Tue 8 Sep 2009
Estudo faz raio-X das cidades-sede da Copa 2014
Posted by jorge under Agenda, infraestrutura, obras
Preparar-se para sediar uma Copa do Mundo não é brincadeira. É preciso pensar em todos os detalhes para garantir segurança e conforto à população local, visitantes e atletas. Em reunião esta noite no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, o presidente Lula recebeu um estudo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) que vai permitir aos governos federal, estaduais e municipais saberem exatamente onde precisam investir para que tudo dê certo na Copa de 2014 no Brasil.
De acordo com Paulo Godoy, presidente da ABDIB, apesar de muito precisar ser feito até a Copa, o Brasil tem todas as condições para receber o evento. Ele lembrou que as obras necessárias para os jogos devem trazer melhorias de infraestrutura e prestação de serviços públicos para todos os moradores das cidades mesmo depois do evento, e que não será preciso fazer grandes intervenções para as cidades-sede se adequarem aos padrões da Fifa. Confira:
O estudo da ABDIB analisa detalhadamente a situação das cidades brasileiras que serão sede dos jogos em nove tópicos: aeroportos, energia, hotéis, mobilidade urbana, portos, telecomunicações, segurança, saneamento básico e saúde. A partir destes pontos foram definidos 49 indicativos das condições de cada cidade e elaborada uma ferramenta digital de gestão que permite consulta simples em cada setor.
Após a reunião – que também contou com a presença do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira – o ministro explicou que o governo precisará de algum tempo para analisar o estudo, que é bem detalhado, para saber exatamente quais investimentos precisam ser feitos e qual será o valor investido – parte pelos governos federal, estadual e municipal e parte pela iniciativa privada. Orlando disse que a partir da semana que vem serão realizadas reuniões do governo federal com representantes dos estados e prefeituras para avaliar separadamente as condições de cada cidade.
As cidades-sede da Copa de 2014 no Brasil serão Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
[237] Comentários
237 Responses to “ Estudo faz raio-X das cidades-sede da Copa 2014 ”
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Essa Copa vai ser outra roubalheira de dinheiro.
Rafael Amaral em 8/setembro/2009 as 10:26
Olá PHA, quero dizer que sou seu fã. Queria que existisse mais cidadãos como você no Brasil. Pena que o PIG ainda domina nosso pais.
Admiro muito seu trabalho e reconheço teu texto em qualquer lugar. Não sei se é possível, mas queria ter uma conversa mas próxima com você.
Se por obra do destino você lê este comentário e quiser prosear com um “anti-pigsta” add aí brother raphael_rap_ha@hotmail.com.
abraço!
parabens a vocês também amigos leitores. Mostram-se inteligentes, simplesmente pelo ato de ler esta obra prima.
CARLOS em 8/setembro/2009 as 10:00
è isso ai PHA, sou baiano ou melhor nordestino. e o meu povo sabe disso PSDB E DEMO nao tem mas vez por là
João CArlos Sá Pereira em 8/setembro/2009 as 9:50
Livro-bomba acusa FHC de ter servido a CIA
Mal chegou às livrarias e “Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura” já se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano.
A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. “Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: “Consistente e fascinante” (The Washington Post). “Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA” (Spectator). “Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente” (The Times).
Dinheiro da CIA para FHC
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”. Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro de 69.
Fundação Ford
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da podero sa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
Agente da CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer ” conferências” em universidades norte-americanas e européias. Era “um homem da Fundação Ford”. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
Milhões de dólares
1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).
2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências , haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).
3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).
FHC facinho
4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).
5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, n a Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colombia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).
6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
Chuíça(*): Serra cancela entrevista coletiva por causa da chuva
.19h45. O retorno da chuva atrapalha o trabalho de resgate na divisa de Osasco com Barueri. Segundo a TV Record, uma mulher morreu soterrada no local e três filhos dela estão desaparecidos. Cerca de 300 pessoas, entre bombeiros e integrantes da Defesa Civil das duas cidades tentam localizar as crianças.
.19h20. O rodízio de veículos foi suspenso. Congestionamento chega a 160 quilômetros
. 19h. Estação da Luz parada: não tem trem. Não saia do trabalho.
. Um deslizamento entre as cidades de Osasco e Barueri atingiu pelo menos dez casas. Segundo informação da TV Record, às 18h40, pelo menos oito pessoas estão soterradas. O Corpo de Bombeiros ainda trabalha no local.
. O governo Serra cancelou a entrevista coletiva na qual apresentaria um balanço da lei anti-fumo. Leia abaixo o e-mail enviado pela assessoria de imprensa do governo estadual:
O EVENTO ABAIXO FOI ADIADO EM FUNÇÃO DA CHUVA E DOS CONGESTIONAMENTOS QUE SE FORMARAM NA CIDADE DE SÃO PAULO
Serra apresenta balanço da Lei Antifumo
O governador José Serra apresenta, nesta terça-feira, 8, o balanço de um mês da Lei Antifumo. Desde o dia 7 de agosto ficou proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo como bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos comerciais no Estado de São Paulo.
Data: Terça-feira, 8 de setembro de 2009
Horário: 14h
Local: Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira – Av. Dr. Arnaldo, 251 (auditório do 6º andar) – São Paulo/SP
Avenida Morumbi, 4.500
CEP 05650-905 – São Paulo – SP
Telefones: (11) 2193-8624 / 8238
Plantão: (11) 9910-6322 / 7481-6059
http://www.saopaulo.sp.gov.br
O interessante é que o Zé Pedágio não convocou uma coletiva para tratar do caos da enchente. Mas sim uma coletiva para tratar de sua campanha à Presidência da República, onde o único argumento que tem a oferecer é a campanha anti-fumo.
Paulo Henrique Amorim
Há ainda 40 de alagamento na cidada, às 18h10, informa a TV Record. A CET contabiliza 144 quilômetros de congestionamento. A marginal Tietê tem vários pontos intransitáveis, no sentido Rodovia Castelo Branco, entre eles, sob as pontes das Bandeiras, Ponte Fepasa e Cebolão. O nível do rio ainda está elevado e podem ocorrer novos transbordamentos, caso volte a chover.
. O congestionamento na cidade ultrapassa os 120 quilômetros, às 18h, informa a TV Record. A emissora exibe imagens de um dos desmoronamentos que ocorreram na Zona Leste da Cidade. No bairro Cidade AE Carvalho, duas crianças foram soterradas. Os corpos delas acabam de ser encontrados pelos bombeiros. Uma delas tinha dois anos. Os dois garotos jogavam videogame quando a mãe fui buscar outro filho na rua, quando a casa desabou.
.Às 17h55, a TV Record exibe imagens do gigantesco congestionamento nas marginais Tietê e Pinheiros. Ao longo do dia, as duas avenidas foram invadidas pelas águas dos rios, que transbordaram.
Às 16h55 a cidade tinha 54 pontos de alagamento, segundo informe da Agência Brasil. Segundo texto publicado no site, a sede da Empresa Brasil de Comunicação – onde funciona a Agência Brasil, a TV Brasil e a Rádio Nacional – na Vila Leopoldina está ilhada com água a 1,5 metro do chão. Os equipamentos eletrônicos foram colocados no 2º andar já que a água não para de subir.
As imagens das redes de televisão em circuito nacional mostram o “choque de jestão” do Zé Pedágio.
. A cidade de São Paulo suspendeu a coleta de lixo no centro e nos bairros pobres e as imagens são parecidas com as de Blangadesh ou da Índia debaixo de chuva.
. Por que não há serviço público nos bairros pobres ?
Por que não há serviço público nos bairros pobres ?
. O lapso da telefonia, os rios transbordam, 120 km de engarrafamento, 46 pontos de alagamento, voos cancelados, um desabamento com pessoas desaparecidas, queda de árvores e na Globo um comercial da Dersa, empresa de transportes do Estado, que descreve São Paulo como se fosse cortada por um conjunto de Autobahns alemãs.
. O comercial na Globo termina com o bordão do Zé Pedágio: “São Paulo trabalhando por você” – ele é chegado a um gerúndio.
Como o Zé Pedágio não recolhe o lixo, os moradores da Favela do Sapo jogam o lixo nas avenidas e as imagens do helicóptero das redes de televisão mostram como funciona o sistema de saúde pública e saneamento do governador tucano.
. Zé Pedágio deve considerar os moradores da Favela do Sapo uns “vândalos”ou, como diria o Sarkozy, “a ralé”.
Paulo Henrique Amorim
(*) Chuíça é o que o PiG (**) de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.
(**)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Donizeti- SP em 8/setembro/2009 as 19:54
PHA.
A cobertura do SP TV da rede globo sobre as enchentes na capital nesta 3a. feira é uma pequena amostra do que será a cobertura das eleições em 2010.
O jornal da Globo ficou mostrando a cidade com sol, e um monte de lixo e entulho nas ruas, como se a culpa pela cidade alagar ser do povo.
Parece que a cidade não tem Prefeito e fiscalização, pois se qualquer pode jogar um caminhão de entulho numa rua do centro da cidade, no bairro da Moóca, então a cidade não tem governo, nem fiscalização e isso é culpa dos cidadãos?
A que ponto de manipulação midiática chegamos!
Ao invés de cobrar a ação do Prefeito e do Governador, que são os responsáveis pois foram eleitos para isso, se vai para a linha de culpar o povo pela sua própria desgraça. Isso tem que ser denunciado!
Por que não decapitar Gilmar ?
8/setembro/2009 8:57
Carlos I era o Supremo Soberano e acabou com a cabeça separada do pescoço
O Conversa Afiada reproduz artigo enviado pelo amigo navegante Teófilo Silva, presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília:
“A mente só repousa na solidez da verdade”
Samuel Johnson
Valente, Paulo Henrique,
Não posso falar do Gilmar, que lembro de você! Publique, se achar que vale a pena!
Continue mudando o país !
O Direito Divino no STF
THEÓFILO SILVA
Já falei aqui de Ângelo, de Medida por Medida, personagem de Shakespeare que ao ocupar o cargo de juiz supremo se corrompe apaixonado por uma bela mulher.
Suponhamos que um juiz do STF se corrompa. O que se deve fazer? Seus pares o expulsarão? A sociedade o enxotará? Ou a Corte deve permanecer infectada, com membro gangrenado – pois que é um corpo? A pergunta não é descabida, já que dois juízes do STJ foram expulsos por seus pares acusados de pesadíssima corrupção. Seria bom que alguém respondesse essa pergunta. Ou ela não tem resposta?
A Corte é realmente uma figura só, como o Leviatã de Hobbes, que é feito de muitos homenzinhos. Só que a nossa corte suprema é feita de apenas 11 criaturinhas. Ou seja, existe apenas o STF – o corpo -, não existe mais o indivíduo. É assim no mundo todo, sabemos. Agora, é possível que um ou dois membros destoem bastante do resto do corpo, e não cumpram a função para a qual foram criados! E aí, o que faremos?
Shakespeare provou que o homem é um ser falível, imperfeito; a religião, a ciência, e o Direito mostram que é essa a condição humana. Assim é plenamente possível que um ou outro membro dessa Corte possa se afastar dos caminhos da honra.
Faço essas observações, porque vejo no momento a nação revoltada com o juiz Gilmar, que tem se comportado como se fosse um Juiz Ungido pelo Senhor, o Justiceiro Supremo. Pois, avocou para si a teoria do Direito Divino dos Reis, de Jean Bodin e do bispo Bossuet. A nova teoria criada por seu presidente se chama Teoria do Direito Divino dos Juízes do STF.
Lá o instituto do Impeachment não é sequer um espectro, funciona pro Executivo, mas não pro Supremo Tribunal Federal. Precisamos de uma nova teoria. De uma nova visão. Um novo Montesquieu, já que as três pilastras de sustentação do Sistema Democrático de Direito não estão funcionando no Brasil. As últimas decisões do STF contrariam completamente a opinião dos mais respeitados juristas do país.
Nosso Legislativo padece da mais absoluta degradação, o STF, órgão máximo do poder Judiciário, funciona com se a sociedade civil não existisse. Lembro que nos EUA há mais de um século ocorreu o impeachment de um juiz da Suprema Corte, aqui é sacrilégio falar no assunto. É como se dissessem: o céu não permite que se destitua um juiz (do STF) ungido, ele está acima de todos os homens. Parece a Idade das Trevas! Ora, a Inglaterra cortou a cabeça de Charles I em 1649 porque ele se achava acima de tudo e de todos. Essa história tem quase quatro séculos, e Charles I era um Rei!
No entanto, aqui no Brasil, em 2009, temos um Gilmar I no Judiciário. Claro, a Corte Suprema é para julgar todos os homens! E seus juízes também são homens! Mas, quem os julgará? E agora que um deles, ocupando a presidência, um cargo rotatório, se comporta como o dono das leis, a quem apelaremos?
Apelo para Shakespeare: “Quando um juiz não faz justiça, é legal impedir que seja injusto”!
Theófilo Silva é Presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília
Publicado por admin · Canal: Destaque
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29 Comentários para “Por que não decapitar Gilmar ?”
Diobral em 8/setembro/2009 as 20:07
Quem dará Habeas Corpus ao STF?
Felipe em 8/setembro/2009 as 19:57
Viva Gilmar Mendes!
Sergio Lóssio em 8/setembro/2009 as 19:19
É preciso lembrar que Gilmar está mais próximo de Ricardo II, Rei da Inglaterra no século XIV, na Idade das Trevas, como disse o articulista. Charles II é mais avançado, no entanto queremos que Gilma(la)r tenha o tratamento que foi dado por Cromwell a Charles I. Ou seja, o título desse artigo que PH criou, o da decapitação!
Ninguém aguenta mais esse sujeito! Vamos mudar o nome dele para Gilmala sem alça) é muito difícil de carregar! Grande sacada do Sr. Theófilo.
monge scéptico em 8/setembro/2009 as 18:31
O sr gilmar dantas de dantas?É uma vergonha para a injusta justiça
brasileira, complacente com os colarinho branco que se lixam, assim
como a justiça, para a sociedade.
Justiça nele!!
Dilma 2010
Paulo em 8/setembro/2009 as 18:08
Olá pessoal ! Vejam êste vídeo.Será que é armação do “ PIG “ ?
http://www.youtube.com/watch?v=VRxGdrcnDlg&feature=player_embedded
Obrigado, Lula de 2000, pela resposta brilhante ao seu próprio projeto.
M.A.P em 8/setembro/2009 as 16:58
Prezado jornalista
O presidente Lula tem mais uma vez a oportunidade de mudar a correlação de forças no STF.
Espero que desta vez não “pipoque”.
paulo rafael pizarro. em 8/setembro/2009 as 16:52
Outro dia interpelei um amigo aqui do Rio que estava organizando um Fora Sarney, indaguei pra ele que antes do Sarney precisamos tirar o Gilmar Mendes do STF, e prender o Daniel Dantas e quadrilha. O jovem amigo realmente acha que todos devem ser penalizados, mas por enquanto só fazem coro quando as Organizações Globo.
Perderam o foco, estão atirando a exmo. Um desperdício.
odlav em 8/setembro/2009 as 15:21
É preciso informar o povo, e cada um de nós tem esta missão.
A cada caminhada, a cada chopinho, a cada contato profissional, a cada partida de canastra ou futebol com os amigos e conhecidos, uma missão é fundametal , o DEBATE, trazer a questões cruciais para a discussão. Só assim vamos liquidar ou no minimo nivelar os desserviços prestados pela grande midia(corrupta) deste País.
mclane em 8/setembro/2009 as 14:58
PHA,
Gilmar representa um Judiciário de visão inquisitiva, que utiliza critérios eminentemente jurídicos às suas vontades pessoais. O pior é a subserviência dos demais ministros às suas escolhas, não sei se por receio (pode escolher: passado sujo ou para não ser triturado pelo arbitrário) ou desinteresse, que no final, prejudica o país. Sim, ele é o rei e pretende continuar assim, impondo suas vontades a tudo e todos.
Cheila em 8/setembro/2009 as 14:50
Disse tudo!!!
Fora GILMAR DANTAS!!!
Luiz em 8/setembro/2009 as 14:27
Acho que decapitar, não… é algo muito rápido… ele merece um método mais lento e doloroso…
Carlos em 8/setembro/2009 as 13:39
Quanto ao Gilmar Dantas, a saída pode estar na Alemanha…
Pato Branco-PR em 8/setembro/2009 as 13:36
Estrangeiro (em 8/setembro/2009 as 12:09)
.
“O que que o Gilmar estava fazendo ao lado do Lula na festa de independencia??”
.
Relações institucionais entre Executivo e Judiciário.
