A crise econômica que atingiu os mercados internacionais no final de 2008 foi necessária para que setores da sociedade brasileira entendessem que não era “uma questão de sorte” o bom andamento da economia do País. Segundo afirmou o presidente Lula durante a 32ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, realizada nesta quarta-feira (9/12) no Palácio Itamaraty, em Brasília, o Brasil estava preparado antes da crise e saiu dela forte o suficiente para manter o crescimento e desenvolvimento do País. Para manter o ritmo em 2010, será preciso ainda mais trabalho, afirmou:

Eu quero fazer como eu faria, se eu fosse técnico: no ano que vem, Guido, nós vamos ter que trabalhar muito mais, porque antes a gente não tinha nada e a gente não tinha com que se preocupar muito. Hoje nós já temos um patrimônio. E assegurar que esse patrimônio seja mantido vai exigir de nós mais trabalho do que nós tivemos este ano e no ano passado.

Confira aqui a íntegra do discurso:

Lula contou que os técnicos brasileiros, em outras ocasiões, quando negociavam com funcionários do FMI, sequer eram recebidos pelos diretores da entidade. O tratamento, segundo relato, colocava o País num grau inferior de importância. Na atualidade, a situação se inverteu -- o Brasil já emprestou US$ 14 bilhões ao FMI e hoje tem poder de veto na instituição.

O presidente informou também as projeções do Ministério do Trabalho sobre criação de empregos este ano. Segundo Lula, em 2009 serão criados 1,3 milhões de postos e trabalho, mesmo após a crise econômica mundial. Enquanto isso, lembrou o presidente, os Estados Unidos comemoram redução na taxa de desemprego.


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