Tue 17 Aug 2010
O Nordeste brasileiro está vivendo um período de ouro
Posted by jorge under Petrobrás, educação, infraestrutura, obras
Com as obras de infraestrutura tocadas pelo governo federal, o Nordeste brasileiro vive um período de ouro. A avaliação foi feita pelo presidente Lula, nesta terça-feira (17/8), durante entrevista a emissoras de rádio de estados nordestinos. Para o presidente, as oportunidades criadas nos nove estados do Nordeste permitirão que dentro dos próximos dez anos a região esteja transformada. Lula apontou também um outro fenômeno: o processo de migração dos nordestinos para as regiões Sul e Sudeste se inverte. Agora, os nordestinos estão retornando para suas cidades de origem e, com isso, buscam investir em negócios.
Instigados pelos radialistas, o presidente respondeu a questões como críticas de políticos de oposição o governo federal sobre investimentos na região. Segundo Lula, um levantamento comparativo com os últimos 30 anos irá concluir que o seu governo destinou mais recursos para a região se somados os recursos destinados por seus antecessores. Atualmente, além da Ferrovia Transnordestina, estão em curso o canal do rio São Francisco, a Ferrovia Norte-Sul, dentre outros empreendimentos. Na próxima sexta-feira, a Petrobras deve concluir as negociações para as obras da refinaria no Ceará. Lula defendeu também um estaleiro para aquele estado.
Ouça aqui a íntegra da entrevista:
No Piauí, Lula acredita na possibilidade de uma reserva de gás igual a encontrada no Maranhão. O presidente informou que o rio Parnaíba deve contar com a construção de usinas hidrelétricas. “Eu acho que as coisas estão indo bem. Nos próximos 10 anos, quem vier para o NE não vai reconheçe-lo de tão bonito que ele vai ficar”, disse.
O presidente queixou-se do aparelho fiscalizador do Estado que impede a realização de obras [por parte do governo federal e informou que após as eleições irá trabalhar na conclusão de um marco regulatório. Segundo ele, se o então presidente Juscelino Kubstichek viesse a construir Brasília nos dias atuais enfrentaria problemas para tocar as obras.
Na mesma entrevista, Lula acusou a oposição de acabar com a CPMF como vingança. “O nosso adversário está com dificuldades. As vezes fica tentando dizer coisa. Na área de saúde, essas pessoas esquecem para se vingar não de mim, mas do povo pobre acabaram com a CPMF. Tiraram por pura vingança”, disse.
Em seguida, afirmou que durante seus dois mandatos deu o mesmo tratamento para governantes de situação e de oposição. Depois, comentou que desde os anos 80, quando atuou como dirigente sindical na região do ABC paulista até os dias atuais nunca verificou placas nas empresas anunciando contratação de mão de obra. “O Brasil está se consolidando com economia estável e crescente. É um processo que não tem retorno. Não tem volta”, afirmou.
Após a entrevista, Lula seguiu para Salgueiro, no sertão pernambucano. Lá, ele visita canteiro de obras da Ferrovia Transnordestina e fábrica de dormentes e brita, além de inaugurar campus do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco. No início da noite, Lula retorna a Petrolina para inaugurações de prédios da Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco).
Mais um sindicalista decidiu revelar os porões do PT. A VEJA desta semana traz uma reportagem de Policarpo Junior e Otávio Cabral sobre a atuação de um grupo de sindicalistas que produzia dossiês para a campanha do PT em 2002. Um de seus expoentes era Wagner Cinchetto, que concedeu uma entrevista estarrecedora à revista. O mais espantoso é que Cinchetto não se diz santo, não. Ele confessa, por exemplo: “Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula.” Isso foi em 1989.
Em 2002, ele já estava trabalhando para o PT. O mais surpreendente de sua confissão: o objetivo era atingir todos os inimigos de Lula naquela ano e jogar a culpa nas costas do tucano José Serra. E assim se fez. E assim noticiou a imprensa! A ação mais vistosa, revela o sindicalista, foi o caso Lunus, a operação da Polícia Federal que recolheu na sede da empresa do marido de Roseana Sarney a bolada de R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo. José Sarney sempre acusou Serra de estar metido na operação, e isso foi determinante na sua aliança com… Lula — que era, na prática, o chefão dogrupo que havia destruído a chance de a filha se candidatar à Presidência. Outro alvo dos petistas foi Ciro Gomes — na verdade, seu então candidato a vice, Paulo Pereira da Silva, que também tinha a certeza de que estava sendo alvo de… Serra!
Segundo Cinchetto, Lula sempre soube de tudo. No comando da operação, ele informa, estavam Ricardo Berzoini e Luiz Marinho, hoje presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Leiam a entrevista:
Qual era o objetivo do grupo?