Jiul Q´Vê em 8/setembro/2009 as 13:34
Os militares fizeram um trabalho tão profundo que restou o improviso contínuo e ineficaz nos netos da matilha arenista. Explico: se a oposição apenas fiscalizasse, colaborando com o momento, apenas expondo os pontos em que discorda, porém no final se houver erros a declarar o erro foi do governo, mas os oposicionistas bloqueiam qualquer coisa, querem paralizar tudo e no fim quando não anda é o governo que foi incopetente e, por isso, não andamos nada. A lei do quanto pior melhor deve ser enterrada com os depojos do antes do pré-sal, junto com as leis daqueles tempos em que se acreditava na superioridade intelectual do algoz, fosse americano, europeu ou asiático. Somos todos iguais neste planeta, viramos pó e reciclamos inconsequentemente. Tá todo mundo aprendendo que sempre foi assim e aina sssim continuará, desde os primeiros registros históricos, nada é prá sempre, ninguem dura duzentos anos vivo, lúcido e poderoso, etc., o conceito do que vem a ser divino morre com o autor, sempre. Tem meu aval se desejar publicar algo, um abraço e continue seu trabalho mostre que nem tudo é somente o que se publica o que se noticia.
JULIO SILVEIRA em 8/setembro/2009 as 13:06
Em nosso País que conta ainda com uma população de pouca formação civica, por interesse dos grupos dirigentes, ainda é omissa e desatenta para atos que lhes atingem diretamente.
Ainda sofremos do que costumo chamar de sindrome do papagaio, que é quando o individuo repete aquilo que seu adestrador lhe ensinou sem nenhum senso critico ou ação de iniciativa pessoal.
Por isso troamos a todo instante a repetida cantilena de que somos democracia. Mas falta muito, talvez até queiramos muito, talves esteja no inconsciente coletivo, mas ainda não a atingimos, não no sentido pleno da palavra, falta muito.
Da América exemplar imitamos apenas o que os lideres permitem, o conveniente ao pouco risco.
Como os papagaios imitamos, repetimos, mas seguimos a interpretação conveniente do lider que nos quer manipulados, sem senso critico, sem poder decisório. De fato fantoches.
Ricardo em 8/setembro/2009 as 12:52
O Gilmar dantas é Bróder do LULA, é tudo farinha do mesmo saco.
Estrangeiro em 8/setembro/2009 as 12:09
PHA:
O que que o Gilmar estava fazendo ao lado do Lula na festa de independencia??
Adilson em 8/setembro/2009 as 12:08
PHA,
De início quero assinalar que no Estado Democrático de Direito não há direito absoluto e ninguém está acima das leis, mesmo os Ministros do STF.
O MP e a OAB há muito tempo deixaram de cumprir suas obrigações, pois o MP é fiscal da lei e a OAB é defensora dos direitos e deveres fundamentais. Todavia preferiram ficar em cima do muro, numa flagrante atitude covarde, a ter que legitimamente e constitucionamente usar os remédios jurídicos contra as extravagâncias de Gilmar Mendes.
Se Gilmar Mendes em pleno Século XXI diz: “Eu sou o Estado”, deve ser afastado do magno cargo de Ministro do STF por insanidade mental, eis que eu e qualquer outro cidadão em plena saúde mental não delegamos esse poder para Gilmar Mendes.
Spok da Silva em 8/setembro/2009 as 12:02
PHA,
Muito da força demoniaca de Gilmar vem de uma classe política corrupta, fraca e subalterna que, volta e meia, bate às portas do STF para resolver as pendengas que ela mesma cria e sob as quais deveria legislar em vez de pedir ao STF que o faça.
Na verdade, os três poderes imaginados por Montesquieu como independentes não existem mais, pelo menos no Brasil. Aqui o Judiciário, através de Gilmar, chama o Presidente da República às falas, ameaça os congressistas com pré-julgamentos e salva notórios corruptos (vide Daniel Dantas) de pagar por seus crimes.
Fernanda em 8/setembro/2009 as 11:39
Grande abordagem!!!
O carater de Gilmar e seus atos devem ser mais divulgados junto do povo… O PIG com certeza não irá divulgar… Infelizmente, a grande maioria da população não tem acesso a internet ou a este site… A partir do momento em que souberem dos detalhes sórdidos que norteiam o STF, com certeza, tornar-se-ão, os grandes juizes… Dae não terá vez para o Gilmar Dantas…
jose alves em 8/setembro/2009 as 11:30
VEJA:
Ò PARA PLIM,PLIM.
http://biquei.spaces.live.com/blog
Mario em 8/setembro/2009 as 11:19
pH,
O interessante que nas chamadas dos 40 anos da rede bobo, não aparece uma reportagem, um deslize dos ex-governantes ligados aos demo-tucano. Tudo mil maravilha nesses 40 anos.
São muito hipócritas.
Um brás
Lauri Rene em 8/setembro/2009 as 11:12
Por que não adotar eleições para o supremo abertas ao publico para o supremo?
ricardo silveira em 8/setembro/2009 as 10:43
Pois é, são duas coisas que precisam acabar no Brasil: o mando desse sujeito do STF que age como se fosse um chefe de porta de cadeia (Como é que pode um empresário usar o STF para promover os seus negócios particulares, atuar de forma vergonhosamente partidária e ainda continuar ministro do STF?). E o poder da Globo em comprar políticos, usar a concessão pública em prejuízo da sociedade brasileira e continuar a fazer isso anos e anos. E, nada acontece a essa gente.
josé carlos ferreira em 8/setembro/2009 as 10:30
Theofilo vou tentar explicar quem vai julgar Gilmar Mendes na minha humilde opinião.
- primeiro, “a Justiça não é dos homens, a Justiça é DIVINA” ele pode se achar o dono do poder, sendo presidente do STF, mas tudo isso é passageiro ,o homem por mais que queira ser superior, não o é em relação ao poder Divino, então se comete os erros ele vai está sujeito ao proprio CARMA, e aí é que entra a Justiça Divina DEUS atua em forma de Leis, não adianta correr, se não foi justo com o outro ou com uma nação o preço será cobrado.agora ou em outro momento.
Aqui na Bahia o Antonio Carlos Magalhães foi o manda chuva por mais de 30 anos, depois que morreu, com mais ou menos 3 meses ninguém mais se lembrava ,não se via nenhum comentario sobre ele, hoje as pessoas esqueceram dele, pq isso aconteceu, pq fez muito mau a muita gente.
grande abraço pela sua reflexão.
DUDU em 8/setembro/2009 as 10:17
Formidável o artigo do Teofilo Silva.
Temos que bater na tecla de que é necessário um instrumento que possibilite defenestrar do supremo (e qualquer outro tribunal), qualquer juiz cujas atitudes arrogantes, prepotentes, desconfiáveis sob o ponto de vista legal.
Veja-se as atitudes desse ministro gilmar mendes: inaceitável, sob todos os aspectos, sua interferência em assuntos que não lhe dizem respeito, assim como comentar assuntos que irão a julgamento no supremo.
Ainda não engoli o dois HCs ao daniel dantas.
Quero esse cara fora do supremo e profundamente investigado.
Marco em 8/setembro/2009 as 10:14
Bom dia a todos. Não tem a ver com o assunto do Post, mas vale a leitura.
Diogo Moyses
De São Paulo
Muitos leitores devem ter notado que a TV Globo passou as duas últimas semanas celebrando o aniversário de 40 anos do Jornal Nacional. Desde a sua criação, o telejornal global é, de longe, a principal fonte de informação de milhões de brasileiros.
Bonner e Fátima Bernardes fizeram questão de nos lembrar das tantas glórias conquistadas pelo JN e pelo jornalismo da emissora. Matérias intermináveis – intermináveis mesmo, de quase 15 minutos – exaltaram os feitos do telejornal. Os mais antigos repórteres (os que certamente melhor cumprem ordens do patrão) foram chamados à bancada e, ao vivo, recordaram as coberturas dos fatos que marcaram a história recente do país.
Telespectadores desavisados, desconhecedores de episódios importantes da vida nacional, talvez até tenham ficado com lágrimas nos olhos.
É fato incontestável que o Jornal Nacional consolidou-se desde a década de 1970 (estreou em 1969) como símbolo do poder das Organizações Globo. Com uma estrutura quatro, cinco ou seis vezes maior do que os telejornais de suas concorrentes, ainda hoje bota medo na maioria dos políticos, que temem ser alvos de abordagens, digamos, pouco simpáticas. Quando as menções são positivas, aí é só festa. Dá até pra pensar em vôos mais altos. Símbolo maior desse poder é o fato de seu lobista-chefe ser chamado de “senador” nos corredores do Congresso Nacional. Sem nunca ter sido candidato nem eleito para cargo algum, desfruta de poderes que nenhum parlamentar possui.
O JN tem todo o direito de comemorar o que bem entender. Aliás, a Globo é perita em se auto-promover. Já fez isso em diversas ocasiões e continua a fazer com competência, posando de defensora da cultura nacional e da liberdade de expressão, além da já manjada face “solidária” que os Crianças Esperanças da vida buscam construir.
O perigo iminente disso tudo é que, em um país pouco conhecedor da biografia de seus meios de comunicação, corre-se o risco de reescrever a história. O temor não se faz em vão: como historiadores cansam de afirmar, a memória coletiva muitas vezes é fruto do legado dos mais fortes.
Mas voltemos ao nosso tema. Como era previsível, o JN tratou de lembrar das tantas ocasiões nas quais noticiou fatos da vida política, econômica, cultural e esportiva do país.
Esqueceu-se, no entanto – e ao acaso isso não pode ser creditado -, de recordar os momentos em que o telejornal global foi ele mesmo sujeito da história.
Ficou de fora da retrospectiva, por exemplo, que o surgimento e fortalecimento da TV Globo deu-se a partir de um acordo ilegal com o grupo estrangeiro Time-Life, que foi inclusive objeto de CPI no Congresso Nacional.
Esqueceram de dizer que a emissora foi criada e se fortaleceu com o apoio decisivo dos sucessivos governos militares. E que seu jornalismo, em especial o JN, ignorou solenemente as torturas, os desaparecimentos e as mortes dos que lutavam contra a ditadura, como se não tivessem acontecido.
O resgate histórico deixou de lado a tentativa de ignorar o movimento pelas eleições diretas nos primeiros anos da década de 1980, assim como a participação da emissora na tentativa mal sucedida de fraude nas eleições para o governo do Rio de Janeiro, com o objetivo de evitar a posse de Leonel Brizola.
A memória seletiva igualmente deu conta de apagar a participação decisiva do JN na eleição de Fernando Collor em 1989, quando a emissora editou de forma canalha o último debate entre Collor e Lula, além de utilizar contra o candidato petista as acusações lunáticas de sua ex-mulher e o seqüestro do empresário Abílio Diniz.
Nos anos seguintes, de forma nem um pouco sutil, foi linha de frente na consolidação da idéia – hoje comprovadamente furada – de que o neoliberalismo e a privatização de empresas estatais eram o único caminho a seguir, impulsionando a eleição e reeleição de FHC à Presidência.
Há ainda uma série infindável de episódios mais recentes que poderiam ser acrescentados à lista, como a cobertura favorável ao tucano Alckmin nas últimas eleições presidenciais. Ao contrário de outras tentativas, a tática não deu certo, graças à multiplicação das fontes de informação e, quem sabe, ao aumento da consciência política das classes menos favorecidas.
Fato é que, ao longo de toda a sua história, a Globo consolidou-se como os olhos e ouvidos da atrasada elite brasileira, cerrando fileiras contra movimentos sociais e quaisquer políticas distributivas. Em Brasília, seu “senador” é sempre recebido com afagos. Tapetes vermelhos se estendem aos seus pés. E assim, políticas que visam democratizar as comunicações do país são enterradas antes mesmo de nascerem.
É normal, compreensível até, que o JN tente recontar a sua própria história. O que não pode acontecer é que a história não contada por ele seja esquecida por nós.
Diogo Moyses é jornalista e radialista especializado em regulação e políticas de comunicação, pesquisador do Idec – Instituto Brasileira de Defesa do Consumidor e autor de A convergência tecnológica das telecomunicações e o direito do consumidor.
Fale com Diogo Moyses: diogomoyses@terra.com.br
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3961899-EI14204,00-Cada+um+conta+o+que+quer+contar.html
MEIO MALUCO em 8/setembro/2009 as 10:05
Dizer mais o que? Tá tudo aí:
Parabéns!
FORA GILMAR DANTAS (Dantas 2º Noblat do JAZZ).
DILMA 2010, NO 1º TURNO.
Luis Armidoro em 8/setembro/2009 as 9:40
PHA, tudo bem?
Realmente, precisamos – para instituir verdadeiramente a República entre nós – de uma Revolução Francesa, que elimine todos os privilégios (e o foro privilegiado é um insulto a todos os cidadãos brasileiros), e pratique a Democracia entre nós (porque estes caras não são eleitos para o tribunal? Este papo de “notório saber jurídico” é conversa mole para sustentar mamatas
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Outra fraude da Folha (*): PAC não trabalha com escravos
8/setembro/2009 9:25
Só que a Folha (*) explode antes
O Conversa Afiada publica e-mail enviado também ao Blog do Nassif
Mais uma matéria falsa da Folha
Atenção: esta notícia é falsa
reprodução
Abaixo está a queixa de um leitor a respeito de uma matéria da Folha, de autoria do repórter Eduardo Scolese.
A matéria diz que “Trabalho escravo flagrado em obra do PAC”.
Vamos ver onde o repórter Scolese peca por desinformação e onde peca por má fé:
Por desinformação
1. Qualquer obra do PAC é de responsabilidade civil e criminal do seu executor.
2. A fiscalização cabe aos órgãos competentes – Ministério do Trabalho, Ministério Público Federal, IBAMA etc., não à Casa Civil, que coordena o PAC, nem à Fazenda, que libera os recursos.
3. Pela matéria, as empresas responsáveis foram autuadas.
Por má fé
No pé da matéria, diluídas no texto as seguintes informações:
1. A tal obra começou em 2005, tocada pela Construtora Lima e Cerávolo – que praticou o chamado “trabalho escravo”.
2. A Votorantim assumiu a obra em 2007. Rompeu o contrato com as terceirizadoras de mão de obra e já indenizou os 98 trabalhadores que haviam ingressado com a ação. Portanto, o problema já foi solucionado há dois anos.
3. O PAC começou em 2007 – quando o problema já estava solucionado. O repórter Scolese poderia estar desinformado quanto à responsabilidade do PAC nas obras. Não estava quanto ao ano em que o problema foi solucionado e o ano em que o PAC começou.
4. As repórtes Andrea Michel e Laura Capriglione, na Folha, mostram que há espaço para matérias jornalísticas dignas do nome.
ERRATA
Houve um engano na minha leitura sobre a data da solução do problema. Segundo a matéria, a Votorantim só resolveu a questão após o flagrante da semana passada.
Por fragoso.lr
Prezado Nassif,
Acompanho teu blog e, de vez em quando até faço alguns comentáros. Um desabafo! Não aguento mais o mau jornalismo da Folha. Remeto a matéria que vai publicada nesta terça.
A tentativa de desacreditar o programado PAC, através de matérias com essa chocam pela forma como subestimam a nossa capacidade de discernimento. Alguém com um mínimo de informação vai esperar que o Gabinete Civil vá acompanhar e fiscalizar num programa extenso como esse, cada obra? Verificando as condições da contratação da mão-de-obra dos operários? Se houve desrespeito à lei, no mínimo deveriam ser claros sobre de quem é a responsabilidade, não?
Da Folha
Trabalho escravo é flagrado em obra do PAC
Fiscais resgatam 98 trabalhadores em construção de usina no interior de Goiás
Em instalações sem cama nem banheiro, funcionários trabalhavam em troca de comida, acumulavam dívidas e não recebiam salários
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Fiscais do governo federal e do Ministério Público do Trabalho encontraram e resgataram 98 trabalhadores em regime análogo à escravidão numa obra que integra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no sul de Goiás.
A partir de uma denúncia, a ação de procuradores e de auditores do Ministério do Trabalho numa usina hidrelétrica começou no início da semana passada e somente foi concluída na madrugada de anteontem, quando os trabalhadores foram indenizados e puderam retornar às suas casas.
A construção da usina Salto do Rio Verdinho é de responsabilidade da Votorantim Energia, braço do Grupo Votorantim, e tem o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que no final do ano passado injetou cerca de R$ 250 milhões na sua implantação.
Planalto e PT apostam no PAC como uma vitrine da candidatura petista para a sucessão de Lula no ano que vem. Na semana passada, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata petista a presidente, aproveitou um evento sobre saneamento para, em discurso, falar das preocupações sociais e ambientais do programa. Ela chegou a compará-lo ao Bolsa Família.
O PAC, porém, é um motivo de reservas a Dilma por parte de movimentos sociais e de ambientalistas, caso do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). Eles avaliam que o programa prioriza a geração de emprego e o crescimento da economia sem levar em conta as condições socioambientais.
