Thu 17 Dec 2009
Estamos unindo esforços com outros países em defesa da floresta tropical
Posted by robertocordeiro under Artigos
O jornal Valor Econômico publica, na edição desta quinta-feira (17/12), artigo assinado pelo presidente Lula, o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, e o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono. Sob o título “Precisamos salvar as florestas tropicais remanescentes do mundo e o clima”, os autores afirmam que “a mudança do clima é o maior desafio de nossos tempos”.
“Estamos unindo esforços com outros países para estabelecer uma parceria Norte-Sul em defesa das florestas tropicais. Trabalhamos com cerca de 40 países – desenvolvidos e em desenvolvimento – para ampliar em bases provisórias o financiamento às florestas tropicais. O relatório final desse estudo concluiu ser possível reduzir até 2015 o desmatamento e a destruição de turfeiras em países em desenvolvimento em 25%. Seriam necessários entre 15 e 25 bilhões de euros, no período 2010-2015, para consolidar uma estrutura global de incentivos. Pode parecer muito dinheiro, mas a contenção do desmatamento e da destruição de turfeiras é, sem dúvida, uma das formas com melhor relação custo-benefício para enfrentar a mudança do clima. Com um centavo por dia para cada cidadão dos países ricos, poderíamos evitar a emissão de 7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em seis anos.”
Leia aqui a íntegra do artigo.
E como devemos proceder? Questionam os autores. 1 – Devemos conferir valor econômico às florestas tropicais. 2 – Precisamos de uma parceria focada em resultados. 3 – É preciso garantir financiamento para capacitar as instituições nacionais que lidam com os vetores do desmatamento e para estabelecer um sistema robusto de monitoramento de emissões.
E concluem: “Em Copenhague, estaremos na vanguarda, encorajando os demais líderes mundiais a apoiar nosso trabalho. Para salvar as florestas tropicais do mundo, precisamos tanto de ações emergenciais quanto de um compromisso de longo prazo. Um acordo sobre desmatamento pode contribuir de forma decisiva para o êxito em Copenhague. Sabemos o que precisa fazer. Sabemos como fazê-lo. É chegada a hora de agir.”
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TUDO EM “FAMIGLIA”..”TUTTI BUENA GENTE”…”LA COSA NOSTRA”:
Filha de diretor da Dersa atua para empresa do Rodoanel
A filha de Paulo Vieira de Souza, diretor da Dersa, empresa do Estado responsável pela construção do Rodoanel, é advogada das empreiteiras contratadas pelo governador de São Paulo José Serra (PSDB) para construir a alça sul do anel viário em pelo menos um dos processos do TCU (Tribunal de Contas da União) que apontou indícios de superfaturamento no projeto.
Priscila Arana de Souza trabalha no escritório Edgard Leite Advogados Associados, que defende as mesmas construtoras no TCE (Tribunal de Contas do Estado) em casos que envolvem as obras do Rodoanel.
O escritório onde ela trabalha é especializado em atender grandes empreiteiras e ainda atua em processos na Prefeitura de São Paulo para a EIT (Empresa Industrial Técnica).
Neste ano, a EIT dividiu com a Egesa, por R$ 456 milhões, metade da obra da Nova Marginal, também gerenciada pelo engenheiro Paulo de Souza, diretor da Dersa.Formada pela FMU (Faculdade Metropolitanas Unidas) em São Paulo em 2002, Priscila foi contratada em junho de 2006, quando seu pai já trabalhava na estatal.
Camargo Corrêa
Uma das empreiteiras do Rodoanel que é cliente do escritório é a Camargo Corrêa.Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de que a empresa tenha pago propina ao diretor da Dersa e pai dela por conta da obra do anel viário, no âmbito da Operação Castelo de Areia.
A Procuradoria da República, em São Paulo, requisitou a inclusão de Paulo de Souza na lista de autoridades investigadas por suspeita nas irregularidades em obras públicas.
Além das investigações do TCU, a obra do Rodoanel também é investigada pela Procuradoria da República e pelo Ministério Público Estadual.No mês passado, vigas de um viaduto em construção no trecho sul desabaram sobre a rodovia Régis Bittencourt, deixando três feridos.
O consórcio responsável por esse trecho da obra (formado por OAS, Mendes. Jr e Carioca) também é um dos defendidos pelo escritório de advocacia onde trabalha Priscila.
Mais recentemente, em fevereiro deste ano, esse escritório contratou mais uma advogada próxima a autoridades do governo paulista -Nathália Annette Vaz de Lima, filha do líder da gestão Serra na Assembleia Legislativa, José Carlos Vaz de Lima (PSDB).