A idéia era atacar primeiro. Eu lembro do momento em que o Ciro Gomes começou a avançar nas pesquisas. Despontava como um dos favoritos. Decidimos, então, fazer um trabalho em cima dele, centrado em seu ponto mais fraco, que era o candidato a vice da sua chapa, o Paulinho da Força. Eu trabalhava para a CUT e já tinha feito um imenso dossiê sobre o deputado. Já tinha levantado documentos que mostravam desvios de dinheiro público, convênios ilegais assinados entre a Força Sindical e o governo e indícios de que ele tinha um patrimônio incompatível com sua renda. O dossiê era trabalho de profissional.
Os dossiês que vocês produziam serviam para quê?
Fotografamos até uma fazenda que o Paulinho comprou no interior de São Paulo, os documentos de cartório, a história verdadeira da transação. Foi preparada uma armadilha para “vender” o dossiê ao Paulinho e registrar o momento da compra, mas ele não caiu. Simultaneamente, ligávamos para o Ciro para ameaçá-lo, tentar desestabilizá-lo emocionalmente. O pessoal dizia que ele perderia o controle. Por fim, fizemos as denúncias chegarem à imprensa. A candidatura Ciro foi sendo minada aos poucos. O mais curioso é que ele achava que isso era coisa dos tucanos, do pessoal do Serra.
Isso também fazia parte do plano?
Como os documentos que a gente tinha vinham de processos internos do governo, a relação era mais ou menos óbvia. Também se dizia que o Ciro tirava votos do Serra. Portanto, a conclusão era lógica: o material vinha do governo, os tucanos seriam os mais interessados em detonar o Ciro, logo… No caso da invasão da Lunus, que fulminou a candidatura da Roseana, aconteceu a mesma coisa.
Vocês se envolveram no caso Lunus?
A Roseana saiu do páreo depois de urna operação sobre a qual até hoje existe muito mistério. Mas de uma coisa eu posso te dar certeza: o nosso grupo sabia da operação, sabia dos prováveis resultados, torcia por eles e interveio diretamente para que aparecessem no caso apenas as impressões digitais dos tucanos. Havia alguém do nosso grupo dentro da operação. Não sei quem era a pessoa, mas posso assegurar: soubemos que a candidatura da Roseana seria destruída com uns três dias de antecedência. Houve muita festa quando isso aconteceu.
Nunca se falou antes da participação do PT nesse caso…
O grupo sabia que o golpe final iria acontecer, e houve uma grande comemoração quando aconteceu. Aquela situação da Roseana caiu como uma luva. Ao mesmo tempo em que o PT se livrava de uma adversária de peso, agia para rachar a base aliada dos adversários… Até hoje todo mundo acha que os tucanos planejaram tudo. Mas o PT estava nessa.
Quem traçava essas estratégias?
O grupo era formado por pessoas que têm uma longa militância política. Todas com experiência nesse submundo sindical, principalmente dos bancários e metalúrgicos. Não havia um chefe propriamente dito. Quem dava a palavra final às vezes eram o Berzoini e o Luiz Marinho (atual prefeito de São Bernardo do Campo). Basicamente, nos reuníamos e discutíamos estratégias com a premissa de que era preciso sempre atacar antes.
O então candidato Lula sabia alguma coisa sobre a atividade de vocês?
Lula sabia de tudo e deu autorização para o trabalho. Talvez desconhecesse os detalhes, mas sabia do funcionamento do grupo. O Bargas funcionava como elo entre nós e o candidato. Eu ajudei a minar a campanha do Lula em 1989, com aquela história da Lurian. Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula. O grupo se preparou para evitar que ações como aquelas pudessem se repetir – e fomos bem-sucedidos.
De onde vinham os recursos para financiar os dossiês?
Posso te responder, sem sombra de dúvida, que vinham do movimento sindical, principalmente da CUT. Se precisava de carro, tinha carro. Se precisava de viagem, tinha viagem. Se precisava deslocar… Não faltavam recursos para as operações. Quando eu precisava de dinheiro, entrava em contato com o Carlos Alberto Grana (ex-tesoureiro da CUT), o Bargas ou o Marinho.
Quem mais foi alvo do seu grupo?
O plano era gerar uma polarização entre o Serra e o Lula. Por isso se trabalhou intensamente para inviabilizar a candidatura do Garotinho, que também podia atrapalhar. Não sei se o documento do SNI que ligava o vice de Garotinho à ditadura saiu do nosso grupo, mas posso afirmar que a estratégia de potencializar a notícia foi executada. O Garotinho deixou de ser um estorvo. E teve o dossiê contra o próprio Serra. Um funcionário do Banco do Brasil nos entregou documentos de um empréstimo supostamente irregular que beneficiaria uma pessoa ligada ao tucano. Tudo isso foi divulgado com muito estardalhaço, sem que ninguém desconfiasse que o PT estava por trás.
Por Reinaldo Azevedo
Hoje começa o circo da propaganda eleitoral, o desfile de horrores da política brasileira. Os dois carros-chefes do desfile, Dilma e Serra, correrão na frente de um trem fantasma de caras e bocas e bochechas que traçam um quadro sinistro do Brasil, fragmentado em mil pedaços – o despreparo, a comédia das frases, dos gestos, das juras de amor ao povo, da ostentação de dignidades mancas.