Procurada ontem, a Casa Civil não se manifestou sobre o flagrante da fiscalização.
Sem salário e banheiro
O resgate na usina ocorreu nos limites dos municípios de Caçu e Itarumã (a cerca de 370 km de Goiânia).
Sem salários e instalados em alojamentos precários (sem cama e banheiro), os trabalhadores atuavam no desmate e na limpeza de uma antiga fazenda que será usada como reservatório de água, assim que as comportas da usina forem abertas.
A contratação deles ocorreu por meio de “gatos” (como são chamados os aliciadores de mão-de-obra degradante) ligados a uma empresa terceirizada que já atuava na obra quando o Grupo Votorantim assumiu o projeto, em 2007 -a obra começou em 2005.
Um desses “gatos” oferecia alimentos aos trabalhadores, mas, como esses não recebiam salários e estavam sem dinheiro, eram obrigados a acumular dívidas em troca da comida -uma forma de mantê-los sob “escravidão”, já que não podiam sair sem quitar as contas.
Contratada para a limpeza do terreno, a empresa (Construtora Lima e Cerávolo, com sede no sul do Piauí) foi buscar os trabalhadores no interior de Mato Grosso e de Minas. Desde que chegaram, a partir de maio, não receberam salários.
Diante do flagrante, o Grupo Votorantim assumiu as dívidas com os 98 trabalhadores e com outros 30, da região, que souberam da ação e aproveitaram para cobrar dívidas anteriores. O grupo desembolsou R$ 420 mil com as rescisões, alugou ônibus para o transporte deles a MT e MG e decidiu rescindir o contrato com a empresa.
Abraços
ps. Como cidadão brasileiro te agradeço, pelo teu Blog e pela LISURA. Saiba que peço a Deus que te mantenha firme, lúcido e íntegro.
(*) Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
Publicado por admin · Canal: Destaque
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O preconceito contra os nordestinos é a agenda secreta da eleição de 2010
O Conversa Afiada sempre defendeu a tese de que o Zé Pedágio tem menos chance de ser Presidente em 2010 do que o Vesgo do Pânico.
Porque o Zé Pedágio e os tucanos de São Paulo são a barriga de aluguel da elite branca, racista e separatista de São Paulo.
E o Brasil sabe disso.
Por trás do choque de “jestão”, do “avanço”, do “restaure-se a moralidade” dos udenistas de São Paulo está a questão da Federação.
E o resto do Brasil não quer mais saber desse tipo de paulista.
De paulistismo.
De paulistismo.
Dos paulistas da “Marcha pela Família com Deus, pela Propriedade”, de que trata Mino Carta nesta edição da Carta Capital
Porque, como diz o notável pernambucano Fernando Lyra, “São Paulo não pensa o Brasil”.
Neste domingo, fiz para o “Domingo Espetacular” da Record uma reportagem sobre o ataque da Polícia de Zé Pedágio à comunidade de Heliópolis, a maior favela da São Paulo.
É o décimo ataque da polícia de São Paulo ao que Zé Pedágio chama de “vândalos” das favelas de São Paulo, nos nove meses deste ano.
É um padrão de comportamento.
Um estilo de governar.
É um padrão de comportamento.
Um estilo de governar.
Em Heliópolis, 91% dos habitantes são nordestinos.
E, segundo calculo da UNAS, a associação dos moradores, desses 91% só 10% votam em São Paulo.
A reportagem teve 17 pontos na leitura preliminar do IBOPE.
Eu já me referi aqui – clique aqui – ao “homo sacer” de Giorgio Agamben e ao “Estado de Exceção” que “o nosso Putin” fundou em São Paulo.
Eu já me referi aqui – clique aqui – ao “homo sacer” de Giorgio Agamben e ao “Estado de Exceção” que “o nosso Putin” fundou em São Paulo.
Talvez fosse importante também voltar à experiência americana, para sustentar essa tese de que o racismo, o preconceito contra o nordestino é a agenda subterrânea da eleição de 2010.
Abraham Lincoln foi o primeiro presidente do Partido Republicano dos Estados Unidos.
Também por isso, o Sul escravista e derrotado na Guerra da Secessão sempre votou democrata.
Até que o presidente Lyndon Johnson, aquele que se atolou no Vietnã, mas realizou o que John Kennedy não conseguiu, até que Johnson assinasse, em 1964, a Lei dos Direitos Civis, que garante direitos iguais aos negros americanos.
Um ano antes, Martin Luther King Jr. tinha feito o famoso discurso do “I have a dream”.
Quando assinou a Lei dos Direitos Civis, Johnson teria dito: nunca mais teremos (nós, democratas) os votos do Sul.
Dito e feito.
O Sul só votou Democrata, agora, com Obama.
E como os Republicanos usam a carta racial, ou dão a senha de que adotarão políticas segregacionistas e escravistas, agora que é politicamente incorreto ser racista (explicitamente) ?
Como é que Nixon, Reagan e Bush avisaram ao Sul que não se preocupasse: que podia contar com eles, na hora de botar os negros na cadeia, porque ameaçavam as moças brancas ?
Há duas senhas que todo sulista americano capta rapidamente.
Uma é dizer que os republicanos passaram a adotar uma “estratégia para o Sul,” “a Southern estrategy”.
Ou seja, uma política racista, velada, mas racista.
A outra é dizer que “isso cabe aos Estados decidir”.
Ou seja, uma política racista, velada, mas racista.
A outra é dizer que “isso cabe aos Estados decidir”.
Ou seja, reacender a imagem da Secessão, em que os Estados do Sul não queriam se submeter à abolição proposta pelo Norte de Lincoln.
É o mesmo que dizer que o Estado sulista da Georgia pode continuar a usar a bandeira Confederada, a bandeira das forças escravistas, até hoje.
O Estado é quem decide.
Até se quiser mostrar que ainda é escravista …
Aqui em São Paulo, há várias maneiras de segregar os pobres nordestinos, especialmente os que não votam em São Paulo.
A mais eficaz é não gastar dinheiro em serviços sociais: escola, creche, hospital, transporte, esgoto.
Não usar dinheiro de imposto dos outros com os “homo sacer” da periferia.
E há várias maneiras de passar a senha secreta, sub-liminar ao eleitorado.
A senha do “não se preocupe, porque não vou gastar seu dinheiro com eles”.
Uma, é chamar os que protestam contra a violência da Polícia de “vândalos”.
Ou seja, criminalizar o protesto.
Quem protesta é bandido, traficante.
Gente boa não protesta.
Quando era Ministro do Interior, Sarkozy chamou os estudantes africanos (ou descendentes de africanos) de “racaille”, “ralé”, “escuma da Terra”.
Elegeu-se presidente com a bandeira do racismo (velado).
Como Nixon, depois de Johnson, elegeu-se presidente com a bandeira da “Lei e da Ordem”, ou seja, pau neles !
Outra senha que os brancos elitistas de São Paulo captam nas entrelinhas é oferecer passagem só de ida ao nordestino que não se deixar internar num campo de Auschwitz.
Nenhum tucano precisa dizer ao morador da rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, que é racista.
Basta usar a palavra “vândalo”.
Basta mandar eles embora, assim, em surdina, aos sussurros, para o PiG (*) não ouvir .
Os nordestinos de São Paulo não vivem em guetos nem em Soweto.
É diferente.
Não é o apartheid físico, geográfico.
Eles, apenas, são inferiores.
Não importa onde estejam.
Se ao lado do Palácio do Governo, dentro do Morumbi, na fronteira com São Caetano do Sul, ou na Avenida Jornalista Roberto Marinho, Nas costas da Daslu, embaixo do Minhocão.
Em qualquer lugar, eles são inferiores.
Para Hitler, os judeus cometeram muitos crimes.
Mas, para Hitler, como os eslavos, os judeus tinham um defeito central: eram inferiores.
Os nordestinos são inferiores.
Se os tucanos paulistas disserem isso, em código, os moradores de Higienópolis percebem.
O problema é que há o risco de os nordestinos e os outros brasileiros perceberem também.
Gente,
Esse ameba do Pedroso não sabe pensar.
O que ele está fazendo é FLOOD!
Pow.. aturar lamerzinho pré-adolescente…. é dose…
Em tempo: Devo essas reflexões a uma amiga navegante muito especial, a jornalista Geórgia Pinheiro.
(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Isabel em 8/setembro/2009 as 20:06
Para os negros em São paulo é sobreviver no Inferno.
Aqui se pratica a política da invisibiliadade aos negros, pobres e nordestinos.
A elite branca é má, preversa, arrogante , emergente e insensível. São donos de tudos: os melhores hospitais, os melhores clubes, crriaram escolas particulares, bairros, conglomerados de lojas.
E os pobres, negros, nordestinos confinados nas periferias e são chamados de “vândalos.
O Estado Soberano esmaga os “home sacer”, a morte deles nada representa porque eles nada valem.
Não são parte da política, da segurança, do desenvolvimento, do progresso, mas pagam impostos, aliás os pobres tem carga tributária mais elevada que os ricos.
A injustiça do país é a carga tributária, quem é pobre paga mais , quem é rico paga menos.
Os pobres pagam mais tributos, e são destratados, desrespeitados na sua Dignidade Humana.
Vândalos.
Vamos mudar o que ai está, chega de separatismo, racismo e exclusão. Chega de sofrimento e descaso.
ismario m. alves em 8/setembro/2009 as 20:04
o tombo no you tube é o maximo em 2010 nas eleições. quem gravar em cd e levar a,todos os lugares do brasil.
braz em 8/setembro/2009 as 15:24
QUE O DEUS MANTENHA O “DEMO”, DIGO OS “DEMOS” E OS TUCANOS FORA DO PARAÍSO. ALIÁS, EU NÃO ME LEMBRO DE NOÉ SALVANDO UM CASAL DE TUCANOS. ESSES BICHOS SÃO COISAS DO DEMÔcrata…
jolce de mattos teitelroit em 8/setembro/2009 as 14:49
Caro Paulo Henrique;
Aparentemente tangenciando o titulo, será , por que razão colombiano de olhos azuis pode e quem tem cara de indio ou nordestino, filhos de pobre
não pode?
A nossa, não,a midia brasileira, ou será mérdia ? ,não ficou zangada com o terceiro mandato do segundo maior comprador de votos politicos da América latina. O campeão absoluto é conhecido internacionalmente,nosso FHC!!
Gostaria de ouvir de voce uma opinião sobre o assunto.
Para mim, plebiscito JÁ, LULA 2010!!
Arlindo Monteiro em 8/setembro/2009 as 14:03
Será castigo divino!
A privatização das teles é exemplo, para os DEMO-Tucanos, de maior competência adminsitrativa da iniciativa privada sobre o estado. Porém é em São Paulo está o maior exemplo da incompetência na administração de serviços públicos por esta
tal iniciativa privada e ainda melhor internacional, a Telefônica presta um péssimo serviço a seus clientes, são constantes e suas falhas a suspensão da prestação de serviços, basta ver matéria do G1 onde parte da cidade de São Paulo ficou sem telefonia fixa.
(http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1296159-5605,00-USUARIOS+DE+SAO+PAULO+RECLAMAM+DE+PANE+NO+SERVICO+DE+TELEFONIA+FIXA.html
Toda hora sai um artigo comparando os serviços telefônicos da “época estatal” com a privada, de como hoje não existe mais filas para comprar telefone, para por ai, já que a má qualidade dos serviços prestados, como a da banda larga, a completa falta de respeito com seus clientes, empresas sem endereço, que só atendem pelo call center com seus textos decorados e atitudes para o desestimular o cliente reclamar ou cancelar um serviço.
Outra coisa não discutida é que se compara serviços prestados com a tecnologia do início dos anos 90 do século 20 e a dos final da 1ª década do século 21 (uma era analógica e a outra digital).
Um fato interessante me foi relatado por um ex-funcionário da TELEBRAS que foi trabalhar em umas das empresas após a privatização , em Brasília: A TELEBRASILIA (a estatal do DF e entorno) trabalhava com uma margem de segurança entre a capacidade instalada e cliente atendidos muito grande, este fato possibilitou a empresa privada atender rapidamente boa parte da demanda represada, sem investimentos. Lembramos que nos tempos anteriores a privatização a política era preparar as estatais para serem privatizadas, e havia ainda a restrição de gastos imposta pelo FMI.
Arlindo Monteiro
Fernando Augusto, RJ em 8/setembro/2009 as 12:49
O bom jogador vê a jogada, o craque antevê a jogada.
PHA é como os craques do passado.
Os tucanos e o PIG não conseguem entender, ou aceitar, que o “povão” não é o mais o mesmo, eles têm saudade de um tempo de resignação e submissão.
Por isso odeiam a BLOGOSFERA.
Widmark Recife em 8/setembro/2009 as 12:38
PHA, a Globo esqueceu seu passado, o trampolim que a tornou poderosa…deu no Terra magazine, o artigo escrito pelo Diogo Moyses,
Muitos leitores devem ter notado que a TV Globo passou as duas últimas semanas celebrando o aniversário de 40 anos do Jornal Nacional. Desde a sua criação, o telejornal global é, de longe, a principal fonte de informação de milhões de brasileiros.
Bonner e Fátima Bernardes fizeram questão de nos lembrar das tantas glórias conquistadas pelo JN e pelo jornalismo da emissora. Matérias intermináveis – intermináveis mesmo, de quase 15 minutos – exaltaram os feitos do telejornal. Os mais antigos repórteres (os que certamente melhor cumprem ordens do patrão) foram chamados à bancada e, ao vivo, recordaram as coberturas dos fatos que marcaram a história recente do país.
Telespectadores desavisados, desconhecedores de episódios importantes da vida nacional, talvez até tenham ficado com lágrimas nos olhos.
É fato incontestável que o Jornal Nacional consolidou-se desde a década de 1970 (estreou em 1969) como símbolo do poder das Organizações Globo. Com uma estrutura quatro, cinco ou seis vezes maior do que os telejornais de suas concorrentes, ainda hoje bota medo na maioria dos políticos, que temem ser alvos de abordagens, digamos, pouco simpáticas. Quando as menções são positivas, aí é só festa. Dá até pra pensar em vôos mais altos. Símbolo maior desse poder é o fato de seu lobista-chefe ser chamado de “senador” nos corredores do Congresso Nacional. Sem nunca ter sido candidato nem eleito para cargo algum, desfruta de poderes que nenhum parlamentar possui.
O JN tem todo o direito de comemorar o que bem entender. Aliás, a Globo é perita em se auto-promover. Já fez isso em diversas ocasiões e continua a fazer com competência, posando de defensora da cultura nacional e da liberdade de expressão, além da já manjada face “solidária” que os Crianças Esperanças da vida buscam construir.
O perigo iminente disso tudo é que, em um país pouco conhecedor da biografia de seus meios de comunicação, corre-se o risco de reescrever a história. O temor não se faz em vão: como historiadores cansam de afirmar, a memória coletiva muitas vezes é fruto do legado dos mais fortes.
Mas voltemos ao nosso tema. Como era previsível, o JN tratou de lembrar das tantas ocasiões nas quais noticiou fatos da vida política, econômica, cultural e esportiva do país.
Esqueceu-se, no entanto – e ao acaso isso não pode ser creditado -, de recordar os momentos em que o telejornal global foi ele mesmo sujeito da história.
Ficou de fora da retrospectiva, por exemplo, que o surgimento e fortalecimento da TV Globo deu-se a partir de um acordo ilegal com o grupo estrangeiro Time-Life, que foi inclusive objeto de CPI no Congresso Nacional.
Esqueceram de dizer que a emissora foi criada e se fortaleceu com o apoio decisivo dos sucessivos governos militares. E que seu jornalismo, em especial o JN, ignorou solenemente as torturas, os desaparecimentos e as mortes dos que lutavam contra a ditadura, como se não tivessem acontecido.
O resgate histórico deixou de lado a tentativa de ignorar o movimento pelas eleições diretas nos primeiros anos da década de 1980, assim como a participação da emissora na tentativa mal sucedida de fraude nas eleições para o governo do Rio de Janeiro, com o objetivo de evitar a posse de Leonel Brizola.
A memória seletiva igualmente deu conta de apagar a participação decisiva do JN na eleição de Fernando Collor em 1989, quando a emissora editou de forma canalha o último debate entre Collor e Lula, além de utilizar contra o candidato petista as acusações lunáticas de sua ex-mulher e o seqüestro do empresário Abílio Diniz.
Nos anos seguintes, de forma nem um pouco sutil, foi linha de frente na consolidação da idéia – hoje comprovadamente furada – de que o neoliberalismo e a privatização de empresas estatais eram o único caminho a seguir, impulsionando a eleição e reeleição de FHC à Presidência.
