a reforma da Constituição que poderia lhe abrir as portas para um segundo mandato.
A Constituição hondurenha proíbe expressamente o segundo mandato. Não admite sequer uma consulta popular a respeito.
O referendo foi desautorizado pela Suprema Corte de Honduras.
Zelaya o manteve e no dia 24 de junho demitiu o general Romeo Vásquez, chefe das Forças Armadas, que se negara a garantir a instalação de urnas específicas para o referendo.
No dia seguinte, a Suprema Corte repôs Vásques no cargo.
O Congresso que por unanimidade elegeu presidente Roberto Micheletti para suceder Zelaya é o mesmo Congresso que agora decidirá se Zelaya deverá ou não voltar ao poder.
A essa altura, parece tudo acertado para que o Congresso restitua o poder a Zelaya. Mas para isso o presidente deposto perdeu quatro meses de mandato, desistiu da idéia do referendo, concordou em reconhecer como legítimas as eleições presidenciais marcadas para o próximo dia 29 e teve que engolir a formação de um governo de união nacional.
De resto, o mandato de Zelaya terminará em 29 de janeiro. E a Constituição impede que um ex-presidente possa algum dia voltar se candidatar ao mesmo cargo.
O tempo que durou a crise contribui para seu esgotamento.
A resistência de Zelaya estava no fim depois de 40 dias abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
As famílias que mandam em Honduras não suportavam mais as sanções econômicas aplicadas ao país pela comunidade internacional. Essa, por sua vez, ficaria mal na foto se não forçasse a aceitação de uma saída capaz de desestimular tentativas de golpes e de restabelecer o respeito aos ritos democráticos.
Não se depõe um presidente sem o devido processo legal. E a Constituição hondurenha veda a deportação de qualquer cidadão.
Os Estados Unidos, por meio do seu subsecretário para assuntos da América Latina, Thomas Shannon, agiram na hora certa. O acordo foi firmado menos de 48 horas depois de ele ter desembarcado na capital de Honduras.
(Estes são os oito pontos do acordo firmado por Micheletti e Manuel Zelaya:
1. A criação de um governo de reconciliação nacional;
2. Recusa à anistia política que o governo Micheletti estava disposto a conceder a Zelaya;
3. Reconhecimento das eleições presidenciais de 29 próximo;
4. Transferência para o Tribunal Supremo Eleitoral da autoridade sobre as Forças Armadas;
5. Criação de uma comissão para zelar pelo respeito ao acordo;
6. Formação de uma Comissão da Verdade para investigar o que aconteceu antes, durante e depois da deposição de Zelaya;
7. Reinvindicar à comunidade internacional que suspenda todas as sanções a Honduras e despache representantes para observar as eleições presidenciais;
8. Caberá ao Congresso, ouvida a Justiça, decidir sobre a volta de Zelaya ao poder.)
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É porisso que eu repito sempre a mesma lista de escândalos, como a que está abaixo:
——————————————
Escândalos de Corrupção no Governo Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) desde 2003
01. Caso Pinheiro Landim
02. Caso Celso Daniel
03. Caso Toninho do PT
04. Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
05. Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
06. CPI do Banestado
07. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
08. Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
09. Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula
10. Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
11. Irregularidades do Fome Zero
12. Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
13. Escândalo do Ministério do Trabalho
14. Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
15. Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
16. Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
17. Operação Anaconda
18. Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
19. Caso José Eduardo Dutra
20. Escândalo dos Frangos (em Roraima)
21. Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
22. Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
23. Expulsão dos Políticos do PT
24. Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Waldomiro Diniz)
25. Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
26. Escândalo da ONG Ágora
27. Escândalo dos Copos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
28. Caso Henrique Meirelles
29. Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
30. Caso Cássio Caseb
31. Caso Kroll
32. Conselho Federal de Jornalismo
33. Escândalo dos Vampiros
34. Escândalo das Fotos de Herzog
35. Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
36. Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
37. Caso Antônio Celso Cipriani
38. Irregularidades na Bolsa-Escola
39. Caso Flamarion Portela
40. Irregularidades na Bolsa-Família
41. Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
42. Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
43. Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
44. Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
45. Escândalo do IRB
46. Escândalo da Novadata
47. Escândalo da Usina de Itaipu
48. Escândalo das Furnas
49. Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
50. Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
51. Escândalo da Secom
52. Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
53. Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
54. Escândalo da CPEM
55. Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
56. Caso Marka/FonteCindam
57. Escândalo dos Dólares na Cueca
58. Escândalo do Banco Santos
59. Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
60. Escândalo da Interbrazil
61. Caso Toninho da Barcelona
62. Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
63. Caso dos Dólares de Cuba
64. Doação de Terninhos da Marísa da Silva (esposa do presidente Lula)
65. Escândalo da Nossa Caixa
66. Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
67. Escândalo das Cartilhas do PT
68. Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
69. Escândalo do Proer
70. Escândalo do Sivam
71. Escândalo dos Fundos de Pensão
72. Escândalo dos Grampos na Abin
73. Escândalo do Foro de São Paulo
74. Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
75. Escândalo do Mensalinho
76. Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
77. Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
78. Crise da VarigEscândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
79. Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
80. CPI da Imigração Ilegal
81. CPI do Tráfico de Armas
82. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
83. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
84. Operação Confraria
85. Operação Dominó
86. Operação Saúva
87. Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
88. Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
89. Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
90. Escândalo dos Grampos no TSE
91. Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula – petistas pegos com malas de dinheiro para compra de um dossiê falso para incriminar José Serra, atual Governador de SP)
92. ONG Unitrabalho
93. Escândalo da Renascer em Cristo
94. CPI das ONGs
95. Operação Testamento
96. CPI do Apagão Aéreo
97. Operação Hurricane
98. Operação Navalha
99. Operação Xeque-mate (envolvendo o irmão do presidente Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, indiciado por tráfico de influência e o compadre do presidente Dario Morelli Filho, denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica)
100. Escândalo no Senado (envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB, por falta de decoro parlamentar).
Computando 2008 e 2009, atingimos o inacreditável n° de 178 escândalos (fora os não publicados). E o MST?
************************************************************************
US ACUNSÊIAMENTU DU INAÇO PÁ SUA CAGUIDATA (CORDEL POPULAR)
“Dirma,Dirma
Tomi temença
Veja u qui afirma
Sinão vira duença”
Minha véia cumpanhera
Devi aprendê a mintí
Num afirmi muta coiza
Çem antis mutcho pensá
A istrada têim puera
Quarqué uma bandaiêra
Priciza sê verdadera
Prus povu acriditá
Pra num virá um paiaço
Quarqué palava é um traço
Qui num podi si borrá
U meu nomi é Inaço
Quarqué coza qui eu fasso
É prus outro acriditá
Si num téim mermo diproma
Num fala tudu, num imbroma
Fala logu qui num sabe
A mintira é muto bôa
Maiz só devi simpregá
Nu lugá qui ela cabe
U bódi veio só fala
Quandu a mintira é redonda
Todu mundo vai na onda
I ainda mi palmeia
Inganá já tá na veia
Du mestri qui nada sabe
Qui só fala nu momento
Ondi a farsidade cabe
Só fale quandu pudé
Logu, logu iscapulí
Pois a art di mintí
Num é prá quarqué cristão
Já dizia u Salumão
U sábo di antigamente
Cristu abençoa us qui mente
I us torna Prisidente
Prá inganá seus irmão
Si ocê mi obidecê
I aprendê a lissão
Possu lhi aprumetê
Qui na próchima inleissão
Ocê será prisidente
Deça imença nassão
Açinado: Zé Serrote o pueta do Serrão
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Enviado por Ruy Fabiano -
31.10.2009
| 16h54m
Artigo
A quem não interessa a CPI do MST
Os que protestam contra a CPI do MST, em instalação no Congresso, invocam um argumento pueril: seria um instrumento político contra os movimentos sociais. Portanto, injusto.
Mas o que está em pauta não é a legitimidade dos movimentos sociais (que não se esgotam na questão agrária), mas os meios de que o MST se vale para sustentar sua pauta de reivindicações. A lei existe para todos, independentemente do que pleiteiem.
O MST com freqüência ignora a lei. Sustenta, através de suas lideranças, que, em face da nobreza de seus propósitos, a lei é um detalhe, quando não um obstáculo. Isso talvez explique o fato de haver nada menos que 165 ações judiciais, em instâncias diversas, contra o Movimento, que sequer existe como entidade jurídica.
É sustentado por um conjunto de ONGs, que capta dinheiro nos cofres do erário e em entidades internacionais e os repassa (ou não) aos sem-terra. E é aí que está um dos pontos centrais da investigação que o Congresso fará (ou não fará, já que a maioria governista não quer a CPI): não há transparência contábil.
Não se sabe o que é feito do dinheiro, que não é pouco. Contabiliza-se na escala das centenas de milhões. Há pistas importantes para as investigações iniciais. Relatório da CPI das ONGs, no Senado, que mapeou entidades ligadas ao MST, será utilizado como ponto de partida para futuras convocações à CPI do MST.
O relatório detecta um vínculo entre as entidades repassadoras de recursos da União ao MST e parlamentares governistas, a maioria do PT. Diz que muitas delas passaram a captar recursos públicos em maior volume depois que conseguiram empregar em gabinetes de parlamentares seus próprios representantes.
Citam-se, no tal relatório, entre outros, os deputados petistas Marco Maia (RS), Assis do Couto (PR), Anselmo de Jesus (RO) e o recentemente falecido Adão Preto (RS). O documento menciona desvio de recursos públicos e fala em formação de quadrilha.
Já na própria CPI das ONGs, as evidências apontadas respaldaram quebra de sigilo de quatro entidades parceiras do MST: Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul).
Juntas, receberam algo em torno de R$ 50 milhões dos cofres públicos. A CPI das ONGs confirmou o vínculo empregatício de representantes dessas entidades em gabinetes daqueles parlamentares. Um deles, lotado no do deputado Marco Maia, representava os interesses de nada menos que 13 entidades ligadas ao MST. Se essas informações não produziram maiores conseqüências na CPI das ONGs – esvaziada pela ação governista -, podem, no entanto, produzi-las agora, na CPI do MST, já que constituem o foco central da investigação. De cara, vão gerar as primeiras convocações e depoimentos.
Constata-se, entre os que condenam a instalação da CPI do MST – entre os quais, destacados intelectuais, que firmaram abaixo-assinado -, argumentação semelhante à que buscou evitar a CPI da Petrobrás: evocar uma suposta teoria da conspiração para evitar as investigações. Ora, se o MST não delinqüiu, não há o que temer. E, se delinqüiu, o temor deverá ser apenas dos delinqüentes, não dos defensores da reforma agrária.
Assim como a descoberta de eventuais falcatruas na Petrobrás não inviabilizará a empresa, nem fará com que o petróleo deixe de ser nosso, a reforma agrária não sairá da agenda política pela constatação de que uma organização que a postula comete irregularidades. Pelo contrário. Saneada em seu comando, terá meios mais efetivos de se materializar.
Movimento social não é uma entidade, mas uma realidade concreta que a transcende – não começa, nem acaba com ela. Se determinada entidade se comporta mal no papel de porta-voz daquela realidade, pode até sair de cena, mas o clamor que deveria expressar continua e se reorganiza de maneira mais eficaz.
Pelo volume de recursos já aportados ao MST, a causa da reforma agrária já deveria estar bem mais avançada. Os sem-terra poderiam até ter entrado no agronegócio, por meio de cooperativas.
O que se constata é que não há empenho em resolver a crise agrária, mas em dela tirar proveito político. Não se quer pôr fim à tensão no campo, mas mantê-la como instrumento de pressão política e eleitoral. É claro que os que se beneficiam com essa estratégia – e não são com certeza os trabalhadores sem-terra – estão contrariados. Mas isso nada tem a ver com movimento social. Tem outro nome, capitulado no Código Penal.
Ruy Fabiano é jornalista
Enviado por Ricardo Noblat -
31.10.2009
| 21h10m
Rosane diz que recebe só R$ 13 mil de pensão de Collor
Do jornal Extra:
Rosane Malta briga na Justiça para ter direito à metade do patrimônio do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Ela revela que recebe uma pensão de R$ 13 mil, ou seja um terço do que recebia na época da Presidência, quando o empresário Paulo César Farias disse que “madame estava gastando demais”.
O senador (PTB-AL) ainda paga o salário de quatro funcionários que trabalham na mansão no bairro Murilópolis, em Maceió, onde Rosane mora. A casa de quatro quartos – com piscina, quadra de tênis e quadra de futebol – foi comprada quando Collor deixou o governo de Alagoas para concorrer à Presidência da República, em 1989.
Enviado por Ricardo Noblat -
31.10.2009
| 21h55m
Recursos para presídios estão embargados
Em meio a problemas de superlotação e rebeliões, pelo menos R$ 460 milhões destinados pelo governo federal para a construção e a reforma de presídios estão parados nas contas bancárias de 24 estados e do Distrito Federal.
Relatório da Caixa Econômica Federal obtido pelo Globo informa que os projetos que deveriam ser financiados com esses recursos estão embargados por pendências nas licitações, entraves ambientais e falhas de engenharia, entre outros problemas.
Em alguns casos, o dinheiro mofa nas contas desde 2004, e os projetos não saem do papel há quatro ou cinco anos, relata reportagem de Jailton de Carvalho, publicada na edição deste domingo, do Globo.
Enviado por Ricardo Noblat -
1.11.2009
| 2h36m
DEU EM O ESTADO DE S.PAULO
Licença pode custar patrimônio de chefe do Ibama
Roberto Messias e diretor de licenciamento do órgão são alvos do Ministério Público
De João Domingos:
Tido como um destravador de licenças ambientais, o presidente do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias Franco, corre o risco de perder o patrimônio pessoal se condenado pela Justiça.
O Ministério Público Federal e o Ministério Público de Rondônia movem dois processos por improbidade administrativa contra Messias e o diretor de Licenciamento do Ibama, Sebastião Custódio. Eles foram acusados de conceder a licença de instalação do canteiro de obras e para todo o empreendimento da Usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, sem respeitar a Lei de Licitações nem a Constituição.
As ações são o exemplo maior dos conflitos que envolvem o licenciamento das obras de infraestrutura, pois nem dois dos responsáveis pela fiscalização se livraram dos problemas.
Enviado por Ricardo Noblat -
1.11.2009
| 2h58m
deu em o estado de s.paulo
Planalto prepara a criação de órgão que ficará acima do TCU
Objetivo seria enquadrar ‘célula de oposição’ que estaria controlando máquina de fiscalização e travando obras
De João Domingos:
O governo já estuda a criação de uma câmara técnica para resolver pendências relacionadas com a paralisação de obras diretamente com o Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, levou a proposta ao presidente do órgão, Ubiratan Aguiar, e ao ministro José Múcio Monteiro e aguarda uma manifestação. O Palácio do Planalto considera o TCU uma espécie de célula da oposição, visto que, dos nove membros, cinco são ex-políticos oposicionistas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu também ordem para que sejam respondidos imediatamente todos os questionamentos em relação às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o conjunto de empreendimentos que deverá servir de alavanca para a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência, no ano que vem. A determinação de Lula levou a Casa Civil, que supervisiona o PAC, a rebater um a um todos os questionamentos quanto a 15 itens do programa.
Aguiar, ex-deputado pelo PSDB, disse que ainda não foi procurado pelo governo para tratar da câmara técnica. “Tudo o que sei a esse respeito veio da imprensa”, afirmou. A assessoria do TCU complementou a informação, dizendo que a ideia é uma repetição da iniciativa de Rui Barbosa, de um órgão independente para fiscalizar o Executivo – ou seja, o próprio TCU.
Enviado por Ricardo Noblat -
1.11.2009
| 3h22m
deu na folha de s.paulo
Cabral aumenta em 37% recursos para publicidade
Governo tira verba da pasta da Agricultura e não explica origem de R$ 16 milhões
Em nota, o Estado diz que foi necessário o acréscimo porque o Orçamento “previa um valor menor que o valor que se pretendia gastar”
O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ampliou em R$ 25 milhões a verba para propaganda, aumentando em 37,3% o montante de recursos autorizados para o setor.
A Secretaria de Agricultura foi a que mais perdeu recursos (R$ 6,8 milhões). A publicação de decreto no “Diário Oficial”, no entanto, não explica a origem de R$ 16 milhões remanejados para a propaganda.
Segundo o texto publicado, o limite para gastos em “serviço de comunicação e divulgação” da Subsecretaria de Comunicação Social foi ampliado de R$ 66,9 milhões para R$ 91,7 milhões, o maior já registrado na gestão Cabral. Até ontem, o governo havia gasto com publicidade R$ 61,9 milhões.
Caso mantenha essa tendência até o final do ano, desembolsará no setor mais de R$ 80 milhões, padrão que se mantém desde o início do governo.
Ao assumir seu mandato, para se contrapor à ex-governadora Rosinha Matheus (PMDB), Cabral havia dito que só gastaria dinheiro com publicidade de prestação de serviço.
Enviado por Ricardo Noblat -
1.11.2009
| 3h36m
deu na folha de s.paulo
Caixa pagou parte de festa em homenagem a Toffoli
Parte da festa oferecida em homenagem ao ministro José Antonio Dias Toffoli após a sua posse, no último dia 23, em Brasília, foi patrocinada pela Caixa Econômica Federal.
A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), que organizou a homenagem em parceria com outras entidades da magistratura, pediu R$ 50 mil à Caixa Econômica, a título de patrocínio para a festa.
Questionado pela Folha, o banco confirma que, do valor pedido, repassou R$ 40 mil.
A comemoração, para 1.500 pessoas, aconteceu no Marina Hall, casa de eventos numa área de 5 mil metros quadrados às margens do lago Paranoá, ponto nobre da capital federal.
O juiz federal Luiz Cláudio Flores da Cunha, do 6º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, pretende questionar no Tribunal de Contas da União e no Ministério Público Federal a legalidade do patrocínio da CEF à festa. Ele entende que a associação dos juízes federais foi usada para ocultar o repasse de um órgão público para cobrir gastos de uma festa. Quer saber se a despesa foi regular.
“Não posso concordar com a Ajufe transformada em laranja. Não veria problema se a Caixa Econômica desse dinheiro para um evento cultural da Ajufe. Não poderia haver patrocínio para esse tipo de encontro”, diz Flores da Cunha.
O juiz afirma não ter intenção de fragilizar a entidade, mas tornar a Justiça mais respeitada e transparente.
Ele foi procurado pela Folha depois do vazamento de e-mails em rede interna na internet. Em mensagem, o juiz chamava os diretores da Ajufe de “meros tesoureiros de “vaquinhas” que, se lícitas fossem, não se dariam desta forma”.
Cunha pediu informações sobre o montante gasto na festa e sobre se havia previsão estatutária após ler notícias de que a Ajufe contratara um buffet com pratos quentes, uísque, vinho e espumantes.
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Esse artigo do FHC foi a explicação mais clara que lí últimamente sobre a intenção do molusco, dos sindicalistas, dos petralhas e dos oportunistas de plantão.
Vou repeti-lo várias vezes para que os brasileiros, que são verdadeiros democratas, lembrem no futuro que foram avisados das tentativas dessa quadrilha petista em transformar o Brasil em uma nova Cuba no continente sulamericano.
Essa estória de alta popularidade é uma ilusão. É como aconteceu com o Jânio Quadros que tentou dar o golpe contando com a grande adesão popular que havia conseguido na época; contava com o apoio do povo para aclamá-lo o “grande líder”. Deu no que deu.
O povo é como o “jacaré guloso” que, enquanto o seu alimentador lhe fornece comida à vontade, permanece fiel; quando a comida acaba ele morde a perna do tratador e se puder o engole inteiro, até que apareça um outro mais generoso.
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Leiam de novo:
ARTIGO
Para onde vamos?
A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da Terra”, de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas.
Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?
Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos.
É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois, se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista”, deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública.
Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso…) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?
Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o.”
Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha Casa, Minha Vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”.
Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: “L”État c”est moi.” Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.
Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro.
Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.
Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina.
No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.
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Quanto mais o Lula fala
Mais votos ganha o Serra
Como diz o cantadô:
“O bom cabrito não berra”
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Domingo petralha não trabalha?
…ou é porque o pagamento falha?
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Marilena Chauí denunciou que o PIG (*) quis atribuir a Lula o desastre da TAM
1/novembro/2009 11:40
Agora que saíram os relatórios que faltavam para demonstrar que o presidente Lula não provocou o desastre da TAM, o Conversa Afiada considera necessário republicar entrevista que fez com a filósofa Marilena Chauí, sobre o assunto.
Foi publicada no Conversa Afiada em 31/VII/2007.
Para ajudar o amigo navegante a não se intoxicar com o PiG (*).
A INVENÇÃO DA CRISE
POR MARILENA CHAUÍ
Era o fim da tarde. Estava num hotel-fazenda com meus netos e resolvemos ver jogos do PAN-2007. Liguei a televisão e “caí” num canal que exibia um incêndio de imensas proporções enquanto a voz de um locutor dizia: “o governo matou 200 pessoas!”. Fiquei estarrecida e minha primeira reação foi típica de sul-americana dos anos 1960: “Meu Deus! É como o La Moneda e Allende! Lula deve estar cercado no Palácio do Planalto, há um golpe de Estado e já houve 200 mortes! Que vamos fazer?”. Mas enquanto meu pensamento tomava essa direção, a imagem na tela mudou. Apareceu um locutor que bradava: “Mais um crime do apagão aéreo! O avião da TAM não tinha condições para pousar em Congonhas porque a pista não está pronta e porque não há espaço para manobra! Mais um crime do governo!”. Só então compreendi que se tratava de um acidente aéreo e que o locutor responsabilizava o governo pelo acontecimento.
1) Que papel desempenhou a mídia brasileira – especialmente a televisão – na “crise aérea”?
Meu relato já lhe dá uma idéia do que penso. O que mais impressiona é a velocidade com que a mídia determinou as causas do acidente, apontou responsáveis e definiu soluções urgentes e drásticas!
Fiquei ainda mais perplexa: como o locutor sabia qual a causa do acidente, se esta só é conhecida depois da abertura da caixa preta do avião? Enquanto me fazia esta pergunta e angustiada desejava saber o que havia ocorrido, pensando no desespero dos passageiros e de suas famílias, o locutor, por algum motivo, mudou a locução: surgiram expressões como “parece que”, “pode ser que”, “quando se souber o que aconteceu”. E eu me disse: mas se é assim, como ele pôde dizer, há alguns segundos, que o governo cometeu o crime de assassinar 200 pessoas?
Mudei de canal. E a situação se repetia em todos os canais: primeiro, a afirmação peremptória de que se tratava de mais um episódio da crise do apagão aéreo; a seguir, que se tratava de mais uma calamidade produzida pelo governo Lula; em seguida, que não se sabia se a causa do acidente havia sido a pista molhada ou uma falha do avião. Pessoas eram entrevistadas para dizer (of course) o que sentiam. Autoridades de todo tipo eram trazidas à tela para explicar porque Lula era responsável pelo acidente. ETC.
Mas de todo o aparato espetacular de exploração da tragédia e de absoluto silêncio sobre a empresa aérea, que conta em seu passivo com mais de 10 acidentes entre 1996 e 2007 (incluindo o que matou o próprio dono da empresa!), o que me deixou paralisada foi o instante inicial do “noticiário”, quando vi a primeira imagem e ouvi a primeira fala, isto é, a presença da guerra civil e do golpe de Estado. A desaparição da imagem do incêndio e a mudança das falas nos dias seguintes não alteraram minha primeira impressão: a grande mídia foi montando, primeiro, um cenário de guerra e, depois, de golpe de Estado. E, em certos casos, a atitude chega ao ridículo, estabelecendo relações entre o acidente da TAM, o governo Lula, Marx, Lênin e Stálin, mais o Muro de Berlim!!!
Mas acho que vale a pena lembrar o essencial: desde o governo FHC, há o projeto de privatizar a INFRAERO e o acidente da GOL, mais a atitude compreensível de auto-proteção assumida pelos controladores aéreos foi o estopim para iniciar uma campanha focalizando a incompetência governamental, de maneira a transformar numa verdade de fato e de direito a necessidade da privatização. É disso que se trata no plano dos interesses econômicos.
No plano político, a invenção da crise aérea simplesmente é mais um episódio do fato da mídia e certos setores oposicionistas não admitirem a legitimidade da reeleição de Lula, vista como ofensa pessoal à competência técnica e política da auto-denominada elite brasileira. É bom a gente não esquecer de uma afirmação paradigmática da mídia e desses setores oposicionistas no dia seguinte às eleições: “o povo votou contra a opinião pública”. Eu acho essa afirmação o mais perfeito auto-retrato da mídia brasileira!
Do ponto de vista da operação midiática propriamente dita, é interessante observar que a mídia:
a) não dá às greves dos funcionários do INSS a mesma relevância que recebem as ações dos controladores aéreos, embora os efeitos sobre as vidas humanas sejam muito mais graves no primeiro caso do que no segundo. Mas pobre trabalhador nasceu para sofrer e morrer, não é? Já a classe média e a elite… bem, é diferente, não? A dedicação quase religiosa da mídia com os atrasos de aviões chega a ser comovente…
b) noticiou o acidente da TAM dando explicações como se fossem favas contadas sobre as causas do acontecimento antes que qualquer informação segura pudesse ser transmitida à população. Primeiro, atribuiu o acidente à pista de Congonhas e à Infraero; depois aos excessos da malha aérea, responsabilizando a ANAC; em seguida, depois de haver deixado bem marcada a responsabilidade do governo, levantou suspeitas sobre o piloto (novato, desconhecia o AIRBUS, errou na velocidade de pouso, etc.); passou como gato sobre brasas acerca da responsabilidade da TAM; fez afirmações sobre a extensão da pista principal de Congonhas como insuficiente, deixando de lado, por exemplo, que a de Santos Dumont e Pampulha são menos extensas;
c) estabeleceu ligações entre o acidente da GOL e o da TAM e de ambos com a posição dos controladores aéreos, da ANAC e da INFRAERO, levando a população a identificar fatos diferentes e sem ligação entre si, criando o sentimento de pânico, insegurança, cólera e indignação contra o governo Lula. Esses sentimentos foram aumentados com a foto de Marco Aurélio Garcia e a repetição descontextualizada de frases de Guido Mântega, Marta Suplicy e Lula;
d) definiu uma cronologia para a crise aérea dando-lhe um começo no acidente da GOL, quando se sabe que há mais de 15 anos o setor aéreo vem tendo problemas variados; em suma, produziu uma cronologia que faz coincidir os problemas do setor e o governo Lula;
e) vem deixando em silêncio a péssima atuação da TAM, que conta em seu passivo com mais de 10 acidentes, desde 1996, três deles ocorridos em Congonhas e um deles em Paris – e não dá para dizer que as condições áreas da França são inadequadas! A supervisão dos aparelhos é feita em menos de 15 minutos; defeitos são considerados sem gravidade e a decolagem autorizada, resultando em retornos quase imediatos ao ponto de partida; os pilotos voam mais tempo do que o recomendado; a rotatividade da mão de obra é intensa; a carga excede o peso permitido (consta que o AIRBUS acidentado estava com excesso de combustível por haver enchido os tanques acima do recomendado porque o combustível é mais barato em Porto Alegre!); etc.
f) não dá (e sobretudo não deu nos primeiros dias) nenhuma atenção ao fato de que Congonhas, entre 1986 e 1994, só fazia ponte-aérea e, sem mais essa nem aquela, desde 1995 passou a fazer até operações internacionais. Por que será? Que aconteceu a partir de 1995?
g) não dá (e sobretudo não deu nos primeiros dias) nenhuma atenção ao fato de que, desde os anos 1980, a exploração imobiliária (ou o eterno poder das construtoras) verticalizou gigantesca e criminosamente Moema, Indianópolis, Campo Belo e Jabaquara. Quando Erundina foi prefeita, lembro-me da grande quantidade de edifícios projetados para esses bairros e cuja construção foi proibida ou embargada, mas que subiram aos céus sem problema a partir de 1993. Por que? Qual a responsabilidade da Prefeitura e da Câmara Municipal?�
2) Como a sra. avalia a reação do Governo Lula à atuação da mídia nesse episódio?
Fraca e decepcionante, como no caso do mensalão. Demorou para se manifestar. Quando o fez, se colocou na defensiva.
O que teria sido politicamente eficaz e adequado?
Já na primeira hora, entrar em rede nacional de rádio e televisão e expor à população o ocorrido, as providências tomadas e a necessidade de aguardar informações seguras.
Todos os dias, no chamado “horário nobre”, entrar em rede nacional de rádio e televisão, expondo as ações do dia não só no tocante ao acidente, mas também com relação às questões aéreas nacionais, além de apresentar novos fatos e novas informações, desmentindo informações incorretas e alertando a população sobre isso.
Mobilizar os parlamentares e o PT para uma ação nacional de informação, esclarecimento e refutação imediata de notícias incorretas.
3) Em “Leituras da Crise”, a sra. discute a tentativa do impeachment do Presidente na chamada “crise do mensalão”. Há sra. vê sinais de uma nova tentativa de impeachment?
Sim. Como eu disse acima, a mídia e setores da oposição política ainda estão inconformados com a reeleição de Lula e farão durante o segundo mandato o que fizeram durante o primeiro, isto é, a tentativa contínua de um golpe de Estado. Tentaram desestabilizar o governo usando como arma as ações da Polícia Federal e do Ministério Público e, depois, com o caso Renan (aliás, o governador Requião foi o único que teve a presença de espírito e a coragem política para indagar porque não houve uma CPI contra o presidente FHC, cuja história privada, durante a presidência, se assemelhou muito à de Renan Calheiros). Como nenhuma das duas tentativas funcionou, esperou-se que a “crise aérea” fizesse o serviço. Como isso não vai acontecer, vamos ver qual vai ser a próxima tentativa, pois isso vai ser assim durante quatro anos.
4) No fim de “Simulacro e Poder” a sra. diz: “… essa ideologia opera com a figura do especialista. Os meios de comunicação não só se alimentam dessa figura, mas não cessam de instituí-la como sujeito da comunicação …Ideologicamente … o poder da comunicação de massa não é igual ou semelhante ao da antiga ideologia burguesa, que realizava uma inculcação de valores e idéias. Dizendo-nos o que devemos pensar, sentir, falar e fazer, (a comunicação de massa) afirma que nada sabemos e seu poder se realiza como intimidação social e cultural… O que torna possível essa intimidação e a eficácia da operação dos especialistas … é … a presença cotidiana … em todas as esferas da nossa existência … essa capacidade é a competência suprema, a forma máxima de poder: o de criar realidade. Esse poder é ainda maior (igualando-se ao divino) quando, graças a instrumentos técnico-cientificos, essa realidade é virtual ou a virtualidade é real…” Qual a relação entre esse trecho de “Simulacro e Poder” e o que se passa hoje?
Antes de me referir à questão do virtual, gostaria de enfatizar a figura do especialista competente, isto é, daquele é supostamente portador de um saber que os demais não possuem e que lhe dá o direito e o poder de mandar, comandar, impor suas idéias e valores e dirigir as consciências e ações dos demais. Como vivemos na chamada “sociedade do conhecimento”, isto é, uma sociedade na qual a ciência e a técnica se tornaram forças produtivas do capital e na qual a posse de conhecimentos ou de informações determina a quantidade e extensão de poder, o especialista tem um poder de intimidação social porque aparece como aquele que possui o conhecimento verdadeiro, enquanto os demais são ignorantes e incompetentes. Do ponto de vista da democracia, essa situação exige o trabalho incessante dos movimentos sociais e populares para afirmar sua competência social e política, reivindicar e defender direitos que assegurem sua validade como cidadãos e como seres humanos, que não podem ser invalidados pela ideologia da competência tecno-científica. E é essa suposta competência que aparece com toda força na produção do virtual.
Em “Simulacro e poder” me refiro ao virtual produzido pelos novos meios tecnológicos de informação e comunicação, que substituem o espaço e o tempo reais – isto é, da percepção, da vivência individual e coletiva, da geografia e da história – por um espaço e um tempo reduzidos a um única dimensão; o espaço virtual só possui a dimensão do “aqui” (não há o distante e o próximo, o invisível, a diferença) e o tempo virtual só possui a dimensão do “agora” (não há o antes e o depois, o passado e o futuro, o escoamento e o fluxo temporais). Ora, as experiências de espaço e tempo são determinantes de noções como identidade e alteridade, subjetividade e objetividade, causalidade, necessidade, liberdade, finalidade, acaso, contingência, desejo, virtude, vício, etc. Isso significa que as categorias de que dispomos para pensar o mundo deixam de ser operantes quando passamos para o plano do virtual e este substitui a realidade por algo outro, ou uma “realidade” outra, produzida exclusivamente por meios tecnológicos. Como se trata da produção de uma “realidade”, trata-se de um ato de criação, que outrora as religiões atribuíam ao divino e a filosofia atribuía à natureza. Os meios de informação e comunicação julgam ter tomado o lugar dos deuses e da natureza e por isso são onipotentes – ou melhor, acreditam-se onipotentes. Penso que a mídia absorve esse aspecto metafísico das novas tecnologias, o transforma em ideologia e se coloca a si mesma como poder criador de realidade: o mundo é o que está na tela da televisão, do computador ou do celular. A “crise aérea” a partir da encenação espetacularizada da tragédia do acidente do avião da TAM é um caso exemplar de criação de “realidade”.
Mas essa onipotência da mídia tem sido contestada socialmente, politicamente e artisticamente: o que se passa hoje no Iraque, a revolta dos jovens franceses de origem africana e oriental, o fracasso do golpe contra Chavez, na Venezuela, a “crise do mensalão” e a “crise aérea”, no Brasil, um livro como “O apanhador de pipas” ou um filme como “Filhos da Esperança” são bons exemplos da contestação dessa onipotência midiática fundada na tecnologia do virtual.
Alquimistas midiáticos tentam transformar sucesso da diplomacia brasileira em fracasso
Os alquimistas medievais estudavam como transformar uma substância qualquer, sem valor, em ouro. Nossos alquimistas midiáticos querem converter ouro em merda. Com o (aparente) fim da crise em Honduras, desenha-se um grande triunfo da diplomacia brasileira, que se posicionou de forma muito explícita, corajosa, dura, contra o golpe de Estado. A mídia e os diplomatas de pijama (todos ligados ao governo FHC) que ela foi buscar, todos, deram declarações confusas, débeis. Sem poder criticar o fato do Brasil ter recebido Zelaya, a mídia agora se concentra em atacar o fato do Brasil ter “permitido” que o presidente deposto fizesse discursos da embaixada brasileira. Ora, queriam o quê? Que o governo brasileiro mandasse costurar a boca de Zelaya? Ele é um político, um cidadão, o presidente do país. Tem todo o direito e a liberdade, e mesmo o dever, de se expressar. Ele é o representante máximo do povo hondurenho. Silenciar Zelaya, portanto, equivalia a silenciar o povo. O governo brasileiro até pediu para que ele fosse mais moderado em suas exortações, e ele foi. Mas ele não podia se calar.
A atuação determinada do Brasil junto às organizações internacionais e junto ao governo americano foram determinantes para dar fim à crise em Honduras. Dá engulhos ler, nos jornais, as matérias tecendo loas aos EUA e denegrindo o Brasil. Os EUA é que estavam dúbios. O Brasil sempre foi firme. Se os EUA tivessem sido firmes como o Brasil, a crise teria sido resolvida antes. Quando os EUA resolveram seguir a posição brasileira, e deram um ultimato final à Micheletti, a crise acabou (aparentemente).
Quando noticiou-se que Micheletti havia cedido, a comemoração dos zelayistas na Embaixada do Brasil foi gritar: Viva o Brasil! Viva Lula! Viva Zelaya!
Sabe o que mais? A imprensa brasileira repercute pesquisas de intenção de voto dos candidatos a presidente em Honduras sem o mínimo cuidado de averiguar a cientificidade desses números. Um país deflagrado, no meio de uma crise, com a maior parte da população proibida de se manifestar, se reunir, sair à noite, com vários canais de comunicação fechados, como é possível a realização de pesquisas confiáveis de intenção de voto? Só agora, com a restituição de Zelaya e a normalização institucional do país, será possível apurar com um pouco mais de exatidão as inclinações eleitorais da população.
Ecoando sempre os mesmos diplomatas de pijama, aqueles colonizados da era fernandista, os editoriais da mídia criticam a atuação do Brasil, a qual, todavia, é elogiada no mundo inteiro; e esquecem de criticar um crime político de conotações tenebrosas para a América Latina: um golpe de Estado. Quem está informado sobre Honduras, sabe que as acusações de que Zelaya pretendia permanecer no poder são mentirosas. Ele queria consultar a população sobre uma assembléia constituinte. O plebiscito não é uma invenção “bolivariana”, esse adjetivo demoníaco que a imprensa agora deu para colar em qualquer coisa que não goste, o plebiscito é um instrumento legítimo da democracia. Existe no Brasil, existe em Honduras, existe em qualquer democracia.
Esse golpe em Honduras serviu para mostrar como há um espírito falacioso, autoritário antidemocrático, que finge defender as leis enquanto as rasga. Serviu para nos lembrar de uma palavra muito comum na Roma republicana, leguleìus. Em português, leguleio, aquele que interpreta a lei servilmente, sem observar o espírito que a rege.
# Escrito por Miguel do Rosário
Chatham House Prize 2009
HE Luiz Inácio Lula da Silva, President of the Federative Republic of Brazil, has been named as winner of the Chatham House Prize 2009
President Luiz Inácio Lula da Silva is a key driver of stability and integration in Latin America. He is recognized for his leading role in contributing to the resolution of regional crises and for spearheading the UN stabilisation mission in Haiti. He has also played a central role in establishing the constitutive treaty of the South American Union of Nations (UNASUL) and in enabling Cuba to be integrated as a full member of the Rio Group, which was set up to facilitate political dialogue between Latin American nations.
Under Lula’s administration Brazil has become increasingly integrated in the global economy and has worked to foster consensus in multilateral trade and economic forums. President Lula is further recognised for making a major contribution to reducing poverty in Brazil through innovative and responsible economic policies that have maintained fiscal balance and avoided an increase in inflation, in support of the country’s democratic commitments and goals.
Lula’s remarkable personal trajectory – from humble beginnings to metal worker in São Paulo, charismatic trade union and political leader, and then international statesman – is evidence of his exceptional leadership qualities. It is these qualities that have helped him reinforce cordial relations between Brazil and the rest of the Americas, and indeed with countries worldwide.
President Lula will be in London on Thursday 5 November to collect his award at a ceremony at the Banqueting House, Whitehall. The Prize will be presented by HRH The Duke of Kent and keynote speeches will be delivered by the President; Lord Mandelson, First Secretary of State, Secretary of State for Business, Innovation and Skills; and Lord Robertson of Port Ellen, a President of Chatham House.
O ex-presidente FHC (ex- é ótimo) surtou. Ele não está mais suportando o imenso sucesso do governo do presidente Lula. Ainda mais agora, depois de saber que o presidente Lula vai receber em Londres o prêmio Estadista do Ano (Chatham House 2009), concedido pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido. Escreveu um artigo que está sendo publicado nos jornais com o titulo “Para onde vamos?”. Ele ataca no atacado. As declarações do presidente Lula, as frases ditas pelo presidente Lula, todas as decisões do governo Lula. Está furioso com o pré-sal, com o imenso sucesso da Petrobras, que ele, Serra e o PSDB queriam e querem privatizar. FHC não reconhece sua incompetência, sua negligência: por não investir na Petrobras, provocou o afundamento da maior plataforma de extração de petróleo do mundo na época, a P36. Não se conforma com o foto de que o presidente Lula transformou o Brasil em um imenso canteiro de obras com as obras do PAC, que geram empregos e renda e vão beneficiar milhões de brasileiros. Cita a Transnordestina, a Norte-Sul, a Transposição do São Francisco, o Trem-bala. Fala do programa Minha Casa Minha Vida como se tudo fosse apenas publicidade, fala como se nada existisse, se tudo fosse miragem. Insano, compara o governo Lula ao regime militar. Diz que o presidente Lula fala impropérios quando empresários e jornalistas ousam descordar do “Brasil potência”. Antes falasse. Mesmo sendo atacado diariamente pela mídia, mesmo tendo sido chamado de assassino por um psicanalista charlatão, colunista da Folha, um tal F. Daudt, quando ocorreu o acidente com o avião da TAM, o presidente Lula nada fez contra o psicanalista louco ou contra o jornal. Não abriu nenhum processo. Diferente da coleguinha de partido de FHC, Yeda Crusius, do PSDB, amiguinha do Serra, que mandou invadir a sede de Federação Anarquista para censurar material que a críticava, com toda a truculência digna da ditadura militar. O estadista Lula também agiu com paciência e tolerância quando A. Virgilio e Aceminho disseram que dariam uma surra no presidente. A que ponto chega o ódio dessa gentinha contra o melhor presidente que o Brasil já teve, que ostenta mais de 80% de apoio popular, é elogiado e reconhecido mundialmente. FHC não se lembrou de comentar a queda na desigualdade social do país graças ao governo Lula, não se lembrou de falar do PROUNI, não se lembrou de falar que no governo Lula as classes D e E passaram a ser classe média. Não se lembrou de falar que no governo Lula não teve apagão: muito ao contrário, o governo Lula levou energia elétrica a milhões de pessoas que viviam isoladas nos rincões de nosso imenso país. FHC não se lembrou de falar do sucesso do presidente Lula ao lidar com crise econômica mundial: o Brasil não quebrou, diferentemente de quando FHC foi presidente (quebrou o Brasil três vezes!). O Brasil ainda saiu bastante fortalecido da crise, fato reconhecido e invejado mundialmente. FHC não soube lidar com as crises, foi incompetente, quebrou o país, fez imensa divida com o FMI, foi responsável pelo maior desemprego que o país já viveu, por juros estratosféricos, e deixou um saldo de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. FHC está desesperado, como estão o PSDB, o Serra e seus rabos, o DEM e o PPS — aliás, a patética figura do boçal-mór Roberto Freire, do PPS, pediu publicamente que o PSDB do Serra esconda FHC, o desastrado governo de FHC. Jussara Seixas.
O comportamento dos homens (?) públicos do PSDBOSTA
Aécio Neves covardão bate na namorada
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, agrediu a namorada em uma festa. É isso que conta o jornalista Juca Kfouri. Segundo o jornalista, Aécio, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante, neste domingo, em festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral. Lei Maria da Penha nele!!
Juca Kfouri, insinuando que Roseane Collor também apanhava do ex marido e ex presidente, Fernando Collor, diz ainda:”A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos” Parece que a imprensa não ouviu o desabafo do Juca. Ninguém divulgou os tabefes que Aécio deu na namorada.
O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso fez críticas duras ao Presidente Lula em artigo publicado em quase todos os jornais do país neste domingo. Entre as críticas presentes no artigo “Para onde Vamos?”, FHC afirma que Lula está moldando um estilo de política que pouco tem a ver com os ideais democráticos.Se você quiser ler, o Estadão publicou aqui
Os principais temas abordados na crítica são a votação do marco regulatório do pré-sal, as críticas de Lula à direção da Vale, as viagens para inaugurações de obras do PAC com a ministra Dilma Rousseff e as boas relações com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
” Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional”, diz FHC no artigo. O ex-presidente compara o atual momento do Brasil com “formas políticas do autoritarismo militar”, citando a publicidade feita em cima dos projetos do governo federal. “Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo”, disse o ex-presidente.
Fernando Henrique Cardoso não absorveu ainda o golpe desferido por Barak Obama que classificou Lula de “o cara”.
O meu grande amigo Laerte Braga,responde para o ex presidente: Fernando Henrique Cardoso não absorveu ainda o golpe desferido por Barak Obama que classificou Lula de “o cara”.
Fernando Henrique Cardoso acredita piamente que fez um grande favor ao Brasil e ao mundo presidindo este País por oito anos.
Fernando Henrique Cardoso não suporta ficar num canto. Quer o palco e o centro do palco a qualquer custo, nem que seja em ridículas entrevistas como a que concedeu misturando inglês e português.
Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente da República numa farsa montada de fora, interesses dos donos do mundo, a soldo deles, chamada Plano Real.
Fernando Henrique Cardoso é o guia e o guru de uma das maiores “empresas” da política brasileira, o PSDB, que pretende eleger José Serra, governador de São Paulo, presidente da República em 2010. Conhecidos como tucanos formam a linha de frente da corrupção e da pilantragem no País e essa é só conseqüência.
A causa é o ideário neoliberal. Todo esse modelo que gerou essa crise descomunal e no Brasil foi implantado pelo homem que fala várias línguas. Foi o ponto de partida. A corrupção é implícita a esse modelo, é parte intrínseca de uma personalidade doentia e megalômana como Fernando Henrique Cardoso, que, “pensa que FhC é superlativo de PhD” – Millôr Fernandes.
Esse tipo de comportamento de FHC é o reflexo do mundo contemporâneo, onde o ser é apenas objeto de consumo e FHC é um objeto dos que o mantém. Não suporta a idéia que seus quinze minutos de fama e glória tenham terminado.
Fernando Henrique Cardoso é só um detalhe sobre o modelo “objeto canalha” produzido em massa por banqueiros, empresários e latifundiários na matriz de Wall Street. Aqui no Brasil são vendidos e compráveis sob várias denominações. Tucanos, DEMocratas, bancada ruralista… vai por aí afora. E a lógico, a bancada do jatinho, bem mais cara. Operam num esquema chamado FIESP/DASLU
LULA RECEBE MAIS UM PRÊMIO: Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.
Lula promoverá investimento britânico no Brasil durante sua visita a Londres
Ri (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aproveitar a visita que realizará a Londres na próxima semana a fim de receber um prêmio do Instituto Real de Relações Internacionais para promover novos investimentos britânicos no Brasil, informaram hoje fontes oficiais.
Lula terá entre quarta-feira e quinta-feira da próxima semana diferentes encontros com investidores e empresários do Reino Unido, além de reuniões com a rainha Elizabeth II da Inglaterra e com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, informou hoje o porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Baumbach.
Lula vai participar na quinta-feira de um seminário sobre oportunidades de investimentos e de negócios no Brasil no qual participarão cerca de 220 autoridades, empresários e especialistas dos dois países.
O presidente aproveitará a reunião para apresentar as oportunidades que estão surgindo no Brasil após a superação da crise econômica global, as obras que serão necessárias para explorar as gigantescas reservas petrolíferas descobertas no oceano Atlântico, e a organização da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, segundo o porta-voz.
“O presidente projetará o novo momento que surge em um país que dá exemplo de vigor com a superação da crise que afetou a economia global”, segundo Baumbach.
“Sua presença no seminário é uma demonstração da importância que o presidente dá à criação de um ambiente propício para a atração de investimentos e o aumento de recursos estrangeiros para projetos de longo prazo”, acrescentou o porta-voz.
No seminário também participarão o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, que realizará uma apresentação sobre a conjuntura econômica no país; e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vai falar sobre oportunidades de investimentos.
Do encontro, organizado pelos jornais “Financial Times” e “Valor”, também participam os presidentes do Banco Central, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil, do Bradesco e da Vale, maior produtora e exportadora mundial de ferro.
Lula também terá uma reunião em Londres com Lashmi Mittal, o presidente da líder mundial de siderurgia, Arcelor Mittal, e inaugurará um escritório do BNDES na capital britânica.
O presidente chegará a Londres na manhã da quarta-feira e terá na noite desse mesmo dia um encontro com Brown para conversar sobre a agenda bilateral e global.
“O encontro de trabalho com o primeiro-ministro será de caráter geral. Serão avaliadas as relações entre os dois países em suas diversas vertentes, econômica, comercial, científica e esportiva”, explicou o porta-voz.
“Serão debatidos assuntos de interesse global, como a crise econômica, a Rodada de Doha, as mudanças climáticas, o terceiro fórum da Aliança das Civilizações, que o Brasil organizará em maio de 2010, e a candidatura brasileira a ocupar um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU”, acrescentou.
Na quinta-feira, após seu encontro com a rainha e antes de retornar ao Brasil, Lula será homenageado em uma recepção na qual receberá o prêmio de Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.
O prêmio Chatham House 2009 será entregue em cerimônia à qual foram convidadas autoridades do Governo britânico e é um reconhecimento à contribuição de Lula para a melhoria das relações exteriores, a estabilidade e a integração da América Latina, e sua liderança na resolução de crises regionais.
Será que a oposição PSDB/DEM vai entrar no STF com queixa que esse prêmio é campanha eleitoral antecipada? Eles vão rasgar o nariz de inveja
Violência continua a crescer em SP
A comparação entre o 3º trimestre de 2008 com o deste ano aponta aumento nos crimes contra a vida e o patrimônio
Os sequestros, por exemplo, subiram 136%; Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) não se manifestou sobre os índices
ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL
Pelo terceiro trimestre seguido neste ano, a violência continuou a crescer no Estado de São Paulo. Dados divulgados na noite de ontem pela Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) apontam o aumento em praticamente todos os tipos de crime.
A comparação do 3º trimestre de 2008 com o mesmo período deste ano revela que subiram os crimes de sequestro, homicídio doloso (intencional), estupro, roubo, furto, roubo e furto de veículos e também o roubo de cargas e de bancos.
Em todo o Estado, foram assassinadas 1.119 pessoas nos meses de julho a setembro deste ano -um aumento de 3% em relação a 2008. Na cidade de São Paulo, porém, houve queda de 8,2% -de 317 para 291, mais de três assassinatos por dia.
A variação mais alta foi contabilizada nos crimes de sequestro: 136% -11 casos em 2008 e 26 agora. O total de pessoas mortas em latrocínios (roubo seguido de morte) subiu 14% -74 para 82 vítimas.
Principal bandeira do atual secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que assumiu a pasta em março com a promessa de combater os crimes contra o patrimônio, roubos e furtos tiveram alta de 18% e 6%, respectivamente.
Em maio, quando os números referentes ao 1º trimestre do ano já apontavam para o aumento da criminalidade no Estado, o governo atribuiu o problema à crise econômica.
Com 64.399 roubos registrados, o 3º trimestre deste ano entrou para a história como o período em que mais crimes desse tipo ocorreram em todo o Estado. A marca negativa anterior (63.729) havia sido registrada no 2º trimestre deste ano. Na comparação com o 3º trimestre do ano passado, os roubos aumentaram 18% agora.
O total de roubos (64.399) não inclui os casos de roubo de veículos, a bancos e de cargas.
O furto, delito que historicamente sempre foi o mais registrado nas estatísticas da criminalidade, subiu 6%.
No caso de crimes de estupro, houve aumento de 52% (de 863 para 1.311), mas a variação, segundo nota oficial da Segurança Pública, ocorreu por causa da mudança na lei, que passou a considerar estupro também casos de “atos libidinosos” e “atentados violentos ao pudor”.
Ninguém fala
Logo após a divulgação dos dados da violência na noite de ontem, na página da pasta, o porta-voz da Secretaria da Segurança Pública, Enio Lucciola Lopes Gonçalves, disse à Folha que ninguém do órgão iria se manifestar sobre os dados “por causa do horário”.
Segundo Gonçalves, parte das explicações foi dada em uma “nota explicativa” no site http://www.ssp.sp.gov.br/estatisticas. Mas, na própria nota, há divergências. Pelo texto, foram 62.308 roubos no Estado. No quadro abaixo da informação, porém, o total que aparece é de 64.399.
Esse é o resultado do péssimo governo Serra em SP. Serra só determina que polícia, bata e prenda estudantes, professores, e até a própria policia, por conta de manifestações salários e melhores condições de trabalho. Serra é um embuste, o rei do trololó.
Gilmar Dantas, Supremo presidente do supremo tribunal de justiça, mete o bedelho em tudo.
. O Supremo opina até na análise do mijo da ginasta Daiane.
. Outro dia o Gilmar Dantas criticou a viagem do presidente Lula e da ministra Dilma por três estados nordestinos para inspecionar obras do São Francisco.
. O calhorda Gilmar disse:
“Ninguém pode impedir o governante de governar e existe sempre a mais valia natural dos candidatos vinculados ao governo. Agora, é lícito transformar um evento rotineiro num comício? Entendo que não. Certamente o órgão competente da Justiça tem que ser chamado para evitar esse tipo de vale tudo.”
E mais:
“Estão testando a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral. É uma situação que, se se tornar repetida e sistêmica, há de merecer reflexão. É uma viagem feita com recursos públicos. Nem o mais cândido dos ingênuos acredita que isso é uma fiscalização de obras. Não se tinha visto até então a ministra Dilma fiscalizar obras. A questão tem que ser discutida.”
Dilma respondeu ao palhaço:
“Acho que incomoda. Incomoda porque nós nos mexemos. E não é sorte, é trabalho incansável. É justo que a gente queira apresentar o nosso trabalho, receber as críticas e sugestões.”
O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia disse:
“O presidente do STF [Gilmar Mendes], em geral, deve falar nos autos, não deve falar em outras ocasiões, na minha modestíssima opinião.”
Lula deu-lhe um supapo:
“Eu não acho nada. Não acho absolutamente nada”, afirmou o presidente ao ser perguntado sobre as declarações de Mendes.
Já na sexta úĺtima, o Gilmar Dantas, se referindo à viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras de transposição do rio São Francisco, acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, preferiu contemporizar e se ateve a dizer que o presidente e ele fazem leituras diferentes da legislação eleitoral.
“Pode ser que ele (Lula) faça uma leitura e eu outra.”, disse durante coletiva nesta sexta-feira, 30, em Cuiabá. Ele deixou entender que qualquer comentário “pode ser emissão de juízo”.
E eu digo: kakakakakakaka. O Gilmar Dantas, rapidinho, tirou a dele da zona de tiro do Lula.
Será que o palhaço está começando a cair na real?
Parece piada pronta: o Democratas — eterno PFL — vai aproveitar o feriado do Dia dos Mortos para reunir a Juventude do partido, em Blumenau (SC). É verdade. Um leitor me mandou o texto. Está no blog da Juventude do DEM – http://www.juventudedemocratas.org.br/default.asp.
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador
Veja o que diz o texto do DEM:
“(…) é claro, vai ter também muita festa. Primeiro, por que para o jovem a política significa fazer novos amigos.”
Ah, que bonitinho. Eles vão fazer amigos no Dia dos Mortos!
Outro trecho:
“Para muitos que sairão de canto distantes do país e que já mantem contato pelas redes na internet, o evento é a oportunidade conhecer cara-a-cara os parceiros de militância política. Sem contar que Blumenau é nada mais, nada menos, do que a terra da OktoberFest. Na organização geral, está a moçada de Santa Catarina, que montou um verdadeiro quartel-general para que absolutamente todo detalhe corra bem.”
Quartel-general. Disso, a turma do DEM entende – desde 64.
Jorge “vamos acabar com essa raça” Bornhausen integra a juventude demo? E o Heráclito Fortes?
Serra não foi convidado. O DEM acha que o governador de São Paulo anda meio mortão…
O Marcelo Tas (aquele do CQC — programa de humor) estará lá. Vai animar a festinha em Blumenau. E isso não é piada, tá no site do partido. O Tas virou palestrante demo.
Ótimo programa pro Dia dos Mortos…
Educação, Saúde e Segurança não são prioridade para Serra
Serra zera orçamento de SP para investimentos em educação
Contando com recursos federais para obras em 2010, proposta de orçamento estadual não destina verbas para a área. Saúde, habitação e saneamento também sofrem cortes
Por Suzana Vier
A proposta orçamentária para o estado de São Paulo em 2010 prevê um corte de 35% dos investimentos do governo na área de saúde e redução total em educação. Nessas duas áreas, o orçamento para reformas e construções vai contar com reforços previstos no orçamento da União.
Estudo realizado pela Liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo a partir do orçamento apresentado pelo governo do estado para 2010 demonstra que também haverá cortes em áreas de impacto social, como segurança e administração penitenciária. O trabalho observa uma projeção de expansão menor do PIB do estado em relação ao do país.
“O presidente do Bradesco fala em crescimento de 5,7% ou 6% (do PIB nacional) para o ano que vem. O orçamento de São Paulo projeta um crescimento de apenas 3,5%”, o líder da bancada petista na Casa, deputado Rui Falcão.
Na saúde, o investimento global cairá mais de 10%. Em 2009, o orçamento foi de R$ 507 milhões, já o previsto para 2010 será de R$ 449 milhões. Desse total, R$ 306,5 milhões, 68%, virão investidos do governo federal. “Obras como construção ou ampliação de hospitais, compra de equipamentos e de materiais permanentes ficarão comprometidas sem o aporte estadual”, constata o deputado Adriano Diogo.
Em educação, a situação é um pouco pior porque não há previsão de investimentos com recursos do estado na área. Só haverá recursos do governo federal. “Da forma como o Serra apresentou o orçamento para o ano que vem, as escolas de São Paulo vão poder contar com R$ 500 milhões de origem federal, mais nada”, alerta.
A administração penitenciária sofreu um corte de R$ 194,3 milhões, que representa 55% a menos de verbas estaduais. Mas vai contar com R$ 77 milhões federais.
O Centro Paula Souza, responsável pelo ensino técnico no estado vai amargar 50% a menos de investimentos. “É gravíssimo um corte na área educacional”, lamenta o deputado Marcos Martins.
Cortando na carne
A projeção para 2010 também mostra que o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) além de não ter investimentos vai perder R$ 990 milhões, a Polícia Civil vai ter menos R$ 20 milhões de custeio, a Secretaria de Habitação menos R$ 60 milhões, a Cetesb menos R$ 65,6 milhões, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) menos 47 milhões. Custeio é a verba destinada a materiais de consumo, contratação de terceiros e compras para fazer a administração pública funcionar.
O pagamento de dívidas também vai sofrer retração com 4,5% a menos disponível em 2010.
De acordo com análise de Falcão, os municípios também não vão passar ilesos com o corte nas verbas para transporte escolar de alunos da educação básica, estradas vicinais, planos de desenvolvimento sustentável, instalações da Polícia Civil. A implantação de equipamentos sociais tem previsão de receber verba de R$ 10. “É cada vez maior a transferência de responsabilidade do estado para os municípios”, denuncia Falcão.
As empresas estatais Sabesp, CDHU e o porto de São Sebastião vão sair perdendo no próximo ano. Mas, o mais grave para os deputados, é a redução de 38% na urbanização de favelas, de 38,4% no tratamento de esgotos coletados e de 10,6% na coleta de esgotos.
Dependência financeira
Cada vez mais recursos federais e empréstimos financiam os investimentos em São Paulo. Enquanto caiu a participação dos recursos estaduais e de concessões, a participação de recursos federais aumentou 84,9%. Empréstimos também cresceram 52,5% . “Tudo isso significa que o orçamento de São Paulo depende cada vez mais de empréstimos e do governo federal. Isso aponta uma dificuldade do estado em investir”, aponta Falcão.
Publicidade e consultoria em expansão
Um balanço dos gastos de publicidade do governo estadual nos últimos anos, sem incluir as empresas estatais, demonstra que o governador José Serra gasta 400% a mais em publicidade que o antecessor do mesmo partido (PSDB), Geraldo Alckmin. “Alckmin no último ano de governo gastou R$ 38,2 milhões em propaganda, já o Serra esse ano gastou mais de R$ 200 milhões”, destaca Diogo.
Recursos para passagens e despesas com locomoção (25%) e serviços de assessoria (12%) também terão orçamento maior.
Cabe agora aos deputados estaduais apresentarem emendas ao orçamento estadual para tentar corrigir as distorções. “Vamos propor emendas, mas depende do plenário aprová-las”, encerra Falcão
UMA BOA ENTREVISTA COM ZÉ “trololó” CHIRICO SERRA
Desentrevistas:José Serra
Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Nossa desentrevista de hoje é com o governador de São Paulo, José Serra, mundialmente reconhecido como o Homem Mais Preparado para Governar o Brasil. Nesta desentrevista, José Serra fala de sua infância longínqua no bairro da Móoca, em São Paulo, dos tempos de estudante, de sua carreira e dos seus planos para o futuro.
Tabela de conteúdo
É verdade que o senhor já nasceu falando que ia ser Presidente da República?
Não, isso é uma brincadeira do Fernando Henrique, que ele fez uma vez lá em Paris. Eu nunca falei isso, na verdade. Dizem que a enfermeira olhou pra mim quando nasci e disse: com essa cabeçona, ou vai ser muito inteligente ou muito feio. Tomara que não tente ser presidente da república! Então resolvi que vou ser presidente só porque ela falou isso. Se eu tivesse o nome dela mandava demitir do hospital, mas a esta altura ela já deve estar aposentada…
Vamos falar de sua infância na Móoca. É verdade que o senhor foi campeão de amarelinha?
Muitas vezes! Sempre gostei de amarelinha. Vou até organizar uma campeonato mundial em São Paulo, que vai ser melhor que as Olimpíadas do Lula, essa coisa demodê.
Qual é a sua melhor lembrança da sua infância na Móoca?
Sem dúvida são meus amiguinhos. Tinha o Pepe, um espanholzinho que sempre fazia rolo comigo pra comprar doces. Lembrei muito dele quando fiz aquela lei que tira o imposto da Telefonica para vender um speedy meia-boca. Tinha o Reinaldinho Cabeção, que hoje é jornalista da Veja e sempre foi meu puxa-saco. Também lembro do Roberto, que fazia a lição de Educação Moral e Cívica para mim porque nunca gostei muito dessa disciplina. Sabe que acho que ajudo tanto o Roberto Freire, que preside um partidinho que eu tenho pra me ajudar no serviço sujo, porque ele tem o mesmo nome desse menino?
O senhor era um menino muito arteiro?
Veja bem. Eu fazia as artes que toda criança faz. Às vezes brigava na rua, rabiscava uma parede, essas coisas de crianças. Às vezes a vizinhança reclamava. Faz pouco tempo eu soube que uma moça daquela época, que nunca gostou de mim, uma tal de Carmela, anda fazendo um blog falando que eu era um menino malvado. Mas isso é um trololó de petista, vai ver que ela é petista.
Recentemente circulou um boato que o senhor tinha um irmão gêmeo que o senhor guarda trancado no porão de casa. É verdade?
Isso só pode ser trololó de petista. O Mr. Burns é americano e é mais velho que eu. Boris Karloff era alemão e morreu quando eu era criança…
Mudando de assunto: era bom ser presidente da UNE?