Os candidatos equilibram bolas no nariz como focas amestradas, dão “puns” de talco, dão cambalhotas no ar como babuínos de bunda vermelha, voando em trapézios para a macacada se impressionar e votar neles. Os candidatos têm de comer pastéis de vento, de carne, de palmito, buchada de bode e dizer que gostaram, têm de beber cerveja com bicheiros e vagabundos, têm de abraçar gordos fedorentos e aguentar velhinhas sem dente, beijar criancinhas mijadas, têm de ostentar atenção forçada aos papos com idiotas, têm de gargalhar e dar passinhos de “rebolation” quando gostariam de chorar no meio-fio – palhaços de um teatrinho absurdo num país virtual, num grande pagode onde a verdade é mentira e vice-versa.
Ninguém quer o candidato real; querem o que ele não é. A política virou um parafuso espanado que não rola mais na porca da vida social, mas todos fingem que só pensam no povo e não em futuras maracutaias.
Arrepios voltaram. Ninguém sabe o que vai acontecer. Só nos resta o mau ou bom agouro, o palpite, a orelha coçando, o cara ou coroa. Meu primeiro arrepio foi em 54. Estou do lado do rádio e ouço o Repórter Esso: “O presidente Vargas acaba de se suicidar com um tiro no peito!” O mundo quebrou com o peito de Getúlio sangrando, as empregadas correndo e chorando.
Estou no estribo de um bonde, em 61. “O Jânio Quadros renunciou!”, grita um sujeito. Gelou-me a alma. Afinal, eu votara pela primeira vez naquele caspento louco (o avô “midiático” do Lula), mais carismático que o careca do general Lott. Eu já sentira arrepios quando ele proibiu biquínis nas praias. Tínhamos elegido um louco – não seria o único…
Em 64, dias antes do golpe militar – o comício da Central do Brasil. Serra também estava, falando, de presidente da UNE. Clima de vitória do “socialismo” que Jango nos daria (até para fazer “revolução” precisamos do governo…). Tochas dos bravos operários da Petrobrás, hinos, Jango discursando, êxtase político: seríamos a pátria do socialismo carnavalesco. Volto para casa, eufórico, mas, já no ônibus, passando no Flamengo, vejo uma vela acesa em cada janela da classe média, em sinal de luto pelo comício de “esquerda”. Na noite “socialista”, cada janela era uma estrelinha de direita. “Não vai dar certo essa porra…” – pensei, arrepiado. Não deu.
Ainda em 64, festa do “socialismo” no teatro da UNE. 31 de março, 11 da noite. Elza Soares, Nora Ney, Grande Otelo comemoram o show da vitória. No dia seguinte, a UNE pegava fogo, apedrejada por meus coleguinhas fascistas da PUC. Na capa da revista O Cruzeiro, um baixinho feio, vestido de verde-oliva me olha. Quem é? É o novo presidente, Castelo Branco. Corre-me o arrepio na alma: minha vida adulta foi determinada por aquele dia. O sonho virou um pesadelo de 20 anos.
Depois, vem o Costa e Silva, outro arrepio, sua cara de burro triste e, pior, sua mulher perua brega no poder. Aí, começaram as passeatas, assembleias contra a ditadura. Costa e Silva tinha alguns traços populistas e resolveu dialogar com os líderes do movimento democrático. Uma comissão vai conversar com o presidente. Aí, outro absurdo – os membros da comissão se recusam a vestir paletó e gravata na entrada do palácio: “Não usamos gravatas burguesas!” e o encontro fracassa. Ninguém lembra disso; só eu, que sou maluco e olho os detalhes.
Tancredo entrou no hospital e arrepiou-me o sorriso deslumbrado dos médicos de Brasília no Fantástico, amparando o presidente como um boneco de ventríloquo; tremeu-me o corpo quando vi que nossa história fora mudada por um micróbio em seu intestino.
Arrepiou-me ver o Sarney, homem da ditadura, posando de “oligarca esclarecido” na transição democrática, com seu jaquetão de “teflon”, até hoje intocado. Assustei-me com a moratória de 87, aterrorizou-me a inflação de 80% ao mês. E, depois, vejo a foto do Collor na capa da Veja – com todo mundo dizendo: “Ele é jovem, bonito, macho…”, revirando os olhos numa veadagem ideológica. Foi um período tragicômico, com a nação olhando pela fechadura da “Casa da Dinda” para saber do seu destino. Depois o período do “impeachment”, dos caras-pintadas, num breve refresco dos arrepios. Durante Itamar, a letargia jeca-tatu, só quebrada pela mudança na economia com o Plano Real que FHC fez (que depois foi roubado pelo Lula, claro…). Aí, 1994, o ano da esperança, Brasil tetra na Copa e um grande intelectual de esquerda subindo ao poder. Mas meu arrepio histórico logo voltou, quando vi que a Academia em peso odiava FHC por inveja e rancor, criando chavões como “neoliberalismo”, “alianças espúrias” (infantis, comparadas com a era Lula). Os radicais de cervejaria ou de estrebaria não deram um escasso crédito de confiança a FHC que veio com uma nova agenda, para reformar o Estado patrimonialista.
