Presidente Lula homenageia militar morto no Haiti com a Medalha do Pacificador com Palma. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula homenageia militar morto no Haiti com a Medalha do Pacificador com Palma. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Há momentos em que as palavras se tornam frágeis diante da brutalidade dos fatos

Cada um dos militares mortos no Haiti devido ao intenso terremoto que atingiu a ilha na semana passada reafirmou a vocação pacífica e solidária do Brasil durante sua vida e atuou com firmeza e coragem para combater a violência e criminalidade no país caribenho, sabendo conviver harmoniosamente com a população local, afirmou o presidente Lula durante cerimônia em homenagem aos militares realizada nesta quinta-feira (21/1) na Base Aérea de Brasilia.

O soldado brasileiro nunca foi confundido com invasores estrangeiros. Muito pelo contrário: foi a sua mão amiga que criou a confiança mútua entre a Força de Paz das Nações Unidas e os justos anseios da sociedade haitiana.

Ouça a íntegra do discurso:

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O presidente Lula deixou a Medalha do Pacificador com Palma em cada um dos caixões dos militares mortos na missão de paz no Haiti, acompanhado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante do Exército, general Enzo Peri.

Lula fez questão de agradecer nominalmente cada um dos militares que perderam sua vida no Haiti e cumprimentar seus familiares presentes à cerimônia. O presidente lembrou ainda dos dois civis brasileiros também mortos na tragédia: Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança, e o diplomata Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da missão de paz da ONU no Haiti.

O sacrifício não será em vão, muito menos a dor das famílias, afirmou Lula. O Brasil está construindo uma trincheira de amizade no Haiti e, desde o terremoto do dia 12 de janeiro, de solidariedade também. “É desta trincheira que nos chegam os corpos dos heróis aqui homenageados”, afirmou, lembrando que eles são motivo de orgulho:

Brasileiros que nos orgulham e nos emocionam porque tombaram na linha de frente da mais nobre e desafiadora tarefa do nosso tempo: efetivar a cooperação internacional para o desenvolvimento. Que é fazer com que a solidariedade – e não mais a exploração – se torne o principal condutor da história dos povos das Américas.


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