O deputado estadual Vaz de Lima é um dos políticos mais ligados a Aloysio Nunes. Ambos são de São José do Rio Preto (SP) e têm base política na cidade.
Empréstimos
A família de Paulo de Souza tem ligações estreitas com o secretário de Estado da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, um dos pré-candidatos do PSDB ao governo de SP, caso José Serra não dispute o cargo.
Em 2007, a advogada e sua mãe, Ruth, fizeram um empréstimo de R$ 300 mil a Aloysio Nunes -Priscila respondeu pela maior parcela, R$ 250 mil.Aloysio diz ter usado o dinheiro para pagar parte do apartamento que comprou em Higienópolis e que quitou todo o valor até este ano, em parcelas, mas tudo sem juros.
Assim como o diretor da Dersa, Aloysio também é citado nas investigações da PF que envolvem a Camargo Corrêa. O chefe da Casa Civil paulista é apontado como suposto beneficiário de um repasse de US$ 15.780, pago pela empreiteira em 1998. Ele diz que todas as doações que recebe são legais.Aqui para assinantes
Dilma dá aula a outros presidenciáveis sobre como negociar defendendo a justiça para países em desenvolvimento
De Copenhague, na coluna Mercado Aberto, Maria Cristina Frias informou ontem que “as críticas de Dilma Rousseff à dinamarquesa Connie Hedegaard, presidente da COP-15, deixaram-na acuada”. Foi em reunião “tendo a ministra à frente” dos representantes de China, Índia e outros, cobrando “com firmeza e sempre com o mesmo tom de voz” a participação no documento final da conferência.
Ontem pela manhã, a presidente “renunciou”(acusada de privilegiar países rico) e deixou a tarefa ao próprio primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen. Antes divulgou novo esboço, recebido como mais uma “manobra dinamarquesa”, com um texto que “caiu do céu”, na expressão do enviado chinês, segundo a Reuters.No fim do dia, Rasmussen se reuniu com Lula.Nelson de Sá
Dilma disse…
Dilma reclama maior inclusão de países na COP-15
Diplomatas, não só do Brasil, comentavam ontem em Copenhague que as críticas da ministra Dilma Rousseff e de ministros da China, Índia e de alguns países africanos a Connie Hedegaard, presidente da COP-15, deixaram-na acuada e com necessidade de mostrar transparência.
Anteontem, representantes daqueles países, tendo à frente a ministra Dilma, chefe da delegação do Brasil, tiveram uma dura reunião com a dinamarquesa Hedegaard.Em uma mesa com apenas 15 pessoas em uma pequena sala do Bella Center, a ministra brasileira foi a primeira a falar.
Pedindo licença para falar em português, apesar de saber corrigir a intérprete, Dilma iniciou falando em nome dos representantes de países em desenvolvimento ali presentes.
“Queremos o sucesso dessa reunião”, afirmou. E pediu que se voltasse a discutir o Protocolo de Kyoto e que houvesse participação no esboço final
“O documento que será submetido a nossos presidentes e primeiros-ministros não pode ser obra acabada de que não tenhamos discussão antecipada”, disse. “Não pode”, corrigiu a ministra, quando a tradutora alterou suas palavras.Com firmeza, e sempre com o mesmo tom de voz, Dilma acrescentou que “não queremos que haja problemas, como boicote, que ameace esta conferência”.
“Reiteramos que desejamos sucesso da conferência e, para isso, deve-se assegurar participação efetiva, com transparência e inclusão, seja na discussão e também na elaboração a ser entregue a nossos chefes de Estado. Essas condições interessam a nossas conveniências individuais e vão interessar também à direção da conferência, ok?”, disse a ministra.
Ao encerrar, Dilma pediu aos colegas que se manifestassem se tivessem observações.Connie Hedegaard respondeu que “toda a proposta é garantir inclusão e transparência. Não tenho interesse em não consultar vocês”.O representante da Índia quase se exaltou. “Não tenho mandato para transferir a você a responsabilidade de fazer o acordo”, disse.”Queremos ser parte do esboço final”, retrucou um dos africanos.
Obama liga para Lula para discutir COP15
O Presidente Lula conversou na noite passada por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para tentar salvar o Protocolo de Quioto no acordo político que poderá ser firmado amanhã (18), último dia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) em Copenhague.