Se era! Eu adorava! A pior parte do golpe de 64 foi isso, eu ter de fugir e largar aquela farra. Você sabe, naquela época os costumes eram outros, certas coisas não se conseguia antes do casamento. Como presidente da UNE, eu era o fodão da estudantada. Sempre sobrava alguma. E, como ainda não tinha o PT nem o PCdoB, as meninas no movimento estudantil eram mais bonitas e elegantes… Lembro que tinha uma moça que morava na Lapa que eu adorava fazer uma discussão ideológica com ela…
E como foi viver no exílio? Foram anos difíceis?
Claro que não: todo mundo paparicava a gente. Nem precisava estudar pra ser economista. E tinha o Fernando Henrique, sempre tão culto e chique, nos ensinando a ler Marx e a beber vinho francês… E o Sérgio Motta, sempre ali pra quebrar o galho da gente. Grande cara, o Sergião, pena que se foi. Nestes dias lembrei bastante dele, quando quebrei o galho dos amigos deles da Telefonica e dei uma isençãozinha de impostos pra eles. Foi uma homenagem para o Sérgio, que adorava ajudar empresários do ramo.
É verdade que o senhor entrou pobre e saiu rico da Secretaria da Fazenda de São Paulo no governo Montoro, como acusou o ministro do STM, Flávio Bierrembach, que na época era seu correligionário no PMDB? Ele tentou provar que estava falando a verdade na justiça e o senhor não permitiu…
Isso é trololó de petista! Se você for fazer esse tipo de pergunta eu mando demitir você!
Qual é sua opinião sobre o prefeito de São Paulo que lhe sucedeu, o Kassab?
O Kassab é um bom moço. Tem lá as coisas dele, uns hábitos estranhos, mas, fazer o quê? Não posso exigir dos outros as qualidades que eu tenho.
Governador, o que o senhor pensa do seu antecessor, Geraldo Alckimin?
Geraldo Alckimin é um grande correligionário. Fez o favor de disputar a eleição com o Lula, para eu não perder de novo. Dei até uma secretaria como prêmio de consolação pra ele. Agora, eu acho ele carola demais. Aquela cara de menino bonzinho, não pega ninguém, só fica na comida caseira, aquelas camisas engomadinhas… Nunca faz uma maldade em público… E o Chalita? Como ele pode gostar de um cara desses? Olha a diferença do nível do meu secretário de educação: ele tinha o Chalita, eu tenho o Paulo Renato, que já mudou a geografia, mudou o Uruguai de lugar no mapa distribuído às criancinhas. É um homem de visão.
E do presidente FHC?
Fernando Henrique é meu tudo: meu líder, meu guru, meu ioiô, minha iaiá, luz, estrela e luar. Ops! Estrela não pode. Mas é meu sol! É até mais bonito que eu, sempre pegou mais mulher que todo mundo no partido. Por isso que o Itamar chamou ele pra ser ministro e candidato…
Qual é a sua maior realização como governador?
Todas. Gosto muito de tudo o que fiz. Eu trouxe a Olimpíada e a Copa do Mundo para o Brasil, abaixei o imposto dos iates de luxo, dei isenção de imposto para a Telefônica, proibi o cigarro e o álcool nas estradas, fiz várias obras no nordeste, ampliei o Bolsa-família, sou o responsável pelo crescimento da economia do Brasil, fiz o ProUni… Eu sou, de fato, o melhor presidente que este país já teve. Mas se puder destacar uma coisa, digo que minha medida de maior impacto foi proibir a venda de banana em dúzia e obrigar os feirantes a vendê-la a quilo.
O senhor se julga o mais preparado para governar o Brasil?
Eu sou um homem modesto, de família humilde. Jamais diria uma coisa dessas. Quem diz são uns amigos jornalistas que eu mando dizer. Na verdade, não sou o mais preparado, sou o único preparado.
E no ano que vem, o senhor vai ser candidato a presidente?
Ainda não sei. Acho que não consigo chegar na Dilma… Quanto mais pegá-la…
Nota: O Desentrevistas agradece àquela moça do bairro da Lapa, em São Paulo, que nos ajudou a marcar a desentrevista e emprestou a casa, porque lá ele fica mais à vontade
domingo, 1 de novembro de 2009
PROMOTORIA QUER CANCELAR TERCEIRIZAÇÃO NA SAÚDE DE SÃO PAULO
O Ministério Público Estadual denunciou, ontem, a “quarteirização da saúde” em São Paulo. Segundo ação civil apresentada à Justiça, o governador José Serra (PSDB), tem contrato de gestão com uma organização ligada à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) que faz apenas o papel de intermediária no negócio.
Em vez de realizar os exames laboratoriais, conforme previsto em contrato, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) repassa a função e, pelo serviço, cobra uma taxa de 6% –ou R$ 50 mil mensais. Esse é o Serra que quer ser presidente.
Mais uma do José Serra
O Hospital do Servidor Público Municipal(aquele que pegou fogo em São Paulo) era abastecido desde 2007 por carne podre compradas do frigorífico fechado ontem pela polícia no Parque São Lucas (zona leste de SP). A empresa é acusada de vender mais de 50 toneladas de produto com validade vencida. A unidade de saúde utilizou, nos últimos três anos, pelo menos 26,4 toneladas de coxa, sobrecoxa, linguiça, salsicha, presunto e mortadela com um investimento total de R$ 89 mil pagos à empresa GS Comercial de Alimentos do Brasil Ltda.
-feira, 7 de outubro de 2009
Serra aumenta gastos de propaganda em 700%
Deunúcia feita pelo Diretório Estadual do PT:
http://www.pt-sp.org.br/noticias.php?id=488
Essa notícia não sai na Trolha de São Paulo.
De janeiro à agosto desse ano, o Governo do Zé Pedágio já gastou R$ 202 Milhões em publicidade. Os publicitários e o PiG estão felizes da vida. Mas com o restante da população, o eterno aspirante a PresiDengue, tem gasto menos do que prometeu.
Ele deve mesmo confiar muito no Lula, pois os únicos lugares onde ele procurou combater o desemprego durante a crise econômica foram nas agências de publicidade. Graças ao Governo Lula a crise já acabou e em agosto o Brasil conseguiu atingir um saldo positivo na geração de empregos nos 12 meses anteriores. Mas o Zé Pedágio em nada contribuiu para isso. Nos oito primeiros meses do ano, seu governo não gastou um centavo sequer no programa “Geração de Emprego e Renda”. E gastou apenas 1/3 do previsto para o ano do programa “Frente de Trabalho e Qualificação Profissional”.
Outras áreas essenciais da capitania paulista também comeram poeira da gastança em publicidade do Governo. O Programa “Saúde da Família” só recebeu R$ 12 milhões de um total previsto de R$ 34 Milhões.
O policiamento escolar recebeu apenas R$ 175 mil, frente a uma previsão orcamentária de R$ 6 Milhões. Menos de 3% do total. Já o policiamento comunitário, recebeu apenas R$ 105 mil, diante dos R$ 650 mil previstos.
Na proteção ao meio-ambiente a nota do governador também é zero. Até agosto, as obras de recuperação dos mananciais do alto tietê tinham recebido apenas R$ 10 mil frente aos R$ 106 Milhões previstos no orçamento.
R$ 10 Mil em 8 meses? Será que ele transferiu dois ou três professores do Ensino Médio paulista para tirar o esgoto do rio com uma peneira?
Os deputados do PT entraram com uma ação no Ministério Público Paulista para obrigar o governo de SP a tornar mais transparente as contas do Estado
domingo, 1 de novembro de 2009
Nordeste cresce em ritmo Chinês durante a marolinha!
Deu no PiG! http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0111200905.htm
Consumo das famílias brasileiras aumentou durante a crise!
Crise? Que crise? Ou melhor seria dizer: durante a marolinha!
Que crise é essa na qual as políticas do governo criaram mais empregos do que havia antes e aumentaram o consumo da população?
Aguns números:
No início do governo Lula, apenas 5% da população tinha acesso a DVD. Hoje, 79% da população tem acesso. [Bye-bye Rede Globo!]
Evolução da composição social do Brasil durante o Governo Lula:
Segundo Marcelo Neri, professor da FGV: “A expansão dos salários e a queda do desemprego nos últimos anos elevaram as classes baixas a novos patamares e geraram mudanças estruturais que sustentam o consumo hoje”.
O pesquisador ainda afirma:
“Se o Brasil não tivesse São Paulo, a resistência estatística do país a crise seria ainda maior. Nas periferias do Nordeste, as classes A, B e C cresceram 12% de agosto de 2008 a agosto de 2009. É como se nessa região a crise não tivesse existido. Os números mostram, de forma inequívoca, o impacto forte dos programas sociais de combate a crise”.
Enquanto isso, na SumPaulo, Serra aumenta gastos com propaganda e gasta menos de 1/3 do prometido em programas de geração de empregos.
Emir Sader explica a queda da Trolha:
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=364
Fracassomaníacos
[...]
A imprensa se encarregou de propagar o fracasso do governo Lula. Ricardo Noblat, apresentando o livro de uma jornalista global, afirmava expressamente, de forma coerente com o livreco de ocasião, que “o governo Lula acabou” (sic). A crise de 2005 do governo era seu funeral, os urubus da mídia privada salivavam na expectativa de voltarem a eleger um dos seus para se reapropriarem do Estado brasileiro.
FHC gritava, no ultimo comício do candidato do seu partido, que havia relegado seu governo, com a camisa para fora da calça, suado, desesperado, “Lula, você morreu”, refletindo seus desejos, em contraposição com a realidade, que viu Lula se reeleger, sob o cadáver político e moral de FHC.
Um jornalista da empresa da Avenida Barão de Limeira relatava o desespero do seu patrão, golpeando a mesa, enquanto dava voltas em torno dela, dizendo: “Onde foi que nós erramos, onde foi que nós erramos?”, depois de acreditar que a gigantesca operação de mídia montada a partir de uma entrevista a um escroque que o jornal tinha feito, tinha derrubado ao governo Lula.
Ter que conviver com o sucesso popular, econômico, social e internacional do governo Lula é insuportável para os fracassomaníacos. Usam todo o tempo de rádio, televisão e internet, todo o espaço de jornal para atacar o governo, e só conseguem 5% de rejeição ao governo, com 80% de apoio. Um resultado penoso, qualquer gerente eficiente mandaria a todos os empregados das empresas midiáticas embora, por baixíssima produtividade.
Como disse, desesperadamente, FHC a Aécio, tentando culpá-lo por uma nova derrota no ano que vem: “Se perdermos, são 16 anos fora do governo…” Terminaria definitivamente uma geração de políticos direitistas, entre eles Tasso, FHC, Serra – os queridinhos do grande empresariado e da mídia mercantil.
Se Evo Morales dá certo, quando o FHC de lá – o branco, que fala castelhano com sotaque inglês -, Sanchez de Losada, fracassou, é derrota das elites brancas, da mesma forma que se Lula dá certo, é derrota das elites brancas paulistanas dos Jardins e da empresa elitista e mercantil da Avenida Barão de Limeira.
SÓ PARA REFRESCAR A MEMÓRIA do TAL luis gonzaga
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Justiça Eleitoral cassa 13 dos 55 vereadores de São Paulo
A Justiça Eleitoral cassou os mandatos de 13 dos 55 vereadores de São Paulo por recebimento de doações ilegais na campanha eleitoral de 2008. Desses, seis são do PSDB e quatro são do DEM.
A decisão é do juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, que também declarou os parlamentares inelegíveis por três anos. Cabe recurso da decisão.
Veja abaixo a íntegra das decisões que cassaram mandatos de 13 vereadores de SP:
Adilson Amadeu (PTB)
Adolfo Quintas (PSDB)
Carlos Apolinário (DEM)
Carlos Bezerra (PSDB)
Cláudio Barbosa (PSDB)
Dalton Silvano (PSDB)
Domingos Dissei (DEM)
Gilson Barreto (PSDB)
Marta Costa (DEM)
Paulo Sérgio Abou Anni (PV)
Ricardo Teixeira (PSDB)
Ushitaro Kamia (DEM)
Wadih Mutran (PP)
Íntegra na Trolha de São Paulo
Domingo, 01 de Novembro de 2009 Principal Home TV Carta Maior Blog do Emir Colunistas Análise & Opinião Arte & Cultura Direitos Humanos Economia Educação Humor Internacional Meio Ambiente Movimentos Sociais Política Radio Carta Maior Cartas dos Leitores Mesa de Controvérsias Especiais .TXT 1ª Conferência Nacional Rural Sustentável e Solidária 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia A Venezuela do Século XXI Acorde Agricultura Familiar e Reforma Agrária Ao Arqueólogo do Futuro Arquivos da Ditatura Arte e Educação Astral Maior – 2007 Bioenergia Capitalismo em Crise Claquete Conferência Reforma Agrária 2006 Crônicas – Acervo 2007 Culturas Populares Diversidade Social e Biológica Diálogos da Bacia do Prata Diário da Nova Bolívia Diários do Xingu Eleições na América Latina/2006 Em Estado de Arte Estradas do Brasil Etanol e Biodiesel na Agricultura Familiar Exploração e Abuso Sexual Febem Futuro da Esquerda Golpe Militar 40 anos IV Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária Indios na Cidade Latinautas Lusofonia MOP/COP Massacre em Gaza Ocupação na Reitoria da USP Política Cultural Primeira Pessoa RCTV Remoto Controle Rio São Francisco SP (quase) parada Segurança Pública Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Seminário Latino-Americano de Justiça de Transição Sucessão no Vaticano Trabalho Escravo X REAF Mercosul Fórum Social Mundial 3º FSM 2003 4º FSM 2004 5º FSM 2005 6º FSM 2006 7º FSM 2007 9º FSM 2009 Américas 2004 Educação Mundial 2004 Europeu 2004 Fórum Cultural Mundial 2004 Fórum Cultural Mundial 2006 Fórum das Águas 2003 Fórum das Águas 2005 Mediterrâneo 2005 Nordestino 2004 Preparatórios e Temáticos 2005 Reforma Agrária 2004 English | Español | Français | Português Política| 20/10/2009 | Copyleft
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O ponto de saturação
Ataques ao governo Lula fazem parte da paisagem jornalística brasileira. Tornaram-se previsíveis como os acidentes geográficos; irremediáveis como o dia e a noite. Naturalizaram-se, a tal ponto que já se lê os jornais pulando essas ocorrências, como os olhos ignoram trechos vulgares de caminhos rotineiros. O que mais espanta, porém – e a cobertura da viagem do São Francisco reforça esse desconcerto – não é a crítica , mas o tom desrespeitoso desse jornalismo. Com a aproximação das eleições de 2010, ansiedade pelo fracasso recrudesceu. A tal ponto ela se tornou caricatural que já aparecem os primeiros sintomas de saturação. O artigo é de Saul Leblon.
Saul Leblon
“Alojamento de Lula tem risoto, uísque e roda de viola até a madrugada.” Sob esse título auto-explicativo, a Folha [edição de 16-10] resumiu em uma retranca o espírito da cobertura oferecida aos seus leitores durante a viagem de três dias feita pelo Presidente Lula às obras de interligação de bacias do rio São Francisco, uma das mais importantes do seu governo.
O propósito de diminuir e tratar o assunto com escárnio e frivolidade se reafirmou em legendas de primeira página ao longo da visita. No dia 15-10, o jornal carimbava uma foto de Lula e da ministra Dilma Rousseff pescando no São Francisco, em Buritizeiro (MG), com a chamada: ‘Conversa de Pescadores’ . A associação entre a legenda e o discurso da oposição, para quem as obras são fictícias e a viagem, eleitoreira, sintetiza o engajamento de um jornalismo que já não se preocupa mais em simular isenção.
No dia 17, de novo na primeira página , o jornal estampa a foto do Presidente atravessando o concreto ainda fresco sobre a legenda colegial: ‘A ponte do rio que caiu’. A imagem de Lula equilibrando-se em tábuas improvisadas inoculava no leitor a versão martelada em toda a cobertura: trata-se de uma construção improvisada, feita a toque de caixa, com objetivo apenas eleitoreiro. É enfadonho dizê-lo, mas o próprio jornal se contradiz ao entrevistar Dom Luis Cappio, o bispo de Barra (BA), um crítico ferrenho da obra. Segundo afirmou o religioso ao jornal, ‘as obras avançam como um tsunami’. Sua crítica recai no que afirma ser a ‘marolinha’ das medidas – indispensáveis – de recuperação ambiental do rio. Diga-se a favor do governo que estas, naturalmente, serão de implementação mais lenta, na verdade talvez exijam um programa permanente.
Como o próprio bispo de Barra esclarece, não se trata apenas de promover o saneamento de esgotos e dejetos nas cidades ribeirinhas, como já vem sendo feito, ineditamente, talvez, na história dos rios brasileiros de abrangência interestadual. O resgate efeitvo do São Francisco passa também pela recuperação das matas ciliares, prevista nas obras, mas remete igualmente à recuperação de toda a ecologia à montante e para além dos beiradões, inclusive as veredas distantes onde estão nascentes, olhos d’água, lagoas de reprodução destruídos pela rapinagem madereira e carvoeira. Só quem acredita em milagres pode exigir, como faz Dom Cáppio, que um único governo reverta essa espiral de cinco séculos de omissão pública da parte, inclusive, daqueles que demagogicamente criticam as obras hoje como ‘uma ameaça ao velho Chico’.
O único acesso que a família Frias ofereceu aos leitores para que pudessem avaliar a verdadeira dimensão da obra ficou escondido na página interna da edição do dia 17, na belíssima foto que ilustra a página 12. Ali, um Lula solitário caminha por um gigantesco canal de concreto que rompe o horizonte até lamber o céu sertanejo. Há um simbolismo incontornável na imagem de um Presidente que se despede diluindo-se em uma obra gigantesca. Ela consagra seu retorno à terra de onde partiu como retirante e para onde voltou, Presidente, levando água a quem não tem – compromissos mantidos, apesar de tudo.
A solenidade da foto contrasta com o tom de adolescência abusada da cobertura, o que impediria o jornal de utilizar a imagem na primeira página, embora do ponto de vista estético e jornalístico ela fosse muito superior à escolhida. Tanto que o editor da página 12 não se conteve e abriu cinco colunas para a fotografia.
Ataques ao governo Lula fazem parte da paisagem jornalística brasileira. Tornaram-se previsíveis como os acidentes geográficos; irremediáveis como o dia e a noite. Naturalizaram-se, a tal ponto que já se lê os jornais pulando essas ocorrências, como os olhos ignoram trechos vulgares de caminhos rotineiros.
O que mais espanta, porém – e a cobertura da viagem do São Francisco reforça esse desconcerto – não é a crítica , mas o tom desrespeitoso desse jornalismo. Nesse aspecto não houve rigorosamente qualquer evolução após seis anos em que todos os preconceitos contra Lula foram desmoralizados na prática. A retomada do crescimento com inflação baixa e maior equidade social, por exemplo, distingue seu governo positivamente da paz salazarista imposta pela ortodoxia tucana no segundo mandato de FHC. A popularidade internacional do chefe de Estado brasileiro constitui outro fato sem precedente, só suplantado, talvez, pela velocidade da recuperação da nossa economia em meio à maior crise do capitalismo desde 1930. Tudo desautoriza as previsões catastróficas das viúvas provincianas do tucano poliglota.
Mas se a realidade desmentiu o preconceito, em nenhum momento a mídia conservadora deu trégua a um indisfarçável desejo de vingança que pudesse comprovar a pertinência de uma rejeição de classe ao governo Lula . Com a aproximação das eleições de 2010, a ansiedade pelo fracasso recrudesceu. A tal ponto ela se tornou caricatural que já aparecem os primeiros sintomas de saturação.
Em artigo publicado no Estadão [19-10] o físico José Goldemberg, por exemplo, um quadro de extração tucana, saiu em defesa da construção de hidrelétricas pelo governo Lula, objeto de críticas estridentes de um jornalismo que prefere esquecer a origem do apagão em 2001/2002. Na área da saúde, o respeitado cardiologista Adib Jatene, que já foi secretário de Paulo Maluf mas supera qualquer viés político pela inegável competência científica e discernimento público, tem vindo a campo com freqüência defender a necessidade de um novo imposto, capaz de mitigar o estrago causado à saúde pública pela revogação da CPF. Mais uma ‘obra coletiva’ assinada pela mídia e a coalizão demotucana.
O economista Luiz Carlos Bresser Pereira, do staff serrista, foi outro a manifestar seu desagrado com o estado das coisas. Bresser, que já defendeu abertamente o projeto de Lula para o pré-sal, rechaçou a demonização do MST articulada pela mídia e ruralistas, por conta da derrubada de laranjeiras em terras públicas ocupadas pela Cutrale [artigo na Folha 19-10]. Pode ser apenas miragem do horário de verão, mas o que essas manifestações parecem indicar é uma rebelião da inteligência –ainda que avessa ao PT – contra a a idiotização da agenda nacional promovida pelo jornalismo demotucano.
A patogenia infelizmente não é privilégio brasileiro. Na Argentina, o cerco da grande imprensa ao governo Cristina Kirchner recorre a expedientes idênticos de mentiras, fogo e fel . Com Morales, na Bolívia, não tem sido diferente. Na Venezuela, há tempos, o aparato midiático tornou-se paradigma de um engajamento que atravessou o Rubicão do golpismo impresso para se incorporar fisicamente à quartelada que quase derrubou Chávez em 2002 . Enganam-se os que enxergam aí também a evidência de uma fragilidade congênita à democracia latinoamericana. Acima do Equador as coisas não vão melhores. O democrata Barack Obama é vítima de um cerco raivoso e racista de jornais e redes, como é o caso da Fox, do direitista Rupert Murdoch que detém também o Wall Street Journal.
A repetição e o alcance dos mesmos métodos e argumentos nas mais diferentes latitudes parece indicar que estamos diante de um fenômeno de recorte histórico mais geral. O fato é que o conservadorismo está acuado em diferentes fronteiras após o esfarelamento econômico e político do credo neoliberal. A falência dos mercados financeiros desregulados na maior crise do capitalismo desde 1930 já é reconhecida, à direita e à esquerda, como um novo divisor histórico. Corroído em seus alicerces de legitimidade pela falência de empresas, famílias e bancos, ademais do recrudescimento do desemprego e da insegurança alimentar – inclusive nas sociedades mais ricas – o conservadorismo vê sua base social derreter. A radicalização do seu ‘braço midiático’ soa como uma tentativa derradeira de reverter o processo ainda nos marcos da democracia, desqualificando o adversário mais próximos formado por partidos e governos progressistas. A radicalização é proporcional à ausência de um projeto conservador alternativo a oferecer à sociedade.
Abre-se assim uma etapa de absoluta transparência, uma radicalização aberta; um embate bruto de forças em que a mídia dominante não tem mais espaço para esconder os interesses que representa. Tampouco parece ter pejo em descartar uma neutralidade – que, diga-se, a rigor nunca existiu – mas da qual sempre se avocou guardiã para descartar a democratização efetiva dos meios de comunicação. A isenção parece, enfim, não representar mais um valor passível sequer de ser simulado.
A diferença entre o que acontece no caso brasileiro e o resto do mundo é o grau de envolvimento do governo na reação em sentido contrário a essa ofensiva. A liberdade de informação e o contraditório aqui respiram cada vez mais por uma rede de blogs e sites de gradiente ideológico amplo, qualidade crescente e capacidade analítica incontestável. Mas ainda de alcance restrito. O protagonismo do governo e o dos partidos e sindicatos que poderiam ir além na abrangência de massa, é tíbio. Na Venezuela não é assim. Na Bolívia – que acaba de criar um grande jornal diário de recorte progressista– não está sendo. Na Argentina onde foi votada uma lei de comunicação que desmonta a estrutura monopolista do conservadorismo midiático, caminha-se também sobre pernas da urgência. Acima da linha do Equador a contundência das respostas oficiais destoa igualmente do acanhamento brasileiro. Na verdade, talvez a caracterização mais dura da decadência dos princípios liberais na mídia tenha partido justamente dos porta-vozes do governo Obama, Anita Dunn, Diretora de Comunicações do Presidente e David Axelrod,principal assessor de comunicação do democrata.
“A rede Fox está em guerra contra Barack Obama (…) não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha é jornalístico. Quando o presidente fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará debatendo com um partido da oposição”, resumiu recentemente a atilada Diretora de Comunicações da Casa Branca. Numa escalada de entrevistas e disparos cuidadosamente arquitetados, Dunn e Axelrod falaram alternadamente a diferentes segmentos midiáticos de todo o país. E o fizeram com o mesmo propósito de colocar o dedo numa ferida chamada Rupert Murdoch. “Mr. Rupert Murdoch tem talento para fazer dinheiro, e eu entendo que sua programação é voltada a fazer dinheiro. Só o que argumentamos é que [seus veículos] não são um canal de notícias de verdade. Não só os âncoras, mas a programação toda. Não é notícia de verdade, mas é a pregação de um ponto de vista. E nós vamos tratá-los assim “, bateu Axelrod em seguida ao ataque de Anita Dunn.
O guarda-chuva dos ataques a Obama têm como alvo o projeto de reforma do sistema de saúde, que, entre outras medidas, quer colocar sob responsabilidade do Estado cerca de 50 milhões de norte-americanos hoje ao desabrigo de qualquer cobertura.
A defesa do livre mercado na saúde é só a ponta do iceberg do ataque midiático. Por trás desse biombo o que se move é uma engrenagem endogâmica em que se entrelaçam o fanatismo e o dinheiro da direita republicana, postados dentro e fora da mídia. Sua meta é clara: desconstruir e imobilizar o sucessor de George W. Bush. Não há muita diferença entre o que se passa nos EUA e a divisão de trabalho observada no Brasil, onde as rádios chutam o governo Lula abaixo da linha da cintura; os jornalões desgastam e denunciam, enquanto a Globo faz a edição final no JN, transformando o boa noite diário da dupla Bonner & Fátima uma espécie de ‘meus pêsames, brasileiros pelo governo que escolheram; não repitam isso em 2010’.
No caso dos EUA, um país visceralmente conservador e racista não há , a rigor, grande surpresa pelos ataques da Fox & Cia a um Presidente negro e democrata. O que surpreende, de fato, é que Obama está reagindo. E o faz com um grau de contundência que, oxalá, sirva de inspiração para que um dia também possamos ouvir nos trópicos um porta-voz do Presidente Lula dizer com igual limpidez e serenidade, sem raiva, mas pedagogicamente: “A Folha está em guerra contra Lula(…) não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha é jornalístico. Quando o Presidente fala à Folha já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O Presidente já sabe que estará debatendo com um partido da oposição.”
FONTE: CARTA CAPITAL
Senador tucano cassado por compra de voto acha que ainda pode recorrer de decisão do STF
O senador Expedito Junior (PSDB-RO) afirmou há pouco que ainda cabem recursos no processo por meio do qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou, no ano passado, o seu mandato em razão da acusação de compra de votos. Hoje (28), o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a Mesa Diretora do Senado cumpra a decisão do TSE, cassando o senador tucano, e dê posse ao segundo colocado, Acir Gurgacz.
De acordo com Expedito, o TSE ainda não julgou os embargos declaratórios impetrados por seu advogados, questionando a decisão da Corte Eleitoral que manteve a cassação do seu mandato, seguindo decisão tomada pela Justiça Eleitoral de Rondônia.
“Ainda cabem recuros e meus advogados estão estudando esses recursos”, disse o senador. “Respeito a decisão da Justiça. Agora, ainda estou ouvindo meus advogados e vários outros senadores para ver se ainda cabe recurso. Se tiver, vou brigar pelo meu mandato até o último momento”, disse Expedito.
Para o tucano, o STF está agindo “com dois pesos e duas medidas”. Isso porque, segundo Expedito, no caso da cassação do então senador João Capiberibe (AP), o Supremo permitiu que o parlamentar permanecesse no cargo até que a própria Corte julgasse todos os recursos.
O senador acredita que antes da Mesa tomar uma decisão seu caso ainda deve ser avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Se analisarmos o caso Capiberibe, ele foi também para Comissão de Constituição e Justiça e depois, de ampla defesa, é que foi cumprida a decisão dos tribunais”, acrescentou.
Fonte: Consciência Política
Covardia de Aécio Neves
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.
Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.
A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
Por Juca Kfouri às 12h09
manoel rodrigues
“psicanalista charlatão” e “psicanalista louco” foi ótimo…kkkkkkkkk
Lembra de um aqui, frustrado e que virou sucateiro, conforme fala o “brasileiro acima de tudo”
FHC agride Lula para
escapar da irrelevância
1/novembro/2009 11:50
A inveja tem a vantagem de corroer o invejoso por dentro
O Farol de Alexandria subiu o tom.
Rasgou a fantasia.
Despiu-se do pudor que convém a ex-presidentes.
Agora, ou vai ou racha.
Ou os holofotes do PiG (*) se voltam para ele, ou desaparece.
O artigo que escreveu hoje no Globo e no Estadão chama o Presidente Lula de golpista, peronista, portador de um autoritarismo populista (?) e, como sempre, o considera um desqualificado.
Diz que Lula quer um “poder sem limites”.
Ou seja, acusa Lula de querer ser ditador.
Ele sempre fez isso, porque nunca teve a compostura de um ex-presidente da República.
Sarney, Collor e Itamar respeitaram os sucessores.
O Farol jamais engoliu o sucesso de seu sucessor.
Só que, neste domingo, depois que um aliado de Zé Pedágio decidiu jogá-lo ao mar – clique aqui para ver o que Roberto (quem ?) Freire disse dele no Ceará -, depois que Aécio deu um ultimato a seu rebento – clique aqui para ler “Aécio não vai na garupa de ninguém”, o Farol caminha para a irrelevância a passos largos.
Para morrer atirando, o artigo de hoje ultrapassa as regras da etiqueta política.
As decisões de Lula são uma “enxurrada” , “esdrúxulas”, “sem sentido”.
Lula criou “o maior espetáculo da Terra” – nome de um filme que, na juventude do FHC, tratava da vida num circo … -, governo “de riqueza fácil que beneficia poucos”.
Lula comete “transgressões”.
“Atropela” a lei e os “bons costumes”.
Por que será ?
Lula tem algum filho bastardo que não se conheça ?
“Desvio” (de dinheiro ?).
“Loucura”.
“Apoteose verbal”.
“Despautério”.
Um estilo que “pouco tem a ver com nossos ideais democráticos “.
Que dizer que Lula vai dar o Golpe ?
Autor de “pequenos assassinatos”.
A partir daí, o Farol retoma a agenda do PiG (*).
Ou seja, as causas heróicas que movem as milícias de colonistas (**) do PiG (*) e ajudam a criar o PUM (***) do PiG (*).
Ele defende o pré-sal para os clientes do escritório do Davizinho.
Morre de saudades da Petrobrax.
Defende o Roger Agnelli e os tucanos que ele emprega na Vale.
Que Lula não põe ninguém na cadeia (só falta dizer que o “Engavetador Geral da República” trabalha no Governo Lula …)
Que Lula quer a Bomba Atômica para entrar no Conselho de Segurança.
Aí, FHC é mais entreguista do que normalmente parece.
Como ele enterrou os planos de o Brasil ter vida nuclear autônoma, ao assinar um tratado de não proliferação, aqui, agora, o Farol quer jogar Lula na companhia do Irã, tornar o Brasil um “rogue State”, para que Lula não se sente no Conselho de Segurança da ONU.
Porque, nesse dia, FHC vai cortar os pulsos para valer …
O Farol diz que o PAC empacou.
Diz que o Minha Casa Minha Vida não anda.
Ou seja, repete a pauta dos editores do PiG (*).
Mas, tem uma novidade no pensamento do Farol.
Sem dar crédito a Chico de Oliveira – da mesma maneira como tentou engolir o Enzo Falleto, que escreveu com ele sobre a “Dependência” irrevogável do Brasil aos Estados Unidos -, o Farol tenta se apropriar da tese de que os fundos de pensão mandam no Brasil.
Essa é uma outra discussão.
E o Conversa Afiada já demonstrou o que pensa disso, no episódio da patranha da BrOi.
Clique aqui para ler a representação com que entrei no Ministério Público Federal do Distrito Federal.
Porém, o Farol está interditado de falar sobre esse assunto.
Ele entregou os fundos de pensão a Daniel Dantas, a quem chama de “brilhante”.
Clique aqui para ler “FHC se esquece de que deu pos fundos de pensão a Daniel Dantas”.
Como o de Alexandria, o Farol será destruído por um terremoto.
E ninguém verterá uma lágrima por ele.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) PUM é Pensamento Único da Mídia.
Fhc deve ter ido à metrópole junto com outros colonistas da mesma turma: tasso, virgilio, alvaro, serra, guerra, flexa, malan, mainardi, azevedo, jarbas, cacciola, nacional, economico, excel, banco santos, marka, privatizações, P-36, Alcantara, mão santa, demostenes, fome, pobreza, frente de serviço, dívida externa, veja, folha, estadão, band e globo) participar da festa de haloween.
Coitado. Está acabado. Ninguém quer a companhia dele. Se ele aparecer na foto ou no palanque, perde.
É o farol, o guia máximo, o guru, o pai de santo do psdb, dem e pps. O freire que o diga.
Essa turma nunca mais. Viva LULA, DILMA 2010.
Este crápula invejoso só tem espaço para destilar sua inveja e veneno no PIG.
Este defunto político será totalmente escondido pelo seu próprio partido na próxima campanha política pois eles mesmo sabem que é um tiro no pé apresentar esta múmia que toda a sociedade brasileira, que tem um mínimo de informação , tem repugnância por este entreguista, traidor da Pátria. Merecia um ” paredão “.
Ai, ai, Todo mundo pegando carona no sucesso de Lula, até esse FHC medíocre. Gente, fala sério, de que outra forma ele conseguiria audiência?
Deprimente.
A verdade é que tudo que Lula faz ou diz atrai o interessa do povo brasileiro. E tudo o que dizem dele também. Aos “invisíveis”, como FHC, só resta tentar agarrar a cauda do cometa.
FHC e muitos colunistas me lembram parasitas. Só vivem porque se agarram e se alimentam de outros seres
Bateu o desespero com 11 meses de antecedência!!! Isto lembra muito bem a viúva Duarte, aquela que tinha medo. Comparar o governo de Lula com o dos militares está parecendo a nova estratégia do pauteiro do PIG. Salvo engano eu já li alguma coisa parecida partida de um tucano. Calma, faroleiro, a defesa da maconha está subindo pra cabeça. Tu já estás muito velho pra isso. Recolha-se. Acho que são diversas as causas da tua inveja em relação ao governo de Lula. Mas a maior delas, sem dúvida, é pelo fato de o Brasil estar superando o “complexo de vira-lata” (autor: Nelson Rodrigues) e se Deus quiser em 2016 assumir o sexto lugar da economia mundial, como prevê o Banco Mundial e tem dito o presidente Lula, que já colocou o Brasil no grupo dos 20 maiores pitbuls do mundo, ops, o G20. Sorry, periferia! (autor: Ibrahim Sued).
Dia de todos os santos o Falso Homem Canalha resolve aparecer, errou o dia, pois era para ser amanhã dia de finados, o homem já morreu e sabemos a sua causa mortis – INVEJA – que também pode ser definida como: uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.
FHC vc é um entreguista do país chamado BRASIL … veio LULA para colocar o país e o povo em lugar de destaque …. VIVA DILMA 2010 ….. FHC amanhã vamos comemorar o seu dia de FINADOS
Talvez essa matéria que saiu ontem na FSP tenha deixado o FHC nervoso e pode ser o motivo desse ataque dele ao Lula na sua coluna nos jornalões:
“Os cotistas do Opportunity Fund
Folha de S.Paulo – PF identifica cotistas de fundo de Dantas – 31/10/2009″
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3110200908.htm – Para assinantes
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É porisso que eu repito sempre a mesma lista de escândalos, como a que está abaixo:
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01. Caso Pinheiro Landim
02. Caso Celso Daniel
03. Caso Toninho do PT
04. Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
05. Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
06. CPI do Banestado
07. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
08. Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
09. Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula
10. Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
11. Irregularidades do Fome Zero
12. Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
13. Escândalo do Ministério do Trabalho
14. Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
15. Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
16. Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
17. Operação Anaconda
18. Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
19. Caso José Eduardo Dutra
20. Escândalo dos Frangos (em Roraima)
21. Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
22. Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
23. Expulsão dos Políticos do PT
24. Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Waldomiro Diniz)
25. Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
26. Escândalo da ONG Ágora
27. Escândalo dos Copos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
28. Caso Henrique Meirelles
29. Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
30. Caso Cássio Caseb
31. Caso Kroll
32. Conselho Federal de Jornalismo
33. Escândalo dos Vampiros
34. Escândalo das Fotos de Herzog
35. Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
36. Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
37. Caso Antônio Celso Cipriani
38. Irregularidades na Bolsa-Escola
39. Caso Flamarion Portela
40. Irregularidades na Bolsa-Família
41. Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
42. Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
43. Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
44. Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
45. Escândalo do IRB
46. Escândalo da Novadata
47. Escândalo da Usina de Itaipu
48. Escândalo das Furnas
49. Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
50. Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
51. Escândalo da Secom
52. Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
53. Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
54. Escândalo da CPEM
55. Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
56. Caso Marka/FonteCindam
57. Escândalo dos Dólares na Cueca
58. Escândalo do Banco Santos
59. Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
60. Escândalo da Interbrazil
61. Caso Toninho da Barcelona
62. Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
63. Caso dos Dólares de Cuba
64. Doação de Terninhos da Marísa da Silva (esposa do presidente Lula)
65. Escândalo da Nossa Caixa
66. Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
67. Escândalo das Cartilhas do PT
68. Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
69. Escândalo do Proer
70. Escândalo do Sivam
71. Escândalo dos Fundos de Pensão
72. Escândalo dos Grampos na Abin
73. Escândalo do Foro de São Paulo
74. Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
75. Escândalo do Mensalinho
76. Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
77. Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
78. Crise da VarigEscândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
79. Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
80. CPI da Imigração Ilegal
81. CPI do Tráfico de Armas
82. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
83. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
84. Operação Confraria
85. Operação Dominó
86. Operação Saúva
87. Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
88. Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
89. Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
90. Escândalo dos Grampos no TSE
91. Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula – petistas pegos com malas de dinheiro para compra de um dossiê falso para incriminar José Serra, atual Governador de SP)
92. ONG Unitrabalho
93. Escândalo da Renascer em Cristo
94. CPI das ONGs
95. Operação Testamento
96. CPI do Apagão Aéreo
97. Operação Hurricane
98. Operação Navalha
99. Operação Xeque-mate (envolvendo o irmão do presidente Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, indiciado por tráfico de influência e o compadre do presidente Dario Morelli Filho, denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica)
100. Escândalo no Senado (envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB, por falta de decoro
parlamentar).
101. Escândalo do ENEM.
102. Escândalo do Rio São Francisco.
103. Escândalo da Petrobrás.
104. Escândalo da Petrobrás.
105. Escândalo do MST.
105. Escândalos do TCU.
*Computando 2008 e 2009, atingimos o inacreditável n° de 178 escândalos (fora os não publicados).
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Esse artigo do FHC foi a explicação mais clara que lí últimamente sobre a intenção do molusco, dos sindicalistas, dos petralhas e dos oportunistas de plantão.
Vou repeti-lo várias vezes para que os brasileiros, que são verdadeiros democratas, lembrem no futuro que foram avisados das tentativas dessa quadrilha petista em transformar o Brasil em uma nova Cuba no continente sulamericano.
Essa estória de alta popularidade é uma ilusão. É como aconteceu com o Jânio Quadros que tentou dar o golpe contando com a grande adesão popular que havia conseguido na época; contava com o apoio do povo para aclamá-lo o “grande líder”. Deu no que deu.
O povo é como o “jacaré guloso” que, enquanto o seu alimentador lhe fornece comida à vontade, permanece fiel; quando a comida acaba ele morde a perna do tratador e se puder o engole inteiro, até que apareça um outro mais generoso.
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Leiam outra vez:
ARTIGO
Para onde vamos?
A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da Terra”, de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas.
Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?
Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos.
É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois, se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista”, deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública.
Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares, se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem nenhum pudor, passear pelo Brasil à custa do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso…) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?
Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer, obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o.”
Em pauta temos a Transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no Orçamento e mínguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo Tribunal de Contas da União. Não importa, no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha Casa, Minha Vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”.
Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que se tenha esquecido de acrescentar: “L”État c”est moi.” Mas não se esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender o “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.
Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro.
Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.
Ora, dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina.
No Brasil os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas -, mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.
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Onde houver nomes como, por exemplo:
Tucanalha, PIG, Tucademos, Zé Pedágio, fhCIA, fernandinos, lacerdentos, e outros ataques imbecis à oposiçao responsável, independente do nome que estiver acima escrito, pode ter certeza…
…foram inventados pelo petralha “brasileiro acima de tudo”.
Ele vive sózinho inventando nomes falsos porque o molusco está “sem caixa” para pagar mais petralhas.
Disse: Zé Serrote
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Enviado por Ricardo Noblat -
1.11.2009
| 16h09m
Deu na Folha de S. Paulo
Os furos de Lula
Montou-se um monumental esquema de cooptação no país. O governo virou um cabide de emprego
De Gilberto Dimenstein:
Na quinta-feira passada, Lula pediu aos repórteres que não interpretassem a notícia, apenas relatassem os fatos. Atacou os formadores de opinião -uma categoria que, segundo ele, perde importância. “O povo não quer mais intermediário”. Já havia defendido, em entrevista à Folha, que o papel do jornalista não é fiscalizar e denunciar, só deve informar.
Fico imaginando qual seria a reação dos petistas se tais frases fossem proferidas por algum presidente durante o regime militar, quando se fiscalizava o que ocorria nas cadeias e se denunciava a tortura. Ou todas as denúncias de corrupção que tanto beneficiaram, no passado, o prestígio do PT no geral e o de Lula, em particular.
Há sinais inquietantes por trás desse incômodo do presidente com a imprensa. Há um clima que podemos chamar de Estado Pós-Novo -uma dificuldade de lidar com os sistemas de intermediação do poder e um culto do poder estatal.
Como Lula é um dos mais importantes formadores de opinião -entre os mais pobres, é o mais importante-, temos um problema grave de educação para a cidadania.
Não há no Brasil, nem remotamente, um ambiente de Estado Novo, criado por Getulio Vargas. Mas o fato é que, na sua irritação crescente com a diversidade e sistemas que brecam o poder, destila-se um olhar de reservas aos mecanismos de controle do Estado -sem os quais não há democracia.
Na Venezuela, na quinta passada, Lula explicou por que o agridem: os poderosos não gostam de seus programas sociais, que priorizam os pobres. É a figura pós-nova do “pai dos pobres”, de Vargas. Nessa lógica, ele não para de atacar o Tribunal de Contas da União, acusado de atrasar as obras e, portanto, impedir o crescimento do país. Note-se que, aqui, a única função do TCU é fiscalizar.
Desdenhou as advertências do Supremo Tribunal Federal sobre as viagens presidenciais, que, em essência, são eleitorais -a função do STF é zelar pelo respeito às leis.
Montou-se um monumental esquema de cooptação no país. O governo virou um cabide de emprego para sindicalistas e dirigentes de movimentos sociais, que passaram a ganhar polpudos salários. Muitos deles ganharam ainda mais vagas nos bilionários fundos de pensão.
Para satisfazer as bases partidárias e sindicais, inflou-se a folha de pagamento do governo. Os resultados desse inchaço apareceram, na semana passada, com a divulgação dos buracos nas contas públicas.
Um assunto que só interessa a meia dúzia de pessoas e não tem o menor apelo eleitoral. Quase ninguém ouve o argumento racional de que esses e outros gastos dificultam o aumento dos investimentos -esses, sim, capazes de assegurar o crescimento. Os críticos são, afinal, “insensíveis” aos pobres.
Para reduzir o poder dos “formadores de opinião”, gastaram-se milhões num projeto (TV Brasil), cuja audiência é traço. Os inquietos artistas ganham o “vale-cultura”, a crônica anunciada de mais um desperdício de recursos públicos.
O mensalão foi apenas uma tentativa de cooptação que deu errado, um acidente de trabalho. Coerente, portanto, que o Palácio do Planalto indique para o Supremo Tribunal Federal não um jurista, mas um advogado do PT.
Tudo isso é aceito quase placidamente porque, além da cooptação, Lula tem uma extraordinária popularidade e prestígio internacional -há um pressuposto de que a verdade tem a ver com o número de pessoas que seguem uma personalidade ou ideia.
No caso brasileiro, há um fascínio servil com o que vem de fora. É, aliás, uma visão de Lula, para quem a eleição de alguém já significa um perdão -é assim que ele apresentou, no palanque, Fernando Collor. Coloca-se na posição de Jesus, obrigado a fazer acordo com Judas.
Não acho, obviamente, que as liberdades estejam ameaçadas. Dá até para dizer que, em sua gestão, houve um notável avanço da educação -tanto quanto o que se verificou no tempo do professor Fernando Henrique Cardoso.
Deve-se à gestão Lula a obrigatoriedade de ensino, aprovada no Senado, na semana passada, dos quatro aos 17 anos. Aumentaram-se os recursos para o ensino médio e infantil. Investiu-se na ampliação da jornada escolar. A força dada ao Enem, em seu mandato, é um importante estímulo para que as escolas valorizem a reflexão. Fala-se agora que, com mais dinheiro no Orçamento do MEC, decidido também na semana passada, no Congresso, haverá bilhões apenas para formar professor.
Mas os ataques de Lula fazem muita gente acreditar que se pode fazer uma democracia forte sem a intermediação do poder -e o que garante a democracia é o controle.
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Manual de sabotagem
31 de outubro de 2009
Por Diogo Mainardi, Veja
“Com o único propósito de sabotar o PT, amolei um monte de gente para tentar descobrir se José Serra e Aécio Neves podem se tornar companheiros de chapa em 2010. A probabilidade de um acordo entre os dois é muito maior do que parece”
Eu tento sabotar o PT. Como é que se sabota o PT? Atualmente, só há um jeito: unindo José Serra e Aécio Neves, em 2010.
Sem Aécio Neves, José Serra perde. Sem José Serra, Aécio Neves perde. Eles sabem disso. O PT sabe disso. Aécio Neves pode até ser o melhor candidato presidencial. Mas o PSDB acabará apoiando a candidatura de José Serra, porque ele lidera – e lidera folgadamente – em todas as pesquisas eleitorais.
Com o único propósito de sabotar o PT – e de sabotar Lula, Dilma Rousseff, Franklin Martins –, amolei um monte de gente para tentar descobrir se José Serra e Aécio Neves realmente podem se tornar companheiros de chapa em 2010. O primeiro como candidato a presidente e o segundo como candidato a vice-presidente. Publicamente, eles negam essa possibilidade. José Serra diz que a disputa presidencial ainda está longe. E Aécio Neves responde que, se o PSDB escolher José Serra, ele pretende se candidatar ao Senado.
Mas a probabilidade de um acordo entre os dois é muito maior do que parece. Na última semana, o marqueteiro de José Serra e o marqueteiro de Aécio Neves se reuniram e trataram abertamente do assunto. Eu só soube disso – repito – porque amolei um monte de gente. O marqueteiro de José Serra fez um cálculo simples: para eleger seu candidato ao Palácio do Planalto, ele tem de ganhar em Minas Gerais. Se Aécio Neves se candidatar a vice-presidente, José Serra ganhará disparado. Se, por outro lado, Aécio Neves concorrer ao Senado, desinteressando-se da campanha presidencial, ganhará em Minas Gerais o candidato apoiado por Lula.
Aécio Neves tem de fazer um cálculo um tantinho mais complicado. O Senado oferece-lhe um caminho perfeitamente seguro. Mas, se José Serra acabar perdendo de Dilma Rous-seff, ele poderá ser responsabilizado pela derrota. Para alguém como Aécio Neves, cujo maior atributo político é ser um aglutinador, nada pior do que rachar o próprio partido. Se Aécio Neves tomar o caminho oposto e aceitar ser companheiro de chapa de José Serra, sabotando os planos do PT, ele só terá a ganhar. Em primeiro lugar, porque isso garantirá o triunfo eleitoral de José Serra. Ele será o Lula do PSDB. Em segundo lugar, porque ele poderá ocupar, além do Palácio do Jaburu, um grande ministério da área social, cacifando sua candidatura presidencial em 2014, contra Lula, ou em 2018, contra o que restar do PT, se é que ainda restará algo.
Pronto: sabotei o PT. Agora só falta o PSDB sabotar o PSDB.
(*) Fonte: http://veja.abril.com.br/041109/manual-sabotagem-p-133.shtml
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O BRASIL NÃO ESQUECERÁ OS 45 ESCÂNDALOS DO GOVERNO fhc
O documento “O Brasil não esquecerá – 45 escândalos que marcaram o governo FHC”, de julho de 2002, é um trabalho da Liderança do PT na Câmara Federal de Deputados. O objetivo do levantamento de ações e omissões dos últimos sete anos e meio do governo FHC, segundo o então líder do PT, deputado João Paulo (SP), não é fazer denúncia, chantagem ou ataque. “Estamos fazendo um balanço ético para que a avaliação da sociedade não se restrinja às questões econômicas”, argumentou. Entres os 45 pontos estão os casos Sudam, Sivam, Proer, caixa-dois de campanhas, TRT paulista, calote no Fundef, mudanças na CLT, intervenção na Previ e erros do Banco Central. A intenção da Revista Consciência.Net em divulgar tal documento não é apagar ou minimizar os erros do governo que se seguiu, mas urge deixar este passado obscuro bem registrado. Leia a seguir:
Itinerário de um desastre
Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixará uma pesada herança para seu sucessor.
A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.
Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.
O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.
Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
Deputado João Paulo Cunha
Líder do PT
1 – Conivência com a corrupção
O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
2 – O escândalo do Sivam
O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
3 – A farra do Proer
O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
4 – Caixa-dois de campanhas
As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
5 – Propina na privatização
A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
6 – A emenda da reeleição
O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
7 – Grampos telefônicos
Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
8 – TRT paulista
A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
9 – Os ralos do DNER
O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
10 – O “caladão”
O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O “caladão” provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
11 – Desvalorização do real
FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava “ou eu ou o caos”. Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
12 – O caso Marka/FonteCindam
Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
13 – Base de Alcântara
O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
14 – Biopirataria oficial
Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
15 – O fiasco dos 500 anos
As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
16 – Eduardo Jorge, um personagem suspeito
Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
17 – Drible na reforma tributária
O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
18 – Rombo transamazônico na Sudam
O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
19 – Os desvios na Sudene
Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
20 – Calote no Fundef
O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
21 – Abuso de MPs
Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.
22 – Acidentes na Petrobras
Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
23 – Apoio a Fujimori
O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
24 – Desmatamento na Amazônia
Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.
25 – Os computadores do FUST
A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
26 – Arapongagem
O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.
27 – O esquema do FAT
A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.
28 – Mudanças na CLT
A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.
29 – Obras irregulares
Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.
30 – Explosão da dívida pública
Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.
31 – Avanço da dengue
A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.
32 – Verbas do BNDES
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
33 – Crescimento pífio do PIB
Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
34 – Renúncias no Senado
A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.
35 – Racionamento de energia
A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.
36 – Assalto ao bolso do consumidor
FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.
37 – Explosão da violência
O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.
38 – A falácia da Reforma agrária
O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.
39 – Subserviência internacional
A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.
40 – Renda em queda e desemprego em alta
Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
41 – Relações perigosas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman – paraíso fiscal do Caribe.
42 – Violação aos direitos humanos
Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.
43 – Correção da tabela do IR
Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.
44 – Intervenção na Previ
FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.
45 – Barbeiragens do Banco Central
O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições
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O preço eleitoral PDF Imprimir E-mail
31 de outubro de 2009
Meirelles, o candidato enrustido à Presidência da República, com vice do PT, faz parte do plano B de Mr. Da Silva.
Por Celso Ming (*)
O Banco Central (BC) confirmou ontem a forte deterioração das contas públicas anunciada no dia anterior pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
O Tesouro se restringira a divulgar os números do governo federal. O BC incorporou a eles os números dos outros níveis da administração pública: os dos Estados e os dos municípios. Mas o resultado qualitativo não muda muito. É muito ruim. É o pior mês de setembro dos últimos 12 anos. O Banco Central não pode dizer exatamente a mesma coisa porque começou a série estatística apenas em dezembro de 2001.
Nas justificativas para o descarrilhamento fiscal, o secretário do Tesouro apresentou pelo menos uma abobrinha. Disse que esse foi um resultado já esperado em consequência da opção pela política anticíclica colocada em marcha pelo governo. No entanto, a gastança a que se atirou o governo federal não tem nada a ver com esse tipo de política. Tem a ver com jogada eleitoral. O maior economista do século 20, o inglês John Maynard Keynes, ensinou que política anticíclica não se faz com despesas permanentes, como o forte aumento dos salários do funcionalismo público e dos benefícios dos aposentados. Ela se faz com investimentos em infraestrutura ou com aplicações que possam ser revertidas tão logo mude o ciclo econômico, da recessão para o crescimento. O que há é que o governo federal aumentou as despesas correntes em nada menos que 16,5%, num ano em que o avanço do PIB mal chegará a 1,0%.
A queda da arrecadação, de 1,9% nos nove primeiros meses de 2009, não é apenas consequência da queda da atividade econômica e das renúncias fiscais do governo federal (redução de impostos para veículos, aparelhos domésticos, etc.). Também tem a ver com a desorganização, que se espera seja temporária, na Receita Federal, por ocasião da administração da auditora Lina Vieira.
O governo está fazendo contorcionismos fiscais para apresentar um resultado melhor. Avançou sobre os recursos do Fundo de Garantia e em pelo menos R$ 5,3 bilhões em depósitos judiciais. E tentou fazer caixa com os recursos do contribuinte, correspondentes ao que foi recolhido em excesso pelo Imposto de Renda e que já deveria ter sido devolvido.
Para enfeitar a contabilidade pública, o governo inventou eufemismos contábeis. Desembolsos da Petrobrás, do Projeto Piloto de Investimentos (PPI) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) passaram a ser considerados investimentos e não mais despesas. O resultado desse truque é poder apresentar números finais que parecem mais favoráveis.
O Brasil tem uma longa história de déficits orçamentários. Nenhum deles terminou bem. Não dá para dizer que o desastre seja inevitável porque ainda há tempo para reverter o placar adverso.
No entanto, a parada eleitoral do governo será a dureza que se conhece porque o presidente Lula já decidiu apresentar como candidata à sua sucessão a ministra-chefe da Casa Civil, que nunca na vida disputou uma eleição. E, nessas condições, já se pode ter uma boa ideia de como o governo federal pretende convencer o eleitor. Decididamente não será com a volta de superávits fiscais.
(*) Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091031/not_imp459164,0.php?target_url=http%3A%2F%2Fdigital.estadao.com.br%2Fhome.asp
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Dívida pública chega a 44,9% do PIB PDF Imprimir E-mail
31 de outubro de 2009
Piora das contas do governo e câmbio elevam a dívida em 6 pontos porcentuais, aumento parecido com o de 2002
Fabio Graner e Fernando Nakagawa, BRASÍLIA (*)
A combinação de valorização do real com a piora das contas do governo fez a dívida líquida do setor público dar um salto em 2009, atingindo 44,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro. O número é 6,1 pontos porcentuais maior que o endividamento do País em relação ao PIB em dezembro de 2008.
O salto é comparável ao verificado em 2002, ano em que o País praticamente quebrou em meio às incertezas trazidas pelas eleições presidenciais e o dólar foi negociado perto de R$ 4. Naquele momento, a dívida havia subido sete pontos, para 56,9% do PIB, e a capacidade de o País honrar suas dívidas foi seriamente questionada.
Praticamente metade da alta no endividamento atual – 2,9 pontos porcentuais – é decorrente da queda do dólar em relação ao real. Como o Brasil tem mais ativos do que dívidas em dólar, quando a moeda americana cai, os créditos do País, como as reservas internacionais, perdem valor. Quando o dólar sobe, como ocorreu no fim do ano passado, no auge da crise, a dívida cai.
VANTAGEM
Essa situação é considerada uma vantagem econômica pelo governo e por analistas, porque evita que, em momentos de turbulência financeira, as preocupações sejam realimentadas por dúvidas sobre a solvência do País.
Foi o que ocorreu em 2002. Naquela época, a dívida subia junto com o dólar, pois o País não tinha reservas suficientes, e o ciclo negativo se autoalimentava.
Além disso, o governo ficava de mãos atadas para atuar contra o impacto recessivo da crise, já que tinha de cortar gastos para evitar uma explosão na dívida e uma crise de confiança.
No quadro atual, no entanto, o governo pode abrir mão de receitas, fazendo desonerações tributárias, para estimular a recuperação da atividade econômica, comprometida pela crise.
DÉFICIT NOMINAL
Foram esses estímulos fiscais, junto com o aumento de outros gastos promovidos pelo governo, que elevaram significativamente neste ano o chamado déficit nominal – o segundo grande responsável pela outra metade do crescimento da dívida líquida do setor público. O déficit nominal é o saldo de todas as receitas e despesas do governo, incluindo juros.
De janeiro a setembro de 2009, esse déficit chegou a R$ 87,26 bilhões, valor equivalente a 3,93% do PIB. É o maior da série histórica apurada pelo Banco Central. No mesmo período de 2008, o déficit era de apenas 0,8% do PIB.
O economista da Tendências Consultoria Felipe Salto acredita que, passada a crise, a dívida voltará a cair em 2010 e, por isso, os agentes econômicos não vão deteriorar sua expectativa em torno da capacidade de o País pagar suas contas.
“O ano de 2009 é atípico. Em 2010, haverá uma retomada da trajetória de queda da dívida. Por isso, o cenário está tranquilo”, afirmou o economista.
“A crise pegou o País em situação fiscal melhor, por conta do histórico de política fiscal consistente dos últimos dez anos”, disse.
O analista também chama a atenção para o movimento de alta na dívida bruta – que exclui os ativos do governo -, que passou de 58,6% do PIB, em dezembro de 2008, para 66,5% do PIB.
Segundo ele, a dívida bruta mostra mais claramente os riscos que o governo corre, mas ele avalia que esse indicador também voltará a cair no ano que vem, se os resultados fiscais melhorarem.
(*) Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091031/not_imp459153,0.php
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Escândalos da era FHC – Proer
Publicado em 22/06/2009 por Roder09
Especialistas em “buracos”
O Proer – Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional foi um verdadeiro “prêmio à corrupção”.
O governo FHC “investiu” pesado nos bancos. Entre 1995 e 2000, destinou cerca de 112 bilhões ao sistema financeiro. Hoje, isso representa mais de 20% dos investimentos iniciais do PAC. (clique aqui)
A dívida dos bancos foi sociabilizada. E quem pagou por ela foi o povo brasileiro.
E a mídia? Bem, essa cuidou de proteger o “Grande Farol”.
Caixa-dois e os bancos.
Nesse mesmo momento, nascia o episódio da Pasta Rosa. A primeira evidência de caixa-dois da história da República é do governo tucano.
Quase quarenta políticos, entre eles Renan Calheiros, Agripino Maia e o próprio Antônio Carlos Magalhães, receberam dinheiro não-contabilizado do banco Econômico para a campanha de 1990. Isso veio à tona no mesmo momento que o Proer era lançado por FHC. (clique aqui)
O procurador Geraldo Brindeiro pediu o arquivamento do inquérito em fevereiro de 1996. Nenhum político foi punido por causa do escândalo.
Alguns deputados conseguiram criar a CPI sobre o caso em 1996, mas os aliados de FHC retardaram a instalação dos trabalhos até 2001. O relator tucano Alberto Goldman (SP) concluiu(?) que “o socorro aos bancos quebrados era inevitável diante da crise vivida pelo sistema bancário”. (clique aqui)
A farra do Proer
Foram contemplados pelo plano de intervenção federal: Econômico (BA), Mercantil (PE) Comercial (SP), Nacional e Bamerindus, entre outros.
O governo, sem autorização do Senado, adquiria empréstimos de instituições em boa situação financeira e emprestava sem garantias de retorno. Depois, o Tesouro Nacional ressarcia os bancos credores com o próprio dinheiro público. E assim, o saldo devedor era acrescido à dívida do governo.
Os arquitetos dessa grande falcatrua foram os ministros da Fazenda, Pedro Malan; do Planejamento, José Serra; e o presidente do Banco Central, Gustavo Loyola.
Gilmar Dantas entra em ação
Condenados em 2002, em dois processos por improbidade administrativa, Serra e Malan recorreram com recursos para a anulação do processo. Quando processados por improbidade, os ministros são julgados por juízes comuns, da primeira instância do Judiciário. Enquadrados por “crime de responsabilidade”, ganhavam automaticamente o privilégio de foro. Ou seja, só poderiam ser julgados pelo STF. Foi baseado nisso que Gilmar Mendes mandou ao arquivo as ações que pesavam sobre os ombros dos ex-colegas de governo.
Em sua decisão, o novo presidente do STF levou em conta o seguinte detalhe: “os efeitos de tais sanções em muito ultrapassam o interesse individual dos ministros envolvidos.” A condenação impunha responsabilidade “individual de quase R$ 300 milhões” para cada réu.
Ou seja, roubar bilhões dos cofres públicos não estava em questão.
E o “Farol”?
Fernando Henrique Cardoso ainda insiste em dizer que o Proer foi financiado com recursos do sistema financeiro. Recentemente, criticou o governo Lula por liberar parte do compulsório para abertura de crédito nos bancos, durante o auge da crise americana.
Rebatendo as críticas, o presidente do BC, Henrique Meireles, afirmou que a medida apenas representava 10% dos compulsórios dos bancos e que o governo não tinha simpatia por usar reservas cambias para enfrentar a crise, como feito em governos anteriores. (clique aqui)
Eles não contavam que o governo Lula emprestaria R$ 10 bilhões ao FMI.
Nem com o excelente desempenho da economia brasileira frente a crise americana.