Durante o mandato, o próprio governo FHC cometeu seu erro máximo que até hoje repercute – não explicou didaticamente para a população a revolução estrutural que realizava: estabilização da economia, lei de responsabilidade fiscal, privatizações essenciais, consolidação da dívida interna, saneamento bancário que nos salvou da crise de hoje, telefonia, tudo aquilo que, depois, Lula desapropriou como obra sua. É arrepiante ver a mentira com 80% de ibope.
Arrepiou-me a morte de Sergio Motta, Mário Covas e Luís Eduardo Magalhães, levando para o túmulo a autoestima do PSDB, o partido que se esvai e apanha calado.
Hoje, estamos diante do mistério: Dilma ou Serra? Teremos a sabotagem radical de tropas pelegas impedindo Serra de governar ou o “revival” do arremedo de socialismo que já era ridículo em 63? Arrepio-me.
Olha, acho que todo mundo viu o tal vídeo filmado pelo garoto Leandro no qual Lula aparece falando que tenis é esporte de burgues. Viu também Lula mais preocupado com a repercussão da piscina do clube fechada do que com o próprio fato. Só posso dizer que este é Lula. Alguns mais assanhados dirão que foi uma resposta engraçada, um chiste. Eu digo que nada mais tolo do que não perceber a verdadeira natureza daquele que lhe governa. Lula é isso: uma máquina de propaganda. Seu governo não tem pudor em desqualificar um governo que derrotou uma inflação de 2000% enquanto se vangloria de ter domado um monstro de 12,5%. Falsifica números, inventa projetos, assaca empresários, favorece amigos. Faz, da continuidade do que recebeu de bom, uma inovação sua, negando para o país a memória, o aprendizado histórico. Faz da política externa seu playground ideológico, destruindo a independência construída com tanta dificuldade pelo Itamaraty. E usa uma tática muito manjada mas eficiente de sabotar o debate, acusando seus adversários de crimes que não cometeram para que tenham que se explicar. Os que criticam a política externa são viúvas dos EUA, os que acusam o governo de fazer o mesmo que o anterior são pintados como viúvas do FMI, os que mostram a incapacidade gerencial evidente da gestão atual são os arautos do atraso. Isso porque os petistas, e aí entram alguns que conheço, não torcem pelo Brasil – torcem pelo PT. E qualquer vitória do PT, mesmo que seja uma derrota para o Brasil, lhes deixa exultantes.
Sou contra a usurpação de nossa história. Sou contra a privatização do estado por um partido político. Sou contra o uso da administração pública para enriquecimento pessoal e como ferramenta ideológica. Sou contra a apropriação dos movimentos populares por petistas para execução de sua agenda política. Por fim, vejo com tristeza o Brasil passar por esses anos de bonança sem uma reforma política mínima, sem uma reforma tributária, sem uma melhora sensível do sistema educacional. Um governo com tal popularidade poderia ter feito muito. Se ocupou somente em construir um mito. E destruir mitos é minha dedicação permanente.
http://fermentocinico.wordpress.com/
Serra é o candidato Denorex. Parece mas não é
Pelo que se viu e ouviu nos primeiros programas de rádio e TV dos candidatos, José Serra passa a ser conhecido como candidato Denorex, aquele que parece mas não é. Serra tenta se apresentar como o candidato da continuidade, com o slogan “depois do Silva entra o Zé”, o que não corresponde à verdade. Busca parecer uma figura popular, o que está longe de ser. E ostenta ser o criador dos genéricos e dos seguro desemprego, o que é mentira. A única coisa verdadeira no programa de Serra é sua ligação com as doenças, característica do hiponcodríaco. E tome hospitais, vacinação, mutirão de saúde. Serra seria um ótimo candidato a ministro da Doença e não da Saúde.
Na forçação de barra de parecer popular, Serra usou no programa de rádio dois personagens, Ari, baiano, e Chico, mineiro. Não por acaso, nestes dois estados, Serra está levando uma coça de Dilma. Pois Ari e Chico, dois personagens fictícios que conversam com o “Zé”, não poderiam, em sua simplicidade, estar mais distantes da figura de José Serra, um político sem qualquer identificação com o povo.
Serra tenta se passar por Lula, o que é de uma pretensão e de um erro político atroz. Ao dizer que depois do Silva entra o Zé, procura se colocar no mesmo patamar de popularidade e identificação que Lula tem com o povo. Lula é chamado assim por qualquer brasileiro, que tem em relação ao presidente uma profunda identidade. Alguém já viu alguma pessoa, por mais próxima que seja do candidato tucano, chamá-lo de Zé?