Há ainda uma série infindável de episódios mais recentes que poderiam ser acrescentados à lista, como a cobertura favorável ao tucano Alckmin nas últimas eleições presidenciais. Ao contrário de outras tentativas, a tática não deu certo, graças à multiplicação das fontes de informação e, quem sabe, ao aumento da consciência política das classes menos favorecidas.
Fato é que, ao longo de toda a sua história, a Globo consolidou-se como os olhos e ouvidos da atrasada elite brasileira, cerrando fileiras contra movimentos sociais e quaisquer políticas distributivas. Em Brasília, seu “senador” é sempre recebido com afagos. Tapetes vermelhos se estendem aos seus pés. E assim, políticas que visam democratizar as comunicações do país são enterradas antes mesmo de nascerem.
É normal, compreensível até, que o JN tente recontar a sua própria história. O que não pode acontecer é que a história não contada por ele seja esquecida por nós.
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3961899-EI14204,00-Cada+um+conta+o+que+quer+contar.html
ModeloBrasil em 8/setembro/2009 as 12:35
PHA sou nordestino, portanto……………….
Gostaria de lhe fazer uma proposta após explicar todo meu projeto e a razão porque fiz: Lembre-se de que foi através de um justiceiro que foi derrubado o presidente da mais poderosa nação do planeta (Nixon renunciou após o escândalo de Watergate por um jornalista divulgado). Pois bem, proponho dar continuidade no meu projeto iniciado com o fim da inflação que redundará na falência de um sistema. Falo de um sistema e não ideologia idiota qualquer. O que alimenta esses governantes é um sistema. Sistema esse que quem melhor desenvolve é aquele que aplica melhor o “bullying” apenas. Minha proposta que iniciei nos EUA como você já sabe, foi transformar o Brasil em modelo para o mundo, iniciando-se com o fim da inflação. Voltei ao Brasil e enviei o início (o fim da inflação) para Fernando Henrique Cardoso quando ministro de Itamar Franco (observei boa vontade deste), acontece que um irmão que tenho servia ao senhor Marco Maciel e desviou esse estudo para adquirir prestígio promovendo-o à vice-presidente. Portanto, te proponho ser um aliado nesse propósito afim de que haja continuidade ao que foi interrompido por um atropelamento. Para que você tenha uma idéia dessa continuidade: Fiz uma patente de produto capaz de substituir o cimento e o tijolo em habitação popular. Com essa simples patente promoveria a expansão de escolas e a produção de vilas populares. Ao invés de alistamento militar obrigatório, seria optativo. Com a opção de contribuir ao país ingressando em algo que denominei de “usina de coerência social” que seria nada mais que uma espécie de escola de biodiesel com produção. Assim o cidadão sentia-se colaborador na riqueza do país, e não um “encostado” de um sistema falido. Mudar o costume de duas horas para almoço no meio do dia, para quando saísse do trabalho, a hora hoje estabelecida como almoço seria apenas um lanche no local de trabalho (30 mim) afim de melhor produtividade, pois, sairia do trabalho mais cedo (por volta das 16:00hr) e incrementaria o comércio. Essa é uma amostra do que inclui o projeto de foi desviado no início por um atropelamento. O grave é que para que haja essa continuidade tenho que ter independência total de familiares, pois, têm interesse que permaneça numa clínica por eles custeada. Assim me comprometeria com você à mudar esse pais com meu trabalho que redundaria em construção de vila popular ao redor do Cristo Redentor que possivelmente alavancaria investimentos internacionais num projeto de know-how exclusivo do Brasil. Retornei ao Brasil e enviei esse trabalho (apenas o início do projeto que redundaria no fim da inflação) para Fernando Henrique Cardoso, mas, foi desviado como citei acima. Em resumo o sujeito que vos escreve não é defensor de ideologias idiotas e pode ser um aliado, pois ao invés de ideologias idiotas existe sim praticidade e uma proposta. Mentalizado: Quem sabe possa existir a aliança proposta ?
Detalhe importante: Foi um nordestino quem idealizou a moeda que os PSDB/DEMO gostam tanto que promoveu seu governo e que divulgam serem pai.
Marcus Vinicius em 8/setembro/2009 as 12:33
Abaixo está a queixa de um leitor a respeito de uma matéria da Folha, de autoria do repórter Eduardo Scolese.
A matéria diz que “Trabalho escravo flagrado em obra do PAC”.
Vamos ver onde o repórter Scolese peca por desinformação e onde peca por má fé:
Por desinformação
1. Qualquer obra do PAC é de responsabilidade civil e criminal do seu executor.
2. A fiscalização cabe aos órgãos competentes – Ministério do Trabalho, Ministério Público Federal, IBAMA etc., não à Casa Civil, que coordena o PAC, nem à Fazenda, que libera os recursos.
3. Pela matéria, as empresas responsáveis foram autuadas.
Por má fé
No pé da matéria, diluídas no texto as seguintes informações:
1. A tal obra começou em 2005, tocada pela Construtora Lima e Cerávolo – que praticou o chamado “trabalho escravo”.
2. A Votorantim assumiu a obra em 2007. Rompeu o contrato com as terceirizadoras de mão de obra e já indenizou os 98 trabalhadores que haviam ingressado com a ação. Portanto, o problema já foi solucionado há dois anos.
3. O PAC começou em 2007 – quando o problema já estava solucionado. O repórter Scolese poderia estar desinformado quanto à responsabilidade do PAC nas obras. Não estava quanto ao ano em que o problema foi solucionado e o ano em que o PAC começou.
4. As repórtes Andrea Michel e Laura Capriglione, na Folha, mostram que há espaço para matérias jornalísticas dignas do nome.
ERRATA
Houve um engano na minha leitura sobre a data da solução do problema. Segundo a matéria, a Votorantim só resolveu a questão após o flagrante da semana passada.
Por fragoso.lr
Prezado Nassif,
Acompanho teu blog e, de vez em quando até faço alguns comentáros. Um desabafo! Não aguento mais o mau jornalismo da Folha. Remeto a matéria que vai publicada nesta terça.
A tentativa de desacreditar o programado PAC, através de matérias com essa chocam pela forma como subestimam a nossa capacidade de discernimento. Alguém com um mínimo de informação vai esperar que o Gabinete Civil vá acompanhar e fiscalizar num programa extenso como esse, cada obra? Verificando as condições da contratação da mão-de-obra dos operários? Se houve desrespeito à lei, no mínimo deveriam ser claros sobre de quem é a responsabilidade, não?
Da Folha
Trabalho escravo é flagrado em obra do PAC
Fiscais resgatam 98 trabalhadores em construção de usina no interior de Goiás
Em instalações sem cama nem banheiro, funcionários trabalhavam em troca de comida, acumulavam dívidas e não recebiam salários
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Fiscais do governo federal e do Ministério Público do Trabalho encontraram e resgataram 98 trabalhadores em regime análogo à escravidão numa obra que integra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no sul de Goiás.
A partir de uma denúncia, a ação de procuradores e de auditores do Ministério do Trabalho numa usina hidrelétrica começou no início da semana passada e somente foi concluída na madrugada de anteontem, quando os trabalhadores foram indenizados e puderam retornar às suas casas.
A construção da usina Salto do Rio Verdinho é de responsabilidade da Votorantim Energia, braço do Grupo Votorantim, e tem o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que no final do ano passado injetou cerca de R$ 250 milhões na sua implantação.
Planalto e PT apostam no PAC como uma vitrine da candidatura petista para a sucessão de Lula no ano que vem. Na semana passada, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata petista a presidente, aproveitou um evento sobre saneamento para, em discurso, falar das preocupações sociais e ambientais do programa. Ela chegou a compará-lo ao Bolsa Família.
O PAC, porém, é um motivo de reservas a Dilma por parte de movimentos sociais e de ambientalistas, caso do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). Eles avaliam que o programa prioriza a geração de emprego e o crescimento da economia sem levar em conta as condições socioambientais.
Procurada ontem, a Casa Civil não se manifestou sobre o flagrante da fiscalização.
Sem salário e banheiro
O resgate na usina ocorreu nos limites dos municípios de Caçu e Itarumã (a cerca de 370 km de Goiânia).
Sem salários e instalados em alojamentos precários (sem cama e banheiro), os trabalhadores atuavam no desmate e na limpeza de uma antiga fazenda que será usada como reservatório de água, assim que as comportas da usina forem abertas.
A contratação deles ocorreu por meio de “gatos” (como são chamados os aliciadores de mão-de-obra degradante) ligados a uma empresa terceirizada que já atuava na obra quando o Grupo Votorantim assumiu o projeto, em 2007 -a obra começou em 2005.
Um desses “gatos” oferecia alimentos aos trabalhadores, mas, como esses não recebiam salários e estavam sem dinheiro, eram obrigados a acumular dívidas em troca da comida -uma forma de mantê-los sob “escravidão”, já que não podiam sair sem quitar as contas.
Contratada para a limpeza do terreno, a empresa (Construtora Lima e Cerávolo, com sede no sul do Piauí) foi buscar os trabalhadores no interior de Mato Grosso e de Minas. Desde que chegaram, a partir de maio, não receberam salários.
Diante do flagrante, o Grupo Votorantim assumiu as dívidas com os 98 trabalhadores e com outros 30, da região, que souberam da ação e aproveitaram para cobrar dívidas anteriores. O grupo desembolsou R$ 420 mil com as rescisões, alugou ônibus para o transporte deles a MT e MG e decidiu rescindir o contrato com a empresa.
gilberto/rs em 8/setembro/2009 as 12:29
HUMILHOU O SERRA, E NÃO QUIS DINHEIRO DE SP.
PERSONAGEM DE SR. DOS ANÉIS O SERRA DE SUNGA PARECE AQUELE PERSONAGEM DE O SENHOR DOS ANÉIS, AQUELE QUE TINHA DUPLA PERSONALIDADE, A NADAVA COM OS ANÕES PARA ROUBAR-LHES O ANÉL NA PROMEIRA OPORTUNIDADE. SERRA ESTÁ CURTINDO O SOL DA BAHIA. SP DE SE DANE, ELE NÃO TEM O MENOR INTERESSE POR ESSE ESTADO, QUER FAZER METRO NA BAHIA, POIS LÁ O LULA TEM 89% DOS VOTOS, O SERRA QUER ESSES VOTOS, PARA ISSO QUER TRABALHAR NA BAHIA, WAGNER JÁ DEU O BASTA PARA ELE, MANDOU VOLTAR PARA SP E CUIDAR DOS PAULISTRAS QUE VÃO SOFRER COM AS PROXIMAS CHUVAS DE VERÃO. MUITOS VÃO MORRER E ELE QUER FAZER METRÔ COM 5 BI NA BAHIA. O GOVERNADOR WAGNER NÃO ACEITOU DINHERO DE NÓS PAULISTAS, HOMEM SENSATO. É DO PT AFINAL.
Alessandro Melchior em 8/setembro/2009 as 12:19
PHA,
Um vídeo do Serra, recebendo o resultado da eleição de 2010:
http://www.youtube.com/watch?v=2VxMoJ4JmBE
Abs.
J C Tavares em 8/setembro/2009 as 12:14
Lula provou que nordestino é infinitamente superior a essa elite branca paulista.
Em apena 6 anos colocou o Brasil na condição de líder mundial, e pela primeira vez o Brasil tem motivos pra comemorar o dia 07 de setembro, como país livre, independente e soberano..
Eles se mordem e querem cortar os pulsos por terem ficado décadas apoiando um poder podre e entreguista. A nossa grande sorte e felicidade é que o Brasil não depende mais dessa elite inescrupulosa de São Paulo, pra fazer o comandante da nação. É Dilma 2010.
Almir em 8/setembro/2009 as 11:58
Citados de nossos irmãos nordestinos: quando escampam das gangs neonazistas, caem nas garras das milícias neoliberais do Serra. Mas eu darei a resposta em 2010: vtarei DILMA no 1º turno. Repetirei o voto no 2º turno (se houver) votando no adversário do Serra, seja ele (ou ela) quem for), DILMA, Ciro, Marina, Palocci, Requião
Fred em 8/setembro/2009 as 11:55
PHA
Você foi na ferida.
Nossos deputados e senadores estão vacilando.
Cadê o título do pessoal de Higionopolis ?
Vamos trabalhar !
Elvys em 8/setembro/2009 as 11:53
PHA, sobre FHC e CEBRAP
o inesquecível prof.Milton Santos quando foi ao Roda Viva (atual Roda Morta como dizem), tinha dito que a DIREITA financiava o CEBRAP. A entrevista foi no final do anos 90, mas a informação não teve repercussão na época. Por que será?rsrsrsrsrsrss
Ana em 8/setembro/2009 as 11:32
Nosso êxito pessoal impõe que consigamos ver no exemplo do Conversa Afiada , que tem denunciado neste espaço a situação desumana em que vivem nordestinos em São Paulo.
O CA solidariamente, tem denunciado a opressão contra negros, pobres, nordestinos.
Alguns nordestinos, venceram em São Paulo, mas com certeza comeram o pão que o diabo amassou, e tem por dever solidario não esquecer as origens e atuar para o fim do apartheid.
“No momento de luta, os irmãos terão que se unir, esta é a lei universal, porque se brigam entre si, os de fora lhe devoram.”
Neste momento vitórias pessoais deverão fortalecer a luta por justiça social e respeito à Dignidade Humana.
Che Guevara pertencia a uma família rica, era estudante de medicina, nunca foi pobre.
Quando saiu para um passeio de moto com um amigo pela América do Sul , foi presenciando por onde passava as injustiças, sofrimento e humilhações que o povo pobre era submetido. E resolveu lutar para mudar aquela situação de injustiça e opressão.
Marcelo Fernandes em 8/setembro/2009 as 11:06
PH, você já viu essa no blog do Nassif?
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/08/mais-uma-materia-falsa-da-folha/?cp=2
Abs
Paulo em 8/setembro/2009 as 11:03
‘JN’ omite apoio da ditadura ao reescrever história
Muitos leitores devem ter notado que a TV Globo passou as duas últimas semanas celebrando o aniversário de 40 anos do Jornal Nacional. Desde a sua criação, o telejornal global é, de longe, a principal fonte de informação de milhões de brasileiros.
Bonner e Fátima Bernardes fizeram questão de nos lembrar das tantas glórias conquistadas pelo JN e pelo jornalismo da emissora. Matérias intermináveis – intermináveis mesmo, de quase 15 minutos – exaltaram os feitos do telejornal. Os mais antigos repórteres (os que certamente melhor cumprem ordens do patrão) foram chamados à bancada e, ao vivo, recordaram as coberturas dos fatos que marcaram a história recente do país.
Telespectadores desavisados, desconhecedores de episódios importantes da vida nacional, talvez até tenham ficado com lágrimas nos olhos.
É fato incontestável que o Jornal Nacional consolidou-se desde a década de 1970 (estreou em 1969) como símbolo do poder das Organizações Globo. Com uma estrutura quatro, cinco ou seis vezes maior do que os telejornais de suas concorrentes, ainda hoje bota medo na maioria dos políticos, que temem ser alvos de abordagens, digamos, pouco simpáticas. Quando as menções são positivas, aí é só festa. Dá até pra pensar em vôos mais altos. Símbolo maior desse poder é o fato de seu lobista-chefe ser chamado de “senador” nos corredores do Congresso Nacional. Sem nunca ter sido candidato nem eleito para cargo algum, desfruta de poderes que nenhum parlamentar possui.
O JN tem todo o direito de comemorar o que bem entender. Aliás, a Globo é perita em se auto-promover. Já fez isso em diversas ocasiões e continua a fazer com competência, posando de defensora da cultura nacional e da liberdade de expressão, além da já manjada face “solidária” que os Crianças Esperanças da vida buscam construir.
O perigo iminente disso tudo é que, em um país pouco conhecedor da biografia de seus meios de comunicação, corre-se o risco de reescrever a história. O temor não se faz em vão: como historiadores cansam de afirmar, a memória coletiva muitas vezes é fruto do legado dos mais fortes.
Mas voltemos ao nosso tema. Como era previsível, o JN tratou de lembrar das tantas ocasiões nas quais noticiou fatos da vida política, econômica, cultural e esportiva do país.
Esqueceu-se, no entanto – e ao acaso isso não pode ser creditado -, de recordar os momentos em que o telejornal global foi ele mesmo sujeito da história.
Ficou de fora da retrospectiva, por exemplo, que o surgimento e fortalecimento da TV Globo deu-se a partir de um acordo ilegal com o grupo estrangeiro Time-Life, que foi inclusive objeto de CPI no Congresso Nacional.
Esqueceram de dizer que a emissora foi criada e se fortaleceu com o apoio decisivo dos sucessivos governos militares. E que seu jornalismo, em especial o JN, ignorou solenemente as torturas, os desaparecimentos e as mortes dos que lutavam contra a ditadura, como se não tivessem acontecido.