Segundo uma fonte ligada a Lula, na conversa, que durou cerca de 30 minutos, o Presidente fez um apelo para que Obama reconheça as diferentes responsabilidades dos países ricos e das nações em desenvolvimento para combater o aquecimento global. Os Estados Unidos já disseram que não vão subscrever o Protocolo de Quioto. No entanto, o Brasil quer que os EUA não pressionem outras nações desenvolvidas a deixar as regras do protocolo para aumentar o comprometimento com ações futuras dos países emergentes.
Enviar por e-mail: Por: Helena
Lula diz que ricos tem de assumir responsabilidades.
quinta-feira, 17 dezembro, 2009 às 13:10
O presidente Lula fez uma pequena fala (assista o vídeo) no seu primeiro dia em Copenhague cobrando que os países desenvolvidos assumam ” metas ambiciosas, à altura de suas responsabilidades históricas e do desafio que enfrentamos”, comentou Lula. Para o presidente, os países desenvolvidos uma proposta “realmente ambiciosa” seria de 40% de redução de gases-estufa, em comparação com 1990. Além disso, ele disse que as metas devem ser constantemente reavaliadas, de acordo com as descobertas científicas sobre o aquecimento global.
Lula disse que investimento necessário para cumprir as metas brasileiras vão exigir US$ 160 bilhões em dez anos, ou US$ 16 bilhões por ano até 2020. “Não é proposta de barganha, é um compromisso que assumimos com a nação brasileira e com o mundo”, disse. Para ele, os países de desenvolvimento também se propuserem a metas expressivas, mas que só poderão ser cumpridas se o apoio financeiro e tecnológico por parte dos países desenvolvidos não forem “uma tímida promessa ou apenas uma miragem”.
Há um outro vídeo, no Youtube, com uma entrevista com os ministros Dilma Roussef e Carlos Minc, que você pode assistir aqui.
Brizola Neto http://www.tijolaco.com/
Jornalistas ganham panetone da Yeda corrupta
Ontem teve novas manifestações contra a governadora tucana Yeda Crusius (PSDB).Com a praça em frente à sede do governo tomada por manifestantes, Yeda Crusius ofereceu almoço a jornalistas para celebrar três anos de mandato no Rio Grande do Sul. A tucana presenteou convidados com camisas do Grêmio e do Inter.Me pergunte se há fotos nos jornais de hoje da manifestação contra Yeda. É o almoço!!
Enviar por e-mail: Por: Helena
Formação de quadrilha: José Serra ganha companhia do corrupto Arruda e da miss desmatamento, em Copenhague
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda(DEM), embarcou discretamente na noite de terça-feira para Copenhague, onde está sendo realizada a conferência das Nações Unidas para mudanças climáticas (COP-15). Arruda tomou um voo no Rio de Janeiro e chegou à capital da Dinamarca após escala em Paris. Ao que consta, não foi para entregar panetones ao presidente Lula.Informações de Sonia Racy do Estadão
Enviar por e-mail: Por: Helena
São Paulo: choveu, deu novo alagão
Alagão de novo
Enquanto José Serra (PSDB/SP) passeia em Copenhague, tirando fotos com o exterminador do futuro:
A capital paulista registrava alagamento na:
- Freguesia do Ó;
- Lapa de Baixo;
- Marginal Pinheiros;
- Pirituba, na zona oeste;
- região central;
- No bairro do Jaraguá, um carro ficou totalmente submerso;
Engarrafamento no trânsito ultrapassou 190km.
Rodovias:
A chuva alagou parte da Rodovia Anhanguera, na chegada à capital. Um alagamento do km 18 ao 22, região do Jaraguá, faz com que o tráfego seja desviado para o Rodoanel. A Rodovia Presidente Dutra também tem alagamento, no sentido Rio de Janeiro, do km 213 ao 210.
Falta de Luz
Parte da região central e de ruas das zonas leste, norte e oeste da cidade de São Paulo (SP) ficou sem luz devido às chuvas que atingiram a capital paulista na tarde desta quarta-feira. Segundo a AES Eletropaulo, algumas vias dos bairros Santa Cecília e Pompéia estão prejudicadas pela falta de iluminação.
Drama dos Moradores do Jardim Pantanal e Jardim Romano
Os moradores do Jardim Pantanla e Jardim Romano, na Zona Leste, estão com água estagnada, misturada à esgoto, há mais de uma semana, desde as últimas chuvas.
Um defeito na bomba da estação elevatória de esgoto da SABESP, na região, fez com que o esgoto deixasse de ser bombeado, e os dejetos voltaram e vazaram misturando às águas pluviais da inundação.
Os moradores esperavam a água baixar dia a dia na falta de ação do governador e do prefeito.