Ao descrever sua trajetória, o programa de Serra tenta apresentá-lo como um filho do Brasil, da mesma maneira que o filme que retratou a pungente história de Lula. A origem de Serra é simples, mas as oportunidades que teve o levaram a caminhos muito diferentes do trilhado por Lula, um verdadeiro homem do povo.
Seria mais honesto apresentar Serra como ele é. Não é preciso necessariamente ser um homem do povo, como Lula, para ser presidente do Brasil. Basta se apresentar de verdade, como fez Dilma, e amar o país. Aí, sim, residiria o problema de Serra. Como apresentar como alguém que ama o país, uma pessoa que se empenhou tanto, segundo palavras de Fernando Henrique Cardoso, na venda de empresas públicas do Brasil, como a Vale e a Light? Como apresentar um compromisso com o crescimento de alguém que integrou um governo em que o país não crescia? Como apresentar um estadista preocupado com a integração regional com alguém que despreza o Mercosul e os países vizinhos?
Deve ter sido para evitar este problema que os marqueteiros de Serra investiram num candidato fictício. Um tal de Zé, que ninguém conhece e jamais viu, e que nada tem a ver com o verdadeiro José Serra, que não é apresentado em momento nenhum.
Programa de Serra na TV contém pelo menos 6 mentiras
O marqueteiro de José Serra (PSDB/SP) até que fez um programa de TV bem produzido para Serra, na inauguração do horário eleitoral. O que estragou foi a presença do próprio Serra no programa, e as mentiras veiculadas, e já amplamente desmentidas na internet:
Mentira nº 1
Serra disse que “estudou em escola pública, sempre”. Não é verdade. Ele estudou em uma caríssima universidade privada nos Estados Unidos, na época da ditadura. Não se sabe quem pagou a conta.
Mentira nº 2
Serra disse ser o criador do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). A mentira já foi desmascarada nos próprios anais da câmara, da emenda de criação do Fundo.
O projeto que criou o FAT é de autoria do ex-deputado Jorge Uequed, e teve contribuições de Paulo Paim (PT/RS), e Serra também apresentou emendas, mas chegou atrasado.
Mentira nº 3
Serra disse que foi “o melhor ministro da saúde” da história do Brasil.
Será que o demo-tucano (que nem médico é) nunca ouviu falar do ministro da saúde Oswaldo Cruz?
Além disso, melhor ministro da saúde do que ele há pelo menos outros 4 nomes recentes, que apenas fizeram menos propaganda: o Dr. Adib Jatene, o atual ministro Temporão, Humberto Costa e Jamil Haddad.
Mentira nº 4
No programa diz que Serra criou o programa da AIDS. Também não é verdade. Ele encontrou o programa pronto, desenvolvido por Lair Guerra e Adib Jatene.
Serra também não criou o programa de genéricos, que foi criado por Jamil Haddad.
Mentira nº 5 (Charlatanismo)
O programa apresenta Serra como “economista”, porém o demo-tucano não pode ostentar este título, porque não é bacharel em ciências econômicas. Tanto é assim, que ele não tem registro profissional nos Conselhos de Economia.
Apresentar-se como “economista” sem ter o diploma de bacharel em ciências econômicas pode ser enquadrado como charlatanismo.
Mentira nº 6
O demo-tucano apresentou-se como se fosse um candidato da situação e não de oposição, como é de fato, ao presidente Lula.
Dilma tem 6 pontos na frente de Serra entre as mulheres
A pesquisa Ibope de segunda-feira derrubou o mito de que Serra tinha supremacia no eleitorado feminino.
Dilma já ultrapassou Serra e abriu vantagem de 6 pontos, entre as mulheres:
Dilma: 39%
Serra: 33%
No eleitorado masculino:
Dilma: 47%
Serra: 31%
Qual seria a razão da queda de Serra entre o eleitorado feminino?
Há um conjunto de razões, mas também não se pode descartar a declaração de Serra em público, aconselhando seu vice a “ter amantes com discrição”.
A jornalista Cristina Lemos descreveu com precisão o impacto negativo de uma declaração destas para um auditório, em frente às câmeras: “O candidato flertou com a malandragem, o machismo e, no mínimo, com algo altamente reprovável pelo eleitorado feminino: a cafajestada…”
Leia também:
Conselho de Serra sobre “ter amantes com discrição”, é considerado cafajeste pelas mulheres
A GRANDE MENTIRA QUE O GOVERNO DOS PETRALHAS EXCREMENTAIS NÃO CONSEGUEM ESCONDER…
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TENDÊNCIAS/DEBATES
2,92% x 2,9% do PIB mundial
IVES GANDRA DA SILVA MARTINS
Fernando Henrique entregou o governo ao presidente Lula com uma participação no PIB global maior do que a que Lula entregará a seu sucessor
O Fundo Monetário Internacional prevê que, em 2010, o Brasil terá 2,9% de participação na produção de riqueza mundial, vale dizer, 2,9% do PIB (Produto Interno Bruto) do globo, mesmo considerando crescimento previsto, neste ano, de 7,1%, contra 4,6% do planeta.