O resgate histórico deixou de lado a tentativa de ignorar o movimento pelas eleições diretas nos primeiros anos da década de 1980, assim como a participação da emissora na tentativa mal sucedida de fraude nas eleições para o governo do Rio de Janeiro, com o objetivo de evitar a posse de Leonel Brizola.
A memória seletiva igualmente deu conta de apagar a participação decisiva do JN na eleição de Fernando Collor em 1989, quando a emissora editou de forma canalha o último debate entre Collor e Lula, além de utilizar contra o candidato petista as acusações lunáticas de sua ex-mulher e o seqüestro do empresário Abílio Diniz.
Nos anos seguintes, de forma nem um pouco sutil, foi linha de frente na consolidação da idéia – hoje comprovadamente furada – de que o neoliberalismo e a privatização de empresas estatais eram o único caminho a seguir, impulsionando a eleição e reeleição de FHC à Presidência.
Há ainda uma série infindável de episódios mais recentes que poderiam ser acrescentados à lista, como a cobertura favorável ao tucano Alckmin nas últimas eleições presidenciais. Ao contrário de outras tentativas, a tática não deu certo, graças à multiplicação das fontes de informação e, quem sabe, ao aumento da consciência política das classes menos favorecidas.
Fato é que, ao longo de toda a sua história, a Globo consolidou-se como os olhos e ouvidos da atrasada elite brasileira, cerrando fileiras contra movimentos sociais e quaisquer políticas distributivas. Em Brasília, seu “senador” é sempre recebido com afagos. Tapetes vermelhos se estendem aos seus pés. E assim, políticas que visam democratizar as comunicações do país são enterradas antes mesmo de nascerem.
É normal, compreensível até, que o JN tente recontar a sua própria história. O que não pode acontecer é que a história não contada por ele seja esquecida por nós.
Washington Dener em 8/setembro/2009 as 10:34
Paulo Henrique?
Que entrevista maravilhosa do Adib Jatene. Seria interessante um post sobre as idéias de Adib Jatene expostas na entrevista que ele concedeu defendendo o Ministro José Temporão.
08/09/2009 – 07h30
“Com ou sem a nova CPMF, ministro da Saúde continuará de pires na mão”, diz Adib Jatene
Rodrigo Martins
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Ex-ministro da Saúde, o cardiologista acreano Adib Jatene, diretor do Hospital do Coração (HCor), tem sustentado há tempos a necessidade de se aumentar os investimentos públicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, as cenas de horror e os recorrentes problemas no atendimento dos hospitais estatais não derivam de problemas de gestão, e sim da crônica falta de recursos para a assistência médica gratuita. Considerado o pai da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), ele lutou pela aprovação do tributo em 1996, quando administrava a pasta da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso.
* Marisa Cauduro/Folha Imagem
Adib Jatene, 80 anos, foi secretário de Saúde
do município de São Paulo e duas vezes ministro da Saúde, durante o governo Collor e na gestão
de Fernando Henrique Cardoso. Também foi um dos fundadores do Instituto do Coração, ligado à Universidade de São Paulo. Atualmente, é membro da Academia Nacional de Medicina e diretor-geral do Hospital do Coração (HCor). Além disso, preside a comissão de cursos de Medicina do Ministério
da Educação, responsável por supervisionar
a qualidade das graduações desta área no país
Coerente com sua trajetória, o médico continua defendendo a criação de um tributo que vincule recursos para a saúde, razão pela qual cerra fileiras em defesa da Contribuição Social para a Saúde (CSS), proposta do governo Lula para ressuscitar a CPMF, com a cobrança de uma pequena porcentagem sobre as transações bancárias de empresas e pessoas físicas, objetivando a criação de um fundo para a saúde.
“Com os recursos de que dispõe hoje, é impossível o setor público oferecer uma assistência melhor às pessoas”, avalia Jatene. “O ministro José Gomes Temporão está pedindo R$ 10 bilhões a mais. É pouco. Ele precisa de, no mínimo, mais R$ 50 bilhões. Com ou sem a nova CPMF, ele continuará com o pires da mão”, conclui. Confira, a seguir, a entrevista que o médico concedeu ao UOL Notícias.
UOL Notícias: Por que o senhor defende a criação de um tributo para a saúde e a que atribui toda a mobilização pelo fim da CPMF?
Adib Jatene: A mobilização contra a CPMF surgiu da aversão aos impostos do setor mais diferenciado da sociedade. Os mais ricos resistem em assumir que são responsáveis por suprir necessidades da população de baixa renda. Há tempos a saúde pública precisa de mais recursos, especialmente após a ampliação da assistência a partir da Constituição de 1988. Mas, no momento em que se universalizou o acesso à saúde, simultaneamente, a Previdência Social se retirou do financiamento da assistência médica, causando um déficit para a saúde que até hoje não foi resolvido.
UOL Notícias: Isso porque, antes da Constituição de 1988, só tinha acesso à saúde pública quem tinha emprego formal e contribuía para a Previdência…
Adib Jatene: Sim, e eu já disse inúmeras vezes que os representantes regionais do extinto Inamps [Instituto Nacional Assistência Médica da Previdência Social] tinham mais poder que os secretários estaduais da saúde. Naquela época, uma grande parcela da população eram os indigentes, que não tinham direito a nada. E indigente era qualquer cidadão que não tinha emprego formal nem condições de pagar um hospital particular. No momento que universalizamos o atendimento, houve simultaneamente a crise da Previdência Social. O número de aposentados cresceu muito, até por conta da inclusão dos trabalhadores rurais no regime de aposentadorias. A Previdência chegou à conclusão de que não podia mais oferecer recursos para a saúde. O Inamps passou para o guarda-chuva do Ministério da Saúde e foram retirados todos os recursos da Previdência. Isso representou um rombo de mais de 50% no orçamento federal para a saúde. É isso que vem se tentando corrigir sem sucesso.
UOL Notícias: O senhor acha que a CPMF era um bom tributo?
Adib Jatene: Não estou discutindo se o tributo é bom ou ruim. Ofereçam-me outro tributo que seja melhor ou recursos de outra fonte. Houve oposição cerrada à CPMF porque ninguém queria pagar. Extinguiram-se R$ 40 bilhões, recursos que eram utilizados pelo governo. Você acha que, com as demandas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e de uma série de outras ações do governo, eles vão tirar recursos de outras áreas para dar para a saúde? Um país democrático tem que entender que o governo não gera recursos. Ele arrecada da atividade privada. Todo o dinheiro que governo tem sai das empresas, das pessoas. Se o governo passasse a imprimir dinheiro, criaria inflação. Em vez disso, ele cobra de quem pode pagar. Mas quem mais pode pagar é quem mais reclama de que paga muito.
UOL Notícias: A carga tributária não é elevada demais para o retorno social oferecido pelo governo?
Adib Jatene: Isso é uma falácia. Da carga tributária, é preciso retirar os recursos da Previdência Social, que não pertencem ao governo. Esses recursos são dos aposentados. Há 30 milhões de brasileiros recebendo aposentadoria. Isso não é benefício social. Tem países, como a China, nos quais o trabalhador não tem nenhum direito. Tem países em que a previdência é privada. No Brasil, ajustou-se um sistema, desde a época do presidente Getúlio Vargas, no qual seria retirada uma contribuição dos trabalhadores e dos empregadores, um recurso com destinação certa: o pagamento das pensões e aposentadorias. Isso tem que ser retirado da carga tributária, porque não pertence ao governo. Mesmo sem poder, o governo já fez isso no passado, quando havia um número reduzido de aposentados. Até para a construção da hidrelétrica de Itaipu foi usado dinheiro dos aposentados. Os grandes hospitais do Rio de Janeiro foram construídos todos com recursos da Previdência Social.
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na área de saúde fazem
ato pela aprovação da CSS
na Câmara
UOL Notícias: Qual é o tamanho da carga tributária brasileira se tirarmos da conta a Seguridade Social?
Adib Jatene: Se contar apenas os recursos que o governo pode utilizar, a carga tributária gira em torno de 25%. Se considerarmos um pouco de sonegação, um pouco menos do que isso. É por isso que vemos uma exuberância de determinados setores e uma pobreza enorme nos outros setores. Vá na avenida Berrini [zona sul da capital paulista] e veja toda aquela opulência, difícil de se encontrar em outros lugares do mundo. Mas ao lado vemos favelas, hospitais sem leito. É a assimetria característica do Brasil. O setor que conseguiu criar recursos, se desenvolver, quer crescer cada vez mais. E o setor que não tem recursos fica cada vez em maior dificuldade.
UOL Notícias: A elite brasileira é incapaz de estender a mão?
Adib Jatene: Esse é o problema. A elite financeira, a elite política, a elite intelectual… vive somente entre a elite. E quem se dispõe a ajudar os mais pobres e ir atrás dos recursos é combatido. O que o ministro José Gomes Temporão [Saúde] está fazendo é uma situação de desespero. Ele vê que pode fazer mais. Vê que tem uma parcela da população que tem tudo, da melhor forma que se faz no mundo. Mas ele não ignora que uma grande parcela da população não possui o mínimo para sobreviver. Ele vai buscar alguma coisa no orçamento e não consegue. Aí ele vem e propõe: “Eu preciso de R$ 10 bilhões a mais”. É pouco. Ele precisa de, no mínimo, R$ 50 bilhões a mais. Mas as pessoas que podem oferecer isso sem nenhuma dificuldade, incluem qualquer novo tributo na sua planilha de custos, repassa o valor ao consumidor final e reclama.
UOL Notícias: Há quem diga que o problema da saúde, a exemplo da administração pública em geral, não é de falta de recursos, mas de gestão. O senhor concorda com isso?
Adib Jatene: Se há problema de gestão na administração pública, temos que falar com o ministro do Planejamento, o ministro da Fazenda. Se há alguma irregularidade na distribuição de recursos, nas licitações, no superfaturamento de obras, que eu ouço falar muito, é com eles que devemos falar, para apurar se houve desperdício de recursos públicos. Mas precisamos ver se na saúde pública há desperdício. Eu acho que não. Porque, na saúde, paga-se por serviços prestados. Quando fui ministro, combati fortemente as irregularidades e fraudes. Hoje, não sei se você notou, ninguém fala mais em irregularidades na saúde. Falam em falta de leito, em exame que demora, em falta de atendimento. Mas fraude eu não ouço mais falar.
UOL Notícias: Houve alguns episódios, como as denúncias da máfia das ambulâncias, da máfia dos sanguessugas, na compra de hemoderivados…
Adib Jatene: Isso ocorre em licitações. É crime e temos de punir os responsáveis. Mas, no pagamento das ações de saúde, ela é feita em relação a serviços já prestados. E como o volume de recursos é limitado, em cada Estado e município, há teto de pagamento para as instituições. Se um hospital atende acima do teto, o governo não paga. O hospital Beneficência Portuguesa atende pelo Sistema Único de Saúde. Cerca de 60% do atendimento é pela assistência pública. Mas o hospital recebe só 38%. O resto ele próprio precisa arcar. Vai entrevistar o Rubens Ermírio de Moraes, que é o atual presidente do hospital. Ele provavelmente dirá: “Ok, vocês não podem pagar mais do que 40% da minha capacidade, deixa eu atender o restante pelos planos de saúde, para que eu possa equilibrar minhas contas”. Mas não, ele tem de atender a todos e arcar com a diferença. O Hospital das Clínicas também tem um teto. Se ele atende acima do teto, o governo não paga. É justo? É claro que não é justo. E o Ministério da Saúde não paga mais porque não tem dinheiro.
UOL Notícias: O senhor acredita que esse novo tributo será aprovado, a despeito de toda a pressão dos industriais contrários ao aumento da carga tributária?
Adib Jatene: O ministro da Saúde fez o seu papel. Porque ele tem a responsabilidade de dizer que estão faltando recursos, que ele não consegue obter mais verba dentro orçamento. Ele propôs uma alternativa. Se negarem os recursos, não foi por omissão dele. Antes de extinguir a CPMF, havia o compromisso do governo de repor ao menos R$ 25 bilhões para a Saúde. E não foi reposto. O ministro está pedindo R$ 10 bilhões, que representa 0,1% da movimentação financeira. O sujeito que movimenta R$ 1.000, vai pagar R$ 1. Quem movimenta R$ 100 mil por mês, vai gastar R$ 100. Ora, quem está nessa faixa de renda gasta muito mais que R$ 100 num almoço com a mulher no fim de semana. Mas ele não quer oferecer esse recurso. Então não venham acusar o ministro de não pelejar por uma saúde melhor.
UOL Notícias: Quando o senhor foi ministro, também teve de ficar com o pires na mão?
Adib Jatene: Sim. Eu vou dar um exemplo da diferença entre vinculação de recursos e a partilha do orçamento. Recentemente, as três universidades públicas paulistas (USP, Unicamp e Unesp) fizeram um balanço da vinculação de recursos. Até 1989, todas as greves nas universidades iam estourar no gabinete do governador. Nessa época, José Aristodemo Pinotti, que havia sido reitor da Unicamp, era secretário de Saúde do governador Orestes Quércia. Então, ele sugeriu ao Quércia vincular recursos para as três universidades. Estabeleceu-se 9,17% da arrecadação do ICMS. A USP ficou com 4,47% do ICMS. Nesta época, o orçamento da USP era exatamente igual ao do Hospital das Clínicas, cerca de US$ 300 milhões. A USP continuou com a sua parcela do ICMS, aumentou só um pouquinho a porcentagem, nada demais. E o Hospital das Clínicas ficou na disputa do orçamento ano a ano. Passados 20 anos, o orçamento da USP era mais que o dobro do orçamento do hospital.
UOL Notícias: Por que é tão difícil garantir recursos para a saúde na partilha do orçamento?
Adib Jatene: É um investimento que não tem retorno político. Sempre terá quem reclame, quem diga que precisava fazer mais. Mas se você faz uma grande obra, uma ponte estaiada, isso fica como realização do governo.
UOL Notícias: Pode construir um hospital, mas depois herdará as contas para mantê-lo funcionando…
Adib Jatene: Depois de inaugurado, você passa a gastar o dobro. Todo ano. O custo de manutenção anual costuma ser o dobro do investimento na construção. Se construir uma grande rede de hospitais, pode consumir todo o orçamento. Qual é a estratégia? Não faça. Eu tenho a prova aqui [diz, ao mostrar um mapa da cidade de São Paulo debaixo do tampo de vidro de sua mesa, na diretoria do HCor]. Temos 4 milhões de habitantes na cidade de São Paulo que moram em bairros sem nenhum leito hospitalar. Além disso, outros 4 milhões vivem em bairros com 1,2 leitos por mil habitantes, quando o mínimo aceitável seria 2,5 leitos. Enquanto isso, nós temos 1,8 milhão de pessoas vivendo em áreas que têm uma média de 13 leitos por mil habitantes, aí incluídos bairros como Jardim Paulista, Morumbi, Bela Vista. O descompasso é enorme, mesmo na cidade mais rica do país. O ministro da Saúde está no caminho certo, mas está pedindo pouco. Deveríamos caminhar para os 30% do orçamento da Seguridade, que daria algo em torno de R$ 120 bilhões.
UOL Notícias: Ao propor novos impostos, ele não sairá desgastado?
Adib Jatene: Quem tem dinheiro tem condições de mobilizar a imprensa, fazer propaganda para dizer que a população está sendo prejudicada, que o beneficiário é o prejudicado pela CPMF. Não existe opinião pública. O que existe é opinião publicada que forma a opinião pública. Só ganha eleição quem tem bom marqueteiro e quem tem dinheiro para financiar o marketing. Se os industriais fazem oposição à medida, o ministro da Saúde vai ter apoio de quem? Do centro de saúde da periferia? Bom, ele está fazendo seu papel, está indo para o Congresso pedir mais recursos…
Raimundo Pacco/Folha Imagem
O ministro está pedindo
R$ 10 bilhões, que representa 0,1% da movimentação financeira. O sujeito que movimenta R$ 1.000, vai pagar R$ 1. Quem movimenta R$ 100 mil por mês, vai gastar R$ 100. Ora, quem está nessa faixa
de renda gasta muito mais
que R$ 100 num almoço no
fim de semana. Mas ele não quer oferecer esse recurso
UOL Notícias: E quando o ministro deixará de sair com um pires na mão, para reivindicar mais recursos para a Saúde?
Adib Jatene: Nunca. Com ou sem a nova CPMF, ele continuará de pires na mão, porque precisa de mais recursos para fazer um bom trabalho. Por isso que, quando brincaram comigo há um tempo atrás, perguntando se eu aceitaria voltar a ser ministro da Saúde, eu disse que não. Que só aceitaria ser ministro da Fazenda, porque aí eu realmente teria como interferir na aplicação do dinheiro público.