A SABESP e a prefeitura alegavam que era preciso esperar as águas baixarem para fazer o conserto da bomba. Com novas chuvas o alagamento volta encher e as águas sobem de novo.
Haverá chuvas de verão até março, pelo menos.
Quando é que o governador José Serra (PSDB/SP) e Gilberto Kassab (DEMos/SP) vão parar de gastar milhões do dinheiro público com propaganda enchendo os bolsos da imprensa, e vão levar a sério o drama das enchentes que aflige a população?
Enviar por e-mail: Por: Zé Augusto .
MAIS PANETONE DEMOTUNGANO
Patrocínio à Beija-Flor provocou disputa entre mensaleiros do DEM DF
Patrocínio do governo do Distrito Federal para a escola de samba Beija-Flor fazer seu desfile no carnaval de 2010, no Rio, virou uma disputa entre os deputados “mensaleiros”, o carnavalesco Joãosinho Trinta e o grupo político do vice-governador Paulo Octávio (DEM), responsável pelas festividades dos 50 anos de Brasília no ano que vem. Os parlamentares envolvidos no chamado “mensalão do DEM”, liderados pelo deputado Leonardo Prudente (DEM), atravessaram a negociação para superfaturar a verba e negociar propina com o governo do DF e uma das mais vitoriosas escolas de samba do Rio. “É um dinheiro maldito”, afirma Joãosinho Trinta, que também tentou ganhar dinheiro no negócio, mas foi passado para trás.
Antes de entrar na negociação, deputados como Prudente – flagrado colocando nas meias propina do “mensalão do DEM” – criticavam publicamente o patrocínio à Beija-Flor, comandada pelo bicheiro Anísio Abraão David. Após as conversas com o governo e a escola, silenciaram. A ofensiva dos parlamentares foi desencadeada numa reunião em setembro na casa de Prudente num bairro nobre de Brasília. Além do parlamentar, outros três colegas de Câmara Legislativa estavam presentes: Júnior Brunelli (PSC), notabilizado pela “oração da propina”, Rogério Ulysses (PSB) e Batista (PRP). Eles queriam dobrar o patrocínio negociado de R$ 3 milhões do governo à agremiação de Nilópolis, que vai contar na avenida a história dos 50 anos de Brasília. Em troca, não usariam a Câmara Legislativa para atrapalhar a iniciativa.
O encontro com os quatro parlamentares foi confirmado ao Estado por outros três personagens da conversa: o secretário de Cultura do DF, Silvestre Gorgulho, o subsecretário, Beto Sales, e o empresário Ricardo Marques, amigo de Joãosinho Trinta e responsável por um instituto que leva o nome do carnavalesco. A reunião ocorreu em setembro na casa de Prudente.
ACERTOS
Num primeiro momento, os deputados “mensaleiros” se aliaram a Joãosinho Trinta para que o governo do Distrito Federal ficasse de fora das negociações. Queriam que a ONG do carnavalesco representasse Brasília na arrecadação dos recursos e na relação com a Beija-Flor dentro de um projeto de R$ 6 milhões. “Foi uma das reuniões mais constrangedoras que eu tive na minha vida”, diz o secretário Silvestre Gorgulho. “O Brunelli ficou o tempo todo ao telefone e disse: “nós vamos fazer o contrato da Beija-Flor com o Instituto Joãosinho Trinta”.” Assim como Prudente, Brunelli aparece no inquérito do “mensalão do DEM” recebendo, em vídeo, propina de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF. Segundo Barbosa, Rogério Ulysses, integrante da reunião sobre o carnaval, também está envolvido no esquema supostamente comandado pelo governador José Roberto Arruda.
Brunelli deu dois telefonemas naquela reunião: um para o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e outro ao presidente da Beija-Flor, Farid Abraão David, irmão de Anísio e primo do deputado Simão Sessim (PP-RJ), que representa os interesses da escola de samba em Brasília. Aos dois, pediu ajuda para intermediar o contrato do carnaval. Os deputados ameaçaram usar a Câmara para criar problemas ao patrocínio à Beija-Flor. “O Brunelli virou para o Leonardo Prudente e disse: “lembra aquela CPI que estava na gaveta? Se não fizer (o contrato) pode tirar”, conta Silvestre, sem detalhar qual era essa CPI.