Essa doeu, hein, Farol
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Gorbachov, Kohl e Bush pai comemoram queda do Muro de Berlim
01 de novembro de 2009
Imagens que se constituem veneno para os movimentos socialistas e marxistas, e ditadores comunistas que escravizam seus povos
EFE, Terra Notícias (*)
O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachov, o ex-chanceler alemão Helmut Kohl e o ex-presidente dos Estados Unidos George Bush (pai) se reencontraram hoje, em Berlim, para comemorar a queda do Muro, um acontecimento estreitamente ligado às três personalidades.
“Nós três participamos do processo que levou à queda do muro e à unidade da Alemanha. Mas os verdadeiros heróis foram outros”, disse Gorbachov.
Em seu discurso, Gorbachov destacou que, ainda antes da queda do Muro, houve um longo e difícil processo de aproximação entre russos e alemães que foi preparando o terreno para os eventos de 9 de novembro de 1989.
“Após tudo o que aconteceu na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), muitos podem ter pensado que seria impossível que russos e alemães se aproximassem. Foram tempos difíceis”, disse Gorbachov, que lembrou que 30 milhões de russos tinham morrido durante o conflito.
“Agora, já foi inaugurado na Rússia o 20º cemitério de soldados alemães caídos na guerra e, isso, é quase um milagre”, disse Gorbachov.
Depois, o ex-líder soviético e prêmio Nobel da Paz em 1990 lembrou que as primeiras aproximações já começaram, em plena Guerra Fria (1947-1991), com o primeiro chanceler alemão do pós-guerra, Konrad Adenauer, e suas visitas a Moscou para conseguir o retorno de prisioneiros de guerra à Alemanha.
“Depois veio Willy Brandt e a política de distensão que Helmut Schmidt prosseguiu. Eles nos prepararam o terreno”, disse Gorbachov.
Sobre sua relação de amizade pessoal com Kohl, que foi considerada fundamental para as conversas que prepararam o caminho para a reunificação da Alemanha, Gorbachov lembrou que esta não tinha sido boa desde o início.
“Perdoa, Helmut, mas tenho que dizer isso. Nós não nos entendemos desde o começo”, disse Gorbachov, a quem Kohl respondeu com um sorriso e o público, com uma gargalhada, lembrando talvez algumas declarações “infelizes” de Kohl no início dos anos 80.
Naquelas declarações, Kohl comparou Gorbachov com o nazista Joseph Goebbels, das quais depois se arrependeria, a que o líder soviético respondeu na época que esperava convencer o chanceler de que estava errado.
Kohl ressaltou que George Bush (pai) e Mikhail Gorbachov tinham sido “um presente para a Alemanha” nos momentos em que se começou a abrir o caminho para a reunificação.
Os dois apoiaram, segundo Kohl, o processo de reunificação ainda no momento em que outros países, especialmente França e Reino Unido, não escondiam sua preferência de que continuassem existindo dois Estados alemães.
“Os dois foram um presente dos céus para nós. A reunificação não caiu do céu, mas os céus nos ajudaram”, disse Kohl.
Gorbachov admitiu, no entanto, que ele ficou surpreso com a velocidade do processo, e lembrou que, em entrevista coletiva em 1989, disse que a reunificação alemã seria um tema para o século XXI.
Bush ressaltou que os eventos que acontecem nestes dias, em relação à queda do Muro, não é algo que afeta somente Berlim, Moscou ou Washington, mas é um símbolo para todas as partes do mundo onde existam pessoas lutando para que seus direitos sejam respeitados.
Os discursos de Gorbachov, Kohl e Bush foram precedidos por um discurso do presidente alemão, Horst Köhler, que defendeu a integração da Rússia na arquitetura de segurança europeia.
Köhler ressaltou também a necessidade de continuar trabalhando pela democracia e pela liberdade no mundo, e para isso é preciso um trabalho de cooperação permanente.
“Há 20 anos, muitos acharam que o mundo se transformaria automaticamente em um gigantesco Ocidente. Isso era ingênuo”, disse Köhler.
(*) Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4074612-EI294,00-Gorbachov+Kohl+e+Bush+pai+comemoram+queda+do+Muro+de+Berlim.html
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Chávez planea sabotear Acuerdo de Guaymuras
01 de novembro de 2009
Los representantes del Diálogo Guaymuras durante las reuniones
Por Alejandro Peña Esclusa (*)
Escribo estas líneas para advertir a las instituciones hondureñas y a la comunidad internacional que Hugo Chávez pretende sabotear el Acuerdo de Guaymuras, alcanzado en Tegucigalpa el pasado 29 de octubre.
Chávez lamentó públicamente que -obligado por el acuerdo- Zelaya no pueda convocar a una asamblea constituyente; y profirió la frase “por ahora”, que usa cada vez que pretende desconocer la voluntad popular.
Según su modus operandi, Chávez recurrirá a diversas opciones para sabotear el acuerdo, que van desde promover la violencia, hasta el intento de soborno o de amenaza a diputados, para que -en contra de lo estipulado por la Constitución- decidan restituir a Zelaya en el poder.
Existen dos antecedentes inmediatos que permiten predecir los próximos pasos de Chávez en Honduras:
El pasado 19 de octubre, las autoridades del partido Alianza Republicana Nacionalista (ARENA), de El Salvador, acusaron a José Luis Merino, del Frente Farabundo Martí de Liberación Nacional (FMLN), de sobornar diputados de ARENA para que abandonaran las filas del partido. El objetivo de la posible compra de consciencias es cambiar la correlación de fuerzas en el Congreso, lo cual permitiría en el futuro -aunque muchos no se hayan dado cuenta todavía- modificar la Constitución y asegurar la reelección del presidente Mauricio Funes. Merino aparece registrado en el computador del fallecido líder de las FARC, Raúl Reyes, y es el principal operador de Chávez en El Salvador.
El miércoles pasado, el diputado Alejandro Ruiz Jirón, del partido Alianza Liberal Nicaragüense (ALN), saboteó el intento de anular el fallo ilegal de la Sala Constitucional que permite la reelección de Daniel Ortega. Es importante resaltar que un sólo diputado pudo bloquear una iniciativa donde participaron casi todas las fuerzas políticas del país. Se sospecha que Chávez tuvo que ver en la actitud del diputado Ruiz Jirón.
Como puede verse, Chávez tiene suficientes redes en Centro América para intentar manipular las decisiones del Congreso de Honduras. Sin embargo, estoy convencido de que Chávez no logrará doblegar la voluntad de los hondureños, ni podrá influir sobre sus instituciones, pero es útil conocer sus intenciones, para tomar medidas preventivas.
Aprovecho la oportunidad para hacer un reconocimiento al pueblo hondureño por su comportamiento ejemplar, por defender de manera firme y valiente la constitución de su país; y también para felicitar a quienes participaron en el Diálogo de Guaymuras, por haber alcanzado un acuerdo democrático y constitucional, que permite resolver la crisis política y regresar a la normalidad.
(*) Fonte: http://fuerzasolidaria.us1.list-manage.com/track/click?u=f3d02dd662f80ebfdbca37e81&id=5d15950839&e=9d2736fe53
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A tomada do poder: Gramsci e a comunização do Brasil
01 de novembro de 2009
O Brasil está sendo transformado, pelas esquerdas, num laboratório político do pensamento de Gramsci sob a batuta de Lula, o aluno aplicado, e a tutela do Foro de São Paulo.
Por Anatoli Oliynik
Em lugar algum no mundo o pensamento de Gramsci foi tão disciplinadamente aplicado como está sendo no Brasil, agora pelo PT, cuja nomenklatura governamental segue com rigor as orientações emanadas dos intelectualóides uspianos que dirigem o Foro de São Paulo e que têm como cartilha os Cadernos do Cárcere, de Gramsci.
Quem não está familiarizado com as ideologias políticas, por certo estará perguntando: Quem foi Gramsci e qual sua relação com o comunismo brasileiro?
Antonio Gramsci (1891-1937), pensador e político foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano em 1921, e o primeiro teórico marxista a defender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos bolcheviques russos, capitaneados por Vladimir Illitch Ulianov Lênin (1870-1924) e seguido por Iossif Vissirianovitch Djugatchvili Stalin (1879-1953).
Durante sua prisão na Itália em 1926, que se prolongou até 1935, escreveu inúmeros textos sobre o comunismo os quais começaram a ser publicados por partes na década de 30, e integralmente em 1975, sob o título Cadernos do Cárcere. Esta publicação, difundida em vários continentes, passou a ser o catecismo das esquerdas, que viram nela uma forma muito mais potente de realizar o velho sonho de implantar o totalitarismo, sem que fosse necessário o derramamento de sangue, como ocorreu na Rússia, na China, em Cuba, no Leste Europeu, na Coréia do Norte, no Camboja e no Vietnã do Norte, países que se tornaram vítimas da loucura coletiva detonada por ideólogos mentecaptos.
Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu na Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a idéia revolucionária.
A estratégia é utilizar-se de diplomas legais e de ações políticas que sejam docilmente aceitas pelo povo, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, a priori, representam a grande maioria da população, de modo que, entorpecidos pelo melífluo discurso gramsciano, as consciências já não possam mais perceber o engodo em que estão sendo envolvidas.
A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de “ditadura do proletariado” por “hegemonia do proletariado” e “ocupação de espaços”, cuja classe, por sua vez, deveria ser, ao mesmo tempo, dirigente e dominante. Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser primeiramente, político e intelectual.
A doutora Marli Nogueira, juíza do trabalho em Brasília, e estudiosa do assunto, nos dá a seguinte explicação sobre a “hegemonia”:
“A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela ´análise da situação´, de modo que quando o comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isto deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo ´intelectual coletivo´ (o partido), que as dissemina pelos ´intelectuais orgânicos´ (ou formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores – principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população”.
Quanto à “ocupação de espaços”, pode ser claramente vislumbrada pela nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT em todo o território brasileiro, cujos detentores desses cargos, militantes congênitos, têm a missão de fazer a acontecer a “hegemonia”.
Retornando a Gramsci e segundo ele, os principais objetivos de luta pela mudança são conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social, artistas, sindicatos etc.), uma vez que, os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis. O proletariado precisa transformar-se em força cultural e política, dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário. Isso o povo brasileiro não está percebendo, pois suas mentes já foram entorpecidas pelo governo revolucionário que está no poder.
Desta forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica. É exatamente isto que está acontecendo no presente momento aqui no Brasil: A preparação ideológica. E está em fase muito adiantada, diga-se de passagem.
Segundo a doutora Marli Nogueira:
“Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava ´superação do senso-comum´, que outra coisa não é senão a hegemonia de pensamento. Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista. E quando chegar a hora de dizer ´agora estamos prontos para ter realmente uma ´democracia´ (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido), aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa ´volta à democracia´ se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais”.
Lênin sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “sociedade civil” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “revolução do espírito”, toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.
Para tanto, Gramsci definiu a sociedade como “um complexo sistema de relações ideais e culturais” onde a batalha deveria ser travada no plano das idéias religiosas, filosóficas, científicas, artísticas etc. Por essa razão, a caminhada ao socialismo proposta por Gramsci não passava pelos proletariados de Marx e Lênin e nem pelos camponeses de Mão Tse Tung, e sim pelos intelectuais, pela classe média, pelos estudantes, pela cultura, pela educação e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação social, buscando, por meio de métodos persuasivos, sugestivos ou compulsivos, mudar a mentalidade, desvinculando-a do sistema de valores tradicionais, para implantar os valores da ideologia comunista.
Fidel Castro, com certeza, foi o último dinossauro a adotar os métodos de Lênin. Poder-se-á dizer que Fidel é o último dos moicanos às avessas considerando que seus discípulos Lula, Morales, Kirchner, Vasquez e Zapatero, estão aplicando, com sucesso, as teses do Caderno do Cárcere, de Antônio Gramsci. Chávez, o troglodita venezuelano, optou pelo poder força bruta e fraudes eleitorais. No Brasil, por via das dúvidas, mantêm-se ativo e de prontidão o MST e a Via Campesina, como salvaguarda, caso tenham que optar pela revolução cruenta que é a estratégia leninista.
Todos os valores que a civilização ocidental construiu ao longo de milênios vêm sendo sistematicamente derrubados, sob o olhar complacente de todos os brasileiros, os quais, por uma inocência pueril, seja pelo resultado de uma proposital fraqueza do ensino, seja por uma ignorância dos reais intentos das esquerdas, nem mesmo se dão conta de que é a sobrevivência da própria sociedade que está sendo destruída.
Perdidos esses valores, não sobra sequer espaço para a indignação que, em outros tempos, brotaria instantaneamente do simples fato de se tomar conhecimento dos últimos acontecimentos envolvendo escancaradas corrupções em todos os níveis do Estado..
O entorpecimento da razão humana, com o conseqüente distanciamento entre governantes e governados, já atingiu um ponto tal que, se não impossibilitou, pelo menos tornou extremamente difícil qualquer tipo de reação por parte do povo.
Estando os órgãos responsáveis pela sua defesa – imprensa, associações civis, empresariado, clero, entre outros – totalmente dominados pelo sistema de governo gramsciano que há anos comanda o País, o resultado não poderia ser outro: a absoluta indefensabilidade do povo brasileiro. A este, alternativa não resta senão a de assistir, inerme e inerte, aos abusos e desmandos daqueles que, por dever de ofício, deveriam protegê-lo em todos os sentidos.
A verdade é que os velhos métodos para implantação do socialismo-comunismo foram definitivamente sepultados. Um novo paradigma está sendo adotado, cuja força avassaladora está sendo menosprezada, e o que é pior, nem percebido pelo povo brasileiro.
O Brasil está sendo transformado, pelas esquerdas, num laboratório político do pensamento de Gramsci sob a batuta de Lula, o aluno aplicado, e a tutela do Foro de São Paulo.
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O Luiz Gonzaga finalmente reconhece, postando o artigo abaixo, que o Lula está fazendo um extraordináriuo governo. Esse artigo, para quem sabe e conhece o passado, é uma enorme elogio ao Governo Lula.
Dívida pública chega a 44,9% do PIB PDF Imprimir E-mail
31 de outubro de 2009
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091031/not_imp459153,0.php
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Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ato político de celebração aos 15 anos do Foro de São Paulo
São Paulo-SP, 02 de julho de 2005
Meus queridos companheiros e companheiras dirigentes do Foro de São Paulo que compõem a mesa,
Meus queridos companheiros e companheiras que nos estimulam com esta visita ao 12º Encontro do Foro de São Paulo,
Não preciso ler a nominativa toda, porque os nomes já foram citados pelo menos três vezes. E se eu citar mais uma vez, daqui a pouco alguém vai querer se candidatar a vereador ou a prefeito, aqui, em São Paulo.
Primeiro, uma novidade: sabem por que a Nani está sentada lá atrás? Porque há poucos dias o Brasil ganhou da Argentina e ela não quer ficar aqui perto da mesa.
Meus companheiros, minhas companheiras,
Como sempre, eu tenho um discurso por escrito, como manda o bom protocolo da Presidência da República, mas, como sempre também, eu tenho uma vontade maluca de fazer o meu improviso.
E eu queria começar com uma visão que eu tenho do Foro de São Paulo. Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo.
E digo isso porque, nesses 30 meses de governo, em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990, quando éramos poucos, desacreditados e falávamos muito.
Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranqüila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela.
E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela.
Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente.
Certamente não é tudo que as pessoas desejam, se olharmos o ideal do futuro que queremos construir, mas foi muito, se nós olharmos o que éramos poucos anos atrás no nosso continente. Era um continente marcado por golpes militares, era um continente marcado por ausência de democracia. E hoje nós somos um continente em que a esquerda deu, definitivamente, um passo extraordinário para apostar que é plenamente possível, pela via democrática, chegar ao poder e exercer esse poder. Esse poder que é construído no dia-a-dia, esse poder que é construído a cada momento com muita dificuldade. Mas, quando exerce o cargo de presidente da República de um país, ele não será lembrado apenas pela quantidade de obras que conseguiu realizar ou apenas pela quantidade de políticas sociais que ele fez.
Eu tenho feito questão de afirmar, em quase todos os pronunciamentos, que a coisa mais importante que um governante pode fazer é estabelecer um novo padrão de relação entre o Estado e a sociedade, entre o governo e as entidades da sociedade civil organizada. E consolidar, de tal forma, que isso possa ser duradouro, independente de quem seja o governo do país.
E é por isso que eu, talvez mais do que muitos, valorize o Foro de São Paulo, porque tinha noção do que éramos antes, tinha noção do que foi a nossa primeira reunião e tenho noção do avanço que nós tivemos no nosso continente, sobretudo na nossa querida América do Sul.
Todas as vezes que um de nós quiser fazer críticas justas, e com todo direito, nós temos que olhar o que éramos há cinco anos atrás na América Latina, dez anos atrás, para a gente perceber a evolução que aconteceu em quase todos os países da nossa América.
E eu quero dizer para vocês que muito mais feliz eu fico quando tomo a informação, pelo Marco Aurélio ou pela imprensa, de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador, porque significa a aposta decisiva na consolidação da democracia no nosso país.
Se não fosse assim, o que teria acontecido no Equador com a saída do Lucio Gutiérrez? Embora o Presidente tenha saído, a verdade é que o processo democrático já está mais consolidado do que há dez anos atrás.
O que seria da Bolívia com a saída do Carlos Mesa, recentemente, se não houvesse uma consciência democrática mais forte no nosso continente entre todas as forças que compõem aquele país?
A vitória de Tabaré, no Uruguai: quantos anos de espera, quantas derrotas, tanto quanto as minhas. Ou seja, a paciência de esperar, de construir, de somar, de estabelecer políticas que pudessem consolidar, definitivamente, não apenas a vitória, mas tirar o medo de muita gente do povo, que se assustava quando imaginava que a esquerda pudesse ganhar uma eleição.
O que significa a passagem da Argentina? Num momento em que ninguém queria ser presidente, o Duhalde assume e consegue, em dois anos, não só começar a recuperar a economia da Argentina, como consegue eleger um sucessor com a personalidade do presidente Kirchner.
Os chilenos, depois de tantas e tantas amarguras, num período que muita gente não quer nem se lembrar, estão agora prestes a, pela quarta vez consecutiva, reeleger um presidente, eu espero que uma presidente, ou seja, uma mulher presidente daquele país. Isso não é pouco, isso é muito.
E o que nós precisamos é trabalhar para consolidar, para que a gente não permita que haja qualquer retrocesso nessas conquistas, que são que nem uma escada: a gente vai conquistando degrau por degrau. E, às vezes, até paramos um pouco num degrau para dar um passo um pouco maior, porque se tentarmos dar um passo muito grande poderemos cair, nos machucar e a caminhada retrocederá.
O Foro de São Paulo, na verdade, nos ensinou a agir como companheiros, mesmo na diversidade. A coordenação do Foro de São Paulo, que envolvia parte das pessoas que estão aqui, não pensava do mesmo jeito, não acreditava nas mesmas profecias, mas acreditava que o Foro de São Paulo poderia ser um caminho. E foram inúmeras daquelas reuniões que ninguém quer participar, às vezes, pegar um vôo, andar quatro, cinco horas de avião e parando três, quatro vezes para chegar num lugar e encontrar meia dúzia de companheiros para se reunir. E esses companheiros que tiveram a coragem de assumir essa tarefa, eu acho que hoje podem estar orgulhosos, porque valeu a pena a gente criar o Foro de São Paulo.
No começo, eu me lembro que alguns partidos nem queriam participar, porque acharam que nós éramos um bando de malucos. O que não faltava eram adjetivos. E quanto mais perto as pessoas iam chegando do poder, mais distantes iam ficando do Foro de São Paulo.
A minha vinda aqui, hoje, é para reafirmar uma coisa: a gente não precisa esquecer os nossos companheiros quando a gente ganha uma eleição para presidente da República. A gente precisa continuar tendo as nossas referências para que a gente possa fazer cada vez mais e cada vez melhor. E é isso que eu quero fazer como exemplo, ao sair de Brasília e vir aqui.
Vocês sabem que eu não posso brincar o tanto que eu já brinquei, as coisas que fazia nos outros, porque quando nós começamos o Foro de São Paulo, a gente ficava implorando para ter um jornalista e não tinha nenhum. E hoje tem muitos e eu já não posso fazer as brincadeiras, eu não posso fazer o que fazia antes e nem dizer tudo o que eu dizia antes.
Mas uma coisa eu quero que vocês saibam: valeu a pena acreditar em nós mesmos e saber que nós vamos levar muitos anos, muitos… Nós não conseguiremos fazer as transformações que acreditamos e por que brigamos tantos anos em pouco tempo. É um processo de consolidação.
Eu estava vendo as imagens do primeiro encontro e fico triste porque a velhice é implacável. A velhice parece que só não mexe com a Clara Charf, que é do mesmo jeito desde que começou o primeiro Foro, mas todos nós, da mesa, envelhecemos muito. Espero que tenha valido a pena envelhecer, Marco Aurélio. Eu me lembro que eu não tinha um fio de cabelo branco, um fio de barba branca e hoje estou aqui, todos estão, de barba branca.
Meus companheiros,
Eu estou feliz porque vocês acreditaram. Reuniões que não eram fáceis, difíceis, muitas vezes as divergências eram maiores que as concordâncias e sempre tinha a turma que fazia o meio de campo para contemporizar, procurar uma palavra adequada para que não houvesse nada que pudesse criar embaraço para o Foro de São Paulo.
Eu quero dizer uma coisa para vocês: não está longe o dia em que o Foro de São Paulo vai poder se reunir e ter, aqui, um grande número de presidentes da República que participaram do Foro de São Paulo.
As coisas caminham para isso. Nós aprendemos que a organização da sociedade é um instrumento excepcional e nós aprendemos que o processo democrático pode garantir que a gente concretize esses sonhos nossos.
No Brasil, eu espero que o PT tenha preparado para vocês os informes que vocês devem levar para os seus países, e é importante que o Foro de São Paulo consiga que os outros países apresentem também as coisas que estão acontecendo em cada país, para que a gente vá consolidando os avanços das políticas sociais que tanto nosso povo precisa.
Esses dias eu estava assinando, ou melhor, sancionando o Fundo de Habitação Popular, lá em Brasília, e não tinha me dado conta de que, quando foi falar o líder do povo, que luta por habitação no Brasil, ele não agradeceu a lei que vai criar o Fundo, ele não fez menção. A coisa mais importante para ele não era o fato de termos criado uma lei que criava um fundo de moradia; a coisa que mais o marcou no discurso é que era a segunda vez que ele tinha conseguido entrar no Palácio de governo do Brasil. E aí a minha memória voltou a 1994, o Marco Aurélio estava comigo, quando eu fui visitar o Mandela. Na porta do Palácio tinha um monte de pessoas, mulheres e homens, andando felizes. E eu perguntei para o Mandela: o que essa gente faz aqui, desfilando? Ele falou: “Lula, essa gente era proibida de passar na frente do palácio, portanto, hoje eles vêm aqui. Só o fato de eles entrarem no recinto do Palácio, tem muitos que choram, tem muitos que querem colocar a mão na parede. E se eu estiver perto para tirar fotografia”, me dizia o Mandela, “então, isso é a realização máxima.”
Além disso a nossa relação, e é o Dulci que cuida da relação com o movimento social, eu penso que não existe, na história republicana, ou não sei se não existe na história da América do Sul, algum momento em que o movimento social esteve tão próximo das relações mais saudáveis possíveis com o governo do que nós temos hoje.
Vejam que os companheiros do Movimento Sem-Terra fizeram uma grande passeata em Brasília. Organizada, muito organizada. E todo mundo achava que era um grande protesto contra o governo. O que aconteceu? A passeata do Movimento Sem-Terra terminou em festa, porque nós fizemos um acordo entre o governo e o Movimento Sem-Terra, pela primeira vez na história, assinando um documento conjunto.
Alguns dias depois, foi a Confederação da Agricultura, milhares de trabalhadores. E quando chegaram no Palácio, já tinha um acordo firmado com os companheiros, que foram para as ruas fazer uma festa.
Esse tipo de comportamento, de mudança que houve no Brasil, demonstra que a democracia veio para ficar. A democracia veio, no nosso país, para se consolidar. E vocês, que são visitantes, companheiros que estão preocupados com as notícias que têm saído no Brasil, tenham consciência de uma coisa: seria impensável que eu fosse governar este país quatro anos e não tivesse problemas. Seria impensável, ou seja, nós já conseguimos o máximo, ou seja, nós já conseguimos fazer com que o FMI fosse embora sem precisar dar nenhum grito.
Eu dizia para o Palocci: Palocci, o que você vai fazer quando não precisar mais fazer acordo com o FMI? Porque alguns aqui passaram a vida inteira gritando, ou seja, de repente você construiu uma situação política em que não precisou fazer absolutamente nada a não ser dizer: não precisamos mais do acordo com o FMI.
Na política, o que está acontecendo eu encaro como uma certa turbulência, mas que só existe efetivamente num processo que vai se consolidando fortemente, da democracia.
Eu quero que vocês saibam e voltem para os seus países com a certeza de que eu entendo que a corrupção é uma das desgraças do nosso continente, e muitas vezes quando alguém falava que nós éramos pobres por conta do imperialismo, eu dizia: pode ser até meia-verdade, mas a outra verdade é que nesses países da América do Sul e da América Latina nem sempre nós tivemos dirigentes que fizessem as coisas corretas para o seu povo e com o dinheiro público.
É por isso que tenho afirmado, num pronunciamento, que seremos implacáveis com adversários e com aliados que acharem que podem continuar utilizando o dinheiro público para ficarem ricos, mas da mesma forma seremos também implacáveis no trabalho de consolidar o processo democrático brasileiro. Não permitiremos retrocesso. Alguns, antes de nós, morreram para que nós chegássemos onde nós chegamos, e nós temos consciência do sacrifício que se fez no Brasil, do sacrifício que se fez no Chile, do sacrifício que se fez na Argentina, do sacrifício que se fez no Uruguai, do sacrifício que se fez no Peru, do sacrifício que se fez na Colômbia, em todos os países, para que o povo pudesse sentir o gosto da coisa chamada democracia.
E, portanto, nós, estejam certos disso, o Lula que vocês conheceram há quinze anos atrás está mais velho, mas também muito mais experiente e muito mais consciente do papel que temos que jogar na política da América do Sul, da América Latina, da África e, eu diria, na nova concepção de política no mundo inteiro.
Não foi fácil criar o G-20, não. Não foi fácil convencer um grupo de países de que era possível mudar a geografia comercial do mundo se estabelecêssemos entre nós um grau de confiança e de relação em que pudéssemos, cada um de nós, entender que temos que nos ajudar muito mais. É por isso que hoje a gente pode olhar para vocês e dizer: a relação comercial Sul-Sul aumentou em mais de 50%. Nós estamos comprando mais e vendendo mais de nós mesmos. Nós estamos estabelecendo parcerias entre nossas empresas. Esses dias, fizemos não sei quantos acordos, 26 acordos, com a Venezuela. Agora foi feito um monte de acordos com a Colômbia. Estamos fazendo acordo com a Argentina, com o Chile, ou seja, os nossos empresários têm que se encontrar, estabelecer parceria. Os nossos sindicalistas têm que se encontrar e estabelecer formas conjuntas. Os partidos têm que se encontrar, os parlamentares têm que se encontrar, o Foro de São Paulo tem que exigir cada vez mais a criação de um parlamento do Mercosul para que a gente possa consolidar definitivamente o Mercosul, não como uma coisa comercial, mas como uma instância que leve em conta a política, o social, o comercial e o desenvolvimento.
Esses dias, nós fomos à Guiné-Bissau. Aliás nós já visitamos mais países da África, acho, do que todos os governantes da história do Brasil. E fomos à Guiné-Bissau e fizemos uma reunião. Guiné-Bissau é um país de língua portuguesa, pequeno, praticamente destruído. E eu dizia ao Presidente e aos parlamentares: para que guerra, para que uma guerra na Guiné-Bissau? É um país destruído. A única chance que aquele país tem é a construção da paz, eles têm que construir um país para depois brigar pelo poder, porque senão estão brigando em torno de nada. Nem o Palácio Presidencial está de pé. Eu fui ao banheiro do Presidente, não tinha água. E eu dizia: meu Deus do céu, vocês precisam encontrar um jeito de transformar a paz na mais importante bandeira de vocês, porque somente a partir dela é que vocês poderão construir o país.
Esse trabalho é um trabalho que leva anos e anos. E nós apenas estamos começando. Nós apenas estamos transitando pelo mundo tentando estabelecer uma nova ordem, em que a gente consiga as vitórias na Organização Mundial do Comércio, que precisamos. E foi assim que nós ganhamos a questão do açúcar, foi assim que nós ganhamos a questão do algodão, foi assim que nós ganhamos a questão do frango congelado. Parece pouco, mas era muito difícil ganhar uma coisa na Organização Mundial do Comércio. E por conta do G-20 já ganhamos três e poderemos ganhar muito mais, adotando o princípio que nós aprendemos desde que começamos a nossa militância política, de que se todos nós nos juntarmos, nós derrotaremos os outros.
Por isso, eu tenho viajado muito. Eu viajei, possivelmente, em dois anos, mais do que muitos presidentes viajaram e vou continuar viajando, porque as soluções para os problemas do Brasil não estão apenas dentro do Brasil, as soluções para os problemas de Cuba não estão só dentro de Cuba, não estão dentro da Argentina, não estão dentro da República Dominicana, não estão dentro do México, ou seja, é preciso que a gente resolva outros problemas externos para que a gente possa consolidar as soluções de alguns problemas internos.
Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de 15 anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. E eu estou certo de que nós poderemos continuar dando contribuição para outras forças políticas, em outros continentes, porque logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento, para que a gente possa transformar as nossas convicções de relações Sul-Sul numa coisa muito verdadeira e não apenas numa coisa teórica.
E eu estou convencido de que o Foro de São Paulo continuará sendo essa ferramenta extraordinária que conseguiu fazer com que a América do Sul e a América Latina vivessem um dos melhores períodos de democracia de toda a existência do nosso continente.
Muito obrigado a vocês. Que Deus os abençoe e que eu possa continuar merecendo a confiança da Coordenação, que me convide a participar de outros foros. Até outro dia, companheiros.
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O Foro de São Paulo se contrapõe à Nova Ordem Mundial, a turma do Governo Planetário Único, é a pedra no sapato dos golpistas internacionais.
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Cuba e seu futuro invisível
01 de novembro de 2009
Leonardo Padura* – O Estado de S.Paulo
Se o passado de um homem pode ser o acúmulo de experiências vividas que o tornaram o indivíduo que é, o futuro encarna o sonho, a expectativa do que esse homem quer ou gostaria de chegar a ser, do que aspira a possuir para ter uma vida melhor – no campo do material e do espiritual. Essa capacidade de olhar para um porvir e procurar forçar já no presente as qualidades do futuro é uma das condições intrínsecas da condição humana e a fonte da superação dos indivíduos e das sociedades às quais pertencem.
Para os homens de minha geração, que como eu cresceram e viveram em Cuba nas últimas cinco décadas, a noção de um futuro melhor foi um dos motores que nos impulsionaram durante nossa juventude, agora cada vez mais distante. O desejo de superação pessoal, animado pelos ventos de uma revolução que transformou a vida do país nos anos 60, nos levou a imaginar o futuro como um estágio tangível no qual os mais esforçados, capazes e inteligentes (ou dotados de talento para explorar seus esforços e capacidades) chegariam a ter não apenas satisfações espirituais que se concretizariam numa sociedade mais justa e culta, mas também recompensas materiais difíceis, mas não impossíveis de conseguir: um salário digno, uma casa confortável, talvez até mesmo um carro “concedido” pelo Estado (único provedor desse e de outros bens há 50 anos) como prêmio pelo trabalho social e pela superação pessoal conseguida.
A crise econômica e estrutural que tumultuou a sociedade cubana na década de 90 como consequência direta do desaparecimento da proteção da União Soviética, financiadora e parceira comercial em termos quase monopólicos do Estado cubano, provocou também uma fratura na relação dos cubanos com suas imagens do futuro: de um dia para o outro, muitas das esperanças que nos animavam desapareceram do horizonte e impôs-se uma modalidade de luta pela sobrevivência que só nos permitia procurar “resolver” o dia de hoje, sem que tivéssemos ideia de como poderíamos resolver o de amanhã. A capacidade e a inteligência dos indivíduos muitas vezes perderam suas conexões com as aspirações coletivas e desde então foram os mais hábeis e ousados os que garantiram um presente melhor para si, embora muitos deles nem sequer pudessem imaginar uma estratégia de futuro: a impossibilidade de saber que rumo a ilha tomaria impedia quase sempre a elaboração desse sonho.
Nos últimos anos, Cuba mudou. Mudou a ponto de aceitar a necessidade de mudanças nas estruturas e nos conceitos. Tanto mudou que muitos dos benefícios do passado, que se identificaram com as qualidades do modelo socialista, hoje são considerados deformações paternalistas, subsídios e gratuidades insustentáveis. E mais mudanças anunciam-se para esse contexto, como a possível eliminação do cartão de racionamento, agora considerado um subsídio impossível de custear por um Estado em sérias dificuldades financeiras, a eliminação da dupla moeda (divisas e pesos cubanos) que circula no país e dificulta as operações comerciais e a vida cotidiana das pessoas (principalmente das que não têm acesso às divisas) e outras transformações a respeito das quais não há outras informações, para cuja instrumentação o governo pediu tempo. Tempo do futuro de cada um dos cubanos.
Entre as mudanças recentes, uma bastante reveladora foi a eliminação, em vários ministérios, dos restaurantes operários (também subsidiados pelo Estado e fonte de permanente “desvio de recursos”, eufemismo que esconde a palavra roubo). Nesses lugares, para que os trabalhadores possam agora adquirir uma refeição, é paga uma remuneração de 15 pesos diários, o que equivale (a 24 dias de trabalho por mês) a 360 pesos… num país em que o salário médio mal ultrapassa os 400 pesos (pouco mais de R$ 50). Será possível planejar um futuro pessoal com isso?
O próprio governo cubano reconheceu a realidade palpável de que os salários pagos são insuficientes para viver. Com menos evidência aceitou também as múltiplas deficiências de um modelo econômico que não garante a produtividade (Cuba importa mais de 70% da comida que consome) ou de sintomas de desintegração social visíveis em manifestações como o reaparecimento da prostituição, a corrupção, o aumento da marginalidade e a ânsia de migrar que tentam muitos jovens.
Mas pouco se fala, quase nada, a respeito da impossibilidade de criar modelos ou aspirações de futuro além dos que são garantidos pelo Estado (saúde, pública, educação, tão essenciais, mas geradoras de outras expectativas nos indivíduos e sociedades em que são asseguradas). Digamos que um sonho tão necessário como o de ter uma casa – e são muitos os que ocupam habitações em condições deploráveis ou vivem comprimidos em espaços mínimos – é uma utopia inalcançável em um país onde um saco de cimento custa mais de um terço do salário médio. Mas, depois de concluir uma carreira universitária, a que uma pessoa poderia aspirar?
Os cubanos de hoje, mesmo que tenham uma maior possibilidade de expressar suas insatisfações com o presente, são incapazes de prever um futuro que se vislumbra diferente, mas ninguém imagina como nem quando chegará. O dispendioso paternalismo gerado pelo Estado e do qual hoje este tenta livrar-se também envolve essa aspiração de sonhar um futuro possível, pois este se regerá pelas formas e decisões estabelecidas pelo mesmo Estado, em mais um gesto do seu paternalismo. Que mudanças ocorrerão, quando, como afetarão cada um de nós e até que ponto influirão em nossos futuros? Ninguém aparentemente sabe, enquanto os anos passam e o que pode ser futuro fica no passado irrecuperável das vidas individuais.
(*) Escritor e jornalista cubano. Sua obra mais recente, El Hombre que Amaba a los Perros (Tusquets), tem como personagens centrais Leon Trotski e seu assassino, Ramón Mercader
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,cuba-e-seu-futuro-invisivel,459634,0.htm
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A desmoralização do Mercosul
01 de novembro de 2009
Por Celso Ming (*)
O Mercosul já era uma instituição desmoralizada. A entrada da Venezuela no bloco, nas condições em que ocorreu, tende a desmoralizá-la ainda mais.
Nas duas últimas semanas acirrou-se o conflito comercial com a Argentina. O governo Lula finalmente parece ter perdido a paciência e decidiu mostrar que está disposto a dispensar aos produtos argentinos o mesmo tratamento que o governo de lá tem dado aos produtos brasileiros. Ou seja, passou a exigir licença prévia à entrada de uma lista de mercadorias escolhidas a dedo.
A consequência imediata foi a detenção dos carregamentos dos dois lados da fronteira, para desespero dos exportadores. Para caracterizar o comportamento do governo brasileiro, as autoridades argentinas voltaram a tirar do bolso velha expressão que só pode ser entendida pelo seu viés cínico: assimetria. Depois explicaram que ela se deve ao fato de que seu governo nem sequer foi avisado da operação de retenção de suas exportações para o Brasil. Parece que não se dão conta de que o jogo assimétrico foi definido unilateralmente pela Argentina, e a equivalência de tratamento determinada pela outra parte é, ao contrário do que dizem, o restabelecimento de um mínimo de simetria.
Tudo isso é um despropósito, uma vez que, por força dos tratados, o que deveria prevalecer entre Argentina e Brasil (mais Paraguai e Uruguai) é a livre circulação de mercadorias. Um dos mais graves fatores de desmoralização do Mercosul é o fato de que ele deveria ser uma união aduaneira, segundo estágio de integração comercial que prevê não só livre circulação de mercadorias, mas também tratamento comercial equivalente aos países que não fazem parte do bloco. No entanto, o Mercosul não consegue ser nem sequer uma área de livre-comércio. Basta um despacho burocrático para paralisar o fluxo.
A principal razão dessa impossibilidade de integração comercial é a divergência de políticas macroeconômicas. Fiquemos com três: a Argentina opera com câmbio relativamente fixo; o Brasil, com câmbio flutuante. A Argentina não tem política monetária consistente; no Brasil vigora o sistema de metas de inflação. A Argentina impôs o confisco sobre exportações; o Brasil não tem coisas assim. Essas desigualdades explicam boa parte das distorções comerciais. Se nem o câmbio caminha na mesma direção, como poderia haver equivalência de preços?
O empenho do presidente Lula e a decisão de permitir a entrada da Venezuela no bloco agravam o quadro de distorções. Ela foi admitida sem nenhum prazo de equalização dos fundamentos macroeconômicos. Como observou o ex-ministro da Fazenda e ex-embaixador do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) Rubens Ricupero, a China só entrou na OMC depois de 12 anos de negociação e a Rússia está na fila há 19 anos. No entanto, a Venezuela não fez nenhuma concessão importante aos quatro sócios do Mercosul nem fez previsão de quando iniciará a unificação das tarifas comerciais.
Como todos sabemos, na Venezuela estão em vigor fortes restrições à democracia. E, no entanto, o Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, prevê cláusula democrática para a admissão ou a permanência de qualquer um de seus membros. Mas essa é apenas mais uma grave distorção que desmoraliza o bloco.
(*) Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091101/not_imp459511,0.php
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DEPOIS O ESCROTO CHAMA JOSE SERRA DE ZE PEDAGIO… IMUNDO !!!!
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LULA ENTREGA RODOVIAS BRASILEIRAS PARA EMPRESAS ESPANHOLAS, VOCE PAGA
O leilão das rodovias federais realizado nesta terça-feira, dia nove, foi um “sucesso” para o governo Lula e pro PT. Das sete rodovias que estavam disponíveis para a exploração das empresas, seis das principais foram parar na mão de empresas espanholas.
Os principais trechos rodoviários foram para a empresa espanhola OHL, que abocanhou cinco trechos, um de 562,1 quilômetros da rodovia Fernão Dias no trecho que liga São Paulo a Belo Horizonte e 401,6 quilômetros da Régis Bittencourt no trecho entre São Paulo e Curitiba. A OHL ainda ficou com a BR-101 entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a BR-116, nos trechos que vão de Curitiba até a divisa de Santa Catarina e entre as capitais Curitiba e Florianópolis.
O trecho da BR-393 que liga Minas Gerais ao Rio de Janeiro ficou com a empresa espanhola Acciona. Somente um trecho ficou com uma empresa brasileira, o trecho da BR-153, dentro do estado de São Paulo, com a BR-Vias.
Festa para o capital estrangeiro
O governo Lula comemorou com entusiasmo o leilão, que entregou praticamente de graça a concessão por 25 anos das sete rodovias federais.
A ministra da Casa Civil comemorou a PRIVATIZAÇÃO dizendo “O Brasil está de parabéns. Isso resultará na modificação do risco-Brasil, que não é mais a taxa de inflação, não é a fragilidade externa. O risco-Brasil não é fragilidade, perda de robustez fiscal. Hoje o risco-Brasil é custo elevado na infra-estrutura” (Reuters, 10/102007). As empresas estrangeiras foram presenteadas pelo presidente Lula com a concessão de exploração por 25 anos das rodovias brasileiras. Poderão explorar por mais de duas décadas as estradas mais lucrativas do país que estão localizadas nas Regiões mais desenvolvidas economicamente, Sul e Sudeste. Estão previstos nestes 2.600 quilômetros, doados por Lula e o PT, a construção de pelo menos 36 novos postos de pedágios, o que em média vai ser uma praça de pedágio a cada 72 quilômetros de pista. Estes pedágios representarão uma gigantesca transferência de renda de toda a população da região mais desenvolvida do País para o capital estrangeiro. É como se o capital imperialista tivesse adquirido um direito de decretar um imposto sobre praticamente tudo o que é produzido nestas regiões e faça parte do comércio interestadual.
As empresas que ganharam as rodovias foram as que apresentaram o valor mais baixo para a cobrança dos pedágios que variam de R$ 0,997 para a BR-381, Fernão Dias, a R$ 2,54 da BR-116 que liga Curitiba até a divisa com Santa Catarina.
Por um lado, trata-se de uma maneira demagógica de apresentar o altíssimo valor que será cobrado, a partir de agora, e que antes não existia, pela utilização das rodovias. Somente este fato já é um aumento de preços de proporções extraordinárias.
Por outro lado,este compromisso, uma mera promessa demagógica, sabe-se muito bem que não será cumprido pela empresas estrangeiras que em pouco tempo estarão cobrando valores muito acima do previsto.
O esquema de privatização de Lula é uma roubalheira contra a população que em nada fica a dever ao de FHC.
Luiz Gonzaga:
Vc ja notou a diferença entre nós oposição e os petralhas igual a esse imundo do Brasileiro acima de tudo?
O lixo que ele posta é o mesmo de sempre.
Toda aquela besteira do Anão da Bota cor-de-rosa, o retardado do PHA.
É muito lixo repetitivo, do passado, se vc notar é sempre a mesma ladainha.
Ja o que a gente posta são sempre novidades, coisas ligadas a atualidade, corrupção de Lula, Dilma, do PT, e dos aloprados.
LULA NÃO PRECISA DO SEU VOTO !!!
http://www.youtube.com/watch?v=FtoEsb0Iyhc
E NEM A CANDIDATA DELE !!!
VEJA 3 – A TV Traço de Franklin Martins
sábado, 31 de outubro de 2009
Por Lauro Jardim
TV traço 0
Em dezembro, faz dois anos que estreou a televisão pública de Lula, a TV Brasil. É um bom momento para falar de números. Em setembro, no Rio de Janeiro, segundo o Ibope, a média de audiência da TV Brasil foi de 0,4 ponto porcentual entre 7 da manhã e meia-noite. Achou pouco? Em Brasília, foi de 0,3 ponto porcentual.
Tudo conforme o antevisto aqui…
Agora entendi alguns comentários saltitantes, que têm os dois pés no chão e as duas mãos também. O Anão da Bota Cor-de-Rosa (PHA) está incitando o Esquadrão Pink a anunciar a “vitória” em Honduras. Ai, ai… Mais asqueroso do que o esquerdismo truculento, é este de chanchada.
O que foi que este blog escreveu no dia 1º de outubro?
Atenção: Zelaya e Chávez, ao contrário do que diz certa canalha no Brasil, já deram com os burros n’água. Não é de hoje que afirmo isso. Desde que o Plano Arias foi apresentando como solução internacionalmente aceita, dá-se de barato que o que aconteceu em Honduras não foi um golpe. A menos que a proposta fosse, então, colocar o bandoleiro chamado de “presidente legítimo” sob a tutela de “golpistas”. Atenção: pouco importa a forma de um eventual acordo, Zelaya estaria sob tutela até 27 de janeiro, quando assume o presidente eleito no pleito de novembro – caso este se realize mesmo.
Por Reinaldo Azevedo
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RIZÍVEL E SOMENTE RIZÍVEL O ARTIGO, ALÉM DE VELHO, REQUENTADO.
“As empresas que ganharam as rodovias foram as que apresentaram o valor mais baixo para a cobrança dos pedágios que variam de R$ 0,997 para a BR-381, Fernão Dias, a R$ 2,54 da BR-116 que liga Curitiba até a divisa com Santa Catarina.”
SOLICITO AO “ILUSTRE” COMENTARISTA COLOCAR AQUI O VALOR COBRADO PELO zÉ pEDÁGIO. É ESSE E ÚNICAMENTE ESSE O COMPARATIVO A SER FEITO.
“Por um lado, trata-se de uma maneira demagógica de apresentar o altíssimo valor que será cobrado, a partir de agora, e que antes não existia, pela utilização das rodovias. Somente este fato já é um aumento de preços de proporções extraordinárias.”
“ALTISSIMO VALOR COBRADO”?…MAIS UMA VEZ CABE A COMPARAÇÃO, NOS PEDÁGIOS DO ZÉ, GASTA-SE MAIS NELES QUE EM GASOLINA. PODEMOS TRANQUILAMENTE DEVOLVER À ORIGEM A “DEMAGOGIA” DEMOTUCANA.
Quem precisou chamar uma ambulância, altas horas da noite, para “remover” um pepino do “uc” não tem moral para falar certas coisas.
Os petralhas alem de mal educados trazem linguam xula, escrota ao Blog.
O que importa não é a idade da materia seu imundo, mas a ideia.
Lula o ser magnanimo, que fala do PSDB e chama de partido privatista, é um privatista tambem então essa turma petralha escrota, imunda não tem moral pra chamar ninguem de privatista.
Roosevelt: “Lula é ultra-neoliberal”
O prefeito de Barra Mansa criticou duramente o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, pelo modelo de privatização proposto pelo Governo Federal.
- É um absurdo, o Lula sempre foi contrário às privatizações e está ajudando os empreiteiros com esse modelo de privatização proposto agora. O Lula sempre criticou o modelo neoliberal, e ele está sendo ultra-neoliberal – disse Roosevelt.
O prefeito criticou ainda a proporção entre a arrecadação da empresa que vencer a licitação e os investimentos que ela será obrigada a fazer.
- Nós fizemos um cálculo, e as concessionárias vão arrecadar, em 25 anos, R$ 2,5 bilhões. E vão investir em melhorias na rodovia R$ 532 milhões, um quinto da sua arrecadação. E o governo vai arrecadar só R$ 580 milhões em impostos neste período. É por isso que alguns funcionários da Câmara estão dizendo que há vários bancos interessados no negócio. A concessão vai dar mais lucro que os bancos, que são o negócio mais lucrativo do país hoje em dia – afirmou Roosevelt, para quem a não utilização do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), imposto criado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2001, que incide sobre os combustíveis, e seria utilizado na recuperação de rodovias, é uma das mais graves falhas do processo.
- O mais grave disso tudo é que o Ministério dos Transportes não propõe a utilização de um centavo da Cide para amenizar a questão das obras. O imposto foi criado para isso, e todo mundo paga, não há motivo para não utilizá-lo – disse o prefeito.
Frederico Campos
Antes de falar em privatização, privataria no caso do FHC, seria interessante você estudar um pouco, para saber diferenciar entre PRIVATIZAÇÃO e CONCESSÃO…Se, ignorantemente voce achar que é a mesma coisa, como alguns energúmeros e outros mentirosos PSDBostas, me diga quando termina a Concessão, ou Privataria da Vale?
Esse prefeito já está desmentido pelo artigo acima, da melhoria das estradas…e vem mais, esperem a pesquiza de 2010.
Não converso com gente que inventa nomes para escrever no Blog.
O dia que vc petralha escroto imundo escrever seu nome, ai sim podemos conversar de homem pra homem, pois no momento eu homem não converso com moleque que inventa pseudonimos.
Alias como vcs gostam de mudar de assunto quando a pedra atinge em cheio a testa dos petralhas.
CONTINUANDO
No caso do Grupo Estado, é de se admirar que a família tenha recorrido aos serviços de consultoria de um ex-funcionário para desenvolver seu plano de ação. O escolhido foi Antonio Marcos Pimenta Neves, ex-chefão do jornal O Estado, amante rejeitado que, em 2000, assassinou a ex-namorada, a também jornalista Sandra Gomide. Por quê? Porque Pimenta Neves sempre manteve uma relação de amizade com Fernando Henrique Cardoso. Aliás, o crime aconteceu exatamente em Ibiúna, município a 70 quilômetros de São Paulo, onde o ex-presidente tem uma de suas casas de campo.
Entre os articuladores políticos do golpe, a liderança da tropa de choque coube ao senador amazonense Arthur Virgílio, um homem que se confessa atraído pelo submundo. Virgílio é um alegre freqüentador de bordéis e tem queda por “carnes novas”. O líder do PSDB foi o carrasco da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Graças a sua dedicada (e desesperada) atuação, o vice-governador do Amazonas, Omar Aziz (PFL), escapou da Justiça.
Os relatórios da comissão mostravam que Aziz era também cliente de uma rede de prostituição envolvendo adolescentes de até 16 anos. Em Manaus, o comparsa de Virgílio participava de um esquema de aliciamento de menores com a conhecida cafetina Cris. Os depoimentos da CPI traziam o depoimento de uma mãe que comprovava a exploração sexual de sua filha de 14 anos. Na época, Virgílio tentou negar que também tivesse presenteado a menina com jóias e dinheiro.
No Grupo do Rio, a alta intelectualidade está representada também por José Arthur Gianotti, uma espécie de Maquiavel tupinambá, cuja função é fornecer ao amigo FHC pílulas filosóficas que previnam contra eventuais crises de consciência. Gianotti é o homem das éticas relativas, o dourador de fins que justifiquem qualquer meio ignominioso de busca do poder. Homem de estresses e ego inflado, é daqueles que não admitem refutações, características conhecidas de seus “colegas” de Universidade de São Paulo. Anos atrás, durante um debate com a esposa, irritou-se e a espancou. A mulher acabou perdendo parcialmente a audição de um ouvido. De suas histórias escabrosas, esta é a que mais se ouve nos corredores da USP.
Vale dizer que o Grupo do Rio ganhou um poderoso membro, antes relutante. Trata-se do new-brain-playboy Otávio Frias Filho, um homem amargurado porque é visto como um “riquinho” e não como o intelectual vanguardista que julga ser. Nas últimas semanas, foi incumbido de gerar uma bomba. Depois de muito raciocinar, resolveu requentar uma denúncia publicada meses atrás pelo Jornal do Brasil. A reportagem precisava ser muito bem conduzida, a fim de que as frases certas fossem arrancadas do Sr. Roberto Jefferson. Dois jornalistas da Folha recusaram o serviço sujo.
Então, Frias Filho resolveu recorrer ao comércio doméstico. A repórter Renata Lo Prete (conhecida como Renatardada por alguns colegas) ganhou várias promoções às custas dos especializados serviços sexuais prestados a Frias Filho. Assim, a “namoradinha do chefe” subiu na carreira, apesar de suas evidentes limitações intelectuais. Lo Prete foi fiel a seus princípios e produziu o petardo contra o governo.
O Grupo Rio é, pelo menos, coerente. Reúne a malta brasileira em seu estado mais puro, pessoas de “bem” com a vida, endinheiradas e sem culpa. O guru Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, não se lamenta de expulsar para o exílio seu filho bastardo, resultado de uma relação adúltera com a jornalista Miriam Dutra. “Ela cheirava a cavala, e não resisti”, confessou certa vez a um amigo.
Logicamente, quase tudo que é relatado neste texto é de conhecimento da imprensa brasileira. No entanto, os escândalos da era FHC foram sempre devidamente varridos para debaixo do tapete. As denúncias de fraudes do caso Sivam foram abafadas pelo governo e pelos barões da imprensa. O mesmo ocorreu com os casos de suborno contidos na chamada Pasta Rosa. O então Procurador-Geral, Geraldo Brindeiro, recorreu ao jeitinho brasileiro para engavetar as denúncias. Agora, o que mais espanta foi a complacência da imprensa com a compra de votos para a mudança da Constituição que permitiu a reeleição de FHC. João Maia e Ronivon Santiago, Zila Bezerra, Osmir Lima e Chicão Brígido eram apenas a ponta do iceberg de um gigantesco sistema de corrupção gerenciado pelo PSDB.
Como sempre, a imprensa diminuiu a importância dos fatos, na mesma medida em que exagera qualquer irregularidade no governo Lula.
Em todas essas ações, a CIA deu total apoio a seus parceiros do governo tucano (o governo do Apagão), inclusive com municiamento financeiro. Jornalistas e políticos foram comprados em verdadeiras operações de guerra, numa reedição das PP e Kukage, nas quais as ações jamais são atribuídas ao governo norte-americano, mas a outros grupos ou instituições. Muitas dessas ações são tão escancaradas que não exigem qualquer sigilo, conforme admite o ex-chefe do FBI no Brasil, Carlos Costa, em suas entrevistas a Carta Capital. As sedes do poder, em Brasília, estão grampeadas e os Estados Unidos monitoram o Brasil 24 por dia.
Um bilhete deixado na mesa de reunião do Grupo Rio estampava uma lista de formadores de opinião que deveriam ser convencidos a receber “suporte” do grupo externo. Alguns dos 31 (sobre) nomes eram: Rodrigues, Noblat, Gancia, Carmo, Fibe, Nunes, Alencar, Casoy, Marques, Schwartsman e Cony. A base para as ações de flerte seriam fornecidas pelos senhores Mac-Laughlin , Wilkinson e Rohter.
Nem o mais ingênuo dos corruptos recebe pagamentos em sua sala de trabalho, em bolos semelhantes àqueles manuseados por donos de postos de gasolina. Maurício Marinho, que é esperto demais, vendeu-se como ator e não como facilitador. Afinal, a “bola” é pequena demais para quem corre tanto risco.
Depois que a poeira baixar, MM certamente vai desfrutar de seu verdadeiro butim. Quem vê a fita com atenção, percebe que os atores estão mal treinados.
(o primeiro golpe de Estado do Grupo Rio – 1998)
O Grupo Rio não estava oficialmente constituído naquela época, mas seu núcleo duro já existia. À época, estava morrendo o velho “Serjão”, gerente de todo o sistema de corrupção e coleta de propinas do PSDB. Simultaneamente, uma nova estrela despontava no firmamento político: Luís Eduardo Magalhães. Segundo os analistas do governo, LEM tendia a se tornar um candidato imbatível nas eleições presidenciais. Além disso, o deputado confessara a amigos que no momento certo desbarataria a quadrilha que disseminava a corrupção por Brasília.
Morto “Serjão”, temeu-se que LEM desencadeasse uma pronta ação de limpeza no legislativo. Nesse momento, a articulação entre o governo e seus parceiros externos mostrou-se eficaz. A “inoculação” teria ocorrido, morbidamente, durante os serviços fúnebres do corruptor-mor. Os requintes da operação incluíram a prescrição de uma dose que permitisse a morte num 21 de Abril. A sofisticação simbólica tinha um motivo: uma assinatura sinistra. O serviço de assassinato encomendado a Newton Cruz por Maluf, em 1985, fora repassado a outro grupo. Tancredo Neves, assassinado, viria a morrer também num 21 de abril.
Uma semana depois da morte de Magalhães, um repórter de Veja em Brasília encontrou-se sigilosamente com um médico do Hospital Santa Lucia. O profissional admitiu que substâncias estranhas tinham sido encontradas no corpo do deputado.
Depois de quinze dias, um laboratório do Rio de Janeiro analisou uma amostra enviada pela sucursal da revista. Sabe-se hoje que se tratava de um tipo de TCDD, um tetraclorodibenzeno-p-dioxina (Tetrachlorodibenzo-p-dioxin).
Esse veneno foi desenvolvido pelos russos, tempos atrás, e a divulgação de sua fórmula faz parte dos acordos de cooperação entre a CIA e os serviços de informação que sobraram da antiga KGB. Os espiões conhecem o produto como resultado das pesquisas do Laboratory N. 12. Variações da fórmula mataram Wolfgang Salus, em 1957, e Lev Rebet, também naquele ano. A chamada Kamera produziu também a arma química indetectável que matou Georgi Markov, em 1978. Boa parte dos segredos foi passada aos americanos por Oleg Kalugin, ex-KGB, que hoje vive nos Estados Unidos.
Um repórter e um editor de Veja levantaram a maior parte dos fatos e preparavam uma edição-bomba para o final de maio. Roberto Civita mandou engavetar a reportagem, segundo se sabe, a pedido de seus amigos no Palácio do Planalto.
Nos anos seguintes, a maior parte das pessoas que tiveram contato com LEM na UTI foram afastadas do Hospital Santa Lucia. Todos os fatos são facilmente comprováveis. Vale como pauta para os jornalistas de verdade.
• Vale ressaltar que por motivos incertos, o Grupo Rio jamais contou com o apoio das Organizações Globo.
• Agradecemos o apoio anônimo de um empresário gaúcho e de um político, sem os quais seria impossível a produção deste texto.
Apesar da violenta reação dos setores conservadores brasileiros, nosso primeiro boletim se constituiu em enorme sucesso. Pudemos desnudar alguns dos artífices do Golpe de Estado destinado a destituir Luiz Inácio Lula da Silva, presidente legitimamente eleito pelos brasileiros. Aqui, seguem novas revelações estarrecedoras:
Primeiramente, gostaríamos de denunciar a covarde agressão sofrida por uma de nossas parceiras de trabalho. Na sexta-feira da semana passada, na Arundel Avenue, quase no encontro com Hillcross, em Morden, a jornalista Morgana White foi abordada por dois homens que lhe desferiram socos e pontapés. Mais um caso de violência urbana num subúrbio do mundo ocidental? Não. Nada foi roubado. E os agressores fizeram questão de falar Português durante o espancamento. Morgana cuida dos hematomas e tem o braço pendurado numa tipóia, resultado de uma fratura no osso da mão.
O fato mostra como os sistemas de informação funcionam entre os parceiros do Grande Irmão do norte. Basta acionar os serviços de inteligência e a matilha sanguinária segue no encalço dos rebeldes. Mesmo sob ameaça, entretanto, deliberamos prosseguir em nosso trabalho. É nossa vontade e também de nossos informantes no Brasil. Deus salve a Rainha e que também nos proteja.
É cada vez mais ampla e escancarada a associação dos partidos golpistas (PSDB e PFL) e grupos radicais de extrema-direita. Skinheads participaram de atos contra o governo Lula em São Paulo, no último domingo. No Rio de Janeiro, grupos anti-desarmamento se uniram a militantes do PSDB numa manifestação para pedir a deposição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 21 de Junho, um grupo para-militar agrediu o repórter da Rede Globo Lucio Sturm na frente da sede do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. Os profissionais de apoio Gilmario Batista e Marçal Araújo também foram espancados. A idéia é instaurar um clima de conflito e vincular o Partido dos Trabalhadores à violência. A violência passou a fazer parte do golpe, com ações públicas de provocação.
Como imaginado, recebemos e-mail do gabinete do senador Antonio Carlos Magalhães com um pedido de esclarecimentos sobre reportagem publicada no boletim número 1 do Jibra, referente ao assassinato de Luís Eduardo Magalhães. Depois de algumas tratativas virtuais, fornecemos um telefone no País de Gales. Recebemos a ligação, conforme combinado (tel. 61 – 311-2192), na quarta-feira, às 14 h (horário de Greenwich). O contato durou cerca de 13m01s e nos surpreendeu. Aparentemente, o assessor do velho parlamentar (que se apresentou como Orlando) já tinha conhecimento de vários detalhes do homicídio. Contribuímos no que foi possível. Ao final do contato, Orlando advertiu que o processo para apurar as denúncias deverá ser aberto em outra ocasião. Segundo ele, “Lula está para cair e Luís Eduardo pode esperar mais um pouco”.
Conforme esperado, recebemos uma série de denúncias referentes à participação do senador Arthur Virgílio (PSDB) no esquema de exploração de menores no Amazonas. Uma certa Mafalda nos escreveu por uma conta do hotmail narrando as visitas de Virgílio a vários bordéis nas proximidades de Manaus. Segundo ela, de fato, o político tucano é um apreciador de “ararinhas jovens”. Mafalda, que afirma ter sido uma garota de programa dos 14 até os 22 anos, afirma que Virgílio mantinha contatos freqüentes com Dilcilane de Albuquerque Amorim, a Dil, uma conhecida aliciadora de menores da região.
Outro e-mail, enviado pela assistente social “Vilma”, afirma que Virgílio e Omar Aziz (vice-governador do Estado, do PFL) mantinham relacionamento de amizade com Darclei Cristina, uma conhecida cafetina de Manaus. De acordo com Vilma, o caso envolvendo o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Benício Tavares, tem a participação de Virgílio e Omar. “Eles é que convidavam o povo de Brasília e de São Paulo para brincar de boto com as mocinhas. Era um jeito de agradar os amigos lá do Sul”, escreveu. Tavares participou de uma orgia com quatro adolescentes a bordo do iate Amazonian, num passeio entre Manaus e Barcelos (AM). Em depoimento à delegada Maria das Graças da Silva, titular da Delegacia Especializada de Assistência e Proteção à Criança e ao Adolescente, várias meninas confirmaram a participação de Tavares no festim erótico. Embora houvesse provas do crime, a Câmara Legislativa do Distrito Federal decidiu arquivar o processo de cassação de seu presidente.
O Jibra sugere ao nobre senador Virgílio que esclareça ao povo brasileiro suas ligações como o grupo que promovia passeios de pesca até Barcelos. Também seria interessante que prestasse algum auxílio às famílias das meninas que morreram no naufrágio do barco Princesa Laura. Afinal, retornavam a Manaus depois de prestar serviços a importantes empresários e políticos da impoluta oposição. Foram vítimas de “acidente de trabalho”.