UOL Notícias: E nunca te convidaram para este posto?
Adib Jatene: Não… [risos]
UOL Notícias: Por que não foi possível corrigir o problema da falta de recursos após 20 anos de Sistema Único de Saúde?
Adib Jatene: A discussão gira em torno de duas opções. Disputar a partilha do orçamento federal ou ter recursos vinculados para a assistência médica. Disputar a partilha do orçamento é sempre desfavorável, porque a saúde precisa competir com os investimentos de infraestrutura, de áreas mais prestigiadas no governo. É por isso que insistimos que num setor como a saúde deve-se ter recursos vinculados. Eu lutei por isso. O ministro José Serra [hoje governador de São Paulo] lutou por isso. Eu consegui a CPMF, mas ela foi esvaziada. Porque, no momento em que os recursos da CPMF começaram a ingressar, a área econômica do governo passou a retirar, das fontes que o Ministério da Saúde já tinha, um valor superior ao da CPMF.
UOL Notícias: Isso por intermédio da Desvinculação das Receitas da União?
Adib Jatene: A desvinculação era um item. A CPMF, que deveria ser um recurso a mais, passou a ser substitutivo. Passou a substituir os recursos que foram retirados da Saúde. O problema todo foi esse. O orçamento deveria crescer. Mas isso não aconteceu, porque reduziram os recursos na outra ponta, pelo orçamento.
UOL Notícias: E os recursos foram retirados para fazer o quê?
Adib Jatene: Eu não sei. Para atender as outras necessidades do governo. Eu não discuto as outras necessidades. O que eu discuto é que, constitucionalmente, se ofereceu um sistema público de saúde para atender toda a população. E os parlamentares estabeleceram, nas disposições transitórias da Constituição, que 30% do orçamento da Seguridade Social deveria ser destinado à Saúde.
UOL Notícias: O que daria hoje algo em torno de quanto?
Adib Jatene: No ano passado, o orçamento da Seguridade deu algo em torno de R$ 430 bilhões. Trinta por cento daria R$ 129 bilhões. Mas o orçamento da Saúde ficou em pouco mais de R$ 50 bilhões. Esse descompasso deixou a saúde numa posição muito desconfortável. O setor privado dispõe de quase R$ 2.000,00 per capita ao ano. O sistema público tem R$ 650 per capita ao ano. Só que o setor privado trabalha apenas na assistência médica hospitalar e ambulatorial. Enquanto a saúde pública, além da assistência médica, trabalha na vigilância epidemiológica, na vigilância sanitária, nas imunizações, numa série de ações que o setor privado não faz.
UOL Notícias: É isso o que explica a diferença na qualidade de atendimento entre um hospital público e um privado?
Adib Jatene: Com os recursos de que dispõe, é impossível o setor público ter um nível de assistência mais diferenciado. Os profissionais da saúde têm lutado há muito tempo para conseguir recursos. O ministro da Saúde não consegue na partilha do orçamento mais do que ele já tem. Mas ele precisa de mais recursos. Ele tenta fazer alguma coisa que já foi feita no passado para garantir mais recursos.
UOL Notícias: Um novo tributo, à imagem e semelhança da CPMF…
Adib Jatene: Por que não? A CPMF não causou nenhum prejuízo. Tanto que, quando ela foi extinta, não houve nenhum impacto para a sociedade. Não baixou preço de nada, não houve nenhum impacto, nem para as empresas nem para o povo.
UOL Notícias: Porque a Previdência se retirou da saúde?
Adib Jatene: O número de aposentados cresceu. Hoje, cerca de 30 milhões de brasileiros vivem com recursos da Previdência. Paga-se pouco, mas dá para o sujeito viver. Então, como ainda dizem que a população não tem nenhum benefício? Quer comparar o nosso sistema de saúde com o da França ou Canadá? Eles gastam US$ 2.500 per capita. Isso dá quase R$ 5.000,00 per capita. Nós dispomos de apenas R$ 650 reais per capita. É desonesto fazer esse tipo de comparação. As pessoas se esquecem da evolução dos países. Os países da Europa ocidental se desenvolveram com a Revolução Industrial. Naquele período, houve uma grande migração das pessoas para as cidades. Só que os trabalhadores não tinham nenhum direito. Trabalhavam 16 horas por dia, inclusive crianças. O que aconteceu? Surgiu Karl Marx, que escreveu uma doutrina sobre a exploração do trabalhador pelo capital. Mas eles passaram por isso 200 anos antes. E, nessa época, esses países tinham colônias. Eles drenavam a riqueza do resto do mundo. As grandes cidades da Europa foram construídas no século 19. É uma história absolutamente distinta da nossa. A China, hoje, tem um grande desenvolvimento econômico, mas não dá nada para o trabalhador. E todo mundo acha formidável a China. No Brasil, pelo menos, o trabalhador tem aposentadoria.
Jean Ayissi/AFP
Quer comparar o nosso sistema de saúde com o
da França ou Canadá? Eles gastam US$ 2.500 per capita. Nós dispomos de R$ 650
UOL Notícias: Quer dizer que o Brasil optou por um modelo de desenvolvimento mais humano?
Adib Jatene: A sociedade brasileira decidiu garantir ao menos a previdência e a saúde, e se engrandece com essa escolha. Está cuidando daqueles que podem menos e dando as mínimas condições de sobrevivência. Mas o setor da saúde não tem o mínimo de recursos para dar assistência à toda população. Como o Brasil não tem o volume de recursos suficientes para fazer o saneamento, o transporte, a segurança, a habitação. O Brasil ainda é um país pobre, que se industrializou muito recentemente. Nós temos de correr atrás do prejuízo. Mas houve um setor da nossa sociedade que se desenvolveu, que vive hoje como se estivesse num país de US$ 40 mil de renda per capita. É este setor que tem grande compromisso de corrigir as desigualdades.
UOL Notícias: E não cumpre esse compromisso?
Adib Jatene: Resiste. Eu digo sempre que no Brasil existe a sonegação ilegal, que é crime, precisa ser apurado, e a sonegação legal.
UOL Notícias: O que seria a sonegação legal?
Adib Jatene: São itens na legislação que permitem ao sujeito não pagar impostos. O nosso setor de exportação, por exemplo, não paga nada. Quantos bilhões ele movimenta? Não importa, o setor não paga nada. Então, se diz: “Não podemos exportar impostos”. Ok. Mas como é que vou atender tantas pessoas nos hospitais. Dizia-se que a CPMF era um imposto ruim, com efeito em cascata, que afetava no preço do pãozinho, do café, do feijão… Era de se esperar que, com a retirada da CPMF, desmontasse a cascata e isso resultasse numa redução de preços. Passado um ano, eu pergunto: Aconteceu? Nada, absolutamente nada, eram argumentos falsos.
UOL Notícias: Os defensores da CPMF também costumam ressaltar seu papel na prevenção da sonegação de impostos.
Adib Jatene: É verdade. Quando criaram a CPMF, a Receita Federal ficou proibida de cruzar as informações do tributo para verificar as declarações de imposto de renda. Foi preciso que o Everaldo Maciel [secretário da Receita Federal no governo Fernando Henrique Cardoso] demonstrasse que, dos cem maiores contribuintes da CPMF, 62 nunca haviam pago Imposto de Renda. Ele também demonstrou a existência de microempresas, que por definição não podem movimentar mais de R$ 100 mil por ano, movimentando R$ 100 milhões por ano. Então, se permitiu o cruzamento de dados. E a arrecadação cresceu absurdamente, só com o indicativo da sonegação propiciado pela CPMF.
UOL Notícias: Quanto o Sistema Único de Saúde paga por cada consulta?
Adib Jatene: Paga-se, em média, R$ 7. Na época do Inamps, pagava-se seis unidades de valor. Cada unidade correspondia a 1% do salário mínimo. O salário mínimo, hoje, é R$ 475. É só fazer as contas. Hoje, isso daria R$ 28,50, o mesmo que os planos de saúde pagam aos hospitais particulares. Algumas seguradoras pagam mais, a maioria gira em torno disso. Só que o SUS só paga R$ 7. E esse descompasso ocorre em todos os procedimentos. É uma situação insustentável. Fizemos o Programa Saúde da Família, para oferecer atendimento básico a toda a população. Alcançamos 100 milhões de pessoas. Falta quase a metade dos brasileiros. Por que não atendemos todo mundo? Falta dinheiro. Se eu quiser construir hoje um centro de saúde numa área com deficiência, o secretário do município pode me dizer: “Não faça, porque eu não tenho dinheiro para colocar o hospital em operação”.
UOL Notícias: O senhor disse certa vez que, pelo o que o SUS oferece, talvez ele seja o sistema de saúde mais bem gerido do mundo. Por quê?
Adib Jatene: Quando você trabalha com grande deficiência de recursos, você apura o seu desempenho. E ele vem sendo apurado. Vários hospitais de primeira linha foram buscar no SUS os seus gestores. Quem é o superintendente do prestigiado hospital Sírio Libanês? Gonçalo Vecina [ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e secretário da Saúde do município de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (PT)]. Quer dizer que ele era um péssimo gestor quando estava no sistema público e agora é bom? Nada disso. O Sírio Libanês, o Albert Einstein têm recursos para gerir bem. O SUS não tem recursos para gerir.
UOL Notícias: E o que consegue fazer com o pouco que tem?
Adib Jatene: Anualmente, o SUS interna 11 milhões de pessoas, faz 3 milhões de partos, 400 milhões de consultas. Nós erradicamos a poliomielite, o sarampo, a rubéola. Nós vacinamos mais do que qualquer país do mundo. Temos um programa de combate à Aids que é referência internacional. Fazemos hemodiálise para uma quantidade brutal de pessoas. Cirurgias complexas. Os transplantes de fígado feitos no Albert Einstein é o SUS que paga. Oncologia, medicamentos que os planos de saúde não cobrem… É um trabalho tão grande, que a população que pode deveria vir ajudar espontaneamente, e não obrigada por tributos.
Marcelo Teixeira em 8/setembro/2009 as 10:31
Não resisto:
Parábola do Rato
Certo dia, um homem entrou numa loja de antigüidades e se deparou com uma belíssima estátua de um rato. Bestificado com a beleza da obra de arte, ele correu ao balcão e perguntou o preço ao vendedor:
- Quanto custa?
- A peça custa R$ 50 e a história do rato custa R$ 1000.
- O quê? Você ficou maluco? Fique com a estorinha.
- Vou levar só a obra de arte.
Feliz e contente o homem saiu da loja com sua estátua debaixo do braço.
Bela pechincha tinha ele conseguido!
À medida que ia andando, percebeu, mortificado, que inúmeros ratos saíam das lixeiras e bocas de lobo na rua e passaram a segui-lo.
Estava ficando assustador. Ninguém a acudí-lo!
Correndo desesperado, o homem foi até o cais do porto e atirou a peça com toda a sua força para o meio do mar.
Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas se jogarem atrás e morrerem afogadas.
Coisa de louco, sô !
Ainda sem forças, o homem voltou mais que depressa pro antiquário e, logo ao chegar, o vendedor já lhe foi dizendo :
- Já sabia…! Veio comprar a história, não é?
- Não! Eu quero saber se você tem uma estátua do FHC, José Serra, Geraldo Alkmin ou Gilberto Kassab (qualquer um)…
Marcelo Teixeira em 8/setembro/2009 as 10:28
PHA
A Frase – adotar uma “estratégia para o Sul,” “a Southern estrategy” é muito parecida com a do PSDEMB – Lula fala a lingua dos Pobres e dos Nordestinos. precisamos aprender a falar também.
-
CARLOS em 8/setembro/2009 as 10:00
è isso ai PHA, sou baiano ou melhor nordestino. e o meu povo sabe disso PSDB E DEMO nao tem mas vez por,
José Eduardo em 8/setembro/2009 as 9:54
Zé Pedágio (vulgo Chirico Serra) sabe muito bem que o povo não quer saber dele. Fugiu espavorido do desfile de 7 de Setembro com medo das vaias.
Livro-bomba acusa FHC de ter servido a CIA
Mal chegou às livrarias e “Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura” já se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano.
A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
João CArlos Sá Pereira em 8/setembro/2009 as 9:50
Livro-bomba acusa FHC de ter servido a CIA
Mal chegou às livrarias e “Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura” já se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano.
A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. “Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: “Consistente e fascinante” (The Washington Post). “Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA” (Spectator). “Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente” (The Times).
Dinheiro da CIA para FHC
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”. Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro de 69.
Fundação Ford
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da podero sa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
Agente da CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer ” conferências” em universidades norte-americanas e européias. Era “um homem da Fundação Ford”. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
Milhões de dólares
1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).
2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências , haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).
3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).
FHC facinho
4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).
5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, n a Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colombia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).
6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. “Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: “Consistente e fascinante” (The Washington Post). “Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA” (Spectator). “Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente” (The Times).
Dinheiro da CIA para FHC
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”. Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro de 69.
Fundação Ford
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da podero sa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
Agente da CIA
Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer ” conferências” em universidades norte-americanas e européias. Era “um homem da Fundação Ford”. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.
Milhões de dólares
1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).
2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências , haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).
3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).
FHC facinho
4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).
5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, n a Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colombia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).
6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
Enquete
Do amigo navegante Giva: Onde estava Serra no desfile de 7 de setembro ?
Em Brasília, que é onde o presidente eleito deve acompanhar os festejos da Independência
Reunido com os “estrategistas” do PiG, pensando um jeito de subir nas pesquisas
Foi almoçar com o Jobim para tratar como será conferido o resultado da eleição de 2010
Aproveitou o feriado para passar em revista às praças de pedágio de SP
Dentro do buraco do Metrô de SP
Na feira, comprando banana por quilo
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Leia a íntegra do pronunciamento de Lula sobre o pré-sal, para celebrar a Independência
7/setembro/2009 10:26
Para os tucanos e o PiG, o Sete de Setembro e a Independência não passam de “uma palhaçada”. Para Lula, é preciso “celebrar uma nova independência”.
Já que o PiG (*) boicotou a notícia de o Presidente da República, na noite que antecedeu as celebrações do Dia da Independência, trata uma descoberta de petróleo como uma nova Independência, o Conversa Afiada, com muito orgulho, publica a íntegra do texto e dá clique para o vídeo do pronunciamento:
Pronunciamento à nação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cadeia nacional de rádio e televisão, por ocasião do 187º aniversário da Independência do Brasil
Brasília-DF, 06 de setembro de 2009
Queridas Brasileiras e Queridos Brasileiros,
É comum que o 7 de setembro sirva para a gente enaltecer o passado e pensar o presente. Desta vez é diferente: este é o 7 de setembro do Brasil festejar o futuro. De celebrar uma nova independência.
Esta nova independência tem nome, forma e conteúdo. Seu nome é pré-sal; seu conteúdo são as gigantescas jazidas de petróleo e gás descobertas nas profundezas do nosso mar; sua forma é o conjunto de projetos de lei que enviamos, há poucos dias, ao Congresso Nacional. E que vai garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros.
Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos.
Posso resumir em duas frases a proposta do governo: de um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos. E mais: obriga que este dinheiro seja aplicado em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.
Minhas amigas e meus amigos,
O pré-sal é uma das maiores descobertas de todos os tempos. Ainda não se pode dizer, com exatidão, quantos bilhões de barris de petróleo existem nele. Mas já se pode garantir, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo e gás do mundo.
Elas se espalham por uma área de 149 mil quilômetros quadrados, que começa no litoral do Espírito Santo e termina no de Santa Catarina. É uma área do tamanho do estado do Ceará.
As jazidas ficam debaixo de uma lâmina de água e de camada de sal, que, em alguns pontos, correspondem a dez morros do corcovado empilhados.
Minhas amigas e meus amigos,
O que deve fazer um povo livre, responsável e soberano ao receber tamanha dádiva de Deus? Garantir que esta riqueza não escape de suas mãos, buscar os meios mais eficientes de explorá-la e modernizar suas leis para não repetir os erros de outros países.
A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio-ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria.
Por isso, dei orientações bem claras aos ministros. Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo brasileiro. Como no pré-sal, os possíveis sócios terão poucos riscos, eles não podem ficar com a parte da renda. Ela tem que ser do povo. Segunda orientação: o Brasil não pode ser um mero exportador de óleo cru. Vamos agregar valor aqui dentro, exportando derivados, como gasolina, diesel e produtos petroquímicos, que valem muito mais. Vamos construir uma poderosa indústria de equipamentos e serviços e gerar milhares e milhares de empregos brasileiros. Terceira orientação: não vamos nos deslumbrar e sair por aí, como novos ricos, torrando dinheiro em bobagens. O pré-sal é um passaporte para o futuro. Vamos investir seus recursos naquilo que temos de mais precioso e promissor: nossos filhos, nossos netos, nosso futuro.
