Mão-de-obra regional, tratamento ao produtor rural e investimentos em pesquisa científica
Posted by jorge under desenvolvimento, educação
O eixo do mercado de trabalho no Brasil deu uma guinada e regiões mais carentes estão também contratando mão-de-obra. Isso ocorre graças aos investimentos que o governo vem fazendo em áreas mais pobres do País, afirmou o presidente Lula na coluna semanal O Presidente Responde desta terça-feira (13/4), em resposta à indagação do zelador de condomínio de São Paulo, José Zilmar Miranda: “Não está na hora de regionalizar a colocação de pessoas no mercado de trabalho?”:
Mais do que na hora, José. Mas isso já está acontecendo, graças aos investimentos que estamos fazendo nas regiões mais pobres, para equilibrar o desenvolvimento do país. Não apenas em grandes obras estruturantes, mas também em universidades, escolas técnicas e programas de qualificação profissional. Veja que de 2003 a 2009, os empregos com carteira assinada no Brasil cresceram 41%. E em praticamente todos os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste o crescimento foi bem acima da média.
Para ler a íntegra da coluna, clique aqui.
O pecuarista de Goiânia (GO) Luiz Humberto de Oliveira Guimarães quis saber o motivo de no Brasil o produtor rural ser, segundo ele, marginalizado. O presidente afirmou que isso não ocorre, embora admita a existência de preconceito por parte de alguns setores da sociedade.
Mas é uma visão equivocada, que precisa ser esclarecida. Nós, do governo, sabemos muito bem o quanto sua atividade é fundamental para a eliminação da fome, o aumento das exportações e para o desenvolvimento do nosso País.
A terceira questão da semana foi apresentada por Michel Augusto Siqueira, impressor de Franca (SP), sobre a diferença comparativamente entre Brasil e Índia, em números no orçamento de cada país em pesquisas cientificas. Lula afirmou que o assunto é tão importante que motivou o governo a lançar o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional 2007-2010.
Os recursos federais para a execução do PACTI neste período são de R$ 41,2 bilhões, metade dos quais no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia e suas agências. Destacam-se também recursos oriundos do BNDES e dos ministérios da Saúde, Educação, Minas e Energia e da Agricultura. Nos três primeiros anos, foram investidos cerca de R$ 30 bilhões, quase 70% do total. No campo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), o Brasil investiu 0,9% do PIB em 2004 e em 2008 já tinha aumentado para 1,09% do PIB. A Índia ficou abaixo do Brasil, investindo em P&D 0,89% do PIB em 2008. Os cálculos são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os nossos investimentos já estão rendendo frutos: em 2008, nós ultrapassamos a Rússia e a Holanda no número de artigos publicados em revistas científicas. Precisamos continuar avançando para alcançar um ciclo de desenvolvimento econômico sustentável e duradouro.
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