Todos os economistas mais conscientes do país sabem que este crescimento de 7,1% não é sustentável por falta de infraestrutura e que será menor em 2011.
O governo tem aplicado pouco mais de 1% do PIB em investimentos e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), apesar das disponibilidades financeiras, ficou muito aquém do planejado e previsto, amarrando o desenvolvimento nacional.
O próprio aquecimento do mercado preocupa, pois a inflação pode retornar, sendo o aumento de juros a única arma de que dispõe o governo federal, visto que o peso da máquina estatal cresceu assustadoramente na era Lula. Foram contratados, entre administração direta e indireta, mais de 350 mil servidores públicos, concursados ou não.
Só para se ter ideia do peso burocrático, pouco mais dos 900 mil servidores aposentados da União geram um deficit na Previdência de R$ 47 bilhões, enquanto 27 milhões de aposentados do setor privado geram apenas R$ 3 bilhões!
Por outro lado, no ano de 2010, nas transações correntes, o deficit será de quase US$ 50 bilhões, o que vale dizer: com a queda do saldo previsto da balança comercial, o saldo negativo do balanço de pagamentos será, talvez, o maior da história brasileira.
Acrescente-se que, nas exportações, voltamos aos mesmos índices de produtos de valor agregado da década de 80, ou seja, exportamos em torno de 45% de produtos industrializados contra mais de 50% na década de 90. E começamos a importar de tudo por conta do real supervalorizado.
Estou convencido de que o governo federal nunca desejou uma reforma tributária, pois, detendo 70% do bolo tributário, e quase 60%, após as transferências para Estados e municípios, não pretende correr o risco de perder tal participação na arrecadação global.
O certo é que o quadro para o futuro não é brilhante, havendo pontos de estrangulamento notórios, não passíveis de análise neste curto artigo, o que levará, qualquer que seja o futuro presidente, a ter que colocar a casa em ordem.
O mais curioso, todavia, é que, em 2002, último ano do governo Fernando Henrique, a participação do Brasil no PIB global era de 2,92%, vale dizer, 0,2% a mais do que no último ano do governo Lula.
Isso significa que, apesar de o Brasil ter crescido, o mundo cresceu mais. De rigor, Fernando Henrique entregou o governo ao presidente Lula com uma participação no PIB global maior do que a que Lula entregará a seu sucessor.
É de se lembrar que, em 2000, a China tinha uma participação no PIB global de 7%, e a Índia, de 4%.
Os indianos pularão, em 2010, para 5% e a China para 13%, enquanto o Brasil regredirá para 2,9%.
Em outras palavras, nada obstante o aumento do PIB per capita, o Brasil cresceu apenas pelo “efeito maré” da economia mundial, que, apesar da monumental crise de 2008 e 2009 e da crise europeia de 2010, se comportou melhor que a economia brasileira.
Roberto Campos, ao prefaciar meu livro “Desenvolvimento Econômico e Segurança Nacional -Teoria do Limite Crítico”, disse que a melhor forma de “evitar-se a fatalidade é conhecer os fatos”. Infelizmente, o mundo da fantasia raramente se coaduna com a realidade do mundo.
IVES GANDRA DA SILVA MARTINS 75, advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio.
Comentário
Na tv, Dilma deu um banho nos adversários
Foi de uma precisão cirúrgica o primeiro programa de televisão de Dilma Rousseff no horário de propaganda eleitoral, esta tarde.
O marqueteiro João Santana, responsável pelo programa e por todos os passos de Dilma, soube tratar com delicadeza e de forma inteligente o que adversários poderiam vir a usar contra a candidata.
Por exemplo: seu passado de participante da luta armada contra a ditadura militar de 1964. Ou o ex-marido que permanecia oculto.
A Dilma enérgica, conhecida por tratar auxiliares e colegas de governo com acentuada rudeza, deu lugar a uma Dilma amena, suave, e até capaz de se emocionar ao falar dos pobres.
Santana não abusou do uso de Lula em socorro de Dilma. Pelo contrário. Valeu-se dele na medida certa. Mas o centro do programa foi a candidata. Ela ganhou luz própria.
TV é emoção bem dosada. Foi o que faltou no programa de televisão de Serra – e no de Marina também. O de Marina esteve mais para um recorte de documentários da BBC sobre meio ambiente.
O país está repleto de favelas. Mas a equipe de marketing de Serra teve a idéia infeliz de montar uma, estilizada. Esse trecho do programa lembrou as antigas chanchadas da Atlântida.
Não faltou eficiência ao programa do Serra ´- ou melhor, do Zé. Mas ela, sozinha, não é suficiente para fazer o candidato subir a ladeira.
Blog do Noblat
Quando o Íves Gandra deu uma de Zé Chirico fazendo conta parei de ler.