Minhas amigas e meus amigos,
Os ministros seguiram estas diretrizes e honraram o compromisso com o povo brasileiro. A principal mudança que estamos propondo é que, nas áreas ainda não exploradas do pré-sal, passe a vigorar o modelo de partilha. Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração.
O modelo de concessão, que foi adotado em 97, não se adapta a nova situação. Seria um erro mantê-lo no pré-sal. Um erro grave. Ele foi implantado quando não sabíamos da existência de grandes reservas e o País não tinha recursos para explorar seu petróleo.
Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos.
Não podia ser diferente. Afinal, temos dentro de casa uma das maiores, melhores e mais respeitadas empresas de petróleo do mundo. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte.
Este trabalho será complementado pela Petro-sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização. Ela não vai concorrer com a Petrobras. Sua função é outra – a de ser o olho do povo na fiscalização de toda operação.
Minhas amigas e meus amigos,
Hoje o Brasil tem todas as condições políticas, econômicas e tecnológicas para enfrentar este desafio. A economia do Brasil vive um novo momento. De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.
Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.
O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.
A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.
A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.
O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros.
Minhas amigas e meus amigos,
Este é um governo que acredita no Brasil e no que ele tem de mais rico: o seu povo.
É por isso que propomos que os recursos do pré-sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano. De um lado, o novo fundo será uma mega-poupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza.
De outro lado, funcionará, também, como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente.
Todos estes temas estão agora em discussão no Congresso Nacional e eu sei que contaremos, mais uma vez, com o apoio livre e soberano do Legislativo na construção deste novo Brasil.
Uma ação desta amplitude só pode ocorrer, de forma saudável, em um ambiente democrático. A democracia é o ambiente mais saudável para o crescimento.
O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro.
Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva pra seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil.
O Brasil não tem medo de crescer, nem de buscar os melhores caminhos. Não vai ficar preso a dogmas, a modelos fechados ou a falsas verdades.
O Brasil acredita no livre mercado mas também no papel do estado como indutor do desenvolvimento. E saberá sempre buscar o equilíbrio que garanta o melhor para seu povo.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
É tempo de ampliarmos, ainda mais, a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro.
Viva o 7 de setembro! Boa noite!
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
Clique aqui para ir ao vídeo do pronunciamento do Presidente da Republica do Brasil, na véspera do Sete de Setembro
Clique aqui para ver como os tucanos tratam o Sete de Setembro: como “uma palhaçada”
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NICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA !!!!!
CADE VOCE?????
TO TE PROCURANDO.
boa noite
abraços
AH !
ESQUECI…
PEDRO PAULO É MEU NOVO NICK.
EM HOMENAGEM A VOCE…
boa noite e
abraços
Eu?
To aqui, ue.. kifoi?
Não grita…
Uia..
É o Pedroso?
(pensei que fosse gente…)
Xau
NUM TO GRITANDO NÃO.
SÓ TO FALANDO UM POCO ALTO.
NEM MESMO ESTOU FALANDO ALTO.
É QUE SOU VEEMENTE.
niquinhaaaaaaaaaa
boa noite
abraços
Niquinhaaaaaaaaaa !
Num deixa a Betrinha falar mal de eu não,
tá ??
boa noite
Se vocês presenciarem alguém latindo, podem ter certeza que é Leonardo, Pedroso ou Pedro Paulo e tutti quanti. São tudo bosta do mesmo pasto! Nem a mosca do cocô do cavalo do bandido… quer pousar aí
Pô Verardo…
Tu tá me camando de dog é???
Eu até que gostava duce.
Agora nossa amizade acabou.
boa noite
Everaldo
Engano seu, somos a Caravana, mas por favor, vai ali no poste
O David disse:
Há dezesseis anos o sr. Luís Inácio Lula da Silva, junto com outros líderes esquerdistas, se reúne regularmente com os representantes de entidades criminosas como as Farc, fornecedoras de cocaína ao mercado nacional, e o MIR chileno, seqüestrador de brasileiros.
O órgão que promove esses encontros chama-se Foro de São Paulo. Foi Lula quem o fundou e presidiu até 2002, mas mesmo depois de assumir a presidência da República continuou participando dos encontros.
*************
Vejam essa jóia que eu descobri escondidinho no site oficial do PT.
A data é de 2005 e o arquivo estava sob o nome “pr812a.doc”.
Um discurso do ácaro que fez no foro de São Paulo sem que o povo brasileiro tomasse conhecimento. Está em papel timbrado com os dizeres:
Presidência da República
Secretaria de Imprensa e Divulgação
Discurso do Presidente da República
Abaixo:
Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ato político de celebração aos 15 anos do Foro de São Paulo
São Paulo-SP, 02 de julho de 2005
Meus queridos companheiros e companheiras dirigentes do Foro de São Paulo que compõem a mesa,
Meus queridos companheiros e companheiras que nos estimulam com esta visita ao 12º Encontro do Foro de São Paulo,
Não preciso ler a nominativa toda, porque os nomes já foram citados pelo menos três vezes. E se eu citar mais uma vez, daqui a pouco alguém vai querer se candidatar a vereador ou a prefeito, aqui, em São Paulo.
Primeiro, uma novidade: sabem por que a Nani está sentada lá atrás? Porque há poucos dias o Brasil ganhou da Argentina e ela não quer ficar aqui perto da mesa.
Meus companheiros, minhas companheiras,
Como sempre, eu tenho um discurso por escrito, como manda o bom protocolo da Presidência da República, mas, como sempre também, eu tenho uma vontade maluca de fazer o meu improviso.
E eu queria começar com uma visão que eu tenho do Foro de São Paulo. Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo.
E digo isso porque, nesses 30 meses de governo, em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990, quando éramos poucos, desacreditados e falávamos muito.
Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranqüila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela.
E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela.
Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política.
Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente.
Certamente não é tudo que as pessoas desejam, se olharmos o ideal do futuro que queremos construir, mas foi muito, se nós olharmos o que éramos poucos anos atrás no nosso continente. Era um continente marcado por golpes militares, era um continente marcado por ausência de democracia. E hoje nós somos um continente em que a esquerda deu, definitivamente, um passo extraordinário para apostar que é plenamente possível, pela via democrática, chegar ao poder e exercer esse poder. Esse poder que é construído no dia-a-dia, esse poder que é construído a cada momento com muita dificuldade. Mas, quando exerce o cargo de presidente da República de um país, ele não será lembrado apenas pela quantidade de obras que conseguiu realizar ou apenas pela quantidade de políticas sociais que ele fez.
Eu tenho feito questão de afirmar, em quase todos os pronunciamentos, que a coisa mais importante que um governante pode fazer é estabelecer um novo padrão de relação entre o Estado e a sociedade, entre o governo e as entidades da sociedade civil organizada. E consolidar, de tal forma, que isso possa ser duradouro, independente de quem seja o governo do país.
E é por isso que eu, talvez mais do que muitos, valorize o Foro de São Paulo, porque tinha noção do que éramos antes, tinha noção do que foi a nossa primeira reunião e tenho noção do avanço que nós tivemos no nosso continente, sobretudo na nossa querida América do Sul.
Todas as vezes que um de nós quiser fazer críticas justas, e com todo direito, nós temos que olhar o que éramos há cinco anos atrás na América Latina, dez anos atrás, para a gente perceber a evolução que aconteceu em quase todos os países da nossa América.
E eu quero dizer para vocês que muito mais feliz eu fico quando tomo a informação, pelo Marco Aurélio ou pela imprensa, de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador, porque significa a aposta decisiva na consolidação da democracia no nosso país.
Se não fosse assim, o que teria acontecido no Equador com a saída do Lucio Gutiérrez? Embora o Presidente tenha saído, a verdade é que o processo democrático já está mais consolidado do que há dez anos atrás.
O que seria da Bolívia com a saída do Carlos Mesa, recentemente, se não houvesse uma consciência democrática mais forte no nosso continente entre todas as forças que compõem aquele país?
A vitória de Tabaré, no Uruguai: quantos anos de espera, quantas derrotas, tanto quanto as minhas. Ou seja, a paciência de esperar, de construir, de somar, de estabelecer políticas que pudessem consolidar, definitivamente, não apenas a vitória, mas tirar o medo de muita gente do povo, que se assustava quando imaginava que a esquerda pudesse ganhar uma eleição.
O que significa a passagem da Argentina? Num momento em que ninguém queria ser presidente, o Duhalde assume e consegue, em dois anos, não só começar a recuperar a economia da Argentina, como consegue eleger um sucessor com a personalidade do presidente Kirchner.
Os chilenos, depois de tantas e tantas amarguras, num período que muita gente não quer nem se lembrar, estão agora prestes a, pela quarta vez consecutiva, reeleger um presidente, eu espero que uma presidente, ou seja, uma mulher presidente daquele país. Isso não é pouco, isso é muito.
E o que nós precisamos é trabalhar para consolidar, para que a gente não permita que haja qualquer retrocesso nessas conquistas, que são que nem uma escada: a gente vai conquistando degrau por degrau. E, às vezes, até paramos um pouco num degrau para dar um passo um pouco maior, porque se tentarmos dar um passo muito grande poderemos cair, nos machucar e a caminhada retrocederá.
O Foro de São Paulo, na verdade, nos ensinou a agir como companheiros, mesmo na diversidade. A coordenação do Foro de São Paulo, que envolvia parte das pessoas que estão aqui, não pensava do mesmo jeito, não acreditava nas mesmas profecias, mas acreditava que o Foro de São Paulo poderia ser um caminho. E foram inúmeras daquelas reuniões que ninguém quer participar, às vezes, pegar um vôo, andar quatro, cinco horas de avião e parando três, quatro vezes para chegar num lugar e encontrar meia dúzia de companheiros para se reunir. E esses companheiros que tiveram a coragem de assumir essa tarefa, eu acho que hoje podem estar orgulhosos, porque valeu a pena a gente criar o Foro de São Paulo.
No começo, eu me lembro que alguns partidos nem queriam participar, porque acharam que nós éramos um bando de malucos. O que não faltava eram adjetivos. E quanto mais perto as pessoas iam chegando do poder, mais distantes iam ficando do Foro de São Paulo.
A minha vinda aqui, hoje, é para reafirmar uma coisa: a gente não precisa esquecer os nossos companheiros quando a gente ganha uma eleição para presidente da República. A gente precisa continuar tendo as nossas referências para que a gente possa fazer cada vez mais e cada vez melhor. E é isso que eu quero fazer como exemplo, ao sair de Brasília e vir aqui.
Vocês sabem que eu não posso brincar o tanto que eu já brinquei, as coisas que fazia nos outros, porque quando nós começamos o Foro de São Paulo, a gente ficava implorando para ter um jornalista e não tinha nenhum. E hoje tem muitos e eu já não posso fazer as brincadeiras, eu não posso fazer o que fazia antes e nem dizer tudo o que eu dizia antes.
Mas uma coisa eu quero que vocês saibam: valeu a pena acreditar em nós mesmos e saber que nós vamos levar muitos anos, muitos… Nós não conseguiremos fazer as transformações que acreditamos e por que brigamos tantos anos em pouco tempo. É um processo de consolidação.
Eu estava vendo as imagens do primeiro encontro e fico triste porque a velhice é implacável. A velhice parece que só não mexe com a Clara Charf, que é do mesmo jeito desde que começou o primeiro Foro, mas todos nós, da mesa, envelhecemos muito. Espero que tenha valido a pena envelhecer, Marco Aurélio. Eu me lembro que eu não tinha um fio de cabelo branco, um fio de barba branca e hoje estou aqui, todos estão, de barba branca.
Meus companheiros,
Eu estou feliz porque vocês acreditaram. Reuniões que não eram fáceis, difíceis, muitas vezes as divergências eram maiores que as concordâncias e sempre tinha a turma que fazia o meio de campo para contemporizar, procurar uma palavra adequada para que não houvesse nada que pudesse criar embaraço para o Foro de São Paulo.
Eu quero dizer uma coisa para vocês: não está longe o dia em que o Foro de São Paulo vai poder se reunir e ter, aqui, um grande número de presidentes da República que participaram do Foro de São Paulo.
As coisas caminham para isso. Nós aprendemos que a organização da sociedade é um instrumento excepcional e nós aprendemos que o processo democrático pode garantir que a gente concretize esses sonhos nossos.
No Brasil, eu espero que o PT tenha preparado para vocês os informes que vocês devem levar para os seus países, e é importante que o Foro de São Paulo consiga que os outros países apresentem também as coisas que estão acontecendo em cada país, para que a gente vá consolidando os avanços das políticas sociais que tanto nosso povo precisa.
Esses dias eu estava assinando, ou melhor, sancionando o Fundo de Habitação Popular, lá em Brasília, e não tinha me dado conta de que, quando foi falar o líder do povo, que luta por habitação no Brasil, ele não agradeceu a lei que vai criar o Fundo, ele não fez menção. A coisa mais importante para ele não era o fato de termos criado uma lei que criava um fundo de moradia; a coisa que mais o marcou no discurso é que era a segunda vez que ele tinha conseguido entrar no Palácio de governo do Brasil. E aí a minha memória voltou a 1994, o Marco Aurélio estava comigo, quando eu fui visitar o Mandela. Na porta do Palácio tinha um monte de pessoas, mulheres e homens, andando felizes. E eu perguntei para o Mandela: o que essa gente faz aqui, desfilando? Ele falou: “Lula, essa gente era proibida de passar na frente do palácio, portanto, hoje eles vêm aqui. Só o fato de eles entrarem no recinto do Palácio, tem muitos que choram, tem muitos que querem colocar a mão na parede. E se eu estiver perto para tirar fotografia”, me dizia o Mandela, “então, isso é a realização máxima.”
Além disso a nossa relação, e é o Dulci que cuida da relação com o movimento social, eu penso que não existe, na história republicana, ou não sei se não existe na história da América do Sul, algum momento em que o movimento social esteve tão próximo das relações mais saudáveis possíveis com o governo do que nós temos hoje.
Vejam que os companheiros do Movimento Sem-Terra fizeram uma grande passeata em Brasília. Organizada, muito organizada. E todo mundo achava que era um grande protesto contra o governo. O que aconteceu? A passeata do Movimento Sem-Terra terminou em festa, porque nós fizemos um acordo entre o governo e o Movimento Sem-Terra, pela primeira vez na história, assinando um documento conjunto.
Alguns dias depois, foi a Confederação da Agricultura, milhares de trabalhadores. E quando chegaram no Palácio, já tinha um acordo firmado com os companheiros, que foram para as ruas fazer uma festa.
Esse tipo de comportamento, de mudança que houve no Brasil, demonstra que a democracia veio para ficar. A democracia veio, no nosso país, para se consolidar. E vocês, que são visitantes, companheiros que estão preocupados com as notícias que têm saído no Brasil, tenham consciência de uma coisa: seria impensável que eu fosse governar este país quatro anos e não tivesse problemas. Seria impensável, ou seja, nós já conseguimos o máximo, ou seja, nós já conseguimos fazer com que o FMI fosse embora sem precisar dar nenhum grito.
Eu dizia para o Palocci: Palocci, o que você vai fazer quando não precisar mais fazer acordo com o FMI? Porque alguns aqui passaram a vida inteira gritando, ou seja, de repente você construiu uma situação política em que não precisou fazer absolutamente nada a não ser dizer: não precisamos mais do acordo com o FMI.
Na política, o que está acontecendo eu encaro como uma certa turbulência, mas que só existe efetivamente num processo que vai se consolidando fortemente, da democracia.
Eu quero que vocês saibam e voltem para os seus países com a certeza de que eu entendo que a corrupção é uma das desgraças do nosso continente, e muitas vezes quando alguém falava que nós éramos pobres por conta do imperialismo, eu dizia: pode ser até meia-verdade, mas a outra verdade é que nesses países da América do Sul e da América Latina nem sempre nós tivemos dirigentes que fizessem as coisas corretas para o seu povo e com o dinheiro público.
É por isso que tenho afirmado, num pronunciamento, que seremos implacáveis com adversários e com aliados que acharem que podem continuar utilizando o dinheiro público para ficarem ricos, mas da mesma forma seremos também implacáveis no trabalho de consolidar o processo democrático brasileiro. Não permitiremos retrocesso. Alguns, antes de nós, morreram para que nós chegássemos onde nós chegamos, e nós temos consciência do sacrifício que se fez no Brasil, do sacrifício que se fez no Chile, do sacrifício que se fez na Argentina, do sacrifício que se fez no Uruguai, do sacrifício que se fez no Peru, do sacrifício que se fez na Colômbia, em todos os países, para que o povo pudesse sentir o gosto da coisa chamada democracia.