Um dos e-mails recebidos fazia um justo protesto: entre os artífices do golpe, havia um esquecido, o nobre deputado Alberto Goldman, do PSDB paulista. Portanto, fazemos nosso mea culpa enquanto é possível. O parlamentar é adepto do “se não vai no jeito, vai na força”. É protagonista de uma das maiores farsas da história brasileira. Como relator da CPI do Proer, defendeu a tese de que a ajuda às inst financeiras era “inevitável”. Foi mestre ao encobrir todas as irregularidades cometidas pelo governo de FHC para dar suporte aos banqueiros falidos.
Criminosamente, o relatório final da comissão não apontou uma série de fraudes cometidas pelos bancos Nacional e Econômico. À boca pequena, afirma-se que “gol-de-mão” recebeu pelo menos cerca de R$ 2,5 milhão para poupar o governo tucano e os bancos privados. Gold (ouro) Man (homem).
Numa época de cinismo e hipocrisias, tornam-se redundantes o cinismo e a hipocrisia denunciados pela pena vigorosa de Augusto Nunes, capitão do Jornal do Brasil, o JB. Nunes é daqueles paladinos justiceiros, marketeiros dos atributos que julgam possuir, dos que se acreditam acima do bem e do mal. Afinal, julga o “empoado” escriba, que tudo se resolve com seu olhar penetrante de John Wayne tropical. Nos últimos dias, o JB esqueceu-se de que é tão somente um jornal. Investiu-se de poderes condenatórios. Analisa vagamente no lead, acusa no segundo parágrafo e expede a sentença no terceiro.
Orgulhoso de sua suposta onisciência, Nunes vê crime e omissão em todo lugar e, estranhamente, dá crédito a absolutamente tudo que vaza pela boca de Roberto Jefferson, o réu que mais acusa neste planeta. Por máxima ironia, até recentemente o jornalista considerava o deputado um mentiroso sem caráter. A propósito, vale lembrar o que Jefferson escreveu sobre Nunes, num passado não muito remoto, mensagem motivou processos e gerou ameaças:
“ (…) Não o contemplo com indulgência até porque você não merece. Indulgência se dá aos corajosos, lutadores ou perseguidos, não é o seu caso. Do que conheço de sua história, ela tem o enredo do “Pistoleiro da Mídia” aquele que vive para alugar a pena de acordo com seus interesses pecuniários. Sou admirador dos homossexuais assumidos, quanto àqueles que bebem e se tornam veados por algumas horas e no dia seguinte esqueceu do que praticou não me merece respeito.”
“ (…) O bilhete de Jefferson tornou-o objeto de ação penal por crime contra a honra, movida pelo signatário. Não custa lembrar ao ministro da Justiça que temos um pistoleiro confesso à solta no Legislativo. Só que esse tipo de gente apenas me diverte.
O currículo do nosso “atirador” informa que, até agora, Jefferson só matou a própria fome, usando gigantescas balas de chocolate. O texto do fax acrescenta que se trata de um assassino de vírgulas e atropelador de concordâncias (…)”.
Como o tempo é o senhor da razão, hoje seria justo dar crédito aos dois. Os jornalistas de verdade sabem que os dois não mentem, pelo menos um sobre o outro.
Não cabem novos comentários sobre o fanfarrão Jefferson, agora idolatrado pela imprensa e pelos nobres senhores do Grupo Rio. Mas cabe um adendo sobre Nunes, cujos artigos são implacáveis contra os que burlam a lei. Como se explica a relação amistosa de Nunes com o traficante Carlos José de Paula Barbosa, o Pepé? Fizessem com o “empoado” jornalista uma boa marcação, ainda que à distância, teríamos hoje um companheiro de peladas para Edinho, o filho de Pelé.
Certamente as mazelas do Rio também seriam minimizadas se os bons moços do Jornal do Brasil também se abstivesse m de negociar com os líderes do crime organizado. Marcinho VP, do morro Dona Marta, foi um dos principais fornecedores de brilho para a redação. Com isso, ganhou contatos, encurtou caminhos e se tornou uma celebridade. De repente, de escarafunchar, até Michael Jackson essa nessa história de ligações perigosas. Mas deixa pra lá, por enquanto.
…em governo golpista.
Há meses, o presidente da OAB, Roberto Busato, excede suas atribuições e serve como agressor público do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem elegância, tenta de todas as maneiras incitar os homens da Justiça contra Lula. Desde a última semana, afirma a amigos que tem grandes chances de assumir o Ministério da Justiça no governo golpista a ser instalado no Brasil.
O Grupo Rio parecia inclinado a tornar-se mais discreto. No entanto, uma reunião realizada em Brasília entre os barões da mídia e estrategistas do PSDB e PFL parece ter definido novas atribuições para os golpistas. Agora, é tudo ou nada. Derrubamos ou perdemos a credibilidade.
O Estadão, por exemplo, deixa de ocupar-se somente das agressões e calúnias contra Marta Suplicy. É vez dos Mesquitas baterem duramente em tudo que tiver relação com o Governo Lula e com o PT. Acusar primeiro, apurar se conveniente. Nas manchetes, o jornal já demonstra que rompeu qualquer compromisso com a ética jornalística. Acusações pesadas iniciam as frases. Depois de uma vírgula, vem o “diz fulano”.
Aparentemente, a Folha amacia um pouquinho. Depois, retorna a plena carga. O grupo de ataque já não julga tão necessário esconder o complô, mas julga ainda importante manter o rodízio estratégico para o serviço mais sujo.
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O engodo de Antonio Gramsci
Somente os apedeutas e intectualóides ultrapassados digerem as incoerências da teoria Gramsciana. Ou as utilizam em causa própria por exibicionismo intelectual, ou por mero oportunismo de “status” e privilégio pecuniário.
Vamos pela lógica dedutiva:
• Se a Revolução Bolchevique de 1917, na Rússia durou apenas 72 anos. E todo o povo russo esteve sob o tacão ideológico as custa de propaganda massiva.
• Se o as forças do obscurantismo religioso (doutrina daqueles que não desejam que a instrução penetre na massa do povo; doutrina contrária ao progresso intelectual e material. Estado completo de ignorância.) duraram até o aparecimento do Iluminismo e hoje só sobrevivem na mente de fanáticos e degenerados.
• Se o as forças do obscurantismo ideológico de Gramsci na prosperou na Itália.
• Se as forças dissidentes dentro das próprias organizações socialistas não se entendem como ocorreu com os expurgos na URSS e os assasinatos na China de Mao. No Brasil o PT sempre foi um saco de gatos com suas facções sempre em conflito.
É de se concluir sobre a impossibilidade de uma “lavagem cerebral” completa e permanente em uma sociedade inteira. Aí teria que se admitir uma nova teoria: “Teoria Geral Mongolóide da Raça Humana”.
É isso que está escrito por Gramsci como “o controle eterno da vida social”, ou seja, os Estatismo Permanente das Sociedades por um grupo dirigente.
Mas isso contraria diversas leis já conhecidas:
Princípio da Ação e Reação (3ª Lei de Newton) Quando um corpo A exerce uma força FAB no corpo B, este exerce imediatamente uma força FBA em A de mesmo módulo, mesma direção e sentido contrário (Fab=-Fba)
Relatividade geral de Einstein: tudo é relativo e nada é absoluto e as coisas se relacionam (princípio da equivalência) [ – s2 = (x2 -x1) 2 + (y2 -y1) 2 + (z2 -z1) 2 - c02 (t2 -t1) 2 ]
Leis de Lavoisier: Nada se cria nada se perde, tudo se transforma (Envolve fenomenos relacionadas à mudança nas conectividades entre os átomos ou íons, na geometria das moléculas das espécies reagentes ou ainda na interconversão entre dois tipos de isômeros.) – NaCl + AgNO3 → NaNO3 + AgCl
O princípio cosmológico: o universo está em constante estado de mudança (expansão).
Antonio Gramsci em um trecho contraria todas as leis da natureza quando diz:
“Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se a ´superação do senso-comum´, que outra coisa não é senão a hegemonia de pensamento. Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista.”
Zé Serrote comenta: qual a diferença entre engodo, delírio e estelionato na esfera mental?
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Galileu disse: “Dêem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo”….
O molusco disse: “Dêem-me poder, dinheiro e um bando de corruptos e eu mudarei o Brasil”….
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Quem paga o exército de jornalistas anti-Lula?
domingo, 30 de agosto de 2009
Segundo o JIBRA, grupo de jornalistas brasileiros refugiados na Irlanda, grandes empresas ligadas ao PSDB e DEM pagariam mais de cinco milhões de reais por mês a pelo menos 76 jornalistas e políticos brasileiros.
Rogério Mattos Costa, de Madrid
QUANTO RECEBERIA ESSE AI DE CIMA?
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Fred Campos,
Você notou a semelhança entre a Teoria dos petralhas (Governo Planetário Único)postado pelo Stanley Burburinho post .57 e a do Gramsci (“Teoria Geral Mongolóide da Raça Humana”)?
ki é ki c axa?
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QUEREM VER COMO ATUA O PIG?
“Blog da Dilma” dribla TSE e antecipa corrida para 2010 na web
SÃO PAULO – A campanha da ministra Dilma Rousseff (PT), candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a eleição de 2010 só não começou oficialmente pelo obstáculo da legislação eleitoral – que proíbe propaganda antes de julho do ano da eleição, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas em espaços como a internet, a corrida eleitoral já está antecipada – e muito acessada.
O “Blog da Dilma” é um exemplo. Embora não seja oficial, o (e)leitor encontra nele notícias atualizadas sobre a agenda da ministra, comentários sobre os principais temas do momento, como efeitos da crise internacional e grampos telefônicos, além de críticas ao provável concorrente tucano, o governador de São Paulo, José Serra. Slogans como “Sou PT, sou Dilma 13″ e Dilma é PT. Dilma é Nordeste” também aparecem. O blog se autodenomina o maior portal de Dilma Rousseff na internet.
Criado por Daniel Bezerra, que trabalha no Palácio do Governo do Ceará, o blog entrou no ar em novembro do ano passado e conta com a colaboração de mais seis editores – que se conheceram via outros blogs na internet, mas nunca se viram – tendo inclusive a participação de uma escritora (Glória Leite) que mora na Alemanha, segundo o editor-geral Daniel (Pearl) Bezerra de Oliveira. O “Pearl” no seu nome é uma homenagem e referência ao jornalista Daniel Pearl, que foi sequestrado e morto no Paquistão.
A ideia do espaço da ministra na internet surgiu do próprio Daniel Bezerra, que já tinha seu blog. Ele entrou em contato com outros blogueiros para convida-los a participar do projeto. “Eu já tinha o meu blog, cada um já tinha o seu. É um blog de blogueiros. Acho que só o Saraiva (o juiz) é filiado ao PT, o resto não. Cada um mora em um lugar, uma região. A gente se fala pela internet. Tem juiz de direito aposentado, estudante e bancário na produção – mas nenhum jornalista “, diverte-se a enfermeira de São Paulo Jussara Seixas, umas das responsáveis pelo conteúdo.
Jussara se diz “assustada” com a repercussão do site na mídia e com o número de acessos. Daniel afirma que o maior pico por dia foi de 7 mil acessos, “que vinha variando entre 4 a 5 mil”. “Por mês atinge mais de 160 mil acessos”, conta.
Assim que o blog ganhou proporções maiores, Daniel tentou contato com a ministra e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Daniel, quando fez o blog, e as reportagens começaram a citá-lo, mandou as principais para a Casa Civil porque ele quis. Mas não tivemos nenhuma resposta, nem da Casa Civil nem do Planalto”, lembra Jussara.
O estadao.com.br apurou que o gabinete do presidente Lula recebeu o ofício encaminhado pelo editor. Procurada pela reportagem, no entanto, a assessoria do Planalto e da Casa Civil não comentaram o conteúdo do blog.
O blog é atualizado diariamente, de acordo com a intensidade da agenda da ministra: “Tem dias que chegamos a atualizar 15 vezes”. A equipe também controla os comentários – alguns “impublicáveis” – a que Jussara atribui aos “não-simpatizantes de Dilma. “A oposição costuma entrar no blog e deixar comentários. São muitos, mas tem uns que não dá”, conta.
Jussara aposta na vitória de Dilma em 2010, pela “proximidade com o presidente Lula”. “Eu estou achando que ela ganha. Uma pessoa, que é ligada ao Lula como ela, que tem essa popularidade recorde em plena crise, acho que ganha”, finalizou
AGORA VEJAM ISSO, QUE O PIG ESCONDE E NÃO COMENTA:
Circo da Notícia
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RUMO A 2010
Alô, Estadão, Serra e Aécio também têm blogs!
Por Luiz Antonio Magalhães em 17/3/2009
A reportagem reproduzida abaixo foi publicada na sexta-feira (13/3), no Estadão.com e ganhou chamada de capa no portal. Com um título maroto, a matéria “acusa” a ministra Dilma Rousseff de antecipar a campanha eleitoral, ao arrepio da lei.
O pessoal do Estadão.com deve achar meio complicado pesquisar no Google. Há tempos este Observatório elaborou um tutorial bastante útil para apuração de matérias pela internet, e desde já fica a dica aos colegas do portal.
Sim, porque uma pesquisa simples resolveria a questão: com as palavras-chave “Serra, blog e presidente”, o Google informa que José Serra (PSDB) também tem um blog elaborado por apoiadores, igualzinho ao da ministra Dilma, intitulado José Serra Presidente. O governador paulista também estaria “driblando” o TSE?
É verdade que Serra ainda não ganhou a parada dentro do PSDB, então mais uma pesquisa se faz necessária, desta vez com as palavras-chave “Aécio, blog e presidente”. Resultado: o rival de Serra no PSDB e governador de Minas Gerais, Aécio Neves, conta com o blog Aécio Presidente, igualmente produzido por seus apoiadores. Será que Aécio “deu um olé” na justiça eleitoral?
Mais antenado
Cada veículo tem toda a liberdade de realizar suas pautas como bem entender, mas a verdade é que a matéria do Estadão.com sobre “o drible” no TSE apresentando apenas o blog de apoio à candidatura de Dilma é um acinte à inteligência dos leitores. Uma pena, pois a matéria completa, incluindo os blogs de Serra e Aécio, ficaria muito mais rica e permitiria outras abordagens, como comparações sobre a audiência e conteúdos dos sites.
O problema todo parece ter sido o afã de dar uma “cutucada” na ministra, poupando os tucanos do mesmo “cutucão”. No fundo, foi um ótimo jeito de jogar a credibilidade jornalística na lata do lixo, porque o leitorado é mais inteligente e antenado do que supõe certos editores.
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Eu postei que Galileu disse: “Dêem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo”….
Até agora nenhum petralha me contestou. Por que? Eles estudam?
Quem foi o autor da frase, na verdade, foi Archimedes:
Leia-se:
Arquimedes (em grego Ἀρχιμήδης) foi um matemático, físico e inventor grego. Foi um dos mais importantes cientistas e matemáticos da Antiguidade e um dos maiores de todos os tempos.
Ele fez descobertas importantes em geometria e matemática, como por exemplo um método para calcular o número π (razão entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro) utilizando séries. Este resultado constitui também o primeiro caso conhecido do cálculo da soma de uma série infinita.
Ele inventou ainda vários tipos de máquinas, quer para uso militar, quer para uso civil. No campo da Física, ele contribuiu para a fundação da Hidrostática, tendo feito, entre outras descobertas, o famoso princípio que leva o seu nome.
Ele descobriu ainda o princípio da alavanca e a ele é atribuída a citação: “Dêem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo”.
Hoje conhecemos muito pouco sobre a vida de Arquimedes e sobre a sua obra, já que muitos dos documentos originais foram destruídos. No entanto os romanos tinham muita admiração por ele e alguns historiadores deixaram textos em que descreviam aquilo que na sua época ainda se conhecia sobre a sua vida e obra.
Apesar de que muitos desses textos são sobretudo lendas, o pouco que se sabe sobre Arquimedes teve uma importância decisiva no surgimento da ciência moderna, tendo influenciado, entre outros, Galileu Galilei e Isaac Newton.
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1º LUGAR NO TOP BLOG
O BLOG DA DILMA foi escolhido pelo Júrid Popular o melhor blog político do Brasil. Parabéns a toda militância do Blog da Dilma.
2010, É DILMA NA CABEÇA
Galileu falou coisa tão ou mais importante:
“a energia côsmica tem cores e formatos geométricos”…
Eu, com a graça de Deus fui agraciado, e pude comprovar isso pessoalmente, com uma “saida do corpo”.
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Quanto mais o Lula fala
Mais votos ganha o Serra
Como diz o cantadô:
“O bom cabrito não béérra”
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Aos abutres,
Se você “sair do blog” “a energia cósmica de cores e formatos geométricos agradecerá comovida”…
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voce não terá essa capacidade, nem de me tirar daqui, nem de ver a energia côsmica, pois abutres sobrevoam a carniça, e só olham para baixo.
O Inferno é fogo !!! Mas tem lá suas vantagens……
Terça-feira, Outubro 06, 2009 | 9 Comentários »
Estava eu aqui nesse trem nesses ultimos dias matutando e viajando de um lado pro outro, às vezes sem assunto, outras vezes “assuntando” nos blogs dos outros mas eis que de repente e a partir do pedido de eutanásia dos Demo-tucanos na sexta-feira logo após o anuncio de que o Presidente do Povo Lula vai trazer as olimpíadas para o Brasil em 2016, EU DECIDI !!!
Quando morrer eu quero ir voluntáriamente e de forma irrevogável para o Inferno !!! Não vou esperar a opinião de São Pedro nenhum para decidir isso por mim. Vou porque eu quero e vou me explicar:
Apesar do inferno ser mais um latifúndio com um Castelo no meio de propriedade do DEMO, lá é vermelho !!! E não azul com anjinhos “capados” e de “asinhas” amarelas como no Céu que esses jornalistas “mal mandados por Deus” e esquizofrênicos apregoam por aqui de serem seus legítimos donos desde os tempos “puros” de FHC. E pegaram nós pra “Cristo” ao espalharem essa blasfêmia !!!
Os meus amigos todos bebem muito, fumam, mexem com mulher na rua – chegam até a elogiar quem merece – brigam o tempo todo – até mesmo entre si – e o melhor de tudo: São todos do PT !!!
Me digam, vou fazer o quê nesse “Céu” se lá eu não conheço ninguém ? Quero mais é passar a eternidade junto com os meus amigos de valor e de fé e de luta !!! Tenho certeza que na eternidade do inferno todo dia vai ter uma novidade boa e muitos motivos para sacanear algum “opositor”, nos alegrarmos com isso, festejarmos e nos divertirmos eternamente e assim o tempo até que passa mais depressa e muito melhor. Detesto o tédio da paz celestial, aquilo pra mim é que é um inferno !!!
Fico vendo esses dois Governos de São Paulo – Serra e Kassab – no que se tornou o “Buraco Negro” da política nacional – que atrai tudo que é tranqueira derrotada de outros estados e dizem que chega a consumir até a própria luz – onde não acontece nada, nada, nada, nada !!! como dizia um Belchior “perdido” pela Globo por aí
Não tem obra, não tem estímulo, não tem crime, não tem polícia, não tem escola, não tem merenda, não tem remédio, não tem medico, não tem hospital, não tem corrupção, não tem vergonha na cara, não tem governo… Enfim….Não Tem Nada !!! É o Céu para os privilegiados elitistas paulistas que não precisam de melhorias nem fisicas nem sociais e muito menos talvez de um dinheirinho extra no fim do mês pra ajudar na despesa. É muito “sem graça” viver assim, imagine se por desgraça voltarmos a viver num Governo desses a nivel nacional, vai ficar como ficou por uns tempos o PTrem das Treze, sem assunto e no desânimo total !!!
Quando resolvi me tornar militante político meu pai dizia:
-”Sai fora disso !!! Pra “Mexer” com política vai ter que aprender a “mexer” na merda !!!
Ele tinha razão mas mesmo assim entrei de cabeça nessa luta de onde não quero me apartar até o ultimo dos meus dias. É coisa de sangue !!! E dos “vermelhos” !!! Sangue azul nem pensar !!! É coisa de “bacana” e eleitor anti-petista !!!
Diz-se que no inferno, assim como nas ruas, no Congresso Nacional, nos comentários de blogs – jornal eu não leio e tele jornal não assisto mais – e em todo o canto do Brasil, o povo de lá também está dividido em dois lados distintos: Segundo o “Ibope dos infernos”, 80 % de “petistas” vivem em um piscinão de merda que bate na cintura, já os 6 % de “anti-petistas” estão enfiados numa “piscininha” mais funda e atolados na merda até o pescoço !!!
Ouvem-se gritos dessa minoria o tempo todo reclamando e “bufando” feito cachorro de rico da raça “Virgílio” com “cruza” de “Agripino Maia”:
-”Olha o nível !!! … Olha o nível !!!”
O que mais esperneia é um tal de Sergio Guerra que tentou esse tempo todo esconder do povo de que já foi um “anão do orçamento” pra não atrapalhar ser hoje chamado de Presidente Nacional do PSDB !!! É o “baixinho” quem mais se “ferra” todo dia dada as trapalhadas em que se mete os seus pares e “correligionários” !!! E “baixinho” pra mim só serve mesmo pra tres coisas:
- Peidar em ônibus
- Arrumar briga pra gente grande
- E levar recado pra puta !!!
Vou continuar infernizando a vida dessa gente até eles aprenderem de vez quem é que manda no Brasil !!!
Que somos nós do Povão Brasileiro e orgulhosos da nossa Grande Nação !!!!
Resolvi falar sobre o inferno depois de rever os dois vídeos que postei anteriormente aqui:
Em um, a Yeda “Cruzes” está tacando fogo no Rio Grande do Sul e no outro tem o José Serra “sabugo liso” cantando forró com o desavisado Dominguinhos !!!
É ou não é coisa do capeta ?
Coisa do “Cão” !!!
APOSENTADO INVOCADO
FHC PERGUNTOU:”PARA ONDE VAMOS”? RESPONDO,PARA BEM LONGE DELE E BEM PERTO DE LULA E DILMA – *BEM LONGE DE VOCÊ E BEM PERTO DE LULA E DILMA.* *ADEUS,FHC!*
História de Antonio Gramsci
Nascido no norte da ilha mediterrânea da Sardenha, numa aldeia denominada Villa Cisper. Era o quarto dos sete filhos de Francesco Gramsci, um homem que tinha vários problemas com a polícia.
Sua família passou por diversos comunes da Sardenha até finalmente instalar-se em Ghilarza.
Covardia de Aécio Neves
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.
Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.
A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa.
O blog a mantém inalterada.
Por Juca Kfouri às 12h09
ENROLÔMETRO TUCANO
No dia 19 de maio, o governador tucano Zé Chirico e seu secretário-lobista Paulo Renato Souza abriram uma “sindicância” para apurar as “responsabilidades” acerca dos livros pornodidáticos distribuídos para as crianças da escolas estaduais paulistas. O prazo de 30 dias, determinado pelos próprios, esgotou-se no dia 18 de junho. Estamos aguardando. E contando, contando, contando…
167 Dias, 21 Horas, 49 Minutos, 11 Segundos.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
FARRA DOS CADERNOS – DESMASCARADO ESQUEMA DE SERRA QUE BENEFICIA GRÁFICA DA FOLHA
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.- Contratos de mais de R$ 28 milhões com a Plural incluem até o que “não haverá”
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- Licitação “vencida” pela empresa para imprimir o que “não haverá” não diz quem eram os concorrentes
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- Maioria dos alunos desaprova “materiais didáticos inovadores” dos tucanos
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Conforme anunciamos, era questão de tempo para que viesse à tona mais essa bandalheira do governo de Zé Chirico. Depois da festa dos softwares e dos folguedos das pesquisas, um outro esquema milionário está em curso em São Paulo, agora visando encher as burras de um pequeno grupo de gráficas “amigas”. Tudo engendrado e conduzido pela Secretaria da Educação, tendo como maestro o empresário lobista Paulo Renato Souza.
A mina de ouro chama-se “Caderno do Aluno”, material criado ainda na gestão de Maria Helena Guimarães, antecessora do homem das hirsutas sobrancelhas. Na prática, trata-se de uma espécie de apostila distribuída a cada aluno das escolas estaduais paulistas, nos ensinos Fundamental e Médio. No caso, cada disciplina tem o seu “caderno” específico. Vale dizer que a idéia é entupir os estudantes com quilos e quilos de papel impresso com o que há de mais revolucionário na moderna pedagogia tucana, o que inclui a subtração do Uruguai do planeta e a adição de dois Paraguais na América do Sul. São mais de 100 milhões de exemplares das tais sebentas, trabalho que coube a uma singular irmandade gráfica imprimir.
Não por acaso, a Plural (leia-se Grupo Folha) ficou com o filé mignon desse boi, em condições absolutamente nebulosas. Registre-se que foi deste estabelecimento, recentemente, que “vazaram” as provas do ENEM (dizem as más línguas que o plano original – frustrado pelo Estadão – era que a Folha de S. Paulo, orientada por um vampiro, vazasse a prova no dia do exame, provocando um estrago político devastador). Fonte próxima do Palácio dos Bandeirantes, a propósito, garante que parte da dinheirama paga às gráficas, principalmente à Plural, escoará para uma caixinha localizada em aprazível país caribenho, retornando ao nosso convívio em 2010, durante a campanha eleitoral. Esta informação, contudo, não pode ser confirmada, bem como não pode ser descartada.
O mais curioso, no entanto, é que a gráfica da Folha imprimiu (e já recebeu pelo serviço) até aquilo que a própria Secretaria da Educação paulista disse que não deveria ser impresso: os “cadernos de Educação Física”.
Sim, sabemos o que você está pensando neste momento: “cadê as provas disso tudo?”.
Estão aqui, no NaMaria News, fresquinhas, sem adição de corantes. Cada edital, cada pagamento, cada mutreta, tintim por tintim. De brinde, você conhecerá os blogs criados pelos próprios estudantes com todas as respostas para cada um desses geniais materiais educativos
PIOR QUE SE PODIA IMAGINAR A “JESTÃO TUCANA”:
Caderno do Aluno é Plural
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Totalmente assarapolhada pelo que o Sr. Cloaca News postou sobre a Posigraf, deu-me de desenrolar a linha de negócios apontada pelo potente braço da Positivo e seu respectivo contrato. Alvíssaras! Tal certame reúne outras 5 gráficas importantes da nação que, juntas, retiraram do nível protoplasmático o tal Caderno do Aluno, alçando-o às mais altas esferas da realidade.
Você se lembra daquela apostila contendo mapa com dois Paraguais que foi entregue aos alunos da 6ª série (Ensino Fundamental) das escolas públicas de SP? Foi em março deste ano, lembrou? Pois é, o mapa errado fazia parte do chamado Caderno do Aluno, revolucionário material pedagógico criado quando Maria Helena Guimarães ainda era a Secretária de Educação. O lançamento foi divulgado amplamente, assim como o singelo problema cartográfico, entre outros.
Separados por disciplina e divididos por série (…) O novo material complementará livros didáticos e servirá para poupar tempo ao jovem, que não precisará copiar todo o conteúdo da lousa. Idem o tempo do professor, que terá mais disponibilidade para aclarar dúvidas do aluno.
Também poderá ser útil aos pais na supervisão do estudo de seus filhos. São 60 cadernos diferentes, um para cada disciplina e para cada série. No total, serão 108,3 milhões de exemplares por ano. Os alunos do ensino fundamental receberão sete cadernos, um para cada disciplina (língua portuguesa, matemática, artes, língua inglesa, ciências, geografia e história). Ao longo do ano letivo, o estudante receberá um total de três volumes de cada disciplina (2º e 3º bimestres condensados em um material). Para os alunos do ensino médio, serão 11 cadernos (língua portuguesa, língua inglesa, artes, história, geografia, sociologia, filosofia, física, química, biologia e matemática). Serão três volumes para cada disciplina. O material foi elaborado por uma equipe multidisciplinar integrada por educadores da Secretaria Estadual da Educação e por especialistas consultados pela pasta.
(Fonte: Diário Oficial – Agência Imprensa Oficial; 5 de março de 2009)
Entretanto, pouco ou absolutamente nada foi dito sobre as empresas que participaram do Pregão presencial de Registro de Preços 36/2912/08/05, para impressão, acabamento, embalagem e expedição de livros de atividades de alunos da Rede Pública de Ensino de SP, cujo link para o edital é este.
Homologado em 8/dezembro/2008, e publicado em DO no dia 17/dezembro, eis um resumo dos lotes, gráficas vencedoras e respectivas disciplinas, deixando claro quais seriam contempladas, e que não haveria o Caderno do Aluno de Educação Física naquele tempo:
Até aí nada de mais, são as mais importantes empresas do ramo, uma delas recentemente divulgadíssima em todo tipo de imprensa devido a um caos pra lá de federal. Porém, perseguindo a trilha 36/2912/08/05 e montando o histórico de pagamentos pelos serviços prestados, repentinamente o DO adquire a loquacidade de uma anêmona e ficamos um tanto confusos. Vejamos; comecemos pela parte fácil.
Para o Lote 1, Editora FTD (Artes e Ciências), foram lançadas quatro ordens de serviço, totalizando R$ 12.554.353,96 – entre dezembro/2008 e setembro/2009:
O Lote 2, Geografia e Filosofia, do Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas (IBEP), recebeu R$ 12.996.463,72 em quatro ordens de serviço, de dezembro/2008 até outubro/2009:
O Lote 3, de Física e História, pertence à Esdeva Indústria Gráfica SA que já recebeu por 5 ordens de serviço a quantia de R$ 13.572.846,25 – entre dezembro/2008 e setembro/2009:
Pulemos ao Lote 5, que pertencia ao Comércio e Indústria Multiformas LTDA. Destinada às disciplinas de Matemática e Sociologia, aparece como tendo recebido R$ 3.386.494,74 (em 19/dezembro/2008), sendo que o pagamento de 24/dezembro foi retificado em DO de 9/janeiro/2009, já que era destinado à outra gráfica, aquela do Lote 4.
Acontece que a Multiformas caiu fora. Em março de 2009 a FDE publicou um comunicado em DO dizendo que devido à terceirização dos serviços gráficos por parte da empresa, comprometendo a distribuição do objeto do contrato nº 36/2912/08/05-05, incorrendo nos motivos previstos nos itens 7.1.9. e 7.1.11. do ajuste, razão da instauração de processo administrativo nº 36/0078/09, fica essa empresa sujeita à rescisão punitiva do contrato supra mencionado, com conseqüente aplicação de multa no valor de R$ 160.270,24, bem como, à aplicação da pena de advertência com a falta cometida anotada no Cadastro de Fornecedores da FDE ou a suspensão do direito de licitar e contratar com a FDE, com fundamento na Cláusula Oitava, item 8.1 – alíneas “a”,“e” e “f” do contrato. Em 30 de abril veio a confirmação do cancelamento do registro nº 36/2912/08/05-05 em relação à 1º Detentora, devido o descumprimento das condições estipuladas na Ata de Registro de Preços nos subitens 7.1.9., 7.1.11. e 7.1.17. A multa ficou mantida e a Multigraf não pode mais licitar e contratar com a FDE pelo prazo de 5 (cinco) anos, com fundamento na Cláusula Oitava, item 8.2., alíneas “e” e “f” do Registro de Preços. A pergunta é: se a Multigraf foi retirada, quem ficou com as apostilas de Matemática e Sociologia? A “segunda detentora”? Mas quem seria, já que o DO se cala? Voltaremos ao tema em breve.
O Lote 6 pertence à Gráfica e Editora Posigraf SA (citada pelo Cloaca News), que levou R$13.286.501,68 pelas apostilas de Inglês e Química, entre dezembro/2008 e setembro/2009:
Beleza até aí? Pois a partir de agora eu devo confessar que é difícil a compreensão: o Lote 4 (Biologia e Português), da Plural Editora e Gráfica LTDA, é uma loucura. Para começar, aparentemente ela é a segunda detentora do lote que seria da Multigraf, pois em seus pagamentos aparecem apostilas de Matemática e Sociologia, volumes 2, 3 e 4, pelas quais foram pagos R$ 8.975.950,66. Mas o Diário Oficial não nos esclarece este ponto – se é ou não a segunda detentora.
Mundo Bizarro
O lado bom desta pesquisa foi encontrar a opinião dos maiores interessados nesses materiais pedagógicos inovadores: justamente os alunos. Pelo que deu para perceber eles não apreciam o Caderno do Aluno em geral, de qualquer matéria. Você pode ver algumas opiniões tocantes aqui e constatar que 57% os desaprovam, uma vez que em lugar de cumprir a promessa de agilizar o tempo entre alunos e mestres, o que as apostilas fazem é o contrário: afastam ainda mais uns dos outros. Queixam-se de que os professores mandam que eles respondam páginas e páginas mas não recebem qualquer orientação; outros falam que piorou porque antes, ao menos, os professores escreviam algo na lousa, apareciam na sala de aula e agora nem isso; alegam que os conteúdos das apostilas não casam com os livros didáticos “oficiais”, são irrelevantes, que há muitos erros de todas as espécies, que há perguntas absolutamente fora de esquadro e por aí vai.
Por outro lado, alunos das escolas públicas são geniais; engana-se quem diz o contrário. Pois imagine que eles criaram um blog chamado Caderno do Aluno: um projeto que se chamará TROCA DE INFORMAÇÕES. Conhecido mais como Cola entre alunos, mais como somos alunos civilizados (Lembre-se não estamos colando estamos apenas trocando informações ok !!! rsrs).
O sistema funciona assim: o autor (ou autores) do blog publica(m) as apostilas por volumes, disciplinas e séries do Ensino Médio (colegial); quem souber uma resposta deve acrescentá-la nos comentários, quem quiser respostas deve pedi-las. Tudo organizado. Não que elas estejam necessariamente “corretas”, mas eles prometem discutir qual se encaixa melhor na questão citada. Pelo que deu para entender, o Caderno de Educação Física já vem com as respostas ao final das apostilas, o que facilita.
Você pode conferir como os alunos estão se virando como podem – e outras opiniões avassaladoras – em três endereços: Caderno do Aluno (1), (2) e (3). Sem esquecer que também possuem Twitter e Orkut. Maior responsa.
Dá para se pensar como é uma sala de aula pública de verdade. Dá para se pensar numa montanha de outras coisas pelas quais passam esses alunos. De fato, um material pedagógico altamente revolucionário.
* Fonte da imagem: Mil cores do Governo
Pesquisado por NaMariaNews às 03:00 Ligações Perigosas: Caderno do Aluno, FDE, Gráficas, Secretaria de Educação SP
11 comentários:
Papito do Kadett disse…
Isso merecia um abraço de horas…
26/10/2009 07:29:00
wilson yoshio disse…
Bom retorno, e com tudo,NaMaria!
O caderno do Aluno é Plural?
E o modelo deseducacional é Singular, como tudo que o,já,ungido faz.
Mas o sonho da lua cheia,de nós blogueiros, seria se a gráfica tivesse cometido atos falhos, como suprimir a página 13, número que eu soube que os vampiros abominam,mais que o alho, e em troca numerar duas páginas 45.
26/10/2009 08:16:00
Anônimo disse…
Olha, parece chover no molhado mas isto tem que ser encaminhado imediatamente ao MP Estadual de SP.
Nem que seja como denúncia anônima, pois geralmente o MP tem um e-mail para este tipo de coisa.
26/10/2009 12:03:00
Anônimo disse…
Alguém já tinha postado que PSDB é partido dos salafrários do brasil.
26/10/2009 13:20:00
x da questão disse…
Isto é uma vergonha, a Educação de São Paulo caminha para um monte de vaquinha de presepio, de cabeça baixa com a decoreba, o futuro dos Paulista esta sendo modelado agora, caso de PoliciA.
26/10/2009 13:39:00
Anônimo disse…
NaMria, seu trabalho é fantástico!!! Receba e aceite nossos agradecimentos e nossa eterna gratidão, pelo seu brilhante trabalho!!!
Pau nelles.
26/10/2009 16:10:00
ilariamaral disse…
E uma caçamba, daquelas de entulho, foi encontrada CHEIA desses livros da Plural em Ribierão Preto, SP.
A diretora da escola ESTADUAL à qual estavam endereçados os livros parece ter aprendido bem com o patrão (Serrágio) e disse que os livros teriam sido jogados fora pelos alunos!
Detalhe,
eram milhares de livros ainda embalados e agrupados por disciplina!
Deu na GROBONIUS agora à pouco!
A respeito do comentário acima.
Voltei a assistir o Em Cima da Hora, da GROBONIUS, na edição das 8:00 para pegar o nome da escola(eu vi a reportagem na edição das 7:00) mas a matéria tinha sido retirada!
Os erros das Organizações Serra eles mesmos informam, mas só de madrugada, pra ninguém ver!
Mas um leitor do Cloca News achou no G1 neste link
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1355465-5605,00-LIVROS+DIDATICOS+SAO+ENCONTRADOS+NO+LIXO+NO+INTERIOR+DE+SP
27/10/2009 08:52:00
Anônimo disse…
A escola que estava com os livros na caçamba é a Escola Estadual Eugênia Vilhena de Moraes em Ribeirão Preto.
A matéria é vista aqui
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1355465-5605,00-LIVROS+DIDATICOS+SAO+ENCONTRADOS+NO+LIXO+NO+INTERIOR+DE+SP.html
Mas tá diferente da que mostraram hoje cedinho na Grobius. Onde tá a matéria de hoje?
27/10/2009 09:39:00
Anônimo disse…
ao anônimo aí de cima e pra ilariamaral
a matéria de hoje é essa aqui
http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1356086-16577,00-LIVROS+SAO+ENCONTRADOS+DENTRO+DO+LIXO.html
a pergunta é porque eles fariam isso? jogar livro no lixo mesmo que o livro seja um lixo é pecado mesmo porque a gente pagou aquilo tudo. aluno não tem acesso ao material ainda mais fechados daquela jeito. não foram os alunos. chega de botar culpa de tudo nos alunos por favor.
27/10/2009 09:48:00
ilariamaral disse…
“Separados por disciplina e divididos por série (…) O novo material complementará livros didáticos e servirá para poupar tempo ao jovem, que não precisará copiar todo o conteúdo da lousa. Idem o tempo do professor, que terá mais disponibilidade para aclarar dúvidas do aluno.” …
O idiota que bolou esse sistema deve ter feito faculdade de pedagogia por correspondência.
Pondo de lado a corrupção evidente nas negociações para a impressão dos cadernos, podemos perceber que a imoralidade começa no “método” de “encino” proposto aqui. Todo professor sério sabe que o ato de copiar a matéria do quadro negro (lousa) é o começo da fixação da matéria na mente do aluno, subtrair essa fase é subtrair (e trair) a parte mais importante da absorção de novos conhecimentos! Começando mau assim, só se podia esperar um fim desses!
27/10/2009 13:57:00
Anônimo disse…
Querida Namaria: É incrivel como estas informações desinteressam o PIG não? Nem o MP(ig) quis saber dessa sua investigação??
Conflito intratucanalha: mídia serrista ataca Aécio
Interessante o comando serrista ter escolhido um jornalista esportivo para bater em Aécio. Ao que parece a credibilidade de Tucanhedes, Noblats e similares caiu abaixo de zero. Nem o tucanalha-mór espera que alguém acredite nesses elementos. Juca Kfouri tem os mesmos valores éticos de seus colegas, mas sendo da área esportiva parece menos pau-mandado que os outros.
Ledo, e Ivo, engano. Kfouri serve ao mesmo deus que os demais. Não me entendam mal, longe de mim defender o, sniff, Aécio, mas vindo de onde vem o valor da notícia é zero. O reputado jornalista afirma “A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.”
Estranhamente a “cortina de silêncio” sobre o seu admirado FHC, seu apartamento suposto na Avenida Foch em Paris, seu nada suposto filho com a jornalista da Globo, a origem dos centenas de milhões que subornaram o parlamento para aprovar o golpe da reeleição, os gastos em progressão geométrica de seu governador-candidato em publicidade, o suposto adultério em curso do referido candidato, aparentemente conhecido até do mundo mineral, não interessam a Kfouri
O ovo da serpente está chocando em São Paulo
No começo ninguém acredita, leiam os textos alemães da década de 30: praticamente todos achavam Hitler uma piada. Alguns achavam que poderiam manipular a “piada” para seus próprios fins.
Falar sobre o reacionarismo paulista, seu separatismo, seu preconceito, seu racismo, seu ódio leva-nos sempre a sermos acusados de conspiracionistas amalucados.
Fosse essa minoria protofascista um pouco maior e tivesse um pouco mais de apoio nacional e todos veríamos o “conspiracionismo” materializado. Talvez ainda vejamos.
Não se alegrem com a derrota dele, homens
Mesmo que o mundo tenha se erguido para deter o bastardo,
A cadela que o pariu está no cio novamente.
Bertold Brecht
Do blog Cidadania.com
O vírus reacionário de SP
Fora do país há uma semana, só agora tomei conhecimento do caso da estudante de uma universidade paulista que, por usar um vestido considerado “curto demais” pelos colegas, foi agredida verbalmente pelos gritos histéricos de centenas deles enquanto saía do local escoltada pela polícia (?!!) como se fosse uma criminosa.
A imagem que vocês vêem acima, tem cerca de 50 anos. É dos anos 1960. Mesmo naquela época, o episódio nessa universidade desse Estado incompreensível em que se converteu São Paulo, seria difícil de acontecer. E o vestido da moça da foto é mais curto do que o da garota agredida meio século depois da “invenção” da minissaia.
Não sei o que está acontecendo com São Paulo. Será que a decadência econômica diante de Estados que progridem e crescem muito mais, como os do Nordeste, está enlouquecendo parcela tão expressiva da população paulista? Duvido que em qualquer outra parte do Brasil acontecesse coisa semelhante.
São Paulo vem regredindo politicamente, culturalmente e economicamente. Elegemos um governador e um prefeito que estão destruindo o Estado e sua capital. A vida não pára de piorar em São Paulo, e o povo se mostra incapaz de enxergar que é só em São Paulo.
Os paulistas estão assumindo a vanguarda do atraso nacional em todos os sentidos. Uma maioria descerebrada, manipulada por meios de comunicação como fantoche, idolatra cada vez mais políticos, jornalistas e apresentadores de tevê que se dedicam a insuflar mentalidades como as desses moços e moças que cometeram essa barbaridade.
Quando se vê, pelo Brasil afora, meia dúzia de filhinhos de papai espancarem empregadas domésticas, atearem fogo em mendigos adormecidos nas ruas, espancarem homossexuais até a morte, sabe-se que são exceções que podem ser encontradas em qualquer parte do mundo.
Todavia, quando se assiste ao vídeo dessa moça sendo atacada por centenas de vozes – de colegas da universidade e até de professores (!!) –, percebe-se que essa mentalidade não é exceção. Praticamente a universidade toda, com as honrosas exceções que se está vendo, compactuou com aquela barbaridade.
Claro que, diante da loucura que geraram, os reacionários mais notórios se assustam e tentam parecer indignados. Mas o que aconteceu na tal Uniban é produto da mentalidade deles.
O vírus reacionário paulista é uma ameaça. Não se pode deixar que se espalhe pelo país. Essa doença político-midiática que está infectando São Paulo precisa ser contida com o único remédio para esse tipo de enfermidade: doses cavalares de democracia.
Escrito por Eduardo Guimarães
Saraiva
LULA RECEBE MAIS UM PRÊMIO: Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.
Lula promoverá investimento britânico no Brasil durante sua visita a LondresRi (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aproveitar a visita que realizará a Londres na próxima semana a fim de receber um prêmio do Instituto Real de Relações Internacionais para promover novos investimentos britânicos no Brasil, informaram hoje fontes oficiais.Lula terá entre quarta-feira e quinta-feira da próxima semana diferentes encontros com investidores e empresários do Reino Unido, além de reuniões com a rainha Elizabeth II da Inglaterra e com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, informou hoje o porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Baumbach.Lula vai participar na quinta-feira de um seminário sobre oportunidades de investimentos e de negócios no Brasil no qual participarão cerca de 220 autoridades, empresários e especialistas dos dois países.O presidente aproveitará a reunião para apresentar as oportunidades que estão surgindo no Brasil após a superação da crise econômica global, as obras que serão necessárias para explorar as gigantescas reservas petrolíferas descobertas no oceano Atlântico, e a organização da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, segundo o porta-voz.”O presidente projetará o novo momento que surge em um país que dá exemplo de vigor com a superação da crise que afetou a economia global”, segundo Baumbach.”Sua presença no seminário é uma demonstração da importância que o presidente dá à criação de um ambiente propício para a atração de investimentos e o aumento de recursos estrangeiros para projetos de longo prazo”, acrescentou o porta-voz.No seminário também participarão o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, que realizará uma apresentação sobre a conjuntura econômica no país; e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vai falar sobre oportunidades de investimentos.Do encontro, organizado pelos jornais “Financial Times” e “Valor”, também participam os presidentes do Banco Central, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil, do Bradesco e da Vale, maior produtora e exportadora mundial de ferro.Lula também terá uma reunião em Londres com Lashmi Mittal, o presidente da líder mundial de siderurgia, Arcelor Mittal, e inaugurará um escritório do BNDES na capital britânica.O presidente chegará a Londres na manhã da quarta-feira e terá na noite desse mesmo dia um encontro com Brown para conversar sobre a agenda bilateral e global.”O encontro de trabalho com o primeiro-ministro será de caráter geral. Serão avaliadas as relações entre os dois países em suas diversas vertentes, econômica, comercial, científica e esportiva”, explicou o porta-voz.”Serão debatidos assuntos de interesse global, como a crise econômica, a Rodada de Doha, as mudanças climáticas, o terceiro fórum da Aliança das Civilizações, que o Brasil organizará em maio de 2010, e a candidatura brasileira a ocupar um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU”, acrescentou.Na quinta-feira, após seu encontro com a rainha e antes de retornar ao Brasil, Lula será homenageado em uma recepção na qual receberá o prêmio de Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.O prêmio Chatham House 2009 será entregue em cerimônia à qual foram convidadas autoridades do Governo britânico e é um reconhecimento à contribuição de Lula para a melhoria das relações exteriores, a estabilidade e a integração da América Latina, e sua liderança na resolução de crises regionais.
Será que a oposição PSDB/DEM vai entrar no STF com queixa que esse prêmio é campanha eleitoral antecipada? Eles vão rasgar o nariz de inveja
Quem sou eu
Carlos Alberto Saraiva
Sou Juiz de Direito já aposentado pelo TJ/RJ,tendo como última atuação o V Juizado Especial Cível de COPACABANA. Fui Juiz Titular da Comarca de CARMO, também com função de Juiz ELEITORAL e sem prejuízo de minhas funções, substituiu por diversas vezes colegas nas Comarcas de SAPUCAIA, SUMIDOURO, BOM JARDIM, CACHOEIRAS DE MACACÚ;Vara de FAMÍLIA e MENORES de MAGÉ e TERESÓPOLIS, Vara CRIMINAL e 2² CÍVEL DE TERESÓPOLIS. Em 01/04/93 fui promovido a Juiz de 2ª Entrância como Titular da Vara de Família, Infância e Juventude de MAGÉ e em 30.04.97 fui removido, por merecimento, para a 3ª Vara Cível da mesma Comarca, respondendo pelo Juizado Especial Cível de GUAPIMIRIM e fui Juiz ELEITORAL TITULAR da 149ªZE de Guapimirim/RJ, lugar onde nasci. Sou membro associado da AMAERJ e AMB. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Católica de Petrópolis – UCP em 12/12/73, em 1974 quando inscrito na OAB/RJ sob nº 25.269 passei a exercer a profissão de ADVOGADO até 30.12.87, em Teresópolis, onde residi por muitos anos, até ingressar na Magistratura.Atualmente inscrito na OAB/RJ. Em 2008 fiz o Curso de Extensão de “JORNALISMO DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS”, Comunicação e Consciência da UFRJ.
Visualizar meu perfil completo
Esse tipo de comportamento de FHC é o reflexo do mundo contemporâneo, onde o ser é apenas objeto de consumo e FHC é um objeto dos que o mantém. Não suporta a idéia que seus quinze minutos de fama e glória tenham terminado.
Fernando Henrique Cardoso é só um detalhe sobre o modelo “objeto canalha” produzido em massa por banqueiros, empresários e latifundiários na matriz de Wall Street. Aqui no Brasil são vendidos e compráveis sob várias denominações. Tucanos, DEMocratas, bancada ruralista… vai por aí afora. E a lógico, a bancada do jatinho
Ride, ridentes!
Este poema, do russo Victor Vladimirovitch Khliebnikov, transcriado por Haroldo de Campos, publico em homenagem a todos aqueles que riem não para expressar alegria ou felicidade, não para demonstrar paz de espírito ou tranquilidade, mas riem do humor chulé, preconceituoso, aqueles que riem dos que não sabem falar “corretamente” o português, os que riem dos bêbados, dos loucos, dos mendigos, e riem também dos que não seguram os talheres da forma tal, ou não usam a roupa que seria “correta”; aqueles que mentem, manipulam as notícias, reclamam do Bolsa Família e das cotas, enquanto sorridentes bebem vinhos de milhares de reais e comem trufas brancas; os que brindam aos trabalhadores escravos de suas fazendas e ao novo rolar de suas dívidas bilionárias; aqueles que acham que têm uma certa superioridade e por isso sorriem suas prosperidades, enquanto o mundo desaba a seus pés, vagarosamente. Sorriam, e leiam:
Encantação pelo riso
Ride, ridentes!
Derride, derridentes!
Risonhai aos risos, rimente risandai!
Derride sorrimente!
Risos sobrerrisos – risadas de sorrideiros risores!
Hílare esrir, risos de sobrerridores riseiros!
Sorrisonhos, risonhos,
Sorride, ridiculai, risando, risantes,
Hilariando, riando,
Ride, ridentes!
Derride, derridentes!
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Time: A Casa Branca enfrenta a mídia
Atualizado em 12 de outubro de 2009 às 22:20 | Publicado em 12 de outubro de 2009 às 20:29
A Casa Branca decide encarar a ‘imprensa’
8/10/2009, Michael Scherer, revista Time
Não houve um momento determinado, quando a equipe de comunicação da Casa Branca decidiu que os grandes órgãos da mídia não estavam dando conta do recado, nem faziam jornalismo. De fato, houve vários momentos.
Para o secretário de Imprensa, Robert Gibbs, o dia da virada aconteceu no início de setembro, quando o New York Times publicou, como matéria de primeira página, o “crescimento nas pesquisas, de pais e mães preocupados com o conteúdo do discurso de Obama para crianças e adolescentes” – antes mesmo de o jornal (e os ‘pais e mães’!) conhecerem o teor benigno do discurso. “Chega um momento que… Chega! Páre aí! Mas… que negócio é esse?” – disse Gibbs. “Essa coisa está transformada em circo de três picadeiros!”
Para o diretor de comunicações da Câmara de Deputados, Dan Pfeiffer, foram os ataques mais hiperbólicos, esse ano, contra o plano de Obama para a reforma da assistência à saúde, sempre noticiados como se houvesse alguma “controvérsia”, que acionaram um alarme em sua cabeça. “Quando se debate se se trata ou não de assassinar velhinhas e criancinhas doentes” – diz ele –. “não se aplicam as regras normais do jornalismo: é preciso ser a favor de não assassinar ninguém. É preciso ter lado e a opinião do ‘outro lado’ absolutamente não interessa.”
Para a chefe de Pfeiffer, Anita Dunn, o momento do “aha!” aconteceu quando o Washington Post publicou uma segunda coluna assinada pelo mesmo político Republicano, ‘denunciando’ que haveria “32 czares” indicados por Obama e já trabalhando na administração pública. Nove deles foram nomes aprovados pelo Senado, quer dizer, em nenhum caso seriam ‘czares’. “O que de fato me surpreendeu e ainda surpreende até hoje, é que o Washington Post nunca questionou essa opinião de seu colunista. É inacreditável… mas aconteceu.”
Todas as críticas, diárias, repetidas, as justas e também as injustas, e as delirantes, todas, estão pesando sobre a Casa Branca, objeto de ataques incansáveis. Então, a Casa Branca pensou em uma nova estratégia: em vez de facilitar a vida dos jornalistas, oferecendo-lhes fatos que os jornais e jornalistas usam em seguida como se fossem ‘prova’ do que escreveriam contra Obama mesmo sem qualquer verificação ou sem qualquer prova, a Casa Branca decidiu entrar no jogo e criticar mordazmente o jornalismo de futricas, os políticos e os veículos que vivem de publicar bobagens, ou mentiras, ou invenções completamente nascidas das cabeças dos ‘jornalistas’, como, por exemplo, a ideia de que o plano de Obama para reforma da assistência à saúde dos norte-americanos incluiria “clínicas sexuais” a serem implantadas nas escolas. Obama, descansado e relaxado depois dos feriados em Martha’s Vineyard, riu da ideia dos ‘jornalistas’ e disse aos auxiliares que “Ok. Vamos chamar os caras p’ra conversar lá fora.”
A estratégia de não fazer prisioneiros surpreendeu alguns ‘jornalistas’, considerando a cobertura amplamente favorável ao candidato Obama e considerando, também, a tendência do presidente de trabalhar em temperaturas retóricas menos exaltadas que o padrão de Washington e de não dar atenção às hipérboles partidarizadas. Nada disso. O Blog da Casa Branca, agora, não perde vez para falar mal dos críticos do governo. Um dos postados mais recentes levava o título de “A rede Fox mente” e sugeria que a rede estaria militando contra os interesses dos EUA, ao ridicularizar os esforços de Obama para que Chicago fosse escolhida para as Olimpíadas 2016.
Nenhum funcionário da Casa Branca ofereceu ‘fatos’ explicativos ou pediu desculpas. “A melhor analogia é o beisebol” – disse Gibbs. “O único modo de arrancar os caras de uma base, é mandar uma bola rápida. Aí, eles se mexem.”
A generala dessa guerra é Anita Dunn, 51, veterana estrategista de campanhas eleitorais, que chegou em maio à Casa Branca. Dunn é um dos grandes nomes das campanhas dos Democratas desde o final dos anos 80 e, nesses meses, foi ela quem montou a nova estratégia de respostas rápidas. Na Casa Branca, converteu-se em leitora aplicada de todos os jornais mais conservadores e crítica ferocíssima da rede Fox News, comandando o movimento para impedir que funcionários do governo (inclusive Obama) deem entrevistas ou façam declarações àquela rede.
“Trata-se de opinião partidarizada, travestida de noticiário e de jornalismo” – diz Dunn. “Eles ainda estão com bons números de audiência, mas estamos nos movimentando e não vamos perder essa.”
O diretor de jornalismo da Fox, Michael Clemente, reagiu; disse que as críticas pela Casa Branca misturam os jornalistas da rede e colunistas não-jornalistas, como Glenn Beck [âncora de um dos programas de debates da Fox. Para saber quem é, ver O Público, de Portugal, em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401620. Para Clemente, Beck seria como “um colunista não-jornalista, dos que escrevem nos jornais”.”
Dunn — mãe de um adolescente de 13 anos, que planejou o cronograma do novo emprego na Casa Branca, de modo a poder passar mais tempo com o filho – é uma raridade feminina, no círculo mais íntimo de auxiliares de Obama, só de rapazes. Mas o impacto que ela teve na Casa Branca é indiscutível. Desde sua chegada, a operação das comunicações foi reformulada, firmemente re-focada, com forte ênfase no planejamento de um novo ciclo de noticiário e estrito controle sobre os contatos entre sua equipe e os jornalistas dos grandes jornais. Nas reuniões internas diárias da equipe, é ela quem decide quem ‘ouvirá resposta rápida’, quando e como; é ela também quem decide onde, quando, como e para quem é caso de justificativas, admitir erros ou pedir desculpas.
É mulher de instintos ferozes, que rapidamente vêm à tona. “Aqui na Casa Branca, (…) temos de ser mais agressivos, em vez de sempre dar explicações, bater em retirada ou só nos defender” – diz ela. A imprensa vive de falar. Não há silêncio, na imprensa. Por isso, a imprensa sempre pode usar qualquer mínima coisa e converter em notícia, mesmo que, para isso, os fatos sejam distorcidos. Não precisamos aceitar isso. Por quê?”
Em outras palavras: depois de oito meses de governo Obama, acabaram-se os dias de harmonia ’suprapartidária’ ou ‘despolitizada’, e ilusão de que a imprensa naturalmente ofereceria “dois lados” das notícias. Agora somos “NÓS” contra “ELES”. E o governo Obama está jogando para ganhar.
Leia aqui como a Casa Branca está partindo para dentro da Fox News
11/09: Professor encara PIG americano e denuncia mídia manipuladora e golpista
Já postei este vídeo aqui, mas de vez em quando o exibo novamente. Porque é sensacional. Imperdível. E oportuno, já que hoje estamos num novo 11 de setembro.
Você sabe que depois do 11 de setembro a mídia americana ficou absurdamente governista e patriótica. O espetacular desmoronamento das Torres Gêmeas é uma imagem difícil de apagar da memória.
Mas aí alguns malucos, desses caras que gostam de remar contra a maré, começaram a perceber que a história toda tinha um lado B que estava escondido e – pior – que não devia ser mostrado e – pior ainda – que as pessoas não estavam querendo ver nem saber.
Entre esses malucos, o professor Barret, da Universidade de Winsconsin. O professor simplesmente tentava fazer com que seus alunos pensassem, refletissem, investigassem. Isso nos EUA de Bush. Achava que assim chegariam à mesma conclusão que ele: o 11 de setembro foi um autogolpe.
Aí a Fox – a mais bushista das emissoras – convidou o professor Barret para uma entrevista, pensando em estraçalhá-lo ao vivo e em cores.
Repare no vídeo, de aproximadamente três minutos, e veja o que aconteceu
http://blogdomello.blogspot.com/2009/09/1109-professor-encara-pig-americano-e.html#blogdomello
Globo e Jereissati vão cortar relações Brasil-Nova York?
domingo, 1 novembro, 2009 às 16:11
Bloomberg,o bilionário. Alguém vai dizer que ele é ditador?
Eu abordei aqui a reação provinciana do Senador Tasso Jereissati e o editorial furibundo de O Globo contra a entrada da Venezuela, terceiro parceiro comercial brasileiro, no Mercosul. Agora, por um dever de coerência, acho que eles deviam propor o fim de qualquer relacionamento comercial brasileiro com empresas instaladas em Nova York e reivindicar a suspensão de vistos para os brasileiros que quiserem ir à cidade.
É que os jornais anunciam que o prefeito (e milionário) Michael Bloomberg mudou a lei municipal e conseguiu a aprovação num referendo para um terceiro mandato num referendo. Ao contrário do que aconteceu na Venezuela, porém, Bloomberg fez como Fernando Henrique fez no Brasil para criar a reeleição: nada de consulta em referendo, para saber se o povo concordava.
Isso valeu-lhe um comentário com comparação semelhante do jornalista Clyde Haberman, no The New York Times:
O homem que voltou a consultar o povo era o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Ainda que seja severamente criticado nos Estados Unidos, descrito como déspota e até mesmo como um bufão, ele fez aquilo que o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, não teve coragem de fazer. E venceu, da mesma forma que muitos cidadãos de Nova York imaginam Bloomberg teria vencido, caso depositasse mais fé no eleitorado. No domingo, os venezuelanos aprovaram em um referendo o direito do presidente e outros ocupantes de cargos eletivos a se eleger quantas vezes quiserem para um mesmo posto.
Perguntaram ao prefeito um dia desses se a experiência venezuelana o havia levado a reconsiderar a forma pela qual alterou a lei de limitação de mandatos na cidade. A questão irritou Bloomberg. Hoje em dia, prepotência em entrevistas coletivas se tornou sua marca registrada. “O que temos nós a ver com Hugo Chávez?”, ele rebateu.
Bloomberg usa sua própria fortuna, estimada em 17,5 bilhões de dólares, para dominar a campanha eleitoral. Calcula-se que tenha gasto, do bolso, cerca US$ 100 a 140 milhões. Seu rival, o democrata Bill Thomson, investiu US$ 6 milhões.
Sei que Jereissati tem uma simpatia natural por Bloomberg: ambos viajam nos seus próprios jatinhos, “porque podem”. Mas espero ver, antes da eleição de terça-feira, um editorial de O Globo e um discurso do senador contra este “ditadorzinho latino americano” de Nova York.
Brizola Neto
CADÊ O FREDINHO (oportunista) PRA DESQUALIFICAR O BRIZOLA?
Elas não dão conta do telefone, mas querem a banda larga
domingo, 1 novembro, 2009 às 12:40
No Rio Grande do Norte o pessoal não tem sinal, mas tem humor
A matéria publicada na edição de hoje de O Globo, mostra que as telefônicas não dão conta de prestar um serviço de boa qualidade nem em matéria de transmissão de voz, o que dirá de transmissão de dados, como dizem que querem fazer no plano nacional de inclusão digital que o Governo federal está às vésperas de lançar. Pena que não tive condição de escanear os mapinhas que o jornal publica (se alguém tiver, passe o link e eu publico). O resultado que o jornal publica, posso garantir, é bem pior que os 12% de ligações que eles dizem não se completarem. É que os mapas deixam evidente que o teste, em determinadas regiões, foi feito apenas nas vias principais de acesso, deixando de fora os bairros que ficam ao longo destas estradas.
E dá pra ver que não é por razão técnica, mas econômica. Fica evidente que conexões 3G, com capacidade de fazer comunicação de dados, só existem pra valer, mesmo, na Zona Sul, Centro, parte da Zona Norte (Tijuca, Vila Isabel e entorno)e área litorãnea da Barra. Zona Oeste, Baixada e São Gonçalo ficam, olhe lá, com a 2G, que não suporta internet.
Não há nada de estranho nisso, embora o jornal “esqueça” que as áreas bem atendidas (nem tão bem, aliás) são as de maior poder aquisitivo. As telefônicas têm tanto poder que ninguém pode obrigá-las a nada.
