O estranhamento é inevitável: em 21 anos, será a primeira vez que seu nome não constará da cédula de votação numa eleição presidencial. Mas o ânimo continua em alta, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva à emissora TV Tem, de São Paulo. O motivo?

O governo tem candidata à sucessão e estamos preparados para eleger a Dilma presidenta da República. Pelos bons momentos que vive a economia brasileira, Dilma tem condições de encarnar o que está acontecendo no Brasil, porque é altamente qualificada, coordenou o PAC e o Minha Casa, Minha Vida.

Lula concedeu a entrevista momentos antes de participar, em Sorocaba (SP), da inauguração da empresa Case New Holland (CNH), fábrica de equipamentos agrícolas do grupo Fiat, que voltou à atividade cinco anos depois de fechar as portas. O caso é, segundo o presidente, reflexo da confiança que a economia brasileira desperta no mundo.

Temos muitos investimentos diretos no Brasil hoje, sobretudo na agricultura. Por isso eu peço a Deus que tenha cada vez mais chinês comendo, indiano comendo, africano comendo, latino-americano comendo, porque quanto mais tiver gente comendo, mais o Brasil vai ter que produzir, porque não existem nenhum país no mundo que tenha a nossa quantidade de terras agricultáveis.

Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida à TV Tem:

O presidente Lula negou ainda, durante a entrevista, o aumento das ocupações de terra no País, afirmando que o dado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) se refere somente a São Paulo, que concentra no Pontal do Paranapanema (SP). Nos outros 26 estados da federação, afirmou, as ocupações diminuíram 50%. Além disso, mais de 45 milhões de hectares foram desapropriados até hoje – o que significa que mais de 50% de tudo o que foi desapropriado no Brasil foi realizado por este governo, para que haja paz no campo.

“O Brasil precisa do agronegócio e da agricultura familiar e cabe ao governo trabalhar para que os dois segmentos convivam em harmonia”, disse Lula.


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