E, portanto, nós, estejam certos disso, o Lula que vocês conheceram há quinze anos atrás está mais velho, mas também muito mais experiente e muito mais consciente do papel que temos que jogar na política da América do Sul, da América Latina, da África e, eu diria, na nova concepção de política no mundo inteiro.
Não foi fácil criar o G-20, não. Não foi fácil convencer um grupo de países de que era possível mudar a geografia comercial do mundo se estabelecêssemos entre nós um grau de confiança e de relação em que pudéssemos, cada um de nós, entender que temos que nos ajudar muito mais. É por isso que hoje a gente pode olhar para vocês e dizer: a relação comercial Sul-Sul aumentou em mais de 50%. Nós estamos comprando mais e vendendo mais de nós mesmos. Nós estamos estabelecendo parcerias entre nossas empresas. Esses dias, fizemos não sei quantos acordos, 26 acordos, com a Venezuela. Agora foi feito um monte de acordos com a Colômbia. Estamos fazendo acordo com a Argentina, com o Chile, ou seja, os nossos empresários têm que se encontrar, estabelecer parceria. Os nossos sindicalistas têm que se encontrar e estabelecer formas conjuntas. Os partidos têm que se encontrar, os parlamentares têm que se encontrar, o Foro de São Paulo tem que exigir cada vez mais a criação de um parlamento do Mercosul para que a gente possa consolidar definitivamente o Mercosul, não como uma coisa comercial, mas como uma instância que leve em conta a política, o social, o comercial e o desenvolvimento.
Esses dias, nós fomos à Guiné-Bissau. Aliás nós já visitamos mais países da África, acho, do que todos os governantes da história do Brasil. E fomos à Guiné-Bissau e fizemos uma reunião. Guiné-Bissau é um país de língua portuguesa, pequeno, praticamente destruído. E eu dizia ao Presidente e aos parlamentares: para que guerra, para que uma guerra na Guiné-Bissau? É um país destruído. A única chance que aquele país tem é a construção da paz, eles têm que construir um país para depois brigar pelo poder, porque senão estão brigando em torno de nada. Nem o Palácio Presidencial está de pé. Eu fui ao banheiro do Presidente, não tinha água. E eu dizia: meu Deus do céu, vocês precisam encontrar um jeito de transformar a paz na mais importante bandeira de vocês, porque somente a partir dela é que vocês poderão construir o país.
Esse trabalho é um trabalho que leva anos e anos. E nós apenas estamos começando. Nós apenas estamos transitando pelo mundo tentando estabelecer uma nova ordem, em que a gente consiga as vitórias na Organização Mundial do Comércio, que precisamos. E foi assim que nós ganhamos a questão do açúcar, foi assim que nós ganhamos a questão do algodão, foi assim que nós ganhamos a questão do frango congelado. Parece pouco, mas era muito difícil ganhar uma coisa na Organização Mundial do Comércio. E por conta do G-20 já ganhamos três e poderemos ganhar muito mais, adotando o princípio que nós aprendemos desde que começamos a nossa militância política, de que se todos nós nos juntarmos, nós derrotaremos os outros.
Por isso, eu tenho viajado muito. Eu viajei, possivelmente, em dois anos, mais do que muitos presidentes viajaram e vou continuar viajando, porque as soluções para os problemas do Brasil não estão apenas dentro do Brasil, as soluções para os problemas de Cuba não estão só dentro de Cuba, não estão dentro da Argentina, não estão dentro da República Dominicana, não estão dentro do México, ou seja, é preciso que a gente resolva outros problemas externos para que a gente possa consolidar as soluções de alguns problemas internos.
Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de 15 anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. E eu estou certo de que nós poderemos continuar dando contribuição para outras forças políticas, em outros continentes, porque logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento, para que a gente possa transformar as nossas convicções de relações Sul-Sul numa coisa muito verdadeira e não apenas numa coisa teórica.
E eu estou convencido de que o Foro de São Paulo continuará sendo essa ferramenta extraordinária que conseguiu fazer com que a América do Sul e a América Latina vivessem um dos melhores períodos de democracia de toda a existência do nosso continente.
Muito obrigado a vocês. Que Deus os abençoe e que eu possa continuar merecendo a confiança da Coordenação, que me convide a participar de outros foros. Até outro dia, companheiros.
Comentário: Essa é uma confissão de culpa que deve ser avaliada pelo STF. Chega de proteger esse psicopata de duas caras. Se quiserem eu posso fornecer o arquivo…
O Governador de São Paulo tomou uma única atitude no dia de ontem: cancelou uma entrevista coletiva, por causa do mau tempo.
Clique aqui para ler “Chuíça (*) – Serra cancela coletiva por causa do mau tempo”
A coletiva não era para falar da crise em que a cidade se abatia.
A coletiva era para falar do combate ao fumo, a única coisa que ele imagina possa ser sua bandeira de candidato a Presidente …
Serra foge.
Esse é um traço da sua personalidade de homem público.
Quando a porca torce o rabo, ele desaparece.
Até hoje, três anos depois, ele foi incapaz de dar ao povo de São Paulo uma única declaração sobre o que aconteceu e que providências tomou depois do rompimento da cratera do metrô.
Ao contrário: preservou as empreiteiras e ampliou a participação delas no chamado “Robanel dos Tunganos”.
Zé Pedágio é o George Bush.
Quando houve o Katrina, Bush se trancou na Casa Branca diante da televisão, por causa de um jogo de futebol muito importante.
Foi aparecer dias depois, quando os mortos boiavam nas ruas,
A tragédia do Katrina foi em Nova Orleans, onde moram muitos negros e pobres.
A enchente de São Paulo também é assim: quem morre são os pobres.
Por isso, Serra foge.
Como Bush.
Me envergonho de ser Paulista. Povo metido, que se diz “letrado”, mas não passam de ignorantes. Recebi um email de um amigo (paulista classe “mérdia”), contando uma piada sobre enchentes. Contarei aqui pra comprovar o absurdo: “se você está no caos do trânsito em SP, no meio da enchente e avistar um barco afundando com Lula, Zé-dirceu e Delúbio, se você deixar este barco afundar, quem se salva ? Resposta: o Brasil”……
Que ridículo !!!! Falando justamente dos problemas de SP (caos e enchente) e enchendo o saco do Presidente…. Santa ignorância… Não sabem nem definir competências e diferenciar as esferas da Administração Pública.
Dá pra entender porque este curral eleitoral tucano se perpetua desde sempre !
Depois dizem que petista é burro… Só rindo pra não chorar !!!!
Realmente, as administrações femininas de são paulo são muito ruins.
DILMA LÁ !
[ 63 Luiz Gonzaga]
Bem se vê o quanto vocês, anti Lula lacerdentos são incapazes. Você, com esse artigo acabou chamando o DAVID de mentiroso. E mais, postou o artigo sem ler. Tivesse lido teria amorcegado.
Chora petralhada canalha e mentirosa kkkkk
http://3.bp.blogspot.com/_VG3RxCIyKl0/SmecZHr1O_I/AAAAAAAAAww/27Mq8iXgPVs/s400/Lula+Collor.bmp
O amor é lindo, não é? kkkkkkkkkkkkkk
O petróleo, hoje; amanhã, o nosso nióbio
Abaixo, interessante trabalho de Antônio Ribas Paiva, presidente do Grupo das Bandeiras (mudou de nome para UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND), de São Paulo, dissertando sobre o nióbio. Não custa lembrar que o Brasil detém 98% das reservas mundiais deste nobre elemento metálico, de largo uso estratégico nestes tempos de “guerra nas estrelas”.
————-
“NIÓBIO E SEGURANÇA NACIONAL
O Jornal “Folha de São Paulo”, no dia 05 de novembro de 2002, noticiou que
“LULA passou o final de semana em Araxá em casa da CBMM do Grupo Moreira Salles e da Multinacional Molycorp… A Companhia exporta 95% do Nióbio que retira de MG e é a maior exploradora do metal do mundo. Por meio de uma ONG a empresa financiou projetos do “Instituto Cidadania”, presidido por LULA, inclusive o “Fome Zero”, que integra o programa de governo do presidente eleito. (Folha de São Paulo de 05/11/02, pg. “A” 4.)
A matéria obriga à reflexão, porque evidencia a aliança anterior às eleições presidenciais entre um político, supostamente de esquerda, e uma multinacional, que de acordo com os dados do I.B.G.E., da Secretaria do Comércio Exterior e da “CPRM” subfatura exportações de nióbio, causando prejuízos anuais de bilhões de dólares americanos ao Brasil.
O raciocínio é simples: o Brasil, considerando as reservas de São Gabriel da Cachoeira AM, não computadas pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), detém 98% (noventa e oito por cento) das reservas mundiais exploráveis de nióbio. O mundo consome anualmente cerca de 37.000 toneladas do minério, totalmente retiradas do Brasil. O nióbio bruto, é comprado no garimpo a 400 dólares americanos o quilo. Portanto, sem contar a necessidade de formação de reservas estratégicas dos países do primeiro mundo, e o acréscimo do preço em razão do beneficiamento do minério, feito em Araxá MG e Catalão Goiás, deveríamos contabilizar, pelo menos, 14 bilhões e oitocentos milhões de dólares, a mais, em exportações anuais, ou seja: cerca de 30% (trinta por cento) a mais no total de todas as exportações brasileiras.
US$ 400 x 1000 = US$ 400.000 a ton.
US$ 400.000 x 37000 ton. = US$ 14.800.000.000,00
Esses valores não aparecem no balanço comercial, logo, está provado que os exportadores estão subfaturando as exportações de nióbio, em detrimento dos interesses do país e da Nação Brasileira.
Os preços do nióbio, cotados na Bolsa de Metais de Londres (50 libras esterlinas o quilo), são meramente simbólicos, porque o Brasil é o único fornecedor mundial, portanto, quem deveria determinar o preço é o vendedor (mercado do vendedor).
Mal comparando, nióbio a 50 libras o quilo é o mesmo que petróleo a três dólares o barril. No caso do petróleo, a OPEP estabelece o preço do mineral, equilibrando os interesses dos consumidores e produtores, porque o preço do petróleo é uma “questão de Estado”. O mesmo não ocorre com o nióbio; absurdamente, quem estabelece o preço de venda do produto são os compradores, em conluio com as empresas que exploram o minério no Brasil e que nessa ação deletéria contam com a conivência “oficial”, de políticos cujas campanhas e “projetos” financiam. Tanto os preços de venda como as quantidades exportadas são subfaturados, há décadas.
Os dados sobre o nióbio fornecidos pelo DNPM estão eivados de vício, porque tanto as quantidades do minério quanto os preços apontados pelo departamento são subfaturados, fornecidos pelos próprios interessados, da conspiração Araxá/Catalão.
Uma fração dos valores e quantidades reais do nióbio “exportado” seria suficiente para erradicar a subnutrição da população carente, e livrar o Brasil da desfavorável condição de devedor, além de financiar o desenvolvimento.
Estados Unidos, Europa e Japão são 100% (cem por cento) dependentes das reservas brasileiras de nióbio, minério que é tão essencial como o petróleo, só que muito mais raro.
Sem nióbio não existiria a indústria aeroespacial, de armamentos, de instrumental cirúrgico, de “gilete azul”, de ótica de precisão e etc… Os foguetes não iriam à lua e os vetores atômicos transcontinentais seriam ficção científica, assim como a “Guerra nas Estrelas” dos americanos.
Ora, se por petróleo as potências vão à guerra, imagine-se o que não fariam para garantir o nióbio grátis, que retiram do Brasil, com a complacência de governantes, cujas campanhas políticas e projetos são previamente financiados.
O governo que finda (C.T. – do outro salafrário FHC) tentou “privatizar” as reservas de nióbio “a céu aberto”, de São Gabriel da Cachoeira AM, em outubro de 1.997, pelo miserável “preço mínimo” de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), quando a avaliação da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) é, pasme-se, 1 trilhão de dólares americanos (Fio da Meada V e VII- Revista Carta Capital de 19/3/97, pg. 70/72)”
Tudo isso comprova, irrefutavelmente, que existe uma conspiração internacional antiga, para espoliar o Brasil de seus minérios, que impede o acesso da Nação Brasileira às riquezas do seu território. É o paradoxo do povo pobre de país riquíssimo.
A intimidade de vários governos com a “Conspiração de Araxá” (Collor já era assíduo freqüentador da cidade), sinaliza que a estrutura político-institucional vigente é incompatível com a autodeterminação do país. O “tratamento VIP” (segundo a Folha de São Paulo) dispensado a Lula e ao seu vice, em Araxá, bem como os financiamentos que sua campanha presidencial e seus “projetos” mereceram, são exemplos marcantes dessa falha institucional.
Evidenciando a “conspiração Araxá”, Lula, após hospedar-se na CBMM, reuniu-se com governadores do PSDB, em Araxá, entre os quais Aécio Neves-MG, cujo tio, Gastão Neves é a “eminência parda” dos minérios no Brasil.
ARAXÁ – Foi produtiva a primeira reunião de trabalho do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, com os 7 novos governadores do PSDB, feita ontem em Araxá. Os governadores de sete Estados (SP, MG, CE, PB, PA, GO e RO) acenaram com proposta de parceria e apoio de suas bancadas no Congresso para aprovar propostas de interesse do futuro governo, como a que mantém a arrecadação nos níveis atuais, sem reduzir de 27,5% para 25% a alíquota do imposto de renda pessoa física. “Me senti numa reunião de amigos, diz o Presidente eleito” (O Estado de São Paulo – 26/11/2002).
Lula poderia até não esposar a proposta, de ideologia esquerdista, mas o seu partido objetiva estatizar a economia através do confisco tributário, ação que conta com a complacência do Poder Judiciário, que depende do aumento da arrecadação para custear os seus orçamentos. É o mesmo processo comunizante aplicado na Romênia em 1947/48. Todo esse retrocesso histórico poderia ser evitado observando-se os erros de países que viveram essa amarga experiência político-econômica e adotando-se os acertos das economias capitalistas, principalmente, aproveitando-se, adequadamente, o potencial de recursos naturais do território brasileiro, ao invés de exaurir a população e as empresas com impostos e juros escorchantes.
Por outro lado, se o Brasil receber pelo nióbio que é contrabandeado e subfaturado pelos exportadores, poderá autofinanciar o seu desenvolvimento sem dívidas, garantindo empregos, renda, alimentação e oportunidades a todos os brasileiros. Nessa medida, o programa “Fome Zero”, cujos “estudos” foram financiados pela CBMM, não passa de manobra diversionista da “CONSPIRAÇÃO ARAXÁ”, com claro objetivo de manter a dominação do NIÓBIO, a custa de outros segmentos econômicos e sociais brasileiros, que serão demonizados e tributados, ao exaurimento, pelo governo supostamente esquerdizante do PT, que já demonstrou, com a “aliança ARAXÁ”, que está a serviço de interesses transnacionais. O mesmo pode-se dizer do MST (apêndice guerrilheiro do PT) que está a serviço do agronegócio internacional e tem como missão desestabilizar o agronegócio no Brasil, país com vocação agrícola e mineral insuperável
Essas estratégias não são novidade histórica. O Império Britânico, por exemplo, ganhou a “guerra fria” contra a Rússia Czarista, pelo domínio da Ásia, financiando a Revolução Bolchevic de 1.917. O único caminho para a nação brasileira é autodeterminar-se, reintegrando-se na exploração dos seus recursos.
O subsolo é propriedade da UNIÃO FEDERAL, os recursos minerais estão sendo desviados, em detrimento do interesse nacional, logo, o governo federal, por dever de ofício, deverá encampar a comercialização e a exportação do nióbio, ficando a cargo das mineradoras apenas a extração e a transformação do minério, remunerando-se-as, pelos mesmos preços que praticam atualmente.
Coordenando as exportações de NIÓBIO, terras raras e outros minérios (quartzo), a administração federal poderá alavancar as exportações brasileiras, para a Europa, E.U.A e Japão que são os maiores mercados mundiais em poder aquisitivo. Utilizando, adequadamente, suas potencialidades minerais, como “moeda de troca”, o Brasil poderá exportar, rapidamente, 300 bilhões de dólares anuais e importar 250 bilhões, por exemplo, criando empregos e fortuna na mesma proporção.
Partindo-se da premissa que o aprimoramento institucional é um processo de outorga, é imprescindível que os brasileiros responsáveis dediquem toda a sua capacidade, na busca de soluções, que adeqüem as instituições à preservação dos interesses nacionais.
São Paulo, 28 de novembro de 2002.
GRUPO DAS BANDEIRAS (mudou de nome para UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND)
Antônio Ribas Paiva
Presidente
Artigo: Nióbio: riqueza desprezada pelo Brasil – Edvaldo Tavares
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