No dia 25 de agosto do ano passado, foi concedida uma liminar pela juíza Fernanda Galliza do Amaral, da 4ª Vara Empresarial, que deu ganho de causa à Comissão de Defesa do Consumidor a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, para que as operadoras testassem e garantissem o acesso 3G na residencia do assinante antes de venderem o plano. Em fevereiro deste ano, ela não tinha sido nem notificadas. Eu comprei um modem 3G em junho deste ano e nem perguntaram onde ficaria a base de uso.
Sext-feira, os jornais noticiaram que Oi, Vivo e Claro foram multadas em R$ 4,6 milhões por falhas na prestação de serviços em 2006 (!) e 2007. E daí? Tiram isso na conta dos usuários, não do lucro das empresas, é claro.
É essa gente que pretende operar uma banda larga popular, de qualidade, baixo preço e acesso universal?
Brizola Neto
E AÍ FREDINHO? (oportunista)
FHC escreve esquecendo do que fez
domingo, 1 novembro, 2009 às 10:17
A inveja que levou Caim a matar Abel nem sempre encontra penas tão talentosas quando a de Gustava Doré para retratarem-na
Desde que Caim matou Abel, nos primórdios bíblicos, a inveja vem sendo o combustível da agressão e da insensatez. O artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos jornais de hoje é uma obra-prima nessa matéria. Quase dá para ouvir o rangir de dentes com que deve ter sido escrito. Se o ex-presidente tivesse diante de si um reflexo da sua imagem que não fosse aquele do “espelho, espelho meu” da historinha infantil da Branca de Neve, teria apagado o texto e começado de novo.
Porque quase tudo aquilo que ele escreve como crítica a Lula encaixa-se, quase perfeitamente, naquilo que ele fez em seus oito sombrios anos de Governo.
Ele reclama de uma mudança “mal-explicada” na Lei do Petróleo, para desfazer a mudança que ele fez, desonrando as lutas históricas do povo brasileiro e até a de seu pai e seu tio, heróis da campanha do “Petróleo é Nosso” e acabando com o monopólio estatal do petróleo. O senhor, Fernando Henrique, foi quem mudou a regra e criou um sistema que é, sim, entreguista, o das concessões. Cinicamente, pergunta porque é que não foi tudo mudado, se era entreguista. Porque há contratos, há compromissos firmados com a sua lei, FHC, que serviriam para a grita da “quebra da segurança jurídica”, o “desrespeito aos contratos”, que a mídia que sempre lhe foi dócil levantaria como sinais de uma “ditadura”, como este seu papelucho hoje faz.
Lula não quis fazê-lo. E se merece críticas é exatamente por isso. Se fosse um outro, como Leonel Brizola, revogaria toda a vergonha que o senhor produziu, e ainda apontaria em praça pública o estigma moral que marca sua testa, como o sinal de Caim.
Depois, o artigo reclama de “tanta ingerência governamental” na Vale. Ora, senhor Fernando Henrique, quem vendeu a Vale por menos do que ela lucra em seis meses? Quem montou um arranjo para que os fundos de pensão Previ, Petros, Funcef e Funcesp “bancassem” a compra feita por Benjamin Steinbruch? Um história cheia de mistérios sobre favores milionários que, para ajudar a sua memória, deixo que a insuspeita Veja a conte (leia aqui).
Sem o menor senso de ridículo, o senhor Fernando Henrique faz carga contra as viagens de Lula, esquecendo que ele próprio era tratado em programas de humor como “Viajando” Henrique Cardoso. Mas as suas viagens eram, na grande maioria, para os países ricos, não para os países que podem ser novos e promissores parceiros para o Brasil. (veja aqui os destinosde cada um)Sobre a história das relações diplomáticas de um presidente brasileiro com um chefe de Estado polêmico, não faço comentários. Coloco aqui ao lado, simplesmente, essa foto onde o senhor é extremamente gentil com o ex-presidente peruano Alberto Fujimori, que está preso e condenado pela morte de 25 pessoas e por vários sequestros durante seu governo.
Os projetos que o senhor critica no Governo Lula são, quase todos, obras concebidas no seu Governo, e que não aconteceram.
Depois o senhor Fernando Henrique perde todos os freios em matéria de hipocrisia, ao falar dos “arranjos” entre empresários, fundos de pensão, governo e BNDES. Quem montou isso, o brasil inteiro sabe, foi o Governo FHC. Os fundos de pensão e o BNDES estiveram em quase todas as privatizações, como sócios ou financiadores daqueles negócios. Ou o ex-presidente acha que o Brasil já esqueceu do seu auxiliar Ricardo Sérgio e o famoso “no limite da responsabilidade”. Se alguém esqueceu, aqui pode ler a revista Época e lembrar do primoroso episódio.
Poderia ficar aqui a manhã inteira escrevendo, mas o senhor Fernando Henrique já não vale perder a missa. Seu “bombástico” artigo não deu uma chamada nem de 3 cm no seu querido O Globo.
Destaco apenas a pérola com que o ex-presidente encerra o seu espasmo de inveja: “é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde”. O homem que violou um século de tradição republicana e criou a reeleição para si, sem referendo, sem consulta popular, com votos conseguidos você-sabe-como no Congresso, falar em “basta ao continuísmo.
Tem gente que não se manca.
Brizola Neto
ENTÃO FREDINHO CAMPOS (oportunista):
Serra e o “mico” da banda-larga
sexta-feira, 30 outubro, 2009 às 10:34
Serra assina o decreto da banda-larga “popular”. O governador não sabe que “assinante” quer dizer quem assina. Ou quer que a gente acredite que ele não sabe o que assina.
Hoje de manhã, o Governo paulista começou a tomar “enérgicas providências”, ao se surpreender com o que a gente disse aqui no mesmo dia em que a medida foi anunciada:o plano de banda-larga popular de José Serra era pura balela. Hoje de manhã, a Folha Online auncia as “ameaças” do governo Serra à Telefônica:
“Única operadora a vender planos de internet pelo programa “Banda Larga Popular”, a Telefônica perderá a isenção de ICMS concedida pela Secretaria da Fazenda de São Paulo caso obrigue o consumidor a pagar assinatura telefônica para ter acesso à internet pelo programa. A informação foi confirmada pela secretaria e pela assessoria do governo paulista”
Claro que, para não deixar pior do que já é o “mico” que o Governador José Serra pagou, a matéria afirma que Serra ” disse que as prestadoras não poderiam cobrar assinatura telefônica de novos clientes, vinculando os dois serviços”.
Conversa fiada. Leiam o texto (clique aqui) da mesma Folha sobre o anúncio da medida e veja se há uma palavra sobre isso. Diz, apenas, que não seria cobrado o modem e a instalação, o que operadora nenhuma mais cobra hoje.
O valor real da banda-larga popular de José Serra é tão absurdo que a própria Folha, hoje, publica o que já mostramos aqui: nem precisa de isenção de impostos para cobrar mais barato. Leia só:
“O pacote de voz mais econômico da Telefônica custa R$ 24,90 por mês. Somando-se aos R$ 29,80 da banda larga popular, resultaria em R$ 54,70 mensais. A NET já vende banda larga, voz e TV por R$ 39,90 e deverá começar a vender em novembro o seu pacote popular por R$ 29,80.”
Eu republico aí do lado o anúncio da Vivo, oferecendo internet sem fio a R$ 49,90, com desconto para R$ 24,95 nos três primeiros meses. udo com imposto e mais barato que a “bandinha” de Serra.
Será que os responsáveis pelo ato oficial (veja aqui o decreto) não sabiam que haveria necessidade de ser assinante do serviço? Então porque escreveram, no item 4 do artigo 5° que o serviço:
“deverá estar disponível a todos os assinantes da prestadora, salvo nos casos em que haja inviabilidade técnica;”
Que assinantes? Claro que assinantes da linha telefônica, ou seriam os assinantes da revista “Ternura”? A única restrição prevista ali (art. 4°) seria a cobrança de serviços de provedor de internet à parte. Será que as autoridades que negociaram uma isenção de impostos (dinheiro público!) não se preocuparam em perguntar à Telefônica o óbvio: “vem cá, vocês não vão obrigar a pessoa a comprar uma linha de telefone, não é?”
A banda do Serra não era tão larga assim. mas as pernas da mentira são curtas, bem curtinhas.
Brizola Neto
“A banda do Serra não era tão larga assim. mas as pernas da mentira são curtas, bem curtinhas.” (sobre Zé Pinóquio)
Brizola Neto PDT,do oportunista Fred Campos
ÓH, FREDINHO CAMPOS,(oportunista) OLHA SÓ O QUE O BRIZOLA NETO ESCREVE. VOCE TEM DE ‘EXPULSAR ELE DO PDT, pois ele não concorda com você..KKKKKKKKKKKKKKKKKKK
O acordo em Honduras, o Brasil e os Estados Unidos
sexta-feira, 30 outubro, 2009 às 8:56
Zelaya cumprimenta o enviado dos EUA, Thomas Shannon, depois da assinatura do acordo que restabelece a democracia em Honduras
O golpe que depôs o presidente constitucional de Honduras tem, praticamente, a duração deste blog. De 28 de junho para cá, algumas coisas ficaram evidentes. A primeira delas é que os golpes militares ainda são possíveis. E a última é a de que uma combinação de fatores políticos e a comunicação faz com que o golpismo não se sustente, mesmo que conte com apoio político e militar interno.
Isto não é, absolutamente, uma consequência de um amadurecimento democrático das elites latinoamericanas. Mesmo neste caso de Honduras, vocês viram como a mídia se comportou favoravelmente aos golpistas. Cheguei a rir, de tão insólito, ao ver a discussão ombusdman na Folha, para saber se os golpistas deveriam ser chamados ou não de golpistas. Ontem mesmo, o bizarro editorial de O Globo sobre a entrada da Venezuela no Mercosul mostra o quanto os ódios ieológicos da direita interferem nas relações institucionais e comerciais entre os países.
Mas existiram, como disse, fatores decisivos.
O primeiro, e maior deles, é que a América Latina tem hoje diversos governos progressistas. Os mais estigmatizados pela mídia são, justamente, os que mais radicalizam a prática de mobilizar e consultar a população. Venezuela, Bolívia e Equador têm resolvido seus impasses internos por meio de plebiscitos. Aqui, nunca consultaram a você ou a mim para saber se criavam a reeleição, ou vendiam as estatais. Só tivemos um, assim mesmo sobre a posse de armas de fogo.
A existência destes Governos, o peso de Governos progressistas – mesmo sem as mesmas características – no Brasil e na Argentina evitou que o governo golpista em Honduras fosse aceito como legítimo de imediato.
Isso criou as condições para que não acontecesse um “resignação democrática” dos Estados Unidos a uma situação de fato. Claro que a presença de Barack Obama na Casa Branca em lugar de George W. Bush faz toda a diferença. Mas que ninguém se engane que isso basta, porque o Governo Obama está acossado pelo conservadorismo interno e não tem a menor intenção(ou condição) de, espontaneamente, suportar as pressões de direita também em relação a sua diplomacia para a América Latina.
Mas houve dois outros fatores, de natureza subjetiva, que interferiram decisivamente para que neste contexto político diplomático de que falei, o triunfo da legalidade democrática acontecesse.
Um deles foi a coragem pessoal do presidente Manoel Zelaya. Poucos governantes depostos agiriam de forma tão decidida. Vocês lembram de como a mídia e diversos governos o chamaram de “imprudente”. Perguntemo-nos, porém, se o desfecho deste golpe seria o mesmo se ele ficasse esquecido em algum pequeno hotel, exilado, protestando contra o golpe. Seguro que não.
Outro fator decisivo foi a ação brasileira. Parabéns ao Itamaraty por ter resistido às pressões a ao desgaste e defendido a difícil situação de ter de abrigar um governante deposto em sua Embaixada, cercada, sitiada, ameaçada e até agredida. E ao Governo por não ter cedido diante da gritaria hipócrita da mídia de que “não temos nada com isso”. Temos, sim, se queremos ser uma nação líder no continente e no mundo, admirada e respeitada como um país democrático e e pró-democracia. Um país não conquista liderança internacional se apenas se omite e vacila. Em certas ocasiões, é preciso ser firme e decidido em defesa do que é legítimo.
Tudo isso deu tempo para a lenta engrenagem dos acordos e da diplomacia funcionar. Ontem, aconteceu o acordo, patrocinado pelo Governo do EUA. Você pode ler aqui os termos em que ele se deu.
O povo hondurenho poderá, agora, com liberdade e sem tropas na rua, dizer o que pensa, nas urnas. E quem, em qualquer ponto do nosso continente, quiser resolver pela força o que deve ser resolvido pelo voto, já sabe, na prática, o poder político já não repousa apenas na ponta de um fuzil.
Brizola Neto
ÓH FREDINHO CAMPOS,(oportunista) MAIS UMA DO BRIZOLA NETO, PRA VOCE, IMITANDO TEU GURU fhc, DIZER: ASSIM NÃO DÁ, ASSIM NÃO PODE:
O Globo é um poço de ódio. E se lixa para o Brasil
quinta-feira, 29 outubro, 2009 às 12:04
Defensor da globalização, do livre mercado, do “dinheiro não tem pátria”, O Globo hoje dá um espetáculo de como é capaz de misturar interesses e ódios políticos e relaçôes comerciais. Um editorial furioso (que pode ser lido no Blog do Noblat) tenta pressionar os senadores para rejeitarem o ingresso da Venezuela no Mercosul, pelo fato de , segundo o jornal dos Marinho, Hugo Chávez “não é confiável”. Ameaçam, com isso, comprometer as relações com o maior parceiro comercial do Brasil, responsável por um suparávit em nossas contas de mais de US$ 5 bilhões em favor de nosso país.
Não é novidade. A ditadura militar à qual O Globo serviu – ela era um exemplo de democracia, não acham: – já nos fez romper relações com a China e, com isso, nos impediu de termos relacionamentos sólidos com aquele país que “explodiu” como grande mercado comercial do mundo. A duras penas fomos construindo a parceria que temos hoje com eles e que é extraordinariamente importante para nossa economia.
Compara o governo venezuelano ao da Alemanha nazista e ao da Itáli de Mussolini. Diz que lá não é uma democracia, embora já se tenham feito, desde a eleição de Hugo Chávez, há 10 anos, nada menos que 14 eleições e plebiscitos nacionais, sob fiscalização internacional.
Mas Chávez, de fato, comete alguns “crimes imperdoáveis”. O primeiro, diz claramente o que pensa, e o diz para todos, usando os meios de comunicação. Não está disposto a deixar que o povo leia o que fala “interpretado” pelos donos da mídia. Depois, não aceita o império dos interesses estrangeiros sobre os interesses nacionais. Aceita os investimentos estrangeiros no país mas de acordo com regras. A Venezuela está cheia de empresas estrangeiras – muitas delas brasileiras – que aceitam trabalhar e lucrar nestas condições.Aliás, estes próprios empresários têm feito apelos para que não se faça uma loucura e se comprometam nossos negócios de exportação, nossa produção e os empregos gerados aqui pelas vendas à Venezuela.
Imperdoável mesmo, porém, para O Globo foi Chávez ter cumprido a lei. Concessões de rádio e televisão têm prazo contratual. Longo, por sinal, em média de 20 a 30 anos. Acabado o prazo, acaba a concessão. Está escrito, assinado e é legal. Mas a Globo acha que, depois de assinada uma concessão, mesmo com prazo determinado, este é um direito vitalício, a ser transmitido por gerações. Os Marinho não têm a menor dúvida de que suas concessões serão prorrogadas até que seu tataranetos estejam no comando das empresas, embora tenham assinado contratos com data para terminar.
O barões de nossa mídia acreditam piamente que têm direitos nobiliárquicos, como na Idade Média. Espero que o Senado, hoje, acabe com essa vergonha que nosso país está passando por iniciativa de gente medíocre, incapaz de colocar os interesses do Brasil e de sua economia acima de seus mesquinhos ódios pessoais.
Brizola Neto
Os limites do modelo petista de concessões rodoviárias
Passados apenas alguns meses do início dos contratos, as concessionárias das
rodovias federais começam a pedir revisão dos preços de banana que ofertaram nos leilões. Isso deve resultar em atraso nas raras melhorias previstas na malha viária federal concedida. Enquanto isso, as condições da maior parte dos trechos sob administração da União continuam insatisfatórias: 19% das rodovias federais, as BRs, estão em estado ruim ou péssimo. Em contraposição a isso, a malha paulista, já em boa
parte sob exploração privada, abriga 18 das 20 melhores estradas do país.
A má situação da infraestrutura viária voltou ao centro das atenções com a perspectiva de retomada de um novo ciclo de crescimento no país. A expansão da produção e do consumo exige contrapartida na forma de melhores condições de escoamento e logística. Neste aspecto, há problemas latentes no setor rodoviário, em que o nível de investimento encontra-se bastante deprimido.
Uma das razões para isso, talvez a principal delas, tem sido a incapacidade do governo federal em gerir sua imensa malha de rodovias. Não só o investimento
público tem se mostrado insuficiente, como toda sorte de barreiras foi criada pela gestão petista aos empreendimentos privados. É o que ocorre, por exemplo, com as concessões, contra as quais o PT sempre ergueu uma resistência histórica.
A União tem 61,8 mil km de estradas sob sua responsabilidade. Em sua maior
parte, tal extensão apresenta-se em estado deplorável. Pesquisa feita pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) indica que 24% da malha brasileira encontra-se em condições ruins ou péssimas. Quando se consideram também os trechos classificados como “regulares”, o percentual de rodovias com problemas no país vai a 69%. (Na edição deste ano, que acaba de ser divulgada, foram analisados 89,6 mil km, incluindo também as vias sob responsabilidade estadual e as concedidas à iniciativa privada.)
Baixa execução orçamentária
No papel, as estradas federais até parecem merecer atenção: o Orçamento
Geral da União prevê aporte de R$ 15,3 bilhões nas rodovias federais neste ano, incluindo restos a pagar de 2008. Mas, no mundo real, a prática é bem distinta. Até agora, apenas cerca de 20% deste valor foi aplicado. O balanço
mais recente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) reforça a constatação: até agosto, passados 31 meses desde o lançamento do plano, somente 52 km das obras rodoviárias previstas foram concluídas.
As dificuldades do Estado para restaurar, manter e ampliar as rodovias são evidentes – dadas a limitação de recursos orçamentários disponíveis e, principalmente, a incapacidade gerencial. Em situações assim, as concessões aparecem como uma opção desejável, por permitirem transferir o peso de tais investimentos à iniciativa privada, tendo como contrapartida a cobrança de pedágios daqueles que utilizam as vias. A relutância petista em aceitar tais
benefícios fez com que um rol de 2.600 km de estradas federais demorasse anos para ser concedido, o que só veio ocorrer em outubro de 2007.
Na ocasião, a União optou por um modelo até então não testado no país: o da
disputa pela menor tarifa. Antes, vencia os leilões quem se dispusesse a pagar
a maior outorga ao poder concedente. Qual a vantagem do sistema anterior?
Ele permitia que o valor arrecadado pelo Estado fosse investido em rodovias sem atratividade para ser exploradas por concessão, ou seja, possibilitava pulverizar os benefícios gerados nas disputas pelos trechos mais movimentados.
No sistema adotado pelo governo petista, o que interessa é obter o menor pedágio possível, a chamada “modicidade tarifária”. Nesta ótica, o leilão de dois anos atrás foi um sucesso, com deságios que chegaram a 65% sobre os valores expressos nos editais. Mas não demorou muito para que o que parecia ser uma pechincha começasse a cobrar seu preço. Muito antes dos prazos previstos para tanto, as concessionárias já começaram a pedir revisão dos valores dos pedágios, sob alegação de que têm sofrido prejuízos com os contratos arrematados a preço de banana.
As empresas argumentam que delongas por parte da União, como na liberação
de licenças ambientais e em desapropriações, retardaram e reduziram seus ganhos. A realidade, porém, é que desde o início já se previa que os valores ofertados nos leilões não se sustentariam. Como, nestas concessões, não houve pagamento de outorga, o ajuste – se houver – só poderá ser feito por meio da postergação do ritmo de obras previstas nos contratos. Perdem os usuários.
Mas as fragilidades do modelo adotado pelo governo Lula vão muito além disso.
Os contratos resultantes do leilão de 2007 limitam-se, em sua maior parte, a apenas exigir das concessionárias a manutenção das vias concedidas. As obras
de ampliação só aparecem nos cronogramas anos à frente. As exigências federais quanto à segurança nas pistas também são muito mais brandas do que as cobradas em São Paulo, por exemplo.
Em São Paulo, concessões bem sucedidas
Realidade bem diferente emerge das concessões feitas pelo governo paulista desde 1998. Nestes onze anos, 675 km de estradas já foram duplicados, 130 novos quilômetros construídos e R$ 10,4 bilhões investidos. Um dos resultados disso é que, entre as 20 melhores rodovias do país, 18 são estradas concedidas no programa paulista. Outro efeito é a melhoria das condições de segurança: desde 2000, o índice de mortes nas vias concedidas em São Paulo caiu 40,5%.
Este ano, o governo paulista transferiu mais 1,7 mil km de estradas para gestão privada. Os investimentos previstos somam R$ 8 bilhões, a maior parte concentrada nos anos iniciais dos contratos. Um aspecto ajuda a distinguir
claramente a lógica adotada no estado e a que prevaleceu no certame federal:
as empresas vencedoras dos leilões também terão de se responsabilizar pela manutenção, ao longo das próximas três décadas, de quase 1 mil km de pequenas estradas do interior, as vicinais, que, por si só, não atrairiam o interesse do investidor privado.
A mais recente rodada da pesquisa CNT explicita, uma vez mais, o abismo entre as condições das rodovias sob gestão federal e aquelas que foram repassadas para as concessionárias. Das 36 estradas classificadas como ótimas ou boas, apenas 11 não estão sob gestão privada. Entre as rodovias concedidas há apenas 264 km considerados ruins e nenhum centímetro tido como péssimo;
isso dá 1,9% do total, ante 19,1% das rodovias federais nestas duas condições.
Na ponta oposta, 76,5% das concedidas são ótimas ou boas, ante 33% das federais.
A concessão de rodovias já demonstrou ser a saída mais equânime, por onerar
apenas quem usa as estradas, e justa, ao liberar recursos orçamentários para
atender necessidades da população em áreas como saúde e educação.
Malabarismos como os que orientaram o modelo petista tentem a mostrar seus
limites em forma de frustração de investimentos e deterioração das malhas, restringindo o desenvolvimento.
A falta de infraestrutura adequada causa prejuízos relevantes ao país. As más condições das estradas brasileiras resultam em perda de R$ 3,5 bilhões por ano em termos de maiores custos de logística e transporte. O problema precisa ser enfrentado com mais realismo, mas o governo federal tem demonstrado dificuldade e mesmo relutância para admitir as concessões como solução. Não percebe que este é um debate que não comporta ideologia.
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Luiz Gonzaga me perdoa pela demora em responder a vc, mas eu acho q esse petralha anda vendo filme demais e afetou a cacholinha dele.
A sombra da dengue
ex-ministro da dengue José Serra (PSDB)lembra a desastrosa ação do prefeito José Serra quando este foi titular da saúde de FHC. Em 1998, o governo zerou o investimento na área de saneamento, o que causou a propagação de várias doenças no país. Além disso, José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar os focos do Aedes Aegypti. Dos R$ 81 milhões gastos em publicidade do seu ministério em 2001, apenas R$ 3 milhões foram utilizados em campanhas educativas de combate à doença. O resultado desta política criminosa se fez sentir no Rio de Janeiro que, entre janeiro e maio de 2002, registrou 207.521 casos da dengue e a morte de 63 pessoas. O epíteto de “ministro da dengue” é o que mais irrita este mal-humorado.
O candidato à Presidência da República José Serra em 2002, deixou o Ministério da Saúde com um feito: os mosquitos da dengue. Havia no ar a presença incômoda da epidemia de dengue que se alastrava pelo país fazendo vítimas fatais. Foi impossível não reconhecer que o Ministério da Saúde contribuiu para o recrudescimento da doença com sua dose de descaso no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. Ao demitir 5.700 agentes que se dedicavam a caçar o mosquito, em 1999, José Serra desmobilizou uma parte expressiva do esquema de controle para descentralizar o combate. Fez isso em um período de troca de prefeitos e não acompanhou o processo. Houve a descontinuidade do controle. Não foram as únicas cenas de desatenção de José Serra o então ministro da saúde. Larvicidas com prazo de validade vencido e produtos inadequados também contribuíram. O primeiro produto utilizado, o Temfhos, fazia efeito durante sessenta dias, tempo médio entre as visitas dos agentes de saúde às localidades infestadas. Trocou-se esse produto pelo Vectobac, cuja eficácia se mantém por apenas catorze dias. Foram mais de 45.000 casos de pacientes infectados, com dezessete mortes no Estado do Rio de Janeiro – mais da metade de todos os óbitos registrados no país. A dengue, que era endêmica no Brasil desde os anos 80, voltou a castigar neste ano. Bateu a marca dos 82.000 casos e pelo menos 28 pessoas morreram acometidas pela forma hemorrágica, o tipo mais perigoso da doença. Já se tornou um problema de saúde pública em seis Estados: Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia
Operação José Serra
Publicado na revista Caros Amigos, em novembro de 2008
Com alguma paciência para escarafunchar notícias antigas, o leitor curioso estabelece a trilha que leva Daniel Dantas ao Palácio dos Bandeirantes. A viagem começa em 1994, quando Ricardo Sérgio de Oliveira atuou como arrecadador da campanha de José Serra, que depois o indicaria para diretor do Banco do Brasil.
Através dos fundos de pensão, Ricardo Sérgio financiou os consórcios de Dantas nos leilões da telefonia, das estatais elétricas e da Vale do Rio Doce. Ele também arquitetou o caixa dois da campanha reeleitoral de FHC. Participaram do esquema o Opportunity (via Marcos Valério) e o grupo francês Alstom, hoje investigado pelo suborno de altos funcionários tucanos em licitações do Metrô paulista. Andrea Matarazzo, amigo de Serra, aparece com freqüência nesses episódios.
O delegado que investigava Ricardo Sérgio foi afastado em 1998 por Marcelo Itagiba, então superintendente da Polícia Federal. Itagiba, casado com uma prima de Matarazzo, virou assessor de Serra no Ministério da Saúde. Hoje, deputado federal, preside a CPI dos Grampos, que tenta desqualificar a atuação do delegado Protógenes Queiroz na operação Satiagraha. Queiroz teria omitido informações de seus superiores. Um deles, o diretor de Inteligência Daniel Lorenz, coordenara as investigações sobre o extinto dossiê que apontava ligações de Serra com a máfia das ambulâncias.
Dantas não ficou preso graças a Gilmar Mendes, defensor do governo FHC na Advocacia-Geral da União. Já ministro do STF, Mendes arquivou uma ação de improbidade administrativa contra Serra. Depois, afirmou ter sido espionado quando falava ao telefone com o senador Heráclito Fortes. Este possui ligações com as empresas de Dantas e é amigo de sua irmã, Verônica, ex-sócia da filha de Serra. Restam dúvidas sobre os motivos da blindagem em torno de Daniel Dantas?
(Por: Marco Garcia)
Postado por: 45 motivos para NÃO votar em José Serra (PSDB)
1) A Operação Vampiro
Recentemente, estourou mais um escândalo de corrupção. A chamada “Operação Vampiro” desvendou uma quadrilha que atuava no Ministério da Saúde, nas licitações para a compra de medicamentos. As investigações indicam que “vampiros” da máfia do sangue faziam parte do esquema PC Farias da rede de corrupção de Collor. Porém, a máfia seguiu atuando impunemente. No governo FHC, o ministro José Serra conviveu por quatro anos com os mafiosos sem incomodá-los, enquanto embolsavam R$ 120 milhões por ano. Difícil imaginar que Serra não soubesse de nada do que estava acontecendo sob seu nariz.
Esse é o desespero dos Petralhas com a dispara de Serra nas pesquisas, precisam ficar inventando factóides pra tentar abalar sua popularidade, junto ao eleitor.
Em sete anos, segurança pública nunca foi prioridade do governo
Investimentos são poucos e consequências têm sido graves
A queda nos investimentos em Segurança Pública nas duas gestões do governo Lula prova que o setor nunca foi prioridade para o PT, avalia o deputado Arnaldo Madeira (SP). Para ele, “o governo fala e não faz”. Desta forma, destacou, o Brasil tem colhido graves consequências decorrentes da criminalidade.
Levantamento feito pelo site Contas Abertas com base em dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) revela que, enquanto a aplicação de recursos na execução de obras e compra de equipamentos foi de R$ 1,4 bilhão no ano 2001, no ano passado foram gastos R$ 867 milhões, aproximadamente meio bilhão a menos.
Ao longo desta semana, o jornal O Globo publicou reportagens mostrando que equipamentos de combate ao crime organizado estão apodrecendo num galpão da Policia Rodoviária Federal (PRF) no Rio de Janeiro.
Uma das matérias mostra que 55 esteiras de raio X compradas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública para os Jogos Pan Americanos de 2007 estão abandonadas, num prejuízo calculado em R$ 90 milhões.
Com base na reportagem, o Ministério Público Federal decidiu instaurar nesta quinta-feira dois procedimentos para apurar se foram praticados crimes ou atos de improbidade na aquisição e no abandono dos equipamentos para detecção de armas e drogas.
“A notícia de que equipamentos importantes para o combate ao narcotráfico adquiridos em 2007 estão sem uso é exemplo do descaso desse governo com a área de segurança pública”, lamentou Madeira.
O deputado tucano afirmou que a fonte dos problemas de segurança no país está no ingresso de armas, munição e drogas pelas fronteiras. “A base dos nossos problemas está sob responsabilidade do governo federal. A chegada de metralhadores e de cocaína nas grandes cidades se dá sem que o governo trate o assunto como prioridade. Sobram discursos”, afirmou Madeira.
Para o deputado Eduardo Gomes (TO), a recente apreensão, no dia 24 de outubro, de 350 quilos de cocaína no fundo falso de um caminhão que ia de Goiás para o Ceará numa estrada do Tocantins é revelador de que as rotas estão estabelecidas sem que o governo federal tenha um plano de combate ao tráfico que impeça o transporte da droga.
“O Brasil estuda a compra milionária de caças numa concorrência internacional cujo objetivo seria defender o pré-sal, como foi dito pelo presidente Lula. É um paradoxo, pois precisamos de investimentos nas nossas fronteiras secas por onde entram os entorpecentes oriundos dos países produtores. Isso é falta de foco”, afirmou o deputado.
De acordo com o Contas Abertas, o Brasil gasta menos de 1% do PIB em Segurança Pública. O levantamento refere-se a seis unidades do orçamento da União, dentre elas a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Ministério da Justiça.
Segundo o deputado Otávio Leite (RJ), o governo Lula engana a população brasileira desde que anunciou o Plano de Segurança Nacional, no início do seu primeiro mandato. “Desde aquela época se fala em investimentos federais, mas o que se observa é cada vez mais o fortalecimento das atividades criminosas e a utilização de armamentos sofisticados”, recorda Leite.
A diminuição nos investimentos não é nova. O governo Lula reduziu em 2005 o repasse de dinheiro para a área aos estados através do Fundo Nacional de Segurança Pública. Segundo dados oficiais da execução do Orçamento da União, a queda foi de 28% de 2004 para o ano seguinte. Em 2004, o governo federal desembolsou R$ 380,8 milhões para o Fundo. Em 2005, R$ 275,8 milhões.
O Globo destaca que equipamentos de combate ao crime organizado apodrecem num galpão da PRF. Mais um caso de incompetência administrativa do governo federal. São 55 esteiras de raio X e outros equipamentos que permanecem sem uso desde que foram adquiridos em junho de 2007.
Uma viagem ao país do Bolsa Família
O Bolsa Família foi transformado pelos petistas em tema tabu na agenda política brasileira. Quaisquer críticas que se faça são enquadradas como manifestação inequívoca de que, caso volte ao poder, a oposição vai, inexoravelmente, pôr fim ao programa. Claro está que isso é mais um sofisma do PT, ou seja, um raciocínio que se traveste de algo lógico, mas cujas conclusões não têm pé nem cabeça. O debate merece ser travado, porque está cada vez mais claro que as pessoas querem emprego e vida digna, e não apenas dinheiro na mão.
Os possíveis postulantes da oposição à sucessão de Lula já deixaram claro, por A mais B, que não vão acabar com o Bolsa Família. Ponto – de exclamação. Até por uma razão histórica: foi no governo Fernando Henrique que a rede de proteção social foi montada, para, depois, ser expandida na administração seguinte. O Bolsa Família nada mais é do que a reunião de um punhado de programas que já existiam antes do Descobrimento do Brasil, ôops, antes de 2003.
Isto não significa, porém, que suas imperfeições e seus efeitos indesejáveis não devam ser alvo de reparos. Em sua edição de domingo, o jornal O Globo publicou reportagem que merece ser lida por todos os que buscam um futuro mais digno para o Brasil. Intitulada “Onde o emprego formal quase não existe”, descreve o que ocorre nos rincões onde predomina a população beneficiada pelo Bolsa Família.
O que dali emerge é tudo aquilo que não se quer para uma nação em busca de desenvolvimento. O retrato fornecido por O Globo deixa claro que algo não vai bem no Brasil profundo. Eis suas principais conclusões.
Em 85 dos municípios com maior cobertura do programa, onde vivem 1 milhão de pessoas, apenas 14 mil têm empregos com carteira assinada. Isso dá 1,4% do total. (A média nacional está hoje em torno de 50%.) Nestes mesmos municípios, o Bolsa Família atende 184 mil famílias, o que equivale a 71% dos 259 mil domicílios lá existentes.
Tem-se, como resultado, um exército de dependentes do assistencialismo, e quase ninguém vivendo de salário. É natural que haja muitos beneficiados pelas bolsas onde pouco emprego há. Mas a distância entre o reduzidíssimo grupo de trabalhadores e a enorme massa de assistidos é sintomática de que a situação não vai bem.
Os exemplos apresentados no texto são de municípios do interior do Maranhão, como Presidente Vargas e Cajapió. Vale ler o que dizem as pessoas que lá vivem:
— Tinha 20 vagas, mas só cinco mulheres fizeram o curso (de alimentação alternativa para combate à desnutrição). As famílias não demonstram interesse nos treinamentos. Não dão continuidade ao trabalho (de treinamento e qualificação). Recebem o recurso e se acomodam. Isso é real. (Araildes Rodrigues, coordenadora da Pastoral da Criança)
— Relutei em aceitar a ideia, mas é a realidade. As famílias estão acomodadas, e não tem sido fácil tirá-las da acomodação. Acreditam que podem se manter com cento e poucos reais. (Ivete Pereira de Almeida, secretária de Assistência Social da prefeitura de Presidente Vargas)
— Não se vê um pé de macaxeira plantado, mas tem muita pobreza, pois as coisas são caras por aqui. Seria melhor que o governo desse um emprego. Todo mundo teria salário. (Maria Raimunda Martins, aposentada e beneficiária do Bolsa Família)
Manter o programa, assim como a estrutura sócio-econômica que lhe justifica, intacto é querer perpetuar a miséria. Quem assim age quer simplesmente cevar currais eleitorais, jamais dar força emancipadora a políticas públicas.
Nunca é demais relembrar que, nos anos Lula, a rede de proteção social teve seu foco inteiramente mudado. No governo tucano, a concessão do Bolsa Alimentação exigia contrapartidas na forma de frequência escolar e cuidado com a saúde, como vacinação e pré-natal. Ou seja, apontava para o beneficiário um caminho que poderia lhe render uma vida melhor. Na gestão Lula o interesse repousa tão-somente no repasse de dinheiro aos assistidos; desta forma, não joga luz para indicar o fim do túnel.
Presidente Vargas e Cajapió não têm obras do PAC e provavelmente nem aparecem como destino de investimentos do Orçamento Geral da União. Mas é evidente que deveriam. Este é o dilema do Bolsa Família, tal como manejado pelo governo Lula: ele cria círculos de perpetuação da miséria. Tornou seus beneficiários reféns do repasse mensal, com o qual o Estado se sentiu desobrigado de ter que atacar as causas que alimentam a pobreza.
Não há dados conclusivos, mas aproximações iniciais indicam que os gastos assistencialistas crescem na mesma proporção que os investimentos murcham. Os efeitos disso estão estampados nas duas páginas de O Globo. O texto provocou intenso e apaixonado debate em fóruns de internet. Em alguns, o jornal foi acusado de manipular dados para chegar a conclusões distorcidas. Em outros, o programa foi taxado de responsável pelo atraso que ainda grassa no interior do país. Nem uns nem outros.
O que interessa é reconhecer um problema que, efetivamente, existe, não apenas no Maranhão, mas em várias partes do país. Uma realidade de dificuldades que o Bolsa Família ajudou a minorar, mas que está longe de ser resolvida. Este é o ponto: o governo Lula não conseguiu derrotar a miséria, como o discurso oficial tentar fazer-nos crer. A chaga persiste. Quem não quer enxergá-la não quer vê-la eliminada.
Alexandre Souza Disse:
22/10/2009 às 23:38 | Responder
O Serra, como a maioria do PSDB e DEM, acham que administração pública é o mesmo que administração de empresas privadas (por isso que ele sempre faz na vida pública o que faz…na privada…rsssss)
Tem aquela obsessão por lucro a qualqer custo, corte de gastos e despesas, e ajudar alguns amigos.
Não tem a mínima noção que governar é buscar o bem estar da maioria, especialmente dos mais necessitados.
Como esse tal de “povo” atrapalha a vida do Serra…
Simplesmente é o cara errado, na profissão errada e no lugar errado!
PiG: fabrica outro boneco! Esse tá tão gasto que nem cabelo tem mais!
Leider Lincoln Disse:
22/10/2009 às 12:20 | Responder
Olha, tirando o fato de que ele se mostrou um incompetente para administrar a segurança pública, a educação, a assistência social, os transportes, a Fazenda, o saneamento e o desenvolvimento econômico e tecnológico e sem contar que ele é autoritário, emprega lobistas em suas secretarias, entregou o estado nas mãos do PCC e as rodovias são caríssimas, ignorando-se é o único engenheiro sem diploma e doutor e mestre em economia sem graduação do Brasil, e também sem levar em conta que é mesquinho, autoritário e rancoroso, ele até poderia ser presidente do poderoso Juventus, o grande time da Mooca…
Noely Disse:
21/10/2009 às 22:23 | Responder
Nunca ,jamais,enquanto eu viver votarei em uma ave de rapina!!!!vou contar-lhes uma história:
Eu tinha um pequeno passaro, um canário e sempre forrava a gaiolinha dele com jornais tipo folha estadão,globo etc… derrepente comecei a perceber que algo mudava em seu biotipo!!! seu bico começou a crescer crescer não parou mais!!!! morreu com um enorme bico de tucano! Foi aí que percebi o quanto maligno é o poder dos tucanos!
Em 2010 Dilma na cabeça e em 2014 Lula presidente para receber as Olimpiadas no Brasil!
Douglas Disse:
11/10/2009 às 23:39 | Responder
1 – Não quero o Brasil igual a São Paulo.
2 – Não quero pagar pedágio na porta de casa
3 – Não quero que o Brasil vire BraZil
4 – Quero essa turma do FHC o mais longe possível
5 – Não quero Serra presidente
Neyde Helena Castro Disse:
09/10/2009 às 23:42 | Responder
Eu, Neyde Helena Castro. Beleza não põe mesa, mas não é por isso que o quero nos quintos dos infernos. Ele é maléfico para nós e para o Brasil.
Cristian Korny Disse:
06/10/2009 às 13:30 | Responder
quero Serra longe de Brasília senão vai privatizá-la e ainda cobrar pedágio na avenida monumental, e não vai ganhar a eleição por que é bobão…
Marcos Castro Disse:
06/10/2009 às 10:09 | Responder
Serrágio e tucanalha nunca mais, chega dessa gente incopetente! Bye-bye para seus seguidores também!
Gaio Grimald Disse:
05/10/2009 às 15:35 | Responder
O Serrário quer ser presidente para aprovar sua própria Clonagem e recivilizar o mundo com sua perfeição!
Carlos Alberto Marins da Silva Disse:
05/10/2009 às 13:05 | Responder
Não preciso falar o que todos já disseram…mas byyyyyyyyyyyye
Guilherme Disse:
05/10/2009 às 12:37 | Responder
Bye bye, ET da Mooca!
Daniel D. Pereira Disse:
05/10/2009 às 12:33 | Responder
Serra é como comida estragada, faz mal, dá congestão
bye bye Serra 2010
Francisco Almeida Disse:
05/10/2009 às 12:08 | Responder
Se a inveja é uma merda, o Zé Serra é o penico !
Margarete Disse:
05/10/2009 às 12:05 | Responder
Já perceberam como o Serra é pé-frio? Tudo de ruim está acontecendo em São Paulo. Deus nos proteja desse encosto!
Francisco Almeida Disse:
05/10/2009 às 11:51 | Responder
Se é por falta de adeus, bye bye Serra…
Dias Melhores Disse:
05/10/2009 às 11:28 | Responder
Canta prá subir, Egun mal despachado!
Augusto Carvalho Disse:
28/09/2009 às 14:44 | Responder
Serra, serrinha, serrador, só pensa em serrar lulinha que no IBOBE disparor.
edson d’assunção Disse:
05/10/2009 às 11:07 | Responder
Serra já vai tarde. Temos que acabar com todos os politicos de mentalidade colonizada dos quais serra é um grande exemplo.
Regina Duarte Disse:
26/09/2009 às 18:12 | Responder
Eu tenho medo do Serra.
Silvio Disse:
25/09/2009 às 15:23 | Responder
Adeus!!! Mr.Burns!!!!
Marcelo Disse:
24/09/2009 às 13:42 | Responder
Quero Serra longe de Brasília e do Brasil.
Lúcio Ferreira Disse:
24/09/2009 às 09:43 | Responder
Estou dando tchauzinho para a candidatura do Serra pelo fato de que não podemos ter um governante com características nitidamente antidemocráticas (facista seria pesado demais?) governando o país.
andreia Disse:
23/09/2009 às 22:58 | Responder
estou dando bye bye pq sou paulista..e vejo a educação indo p ralo..uma geração de analfabetos funcionais formada..e o pcc dominando geral…ñ quero isso p resto do meu país.
Nicolle Disse:
22/09/2009 às 16:08 | Responder
Ele é um puta de um racista elitista. prontofalei
Ednaldo Correia Fonseca Disse:
20/09/2009 às 21:27 | Responder
Por ser, além de outros defeitos, representante do PSDBentreguista .
dalva oliveira Disse:
20/09/2009 às 01:42 | Responder
Quero Serra longe de Brasília pra que ele não privatize o projeto do Lúcio Costa e Niemayer.
A eleição pra Presidente em 2010 será vencida pelo Lula que terá seu terceiro mandato com a Dilma.hihihihihih
dalva
OLÁ, TUDO BEM? Disse:
19/09/2009 às 17:53 | Responder
E ainda não acabou, tem a última!
Serra é o Berlusconi ou o Mussolini dos trópicos?
Boa noite e boa sorte!
OLÁ, TUDO BEM? Disse:
19/09/2009 às 17:47 | Responder
O Zé Pedágio vai afundar o Brasil se ganhar, mas não vai ganhar! TOC, TOC, TOC, BATE NA MADEIRA DESSES CARAS-DE-PAU! PEROBA NELES! KKKKKKKKKKK!
FLASHBACK: O ZÉ PEDÁGIO DISPUTOU A PREFEITURA DE SP 3 VEZES. EM 1996, A CHAPA ERA SERRA-(Arnaldo) MADEIRA. O Madeira virou toco!!!!KKKKKK. Se até o Madeira, o Serra cortou. Imagina o que ele vai querer fazer no Brasil! 45 nunca mais!
Jimmy Cricket Disse:
16/09/2009 às 04:54 | Responder
♫ Ei turma! Visitem o blog do Josias de Souza, para nos ajudar a descer o chanfralho na lacerdaiada. Eu mesmo andou meio cansado de fazer isso e tô dando um tempinho; mas a gorilada é maioria lá e precisa ser devidamente furunfada. Vamos arrancar o saco do Zezinho Chirico em 2010! ☺ ☺ ☺
Jimmy Cricket Disse:
16/09/2009 às 04:35 | Responder
♫ Tucanerda não tem ética; tem etica… Ou melhor, tica… Melhor ainda, titica; titica no cérebro, titica no bico e titica no rabo. Titica de cima abaixo. Vamos arrancar o saco do Chirico Batraquiófago e de toda a lacerdaiada, em 2010! ☺☺☺
José Ramalho de Assis Disse:
15/09/2009 às 17:59 | Responder
Tchauzinho, Serra, queremos o Brasil que o presidente Lula está fazendo, não o que o seu “professor” fhc deixou e vc repetiria. Bye bye…
Jairo Beraldo Disse:
15/09/2009 às 16:33 | Responder
Serra e Marconi, ninguem merece..2 trastes da mais alta deliquencia!!!
Gilson Raslan Disse:
14/09/2009 às 22:17 | Responder
Serra não pode governar o Brasil, porque ele e sua turma vão acabar entregando o resto de nosso patrimônio a Daniel Dantas e à elite safada deste país.
Lelio Disse:
14/09/2009 às 21:07 | Responder
Bye Bye outra vez. Ninguém merece os arrogantes tucanos, untado com os DEM´os.
Noely Disse:
14/09/2009 às 19:15 | Responder
Porque ninguém merece esse carma!principalmente o Brasil!!!!
Paulo José Chipoletti Picca Disse:
14/09/2009 às 19:04 | Responder
Bye-bye porque o povo não é burro.
Luiz Coimbra Disse:
14/09/2009 às 18:54 | Responder
Serra vai perder porque o Brasil não precisa de um ditador.
POLICIAIS CIVIS HONESTOS DE SP Disse:
14/09/2009 às 15:33 | Responder
ESTÃO DANDO BYE-BYE AO DITADORZINHO DE ME*DA!! ENFIA OS TUBOS DE GÁS E BALA DE BORRACHA DA TROPA DE CHOQUE NO CUme da montanha. kkkk.
netto Disse:
14/09/2009 às 15:14 | Responder
MUISICA DA BLITZ – SERRA A DOIS PASSO DO PRECIPICIO
by by serra by by
estou a dois passos do precipicio
nao sei porque fui concorrer by by
serra by by, by by serra by
JASON BAVIERA Disse:
14/09/2009 às 15:09 | Responder
Serra é retrocesso para o país, desrespeito, desamparo e miséria para o povo! Só a elite burra e o burro que pensa que é elite acredita no Serra.
Armando Pinto Brochado & Ensopado – O verdadeiro Disse:
14/09/2009 às 14:39 | Responder
Pessoal, voces já viram aquela propaganda do novo carro da montadora Hyundai, o i-30 na TV?
Pois é, na propaganda tem uma reunião de cachorros reclamando do novo carro, e enquanto um cão discursa em cima de uma caixa de madeira, a câmera foca um cãozinho que é a cara do José Serra! Rapaz!
Ô sujeito feio esse José Serra, isso só pode ser castigo da natureza pela maldade inata do pilantra, literalmente o Serra tem cara de cão!
Prestem atenção no comercial que falei e constatem se tenho ou não razão.
Armando Pinto Brochado & Ensopado – O verdadeiro Disse:
14/09/2009 às 14:28 | Responder
Dou um solene chauzinho para o José Serra por que o sujeito é egocentrico, péssimo gestor público, julga-se dono da verdade e é um projeto pronto e acabado de ditador.
Se esse infeliz for eleito presidente do Brasil em 2010, vai mudar a Constituição Federal com apoio unânime do PIG – Partido da Imprensa Golpista que o apóia incondicionalmente (Estadão, Editora Abril, Folha “ditabranda”, rede Globo), vai disputar quantas reeleições quiser (aí então não será golpe contra a democracia, mas direito divino do PSDB governar a massa ignara) e vai morrer caquético no poder, igual o ditador fascista Franco na Espanha.
José Serra é o “ovo da serpente” que a direita brasileira botou na política brasileira e é incubado cuidadosamente pela elite branca, malvada e separatista de São Paulo.
José Serra, só o compra quem não o conhece, como bem diz a Tia Carmelita, aliás com muito conhecimento de causa e efeito!
JOSÉ SERRA é o DUCE DA MOÓCA TUPUNIQUIM, pois vocação para DITADOR é o que não lhe falta.
VADE RETRO SERRA!
Leandro Nunes Disse:
14/09/2009 às 14:06 | Responder
Serra é um ditador.
cleusa Disse:
14/09/2009 às 13:39 | Responder
Não quero que o Brasil seja destruido como está São Paulo, cidade onde moro. O maior desejo meu é que nunca mais esse nome sejs lembrado na política brasileira. Que volte pra catatumba de onde nunca devia ter saido.
Hélio Disse:
14/09/2009 às 12:59 | Responder
Porque sou paulistano e assisto às sucessivas gestões (?) fracassadas do PSDB. Não passa de um bando de marqueteiros com discurso populista.
Marcelo Cougo Disse:
14/09/2009 às 12:35 | Responder
Tchauzinho pro Serra pois sou brasileiro com muito gosto pelo povo e pelas coisas do nosso país. Sou gaúcho, governado pelo PSDB e seus comparsas e sinto na pele o jeito de governar tucano.São bons motivos esses se não bastassem a gritante diferença entre o país do FHC e o país do LULA!
Helder Freire Disse:
14/09/2009 às 12:09 | Responder
Porque quero que o Brasil continue crescendo, gerando empregos aqui no Brasil bem como deixando aqui os lucros de nossas riquezas.
Patricia Rodrigues Disse:
14/09/2009 às 11:34 | Responder
Não voto na dupla PSDB/DEM. Certamente, jogo-me antes da Ponto do Bragueto. José Serra é o mal tentando fingir que é bom. Lobo em pele do cordeiro. Gato por lebre. O mal (Serra) não pode triunfar. Esse mal representado por Serra e sua turma (Aécio, inclusive) já prejudicaram demais o Brasil e o povo brasileiro. Com fé em Deus, não voltarão ao poder.
Paulo Henrique Oliveira Disse:
14/09/2009 às 11:26 | Responder
Não voto no Serra, pois
Fala de Obama no encontro com Lula: “This is the man!”
Fala de Obama num longíquo encontro com Serra: “This is the ASS!”
Se Lula é o cara, o Serra é o contra-ponto (e fedido!)
Emilio Samuel Disse:
14/09/2009 às 11:23 | Responder
Serra não será presidente porque ele é igual àquele personagem do Chico, o Justo Veríssimo, “eu quero que pobre se exploda” e volte para o nordeste … ele é o verdadeiro corruptocrata.
Sylvia Tigre de H.Cavalcanti Disse:
14/09/2009 às 11:21 | Responder
Zé Serrágio/Pedágio jamais será presidente,pelo “sim-
ples” fato de que brasileiros de todas as regiões,até
mesmo de S.P.não lhe darão nem a metade de um terço de
um quarto da quinta parte do que ele precisaria para
sonhar c/o 2ºturno.Principalmente nós nordestinos que
nos detestamos mutuamente e onde a popularidade do Pre
sidente LULA,o melhor que o Brasil já teve,nunca caiu
e,ao contrário,só aumenta sempre.É Dilma 2010 e esta-
mos conversados.Elegeremos nossa 1ª Presidente!Ela e
não a traíra da Marina.
Rubens Machado Disse:
14/09/2009 às 11:18 | Responder
Porque desde quando éramos pequenininho barrigudinhos e catarrentos lá na Móóóca eu dizia: mamãe, zezinho quer ser presidente, e vai me dá um ministério. E mamãe dizia: meu filho, zezinho não presta, tentou vender a mãe hoje pela manhã lá no mercado de carneiros.
Marci Disse:
13/09/2009 às 23:39 | Responder
Porque ele é psicopata!!
Vi uma psiquiatra dizer que os psicopatas quase sempre foram aquelas crianças muito mas,igual ao zezinho!!
Stella Disse:
13/09/2009 às 18:21 | Responder
Bye-bye pro Serra porque ele morreu e esqueceu de deitar! Fantasma com cara de boi sonso e minha santa vozinha dizia: do boi sonso a cornada é certa!
marcos antonio Disse:
13/09/2009 às 13:06 | Responder
não voto nunca no Serra pq é esse indivíduo é uma farsa, um câncer, um fabricador de dossiês falsos, um fascista de carteirinha, um doente mental, um manipulador, um autoritário, um inimigo do nordeste e dos nordestinos, dos pobres, dos negros, e dos homossexuais…Um incompetente…
João da Luz Disse:
13/09/2009 às 10:36 | Responder
Os demo-tucanos foi o que de pior apareceu no país desde sempre. Legítimos descendentes da UDN golpista de 64, assassinos de Getúlio em 54 e vanguarda do atraso de 32. Suas origens remontam a Silvério dos Reis e Calabar (que traiu a raça para se unir aos loiros de olhos azuis) e a todos os traidores da pátria desde os primórdios. Hipócritas, mentirosos e dissimulados.
Ativos propagadores de posições submissas aos poderosos e atitudes duras contra os desvalidos.
Adeptos da Teoria da Dependência. Amigos da Daslu e inimigos dos lulas batalhadores do Brasil.
E o Serra e qq candidato desta turma é e será sempre a personificação disto tudo.
PS: Se alguém via alguma boa qualidade em Calabar leiam este trecho:
Pudsey, mercenário inglês à serviço da Holanda, descreve Calabar com grande admiração:
Nunca encontramos um homem tão adaptado a nossos propósitos (…), pois ele tomava um pequeno navio e aterrava-nos em território inimigo à noite, onde pilhávamos os habitantes & quanto mais dano ele podia ocasionar a seus patrícios, maior era sua alegria.(Robert Southey, História do Brasil, vol. I)
Era ou não era um demo-tucano?
Conrado Disse:
04/09/2009 às 19:47 | Responder
Serra representa todo o entreguismo típico dos tucanos. Se eleito ele venderá – baratinho e emprestando dinheiro público pra quem comprar – Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, patrimônios do povo brasileiro.
Mais ainda, nomeará um Engavetador-Geral da República, seguindo exemplo do pior presidente da história do Brasil, Fernando Henrique Cardoso.
Sua política para a segurança será assassinar jovens trabalhadores negros, como acontece em São Paulo.
Já na área da saúde, o programa se resumirá a vender – baratinho e emprestando dinheiro público pra quem comprar – TODOS os hospitais do SUS, a exemplo do que ele vem fazendo em São Paulo.
Comprará parlamentares pra aprovar emenda da re-re-eleição, como Fernando Henrique fez com ajuda do Serjão Motta.
E a grande imprensa será cada vez mais mansinha, como é com o governo dele em São Paulo, como foi com o governo Fernando Henrique. Sobretudo porque haverá censura à internet, como seu colega de partido e criador do mensalão, Eduardo Azeredo, defende e envida esforços pra implementar.
PSDB é uma vergonha para a política brasileira.
Serra é uma ameaça séria à nossa incipiente democracia.
Ainda bem que a candidatura dele tá capengando.
Ajude a livrar o Brasil dessa leva de bandidos sujos e ordinários! Fale com os seus amigos, estude a história do governo FHC e vamos todos extirpar do nosso país essa corja de malandros! #foraserra
Sergio Telles Disse:
17/08/2009 às 11:04 | Responder
Quero o Serra longe de Brasília porque temo pelo futuro do Brasil, pelo meu, pelo seu e por todos os milhões de empregos gerados nos últimos anos, e pelo patrimônio do Brasil como o pré-sal, que Serra está louco pra privatizar para estrangeiros, como fazem com tudo que metem a mão.
eliane silva Disse:
12/07/2009 às 01:00 | Responder
Serra perder porque arrogância tem limite!
clebinho Disse:
06/07/2009 às 12:17 | Responder
Não voto no Serra porque ele é apoiado pela veja e folha. De lá não sai nada bom.
Vera Lúcia de Oliveira Disse:
04/07/2009 às 18:36 | Responder
Deus é brasileiro e não vai permitir tal DESGRAÇA. Se esse Vampiro tivesse ganho em 2006, estaríamos agora “num mato sem cachorro”. Lembram que durante a crisezinha da Ásia, o FHC correu pedir empréstimo ao FMI (que o Lula já pagou) e o juro da selic foi a 45% ao ano? Isso sem falar que só faltaram vender a mãe para as transnacionais. “Vai de retro, satanás!”
Cleiton Silva Disse:
05/07/2009 às 13:49 | Responder
Desconfio que nem o mato teriamos mais… Já a mãe, eles só vendem a mãe dos outros. E não entregam…
SERGIO MARQUES Disse:
03/07/2009 às 18:37 | Responder
Cai Cai Serrinha
Cai Cai Serrinha
Aqui na eleição
Vai cair vair cair
Vai levar um tralalá
pitpit Disse:
03/07/2009 às 12:16 | Responder
Serra vai perder porque o PSDB é igualzinho ao PT, só que muito pior.
jcv Disse:
29/06/2009 às 11:03 | Responder
Serra não vai ganhar a eleição porque o Brasil é muito maior que a zona oeste de São paulo e os brasileiros pensam, ao contrário da classe média subserviente de sp.
Gilvan45 Disse:
26/06/2009 às 19:01 | Responder
Serra está sendo atropelado pela Dilma. Não vai ter nem segundo turno.
karina santos Disse:
25/06/2009 às 09:55 | Responder
Não voto no Serra porque ele é um vampiro!!!!!! (:)
Paulinho Disse:
24/06/2009 às 19:16 | Responder
Não voto no serra porque ele botou a polícia pra cima dos estudantes. Isso nem no tempo da ditadura.
blackfab Disse:
22/06/2009 às 10:40 | Responder
TB AXU!
Serra mó pikreta.
UUUUHHHUUUUUHHHHH
leclec Disse:
19/06/2009 às 00:20 | Responder
Véio esse serra é 171
leda pereira Disse:
14/06/2009 às 20:14 | Responder
geeeenti! isso de falar mau do Serra é muito sem graça! ele é o mais preparado.
Vera Lúcia de Oliveira Disse:
04/07/2009 às 18:19 | Responder
Preparado pra quê? Pra “vender” o que não tempo do FHC vender?
arilson f. Disse:
13/06/2009 às 02:06 | Responder
é tudo igual essa cambada de picareta lula serra aecio maluf fhc ieda sarney alkimim renan virgilio fogaça acm todos eles pra fogueira.
Vera Lúcia de Oliveira Disse:
04/07/2009 às 18:39 | Responder
Opinião de analfabeto político!
Veruska Disse:
12/06/2009 às 23:22 | Responder
Não gosto da Dilma, mas o Serra nào pode ganhar e nele não voto nem amarrada, podem fazer o que quiser que prefiro votar nela. Nele, de jeito nenhum.
Fernando (Embu-SP) Disse:
12/06/2009 às 23:04 | Responder
Quem mora na periferia de SP sabe que Serra e o PSDB são a vanguarda do atraso.
pedro Disse:
03/09/2009 às 19:55 | Responder
concordo com vc, fernando. acrescento, no meu caso, o kassab, caruso (pai e filho), goulart e por aí vai…
Catelli Disse:
12/06/2009 às 10:11 | Responder
sou mais o aécio
arilson f. Disse:
13/06/2009 às 02:07 | Responder
outra trairagem… é tudo igual mas o serra é mais traira.
Pedrinho Marceneiro Disse:
12/06/2009 às 02:20 | Responder
Esse José Serra não tem condiçào de ser nada em Brasília. O cara é mal caráter e trapasseiro. Veja o que ele fez com o Alquimin. Apoiou o prefeito de outro partido, só pra f… o cara! Não quero um sacana desses!
Paulo Martelli Disse:
12/06/2009 às 00:39 | Responder
Isto é uma palhaçada, bando de petista. O que vocês precisam é voltar pro nordeste, cambada de cabeça chata…
Vera Lúcia de Oliveira Disse:
04/07/2009 às 18:24 | Responder
Opinião própria de naziracista. Fora, seu pulha! Vá dar pitaco na Veja, Globo, Estadão…
pedro Disse:
03/09/2009 às 20:02 | Responder
não sou nordestino, nem tenho familiares próximos que vieram do nordeste, apesar de ter uma cabeça chata pra dedéu, e também não sou petista. entretanto, acho q vc qm deveria vazar… mas do país; ir, qm sabe, pra mi ami ou zoropa! lá, ao ser chamado de argentino, sim, seria feliz! siga a ordem da vera: “fora, seu pulha!”
Augusto Carvalho Disse:
28/09/2009 às 14:39 | Responder
Bravo! Nobel da paz para você. Certamente, teve antepassados que fugiram da miséria da Itália, conseguindo ter um pouco de prosperidade no Brasil e finalmente vc. reconhece como é decisiva a migração, mesmo que forçada, para o desenvolvimento do seu estado e do país. Certamente se a educação tivesse como parâmetro o seu grau de conhecimento o estado de SP seria outra coisa, não é mesmo Zezinho?
Josival Araújo de Sousa Disse:
29/10/2009 às 15:27 | Responder
Só pro seu conhecimento. Pernambuco tem muito mais conteúdo histórico na República do que São Paulo toda. Aliás, o pouco de importância histórica que tem deve-se aos nordestinos que para aí foram.
Fabiano Souza Disse:
12/06/2009 às 00:28 | Responder
Serra vai perder a eleição: o povo não é mais bobo como eles pensam.
Silvio Disse:
12/06/2009 às 00:18 | Responder
Estou tentando lembrar o que foi que esse cara fez de bom no governo do estado e não consigo lembrar…
Fabiano Souza Disse:
12/06/2009 às 00:27 | Responder
Silvio, você está certo. Ele não fez nada como governador. Exceto bater nos estudantes e professores da USP e dar 5 milhões para a editora abril falar bem dele.
byebyeserra Disse:
25/06/2009 às 10:01
Fabiano: pusemos um post sobre o escândalo da Abril em http://byebyeserra.wordpress.com/2009/06/13/o-mensalao-da-abril/
José Ferreira Filho Disse:
12/06/2009 às 00:12 | Responder
Zé Serra não vai ganhar a eleiçào porque o Brasileiro não aguenta mais essa gente arrogante do PSDB.