2,92 menos 2,9 =0,2 ?????????????????
tem lacerdinha que é idiota e não sabe que nos sabemos..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Agora, porque o Íves ópusdei Gandra não compara o aumento de consumo e poder aquisitivo interno? Da melhora para os brasileiros?…porque ai seria covardia, Lula daria de 10 x 0.
Essa cambada toda está cagando e andando para a população, quierem saber o que rende o deles, o resto que se exploda…cachorrada.
Vox Populi
Dilma 46%
Serra 30%
Se foi pro brejo o Zé Chirico
Pois é, os lacerdinhas vão ter de arrumar outra “cantilena”…até aqui só deram tiro no pé…16%…kkkkkkkkkkkkkkkkk
O sentido histórico de uma candidatura
Aug 17th, 2010
Marco Aurélio Weissheimer
O primeiro programa de TV da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República calou fundo. E a emoção que despertou não foi resultado de um truque de marketing. A excelência técnica, neste caso, foi submissa ao sentido histórico da candidatura. Entregou-se por inteiro, de joelhos – a qualidade de imagem, de edição, de som, de roteiro –, para narrar um pedaço da história recente do Brasil e para apresentar uma importante personagem dessa história. A imagem de abertura é simples e poderosa: uma estrada, um veículo e somos convidados a seguir em frente com as nossas crenças, paixões e compromissos. Essa jornada, no programa, não é uma invenção aleatória, mas sim um trajeto muito bem situado historicamente. Tem passado, presente e futuro. E estabelece nexos entre eles.
Há vários detalhes que devem ser destacados. Nos programas vitoriosos de Lula, em 2002 e 2006, a ditadura militar não foi tema no debate eleitoral. Agora, aparece já no primeiro programa de Dilma. Por duas razões. Os adversários de Dilma querem usar contra ela seu passado na luta armada contra a ditadura militar, apresentando-a como uma “terrorista”. O expediente, explicitado didaticamente na capa da revista Época, já depõe contra o candidato José Serra que, supostamente, também foi perseguido pela ditadura militar. Se não foi supostamente, ou seja, se foi de fato, não deveria jamais autorizar esse tipo de argumento autoritário e aliado do fascismo que governou o país por aproximadamente duas décadas. Mas o tiro da Época saiu pela culatra e ajudou a consolidar, na figura pública de Dilma, uma dimensão histórica que não era desejada por seus adversários (não deveria ser ao menos). A capa da revista vai, entre outras coisas, inundar o país com milhares de camisetas com o a fotografia de uma mulher que entregou-se de corpo e alma na luta em defesa da democracia. Então, ela não é apenas uma “gerentona linha dura”, sombra de Lula, sem história nem passado. A candidata não só tem passado, como o resgate desse passado parece incomodar o candidato Serra, ele também, supostamente, um resistente da ditadura.
Isso não é pouca coisa. Como tantos outros brasileiros e brasileiras valorosos, Dilma participou da resistência armada contra um regime criminoso que pisoteou a Constituição brasileira e depôs um presidente legitimamente eleito. E a palavra legitimidade adquire um sentido muito especial neste caso. A transição da ditadura para a democracia, como se sabe, ocorreu com muitos panos quentes e mediações. Muita coisa foi varrida para debaixo do tapete por exigência dos militares e seus aliados civis conservadores. E agora, uma filha da geração dos que lutaram contra a ditadura apresenta-se como candidata a disputar o posto mais alto da República. Mais ainda, como candidata a dar prosseguimento ao governo do presidente com a maior aprovação da história do país. Um presidente saído das fileiras do povo pobre, sindicalista, que também participou da luta contra o regime militar e ajudou a acelerar a transição para a democracia.
Dilma representa, portanto, a linha de continuidade de uma luta interrompida pelo golpe de 1964, retomada no processo de redemocratização e que hoje se materializa em um governo com aproximadamente 75% de aprovação popular. Ela representa também a possibilidade de outras retomadas para fazer avançar a democracia brasileira. Em outras palavras, é uma candidatura com sentido histórico bem definido, um sentido que remonta a um período anterior inclusive ao golpe militar de 1964. Quando Dilma diz que olha o mundo com um olhar mineiro e que pensa o mundo com um pensamento gaúcho, não está fazendo um gracejo regionalista, mas sim retomando uma referência histórica que remonta à primeira metade do século XX e que, ainda hoje, causa calafrios nas elites econômicas e políticas de São Paulo. Essas são algumas das razões pelas quais o programa de Dilma calou fundo. Ele fala da história do Brasil, de algumas das lutas mais caras (na dupla acepção da palavra, querida e custosa) do povo brasileiro, de vitórias e derrotas. Isso transparece em suas palavras e em seu olhar. Há verdade aí, não invenção de propaganda eleitoral. Ela viveu aquilo tudo e tem hoje a oportunidade de conduzir o Brasil nesta jornada, na estrada que nos leva todos para o futuro.