Naquele momento, a BrasíliaTur, empresa de turismo do governo, e a Secretaria de Cultura já tinham fechado o acordo com a Beija-Flor sem a participação do Instituto Joãosinho Trinta. Uma nova reunião com os deputados, o carnavalesco, o secretário de Cultura e, dessa vez, o vice-governador Paulo Octávio manteve a decisão de deixar a ONG de Joãosinho de fora, contrariando a reivindicação dos deputados. Os parlamentares, no entanto, aceitaram e não criaram mais problemas. E, no dia 23 de setembro, a Beija-Flor recebeu R$ 1,5 milhão, referente à primeira parcela do patrocínio.
Ao Estado, Ricardo Marques deixou no ar a possibilidade de um acerto ilícito entre os envolvidos na negociação. “Depois das cenas a que todos nós assistimos, não podemos descartar a suspeição de nenhum tipo de projeto em Brasília. O governo está em suspeição. Todos os contratos devem ser revistos.”Estado
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MAIS MENTIRA DOS DEMOTUNGANOS
Vistoria aponta que sistema de bomba do rio Tietê não teve problemas em dia de megaenchente e desmente Serra e Kassab
Vistoria feita por técnicos da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras da capital paulista e do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee), entre 9 e 15 de dezembro, revelou que todas as bombas da marginal Tietê funcionaram normalmente no último dia 8, data em que uma megaenchente provocou caos na cidade.
Segundo a Coordenação das Subprefeituras, foi realizada uma vistoria “rigorosa” nas 26 bombas que compõem o sistema. Três delas – sob as pontes das Bandeiras, Anhanguera e da Casa Verde, locais mais atingidos na enchente do dia 8 – estão sob responsabilidade da prefeitura. Todas as restantes são administradas pelo governo do Estado.
No dia da megaenchente, o governador José Serra (PSDB) atribuiu as inundações na marginal Tietê – um dos locais mais afetados naquele dia – a um problema no funcionamento de uma bomba do sistema da usina de Traição, que fica ao lado da ponte Ary Torres, na marginal Pinheiros. “Isso comprometeu 25% da capacidade de bombeamento e estrangulou ainda mais a capacidade de escoamento do Tietê”, havia afirmado o governo, em nota.
No dia seguinte, a secretária de Saneamento e Energia do Estado, Dilma Pena, contradisse a afirmação do governador e minimizou a importância do equipamento que falhou na usina de Traição: “o que aconteceu no Tietê e em Pinheiros não pode ser creditado à bomba. Houve uma chuva muito intensa, torrencial. A bomba ajudaria ali naquele ponto, ali na Cidade Universitária. Ali a bomba ajudaria, o nível ficaria mais baixo. Ali fez falta a quarta bomba, mas para o Tietê não tem influência nenhuma”, disse.
A Prefeitura de São Paulo, na época, disse também que não ocorreram falhas em nenhuma das bombas da marginal Tietê sob sua administração. No entanto, o engenheiro Ubirajara Tannuri Félix, superintendente do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), disse que as bombas sob a ponte das Bandeiras “não conseguiram operar a contento e atrasaram o escoamento”. “Fui ao local com técnicos da Prefeitura e constatei isso”, afirmou Félix.
A gestão Kassab se negou a dar detalhes sobre falhas no sistema de escoamento de água na ponte das Bandeiras. O prefeito falou em intrigas: “Foram algumas pessoas que quiseram intrigar a prefeitura com o governo”, afirmou. Já Dilma Pena confirmou problemas no local, mas não falou em falha nas bombas. “[O problema] Foi um muro de arrimo, que protege contra passagem das águas para pista”, disse.
O resultado da vistoria na marginal Tietê e a afirmação da secretária Dilma Pena minimizando o impacto da falha na bomba da usina de Traição afastam a hipótese de que problemas em bombas potencializaram os alagamentos do dia 8 na marginal Tietê. O argumento de governo e prefeitura é que a quantidade de chuva “acima do normal” foi agente causador das enchentes.
Contudo, levantamento feito pelo uol mostrou que historicamente a cidade já enfrentou com muito mais tranquilidade índices pluviométricos similares ou maiores do que o registrado no dia 8 deste mês. Em várias ocasiões a chuva foi maior do que no dia da mega-enchente, mas a cidade não viveu o mesmo caos.
Segundo estudo realizado pela liderança do PT na Câmara Municipal, a gestão Kassab deixou de investir R$ 353 milhões em obras de combate a enchentes. Entre 2006 e hoje, a prefeitura usou apenas 68% da verba previstas no orçamento para canalização de córregos, serviços de drenagem e construção de piscinões.Com informações da Agência Estado e Uol
Leia também:Chuvas provocam duas mortes em Osasco, na Grande São Paulo
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