Sandra Pereira Gunschwald Disse:
11/06/2009 às 23:54 | Responder
Acho que Serra não tem a menor condiçào de ser presidente. Que liderança ele terá, no plano internacional? Metade do Brasil pode até votar nele, mas a outra metade o odeia.
José Rodrigues Lima Disse:
11/06/2009 às 23:24 | Responder
Aqui em Crato-CE, ninguém vota nesse Zé Serra. Somos Ciro e Lula! Zé Serra foi sacana com Ciro em 2002, agora vai ter o troco.
Fernanda Disse:
11/06/2009 às 22:13 | Responder
Serra vai perder porque ele é muito malvado. O mal não pode triunfar. Não vamos deixar
OLHA ESSA GENTE:
DESESPERO BATE EM DILMA ROUSSEF:
http://dilma13.blogspot.com/2009/07/jose-serra-presidente.html
José Serra Presidente ?
José Serra é o maior pilantra do Brasil. Ele fica escondido e mandando que seus campangas do PSDB investigue e façam dossiê contra seus opositores, como Ciro Gomes, José Dirceu, Roseane Sarney, José Sarney, Luiz Inácio Lula da Silva, etc. etc. Serra paga uma fortuna para a revista Veja, Folha de São Paulo, Estadão e Rede Globo para criar clima de pânico contra os políticos que são a favor do Governo Lula. Serra é maligno. Serra é filho do capeta. Serra vendeu a alma ao Diabo para se tornar presidente da República. Cuidado!
Vendeu a alma pro diabo pra se tornar Presidente, dona Dilma?
Então a Sra. ja ta declarando sua derrota?
huahuahuahuahuahua
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Fundo rejeita proposta do País para aids
Brasil pedia dinheiro para ações de prevenção; [br]relatório diz que projetos têm problemas técnicos
Lígia Formenti, BRASÍLIA
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O Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária recusou financiar dois projetos brasileiros sob a alegação de que as propostas eram inconsistentes e recheadas de problemas técnicos. Versão do relatório preparado pela equipe de avaliação, a qual o Estado teve acesso, afirma que o projeto brasileiro para a área de aids apresenta sugestões sem indicadores e objetivos. E, quando indicadores são descritos, eles são inapropriados ou vagos.
O relatório sobre projeto de tuberculose tem tom semelhante. A equipe considerou que as propostas têm lógica confusa, números inconsistentes e nem mesmo a população vulnerável é definida. Juntos, os dois projetos pleiteavam 90 milhões. Essa é a segunda vez que o País concorre a recursos do fundo.
O resultado dos pedidos de financiamento provocou mal-estar no governo e chamou a atenção da comunidade internacional. Além de haver exercido um papel fundamental para a criação do fundo, o Brasil se destacou nos últimos anos pela assessoria a países na preparação de projetos ao Fundo Global. Some-se a isso o fato de que os dois projetos já tinham sido rejeitados no ano passado. As propostas brasileiras foram classificadas numa categoria em que não são aprovadas, mas técnicos encorajam o País a fazer reparos para reapresentá-las.
Para alguns observadores, a rejeição retrata a decadência da qualidade técnica, sobretudo na área de aids, em que o Brasil sempre exerceu papel de liderança. A coordenadora do Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais, Mariângela Simão, no entanto, garante que o resultado está relacionado a questões econômicas e estratégicas. “Há uma clara preferência para destinar recursos a projetos procedentes de países de renda baixa”, diz. O fato de o Brasil agora ser considerado como renda média alta teria provocado uma maior resistência dos examinadores. Isso não prejudicou México e Colômbia, países também classificados como renda média, que tiveram projetos aprovados.
O projeto para aids previa investimentos na infraestrutura e capacidade técnica das ONGs para que elas ampliassem seu trabalho de prevenção com populações de risco. A sociedade civil também auxiliaria no acompanhamento, avaliação e realização de pesquisas relacionadas ao comportamento social e à doença. O projeto de tuberculose sugeria ações para melhorar diagnóstico, estudos sobre resistência aos antibióticos e parcerias com sociedade civil para trabalhos de prevenção. O Brasil apresentou uma proposta também para malária, que foi aceita.
Só na próxima semana, em reunião do conselho do fundo, na Etiópia, o destino dos projetos será oficialmente divulgado. Mas, com a informação extraoficial de que o País foi novamente classificado numa categoria ruim, a equipe brasileira já prepara um recurso. Mariângela enviou ao fundo um pedido de esclarecimentos sobre como fazer uma reconsideração.
DIFICULDADES
Paulo Teixeira, um dos idealizadores do fundo, ex-coordenador do programa de aids brasileiro e que acompanhou a reapresentação do projeto, está convicto de que o resultado está ligado à dificuldade de compreensão da realidade brasileira. Para ele, especialistas não entendem bem o Sistema Único de Saúde (SUS) e o trabalho de colaboração com ONGs da área de aids.
Uma justificativa que alguns observadores consideram pouco plausível. “Se fosse assim, por que a proposta de malária foi aceita?”, afirma um dos críticos da proposta brasileira, que não quis ter seu nome divulgado. Ele diz que técnicos do fundo estão familiarizados com a análise de políticas distintas de saúde, pois os projetos vêm de todas as partes do mundo. “Por que só o SUS não seria entendido?”
“O Brasil foi vítima da sua ousadia”, diz Teixeira. O mesmo ocorre com o projeto de tuberculose, que requisita recursos para trabalhos com resistência a medicamentos, testes laboratoriais, algo que exige mais tecnologia.
“Há ainda uma opção por trabalhos que atenderiam emergência, o básico. Mas é preciso que o fundo perceba que já é hora de mesclar as estratégias. Em muitos casos, a prevenção, a garantia de bom tratamento vai além do arroz com feijão.”
Zé Serrote comenta: Eles sabem que todo o dinheiro é desviado para o PT e para os “movimentos sociais”, tipo MST. A corrupção é enoooorme!!!
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Mensalão: todos os acusados e seus crimes
domingo, 19 de agosto de 2007 | 5:24
Quem são os 40 da lista do procurador e os crimes de que são acusados
OS PETISTAS
José Dirceu – deputado cassado do PT e ex-ministro da Casa Civil
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
José Genoino – deputado federal do PT-SP e ex-presidente do partido
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
Delúbio Soares – ex-tesoureiro do PT
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
Silvio Pereira – ex-secretário-geral do PT
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
João Paulo Cunha – deputado federal do PT-SP
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato
Luiz Gushiken – Ex-ministro da secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica e quadro do PT Peculato
Henrique Pizzolato – Ex-diretor do Banco do Brasil e membro do PT
Pecultado, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Paulo Roberto Galvão da Rocha – Deputado federal (PT-PA)
Lavagem de dinheiro
Anita Leocádia – Ex-assessora de Paulo Rocha;
Lavagem de dinheiro
Professor Luizinho – Ex-deputado (PT-SP)
Lavagem de dinheiro
João Magno – Ex-deputado (PT-MG)
Lavagem de dinheiro
OS EMPRESÁRIOS
Marcos Valério de Souza – empresário e publicitário
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Ramon Hollerbach – ex-sócio de Marcos Valério
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Cristiano de Mello Paz – ex-sócio de Marcos Valério;
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Rogério Tolentino – Advogado e ex-sócio de Marcos Alérios
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Simone Vasconcelos – Ex-gerente da SMP&B, uma das agências de Valério
Formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Geiza Dias dos Santos – Funcionária da SMP&B
Formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Kátia Rabello – Presidente do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta
José Roberto Salgado – Diretor do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta
Vinícius Samarane – Diretor do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta
Ayanna Tenório Tôrres de Jesus – Diretora do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta
OS DOLEIROS
Enivaldo Quadrado – Doleiro, sócio da corretora Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro
Breno Fishberg – Doleiro, sócio da corretora Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro
Carlos Alberto Quaglia – Doleiro, acusado de operar com a Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro
OUTROS POLÍTICOS
Pedro Corrêa – Deputado cassado (PP-PE)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
José Janene – Ex-deputado (PP-PR)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Pedro Henry – Ex-deputado (PP-MT)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
João Cláudio Genu – Ex-assessor do PP na Câmara
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Valdemar Costa Neto – Deputado federal do PR-SP
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Jacinto Lamas – Ex-tesoureiro do PL (hoje PR)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Antônio Lamas – Ex-assessor da liderança do PR
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro
Bispo Rodrigues – Ex-deputado do PR-RJ
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Roberto Jefferson – Deputado cassado do PTB-RJ
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Emerson Eloy Palmieri – Tesoureiro do PTB
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Romeu Queiroz – Ex-deputado (PTB-MG)
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
José Rodrigues Borba – Ex-deputado (PMDB-PR)
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Anderson Adauto – Ex-ministro dos Transportes
Corrupção ativa, lavagem de dinheiro
José Luiz Alvez – Ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto
Lavagem de dinheiro
OS PUBLICITÁRIOS
Duda Mendonça – Dono de agência de publicidade
Lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Zilmar Fernandes Silveira – sócia de Duda Mendonça.
Lavagem de dinheiro, evasão de divisas
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Enviado por Ricardo Noblat -
2.11.2009
| 8h03m
Comentário
Honduras – O que Maria levou
O que é que Maria levou com a nossa intervenção na crise de Honduras?
Publicações internacionais de peso disseram que o Brasil ampliou sua presença na América Central em detrimento, por exemplo, do México. E que atuou de forma mais ativa do que os Estados Unidos.
Bem, mas isso foi antes do desfecho da crise. Ela acabou sob o signo exclusivo de Barack Obama.
A se acreditar em Lula, entramos na crise meio sem querer quando Manoel Zelaya, o presidente deposto de Honduras, materializou-se há pouco mais de 40 dias dentro dos jardins da embaixada brasileira em Tegucigalpa.
De nada sabíamos, juram Lula e seus porta-vozes. Hugo Chávez, presidente da Venezuela e mentor de Zelaya, sabia de tudo. E providenciara os meios para que Zelaya batesse de repente à nossa porta.
Como negar o que Zelaya pedia? Que era bem o quê? Asilo não era.
Zelaya havia sido deportado para a Costa Rica pelos militares no dia 28 de junho passado tão logo fora deposto pela Suprema Corte de Justiça.
Zelaya pediu abrigo ao governo brasileiro. Se tivesse pedido asilo entraria para a História como o deportado que preferiu correr o risco de voltar ao seu país para de lá, mais tarde, escafeder-se na condição de asilado. Uma piada!
E Zelaya também pediu ampla liberdade para usar a embaixada como escritório político. Se não pediu conseguiu na marra.
Ali comandou reuniões e concedeu entrevistas – o que seria proibido a um asilado. Dali emitiu ordens para que seus partidários se manifestassem contra o governo de fato de Honduras presidido por Roberto Micheletti, eleito por votação unânime do Congresso.
Na verdade, o governo Lula acreditou que Zelaya tinha mais força política do que demonstrou. E acreditou também que Micheletti não se manteria por muito tempo no cargo enfrentando sanções econômicas e a condenação da comunidade internacional.
Enganou-se duas vezes.
A derrubada de Zelaya foi legal, segundo a Constituição. Afinal ele tentara mudá-la para introduzir a reeleição de presidente. A deportação é que foi ilegal.
Micheletti resistiu mais do que se supunha. E o governo Barack Obama pressionou menos do que se esperava.
São poderosos os interesses americanos em Honduras. Um dos mais pobres países do mundo importa dos Estados Unidos 70% do que consome.
De todo modo era preciso encontrar uma saída que salvasse muitas faces – a americana, influente no pedaço, a do resto do mundo e a da democracia hondurenha, por suposto.
O tempo e o calendário eleitoral contribuíram para que se chegasse ao acordo anunciado na última sexta-feira. Está marcada para o próximo dia 29 a eleição do sucessor de Zelaya. Que tomará posse no dia 27 de janeiro.
Manda a Constituição que a partir de hoje o comando das Forças Armadas passe a obedecer à Suprema Corte de Justiça. O Congresso decidirá a sorte de Zelaya ainda esta semana.
O acordo prevê que o substituto de Micheletti comande um governo de união nacional até que o futuro presidente instale o seu. Mas não prevê que o substituto seja Zelaya.
Micheletti e Zelaya pertencem ao Partido Liberal, que está rachado quanto ao retorno de Zelaya ao cargo. Ele só se dará se quiser o Partido Nacional, chefiado por Porfírio Lobo.
Há quatro anos, Lobo perdeu a eleição para Zelaya por míseros sete mil votos. Achou que foi garfado, mas preferiu se calar. É novamente candidato – e dessa vez deve vencer.
Foi com ele que se reuniu Thomas Shannon, subsecretário de Estado americano para a América Latina, antes de anunciar o fim da crise hondurenha.
Shannon arrancou de Lobo a promessa de que os liberais votarão a favor da restituição de Zelaya.
Por sua vez, Lobo arrancou de Shannon a garantia de que os Estados Unidos reconhecerão a legitimidade das eleições hondurenhas quer Zelaya seja devolvido ao poder ou não.
Na tarde do último sábado, o deputado Ramón Velásques, secretário do Congresso, deu uma medida da “boa vontade” dos seus colegas com Zelaya.
“Se nossa decisão for a de nomear um substituto para Zelaya na presidência, não vejo razão para que seja ele”, argumentou. “A restituição de Zelaya é uma questão jurídica e o Congresso é uma instituição eminentemente política. Precisamos de um parecer da Suprema Corte”.
O que foi mesmo que Maria levou com a crise de Honduras?
Pouca coisa.
Revelou-se uma generosa hospedeira.
Ganhou espaço favorável na mídia internacional.
Meteu-se de forma acintosa nos assuntos internos de outro país, o que fere antigos tratados.
Na hora H, não foi ouvida nem cheirada para a confecção do acordo que pôs fim à crise.
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Esse é o Pac da Segurança do Governo:
Enviado por Ricardo Noblat -
1.11.2009
| 20h34m
Vai a 5 total de feridos em tiroteio no RJ
Da Agencia Estado:
Subiu para cinco o total de pessoas que ficaram feridas por balas perdidas durante confronto entre traficantes de quadrilhas rivais em Vila Kennedy, na zona oeste. Algumas das vítimas foram feridas quando passavam numa van. Um adolescente de 15 anos foi atingido em casa. O 14.º Batalhão (Bangu) reforçou o policiamento na área, mas, no início da tarde, moradores da Vila Kennedy queimaram um ônibus próximo à Avenida Brasil.
O tiroteio começou quando traficantes da Vila Aliança, favela que integra o Complexo da Coreia e é dominado pelo Terceiro Comando Puro (TCP), tentaram tomar o controle da venda de drogas na Vila Kennedy, reduto do Comando Vermelho. A van, dirigida por André Luiz de Souza Pereira, de 33 anos, passava pela Vila Kennedy e ele foi atingido por um tiro na barriga.
A passageira Jaqueline Venâncio, de 27, foi ferida de raspão. O adolescente Victor de Abreu, de 15 anos, estava em casa e foi atingido na coxa esquerda. Também foram baleados Jorge Castro, de raspão em um dos pés, e Márcio Ferreira, num dos olhos, mas até a noite não havia informações sobre onde eles estavam quando foram atingidos.
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É porisso que eu repito sempre a mesma lista de escândalos, como a que está abaixo:
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01. Caso Pinheiro Landim
02. Caso Celso Daniel
03. Caso Toninho do PT
04. Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
05. Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
06. CPI do Banestado
07. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
08. Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
09. Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula
10. Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
11. Irregularidades do Fome Zero
12. Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
13. Escândalo do Ministério do Trabalho
14. Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
15. Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
16. Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
17. Operação Anaconda
18. Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
19. Caso José Eduardo Dutra
20. Escândalo dos Frangos (em Roraima)
21. Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
22. Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
23. Expulsão dos Políticos do PT
24. Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Waldomiro Diniz)
25. Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
26. Escândalo da ONG Ágora
27. Escândalo dos Copos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
28. Caso Henrique Meirelles
29. Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
30. Caso Cássio Caseb
31. Caso Kroll
32. Conselho Federal de Jornalismo
33. Escândalo dos Vampiros
34. Escândalo das Fotos de Herzog
35. Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
36. Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
37. Caso Antônio Celso Cipriani
38. Irregularidades na Bolsa-Escola
39. Caso Flamarion Portela
40. Irregularidades na Bolsa-Família
41. Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
42. Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
43. Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
44. Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
45. Escândalo do IRB
46. Escândalo da Novadata
47. Escândalo da Usina de Itaipu
48. Escândalo das Furnas
49. Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
50. Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
51. Escândalo da Secom
52. Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
53. Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
54. Escândalo da CPEM
55. Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
56. Caso Marka/FonteCindam
57. Escândalo dos Dólares na Cueca
58. Escândalo do Banco Santos
59. Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
60. Escândalo da Interbrazil
61. Caso Toninho da Barcelona
62. Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
63. Caso dos Dólares de Cuba
64. Doação de Terninhos da Marísa da Silva (esposa do presidente Lula)
65. Escândalo da Nossa Caixa
66. Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
67. Escândalo das Cartilhas do PT
68. Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
69. Escândalo do Proer
70. Escândalo do Sivam
71. Escândalo dos Fundos de Pensão
72. Escândalo dos Grampos na Abin
73. Escândalo do Foro de São Paulo
74. Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
75. Escândalo do Mensalinho
76. Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
77. Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
78. Crise da VarigEscândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
79. Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
80. CPI da Imigração Ilegal
81. CPI do Tráfico de Armas
82. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
83. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
84. Operação Confraria
85. Operação Dominó
86. Operação Saúva
87. Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
88. Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
89. Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
90. Escândalo dos Grampos no TSE
91. Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula – petistas pegos com malas de dinheiro para compra de um dossiê falso para incriminar José Serra, atual Governador de SP)
92. ONG Unitrabalho
93. Escândalo da Renascer em Cristo
94. CPI das ONGs
95. Operação Testamento
96. CPI do Apagão Aéreo
97. Operação Hurricane
98. Operação Navalha
99. Operação Xeque-mate (envolvendo o irmão do presidente Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, indiciado por tráfico de influência e o compadre do presidente Dario Morelli Filho, denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica)
100. Escândalo no Senado (envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB, por falta de decoro
parlamentar).
101. Escândalo do ENEM.
102. Escândalo do Rio São Francisco.
103. Escândalo da Petrobrás.
104. Escândalo da Petrobrás.
105. Escândalo do MST.
106. Escândalos do TCU.
107. Fraudes em compras feitas por pregão pelo Governo
*Computando 2008 e 2009, atingimos o inacreditável n° de 178 escândalos (fora os não publicados).
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O ENIGMA YOANI SANCHEZ
Percival Puggina
No dia 12 de novembro de 2002 eu estava em Havana recolhendo subsídios para um livro. No bolso, uma lista com nomes de jornalistas independentes que me fora fornecida pela amiga pernambucana Graça Salgueiro. Pretendia ouvir aqueles obscuros personagens que, com enormes riscos pessoais, enviavam informações ao mundo. De que modo faziam isso? Do mesmo modo utilizado hoje. Como cubanos, cidadãos de segunda categoria em seu país, eles não podem fazer o que aos estrangeiros é permitido. Então, ou se valem do generoso e discreto auxílio de colegas não cubanos com acesso ao Centro de Imprensa ou de contatos em hotéis e outros raros pontos onde estejam disponíveis conexões à internet. Eu trazia comigo, repito, os nomes de três ou quatro dezenas desses bravos “periodistas” marginalizados pelo regime. Mas não sabia como os localizar.
Em Havana, os cubanos te param na rua a cada dez passos para oferecer chicas e charutos ou para se disponibilizar como guias turísticos. Estes últimos fazem plantão diante dos hotéis e costumam ser muito cordiais. Todos rendem a maior solicitude a uma nota de dez dólares (é mais do que o salário de um mês). Então, por duas vezes, na tarde daquele dia, tentei usar a intermediação desses cubanos para me ajudarem a contatar com alguns daqueles jornalistas, sem resultado. Sem resultado? Minto. Ao exibir para essas pessoas os nomes que a Graça me fornecera, colhi um resultado, sim: um esgazeado olhar de pânico lançado ao redor, seguido de súbita e silenciosa retirada. O cubano vive com medo. E eu, naquele exato dia, desisti de encontrar meus periodistas independientes. A minha lista era assustadora.
Essas e outras experiências pelas quais passei, como, por exemplo, a de ser filmado e seguido nas ruas depois de conversar com alguns dissidentes, me põem as barbas de molho sobre a possibilidade de que a blogueira Yoani Sanchez seja quem diz ser. O tema foi muito bem levantado em recentes artigos pela própria Graça Salgueiro (notalatina.blospot.com) e pelo psiquiatra rio-grandino residente no Rio, Heitor de Paola (www.heitordepaola.com). A existência de alguém como a blogueira, vivendo em Cuba, dizendo o que diz, livre, leve e solta é algo bem além das fronteiras do crível.
Entendamo-nos, leitor. Antes de retornar para o Brasil, eu tive o cuidado de destruir a lista de nomes que levava comigo porque, em virtude das experiências que relatei no livro “Cuba, a tragédia da utopia”, temi ser revistado ao passar pela Seguridad del Estado no aeroporto José Martí. Pois eis que em março de 2003 um arrastão repressivo varreu a Ilha. Setenta e cinco pessoas presas. Jornalistas independentes e dissidentes políticos condenados a penas que chegavam a 25 anos naquelas infectas prisões políticas. E entre esses presos se contavam três dos quatro dissidentes que eu havia conseguido entrevistar, quando em Havana, porque destes eu tinha comigo os telefones (mais tarde descobri que eram grampeados, o que deu origem aos incidentes que se seguiram).
Pois bem, se as coisas em Cuba são assim, como pude constatar pessoalmente, parece-me pouco verossímil que Yoani Sanchez não conte com beneplácito do regime. Seria muito estranho. Sua liberdade de movimentos não combina com os fatos num país onde toda a brutalidade é possível e onde qualquer liberdade é improvável. Basta conversar com um cubano para perceber que emitir opinião contra o regime lhes faz mal à saúde pessoal e familiar. No universo das probabilidades, a maior delas é a de que dona Yoani esteja na missão de sugerir ao mundo que lá se pode, livremente, fazer o que ela faz.
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Daniel Ortega usa o Supremo Tribunal da Nicarágua para poder concorrer à reeleição
02 de novembro de 2009
Mario Lopez/EFE
El Pais, Uol Notícias
Os seis magistrados sandinistas do Tribunal Supremo de Justiça da Nicarágua, em uma sessão para a qual não foram convocados os juízes liberais, na semana passada, declararam inaplicável o artigo 147 da Constituição. Esse artigo proíbe a reeleição consecutiva do presidente; a resolução, portanto, permite que Daniel Ortega, que está à frente do país desde 2006, opte por novo mandato.
Nem o presidente do Supremo, que questionou a decisão por defeitos de fundo e forma, nem os partidos de oposição, que se mobilizaram com o apoio de 20 organizações da sociedade civil para rejeitar a decisão, aceitaram a tosca manobra do ex-revolucionário que, em sintonia com outras iniciativas semelhantes que ocorreram ou estão ocorrendo em diversos países do continente, forçaram os que deveriam ser usos impecáveis de uma instituição jurídica para tentar conservar o poder.
Aquele que foi em 1979 um dos líderes de um movimento de esquerda que derrotou depois de longos anos de combate o ditador Anastasio Somoza está prestes a se transformar em uma lamentável caricatura do tirano contra o qual lutou, do qual começa a se diferenciar só pela linguagem que utiliza. Ortega ainda se serve do jargão anti-imperialista, mas suas iniciativas são próprias de um caudilho populista e não do político que, depois do triunfo do sandinismo, teve a sensatez de contribuir para a recuperação da democracia em seu país.
Os votos o tiraram do poder em 1990 e os votos lhe permitiram recuperá-lo em 2006. Agora Ortega manobra para mudar as leis e assim poder se candidatar novamente nas próximas eleições: para que os votos lhe deem um novo mandato. Na América Latina alguns governos só conservam de democráticos o poder de convocar eleições. Tudo o mais em suas práticas é secundário: a separação de poderes, a livre circulação de ideias nos meios de comunicação, o respeito às minorias.
Apesar de seu discurso transgressor, o ex-revolucionário já batalha só para conservar os privilégios de uma nova classe que enriquece graças à corrupção, e governa a golpe de decretos e com a cumplicidade da Igreja. Em sua época, Somoza argumentou para optar a um segundo mandato que era um nicaraguense como qualquer outro (deputados e prefeitos podem se reeleger). É a fórmula que Ortega escolheu desta vez. Graças ao apego ao poder, os inimigos se parecem cada vez mais.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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O PACIENTE MELHOROU DEMAIS
Percival Puggina
É conhecida a anedota do psiquiatra uruguaio que telefona para um colega de clínica querendo trocar idéias sobre certo diagnóstico que estava prestes a dar. Tratava-se de um caso raríssimo, e ele queria ouvir a opinião do outro. Quando revelou que seu paciente sofria de complexo de inferioridade o colega se surpreendeu: “Y eso es un caso muy raro? Complejo de inferioridad? Tengo miles de casos así!”. E o primeiro esclarece: “De argentino?”.
Lembrei-me dessa anedota ao examinar a conduta do presidente Lula ao longo do exercício de seus dois mandatos. O homem que colocou a faixa no peito em 2003 era um caboclo meio consumido pelas próprias origens, ainda muito próximo delas, inseguro nas aparições oficiais, manifestando ancestral apego à pinga, buchada de bode e outras simplicidades da cozinha nordestina. O novo presidente aparecia em público com gestos contidos e linguajar inadaptado aos usos e costumes da vida presidencial. A toda hora fazia referências à sua condição operária e sertaneja, como que a proporcionar um autodiagnóstico sobre aquela relação meio trôpega com a liturgia do cargo.
Sete anos depois, o portador de complexo de inferioridade, que não cansava de se exibir como gente do povão, alma de corintiano, mão de torneiro mecânico, filho de mãe “que não sabia fazer um ‘o’ com um copo”, etc. e tal, se apresenta totalmente curado do complexo de inferioridade e precisa, urgentemente, tratar de um injustificável complexo de superioridade. Melhorou demais. Virou o fio. Está se achando, para dizer como a gurizada.
Só abre a boca para coisas pretensiosas como emitir lições de sabedoria; exibir como sendo de sua granja colheita que não semeou; comparar-se a Jesus Cristo e determinar os limites para as ações da imprensa e das instituições da República. A buchada de bode e seus assemelhados foram substituídos, até em viagem ao polígono das secas, pela cozinha francesa, vinhos finos e uísques de nobre estirpe e provecta idade. Nada é caro demais ou sofisticado demais, nada é merecedor de suficiente respeito ou demarcador de quaisquer limites ao seu querer. Obama, em Londres, se hospeda na embaixada dos Estados Unidos. Lula vai com a corte, armas e bagagens para um hotel onde a suíte fica em 7,5 mil euros. E é assim, e é sempre assim. Vai esticando ao máximo a misericórdia divina, apesar de sua sabedoria ser uma fraude que não resiste ao menor escrutínio e do imenso contraste que sua jactância estabelece com os pobres que diz representar e cujos interesses apregoa defender.
A popularidade lhe subiu à cabeça como vapores alcoólicos. Está inebriado. Ergueu-se vários degraus acima da lei. Sua autoestima não cabe nas bordas constitucionais do cargo que ocupa. Mas nada disso é tão danoso quanto o fato de nosso presidente, nessa fase megalômana, estar consumindo recursos públicos em prodigalidades dignas de um sheik das arábias. Ele bebeu popularidade na vertente estrutural deixada por seus antecessores e nada fez para repor o que consumiu. Curado do complexo de inferioridade, acometido de um complexo de superioridade, Lula inverte a frase de Luís XV: “Après moi le déluge” (Depois de Lula a seca). Quem chegar em 2011 verá o que é bom para a tosse.
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Movimento pela canonização de Lula, o milagreiro.
A.D.
02/01/2008
Os milagres de “São”Lulla
Nem Getulio, nem JK, nem Padim Ciço
- Acabou com o PT, com o PP, com o PL e com o PTB
- Colocou o bispo do baixo-clero na fogueira
- Dizimou boa parte dos trezentos picaretas
- Botou o Maluf na cadeia
- Enterrou a carreira da Marta, do João P Cunha, do Mercadante, do Ingenoino, do Luizinho, do Dirceu Borboleta, do Bittar, da Benedita, da Ideli, do Olívio Dutra, do Tarso Genro, do Humberto Costa, do, da,….do…da…do…da…!!!
- Devolveu o Zé Dirceu pro Fidel
- Acabou com o Duda Mendonça e com o Marcos Valério
- Fechou o Banco Rural
- Desmazelou o corporativismo no governo e estatais, aniquilou sindicatos, ridicularizou o MST, CUT e UNE
- Ressuscitou o Gabeira
- Fez com que a maioria dos brasileiros fossem informados sobre as obras de Getulio e JK
- Mostrou aos brasileiros que votar em ignorante é burrice, pois agüentar o mesmo discurso todo dia é coisa pra surdo!
Nem a gloriosa fez uma faxina tão grande, e com apenas uma vítima fatal:
Celso Daniel, o mártir de Santo André.
Fez muito mais e muito melhor que o Padim Ciço Rumão Batista …
E POR TUDO ISSO, E MAIS ALGUMA COISA AINDA NÃO COMENTADA, ELE DEVE SER CANONIZADO!!!
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Lula Cultural
Site Radiobrás
08/09/2003
“Não é mérito, mas, pela primeira vez na história da República, a República tem um presidente e um vice-presidente que não têm diploma universitário. Possivelmente, se nós tivéssemos, poderíamos fazer muito mais.”
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Lula, o neurologista
Diversos sites e anais do Senado Federal
07/03/2007
“É preciso melhorar a massa encefálica dentro do cérebro para as pessoas compreenderem que as mulheres devem ser respeitadas.”
http://www.senado.gov.br/sf/publicacoes/diarios/pdf/sf/2007/03/07032007/04394.pdf
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Estudo aponta que Twitter e redes sociais custam bilhões em produtividade
Da Redação
Pelo menos US$ 2,25 bilhões ao ano. Esse é o valor que o uso do Twitter e de redes sociais custa para empresas no Reino Unido, revela uma pesquisa feita no país, pela consultoria Morse.
O estudo avaliou os hábitos de funcionários em 1460 escritórios. Dos entrevistados, 57% disseram usar sites de redes sociais para uso pessoal. O tempo estimado de uso pelos colaboradores é de ao menos 40 minutos de sua jornada semanal, para posts de mensagens no microblog ou acompanhar perfis no Facebook, tempo que equivale a uma semana de trabalho a cada ano.
Segundo a pesquisa, o Twitter e outras redes sociais prejudicariam a produtividade dos funcionários, já que, ao contrário de mensagens instantâneas, não agilizam a comunicação para os negócios.
Apesar de fazer essa análise, o estudo diz que proibir esse tipo de comunicação para a “geração plugada” da atualidade é um risco para a motivação dos funcionários. A sugestão da consultoria é o uso moderado das redes sociais.
Fonte; Comunique-se.com.br
Obs.: Se a coisa está assim no setor privado, imagine então no funcionalismo público onde a coisa corre solta e sem supervisão.
CONCLUSÃO
luis gonzaga = fred campos = psdbosta
O lulu e fredinho = mesma pessoa (funcionário do psdbosta)
O psdbosta está contratando mais de 2500 jovens no nordeste para trabalhar como cabo eleitoral com o salário de R$1500.
Ou seja, eles não têm voluntários, pessoas que trabalhem por ideologia.
Leiam esta nota que saiu do Instituto Teôtonio VIlela.
Segunda-feira, 2 de novembro de 2009
PARA ONDE VAI O PSDB?
O PSDB inicia no próximo dia 14 um treinamento para colocar 2.500 “militantes” nas ruas no Nordeste, onde o Presidente Lula tem quase 90% de aprovação. Identificados com carteirinhas do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao partido, os “militantes tucanos” receberão apostilas de como conversar com o povão para mostrar vídeos com mensagens dos governadores tucanos.A militância recrutada, vai receber salário de R$ 1.500,00
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Menos, Lula. Menos!
Folha de São Paulo
01/09/2007
“Ninguém tem mais ética e moral do que o PT.”
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VINTE Perguntas para o presidente LULA que deviam ter botado na RODA:
Autor Desconhecido
03/03/2008
1) Você é doido?
2) Quanto é dois mais dois?
3) Porque você tirou o Zé Dirceu?
4) O Delúbio é nosso ou é “coisa nossa” ?
5) Você bebe? Bebe pouco? Bebe uísque? Joga fora as caixas?
6) Porque você não renuncia e vai morar em Havana?
7) Você prefere o Maradona ou o Pelé?
9) É bom andar de avião?
10) Você tem idéia de quanto já gastou do dinheiro do brasileiro?
11) Você pediria dinheiro emprestado para o Marcos Valério? Justifique sua resposta?
12) O que significa “PT” ?
13) Você sabe a diferença de economia e de um quilo de arroz?
14) Você só sabe dar a culpa para o FHC? Você sofre de apagão mental?
15) Quem lhe traiu?
16) Você é corrupto ou só manda os outros? Se for, qual o grau?
17) Se você quer mesmo melhorar o país porque não manda que apurem os fatos em vez de barrar as CPIs?
18) Você podia cumprir pelo menos UMA de suas promessas: dar um tiro na cabeça?
19) Você é otimista? Sabe o que significa isto?
20) Você pretende se reeleger com o voto do Chavez?
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MAIS UM INCÊNDIO NAS FAVELAS DE SÃO PAULO
Incêndio atinge 40 barracos na favela de Paraisópolis
Ninguém ficou ferido e cinco equipes dos Bombeiros lutam para apagar o fogo
SÃO PAULO – Pelo menos 40 barracos da Favela Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, foram destruídos pelo fogo na manhã desta segunda-feira, 2.
Cinco equipes do Corpo de Bombeiros permaneciam no local, na Rua Ernest Renan, altura do número 400, por volta das 9h30, para tentar controlar o incêndio, que começou por volta das 8h45. Ninguém ficou ferido, segundo o Centro de Operações dos Bombeiros (Cobom).
manoel rodrigues
Quer dizer que eles realmente não entendem nada de povo? Contratam gente do povo e querem mudar a “comunicação”? Sei, usarão o método de Joseph Goebbels, marqueteiro de Hitler…certamente o Luizinho e o Fredinho serão “professores”.
Falar nos dois, não são a mesma pessoa, um é de Sete Lagoas/MG, psicólogo frustardo e sucateiro por vocação, o outro é de Criciúma/SC, filiado (oportunista)do PDT, integrante do “conselho fiscal”, e traíra dentro do partido, pois ama de paixão os “assassinos da reputação” de Leonel de Moura Brizola, fundador e líder maior do PDT, que o Fredinho, até dias atrás nem sabia quem era.
A mesma pessoa são o Fred e o Fred Campos, o oportunista.
Queda de São Paulo impediu que a “marolinha” fosse ainda menor
2/novembro/2009 11:21
Neri: programas sociais seguraram a economia na hora do aperto
Saiu na Folha (*), página B4 de ontem:
“Se o Brasil não tivesse São Paulo, a resistência estatística do país seria ainda maior,”diz Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, do Rio.
“Nas periferias do Nordeste, as classes A, B, e C cresceram 12% de agosto de 2008, antes da turbulência, a agosto de 2009.”
“É como se nessas regiões a crise não tivesse existido.”
“Já a parcela da população do município de São Paulo que figurava nas classes A, B e C apresentou uma retração de 0,8% no período.”
O Conversa Afiada não tem uma FGV nas costas, mas se perguntou há algum tempo “cadê a locomotiva que estava aqui ?”O Brasil cresce fora de São Paulo.O Brasil vai crescer ainda mais, e fora de São Paulo.Também porque São Paulo se deixou engarrafar, depois de 15 anos de governos tucanos ineptos.
Engarrafar de verdade e de forma figurada.
A entrevista de Marcelo Néri faz parte de uma única reportagem com dois conteúdos distintos.
É uma proeza da Folha (*).
A reportagem, em si, de Marcio Aith (**) trata do papel que a renda do trabalho, as transferências do Bolsa Família, e as aposentadorias vinculadas ao salário mínimo (que tem tido aumento real) desempenham no crescimento da economia.
A bem verdade, diga-se que, em nenhum momento o referido repórter usa a expressão “assistencialismo”.
Isso saiu da cabeça de quem deu título à reportagem.
Que deve ter lido a avant première do notável artigo do Farol de Alexandria no Globo deste domingo.
Clique aqui para ler “FHC agride Lula antes de se jogar no precipício”.
É como costuma fazer o Globo.
Diz uma coisa e anuncia outra que contradiz o que tinha dito.
Clique aqui para ler a última fraude do Globo, exatamente sobre o Bolsa Família.
Mauricio Dias, na Carta Capital, também anotou isso: “o Globo condena o Bolsa Família na manchete e desmente a si próprio no texto seguinte”.
A manchete do Globo diz: “Bolsa Família inibe expansão do emprego formal.”
Mas, está assim, no texto interno: “A precariedade do emprego formal nessas cidades – municípios pobres, com população abaixo de 30 mil habitantes – não tem relação direta com a concessão do Bolsa Família.”
Como diz o Mino Carta, pior do que os patrões são os jornalistas brasileiros.
Paulo Henrique Amorim
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=21464
Resumindo o artigo do PHA, os tunganos de São paulo “atiram” contra o Brasil, contra São Paulo principalmente, f…..o os paulistas, no intuito de aumentar a crise e “lascar” o Lula. E tem quem adora esse pessoal demOtungano.
E São Paulo, São Paulo da garoa São Paulo que era terra boa.
Isto a quinze anos atrás antes dos Tucanalhas tomarem o poder. Hoje a Chuiça
Ta sem rumo sem direção congestionada de quem paga o IPVA mais caro do BRASIL a cidade hoje virou um piscinão e transporte coletivo totalmente precário.
Embaraço: E o Jô Soares? Sempre fazendo suas “espetaculares” (graças ao ponto) piadinhas sobre o Governo Lula. Recentemente referiu-se à devolução retida do IRPF; A plateia sibilou brandamente um sorriso. Soberano (ele pede para não chamá-lo de Senhor) Jô, por que não falas do governo de São Paulo? Hein! Por quê? Ora, óbvio… Porque São Paulo não tem Governo!
Depois de 15 anos de (des)governo tucanalha São Paulo passou de locomotiva a äncora que impede qualquer tipo de crescimento. FORA SERRA,FHC,PIG, PSDB,DEMO ET CATERVA. DILMA 2010 E LULA SEMPRE!!!!
Gostaria de estender essa taxa de crescimento à região norte, é claro que de forma intuitiva. Moro em Araguaina, norte do Tocantins, andando pela cidade parece mais um canteiro de obras, construções para todos os lados, abertura de novos mercados. Tenho familiares em SP e RJ, e a cada vez que vou até o sudeste percebo bem essa diferença. Digo que existem dois Brasil
Alguém se lembrou de mandar flores para o finado FHC, aquele…
que morreu e não sabe?
que nem o amigão do peito, o Bill Clinton, lembrou?
que o próprio PSDB renega?
que virou o maior xinxeiro de Higienópolis?
que se elegeu Senador com os votos batalhados pelo Lula nas portas das fábricas?
que teve que passar pela humilhação de ter a cadeira desinfetada pelo Jânio Quadros?
Enfim, o finado et caterva rendem cenas hilárias.
Já está comprovado o neoliberalismo tucano faz muito mal para a economia, já faliu o Brasil duas vezes e está a emperrar alocomotiva paulista…acorda São Paulo, senão daqui a pouco verá o PIB do Rio passar feito um trem bala…
Ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha, ha. quer dizer que a locomotiva tá descarrilhando? O maquinista então é incompetente, não acha? Não chamaria Serra e ninguén Demo/tucano pra gerenciar nem uma galinha chocando 20 ovos, porque o primeiro a nascer seria um lobo.
Falando em lobo e galinha, cadê a FILHA “riquinha de Serra, dona da empresa em Miami? E quando o Thomar Dutra Smidht volta de onde foi esilado?
DEMOS: Serra perde feio. Quem manda acreditar em pesquisa ?
Bye-bye Serra 2010
2/novembro/2009 10:32
Até a Kramer diz que o Serra perde. A coisa tá feia
Amigo navegante que lê a Dora Kramer, – clique aqui para ler, se você for assinante – no Estadão (o Conversa Afiada pensava que só o Robert(o) Civita lia a Dora Kramer) pede para reproduzir trecho (escondido) de colona (*) da semana passada, sobre pesquisas feitas pelos DEMOS (pelos DEMOS !) em Brasília, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas.
“Na capital, Ciro aparece em primeiro, Dilma em segundo e Serra em terceiro. Em Salvador, Dilma empata com Serra e abre vantagem na região metropolitana. No Rio Grande do Sul, Dilma aparece na frente. Em Minas, o quadro é de ‘aperto’.”
Quem manda acreditar em pesquisa.O Conversa Afiada não acredita em pesquisa um ano antes de eleição.
Não acredita em pesquisa num país em que dois serviços de pesquisa eleitoral dominam o mercado e tem alinhamento político explícito: o Data-da-Folha (serrista) e o Globope (serrista).
Mas, como o PiG (**) e o Zé Pedágio levam pesquisa a sério, o Conversa Afiada se diverte com aquelas pesquisas que tiram o sono do PiG (**) e do Zé Pedágio.
Essa, por exemplo.
Bye-bye Serra 2010
Paulo Henrique Amorim
DEMOS: Serra perde feio. Quem manda acreditar em pesquisa ?
Bye-bye Serra 2010
2/novembro/2009 10:32
Até a Kramer diz que o Serra perde. A coisa tá feia
Amigo navegante que lê a Dora Kramer, – clique aqui para ler, se você for assinante – no Estadão (o Conversa Afiada pensava que só o Robert(o) Civita lia a Dora Kramer) pede para reproduzir trecho (escondido) de colona (*) da semana passada, sobre pesquisas feitas pelos DEMOS (pelos DEMOS !) em Brasília, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas.
“Na capital, Ciro aparece em primeiro, Dilma em segundo e Serra em terceiro. Em Salvador, Dilma empata com Serra e abre vantagem na região metropolitana. No Rio Grande do Sul, Dilma aparece na frente. Em Minas, o quadro é de ‘aperto’.”
Quem manda acreditar em pesquisa.O Conversa Afiada não acredita em pesquisa um ano antes de eleição.
Não acredita em pesquisa num país em que dois serviços de pesquisa eleitoral dominam o mercado e tem alinhamento político explícito: o Data-da-Folha (serrista) e o Globope (serrista).
Mas, como o PiG (**) e o Zé Pedágio levam pesquisa a sério, o Conversa Afiada se diverte com aquelas pesquisas que tiram o sono do PiG (**) e do Zé Pedágio.
Essa, por exemplo.
Bye-bye Serra 2010
Paulo Henrique Amorim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**)
“XOQUE DE JESTÃO” DOS TUNGADEMOS:
Por Rodrigo Brancatelli
Como os próprios alunos dizem, há um novo conceito de cascata de paisagismo explorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. É só chover um bocadinho – e vamos lembrar aqui que o período de tormentas só está começando – e verdadeiras cachoeiras aparecem no prédio da faculdade, idealizado pelo arquiteto Vilanova Artigas e obra-prima do brutalismo. Os professores correm para proteger os livros da biblioteca, a melhor do País, enquanto os alunos, que estão ali no melhor curso de arquitetura da América Latina, têm que levar guarda-chuvas para proteger os laptops. Essas infiltrações são apenas uma ponta de degradação e do abandono do edifício que deixou de ser motivo de orgulho para os paulistanos.
Colega nosso aqui da editoria, o jornalista Bruno Paes Manso já descreveu muitíssimo bem a condição do edifício. “Do lado de fora do prédio, enxerga-se um enorme bloco de concreto bruto delicadamente suspenso por vigas em forma de trapézio. Internamente, o teto translúcido feito com 900 domos de fibra de vidro inunda o ambiente com luz natural, num contraste que alguns dizem representar a união entre o céu e a terra, reforçando a aura sagrada que envolve o edifício da FAU-USP). Quarenta anos depois de pronta, a principal referência do estilo moderno brutalista da arquitetura de São Paulo, visitada por artistas do mundo inteiro, hoje causa vergonha aos professores e estudantes. O prédio onde eles ensinam e aprendem a importância de preservação e da manutenção de edifícios está em ruínas.”
Em plena época da 8ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, um passeio pela FAU mostra o que o descaso pode fazer com um símbolo paulistano. Apesar de ainda ser impressionante percorrer aquele imenso paralelepípedo em concreto, chama mais atenção ainda as estalactites que se forma do teto, as poças d’água no chão, as salas de projetos interditadas e a negligência com a obra de Artigas. O mais assombroso é que há sim dinheiro para acabar com o problema. As obras de reforma, no entanto, estão interrompidas por causa das reclamações de um grupo de estudantes – que foram questionar no órgão de patrimônio a legitimidade da revitalização e a falta de um debate sobre as técnicas da reforma.
Enquanto isso, a FAU pede socorro.
Confira aqui um especial sobre a arquitetura
A questão é o seguinte: Serra, tem medo de perder e com razão; Aécio também, quer ser Presidente. Enfim, ambos querem. O serra continua atrás da moita, não c…….nem desocupa. Tudo isto, provoca um mal-estar horrível em seus aliados, pois, o Serra sentindo a derrota, pouca importa de fazer com que o Aécio perca. Ele quer ser o dono do mundo, mas querer não é poder……rsrsrs. Quanto às pesquisas é como se fosse “istória”, cada dia com uma pesquisa sem crédito nenhum. Só que ele esquece que , até em São Paulo, corre risco de uma derrota. Quanto ele ficar como Fhc, isso jamais acontecera, ambos já estão no mesmo barco faz anos. Enquanto isso, Dilma, vai ganhando espaço. Acho até que o Serra prefere a Dilma, restando esperança de que a mesma faça um governo não igual o do Lula, e aí, ele volta a sonhar de novo. Tudo errado, a Dilma, fará um governo ainda melhor: tem base concreta de conhecimentos e será mais uma surra nesses ambiciosos. Aos derrotados, restam-lhes o sonho de um dia ser Presidente. Outra, homem que bate em mulher é covarde! Maria da Penha nele!
(Aécio)
E AINDA QUEREM DIZER QUE O PIG NÃO É PIG. VEJAM A MANCHETE:
“CGU apura fraudes de R$ 5,75 bilhões
em pregões”, DANDO A ENTENDER QUE O VALOR FRAUDADO É O ACIMA. AGORA LEIAM A MATÉRIA, ONDE ESSE VALOR É O TOTAL DE COMPRAS SOB “MALHA FINA”, COM ALGUNS CONTRATOS JÁ IDENTIFICADOS COMO SUPERFATURADOS, COM VALORES MUITISSIMO INFERIORES, ATÉ O MOMENTO. dE QWUALQUER MANEIRA MOSTRA A DISPOSIÇÃO DO GOVERNO EM COIBIR E FISCALIZAR AS MARACUTAIAS:
Governo apura fraudes em compras feitas por pregão
Contratos investigados pela CGU somam R$ 5,75 bi entre 2005 e abril deste ano
“Não existe nada imune a fraude no mundo”, afirma o ministro Jorge Hage, para quem a modalidade pregão é a mais transparente e ágil
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Nem mesmo a modalidade considerada mais transparente entre as licitações públicas está imune a fraudes. Estão sob suspeita compras feitas pela União no valor de R$ 5,75 bilhões, todas feitas por meio de pregão entre 2005 e abril deste ano.
Esses contratos caíram na malha fina do próprio governo que, no final do ano passado, começou a vasculhar situações com potencial para provocar prejuízo aos cofres públicos.
Coube à CGU (Controladoria Geral da União) analisar cerca de 5 milhões de compras por pregão, eletrônico ou presencial, e mapear 18 tipos de desvios mais frequentes nos bancos de dados do governo.
O lance de R$ 443,8 mil da TBI Segurança num pregão no ano passado foi uma das situações suspeitas que fizeram acender a luz amarela na CGU.
À época, a microempresa ganhou o dobro do próprio faturamento durante uma única disputa para prestar serviço de vigilância armada na unidade do Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em Minas Gerais.
Em 2007, segundo levantamento da CGU, a TBI já havia recebido R$ 488,9 mil em contratos com cinco ministérios, valor duas vezes maior que o limite legal de R$ 240 mil. A TBI informou que prestou contas à Receita e hoje não mais atua como microempresa.
A auditoria da CGU identificou que superam os R$ 25,87 milhões os contratos de valor superior ao limite estabelecido por lei firmados entre União e microempresas ou empresas de pequeno porte.
O levantamento também detectou vínculo societário entre os concorrentes em disputas que envolveram R$ 22,42 milhões nos últimos quatro anos.
É o caso da Jalfe Manutenções, vencedora de licitação para fornecer manutenção de ar condicionado ao Ministério da Cultura no Rio de Janeiro.
A CGU identificou que também participou do pregão outra empresa de manutenção com a mesma sócia-gerente da Jalfe. A reportagem não localizou nenhum representante das duas empresas para justificar por que concorreram entre si.
No pregão eletrônico, os lances são feitos pela internet. O pregoeiro, que começa e encerra a sessão, não vê quem está apresentando as propostas em nome das concorrentes. A grande inovação dessa modalidade, contudo, é que primeiro se analisa a proposta e, depois, a qualificação do vencedor, assegurando preços mais baixos para a administração pública.
Os pregões respondem hoje por 50% das compras da União e podem se tornar obrigatórios caso seja aprovado projeto de lei que está em fase final de tramitação no Senado e prevê a realização de pregão para todas as licitações de menor preço -aquelas em que vence quem oferecer o valor mais baixo- feitas pelo poder público e para obras de até R$ 500 mil.
“Não existe nada imune a fraude no mundo. Existem modalidades melhores e piores e, na nossa opinião, o pregão representa ganhos em agilidade e transparência”, disse Jorge Hage, ministro da CGU.
O relator do projeto de reformulação na lei de licitações no Senado, Eduardo Suplicy (PT-SP), também é defensor do pregão. “As mudanças foram feitas para escolher propostas efetivamente mais vantajosas para a administração pública” disse Suplicy, admitindo que o pregão não é “100% seguro”.
Hage pondera que as compras suspeitas feitas por pregão são analisadas isoladamente ou em conjunto pela CGU, apesar de não representarem necessariamente fraudes.
“Estamos usando tecnologia para identificar tipos de desvios e modus operandi de especialistas em fraudar o sistema. Os casos detectados simplesmente acendem nossa luz amarela”, explica o ministro.
Foram detectados também casos de empresas criadas menos de dois meses antes da disputa, vínculo entre os responsáveis pela licitação e vencedores bem como casos de propostas entregues antes do edital.
Contudo, nem todos serão auditados. “Seria antieconômico destinar nossos parcos recursos para procurar irregularidades em compras feitas 14 anos atrás”, disse Hage.
PORTANTO, O PIG É O PIG SIM, SEM POR NEM TIRAR.
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Prescrições médicas para Lula
A.D.
13/03/2008
Lula vai para o hospital e o médico lhe diz agressivamente:
- Olha, Presidente, a partir de hoje nada de vinhos importados, restaurantes caros, férias com mordomias, viagens…
O Lula pergunta:
- Até eu ficar totalmente em forma, doutor?
- Não, não. É prá parar de gastar dinheiro do povo brasileiro mesmo…
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ESSA, DO “XOQUE DE JESTÃO” DOS TUNGANOS, SÓ SAI PÁRA ASSINANTES:
PREGÃO PARA “ACOMODAR” A “BUNDINHA DE OURO” E O “COTOVELO DE bsdbOSTA” DOSA DITOS CUJOS, DO GOVERNICHO DO AECIM NEVER, E ENCHER AS “BURRAS DO CAIXA DOIS”
Minas paga R$ 7,9 milhões de diferença por móveis idênticos
Governo atribui resultado a modelo de licitação e diz que preço ficou abaixo do previsto
Alexandre Guzanshe – 2.out.2009/”O Tempo”
Prédio da Cidade Administrativa de Minas Gerais, em BH, futura sede do governo estadual
BRENO COSTA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
O governo mineiro vai pagar uma diferença de R$ 7,9 milhões a empresas distintas para comprar móveis exatamente iguais para a Cidade Administrativa de Minas Gerais, futura sede do governo e maior obra da gestão Aécio Neves (PSDB).
A disparidade decorre do método do edital da licitação. Homologada por R$ 81 milhões em setembro, ela é a maior do gênero no país neste ano.
No processo de compra, a Secretaria do Planejamento dividiu cada grupo de itens (mesas, cadeiras, divisórias etc.) em quatro lotes, com especificações técnicas idênticas. Uma regra complementar diz que a empresa que vencesse dois desses lotes estaria automaticamente fora da disputa dos outros grupos da mesma mobília.
Uma das maiores disparidades foi na compra de cadeiras. A diferença total no valor a ser pago pelo governo pelas mesmas cadeiras é de R$ 4 milhões.
Uma empresa receberá R$ 731,76 por unidade de um lote de 10.024 “cadeiras de reunião com assento e encosto em tecido de pura lã”. As outras 10.024 cadeiras do mesmo tipo serão fornecidas por outra empresa, mas por R$ 1.131,44 cada uma. Essa proposta foi a sétima mais cara, já sem a primeira firma na disputa. Outras seis que ofereceram preços menores foram eliminadas na análise do protótipo do produto.
A eliminação de propostas na análise das amostras se repetiu em outros lotes, garantindo a vitória de ofertas mais caras.
Na compra de 264 mesas idênticas, uma empresa fornecerá cada uma por R$ 360,47 e outra, por R$ 1.796,91 -esta venceu, embora mais cara que outras duas reprovadas.
A divisão de lotes não é ilegal, segundo especialistas, e se justifica ao evitar que o governo dependa de só um fornecedor, desde que isso seja econômico.
O governo estadual diz que as propostas vencedoras de todos os lotes licitados ficaram abaixo dos valores estimados inicialmente, mesmo com uma diferença total de R$ 7,9 milhões.
Em nota, diz que as disparidades decorrem de diferenças nas “escalas de produção, localizações geográficas, impactos fiscais e processos produtivos”.
“Havia um temor de que empresas grandes ganhassem todos os lotes, não dando chances para que pequenas e médias pudessem competir”, afirma.
Frases
“O ingresso da Venezuela não ajuda a democracia da própria Venezuela nem o desenvolvimento do Mercosul”
SÉRGIO GUERRA (PSDB-PE)
presidente do partido e um dos anões do orçamento (ou esqueceram?)
“Fora a posição política da oposição, ficou claro que a maioria não quer confundir Chávez com a Venezuela”
RENATO CASAGRANDE (PSB-ES)
senador
MAIS PERDIDOS QUE CEGO EM TIROTEIO…
Como Aécio renega vice de Serra, DEM exige a vaga
Blog Josias de Souza
A direção do DEM avisou à cúpula do PSDB: inviabilizada a chapa puro sangue do tucanato, não abre mão de indicar o candidato a vice.
Os ‘demos’ haviam cedido a vaga para facilitar a vida dos tucanos. Imaginara-se que, pressionado, Aécio Neves toparia ser o segundo de José Serra.
O governador de Minas refugou a oferta. Disse que, preterido como cabeça da chapa presidencial, prefere ir às urnas como candidato ao Senado.
A recusa de Aécio, feita em público e repisada em privado, levou o DEM a se reposicionar. Daí o aviso aos tucanos, feito na semana passada.
Nos subterrâneos, os ‘demos’ já discutem as alternativas de que dispõe. Não há na legenda um vice, por assim dizer, natural.
São três os nomes mais cotados para compor a chapa ao lado de José Serra, a essa altura tido como virtual candidato tucano à sucessão de Lula.
Integram a lista: José Roberto Arruda, governador do DF; José Agripino, líder do DEM no Senado; e Cesar Maia, ex-prefeito do Rio.
A escolha não será simples. A hesitação do PSDB a torna ainda mais complicada. A indefinição nacional fez avançar o xadrez estadual.
Arruda, Agripino e Maia encontram-se mergulhados nas articulações de seus respectivos Estados. A opção pela vice significaria uma guinada.
Candidato à reeleição, Arruda tem nos seus calcanhares o rival Joaquim Roriz, que acaba de transferir-se do PMDB para o PSC.
A eventual conversão de Arruda em candidato à vice-presidência da República entregaria a Roriz, de bandeja, o governo do DF.
Agripino almeja o retorno ao Senado. Dispõe de pesquisas que indicam que o eleitor do Rio Grande do Norte se dispõe a lhe restituir a cadeira.
Em 2006, Agripino medira forças com José Jorge pela posição de vice de Geraldo Alckmin, o presidenciável tucano de então. Perdeu. Agora, diz não ter interesse.
Cesar Maia é candidato ao Senado pelo Rio. Dos três, é o que tem o caminho mais pedregoso a percorrer.
As pesquisas feitas por encomenda do DEM indicam que as duas vagas de senador pelo Rio serão definidas numa disputa renhida.
Além do ex-prefeito ‘demo’ estão no páreo Marcelo Crivella (PRB), candidato de Lula; e Fernando Gabeira (PV), que raspou na trave na disputa municipal de 2008.
Amigo de juventude do governador de São Paulo, com quem dividiu as agruras do exílio no Chile, Cesar Maia prefere Serra a Aécio.
Em tese, Maia seria um ‘demo’ talhado para ocupar a vice. O diabo é que o DEM olha de esguelha para Serra.
O presidenciável tucano empurra o anúncio de sua candidatura para março de 2010. O prazo legal para que deixe o governo paulista é 3 de abril.
A turma do DEM se pergunta: e se Dilma Rousseff crescer nas pesquisas e Serra optar, na última hora, pela segurança de uma candidatura reeleitoral em São Paulo?
Embora negada por Serra, a hipótese da desistência atormenta o parceiro. Daí a pressão para que o calendário do PSDB seja abreviado.
VENHO FALANDO A TEMPOS, SERRA VAI CORRER, SÓ ASSUME SE TIVER 60% NAS PESQUISAS, PORTANTO, BYE BYE ZÉ CHIRRICO
Gaspari dá punhalada nas costas de Serra. E passa a usar outro chapéu
2/novembro/2009 13:36
Alguns regimes acabam num beijo
Um amigo navegante, notável intérprete de textos medievais do Alto Bizantinismo chamou a atenção do Conversa Afiada para trecho da colona (*) de Elio Gaspari, na Folha (**) de domingo:
“… ainda não se sabe se Serra quer trocar uma reeleição certa (certa, cara pálida ? – PHA) para governador por uma candidatura a presidente que a cada dia parece mais perigosa. Talvez nem mesmo ele saiba.”
Isso é o “beijo da morte”, diz o notável intérprete.
Gaspari tem a propriedade de usar vários chapéus.
Mas, um único chapéu ele usou sempre: o chapéu do Zé Pedágio.
O notável intérprete se lembra de ouvir de Antonio Carlos Magalhães que se distanciara de Gaspari – de quem tinha sido unha e carne -, por causa de uma intriga daquele … do Serra.
Gaspari e Zé Pedágio gastavam horas madrugada adentro a trocar fórmulas de envenenamento.
Como se explica a punhalada nas costas deste domingo ?
Por que logo ele, Gaspari, iria enterrar a nati-morta candidatura de Serra em 2010 ?
Nem no Sul da Itália, de onde vieram os dois, se explica isso com facilidade.
Aí, entra o meu amigo, o notável intérprete.
Diz ele, com douta erudição: Gaspari já demonstrou que vai passar a usar outro chapéu.
Mais um.
Como se sabe, Gaspari usa também o chapéu de Harvard.
(Embora em Boston, provavelmente, não se saiba disso.)
E cada vez fica mais esquisito, em Harvard, defender o PiG (***), fazer colonas (*) e alinhar-se automaticamente a um candidato da direita – clique aqui para ler sobre o malabarismo ideológico do Zé Pedágio (e do Gaspari…): não ser de direita, mas da direita ….
Isso, em Harvard, pode parecer uma excentricidade tropical.
E lá vem outro chapéu.
Quem sabe o Globo e a Folha ainda terão notável colonista (*) que defenda a Dilma ?
Em tempo: a coisa deve estar feia para o Luiz González, o marketeiro do Serra, aquele gênio provincial . Nem o Gaspari, González …
Paulo Henrique Amorim
O que estamos vendo com o “desabafo’ do Gaspari e em artigos recentes dos mais fiéis cabos eleitorais velados do zé chirico como miriam leitão, dora krammer, merval pereira, lucia hippólito, arnaldo jabor et caterva é uma estratégia da máfia que se auto-intitula ANJ e por nós chamada de PIG, para pressionar o chirico a anunciar a sua candidatura a presidente o mais rápido possível.
O PIG acredita piamente que a única chance deles vencerem a dilma em 2010 é com o chirico candidato a presidente e ajudado pela capacidade de alguns institutos de pesquisa (GLOBOPE E DATAMOSCA) de forjar resultados favoráveis ao chirico e tentar usar o fator manada.
Prevendo que não tem como segurar esses índices falsos por muito tempo, até pelo fato que os Institutos Sensus e Vox Populi parecem não participar dessa ciranda, eles percebem que se novas pesquisas mostrarem queda do chirico e subida da dilma, o gato escaldado vai pular fora, como já vem dando sinais, e deixar eles não mão de novo. Então para o PIG o momento é decisivo, ou convencem o chirico para ir para o sacrifício ou vão ter que apoiar o aécio ano que vem, e com cara de velório ver o presidente lula, com popularidade recorde, depois de dois mandatos, passar o país para uma aliada e correligionária de partido.
ou seja, o pior dos mundos para a reaça, acho que em 2010 vamos ter crescimento forte na indústria de lâminas de aço, navalhas e outros instrumentos para cortar os pulsos.
Morro, e não vejo tudo!
Eles estão em processo de autofagia!
E o PIG não tem escrúpulos: vão pular do cavalo do Serra logo logo.
E Serra acredita, piamente, que será presidente?
Ou é jogo de cena, cozinhando o Aécio em banho maria para não dar tempo ao playboy de Minas de viabilizar sua campanha presidencial ? Lembram da fábula do escorpião e do sapo?
E o Aécio é isto tudo que a mídia mineira fala? Eu vi um documentário no youtube intitulado “liberdade, essa palavra” que mostra como Aécio NEVER trata jornalistas que ousaram criticar Sua Santidade.