Passado, presente e futuro não são categorias isoladas e aleatórias. Um não existe sem outro. São diferentes posições que assumimos nesta estrada que aparece no programa. É um programa que cala tão mais fundo quanto mais percebemos os elos de ligação nesta jornada e a oportunidade histórica que essa eleição oferece de religar alguns fios dessa trama que, em função de algumas doloridas derrotas, acabaram ficando soltos pelo caminho.
Com a abertura da propaganda televisiva hoje podem somar mais 2 aos 16%. Até o fim de semana estaremos com 20 de frente do Chirico.
Putz, estou me dando conta agora, já se escafederam?…não vão nem esperar o 3 de outubro?
Crise de identidade: o jingle de Serra
Aug 16th, 2010 by Marco Aurélio Weissheimer. 8 comentários
Por Jorge Furtado – Blog de Jorge Furtado
O jingle do candidato José Serra acumula as funções de tentativa de fraude e confissão de derrota.
Fraude porque mente (insistentemente) ao dizer que José Serra é o candidato da continuidade e não da oposição. O jingle mais do que sugere, afirma que Serra – subitamente transformado em Zé – é o cidadão de origem humilde que “foi a luta e venceu”, como o Lula, e por isso é o melhor candidato para o “Brasil seguir em frente”.
Nos últimos sete anos e meio, a oposição – e sua imprensa – referiu-se ao Lula como ignorante, analfabeto, bêbado, estuprador de meninos, mentiroso, ladrão e assassino. Hoje, faltando dois meses para a eleição, Lula ocupa o primeiro verso do jingle do candidato desta mesma oposição. “Era brincadeirinha, nós também adoramos o Lula! Apedeuta era elogio, quer dizer ‘fofinho’!”
Confissão de derrota porque nunca em toda a história deste país (ou de qualquer outro, que eu saiba) se ouviu um jingle de um candidato de oposição que incluísse o nome do titular do cargo ao qual este candidato faz oposição. É como se o hino do Flamengo incluísse o nome do Vasco.
O jingle da oposição investe na ignorância ou desatenção do (e)leitor, uma aposta que se tornou um padrão. Não tem dado muito certo. Depois de sete anos e meio de ataques coléricos ao presidente e ao seu governo, os demotucanos chegam à eleição com um jingle em que o refrão grita, com todas as letras, o nome de Lula da Silva, mas não o nome do seu próprio candidato, José Serra.
A Mãe Dilma e o Pai Lula
botam Serra no colo
Publicado em 17/08/2010
29%: não vai sobrar tucano para contar a história
A comparação entre os programas de João Santana (da Dilma) e de Luiz Gonzalez (do Serra) na noite de abertura da propaganda na tevê é a distância que vai de Steven Spielberg a J.B. Tanko.
Não é apenas uma questão de comparar um vídeo ao outro.
Não é apenas a forma.
É o que está dentro.
A mensagem da Mãe Dilma e do Pai Lula transformam a mensagem do Serra num buraco vazio, sombrio, sentado na ante-sala escura de uma UTI.
Dali não sai noticia boa.
Serra vai nascer e morrer numa ambulância.
Essa é a grande diferença entre o PT de Lula e o PSDB de Serra.
Dilma só tem noticia boa para dar.
Para a Dilma faz sol.
Para o Serra, hipocondríaco, é melhor procurar a AME mais próxima.
Na companhia de D. Zilda Arns, de que os tucanos de São Paulo se apropriaram sem autorização.
O João Santana é bom de bola.
O Gonzalez faz a campanha do Kassab até hoje – como essa história de “Mãe Brasileira”.
Mas, convenhamos, o Santana tem mais sorte.
É mais fácil, muito mais fácil trabalhar com o Lula.
Lula tem história, tem futuro – e fala o que povo quer ouvir e entende.
O Lula tem oito anos de sucesso – e conta essa história.
O Serra não tem o que mostrar.
Tem o que esconder: seu patrono, FHC.
O Serra grava numa favela fake.
Como a faceta da gengiva dele.
O Serra faz mal à saúde.
Como o jn, que fez uma reportagem (clique aqui para ver o vídeo) que antecipou em meia hora o programa eleitoral do Serra.
A Globo achou uma pesquisa do Globope para dizer que o maior problema do Brasil é a Saúde.
A Saúde do Serra.
A diferença entre a reportagem do jornal nacional e o início da propaganda do Serra é que o jornal nacional foi melhor.
O Serra devia ficar quieto e botar o Ali Kamel no lugar dele.
Talvez ele não caísse abaixo dos 30%.
Clique aqui para ler “Na Vox Populi a surra é ainda maior: 16 pontos”.
Não é só o Santana que é melhor que o Gonzalez.
É que o Pai Lula e a Mãe Dilma são melhores.
Lula dá de 10 a 0 em FHC.
Vai ser uma surra de dar dó.
Vai voar tucano para todo lado, depois da Vox e do início do horário eleitoral, hoje.
O verbo “trair” será conjugado em todos os tempos e modos.
Clique aqui para ler “Estréia de Dilma no horário eleitoral foi emocionante”.
Paulo Henrique Amorim