Presidente Lula em encontro com a presidenta da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula em encontro com a presidenta da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil tem confiança inabalável na África e na extraordinária perspectiva de crescimento do continente, e a Libéria é hoje símbolo das conquistas como construção da paz e consolidação da democracia, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (7/4) em almoço com a presidenta do país africano, Ellen Johnson Sirleaf (primeira mulher a exercer o cargo de chefe de Estado de um país na África), realizado no Palácio Itamaraty em Brasília.

Como a presidenta gosta de dizer, “a Libéria não tem problemas, a Libéria tem desafios”. O Brasil quer ser parceiro na solução desses desafios. O Acordo de Cooperação Técnica que assinamos em 2009 mostra o caminho a seguir. O intercâmbio de equipes técnicas nas áreas de fortalecimento institucional e de saúde aponta o quanto podemos realizar juntos.

O presidente brasileiro lembrou que Brasil e Libéria têm estratégias comuns de combate à fome e à pobreza, com os programas Estratégia Liberiana de Redução da Pobreza e o Fome Zero, e elas devem ser compartilhadas.

Queremos levar para toda a África nosso compromisso de fazer do bem-estar o ponto de partida do desenvolvimento solidário.

Lula citou a construção de fábrica de anti-retrovirais em Moçambique e a ajuda da Embrapa ao pequeno agricultor liberiano como exemplos de cooperação desejada. Defendeu ainda a produção de biocombustíveis na Libéria, que pode ajudar o país africano a multiplicar a geração de renda e empregos.

Essas são as armas dos países em desenvolvimento para vencer uma crise financeira global que golpeou sobretudo os mais vulneráveis. Fazer a economia mundial voltar a crescer, mas de forma sustentável, significa recolocar o tema do desenvolvimento no foco da agenda global. Gerar empregos e derrotar a fome são tarefas inadiáveis num mundo cada vez mais interdependente.

Lula reafirmou sua convicção na necessidade de reforma de organismos internacionais como Banco Mundial e FMI, para que “os países em desenvolvimento possam ter voz ativa na definição de seu futuro”. É esse o compromisso que os países do Bric renovarão em seu encontro em Brasília, semana que vem, e que o Brasil levará às próximas reuniões do G20, lembrou Lula.


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