E, por tudo isto, fico aqui no meu canto, vendo o circo tucano pegar fogo!
Devo lhes confessar algo: como gostaria de colocar mais uns milhares de litros de gasolina, acetona, ou qualquer outro produto inflamável nesta fogueira.
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Lula astronauta
A.D.
17/03/2008
Esta semana na embaixada da China em Brasília ao ver pela televisão o primeiro astronauta brasileiro viajar pelo espaço, nosso amado presidente Lula não se conteve e disse:
- É o tipo de viagem que eu gostaria de fazer…
Como de costume, certamente o Sr. Lula não deve saber que nosso astronauta – Ten-Cel-Av Marcos Pontes – dedicou-se com afinco para alcançar seu objetivo.
Marcos Pontes estudou em escola pública e humildemente foi construindo sua formação. Ele completou Engenharia no ITA, e em carreira com cerca de 25 anos de estudos e dedicação o astronauta brasileiro recebeu os títulos de Mestre em Engenharia de Sistemas, Engenheiro Aeronáutico, Piloto de Provas, Piloto Militar e Oficial de Segurança de Vôo sem contar que foi treinado pela NASA.
Ele também passou por rigorosos testes físicos e teóricos, enfim se preparou para sua missão e objetivo, e finalmente os alcançou.
Não vale a pena e é desnecessário fazer maiores comparações entre o Astronauta e o Lula… mas aproveito para lançar aqui uma campanha: vamos todos juntos de uma forma ou de outra ajudar o pobre do Lula. O slogan da campanha será:
AJUDE O LULA A REALIZAR SEU SONHO DE SER ASTRONAUTA…
EM OUTUBRO PRÓXIMO MANDE-O PARA O ESPAÇO!!
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Lula e a secretária
A.D.
24/03/2008
A secretária do Lula era apaixonada por ele, mas ele não percebia.
Um dia, depois do expediente, ela entrou na sala dele, com um vestido provocante, bem decotado, fechou a porta atrás de si, caminhou languidamente até a mesa, com ares de Monica Lewinski e propôs:
- Presidente, vamos fazer uma sacanagem?
- Vamos! Onde é que eu assino?
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AQUI ACABA A RETÓRICA DOS LACERDENTOS DE PLANTÃO E MOSTRA O URIBE “de quatro”, COMO OS DEMOTUCANOS GOSTAM DE ESTAR:
02/11/2009 – 07h41
Chávez é motivo para ter base na Colômbia, afirma Pentágono
FLÁVIA MARREIRO
da Folha de S.Paulo
Ao assinar o acordo militar com a Colômbia e garantir o uso da base área de Palanquero, no centro do país, o governo dos EUA considera ter aproveitado uma “oportunidade única” de obter “acesso e presença regional a custo mínimo” numa área sob ameaças constantes, entre elas as vindas de “governos antiamericanos” como o do venezuelano Hugo Chávez.
O argumento acima consta do documento do Pentágono submetido ao Congresso americano para justificar o Orçamento militar do país no ano fiscal de 2010. O texto, sancionado recentemente pelo presidente Barack Obama, inclui verba de US$ 46 milhões a ser aplicada em Palanquero.
O documento solapa a retórica de Washington e Bogotá, que repetem o mantra de que o pacto militar assinado na sexta-feira –que permitirá aos EUA usar outras seis instalações além de Palanquero– visa atacar só problemas domésticos colombianos, e dá combustível às reclamações de Chávez, que vê no trato uma ameaça a seu país. Tudo isso num momento em que a tensão entre Bogotá e Caracas volta a crescer por conta de incidentes na divisa cada vez mais violenta.
O teor do acordo militar não foi divulgado –a Colômbia promete fazê-lo nesta semana. Só Chávez e Evo Morales (Bolívia) reclamaram de sua consumação. O governo Lula, que cobra “garantias” de Washington e Bogotá, não se pronunciou.
Em entrevista ao jornal colombiano “El Tiempo”, o embaixador americano em Bogotá, William Brownfield, disse que seu governo já deu garantias aos países da região de que o acordo não permite operações conjuntas fora da Colômbia. “Posso dizer que o acordo diz [isso] claramente no artigo 4º, parágrafo 3º.”
No entanto, na avaliação do Conselho de Estado, o órgão jurídico consultivo máximo colombiano, o texto é frouxo e deixa decisões importantes para acertos posteriores, além de ser “desequilibrado” a favor de Washington e potencialmente violador da soberania do país.
Resposta a crises
O documento do Pentágono submetido ao Congresso diz que Palanquero é “inquestionavelmente” o melhor lugar “para conduzir um completo espectro de operações pela América do Sul” –a importância da base já havia aparecido em documento da Força Aérea, que a inclui no esquema global de rotas para transporte estratégico global de carga e pessoal.
Afirma que o investimento na base vai “melhorar a capacidade dos EUA de responder rapidamente a crises, assegurando acesso e presença regional com custo mínimo”. Contribuirá também para “expandir capacidade de guerra aérea”, inteligência e monitoramento.
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Decifrando o enigma de Lula. Para ele mesmo.
A.D.
29/03/2008
“Na verdade, não sei quando sou presidente e quando sou candidato…”
Esta frase, dita pelo Lulla, revela bem que o cara não sabe de nada, mesmo.
Contudo, segundo o Zé Simão, na coluna de 2 de agosto de 2006, é muito fácil definir:
“Quando ele está fazendo merda é presidente; quando está prometendo merda é candidato.”
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Enquete
Sugestão de amigo navegante mineiro: por que o Zé Pedágio vai esperar até março para fugir ?
Para destruir a candidatura do Aécio
Para nomear o Ministro da Fazenda do Aécio
Para nomear o presidente do Banco Central do Aécio
Para nomear o Ministro da Justiça do Aécio
Para nomear do DG da Polícia Federal do Aécio
Para obrigar o Aécio a contratar o Luiz González
Para obrigar o Aécio a nomear o Farol “embaixador itinerante” na Europa
Para o Aécio deixar ele comprar todas as ambulâncias o Governo
Para o Aécio nomear a Regina Duarte “Primeira Dama”
Para tirar o máximo de grana do PAC e dizer que a obra é dele
Este acordo da Colômbia com os Estados Unidos é mais um grande exemplo do provincianismo, do ranço de submissão que ainda está presente nos setores mais atrasados da América do Sul, inclusive na mídia brasileira, que como a Folha de São Paulo ainda usa expressões irritantes como “Congresso americano” ao se referir ao “congresso estadunidense”, como acontece nesta própria reportagem.
Se liguem, senhores editores! A fila anda e a realidade hoje é outra.
E o que me dizem da expressão “Cháves é antiamericano”? Ele é contra o atual governo estadunidense, e não antiamericano.
Por favor! Vocês têm o dever de aplicar os termos corretos. Afinal, não são profissionais?
rsrsrsrsrsrsrs
Me digam que isso é uma PIADA, por favor!
Da classe média que comenta aqui eu já esperava os comentários que foram postados, mas o Pentágono também tá fazendo comédia agora?!?! Tudo bem que sempre mentiram, inventaram, dissimularam…mas fazer piadas é nova modalidade dos assassinos agora?! rsrsrsrsrs
É demais pra mim, nem jantar vou mais; não dá para jantar rindo! Aiai, agradeço ao Pentágono e aos loucos comentários aqui postados que concordam com isso, assim posso rir um pouco..hahahaha
Se alguém acreditava naquela balela de combate ao narcotráfico, agora está mais que provado que o interesse americano na Colômbia é unicamente conter Chavez. Tá no documento que Obama enviou ao Congresso. Para se apoderarem dos recursos naturais e hídricos da Amazônia brasileira é um pulinho. Sem falar nas reservas de lítio da Bolívia, quase únicas no mundo, cuja demanda aumentará com a produção de carros elétricos. Podem falar o que quiser do governo Lula, mas foi graças a ele que foi barrado o processo de entreguismo do país aos americanos. Quem se lembra do Nafta que o FHC defendia? Hoje seríamos um país falido.
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Novidades no dicionário: verbo Lular e suas acepções.
A.D.
06/04/2008
Lular. [Do analfabeto Lula]: Verbo totalmente irregular da esquinta conjuração. 1. Ocultar ou encobrir com astúcia e safadeza; disfarçar com a maior cara de pau e cinismo. 2. Não dar a perceber, apesar de ululantes e genuínas evidências; calar. 3. Fingir, simular inocência angelical. 4. Usar de dissimulação; proceder com fingimento, hipocrisia. 5. Ocultar-se, esconder-se, fugir do pau. 6. Tirar o seu da reta, atingindo sempre o amigo mais próximo, sem dó nem piedade (antes ele do que eu). 7. Encobrir, disfarçar, negar sem olhar para as câmeras e nos olhos das pessoas. 8. Fraudar, iludir 9. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade, acreditar que os fins justificam os meios.
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Com a base na Colômbia, a tomada da “Amazônia Legal” pelos estadunidenses é questão de tempo (com o apoio da ONU e da comunidade internacional, obviamente, e sob a alcunha de “defesa do pulmão do mundo”, sic)… E aí vamos ver a cara dos apoiadores do serviçalzinho norteamericano (o narcopresidente Uribe) e que hoje tanto demonizam os antiimperialistas Chávez e Evo, que nada mais fazem que dar o próprio sangue pela defesa de seus territórios. O tempo é o senhor da razão, queiram ou não os pseudo intelectuóides tupiniquins e as vivuvinhas do velho falastrão – hoje quase gagá – FFHH.
Cristiano Garcia (350) 02/11/2009 09h13
Cristiano Garcia (350) 02/11/2009 09h13
A Colombia deu uma verdadeira demonstração de servilismo e estupidez. O novo capacho norte-americano na America do Sul, sr. Uribe e seus asseclas permitiram que a sanha colonialista dos militares norte-americanos se fizesse mais forte na America Latina.
Qual a real contribuição que a presença dessas bases americanas trazem para os povos latinos?
Nenhuma contribuição positiva posso ver. Apenas aqueles surrados argumentos falaciosos que sempre
pautaram as nefasta politicas externas dos EUA. Combate às drogas, combate aos regimes ditatoriais, proteção dos países, etc.
Agora, gostaria de saber se os EUA aceitariam servir de base militar para qualquer um de nós cucarachas da AL. e nas mesmas condições que o sr. Uribe aceitou… É claro que não e nunca. Então pode-se ver que os americanos ainda se julgam os xerifes do mundo.
Se ate a Dilma ja está na base do desespero, dizendo que Serra fez pacto com o diabo, imagina os petralhas com as pesquisas indicando Serra disparado, anos-luz na frente de Dilma.
E não adianta vim o boboca do PHA, lulista, jornalista parcial vim inventar pesquisa fajuta que não cola.
O povo ta cansado da roubalheira, quer mudança no poder.
Fora Lula, Fora Dilma, Fora PT !!!
“Chávez é motivo para ter base na Colômbia, afirma Pentágono” – Eis que o motivo já não é mais combate ao narcotráfico a pedido da Colômbia, agora é para proteger da Venezuela. A farsa está desfeita, como era de se esperar. Desconfiamos que o objetivo final é tornar a Amazônia área internacional, a cabeça de ponte já está sendo feita. A citação do artigo no acordo que diz que as operações conjuntas só podem ser feitas dentro do território colombiano não impede que os USA possam agir isoladamente, sem comprometer a Colômbia, sem mando desta. O estabelecimento da 4a. frota em Miami visa protegê-la de tornar-se um possível alvo numa confrontação com a Venezuela ou outro paíseco, além de dar suporte às investidas na América do Sul. Os USA pedem 46 milhões ao seu congresso para Palanquero, entretanto caso posteriormente venham também a pedir recursos para Aruba, Guantânamo (quando sem os prisioneiros), e outras já será sinal de guerra, caso isso venha a acontecer
Fred Campos
Ow boboca oportunista, aprende a ler e entender, PHA não inventou nada, a pesquisa é dos próprios DEMos…quem divulgou foi Dora Kremer. Vou repetir aqui pra voce. Pede uma graninha pro Zé Chirrico, pra assinar o Estadão, ai vc lê na íntegra:
Amigo navegante que lê a Dora Kramer, – clique aqui para ler, se você for assinante – no Estadão (o Conversa Afiada pensava que só o Robert(o) Civita lia a Dora Kramer) pede para reproduzir trecho (escondido) de colona (*) da semana passada, sobre pesquisas feitas pelos DEMOS (pelos DEMOS !) em Brasília, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas.
“Na capital, Ciro aparece em primeiro, Dilma em segundo e Serra em terceiro. Em Salvador, Dilma empata com Serra e abre vantagem na região metropolitana. No Rio Grande do Sul, Dilma aparece na frente. Em Minas, o quadro é de ‘aperto’.”
Todos os países tem direito de escolher o que melhor se enquandra em suas políticas. Mas sinceramente o Estados Unidos fazer acordo para utilizar bases para resolver problemas de narcotráfico é uma pífia, pois na fronteira com o México o tráfico de produtos ilegais inclusive drogas é intenso e eles não conseguem resolver como os Americanos vem pra américa do sul querer solucionar essa questão?
Os Estados Unidos vão utilizar bases na américa do sul concerteza com fins muito mais importantes e revelantes para os americanos.
02/11/2009 – 17h59
Último ditador argentino senta no banco dos réus por crimes contra a humanidade
da Folha Online
O general Reynaldo Bignone, de 81 anos, último ditador argentino, entre 1982 e 1983, sentou-se nesta segunda-feira no banco dos réus de um tribunal, na abertura de um julgamento oral contra ele por violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade, informaram fontes judiciais argentinas.
A leitura das acusações deve durar até quarta-feira (4), porque o processo envolve quatro ações judiciais por crimes de que foram vítimas de 56 pessoas detidas no quartel de Campo de Mayo durante a ditadura, informaram funcionários do tribunal.
O ex-general Eduardo Esposito, outro acusado, foi excluído do julgamento porque está gravemente doente, informou o tribunal no início do processo.
Bignone, que cumpre prisão domiciliar, é acusado de práticas de sequestro e torturas nos centros clandestinos de detenção conhecidos como “La casita” e “El campito” que funcionaram no quartel militar na periferia oeste de Buenos Aires.
O militar assumiu a Presidência durante a última ditadura argentina (1976-1983), em julho de 1982, na agonia do regime cívico-militar, depois da derrota do país na guerra das Malvinas (Falklands) contra o Reino Unido.
O acusado entregou o poder em dezembro de 1983 ao presidente eleito Raúl Alfonsín (1983-89), que morreu em março deste ano.
Em relação a Bignone pesam ainda uma acusação por roubo de filhos de desaparecidos, e outra por sequestros e torturas a médicos e enfermeiros de um hospital da periferia oeste de Buenos Aires.
Pelos crimes em Campo de Mayo, junto a Bignone, estão sendo julgados cinco ex-chefes militares, entres eles os generais Fernando Verplaetsen, 84, e Santiago Omar Riveros, 83.
Na Argentina há 204 causas abertas por violações aos direitos humanos durante a ditadura, nas quais estão sendo julgados 526 repressores, dos quais 385 se encontram detidos, segundo um recente levantamento do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS).
Repressão
Segundo números oficiais, 18 mil pessoas desapareceram na Argentina durante o regime militar, embora organismos de direitos humanos afirmem que as vítimas chegam a 30 mil. Organizações de direitos humanos estimam ainda que 500 bebês nascidos durante o cativeiro de suas mães foram roubados, dos quais 97 recuperaram a verdadeira identidade.
A ditadura no país aconteceu em uma época em que a maioria dos países da América do Sul caíram sob regimes autoritários, em conflito com grupos de esquerda, no âmbito da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética.
No Uruguai, onde o número estimado de vítimas é de cerca de 200, a Justiça condenou nesta quinta-feira (22) o ex-ditador Gregorio Goyo Álvarez a 25 anos de prisão pelo “homicídio especialmente agravado” de 37 opositores e por um delito de lesa-humanidade.
Comandante-em-chefe do Exército, em 1978, e último presidente do regime militar entre 1981 e 1985, Gregorio Alvarez já havia sido julgado anteriormente por outros crimes, tendo recebido uma condenação à prisão, no dia 17 de dezembro de 2007 por desaparecimentos forçados de presos políticos, executados depois de uma série de traslados clandestinos de Buenos Aires a Montevidéu, em 1978.
A lei de anistia do Uruguai, de 1986, respeitada com rigor pelos governos anteriores, foi flexibilizada pelo atual presidente do Uruguai, o socialista Tabaré Vázquez, que adotou brechas legais para deixar de fora do perdão alguns dos mais famosos casos de violações de direitos humanos do país, mas sem chegar a promover a anulação da norma.
No próximo domingo (25), os eleitores uruguaios vão votar, juntamente com a eleição presidencial, em um referendo sobre a possível revogação da lei de anistia do país.
No Brasil, onde o governo reconhece que houve ao menos 475 mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura, a Lei de Anistia impede processos contra os agentes do Estado envolvidos em tortura e assassinato durante o regime militar e contra os membros de grupos armados da oposição esquerdista que praticaram sequestros e assassinatos politicamente motivados durante o período.
Diante da pressão de grupos de direitos humanos brasileiros e de membros do governo, como o ministro Paulo Vannucchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, para a reabertura dos casos e a revisão da Lei de Anistia, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse, em junho, que a ideia de punir militares por atos de tortura cometidos durante a ditadura militar é “revanchismo”.
Com Efe e France Presse
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CUIDADO AO VOTAR!!!
Lembre-se que a maioria dos candidatos a qualquer cargo representativo é composto de pessoas que, em não conseguindo fazer nada de útil para a sociedade, resolveram tirar proveito dela.
O perfil psicológico deles pode variar entre um simples “retardado e bufão”, como é o caso do Suplicy, até um “perigoso e dissimulado facínora”, como é o caso do Lula molusco.
A responsabilidade é sua…
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Lula e as zelites
Millôr Fernandes
11/04/2008
I NOUTRO DIA, antes da glorificação dos controladores de vôo1, eu estava escarrapachado num magnífico avião2, já na pista de decolagem, tomando meu uisquezinho maneiro, sem aumento de preço (pudera!), prelibando (!) minha chegada a Katmandu, enquanto ouvia o bruaá em volta, quando alguém (o comissário?) falou ao microfone:
“Os senhores passageiros vão desculpar o atraso de nosso vôo por 35 minutos, mas, como o comandante Paulo Schneider foi atacado por um mal-estar súbito, terá que ser substituído por um nosso companheiro do PT, Valdécio Silva, com grande experiência, 30 anos como motorista de ônibus no interior de Campinas”.
Vocês podem não acreditar, mas, em menos tempo do que o diabo esfrega um olho, o avião estava completamente vazio.
É por isso que não me canso de dizer, Lula tem toda a razão quando esculhamba as zelites.
1. Ninguém sabia que existiam.
2. Avião é aqui embaixo. Lá em cima, ele muda de nome na voz do comandante, que o trata com todo o respeito – aeronave. Ele sabe com que está lidando. Ah, antes que eu me esqueça – antigamente era aeroplano.
II NOUTRO DIA, logo depois da vitória esmagadora do grande líder dos povos, que vocês sancionaram como tal, acompanhei um amigo que ia se submeter a uma operação no cérebro, num hospital-modelo aqui do Rio, ali na Praça da Cruz Vermelha. Toda a velha, serôdia, administração, muitos quadros administrativos não reciclados, e até mesmo cirurgiões, tudo gente de direita, tinham sido afastados e substituídos por gente mais ágil, mais capaz, perfeitamente integrada nos novos tempos. Os companheiros.
O hospital estava em festa. Não tugi nem mugi, entusiasmado como todo mundo. Todos sabem que sou fácil de levar no bico. Mas meu amigo, grã-fino da pesada, não ia nessa – mesmo porque a cabeça era a dele. Perguntou à administradora: “O doutor Helio Rufino já chegou?”. “Não, senhor, ele não vem mais. Foi afastado ontem. Mas o senhor pode ficar tranqüilo. Já está tudo pronto, o senhor vai ser operado pelo nosso companheiro Genoino Gushiken Silva, que tem grande experiência no tratamento de feridas e perebas na favela de Murici-do-Oco, em Garanhuns.”
Meu amigo não se deixou impressionar pelo currículo do novo cirurgião e me ordenou, seco e sucinto: “Vamo nessa!”.
Fui. Quase correndo, acompanhei-o para ser operado nos Steits. Aliás, viajamos no mesmo avião em que viajava, com objetivo semelhante, o vice-presidente da República.
Lula tem toda a razão, não há nada mais antinacionalista do que nossas zelites.
III NOUTRO DIA eu estava lá no Cirque du Soleil, esperando começar o espetáculo, sentado naquele pedaço a que só vai mesmo a zelite das zelites (até tem nome em francês, tapiruge, que minha companheira, que sabe franco francês, logo me traduziu: “O tapir ruge”). Luzes para cá, luzes pra lá, correria pra todo lado, até que um palhaço parou no proscênio e, em mímica perfeita, que todo mundo entendeu, comunicou: “Respeitável público, o que vão (em mímica não dá pra acertar a concordância) assistir agora é mostrado a primeira vez pelo Cirque du Soleil. Atendendo a uma ordem do Senhor Presidente da Bolívia, perdão, Brasil, dez de nossos saltimbancos (não confundir com assaltantes do Erário), canadenses, americanos, ingleses, italianos, húngaros e checos, serão substituídos por companheiros da Administração Federal”.
Vocês sabem de uma coisa? A zelite inteira nem piscou, nem se mexeu. Nem tinha por que piscar ou se mexer. A alegria do palhaço não é ver o circo pegar fogo?
Pois é, a zelite sabe das coisas. E uma das coisas que ela sabe é que andar no arame ninguém falsifica. Nem faz mais ou menos.
Ficou esperando a companheirada toda se esborrachar. E ainda saiu rindo pros bares e restaurantes dizendo que a noite foi muito divertida, e que o Cirque é o máximo.
Lula, como sempre, está cheio de razão. A zelite é masoquista.
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….Assim “morrem” as hienas demotucanas. Os demoníacos já estão pondo suas asinhas de fora. O grande Mário Covas , se vivo estivesse, estaria vomitando contra este casamento com comunhão total de bens, entre PSDB e DEMo. O PSDB já representou algo ao Brasil apesar de sempre serem taxados de indecisos. Hj, não passa de um partido rachado, aonde tem em suas fileiras um ex-presidente boquirroto, que prega com veemência o fim do continuismo, mas não fala sobre o continuismo de seu partido em SP, por exemplo. Para este povo ignorante, que nada cobra, inclusive sobre a incoerência de seus líderes, as palavras de FHC foi um bálsamo de frescor, em uma ilha repleta de sujeira. Já para as pessoas minimamente esclarecidas, foi apenas uma forma de expressar a dor de cotovelo que este sr. sente hoje. Se FHC é tão bom assim, simples: seja ela candidato contra Dilma, contra Ciro, contra o PNBC, ou contra Marina. Será que ele tem tantos votos assim?
São Paulo vai muito bem uma ova! Vc não mora aqui, portanto restrinja a falar somente do seu estado, ou do que conhece. Aqui a situação está de mal a pior. Violência aumentando, saúde na UTI, escolas com burrice continuada, obras atrasadas a 15 anos, transportes mais caros do país com péssimo serviço. Até mesmo o nosso Metrô que era motivo de orgulho para nós paulistanos, a 4, 5 anos, está um caos, raro um dia para não apresentar algum problema técnico… O DEM não tem condições sequer, de eleger governadores ou prefeitos, salvo Kassab aqui em SP, que se elegeu mentindo ao povo paulistano, quanto mais exigir nada do PSDB. O DEM é capacho dp PSDB e fará tudo que seu mestre mandar.
O DILEMA DE MARINA
A senadora Marina Silva, tradicional quadro do PT, que mudou-se recentemente para o PV e cogita ser candidata à Presidência da República em 2010, tem um enorme desafio pela frente. Como conciliar sua visão política e ecológica do desenvolvimento do Brasil à aliança dos verdes com as forças neoliberais do país?
Essa dicotomia entre Marina e o partido a que se filiou, e, sobretudo, a seus aliados nacionais, ficou evidente na opinião da senadora sobre a CPI do MST, estimulada por DEM e PSDB, parceiros do PV no projeto nacional. Profunda conhecedora das questões da terra, Marina defendeu que a CPI não se limitasse a repasses do governo a entidades que lutam pela reforma agrária, mas que tratasse da questão fundiária no país em todos os seus aspectos.
Essa visão mais profunda incluiria, naturalmente, grilagem de terras, índices de produtividade, assassinatos no campo e o próprio modelo agrícola do país, o que não interessa aos ruralistas, abrigados principalmente nos partidos aliados ao PV.
Seringueira e defensora de um modelo de desenvolvimento sustentável, condição que a levou a romper com o partido de toda a vida por temer um desenvolvimentismo predatório, Marina não teria como compactuar com ruralistas, responsáveis pelo desmatamento que corresponde a mais da metade das emissões de carbono do país. Tampouco poderia estar ao lado da agropecuária, segunda atividade que mais contribui para o aquecimento global no Brasil.
Marina Silva talvez fosse a pessoa política com mais capacidade de fazer avançar a agenda de desenvolvimento do país, que recuperou para o Estado o planejamento das atividades econômicas e sociais, mas isso parece incompatível na legenda em que se abrigou. O Brasil cresce, reduz as desigualdades, pressiona as empresas a se comprometerem com o país e na ânsia de retomar o tempo perdido pelos anos de neoliberalismo deixa de lado algumas alternativas de desenvolvimento que Marina poderia apontar.
A senadora teria na próxima eleição um importante papel de denunciar certas incongruências e forçar compromissos dos candidatos com maior cacife eleitoral. Mas a incongruência maior seria usar como palanque justamente a tribuna onde estão os maiores adversários de sua visão política.
A cada vez que se manifesta, Marina explicita as contradições das alianças dos verdes, e sua mudança para o partido torna-se um mistério. O único cenário imaginável seria o da sua candidatura isolada à Presidência pelo PV, enquanto PSDB e DEM apoiariam José Serra ou Aécio Neves. Restaria a pergunta sobre quem ela apoiaria se não passasse ao segundo turno e a disputa ficasse entre estes tradicionais aliados e o PT? A Marina Silva que conhecemos certamente votaria no seu ex-partido, enquanto os verdes, por sua recente trajetória, ficariam com os neoliberais.
Sérgio Porto, se vivo fosse, comporia um segundo samba do crioulo doido.
Mair Pena Neto
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PROGRAMAÇÃO DA TV ESTATAL DO LULA
Autor Desconhecido
19/04/2008
Acaba de ser divulgada a programação da Rede pública de TV:
6:30 MST Rural – Apresentação José Rainha e João Pedro Stédile;
7:00 Quatro Dedos de Prosa – papo-cabeça com o Presidente Lula;
8:00 Moda Brasil – Apresentação Marisa Letícia, hoje com episódio sobre bolsas (família, esmola, bandido, etc);
9:00 Turismo Sexual – Com a sexóloga/ministra Marta Suplicy;
10:00 Filme: Apertem os Cintos, os Controladores de voô, as companhias aéreas e até o aeroporto sumiram – estrelando Valdir Pires e Grande Elenco;
12:00 PAC man – Estrelando Guido Mantega;
13:00 Casos de Polícia: Com Roberto Jefferson, José Dirceu, Delúbio Soares, Antônio Pallocci, Marcos Valério, o Churrasqueiro, Maluf, Jader Barbalho, Silvinho “Land Rover”, José Genoíno, etc, etc, etc;
14:00 A Escolinha do Professor Luizinho – Com o próprio;
15:00 Filme: Querida estiquei o PIB – com o ganhador do “Oscar” sobre Ilusionismo – Lula da Silva;
17:00 Sessão Contos de Fada: Episódio de hoje: “Nunca na História desse País” – Narração – Lulinha paz e amor;
19:00 Sucesso Imediato – como ficar milionário em um mandato – A incrível História do monitor de Zoológico que se tornou mega-empresário do dia para a noite – Estrelando: Lulinha;
19:30 Caso Especial: “O gás acabou, ajoelhem-se…”, com Evo Morales;
20:00 Jornal Sensacional – (direção e apresentação de Franklin Martins);
21:00 Novela: “Páginas do Diário Oficial” sobre as benesses do executivo;
22:00 Filme: “Os bom cumpanhêro” – Com Lula, de novo;
23:00 Mini-série: Voltas ao mundo em 8 anos (quiça mais…);
00:00 Filosofando – Apresentação, Luís Inácio;
2:00 Filme: “O Estado Sou Eu – A história de Luís I e Único, rei do Brasil”- Estrelando: é Lula, de novo;
4:00 MST na madrugada – ao vivo do pontal do Paranapanema, com José Rainha e Bruno Maranhão.
“TV DO EXECUTIVO – 24 HORAS NO AR”
(quer dizer, se não houver pobrema com os controladores de vôo)
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LULA NO INFERNO
Autor Desconhecido
24/04/2008
Lula morre, chega ao inferno e diz ao diabo :
- “Companhêro” eu sempre achei que iria para o céu…
Capeta: Lula, teu lugar é aqui no inferno.
Lula – É por causa do mensalão?
(Capeta) – Não.
L – É por ter mentido que eu não sabia de nada?
C – Não.
L – É por causa dos 10 milhões de empregos que eu prometi e não criei?
C – Não.
L – É por causa do bolsa-esmola?
C – Não.
L- É pela operação tapa-buraco, sem licitação, no ano da eleição?
C – Não.
L – É por causa dos negócios suspeitos do meu filho envolvendo milhões de reais de dinheiro público?
C – Não.
L – É por ter usado caixa 2 na campanha?
C – Não.
L – É por ter protegido meus companheiros corruptos?
C – Não.
L – É por não ter dobrado o valor do salário mínimo ?
C – Não.
L – É por ter comprado um avião novinho de uma empresa estrangeira, ao invés de comprar um da EMBRAER?
C – Não.
L- É por ter mandado tropas para o Haiti quando nem conseguia defender nossas próprias fronteiras?
C – Não.
L – Mas por que, então?
C – Por incrível que pareça, apesar de você ter sido um péssimo presidente,
você, como todo idiota e imbecil, deveria ter ido para o céu.
L – E por que não fui?
C – Porque Deus é brasileiro e BRASILEIRO JÁ NÃO TE AGÜENTA MAIS
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Publicada em:27/09/2009
ALGUMA COISA TEM QUE MUDAR
Montréal (Canadá) – Eu adoraria dar a Barack Obama o benefício da dúvida e não ligar para o fato dele estar na Casa Branca há mais de nove meses, mas há um limite para tudo. O que o Príncipe das Mudanças realmente mudou? Guantánamo ainda está aberta para negócios (como está Bagram e outros locais secretos e não tão secretos de tortura para os militares e a CIA), apesar de suas promessas de fechar logo esses lugares. Seu plano de reforma do sistema de saúde previsivelmente desviou-se da opção de ser o governo único pagador (ele rapidamente abandonou qualquer abertura para a medicina socializada, logo que as companhias de seguros que generosamente financiaram sua campanha presidencial cobraram suas fichas de volta e deixaram claro que, enquanto eles mandarem no pedaço, os americanos nunca irão desfrutar de plano de saúde universal). Quando Wall Street e os maiores bancos do país solicitaram dinheiro, deu-lhes o que eles queriam, antes mesmo de ser eleito. Mais de 7 milhões de americanos perderam seus empregos, desde que ele se tornou presidente, mas o dinheiro que sua administração destinou para a criação de postos de trabalho é ínfimo quando comparado aos trilhões com que ele presenteou a oligarquia financeira do país.
Honestamente, não acho que tenha visto um Presidente tão firmemente ligado ao poder (em todas as suas variações), como é Obama. Sempre que o Pentágono, Wall Street ou os grandes laboratórios falam, Obama obedece. Parece que não limites no que este homem pode fazer para agradar seus mestres corporativos. Naturalmente, neste sentido, Obama difere pouco de seus últimos dois antecessores, Bush e Clinton. Mas, não era ele que se imaginava diferente deles? Não seria ele a lufada de ar fresco depois do pesadelo da última administração? Não fez sua campanha com o slogan “Mudanças em que podemos acreditar?”
Pelo visto, ainda estamos no Iraque, embora ele tenha nos prometido que sairia de lá no máximo dez meses depois de tomar posse como presidente. Soldados americanos continuam a morrer dentro e em volta de Bagdá e não contente em manter o desastre que Bush criou, ele está criando o seu próprio ao alimentar a guerra no Afeganistão. Vão longe, ao que parece, os dias em que o Presidente era o “Comandante-em-Chefe dos militares norte-americanos. Seus generais agora dizem o que deve ser feito. Não apenas “aconselham”. Deixam claro que ele não pode sair do Iraque e que na verdade estaremos lá durante muitos anos e que milhares de novos soldados serão necessários para sustentar até o governo fantoche em Cabul e para impedir que os talibãs invadam a capital. Esta é a “mudança em que podemos acreditar”. Mais guerra, mais mortos e bilhões de dólares desperdiçados a cada mês para subjugar dois países que têm uma longa e rica história de expulsar “pretensos conquistadores”.
Sei que provavelmente tudo isso não passa de uma fantasia pessoal, mas não posso deixar de imaginar o que vai acontecer quando o povo americano finalmente se levantar contra esta junta militar-corporativa (e seu fantoche) e tomar de volta o que legalmente pertence a ele. Qual será a última palha que vai arriar as costas do camelo? Qual das muitas crises que a nação enfrenta irá acender o barril de pólvora da ira que está crescendo rapidamente? A derrota dos nossos exércitos no Iraque e Afeganistão, a desvalorização do dólar americano, ou o reconhecimento de que a corrida de Wall Street atual tem pouco a ver com a economia real e que o pior ainda está por vir? É difícil dizer, mas sei que mais cedo ou mais tarde alguma coisa tem de mudar.
John Hemingway
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Lula, Marta e Nelson Jobim conversam sobre “medo de avião.”
Autor Desconhecido
25/04/2008
Diz Marta: “Eu, quando tenho que entrar num avião, relaxo e gozo”.
Lula responde: “Ah, comigo é diferente, cumpanhêra. Quando a porta se fecha-se, eu evidentemente entrego a Deus!”
Jobim olha e sorri: “Obrigado pela demonstração de confiança em meu trabalho, Presidente!”
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Lula, o espelho do Palácio da Alvorada e o Plano B
Josias de Souza (por Josias de Souza, no blog
07/05/2008
Olha só o Josias de Souza… (Quem diria!)
“Espelho, espelho meu, exis…”
“Nem vem que não tem. Cansei de você.”
“Mas, mas…”
“Nem mas nem meio mas. Cansei.”
Lula cofiou a barba, alisou os cabelos, endireitou a gravata, empertigou-se e voltou à carga:
“Espelho, espe…”
“Quer mesmo saber? Você não está com essa bola toda. Pronto, falei.”
“Puxa, companheiro espelho. Você não viu o Datafolha?”
“Não me venha com esse negócio de pesquisa”.
“Veja bem, companheiro, nunca na história desse pa…”
“Alguém precisa te dizer a verdade. Se o Serra e o Aécio não falam, se a Marisa continua muda, eu tenho de falar.”
“Mas você sempre disse que eu era o maior. Lembra?”
“Lembro, lembro, mas as coisas mudaram.”
“Como assim?”
“Vai dizer, de novo, que não sabia?”
“Tô começando a te estranhar!”
“Ora, meu caro presidente, a crise internacional bate à porta e você não fez as reformas. As reservas estão nas nuvens, mas o Meirelles, logo, logo vai de subir os juros novamente. O PIB começa a dar sinal de vida, mas não há infra-estrutura. O Congresso vai entregar a CPMF, mas o governo chafurda na fisiologia. 2005 ainda dorme, mas o STF tá na bica de acordar o mensalão. O Bolsa Família é um sucesso, mas a classe média pede água. O Chico Buarque ainda tá fechado contigo, mas a Ivete Sangalo, a Hebe, a Regina Duarte e até a Ana Maria Braga cansaram. Ou seja, seu governo é bonitinho, mas ordinário.”
“Bem, se é assim, só me resta uma alternativa.”
O espelho faz cara de desentendido:
“Como assim?!?!?!”
“Vou acionar o Plano B”.
“Plano B?!?!?!”
“Sim, B de Chavez.”
“Não me diga que…”
“Isso mesmo. Vou mudar a Constituição. Partirei para o terceiro mandato. Não posso deixar o Planalto antes de arrumar a casa. Preciso de pelo menos mais quatro anos. Talvez mais.”
O espelho entra em pânico.
“Também não é assim! Você ainda tem três anos pela frente. A coisa vai melhorar.”
“Não. Você está certo. Há muito por fazer. Plano B.”
“Pelo amor de Deus! Olha, pensando melhor, vamos retomar nossa conversa do início. Vai, vai. Refaça a primeira pergunta”.
“Espelho, espelho meu, existe na história desse país algum presidente melhor do que eu?”
“Não, não. Absolutamente. Nunca na história desse país existiu um presidente tão eficiente e popular. A propósito, já disse que você está lindo hoje?”
Escrito por Josias de Souza às 21h09 –
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O Presidente Lula já disse e confirma.
Autor Desconhecido
14/05/2008
O próximo Presidente dos EUA, que terá meu total apoio é o companheiro O Brahma.
Alguém tem de avisá-lo que o nome certo é Barack Obama
e não Barraca da Brahma.
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A desumanidade do bloqueio a Cuba
segunda-feira, 2 novembro, 2009 às 12:21
Esta matéria sobre as bases norteamericanas na Colômbia fez com que eu me atentasse sobre um e-mail que recebi e fui checar. Nossa imprensa é muito boa para nos desinformar. Eu, que leio quase tudo por aqui, não sabia. Para não ser desonesto, só Globo Online publicou uma nota em sua seção digital, em maio deste ano.
O que foi? Prefiro contar de outra forma. Alguém é capaz de dizer o que aconteceria se o governo Cuba tivesse cortado o acesso dos cubanos ao MSN? Ou Chávez tivesse feito isso com os venezuelanos? Alguma dúvida de que isso iria para as manchetes, com as costumeiras acusações às “ditaduras” esquerdistas e os clamores pela libertade, etc?
Mas, caro navegante, os cubanos estão impedidos de acessar o MSN, sim. Não por Fidel, mas por Bill Gates. A Microsoft obedeceu à política de bloqueio a Cuba que os Estados Unidos praticam desde 1962 e cortou o acesso dos internautas cubanos ao país.
Contei a história – que você pode comprovar aqui – desta forma porque, neste ambiente de internet, isso é tão insólito que sei que ajudará a compreender que monstruosidade é o bloqueio norteamericano a Cuba. Talvez, a alguns, antes de ver que a coisa chega a esse ponto, parecesse piegas ou apelativo o que vou contar a seguir. Mas é muito, muitíssimo pior que bloquear o MSN.
“Alexis Garcia Iribar nasceu em Cuba, na província de Guantánamo, com uma doença cardíaca congênita. Já com 6 anos de idade, depois de sucessivos adiamentos e de complicações, teve que ser operado em 9 de março de 2009, com o coração aberto, porque o governo dos Estados Unidos proíbe que as empresas NUMED, AGA e Boston Scientific vender a Cuba os dispositivos Amplatzer e Embolização Coil para o cateterismo pediátrico que substitui a cirurgia.”
“As crianças cubanas que sofrem de leucemia linfoblástica e rejeitam a medicação padrão não podem ser tratadas com o produto norte-americano “Elspar” criado especificamente para os casos de intolerância. Como resultado, sua expectativa de vida é reduzida e aumenta o seu sofrimento. O governo dos E.U.A. proíbe a empresa Merck and Co. fornecimento para Cuba. ”
A narrativa é do ministro cubano das Relações Exteriores e foram feitas na Assembléia Geral da ONU, quarta-feira passada, em Nova York. Mais publicamente, impossível. Você pode ler o press realease da ONU aqui e uma versão em português do discurso do chanceler cubano aqui.
Minha preocupação em documentar é porque isso parece inacraditável. É parte do que a representante brasileira naquela reunião, a diplomata Maria Luiza Ribeiro Viotti, dizia parecer que já tinha sido “deixado morto e enterrado” como um anacronismo da época da guerra fria”.
Barack Obama ganhou um Prêmio Nobel da Paz, pela esperança que o mundo tem de que ele ponha fim a coisas deste tipo. Tomara que sim.
Brizola Neto
Pentágono admite: base na Colômbia não é antitráfico
segunda-feira, 2 novembro, 2009 às 9:53
Desde Palanquero, o gigantesco C-17, de transporte de tropas e blindados. de Palanquero,pode alcançar metade do território da América Latina, sem reabastecer. Leva até 130 paraquedistas ou tanques
A Folha de S. Paulo revela hoje que o documento enviado pelo Pentágono ao Congresso dos EUA para justificar a concessão de US$ 46 milhões para equipar a base de Palanquero, na Colômbia desmonta o argumento de que as bases cedidas pelo governo colombiano serviriam para o combate ao tráfico de drogas. No documento, os militares dos EUA considerm a base uma “oportunidade única” de obter “acesso e presença regional a custo mínimo” numa área sob ameaças constantes, entre elas as vindas de “governos antiamericanos”.
Acesso e presença regional que se estendem, com o alcance dos aviões militares, a mais dametade do território sul-americano, inclusive o Brasil, até pouco depois de Brasília. A base fica a 180 km a oeste de Bogotá.
A própria Folha reconhece que “o documento solapa a retórica de Washington e Bogotá, que repetem o mantra de que o pacto militar assinado na sexta-feira –que permitirá aos EUA usar outras seis instalações além de Palanquero– visa atacar só problemas domésticos colombianos, e dá combustível às reclamações de Chávez, que vê no trato uma ameaça a seu país”
Segundo a matéria, o documento do Pentágono enviado ao Congresso classifica a base de Palanquero como o melhor lugar “para conduzir um completo espectro de operações pela América do Sul” , O jornal narra ainda que, para o Pentágono o investimento na base vai “melhorar a capacidade dos EUA de responder rapidamente a crises, assegurando acesso e presença regional com custo mínimo”. Contribuirá também para “expandir capacidade de guerra aérea”, inteligência e monitoramento.
Dia 19 passado, o presidente Lula disse ter conversado com os presidentes Álvaro Uribe (Colômbia) e Barack Obama (Estados Unidos) sobre a instalação das bases e disse que se convenceu de que o objetivo das estruturas militares é auxiliar o país vizinho a cuidar de problemas domésticos, como a luta contra o narcotráfico e o combate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Portanto, o Itamaraty está obrigado cobrar esclarecimentos urgentes sobre o documento do Pentágono.
Afinal, Lula disse, na ocasião, à Agência Estado:
- “Tanto Uribe quanto Obama me disseram que as bases são para cuidar dos problemas internos da Colômbia. O Brasil não terá motivo para ficar incomodado se o objetivo for esse”
Brizola Neto
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LULA DA SILVA E DERCY GONÇALVES
Maria Lucia Victor Barbosa (Socióloga)
08/12/2008
Dercy Gonçalves era uma atriz popular que fazia da esculhambação fator de seu sucesso. Lula da Silva é o presidente da República que buscando o sucesso esculhamba para ser popular. O que os faz semelhantes? O uso de palavrões, pois não sei se Dercy era alcoólatra. O que os faz diferentes? Dercy, a debochada, não estava investida da autoridade do mais alto cargo da República. Lula da Silva está.
Pode ser que tenha se tornado politicamente correto usar palavrões. Que seja interpretado como preconceito criticar o presidente por ele esbanjar palavras de baixo calão que passam pelos tradicionais “p…m”, “p…rra” e mais recentemente o “sifu”. Lembre-se ainda do “ponto G” que o presidente brasileiro agraciou o companheiro Bush ou outros gracejos e gracinhas, ditos no auge do entusiasmo que ocorre nos palanques de onde ele só desce para viajar ao exterior.
Os “adornos” lingüísticos com os quais Lula da Silva entremeia suas falas por sinal muito aplaudidas, talvez possam ser explicados por conta de sua origem sindical e petista. Como ele nunca sabe de nada, certamente ainda não percebeu que deve ser comportar como presidente da República e não como líder de metalúrgicos. Nesse caso, falta alguém do cerimonial ou de sua intimidade palaciana que ouse lhe dizer que não fica bem um presidente tão sem educação, tão sem compostura, tão grosseiro. Enfim, que ele não é Dercy Gonçalves nem animador de auditório e que porta de fábrica é realidade diferente de Palácio do Planalto.
Mas se algum corajoso advertir Lula da Silva sobre a impropriedade de seu comportamento, sobre a necessidade de controlar seus rompantes, provavelmente etílicos, sobre os limites entre o humor e boçalidade, poderá em troca receber um ou mais palavrões com “argumentações” mais ou menos assim: “sou um sucesso, sou a cara do povo e como o povo fala palavrão, o que me identifica com meu eleitorado, vou continuar e ninguém tem nada com isso”.
Mas será que o povo brasileiro fala tanto palavrão? Depende do lugar, como um estádio de futebol, na hora em que o juiz rouba para o time adversário. Em algum momento da intimidade familiar ou de amigos. Diante de certos transtornos do cotidiano como exclamação de contrariedade. Mas não é comum nas conversas diárias soltar o “verbo diarréico”. Também dele não costumam fazer uso, profissionais em geral ao se dirigir aos seus clientes ou pacientes, autoridades em cerimônias públicas. Com exceção, é claro, do governador do Paraná, Roberto Requião, que prima pela linguagem desabrida e pelo estilo truculento
Naturalmente, alguns membros do governo Lula da Silva são seguidores do chefe. É o caso de Marco Aurélio Garcia, celebrizado por gestos obscenos. E de madame Favre ou Suplicy com seu imortal “relaxa e goza”. Como a primeira-dama parece ter sido agraciada com o silêncio obsequioso, não se sabe se também segue o estilo Dercy Gonçalves, mas se pode imaginar o que é ouvido nas reuniões do PT, quando cadeiradas são desferidas democraticamente No mais, os ministros de Lula da Silva têm caído às pencas por corrupção, mas não costumam falar palavrões, pelo menos em público. Alguns até podem ter pensado em algum “sifu”, como José Dirceu ou Palocci, mas, se pensaram, engoliram em seco.
Em todo caso, digamos que a imensa popularidade de Lula da Silva transforme seu linguajar chulo em moda. Você diria a uma pessoa: “bom dia”. E ela responderia: “vá à m…”. E assim por diante. Tudo muito natural. Tudo politicamente correto. E coitado daquele que se queixasse de quem o insultou. O preconceituoso seria preso por crime hediondo e inafiançável.
Aliás, na era Lula da Silva o correto, o certo, o elegante é quebrar escolas e bater nos professores. Invadir propriedades produtivas e destruir o patrimônio alheio. Exacerbar a violência, inclusive nas torcidas de futebol. E chic mesmo hoje em dia é ser assaltado. Morrer à espera de atendimento do SUS, de dengue ou de bala perdida, de preferência gritando um palavrão no derradeiro momento, seguido do brado “viva Lula”, esse grande inaugurador de um Brasil feito de mentira, de propaganda enganosa, medíocre e vulgar.
Consola saber que ainda existem, brasileiros dignos. A tragédia que se abateu sobre Santa Catarina mostrou comoventes exemplos de solidariedade e de coragem da população, dos bombeiros, dos militares, de todo o país que se mobilizou para ajudar as vítimas. E se a dor dos catarinenses que perderam parentes, casas, pertences, permanece insepulta, o Estado já se levanta, reorganiza o caos, retoma o trabalho e a produção.
Enquanto isso Lula da Silva, cujo governo não agiu preventivamente em Santa Catarina para impedir a catástrofe, prossegue apenas discursando, gracejando, proferindo impropérios para o gáudio da platéia de bajuladores. Perto dele Dercy Gonçalves é santa.
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Notícias da CPI da Vale
segunda-feira, 2 novembro, 2009 às 8:23
Não tenho comentado aqui como anda o trabalho de coleta de assinaturas para a CPI da Vale. Tem sido lento, porque exige que eu converse com cada um dos deputados – e são 513 – e isso tem sido difícil em função de meus compromissos como presidente da Comissão que analisa o projeto da Petro-sal, o que, como disse aqui neste blog, não permite misturar o que faço nesta função com minhas outras ações parllamentares. Por isso, ainda não divulgo a lista dos que já assinaram. Completado meu trabalho na comissão, vou dar a conhecer esta relação. Peço a compreensão de todos, até porque não quero criar constrangimento a alguns deputados que me falaram se dua disposição de assinar, mas não o fizeram ainda. Sei que vocês compreendem que, mais importante que fazer propaganda contra ou a favor, é necessário criar as condiçõoes políticas para que essa CPI possa sair. Sobre o assunto, trado o video de um discurso que fiz em plenário, dia 14 deste mês, e que não consegui gravar no dia para colocar aqui. Fui achá-lo no site Parlatube, que faz um excelente trabalho de “clipping” do plenário da Câmara e que gentilmente disponibiliza os vídeos para download.
Brizola Neto
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LULA, O TABUÍSTA – do blog do autor
Reinaldo Azevedo
09/12/2008
Lula, o “tabuísta”, exagerou ontem — mesmo segundo os padrões tão lassos de Lula, o “tabuísta”, ao discursar durante o lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio. O seu “sífu”, para se referir às dificuldades por que passa o Brasil, é o triunfo do deboche. Escrevi ontem a respeito dessa questão em particular (reproduzo abaixo aquele post). Já disse algumas vezes que as reservas ideológicas não estão, sozinhas, no cerne da minha ojeriza aos petralhas. Insuportável nessa gente é também a sua imbatível vulgaridade. Não porque lhes falte necessariamente educação formal — alguns são até bem graduados. O que lhes falta mesmo é decoro. E por isso os presentes aplaudiram as manifestações de estupidez e grosseria do “chefe”, num espetáculo verdadeiramente grotesco.
E, se o Apedeuta não tinha atingido ainda os píncaros do cinismo, seus burocratas se encarregaram de fazê-lo depois. Embora sua fala não pudesse ter sido mais audível e o “sífu” tenha sido pronunciado de maneira inequívoca, o site da Presidência, que traz a íntegra de sua glossolalia (só que estimulada por maus espíritos), preferiu censurar a palavra (integra aqui). No lugar do sinônimo vulgar do verbo “copular”, a “história oficial” preferiu escrever “inaudível”. Entendo: é preciso preservar a história de Lula de Lula; é preciso corrigir o Lula real para construir o Lula mítico; é preciso ignorar o “tabuísta” para criar a fantasia do estadista.
Um tanto por masoquismo, li a íntegra de sua fala, uma catilinária (pobre Cícero!) ególatra, que faz tábula rasa da história e que jamais se constrange de, a contrapelo dos fatos, chamar para si méritos que não são seus, transferindo a terceiros todas as responsabilidades pelos deméritos.
Querem um exemplo rasgado, descarado, da mais odiosa mistificação? Leiam o que ele disse: “Vocês estão lembrados da década de 90. Da metade da década de 80 até quase 2000, era um pensamento único, ou seja, era preciso vender todas as empresas do Estado, era preciso privatizar tudo, era preciso mandar muitos funcionários embora, era preciso aumentar o tempo que o trabalhador tinha que trabalhar, porque ele se aposenta com pouco tempo, e daí afora. Todo mundo viveu esse debate: o Estado não vale nada, o Estado só gasta.”
Mentiras espantosas. Infelizmente, nunca ninguém pregou a venda de “todas as estatais”. A Petrobras e seus maus resultados estão aí, por exemplo. As privatizações não desempregaram ninguém. Ao contrário: geraram milhares de empregos diretos e milhões de empregos indiretos. Lula, em seu primeiro ano de governo, enviou uma proposta de reforma da Previdência que “aumentou o tempo que o trabalhador tem que trabalhar” para se aposentar.
E há isto:
“Eu acho que em época de crise é que a gente tem que fazer os gastos necessários. O que nós precisamos, Sérgio [Cabral], enquanto governador e presidente, é tomar a seguinte decisão: nós não vamos investir nenhum centavo em custeio enquanto tiver dificuldade, mas vamos investir todos os centavos possíveis em coisas produtivas, em coisas que possam gerar empregos, em coisas que possam gerar distribuição de renda, salário e poder de compra para o povo brasileiro. Por isso é que eu sou um cidadão otimista. Você me conhece há muito tempo, Serginho. Você sabe que eu adoro uma crise. Eu adoro ser provocado, porque eu acho que é nesse momento que você prova se pode crescer ou não pode crescer, se este país pode dar um salto de qualidade ou não pode dar um salto de qualidade”.
“Investir em custeio”, leitor, é mais ou menos como você “investir” no pagamento do seu condomínio… Mas adiante. Lula onerou brutalmente a folha de pagamentos dos servidores. E os fez por meio de MPs, depois que a crise já estava dada. O mercado puniu severamente a Petrobras em razão do aumento das despesas de… custeio!
Sim, ontem, mais uma vez, Lula, por assim dizer, “privatizou” os anos recentes de crescimento econômico: obra, ele pretende, de seu governo. Outros, antes dele, fizeram tudo errado. Já a crise que aí está, que colhe, agora em cheio, a economia brasileira, bem…, esta foi gerada pela especulação, pelo mercado etc. Ora, se era ele a operar o milagre, que continue, então a fazê-lo. O que o impede? Ou o homem é milagreiro só com o mercado a favor?
Mas não. Lula decidiu dividir a crise com a companheirada: “Você tem o trabalhador da fábrica. Ele está ouvindo falar em crise. Ele tem até uma reservazinha, vai receber décimo terceiro, pegou férias, até poderia pensar em comprar um carro. Mas o mercado de carro usado despencou, porque ninguém quer financiar. Ele fala: ‘Bem, eu não vou comprar o carro porque eu posso perder meu emprego, e se eu perder meu emprego eu estou ferrado’. Ou seja, é preciso alguém dizer para ele que ele vai perder o emprego exatamente por não comprar. Na hora em que ele não compra, a indústria não produz, o comércio não vende e em algum lugar vai estourar. E vai estourar exatamente na produção industrial.”
Simples, não é? Um ou outro idiota da objetividade poderiam indagar: “Ué, mas esse raciocínio não faz sentido?” Faz, claro. Desde que não sirva à mistificação. E desde que se considere que, num período de crise, que está dado (está longe de ser uma questão de psicologia social), não fazer dívidas é uma questão de prudência. Especialmente quando o governo foi obrigado a admitir que haverá sensível aumento do desemprego. O conjunto dos brasileiros não tem a ventura de contar com uma pensão vitalícia, a exemplo de Lula. Ademais, seria o caso de indagar à ministra Dilma Rousseff (ver post nessa página) se ela concorda com Lula: basta comprar, que o emprego está garantido. Parece que não.
Como ele deixa claro no discurso, haviam-lhe preparado outra fala. Mas ele acredita nas virtudes da improvisação. E produziu aquela fantástica peça da retórica política e econômica, em que nem o clichê resiste. Para se referir a supostas verdades ocultas, destruiu uma metáfora clássica e conseguiu fundir três outras num emaranhado sem sentido: “As coisas que até então estavam embaixo do armário vêm à tona”. É a sujeira embaixo do tapete misturada às verdades dentro de um armário… submerso — ou não teria como algo vir à tona. A lambança metafórica é emblema de sua confusão mental. Índios que ocupam o Congresso de laptop e celular são, claro, de araque. Nosso índio de verdade é Lula: tudo o que ele sabe vem da cultura oral: contam pra ele. E ele aprende mais ou menos. Ou como explicar a seguinte batatada, que, mesmo dita para artistas, chega a ser ofensiva de tão estúpida: “Vejam que absurdo. Tem agências que medem o risco dos países. Os Estados Unidos quebram e o risco deles continua zero e o nosso que cresce. Essas coisas absurdas de um mundo globalizado”. É mesmo! Que absurdo, não!?
Artistas
A sala estava cheia de artistas. Vocês sabem: todo artista, ou certo tipo, tem de ir aonde a verba oficial está. E Lula tratou os presentes, acho, como eles merecerem ser tratados, uma vez que estavam lá e ouviram a fala calados. Querem ver?
O trecho está truncado, mas é exatamente o que parece ser: “Se não for demais, todos vocês aqui conhecem, estou vendo artistas importantes aqui. Vocês que, de vez em quando (inaudível), quando vocês quiserem (inaudível), vocês batam uma palminha que eu desço para pegar aqui o meu cofre.” É isso: basta que os artistas batam uma palminha para Lula — e boa parte bate sem problema; até toca flauta, se preciso —, e ele vai ao cofre. “Ah, Reinaldo, não tem jornalista que faz o mesmo?” Sim, aos montes.
Não obstante, vocês verão abaixo, a popularidade de Lula bate recorde: 70%, segundo o Datafolha. E nem poderia ser diferente: nada menos de 78% dos brasileiros acham que a vida será melhor no ano que vem. O discurso insano de ontem parece traduzir a preocupação com essa expectativa.
O homem do “SÍFU”
Lula só pode ter voltado a abusar da água mineral. Não há outra explicação. No discurso em que, na prática, ficou tentando encontrar culpados para as dificuldades que a economia brasileira já enfrenta, ele começou dizendo que é um Dom Quixote. Tá. Inteligente ele é, já afirmei aqui umas 500 vezes. Mas é de uma ignorância oceânica. A único traço de caráter apreciável da personagem de Cervantes era a inocência. No mais, bem…, era um desastre. E Lula não tem a metade da inocência daquele. Ademais, o que, naquele, era loucura, neste, é puro método. Se ele é mesmo um Dom Quixote, o desfecho será o pior possível. Adiante.
Encantado com o som da própria voz — um dos males que amiúde o acometem —, disse que o mercado financeiro é como um filho adolescente rebelde, que não quer saber do pai e da mãe… E foi adiante, vermelho, falando alto: “Quando o mercado tem uma dor de barriga, e, nesse caso, foi uma diarréia braba, quem é chamado? O Estado, que eles negaram por 20 anos”. Entenderam? O Estado é o pai e a mãe da sociedade. Santo Deus!
Era pouco? Era pouco! Explicando por que prega tanto otimismo, Lula aí se comparou a um médico que estivesse atendendo a um doente. E indagou: “O que você fala? Dos avanços da medicina ou olha pra ele e diz ‘SÍFU’?” Sim, Lula empregou a palavra “SÍFU” num discurso oficial.
Bem: “SÍFU”, vocês devem saber, é uma forma sincopada da versão vulgar do verbo “copular”, mas numa estranha e improvável forma reflexiva. O “si” vem do “SE”, e o “FU”, da primeira sílaba do sinônimo de “copular”, mas trocando o “O” pelo “U”, entendem? E, na forma reflexiva, aquele sinônimo perde toda a carga positiva. Quem “sífu” está estrepado.
Isso é Lula, é normal. O seu gosto pelo tabuísmo é notório e conhecido. Mas o mais interessante é outra coisa. Recuperando-se o contexto da sua fala, fica claro que, para o “médico” Lula, o paciente Brasil “sífu”.
O país, muito melhor do que seus políticos, vai resistir. Ainda bem! Mas, sob muitos pontos de vista, o que se vê aí é o fundo do poço. Vamos torcer para que a economia mundial se recupere logo.
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Recordar é viver…
segunda-feira, 2 novembro, 2009 às 7:08
No artigo dominical onde roeu-se de inveja de Lula, Fernando Henrique reclamou das críticas (públicas e claras) do Presidente á gestão do Bradesco na Vale, questionando os negócios (estes, nada públicos e menos claros ainda) dos fundos de pensão estatais nesta e em outras empresas “privadas”.
O ex-presidente deve saber muito bem do que fala. Vou reproduzir uma matéria publicada no dia 15 de maio de 2002, na Folha de S. Paulo, para que os leitores deste blog façam uma idéia do que ocorreu – não consta que haja algum processo de FHC contra o jornal ou o autor da matéria, o jornalista Fernando Rodrigues.
Os personagens são bem conhecidos:
Realinhamento
“BRASÍLIA – Mais um exemplo de como o presidente Fernando Henrique Cardoso trabalha nos bastidores para ajudar a candidatura de José Serra ao Palácio do Planalto. O encontro de FHC com o banqueiro Daniel Dantas, no início deste mês, deveria ser reservado. Vazou. Aos poucos, surgem detalhes da conversa da noite de 3 de maio no Palácio da Alvorada.
Teve participação ativa no contato o empresário Roberto Amaral, ex-funcionário de empreiteira e ajudante de FHC nas horas difíceis. Amaral hoje pode pegar em um telefone e falar tanto com o presidente da República como com Daniel Dantas.
O encontro tratou de vários temas. Um deles foi a relação da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) com o Opportunity, o banco de Daniel Dantas. A Previ anda às turras com o Opportunity. Há risco real de o banco perder ou ver reduzido seu papel de gestor do dinheiro desse fundo. Seria catastrófico para o banqueiro.
Acertou-se então que uma pessoa de confiança do ministro da Fazenda, Pedro Malan, colocará “ordem” (sic) na Previ. Na prática, trabalhará para realinhar os interesses do fundo de pensão com os do banco Opportunity. Grande negócio.
Esse realinhamento pode não ter nada de ilegal. É uma decisão política. Trará frutos imediatos. Daniel Dantas é um dos responsáveis, não o único, pela onda de notícias desagradáveis sobre o processo de privatização. A idéia de ter havido um “propinoduto” em favor de gente ligada a tucanos não é boa para Serra.
Pacificada a Previ com o Opportunity, supõe-se que Daniel Dantas vá ser uma aresta aparada nesse jogo de contra-informação. O realinhamento pode durar pouco. Por razões diferentes, Lula (PT) e Serra (PSDB), no Planalto, criarão obstáculos para o banqueiro recebido pelo presidente. Mas esse é um problema para o longínquo 2003. Por enquanto, FHC faz a sua parte a favor de si próprio e de Serra.”
Nada como um “fosfato de internet” para reavivar a memória…
Brizola Neto
ow Frediquinho, voce ainda continua dando uma de oportunista e traíra lá no PDT? Toma jeito rapazito. Mais, vi que anda em má companhia aqui no blog, vai acabar virando sucateiro também.
♫ A bênção, Tia Carmela; não ligue não para as ameaças e trancinhas do MeChirico Batraquiófago. Ninguém presta atenção nas calúnias dele. A gente vai arrancar o saco dele (e da lacerdaiada toda) no ano que vem, fazer escabeche com o material recolhido e dar para a porcada do PIG. A porcada vai adorar… ☺☺☺
Estacionou nas pesquisas coisa nenhuma. Ele está é despencando, de ladeira abaixo. Nosso trabalho de formiguinha está dando certo. Hoje mesmo convenci um amigo, que é funcionário público federal, que jamais havia votado no PT nem pra vereador. Mostrei pra ele uma entrevista do Aécio dizendo que o psdb vai reduzir despesas correntes quando chegar ao governo. Disse eu pro meu amigo: vocês sabe o que são gastos correntes? Como ele não sabia, expliquei que despesas correntes são gastos com salários. Ou seja, a cambada neoliberal ameaça cortar salários (demitir) todo santo dia. São 5 milhões de servidores das 3 esferas de governo (federal, estadual e municipal), mais 10 milhões de concurseiros. Multiplicando por 2 dá 30 milhões. Somando isso ao Bolsa-Família, à militância do PT, aos beneficiários do pro-uni, pro-jevem etc. já passa dos 60 milhões. Alguém pode dizer: e a qualidade do serviços público no Brasil é deficiente… eu respondo: deixe de complexo de vira-latas, rapaz. Você acha que tudo o que é brasileiro é inoperante, nojento, corrupto. Isso é propaganda do Partido da Imprensa Golpista (PIG). Ora no Brasil as despesas com essoal representa 5% do PIB. Nos Estados Unidos são 15% e ninguém diz que é alta. Se você diz que a qualidade é ruim, se cortar salários só vai piorar. Bye bye Serra.
O complô da polícia contra Serra
Já se sabe quem é um dos líderes do complô. A Globo tomará providências.
O Guardião do Bem Comum, o sapientíssimo governador Zezinho, descobriu um terrível complô contra seu moralizante e revolucionário governo que já está transformando o Brasil em potência mundial: a polícia de São Paulo, transfomada num valhacouto de petistas, conspira contra o bem da nação, em coluio com favelados viciados na Bolsa Família implantada pelo usurpador do assento do Presidente de Nascença.
Um dos costumeiros insights de genialidade do Novo Bonifácio de Andrada fez-lhe perceber a conspiração, entre uma tuitada e outra. O Presidente Perfeito ligou dois fatos:
1) Três incidentes parecidos em três pontos distantes uns dos outros na cidade de SP: conflitos entre polícia e moradores das favelas Paraisópolis, Tiquatira e Heliópolis.
O gov. Zezinho suspeita de fogo amigo.
Nos três casos, mercenários ignorantes que se vendem por uma cesta básica utilizaram o pretexto de realizar protestos contra o que chamaram de arbitrariedade policial, por conta do tratamento diferenciado que recebem por serem naturalmente suspeitos de crimes, para fazer a semeadura do caos nas ordeiras terras dos bandeirantes.
Nos três casos, chamou a atenção do Paladino da Concórdia Nacional a atuação patética da polícia. Apesar da voz serena e responsável da grande imprensa haver apontado que os moradores eram manipulados por traficantes, os episódios renderam críticas ingratas ao Mais Diligente dos Governantes.
2) O aumento das estatísticas da violência no terceiro trimestre de 2009. Roubos, sequestros e latrocínios cresceram assustadoramente, segundo os números da própria polícia. O Governador sentiu-se aliviado porque ao menos um indicador melhorou: o roubo a bancos diminuiu.
O Mais Sincero dos Servidores do Povo, percebendo a armadilha que lhe armavam, imediatamente solicitou ajuda de seus amigos. Convocou uma reunião de emergência.
Os deputados federais criptoruralistas Arnaldo Madeira e Carlos Sampaio, do PSDB-SP, chegaram à audiência do governador trazendo uma caixa de laranjas cada um. Junto, eram portadores da notícia de que o nefando conjuro incluía também a subversiva invasão de terras federais legitimamente griladas pela Cutrale, realizada pelos inimigos da prosperidade da nação cobertos pela vermelha bandeira do MST. Tal ato demonstra que a cruel conspiração tem também a participação dos criminosos da Via Campesina e do MST, conforme documento já encomendado à Folha de S. Paulo.
O deputado Arnaldo Madeira no momento em que alertava o governador Zezinho: o MST está atentando contra a democracia e o direito à grilagem.
Um especialista tucano em segurança pública foi enviado diretamente do Rio Grande do Sul pela sua correligionária preferida, a cleptogovernadora cleptotucana Yeda Crusius, especializada em resolver conflitos com o MST. Segundo o powerpoint do especialista, os favelados e os falsos trabalhadores rurais organizaram os atos badernosos com o apoio de um grupo de militantes esquerdistas que opera com o nome de Os Aloprados e que possui diversos agentes infiltrados no comando das polícias civil e militar do estado. Estava comprovado ser, de fato, um enorme complô contra o Gênio da Promoção do Desenvolvimento, unindo a polícia e os moradores de algumas das maiores favelas de SP, além do crime organizado, os petistas e o MST. A equipe de contrainformação colocada à disposicão pela Rede Globo informou a realização de uma reunião secreta do complô, no estádio do Morumbi.
Convencido da traição contra sua sabedoria, O Homem Talhado para Levar o Brasil ao Século XXII decidiu agir rapidamente. Solicitou ao seu assessor de imprensa de estimação , o jornalista Reinaldinho Cabeção, uma nota pública a ser veiculada em rede nacional pela revista Veja. Diz a nota:
A polícia de São Paulo está dominada por perigosos petistas infiltrados. Um complô terrível faz com que a segurança pública de São Paulo venha enfrentando problemas inadmissíveis. Não fosse isso, o governador, na condição de ser O Mais Preparado dos Brasileiros, já teria conseguido corrigir as deficiéncias da polícia, fazendo com que ela se tornasse um reflexo de sua competéncia inegável. Sendo O Mais Democrata dos Democratas, jamais aceitaria que seus subordinados tratassem com violência e preconceito os desvalidos da sociedade. Sendo Defensor das Prosperidade dos Paulistas, jamais permitiria que os preciosos bens da população ordeira e trabalhadora fossem-lhe subtraídos pelos vagabundos que vêm para este estado roubar e estragar o sistema educacional. Sendo o Demiurgo do Progresso Nacional, jamais toleraria a complacência da polícia com o ataque aos legítimos interesses econômicos dos citroempreendedores bandeirantes. O governador pede a todos os paulistas que se mantenham calmos neste momento de transe. A Rede Globo, os jornais paulistas e a Vejinha já foram mobilizadas para destruir o complô, nem que seja preciso recorrer à presidência do STF.
Após a divulgação da nota, o Mais Paulista dos Filhos da Móoca decidiu acelerar o processo de privatização da segurança pública no estado. Foi constituído um grupo de trabalho para discutir o tema, coordenador por Zuzinha Covas, Barjas Negri e o Senador Tasso Jereissati.
Comentário da Tia Carmela: Já falei pra você que o Zezinho nunca gostou muito de pobre. Lembra da história do Baianinho, que dormia embaixo da marquise e ele queria que o guarda noturno expulsasse da rua? Depois o Zezinho ficava falando na rua que o Baianinho e o guarda noturno tinham um complô contra ele. Na verdade, não foi a primeira vez. O Zezinho sempre achou que faziam complô contra ele. Uma vez foi reclamar com a diretora do grupo escolar, porque os meninos da sala tinham ido caçar passarinho lá pros lados da Penha e não chamaram ele. Ele falou pra diretora que eles estavam “conspirando contra ele”. A diretora caiu na gargalhada e o Zezinho passou a dizer que ela estava conspirando contra ele, também…
http://byebyeserra.wordpress.com/2009/11/01/o-complo-da-policia-contra-serra/
TIA CARMELA E O ZEZINHO
Tia Carmela conhece o menino Zezinho desde o tempo da Moóca e avisa: ele vai perder de novo.
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DEBATE ABERTO
Ascendência diplomática
Não há como negar, apesar dos protestos da mídia nativa de plantão. O Brasil acumula triunfos diplomáticos e está em caminhada ascendente rumo ao seu reconhecimento internacional, em escala regional e planetária.
Larissa Ramina
Na crise de Honduras, o Brasil está no protagonismo, assumindo o papel que era ocupado pelos EUA. Posicionou-se contra um golpe de Estado clássico, ao lado de toda a comunidade internacional, da ONU e da OEA, na defesa da democracia.
No hemisfério, impulsionou a criação da Unasul, que objetiva a integração da América do Sul e a emancipação do bloco, deslocando o foco de atenção da OEA, e afastando a interferência do país hegemônico. Trouxe para esse foro a discussão de questões que envolveram o Equador e a Colômbia. Paralelamente, concebeu o belíssimo projeto da Unila – Universidade da Integração Latino Americana, que pretende aprofundar os laços entre os povos latinos preservando sua diversidade cultural.
Em relação ao Irã, o Brasil defende para si o mesmo direito soberano daquele Estado de desenvolver a energia nuclear para fins pacíficos, direito que, aliás, está previsto no Tratado de Não Proliferação Nuclear. E não se pode descartar o interesse comercial brasileiro envolvido. O Brasil pode ser o país com a maior reserva de urânio do mundo, uma vez que as futuras prospecções prometem alçá-lo do 7º para o 2º ou até 1º lugar no ranking mundial, resultando na independência energética do país e na futura condição de um dos maiores exportadores de urânio enriquecido no mundo. Por isso, defende para si o mesmo direito que defende para o Irã: o desenvolvimento em escala industrial de todo o ciclo do combustível nuclear, para fins pacíficos, sendo que este país estaria na mira como um potencial importador.
Na seara da proteção da pessoa humana, o Brasil foi eleito em 2007 para integrar o Conselho de Direitos Humanos da ONU, tendo sido o mais votado país da América Latina. Neste mês, votou nesse órgão a favor de uma resolução que exorta a apuração dos crimes cometidos durante o conflito na Faixa de Gaza, à revelia de fortes pressões contrárias.
No Conselho de Segurança, o Brasil acaba de ser eleito para um assento como membro não permanente, que ocupa pela segunda vez durante o atual governo, com apoio de 182 dos 183 países votantes. O mesmo Conselho prorrogou o mandato da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti – Minustah, que visa restaurar a paz e a segurança naquele país desde 2004. À frente do comando militar, o Brasil ganha a notoriedade que faz crescer seu prestígio no âmbito da ONU, e prepara-se para a conquista de um assento como membro permanente.
Na reformulação da arquitetura financeira global, o governo brasileiro angariou importante vitória com a formalização do G20, que substituiu o G8, como principal instância econômica internacional. No FMI, passou historicamente da condição de devedor para a de credor, e costura um acordo sobre a transferência de poder decisório na instituição, junto com Rússia, Índia e China. Acrescente-se seu bom desempenho após a crise mundial de 2008, a diminuição do risco de aqui investir e o crescimento de sua contribuição, junto com outros emergentes, para o crescimento do PIB global.
No âmbito comercial, o Brasil contribuiu ativamente para o enterro da Rodada de Doha, livrando os países em desenvolvimento da perpetuação de mais uma era de exploração comercial por EUA e Europa. No plano ambiental, é certo que terá papel importante no acordo sobre o clima que está por vir, em Copenhagen.
Tudo isso sem mencionar a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e do Rio de Janeiro como sede da 1ª Olimpíada da América do Sul, em 2016, duas indiscutíveis vitórias diplomáticas.
Estamos ascendendo rumo à reconstrução de uma nova ordem internacional, oxalá com distribuição mais equilibrada em termos de poder e de recursos. Nessa nova ordem, a diplomacia brasileira certamente terá papel de destaque – para o desgosto da imprensa brasileira, que esteve alinhada contra o Presidente Lula desde a campanha eleitoral de 2002.
LARISSA RAMINA é doutora em Direito Internacional pela USP e professora de Direito Internacional da UniBrasil
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4466&boletim_id=610&componente_id=10227
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O PÓS-LULA COMEÇOU COM ELE NO PLANALTO – O Globo
Elio Gaspari
09/12/2008
O governo Lula começou a terminar no dia 26 de outubro, no meio da crise econômica mundial, quando o PT perdeu a eleição em São Paulo e José Serra, um dos candidatos da oposição, elegeu Gilberto Kassab.
Naquela noite desmancharam-se o Brasil do pré-sal, a base triunfalista do projeto eleitoral do poste Dilma Rousseff e a funcionalidade do discurso da “marolinha”.
Nosso Guia está diante de uma adversidade que lhe nega o papel que melhor desempenha. Não pode mais culpar os outros (”Bush, resolve tua crise”) nem propor idéias exóticas (uma reunião de todos os presidentes dos Banco Centrais, inclusive a doutora Siosi Mafi, do reino de Tonga). Constrangido, Lula carrega a bola de ferro da taxa de juros insana imposta por um ente extra-constitucional chamado Copom.
Ele, que não veste smokings, vê-se metido na casaca de maestro de uma ekipekonômica cuja sabedoria universal quebrou o mundo. Uma enrascada: não pode ser o que gosta de parecer e é obrigado a continuar parecendo-se com o que não gosta de ser.
Em abril passado Lula chegou a pensar (e a agir) para mudar o rumo da política econômica do seu governo. A conquista do “investment grade” pelo Brasil anestesiou-lhe a audácia e, daí em diante, passou a dizer que “o Brasil vive um momento mágico”.
A idéia segundo a qual um presidente pode rolar a crise econômica injetando otimismo no mercado demanda uma pré-condição: o discurso não pode agredir a realidade. Os juros altos agravarão os efeitos da crise internacional sobre o Brasil. Quando uma economia paga 13,75% ao ano e perde US$ 7,1 bilhões num só mês, aquilo que poderia ter sido um remédio virou veneno.
Os dois anos de governo que restam serão difíceis e a maneira como Nosso Guia e a nação petista lidarão com a adversidade haverá de marcar a história da sua gestão. Num quadro de dificuldades econômicas e fortalecimento de candidaturas oposicionistas, não se pode prever qual será o grau de ferocidade com que os companheiros irão à campanha, muito menos o nível de desembaraço que oferecerão aos aloprados com suas sacolas de lona. Ressalve-se que se percebe no tucanato um certo encanto pelo adestramento de mastins, bem como uma habilidosa manipulação de aloprados com malas Vuitton velhas.
Pode parecer um exagero a afirmação de que o governo de Lula já começou a terminar, mas o senador Garibaldi Alves (PMDB) e o deputado Arlindo Chinaglia (PT) deram um sinal premonitório: ambos gazetearam uma cerimônia organizada por Lula no Planalto. Isso aconteceu no dia 28 de novembro, uma sexta-feira. Os dois tinham mais o que fazer em seus Estados. Como se diz nos palácios, em fim de governo só quem bate à porta é o vento.
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É por isso que o Élio Gaspari está trocando de “chapéu”…tudo o que andou lacerdeando deu errado, e o Luizinho Sucateiro ainda vem requentar notícia que deu chabú, como sempre
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REVISTA AMÉRICA ECONOMIA AVALIA SITUAÇÃO POLÍTICA DE LULA
América Econiomia
09/12/2008
Solange Monteiro
HORIZONTE OSCURO
Para el presidente Lula quizá habría sido mejor si el año terminase en septiembre. Con un índice histórico de aprobación de su gobierno de 80%, descubrimientos de petróleo que podrían colocar al país en el Olimpo energético y la población feliz con el aumento de la renta, el empleo y el crédito, 2008 parecía perfecto. Pero el golpe de la crisis financiera internacional sobre el real y la bolsa no sólo trajo la falta de liquidez a los mercados, sino al capital político del presidente. Ahora está en duda si el PT podrá seguir en el gobierno luego de la primera elección -después del retorno a la democracia- sin la figura de Lula.
El temor de una retracción económica y el mensaje del sector productivo de que la crisis financiera había llegado a la economía real fueron evaluados por muchos como un golpe a la imagen de solidez que Lula proclamaba casi ingenuamente. Es cierto que consiguió blindarse. “Convenció a la población de que la crisis vino del exterior y que está reaccionando contra ella”, dice Ricardo Ismael, profesor de sociología de la PUC-Rio. Pero advierte: “Si a fines del primer semestre de 2009 la gente no vislumbra una mejora, se pondrá ansiosa por retomar el camino de la movilidad social”. Y ahí, ninguno sabe cuánto de ese malestar sobrará para el gobierno.
Para Murillo de Aragão, presidente de la consultora política Arko Advice, en Brasília, la pérdida del control de la inflación sería mortal para las pretensiones del gobierno de elegir un sucesor. “El presidente debe mantener sus programas sociales protegidos, el PAC funcionando, y debería adoptar medidas para mejorar el ambiente de inversión”.
Ya en el centro de la política, los desafíos de Lula y del PT son complejos. Las elecciones municipales de octubre dejaron una señal clara: ningún paso importante en la dirección de acuerdos podrá ser dado sin el apoyo del PMDB, que forma parte de la coalición de gobierno desde 2006. “Lula tendrá que tener mucha tranquilidad para mantener la base política unida. No será fácil”, dice Aragão. “Eso si es que el PMDB no lanza su propio candidato”, afirma Ismael. El sociólogo señala que el partido optó por no lanzar candidato propio y fortalecer sus bases regionales y presencia en el Congreso, estrategia que hoy demuestra sus frutos. “Si Lula no consigue consolidar un nombre para la sucesión, el PMDB podría muy bien entrar a la disputa”, dice.
Pero todo eso no implica que el “antilulismo” esté creciendo. Y la oposición -PSDB- debería tomarlo en cuenta. “Desde que perdió la presidencia, el discurso del partido se fue vaciando. Bien o mal, Fernando Henrique Cardoso llegó al gobierno con propuestas innovadoras y una agenda de reformas”, dice Ismael. “El PSDB debe mostrar una agenda post Lula, que también responda a cómo hacer crecer a Brasil post crisis, además de una agenda social, ya que a pesar de la alta aprobación de Lula en el nordeste (92%), las personas aún se angustian por la generación de empleo”.
Para el PT, además de lograr que el segundo semestre de 2009 la economía dé señales de que tomará su rumbo, será fundamental que el partido consiga consolidar un candidato. Hoy, el nombre de la ministra de Interior, Dilma Roussef, no convence, y fluctúa entre el tercer y cuarto lugar en las encuestas de intención de voto. Y el gobernador del Estado de São Paulo, José Serra, podría darle el triunfo a su partido. “Mucho de lo que el partido conquistó con acuerdos y coaliciones hasta ahora se ha debido a la fuerza del nombre de Lula, y es preciso evaluar si eso se repetirá con otro nombre que escojan”, señala Ismael. “Manteniéndose las condiciones actuales, creo que Lula colocará su candidato en la segunda vuelta. Pero vencer es otra cosa, y el escenario estará abierto”, dice Aragão.
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mais um chabú…kkkkkkkkkkkkkkkkk
essas hienas não tomam jeito mesmo..kkkkkkkkkkkkkkkkkk
vamos ver o próximo “merdè”…kkkkkkkk
Chabu é postar lixo petralha seu estrume
Diz pra Tia Carmela chorar dia 03 de outubro de 2010 abraçada com a Estelinha…
Tadinhas
Luiz Gonzaga, os petralhas tem tanta raiva de SP só porque não ganham mais eleição pra Governador e pra Prefeito faz tempo hein…
Os paulistas são inteligentes e querem ver os petralhas longe do poder.
Exemplo o boboca do PHA…
Vive falando mal de SP.
Uma hora um paulista queimado da um surra nesse idiota boçal pra ele aprender a não falar mal de onde mora. Bocó !!!!
Não é só PHA, agora a pouco estava lendo uma matéria da Webmotor, e eles falaram que não é mais possível fazer teste com carros em São Paulo, devido as ruas terem virado crateras. Vamo fazer alguma coisa Kassapa?
Fred Campos
E voce oportunista, já aprendeu a falar bem de Brizola, ou continua “associado” aos seus “assassinos de reputação”?
Fred Campos
Tem uma porção de artigos do Brizola Neto postados ai acima. Já leu direitinho?…aprendeu alguma coisa?…ou vai continuar “amoitado” dentro do PDT, feito traíra?
Limpa essa tua boca imunda seu trapo pra falar de Brizola cara.
Vou repetir o que ele disse em vida:
“CAIMOS NO CONTO DO EX-OPERÁRIO”
EU LEMBRO DOS PETRALHAS CORNETEANDO FHC QUANDO DISCURSOU SOBRE O MESMO ASSUNTO…
E AGORA PETRALHAS????
Deputado do PT quer legalizar a maconha no Brasil
Discurso do deputado Paulo Teixeira , do PT-SP, ontem, na Câmara dos Deputados em Brasília a favor da legalização da maconha:
” No caso da maconha, por exemplo, é possível legalizar sim, desde que tenhamos uma regulamentação mais severa do que a que existe hoje para o álcool e o tabaco. É possível e necessário fazer uma política de transição entre o estágio atual e a legalização, com a descriminalização do uso e da posse de pequenas quantidades para o uso pessoal. Defendo que o Brasil também faça a descriminalização do uso e do porte para consumo próprio – disse Paulo Teixeira. “ O nosso país também precisa regular o autoplantio, com licenças concedidas pelo Ministério da Saúde e acompanhamento médico, para permitir que, as pessoas que queiram, possam consumir maconha sem ter de recorrer a criminosos para adquiri-la.”
Teixeira defendeu também o fim da pena de prisão para o viciado que, para sustentar seu vício, vira um traficante.
Olha uma noticia boa para o sucateiro de plantão. Para recolher as cacas que ele e o amiguinho colocam aqui.
Catadores de materiais recicláveis terão carros elétricos para realizarem a coleta. BNDES disponibilizará R$ 225 milhões
Trabalhadores terão carros elétricos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante o seu programa de rádio “Café com o presidente”, nesta segunda-feira (2), que em breve catadores de material reciclável terão carros elétricos, fabricados por Itaipu, para auxiliá-los na coleta de papel, papelão, garrafas pet e baterias. “Eles transformaram esse trabalho que, até outro dia, era tratado como se fosse uma coisa secundária, que ninguém dava importância, em algo extremamente importante”, afirma Lula
ESSA GOSTEI DO PARAGRAFO FINAL
Minc nega a deputados acusação de apologia à maconha
No debate em que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reafirmou sua convicção de que usuário de maconha não é criminoso e que o assunto não é de polícia, mas de saúde pública, sobraram farpas para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Minc foi, informalmente, “indiciado” por um deputado-delegado e o inquérito foi, também informalmente, “extinto” por um deputado-promotor. Minc foi convocado à Comissão de Segurança Pública da Câmara para explicar se havia ou não feito apologia às drogas ao participar de uma marcha pela legalização da maconha no dia 9 de maio, no Rio de Janeiro. O ministro negou a acusação.
“Me julguei no direito de cidadão livre, e não na condição de parlamentar ou de ministro de Estado, de chegar na manifestação, autorizada pela Justiça, e manifestar minha posição sobre o tema. Também não fiz apologia da maconha. Pelo contrário. Não defendo que o cidadão fume maconha. Defendo mudanças na lei, para que o usuário tenha mais segurança, até para procurar tratamento”, afirmou.
O deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que é delegado de polícia e foi o autor do requerimento de convocação de Minc, insistiu que o ministro havia feito apologia porque tinha marchado ao lado de “doidões”. Foi o suficiente para a formação de uma fila em defesa do ministro na base aliada. A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) argumentou que antes de chamar Minc, Bessa deveria convocar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, segundo ela, hoje faz palestras pelo mundo afora pregando a legalização da maconha. Em seguida, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) também defendeu a presença de FHC na comissão.
Bessa insistiu que Minc deveria ser indiciado. Aí, a reação foi de Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ). Integrante do Ministério Público (MP), ele desautorizou o delegado Bessa. “Se algum delegado o indiciar (Minc), o Ministério Público extingue o processo, porque a marcha foi autorizada por um juiz. Não há apologia alguma”. Nesse momento, interveio o presidente da Comissão, Alexandre Silveira (PPS-MG), outro deputado-delegado. “O Ministério Público não pode extinguir o inquérito, apenas opinar ao juiz pela extinção”. Bessa reclamou: “Minha formação é igual à sua. O senhor não pode me desautorizar”.
Indiciado informalmente e imediatamente liberado, Minc resolveu atacar o álcool e provocar os presentes. “O álcool uma droga muito mais pesada do que a maconha, 20 vezes mais mortal.” E, virando-se para Alexandre Silveira, indagou se ele teria coragem de propor uma lei que proibisse o álcool. O presidente da comissão se esquivou, argumentando que o Ministério da Saúde não considera o álcool um entorpecente como a maconha. Foi então que a deputada Marina Maggessi (PPS-RJ), que é inspetora de polícia, deu a sua opinião: “Não adiantaria, ministro. O presidente Lula vetaria qualquer coisa que proibisse o consumo de álcool.”
Fred Campos
Uai, sempre tem alguem infiltrado, voce mesmo é um caso de oportunismo bem descarado. Assim como os demos amoitaram vc no PDT, o caso daquele ali deve ser também amoitado pelos tunganos fernandinos.
DAS PROMESSAS MENTIROSAS DE LULA ESTAMOS DE SACO CHEIO PETRALHA…
CADE OS 10.000.000 DE EMPREGOS?
VOCE FALOU DO BNDES:
AQUELE BANCO QUE EMPRESTOU DINHEIRO PRO LUIS NASSIF SALVAR SUA REVISTINHA FALIDA E ATE HOJE NINGUEM SABE ONDE FOI PARAR O DINHEIRO?
01/11/2009 – 06h58
Mesmo com crise, pesquisa mostra aumento no consumo do brasileiro, menos em São Paulo.
Redação 24 Horas News
Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na edição da Folha de S.Paulo neste domingo mostra que o Brasil atingiu níveis inéditos de consumo entre setembro de 2008 e setembro de 2009, apesar da crise econômica internacional. Segundo o jornal, o aumento diz respeito especialmente a bens duráveis, que tiveram aumento em 9 dos 13 itens analisados.
Entre os aumentos, segundo a pesquisa, o percentual dos entrevistados que possuem carro passou de 34% para 36%, assim como o percentual de donos de máquina de lavar subiu de 59% para 65%. Segundo o levantamento, houve uma estagnação nas transições entre classes, refreando o aumento da classe C, pois o percentual diminuiu de 51% para 50%. A classe que mais cresceu foi a B (média-alta), de 23% para 26%.
A pesquisa também aponta diferenças regionais, com maior mobilidade social no Centro-Oeste e no Norte em relação ao Sul.São Paulo puchou os índices para trás. Segundo especialistas consultados pelo jornal, a expansão dos salários nos últimos anos e a queda no desemprego ocasionaram essas mudanças estruturais que estabilizaram o consumo, apesar da crise.
Fred Campos
Esse BNDS que vc fala é aquele usado para “financiar” a privataria dos TungaDemos?..onde, mesmo vendendo nossas empresas a preço de banana podre, ainda assim não trouxeram nem um “tusta”?Pegaram emprestado nosso dinheiro no BNDS pra comprar de “grátis” aquilo que também era nosso? Isso voces não falam, né mesmo lacerdentos?
Fred Campos
Cuidado que o Brizola Neto te põe a correr dai, oportunista
Fred Campos
nesse ponto ele tem razão, você está sendo totalmente incoerente, sem ética, consequentemente sem personalidade.
É POR ISSO QUE O PT É O PARTIDO MAIS CORRUPTO QUE EXISTE.
O CARA É REU NO PROCESSO DO MENSALÃO, EXISTEM PROVAS A RESPEITO, E SEU PARTIDO O QUER NA DIREÇÃO NACIONAL…
UM MERECE O OUTRO…
JOSÉ DIRCEU DEVE VOLTAR AO DIRETÓRIO NACIONAL DO PT
Posted on 26. jul, 2009 by Blog Dilma 2010 in José Dirceu
Escalado para ajudar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na campanha ao Palácio do Planalto, em 2010, o deputado cassado José Dirceu deverá retornar formalmente à direção do PT. Seu nome compõe a chapa da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), grupo que inscreverá neste sábado, 25, a candidatura do presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, ao comando do partido. Nos bastidores da política desde o escândalo do mensalão, em 2005, o ex-poderoso chefe da Casa Civil do governo Lula trabalha atualmente para apaziguar disputas entre o PT e o PMDB, construir palanques para Dilma nos Estados e defender o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acusado de empregar parentes e favorecer amigos por meio de atos secretos na Casa.
A inscrição das chapas que disputarão em novembro a eleição direta para a presidência do PT termina hoje e é considerada estratégica porque o vencedor vai dirigir a campanha de Dilma, em 2010. Cinco candidatos concorrem à cadeira que já foi de Dirceu entre 1995 e 2002: além de Dutra, estão no páreo os deputados José Eduardo Martins Cardozo (SP) – secretário-geral do PT -, Geraldo Magela (DF), Iriny Lopes (ES) e o integrante do Diretório Nacional Markus Sokol.
O retorno de Dirceu à cúpula do PT passará pelo teste das urnas – já que a eleição na seara petista tem voto dos filiados -, mas a volta oficial é dada como certa porque a chapa do antigo Campo Majoritário, grupo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desponta como favorita. “São Paulo e vários Estados indicaram José Dirceu para a chapa porque reconhecem sua importância para o PT”, contou Francisco Rocha, coordenador da CNB. “Ele está na nossa chapa, sim, e com muito gosto”, completou o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi. “Se alguém falar alguma coisa, vamos enfrentar o debate.”
A estimativa da corrente de Lula e Dirceu é que Dutra tenha cerca de 52% dos votos. Mas pode haver segundo turno com Cardozo, candidato do grupo Mensagem ao Partido, que é apoiado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, desafeto de Dirceu. A rivalidade entre os dois veio à tona no rastro da crise do mensalão, em 2005, quando Tarso, então presidente interino do PT, exigiu que o colega – apontado depois pela Procuradoria-Geral da República como chefe da “quadrilha” do mensalão – saísse da chapa que disputaria o comando petista. Dirceu não saiu e Tarso retirou sua candidatura.
Agência Estado
PETRALHA ESCROTO, VAI USAR O NOME DA TUA VÓ PRA ENGANAR OS OUTROS SEU ESTRUME.
pois é, e o Brizola Neto ed o PDT está com a Dilma….kkkkkkkkkkkkkkk, e voce continua amoitado e trairando….kkkkkkkkkkkk
opa, estressoui foi?…não sei porque
O VOTO É SECRETO E É LIVRE IMBECIL, SE VC PENSA QUE AQUI É CUBA ESTÁ ENGANADO PETRALHA
Livre e secreto, graças a Getúlio Vargas, não é mesmo lacerdento? Pois se fosse por esses “coronéis” que querem voltar, continuaria no cabresto. mas vc é um “cabrestado” moderno, né mesmo Fredinho?
Pooorrraaaa Fred, voce não leva uma com ele.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
DEPOIS QUANDO AS PESSOAS TIRAM SARRO ELES RECLAMAM:
Esse PT é um bando de analfabetos, olha isso que está postado no blog da Dilma “Estelinha”:
http://dilma13.blogspot.com/
Leiam o que diz Sergio Guerra em entrevista na Folha.
Inacreditável, absurdamente inacreditável, o PSDB aposta em Yeda Crusius para a vitória do Serra, para a vitória deles.
Isso é incrível!
O povo do RS quer o impithimam dessa governadora envolvida em tanta roubalheira e corrupção. Será que ela será a vice do Serra?
OBSERVAÇÃO MINHA: IMPITHIMAM PETRALHAS???
MEEEEUU DEUS QUANTO ANALFABETISMO.
VÃO ESTUDAR, VÃO PETRALHAS
Quem tem o Sérgio Guerra como presidente do PSDBosta, tem de ficar caladinho, ou querem que nos esqueçamos que ele é um dos “anões do orçamento”?
Vai militar num partido que pelo menos saiba escrever impeachment seu ignorante !!!!
Fred Campos
entendi o que voce quer dizer, quem escreve “direitinho” está autorizado a usar a “mão leve” ….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Como o PIG age, só para relembrar. Relembrar também uma figura, Valdomiro Diniz, capacho lacerdento. Mostra também como funciona o “assassinato de reputações”, por jornalistas que o Fredinho ama de paixão.
Ibsen Pinheiro x Veja – Anões do Orçamento
Os “Anões do Orçamento” foram descobertos em outubro de 1993, a partir das denúncias do economista José Carlos Alves dos Santos, integrante da quadrilha e chefe da assessoria técnica da Comissão do Orçamento do Congresso.
As revelações levaram à realização de uma CPI no Congresso Nacional que durante três meses esmiuçou o esquema de propinas montado por deputados que atuavam na comissão. Foram 18 acusados. Seis foram cassados, oito absolvidos e quatro preferiram renunciar para fugir da punição e da inelegibilidade.
O rastreamento das contas bancárias acabou derrubando o presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB), o líder do PMDB, deputado Genebaldo Corrêa (BA) e o deputado baiano do já falecido João Alves, suposto chefe do esquema. Havia dois esquemas fraudulentos. No primeiro, parlamentares faziam emendas remetendo dinheiro para entidades filantrópicas ligadas a parentes e laranjas. Mas o principal eram os acertos com grandes empreiteiras para a inclusão de verbas orçamentárias para grandes obras, em troca de polpudas comissões.
O envolvimento de Ibsen Pinheiro com os Anões do Orçamento começou com uma edição da revista Veja, de 17 de Novembro de 1993. A história foi levada ao conhecimento do Jornalista Luis Costa Pinto, da Veja, através do então assessor Waldomiro Diniz (que voltou a cena política devido ao Mensalão).Waldomiro entregou à Veja boletos de depósitos bancários que comprovavam transferências de 1 milhão de dólares entre contas do então deputado. A história fora publicada na edição que estava sendo finalizada. Entretanto, ao verificarem as contas, viram que Waldomiro Diniz havia feito uma conversão monetária equivocada, transformando mil dólares em 1 milhão de dólares. Como já haviam sido impressas mais de 1 milhão de capas(a reportagem, com o título “Até Tu, Ibsen?” era matéria de capa da revista), a Veja conversou com o deputado Benito Gama, que foi presidente da CPI do PC que confirmou que os valores estavam corretas e a reportagem fora publicada.
Ibsen Pinheiro, então, foi massacrado pela opinião publica. Ele contratou uma empresa de auditoria que comprovou que os valores estavam errados. A CPI ignorou a auditoria e cassou o mandato de Ibsen, então presidente da Câmara dos Deputados, que, então foi condenado á ficar 8 anos afastado da vida política. Em 2000, o processo que corria contra ele no Supremo Tribunal Federal por Sonegação Fiscal foi arquivado por falta de provas. Em 2004, retornou a sua vida política ao ser o vereador eleito com a maior votação em Porto Alegre.
A história veio a tona tempos depois com todos os detalhes através do próprio ex-jornalista. Ibsen era tido como o provável pré-candidato do PMDB para as eleições presidenciais de 1994, além de ser uma figura histórica na política brasileira, pois, foi ele quem presidiu a sessão na câmara dos deputados em que foi aprovado o Impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
é…. vc ta falando do PT não é mesmo?
Meter a mão em dinheiro publico é com o PT
E o tonto se faz de moco…tem razão, naquela época ele ainda estava pedindo mamadeira para a vovó….kkkkkkkkkkk
Retardado pensa que é gente tu ô bocó
A mentira como rotina tenta camuflar a grande fraude
O perfil não autorizado de Dilma Rousseff, que será publicado no começo da semana, prova que entre a candidata à Presidência e as encarnações anteriores – a guerrilheira, a secretária municipal, a secretária estadual, a ministra de Minas e Energia e a chefe da Casa Civil – há uma única diferença relevante: as outras Dilmas não falavam. Depois que desandou na discurseira, o monumento à eficiência começou a escancarar perturbadoras rachaduras. E o Brasil que pensa vai descobrindo que a cria de Lula é um Pacheco de terninho que passou a vida conversando com o Conselheiro Acácio e mente compulsivamente para ocultar a grande fraude: a maior gerente-de-país desde o Descobrimento não existe. Nunca existiu.
Estava na primeira linha do perfil quando chegou este comentário do excelente jornalista Celso Arnaldo. Tudo a ver. Confiram. Volto no fim do texto.
Diante de uma fala gravada de Dilma, qualquer jornalista, mesmo completamente despreparado, se sente compelido a reescrevê-la, para não martirizar seu leitor com a tortura iletrada do pensamento da ministra.
Engano meu, pois há uma exceção: a tropa de choque do pessoal que cuida do site da Casa Civil… Já na primeira página, além do áudio da entrevista dela ao programa Bom dia Ministro, há a transcrição na íntegra da gravação. Eles não mudaram uma vírgula, uma respiração, erros de concordância e raciocínio que, enfileirados, iriam daqui a Brasília. Obrigado, Casa Civil! Vocês não sabem o que fazem.
Vejam o que ela responde a uma crítica sobre o Minha Casa, Minha Vida:
“Olha, não é isso que nós estamos vendo. Não é isso que a gente tá vendo e eu vou te falar a partir do que. Hoje, já tem mais de 400 projetos apresentados para a Caixa, “dominantemente” naquela distribuição em que zero a três é o pessoal que faz a moradia para renda de zero a três salários mínimos é a grande maioria. Lá dentro da Caixa já tem aprovado mais de 100 mil contratações. A gente não esperava que tivesse nenhuma casa pronta a não ser que essa casa tivesse começado a ser construída antes da gente lançar o programa, o que seria impossível porque, em média, você reduzindo o máximo que você puder toda burocracia que envolve a construção de casa, o nosso objetivo é chegar 11 meses, ou seja, dada a escolha do terreno até a hora que a chave foi entregue na mão da pessoa que vai morar, o mínimo é 11 meses. No Brasil nós estamos tentando reduzir isso porque era 22, nós estamos tentando chegar nessa meta de 11″.
Sobre um tal “anel de Belo Horizonte”:
“A boa notícia é o seguinte. O anel nós estamos agora com ele em fase final de aprovação. O Ministério dos Transportes já avaliou, nós consideramos que o projeto está bom, então ele entra no PAC, a gente considerando aquilo que ele vai ser licitado imediatamente, não vai ficar parado nem nada. Então, acho que essa é uma boa notícia”.
De novo sobre o Minha Casa:
“Porque nós não vamos ter de dar conta de resolver o problema de seis milhões de habitações. São seis milhões de lares, de moradias, de casas que falta no Brasil. Daqui para frente o que nós estamos fazendo é o seguinte: nós vamos provar para esse um milhão que é possível fazer. E vamos, eu acho, a partir do final desse programa, nós teremos de estar em perfeitas condições para iniciar já fazendo os outros seis milhões sem o que o déficit habitacional brasileiro não vai ser resolvido”.
Dispensa comentários, mas me permito um: já pensou se, na hora de defender a tese que nunca defendeu para o doutorado que nunca fez, a Dilma falasse desse jeito para a banca examinadora?
Não seria pau direto até na Uniban?
Dilma é isso aí. Sempre foi. Prisioneiro da formação intelectual indigente, Lula não sabe se alguém está pronto para lecionar em Harvard ou naufragar no Enem. É compreensível que tenha resolvido transformar em sucessora a companheira de cabeça confusa. Deve achar bonito o que Dilma diz. Deve achar que só uma sumidade consegue pilotar um projetor enquanto fala do PAC. Mas muitos espertalhões da base alugada montam frases com começo, meio e fim, e distinguem um cérebro em bom estado de outro severamente avariado. Essa gente já suspeita de que está a bordo do barco errado.
Nenhuma outra espécie de rato sabe desembarcar com tanta ligeireza.
Por Augusto Nunes
O PAC da Conversa Fiada
“Agora desgraçou tudo, porque agora os home tão ficando nervoso porque nós tamo inaugurando obra”, desandou o presidente Lula num palanque no Rio, espancando a língua portuguesa com especial selvageria. ”Calma, que nós ainda nem começamo a inaugurár o que nos temo para inaugurá nesse país. Tem muita coisa pra acontecêr e tem muita coisa que nós vamo fazê ainda pra frente.” Sempre à frente de uma comitiva de bom tamanho, não vinha de inauguração nenhuma, não estava a caminho de algum canteiro de obras nem aparecera no Rio para inaugurar alguma. Vinha da Procissão dos Pecadores do São Francisco, estava em território carioca para outro comício e, de lá para cá, só inaugurou pela segunda vez uma quadra usada na Mangueira.
Pelo andar da carruagem, Lula corre o risco de terminar o segundo mandato sem ter deixado pronta uma única obra física efetivamente relevante. A transposição do Rio São Francisco, as grandezas do pré-sal, as hidrelétricas do Rio Madeira, pontes, rodovias ─ tudo vai demorar. Acossado pelo tempo cada vez mais curto, o maior dos governantes culpa o Tribunal de Contas da União, o Ibama, o fiscal da esquina, o cartório, qualquer coisa. Quer inaugurar qualquer irrelevância. Até quadras de segunda mão.
Incapaz de criar, o governo não cuida direito nem do que existe, confirmou nesta quarta-feira o levantamento da Confederação Nacional dos Transportes sobre a situação das estradas do país. O estudo abrangeu quase 90 mil quilômetros de rodovias pavimentadas. Desse total, quase 70 % foram reprovados. A rede federal é a mais devastada. Segundo a CNT, a recuperação da malha rodoviária exige investimentos que somam R$ 32 bilhões. Seis vezes mais do que o governo Lula gastou em 2008. O PAC vai acabar programando outra operação tapa-buraco para 2010. E o chefe já prometeu outro PAC para 2011, com prazo de validade até 2015.
Por enquanto, só avança em bom ritmo o PAC da Conversa Fiada.
Por Augusto Nunes
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A COMPRA DE VOTOS DA REELEIÇÃO DE 97:
Em maio de 1997, a emenda constitucional que autorizaria o presidente, os governadores e os prefeitos a disputar a reeleição já tinha sido aprovada na Câmara e aguardava pela votação no Senado. Veio a público então a gravação de uma conversa na qual os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do Acre, confessavam ter recebido R$ 200 mil para votar a favor da emenda. Segundo eles, o deputado Pauderney Avelino, do Amazonas, e o então presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, eram os intermediários das negociações. De acordo com a denúncia, tudo era fechado com o então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, amigo de Fernando Henrique Cardoso e principal articulador político do presidente. Cabia aos governadores do Amazonas, Amazonino Mendes, e do Acre, Orleir Cameli, efetuar o pagamento. Na conversa registrada na fita, Ronivon dizia que mais três parlamentares (Osmir Lima, Chicão Brígido e Zila Bezerra, todos de estados da região Norte) tinham vendido seus votos. Veja abaixo, os principais envolvidos.
RONIVON SANTIAGO / AC O deputado do Acre negou inicialmente que não era a sua voz na gravação. Alguns dias depois, confirmou que era ele, mas disse que tudo não passara de uma brincadeira. Declarou até que lucraria politicamente com as denúncias, pois apareceria na TV e nos jornais. Expulso do PFL e com a certeza de que seria cassado, renunciou uma semana após a divulgação das denúncias e não tentou a reeleição.
PAUDERNEY AVELINO / AM Deputado do Amazonas, seria um dos intermediários.
JOÃO MAIA / AC Na época do escândalo, já tinha sido filiado a nove legendas, incluindo PT e o PFL. Também renunciou ao mandato de deputado e não tentou voltar para a Câmara.
AMAZONINO MENDES – PFL / AM A denúncia da compra de votos foi apenas mais uma na extensa lista de escândalos do governador. Mais interessado no controle político da Zona Franca de Manaus, pouco se abalou com o caso. Foi reeleito e voltou a reinar no Amazonas.
ORLEIR CAMELI / AC Com longa ficha criminal, o ex-governador do Acre escapou ileso ao escândalo da compra de votos, mas desistiu de tentar a reeleição. Em 1999, foi apontado como integrante do cartel da droga no estado, caso hoje em investigação por uma CPI.
NARCISO MENDES Ex-deputado constituinte, foi identificado como o autor das gravações. Muitos acreditam que gravou as fitas para se vingar do governo federal, que promovera uma devassa fiscal em suas empresas, deixando-o com dívidas de 25 milhões de reais. Para outros, a iniciativa foi motivada por sua amizade com Paulo Maluf. Narciso, que fez fortuna aliando-se a governadores para conseguir obras públicas, já chegou a subir na mesa da Assembléia Legislativa do Acre com uma arma no coldre para ameaçar colegas. Também está sendo investigado pela CPI do Narcotráfico.
OSMIR LIMA – PFL Deputado e braço direito do ex-governador Orleir Cameli, já apresentou um projeto propondo a devolução do Acre à Bolívia, disputou a reeleição, mas perdeu.
CHICÃO BRÍGIDO Filho de seringueiros, tentou se eleger governador do Acre.
ZILA BEZERRA – PFL Dos deputados envolvidos no escândalo, foi a única que conseguiu a reeleição, tornando-se deputada pelo PFL.
olha o homem do Serróquio
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O ROMBO DO BANESPA:
ORESTES QUÉRCIA Governava o Estado no início do período investigado pelo Banco Central. Foi o responsável por antecipações de receitas orçamentárias, procedimento pelo qual o Banespa adiantava ao Tesouro paulista o dinheiro de impostos, cobrindo buracos no orçamento estadual para a quitação de dívidas com empreiteiras. Tais operações custaram ao banco 600 milhões de dólares.
LUIZ ANTÔNIO FLEURY FILHO Sucessor de Quércia, intercedeu pessoalmente para que o Banespa concedesse empréstimos a empresas sem condições de honrar seus compromissos.
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FITA COMPROMETE GOVERNADOR:
JOSÉ IGNÁCIO FERREIRA – PSDB / ES O laudo da Polícia Federal sobre as fitas que deram origem à CPI da Propina no Espírito Santo confirma a veracidade das gravações do lobista Nilton Monteiro. Nelas, aparece um esquema de cobrança de ágios de até 30% para transferência de créditos do ICMS a empresas. Os envolvidos são pessoas ligadas ao governador tucano José Ignacio Ferreira.
Fonte: Site do Jornal da Tarde – http://www.jt.com.br -
Fred Campos
Como conversa fiada? Voce é tão tonto, que coloca uma matéria com a parcialidade do PIG, mas que antecipadamente já está desmentina nesse artigo do Blog, em que estamos postando. mas é assim mesmo, voces entram aqui para lacerdear e mentir, sem siquer ler o que está no blog. Voces mesmo se colocam como mentirosos, a nos só compete apontar.
Dá uma olhada,acima, no resultado da pesquisa, e a evolução na renovação das estradas. Só um dado, tinhamos em 2005 0,1% de estradas ÓTIMAS, hoje temos 11,8%,em BOM ESTADO tinhamos 5,3%, hoje temos 21,3%. O conceito REPROVADO não consta do relatório, foi “plantado” pelo “jornalista PIGuento. Plantado da mesma maneira que voce como oportunista dentro do PDT.Toma vergonha na cara e sai daí.
Trio Parada Dura
Jarbas, Maciel e Sérgio Guerra juntos contra a transparência nas doações de campanha
E por falar na representação pernambucana no Senado… Nosso três senadores (o paladino, o discretíssimo e o… deixa pra lá) votaram contra a emenda que permitiria aos eleitores saberem a lista dos doadores de cada candidato antes das eleições. Eles e mais 36 parlamentares (veja lista completa http://noticias.uol.com.br/politica/2009/09/15/ult5773u2472.jhtm )derrubaram a emenda e só poderemos saber quem deu o dinheiro aos políticos depois da votação.
Parabéns mesmo!
Autor: Marco Bahé – 18/09/09 às 10:45 – Enviar por email – Imprimir
Senadores aprovam continuidade de doações ocultas; saiba quem votou a favor e quem votou contra
Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em BrasíliaOs senadores decidiram nesta terça-feira (15) que as doações para políticos devem continuar ocultas até o dia da eleição. O eleitor só saberá quem doou para cada candidato só depois de ter votado.
Atualmente, o político só é obrigado a fazer declarações genéricas antes da eleição. Nessas declarações, o candidato não é obrigado a divulgar quem são os doadores. Os partidos, por sua vez, só devem fazer as declarações no ano seguinte à eleição, o que dificulta a fiscalização das contas pela Justiça Eleitoral.
Pela emenda rejeitada, de autoria do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), os eleitores teriam acesso a uma lista com os doadores de cada candidato entre os dias 6 e 30 de setembro. O texto rejeitado também obrigava os partidos a declararem as doações antes das eleições realizadas no mês de outubro.
Veja abaixo a lista dos senadores que votaram contra e a favor dessa emenda.
Pelo conceito dos lacerdentos esse trio acima seria “petralha”?
DO DEMO SALVOU-SE UM, EU DISSE UM, OS DEMAIS TAMBÉM OPTARAM PELA COISA ESCONDIDA, PELO CAIXA DOIS, PELO MAU FEITO. POR ISSO FORAM ELEITOS NUMA ENQUETE, QUE O UOL ESCONDEU, EREM OS DOIS PARTIDOS MAIS DESONESTOS E O PT O MAIS HONESTO. CONTINUEM LACERDEANDO ENQUANTO NOS FICAMOS COM A VERDADE DOS FATOS.
empresa de primeiro mundo (?)
Pense numa viagem trash
Ontem coloquei aqui que o vôo da American Airlines, saindo de Miami com destino a Recife, estava apresentando vários problemas.
Pois bem, a empresa forçou a entrada de um monte de gente, dizendo que não teria outra opção. O piloto fez um pronunciamento, dizendo que a aeronave estava com problemas, mas que iria viajar mesmo assim, pois era a parte elétrica de terra.
Depois da pane na hora de subir, uns 40 passageiros se negaram a subir no vôo, dentre eles este blogueiro, e um grupo de uns 15 adolescentes, desesperados por nem saber falar inglês.
A empresa deixou todo mundo estirado no aeroporto, e não fez nenhuma assistência, o que é de ceta forma comum no Brasil.
O vôo estava marcado para perto das 9 da noite, e só saiu 1 da manhã, com o piloto confessando (algumas pessoas gravaram o depoimento) que o avião estava voando quebrado. E que se pelo menos 25 pessoas desistissem, daria para ir direto ao Brasil, sem parar em Porto Rico para reabastecer, já que a aeronave não aguentava tanta gente à bordo.
Hoje de manhã, depois de ficar a madrugada esperando no vazio, a opção que foi dada foi simplesmente nenhuma. Foi imputada aos passageiros a culpa por não embarcarem, e só poderia embarcar dia 5, sem nenhuma assistência.
Depois de muita briga, alguém que queria resolver o problema me mandou para São Paulo, saindo de Miami, indo para Houston (no Texas), onde estou agora, e depois para Dallas.
A passagem de São Paulo para Recife vai sair do meu bolso. E minhas bagagens só Deus sabe onde foi parar.
Claro que isso não ficará assim, e vou levar às últimas na Justiça para ter meu direito garantido.
Foi anunciado pelo Governo do Estado, com toda pompa possível, este vôo de Recife para Miami. Os problemas que vêm ocorrendo são frequentes.
Já teve vôo parando em San Juan com combustível sendo despejado no mar, e coisas do tipo. Isso sem falar no trambolho que é o avião.
Até o fim da semana, se chegar ao Brasil, conseguirei o vídeo com o piloto confessando o estado da aeronave.
No final, o que pensam mesmo é que o Brasil deve receber o pior serviço possível. E depois falam que o serviço de vôo é ruim no Brasil.
Logo que possível colocarei as passagens desta saga.
Atualização
Acabei de chegar no Aeroporto de Dallas, que é muito organizado.
Mas adivinhem o que aconteceu…tiveram que trocar de vôo de Houston para cá de novo, porque o avião que iria chegar quebrou em outro aeroporto. A sorte é que são vários os vôos de Houston para Dallas.
Essa empresa é realmente um espetáculo de fazer inveja à antiga Vasp.
Autor: Pierre Lucena – 02/11/2009 às 15:44
7 comentários – Enviar por email – Imprimir
empresa de primeiro mundo (?)
Avião da American Airlines dá pane no vôo Miami-Recife e passageiros pedem para descer
Parece que não querem que eu volte ao Brasil.
O vôo da American Airlines que saía de Miami para Salvador e Recife deu pane elétrica quando partia para a pista de decolagem. A pane foi tão forte que nada ficou aceso no avião.
Primeiro tiveram que programar uma parada em San Juan para abastecer, porque a aeronave não aguentaria chegar a Salvador com o vôo lotado.
Muita gente decidiu não viajar mais, e o comandante resolveu voltar para que algumas pessoas pudessem trocar de vôo. O problema é que o avião ainda deu mais dois apagões no caminho. Eu mesmo resolvi descer.
O comandante, mesmo assim quer seguir viagem, e a confusão começa a tomar conta do saguão do aeroporto.
A empresa ainda quer insistir na viagem, mesmo com grande parte dos passageiros fora do avião. Ainda avisam que a bagagem vai pro Brasil.
E depois falam que só tem caos aéreo no Brasil.
Daqui a pouco dou maiores informações.
Atualização 11:54 p.m
O avião ameaçou sair, mas aconteceu mais uma pane, e a situação ficou insustentável, e o comandante resolveu suspender o vôo, que está totalmente lotado.
Atualização 0:05 h.
Parece piada, mas o comandante veio ao saguão dizer que vai seguir o vôo mesmo assim, que a pane elétrica foi no sistema de ar-condicionado. E que quem quiser que vá com ele, quem não quiser que viaje outro dia, já que todos os vôos estão lotados.
E a cara de pau foi tão grande, que acabaram de avisar que antes voavam com o 767, e a American mudou para um 757, que não consegue viajar direto para Salvador se estiver cheio.
Mas nada disso é avisado ao “cliente” quando vai viajar
MEU NADA A VER ESSES COMENTÁRIOS…
vcs acham que tão fazendo muito e são os donos da verdade, pq vcs sim é que sabem o que é melhor para o Brasil, qual é o melhor partido político, quem é honesto e quem é corrupto, quais são as notícias que são verdadeiras e quais são mentiras… sério se nenhum de vcs for o presidente ou algum desses que vcs estão falando. Então por favor parem de falar e vão fazer algo útil, ao invés de ficar na frente do computador disputando com seus “amiguinhos” quem ganha nos argumentos, nas notícias ou quem é o mais sarcástico e todo essa baboseira que vcs estão fazendo! Fiquei com raiva, quanta hipocrisia, tenha vergonha de vcs mesmos… e olha que eu sou só uma criança!
Bom, nem comentaria aqui se eu não estivesse com tanta raiva dos retardados que aqui se encontram!!!
HIPÓCRITAS!!! SE ENVERGONHEM DE VOCÊS MESMOS!!! VÃO AJUDAR QUEM PRECISA!! USEM A INTELIGÊNCIA, O CONHECIMENTO QUE VOCÊS TÊM PARA ALGO BOM!! PORQUE COMENTAR AQUI NÃO ESTÁ AJUDANDO O BRASIL!! TEM GENTE PASSANDO FOME, TEM GENTE SEM ACESSO À INFORMAÇÃO, TEM GENTE DOENTE SEM ATENDIMENTO MÉDICO DECENTE, TEM GENTE QUE NÃO CONSEGUE ARRANJAR EMPREGO E NÃO TEM COMO SE SUSTENTAR, TEM GENTE QUE NÃO TEM COMO ESTUDAR… OLHA PROBLEMA TEM E VOCÊS DONOS DA VERDADE, GÊNIOS, ENTENDEDORES DE TUDO PODEM FAZER ALGO MELHOR DO QUE ISSO!!!
Abraços!!
Se a carapuça serviu…
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Meu pato!!!! Não autorizei a usar meu nome para falar com o Fred!!!
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Enviado por Ricardo Noblat -
2.11.2009
| 6h50m
deu na folha de s. paulo
Senadores assediam Petrobras por verbas
Levantamento da estatal revela que 8 dos 18 integrantes de CPI que a investiga pediram patrocínio entre 2000 e 2004
Foram feitas solicitações de ajuda para filme, escola de samba e prova de motocross, entre outros; interferência em investigação é negada
De Rubens Valente e Elvira Lobato:
Alvo de uma fracassada CPI no Senado, a Petrobras é assediada com frequência por senadores atrás de verbas para custear todo tipo de evento, de patrocínios a filmes e provas de motocross a renovação de contratos com rádios do interior.
Há dois meses, logo após a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito que deveria investigá-la, a Petrobras fez, em sigilo, um levantamento dos pedidos encaminhados pelos senadores desde 2000. A Folha teve acesso aos dados que vão até o ano de 2004. São 50 páginas de tabelas que registram a data, o objeto do pedido e o nome do congressista.
O levantamento registra que pelo menos oito, dos 18 senadores que integram a CPI -incluindo o relator, Romero Jucá (PMDB-RR), e o vice-presidente da comissão, Marcelo Crivella (PRB-RJ)-, fizeram algum tipo de pedido à petroleira. Os líderes dos principais partidos e o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), também buscaram na companhia apoio financeiro a projetos diversos.
Instalada em julho, a CPI ficou sob comando do bloco governista e pouco investigou. Sob protesto da oposição, que ameaça abandoná-la, a comissão deverá isentar de qualquer irregularidade os principais gestores da estatal.
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FRASE DO DIA
“O PAC não tem pernas firmes, logo Dilma não pode ser apresentada como excelente administradora. É autoritária e, apesar de achá-la honesta, ela e a democracia não combinam.”
Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB
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FRASE DO DIA
“O Estado tem que ser competente. Não se pode trazer de volta a ideia de transformar empresas em repartições públicas. A governança tem que ser empresarial. Caso contrário, vira divisão entre partidos políticos.”
Fernando Henrique Cardoso
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É com muita satisfação que escrevo neste site, pois são poucos que são altamente democráticos.
Ao passar e dar uma breve leitura, ao deparar com um comentário assinado pelo pseudônimo de Paulo Henrique Amorim. Dei conta que as pessoas são muitas vezes incapazes de pensar.
Pois bem, o comentário de número 160 titula José Serra de Zé pedágio. Eu pergunto ao Senhor “Paulo Henrique Amorim”: O que é mais caro para o transporte, os caminhões quebrando nas rodovias esburacadas, ou o valor dos pedágios das Rodovias de São Paulo?
Do meu ponto de vista, não estou dizendo que é o correto, saí mais caro uma manutenção de veículo de transporte de mercadorias (caminhões), do que se pagar pedágios que muitos declaram ser caros.
Um veículo de transporte de mercadorias quebrado:
- Gera custos elevados para o transporte.
- Gera o atraso na entrega das mercadorias, que conseqüentemente gera custos como multas, transporte parado, uso de outro veículo para levar a mercadoria, etc. que sem sabermos já estão embutidos nos preços de transportes, juntamente com os preços dos pedágios.
- Gera perda de mercadorias, se as mesmas forem perecíveis.
- Gera risco de roubo de mercadorias.
- Gera consumo maior de combustível, que automaticamente gera agressão ao meio ambiente.
Seu for citar tudo o que uma estrada de má qualidade gera de prejuízo para o transporte de mercadorias, a lista seria infinita. Infelizmente o que eu vejo de vantagem nessas estradas não são destinado aos brasileiros que pagam caro por essas mercadorias e sim para os fabricantes de veículos, pois os mesmos venderão mais e mais peças para serem repostas nessas quebradeiras, e para o governo que em tudo que se ocorre nesse processo de quebradeira arrecada infinitos impostos, e nada fazem para melhorar as rodovias, pois se fizerem deixarão de arrecadar esses impostos e terão mais custos na manutenção dessas rodovias.
Em quanto um caminhoneiro faz em torno de quatro viagens, de ida e volta, em uma rodovia com pedágio, outro caminhoneiro, em uma rodovia federal sem pedágio, demora o mesmo tempo para percorrer a distancia de somente uma viagem percorrida pelo o outro, isso se o caminhão não quebrar, pois assim ele nem chega no mesmo dia…
E acredito que um estado tem que dar prioridades, ao destinar as verbas publica, para a educação, a saúde. E sim fazer que cada brasileiro tenha menos custos com carretos e não bancar esses carretos e muito menos ver nas rodovias uma forma de arrecadar impostos a custos altíssimos para o contribuinte.
E gostaria de ressaltar, mais uma vez, que este comentário é apenas um ponto de vista, diferente da maioria que enxergam os preços dos pedágios como alto…
Kiko Andrade.
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Best regards, dog names
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Regards, COD
interesting study. i’m a bit unsure about the basic concept behind IQ anyway, considering that the concept is fairly dubious. BUT this sort of study opens a really interesting discourse about music and aptitude. i scored a 1390 back when i took it and i was listening to mostly James Brown back then. maybe the JBs helped out!!!
Hi there! Mighty post! But the cool site has been loading rather sluggishly.
I was reading through some of your articles on this website and I think this internet site is rattling informative ! Continue posting .
Nice discussion you got here. I appreciate the time involved in coming up such informative post. I will be coming back for more. Thanks!
notes fuel below sensitivity
Affirmative Action is a joke. There need to be better solutions to those problems, not affirmative action. Why put someone that’s less talented in place of someone that actually earned the scores to be there, just because of race? If someone wants something, then they have to work just as hard as everyone else to get there, they don’t get a freebie card because they aren’t white. Equal rights for everyone doesn’t mean giving non-whites an advantage. I think it’d be great if they could give less privileged people spots WITHOUT having to deny people that actually earned the spot because I have no doubts that there are plenty of people out there that probably didn’t score well on entrance exams due to a poor background in education but are intelligent enough to do well at that school. Some of the best schools in the country have started programs where they offer lower (or even free) tuition for underprivileged people who can’t otherwise afford to go to school there, which is awesome but those people still have to work hard to get accepted to the school. I don’t care what race you are or how bad your childhood was if you want something, you have the power to do what it takes to get out of a bad environment and do well for yourself. Sure, some people have it harder than others. Someone growing up in a ghetto is going to have a harder life than someone growing up in the suburbs but that’s life, there’s always going to be people that have it harder or easier than someone else.
actually- do your research, Lil Wayne was a straight A student. and rap music isn’t about “bustin a cap” but if your ignorant people actually listened to what it said, you would understand that rap music depicts what people have actually lived through in the ghettos of this country…but white people refuse to see anything other than their suburban streets now don’t they
Fuck you Fall Out Boy aren’t emo.
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I hardy think people who listen to Tool are score that low and people who listen to Coldplay score that high there is obviously some bias in this.
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